BANNER

Acesse aqui!
atendimento@anaplab.com.br
Joinville/SC: (47) 3026-3937
S.J. Pinhais/PR: (41) 3035-2095

sábado, 6 de fevereiro de 2016

SAÚDE É O QUE INTERESSA; O RESTO NÃO TEM PRESSA!




PRÓSTATA - ENTREVISTA COM O UROLOGISTA Nº 1 DO BRASIL

Não tem nem o que questionar: quando se fala em urologia, e  principalmente  em saúde masculina, o primeiro nome da agenda e da confiança dos principais políticos, empresários e brasileiros em geral é o do médico Miguel Srougi. 
Considerado o número 1 do Brasil em cirurgias de câncer de próstata (já realizou 2.900), atende em seu consultório gente como o ex-presidente Lula, José Alencar, José Serra, Geraldo Alckmin, Joseph Safra, Lázaro Brandão, Abílio Diniz e  Antônio Ermírio de Moraes, entre outros pesos pesados.
Professor titular de urologia da Faculdade de Medicina da USP, pós-graduado pela Harvard Medical School, em Boston, nos Estados Unidos, com 35 anos de carreira, uma dezena de livros publicados e outra centena de artigos espalhados mundo afora, Srougi tem a simplicidade daqueles que muito sabem, pouco ostentam e continuam lutando.
Ele se dedica integralmente ao que faz - trabalha todos os dias, das 7 da manhã às 10 da noite - abriu mão da vida pessoal (é casado, pai de dois filhos) e  não tem receio de dizer que se envolve demais com seus pacientes. "Sofro muito e esse sofrimento é um dos fatores de sucesso da minha carreira, porque acabo me entregando mais aos doentes". Embora viva intensamente entre os limites das dores da perda e alegrias dos resgates da vida, Srougi, aos 60 anos, se abastece lecionando na Faculdade de Medicina, "uma de minhas razões existenciais".
No ano passado inaugurou um moderno centro de ensino e pesquisa para seus alunos, garimpando verbas junto aos seus pacientes poderosos. A sala ganhou o nome de Vicky Safra, mulher de Joseph Safra - em homenagem ao banqueiro que doou a maior parte dos recursos.
Nesta entrevista, o maior especialista em câncer de próstata do país afirma que "todo homem nasce programado para ter a doença" e que, se viver até os 100 anos, inevitavelmente vai contraí-la. Fala ainda sobre os principais  temores masculinos, como problemas na próstata, disfunções sexuais, decadência física e seus sonhos pessoais. E conta por que trocou o Hospital Sírio-Libanês pelo Oswaldo Cruz depois de 30 anos. A seguir, os principais trechos.

ASSOMBROS MASCULINOS 
Os homens tem uma certa sensação de invulnerabilidade - isso faz parte da cabeça deles. Passam boa parte da sua vida livre de todos os incômodos que a mulher tem, fazendo com que relaxem mais com a sua saúde. Com o passar dos anos, começam a perceber a sua vulnerabilidade e passam  a dar um pouco mais de valor aos cuidados médicos.
O que mais os atemoriza hoje? Problemas com a próstata, disfunções sexuais e a decadência física, que mexe muito com a cabeça das mulheres, mas também com a deles. As mulheres pautam muito a vida em função da beleza e os homens da força, da virilidade, da capacidade de agir, raciocinar. E na hora em que surgem falhas nessas áreas, eles percebem que, talvez, não seja aquele ser imortal que achavam que fossem.

ENVELHECIMENTO 

Há dois profundos temores hoje nos homens: o primeiro é o crescimento benigno da próstata, um fenômeno que ocorre em praticamente todos eles: ela aumenta de tamanho depois dos 40 anos e, dessa forma, o canal da uretra fica ocluído.  Isso faz com que o homem comece a urinar sucessivas vezes, a não ficar em uma reunião prolongada, ter de levantar a noite, com o sono prejudicado, acordando mal.
O crescimento benigno é quase inexorável: todos os homens vão tê-lo em maior ou menor grau - felizmente, apenas um terço dos homens (30%) tem sintomas mais significativos que exigem apoio médico.Nesses casos, há medicações que desobstruem parcialmente a uretra e fazem o indivíduo urinar e viver melhor. Apenas de 4% a 5% dos homens tem de fazer uma cirurgia para desobstruir a uretra por causa desse crescimento benigno.
Essa é uma cirurgia que se faz com segurança e sem os inconvenientes de uma cirurgia maior nos casos de câncer.  Ela remove apenas o fator obstrutivo, o homem passa a viver melhor e sem nenhuma sequela. Esse crescimento não tem causa conhecida, surge por um desequilíbrio hormonal no homem maduro, ou seja, as células da próstata passam a se proliferar em decorrência dos hormônios.
Não há como prevenir.  Existem algumas medidas, mas nenhuma consistente.

OBESOS E FUMANTES 

Existe a falsa ideia de que os obesos e os fumantes seriam menos sujeitos ao crescimento benigno da próstata.
O que é interessante é que a próstata seria o único lugar no organismo que eles deixariam de ter todas as desvantagens, mas a realidade é meio dura: recentemente se apurou que eles são menos operados da próstata, mas não porque ela não cresce, mas pelo receio dos médicos de operá-los porque seria mais complicado e também porque muitas vezes nao vivem o suficiente  para serem operados - morrem antes.
É uma realidade muito perversa.

REALIDADE NUA E CRUA 
O câncer na próstata adquire maior relevância porque tem uma grande prevalência: 18% dos homens - um em cada seis - manifestarão a doença. E também porque o tumor, que ocorre com muita freqüência dentro da próstata, é eliminado com sucesso em 80% e 90% dos homens. Se esse tumor não é identificado no momento certo e se expande, saindo da próstata, as chances de cura caem para 30%.
É um tumor muito comum e se for detectado a tempo, tem como resgatar esse paciente. Dos 18%, somente 3% morrem - a medicina consegue curar 15% dos homens,ou seja, a maioria.Mas vale dizer que todo homem nasce programado para ter câncer de próstata. Ou seja, nós temos nas nossas células genes que as estimulam a virar cancerosas e eles ficam bloqueados durante a nossa existência.
Quando o indivíduo envelhece, esses mecanismos de bloqueio deixam de exercer o seu papel e o câncer começa a se manifestar. Com isso vai aumentando a freqüência da doença e todo homem que chegar aos 100  anos vai ter câncer de próstata.

SEM FANTASIA 

O exame de toque - um dos meios de se detectar a doença - gera na cabeça dos homens fantasias negativas e receios, mas, na verdade, eles tem muito medo da dor. Tanto é que os que fazem pela primeira vez, no ano seguinte perdem  o medo. Leva tres ou quatro segundos e não dói. Então, um dos fatores de resistência é eliminado.
Existe um segundo sentimento, que é muito forte: expressar, exteriorizar uma fraqueza se a doença for descoberta. O homem tem pavor disso porque, de acordo com todas as idéias evolucionistas, só vão sobreviver aqueles que forem fortes. É comum você descobrir um câncer no indivíduo, e ele entrar em pânico, não pela doença, mas porque as pessoas vão descobri-la. Porque o câncer é muito relacionado com morte, decadência física, perda da independência, dependência dos outros. O homem não aceita essa ideia, e prefere fechar os olhos e enfiar a cabeça  debaixo da terra a enfrentar, mostrando para o mundo e as pessoas que ele é um ser mais fraco. Isso vai afetar a imagem dele, acha que vai perder poder sobre outras pessoas, porque ninguém obedece a um fraco, alguém que vai morrer.
Isso vai contra a ideia que temos de ser mais fortes para sobreviver.

A PERFORMANCE DO ROBÔ 

Estamos fazendo cirurgias com robô, que permite uma visão muito mais precisa do campo cirúrgico, elimina os tremores da mão do cirurgião, permite incisões pequenas, uma operação muito mais perfeita porque os movimentos dele são muito suaves. Isso é muito novo no Brasil. Fiz o primeiro caso há dois meses, no Sírio-Libanês. E agora, o Albert Einstein já possui o robô e o Oswaldo Cruz o está adquirindo.
Nos Estados Unidos se faz cirurgia robótica em larga escala. Lá, o robô ganha em performance do cirurgião médio, mas ele ainda perde do habilitado.
Tenho mais de 2.900 pacientes operados de câncer de próstata. Sou o terceiro cirurgião do mundo nesse quesito - só perco para dois americanos e eles estão parando de trabalhar. Apesar de ter essa grande experiencia, quando comecei a operar, 35% ficavam com incontinência urinária grave. Agora são só 3%. Impotentes, todos também ficavam. Hoje, se o  homem tem menos de 55 anos, a incidência é de 20% - antes era 100%.
Há também enxertos de nervos, porque a impotência se deve a remoção de dois nervos que passam perto da próstata e nós estamos fazendo esse enxerto quando somos obrigados a retirá-los nos casos em que o tumor fica grudado. Entre os pacientes que fizeram os enxertos, metade voltou a ter ereções com o tempo.

IMPOTENCIA, O QUE FAZER? 
Esses novos remédios para tratar a disfunção sexual contornam 1/3 da impotência, tanto após a cirurgia quanto depois da radioterapia. Se os comprimidos não atuarem, existem injeções.
Há ainda próteses penianas que sao muito desenvolvidas e produzem uma ereção que quase não tem nenhuma diferença em relação a normal. Isso permite que o homem reassuma a vida sexual plenamente e que as mulheres tenham muita satisfação. Os homens ficam extremamente felizes - são hastes colocadas dentro do pênis. Não fica marca, nem cicatriz.
Nos Estados Unidos, entrevistaram as mulheres sobre os homens que tinham prótese e as respostas foram positivas. Ela funciona muito bem.

O PAPEL DAS MULHERES 
Os homens são resistentes: eles relutam muito em irem ao médico fazer um exame de próstata e só vão quando a mulher os empurra: dois terços dos pacientes no meu consultório são trazidos por elas. Ligam para marcar a consulta e os acompanham.
A gente não vê mulheres jovens trazendo homens jovens para fazerem exames. A gente vê mulheres maduras. Claro que o jovem não está na faixa de risco. Mas existe um outro significado da importância da mulher. Primeiro, que ela é pragmática e incentiva o marido.
Mas, por que ela quer isso? Porque quem ficou vivendo bem 30 anos e conseguiu superar todos os embates da vida conjugal é um casal que o tempo consolidou. E aí a mulher tem um sentido de preservação da família muito mais forte que o do homem. Passadas as tempestades e oscilações do relacionamento, ela não quer que o marido morra.
É real. Toda vez que tenho um paciente e ofereço dois tratamentos: um que aumente a existência dele, mas vai, por exemplo, causar alguma deficiência na área sexual e ofereço um outro tratamento, que cura menos, mas preserva melhor a parte sexual, o homem balança na decisão.
A mulher nunca hesita. Ela prefere aquele que aumenta a existência, mesmo ocorrendo o risco de comprometer a vida sexual dele e do casal.
Poucas vezes vi uma mulher aconselhar um tratamento que de menos chance de vida e aumente a possibilidade de ele ficar potente. Dá para contar nos dedos. Ela quer o companheiro, quer preservar aquela pirâmide que foi construída, que é rica.

SOFRIMENTOS E PRIVILÉGIOS 
Eu me envolvo muito com meus pacientes. Sofro muito. E esse sofrimento é um dos fatores do sucesso da minha carreira, de 35 anos. Nesse sofrimento eu acabo me entregando mais e mais aos doentes. Isso é ruim, porque não tenho vida pessoal, minha vida familiar é feita nos intervalos.
Felizmente, os momentos bons prevalecem sobre os ruins. É por isso que eu sobrevivo. Um doente que coloca a cabeça no meu ombro e agradece por ter feito algo por ele, ou deixa correr uma lágrima na minha frente, me faz deletar, superar aqueles momentos em que me senti totalmente impotente.
Uma das coisas importantes é o médico saber e demonstrar que a medicina não é infalível e ele não se sentir onipotente. O urologista tem um privilégio. O oncologista mexe com câncer avançado, já no fim do caminho - eu lido com o inicial. Eu consigo salvar muita gente. É um privilégio para mim.

MEDO DA SEPARAÇAO 

Nós não queremos morrer. Primeiro, pela incerteza do porvir. Segundo, porque a morte implica extinção e o ser humano não aceita a aniquilação. A nossa cabeça nasceu para ser imortal.
A morte está relacionada com dor, sofrimento, a decadência física, a desfiguração, a perda do papel social, desamparo da família, perdas dos prazeres materiais, da independência. Mas a causa verdadeira é o nosso horror de nos separar das pessoas que amamos. Bem material não deixa ninguém feliz. Há tanta gente rica se suicidando, tomando droga para sair da realidade.
Os médicos não compreendem isso. Se as pessoas tem medo de se afastar das pessoas, do seu entorno, você precisa tratar o entorno também. Não é o médico que apoia o doente nas fases difíceis - é a família. Eles reagem raivosamente contra a família, querem afastá-la do processo, sem perceber que um doente só vai ter paz, tendo a morte pela frente ou nao, se a família estiver ao lado.

A SAÍDA DO SÍRIO-LIBANÊS 

Os verdadeiros templos na Terra são os hospitais - não as igrejas. Nas igrejas tem muito ouro, riqueza. Aqui não,  você  conhece o sofrimento, o valor da existência humana. Os orgulhosos e os soberbos ficam humildes, ricos e pobres são iguais; os ruins, os autoritários e os maldosos se tornam condescendentes: eles ficam despidos, tiram a máscara; é aqui que você conhece o que é viver, que resgata para a vida, não em uma igreja qualquer, que o sujeito entra lá, reza dez minutos e sai. Ele pode até sarar, cicatrizar a sua alma. Mas aqui nós curamos a alma e o corpo. Esse é o verdadeiro templo, onde o ouro é a vida.
Você entende o impacto que a desigualdade social tem sobre o ser humano, a pobreza, a falta de instrução causa doenças. Depois de 30 anos no  Sírio-Libanês eu mudei para o Oswaldo Cruz. Achar que eu vou ter novas salas, três enfermeiras a mais, é brutalizar o que passou pela minha cabeça. Mudei porque não estava vendo esse lugar como um templo. Eu vivo intensamente, por isso tenho esses sentimentos.

UM POUCO DE FILOSOFIA 

A melhor forma de se transmitir as virtudes é pelo exemplo, pela coerência. Certa vez perguntaram para Sócrates como a virtude poderia ser transmitida -  se pelas palavras ou conquistada pela prática. Ele não soube responder. Então, Aristóteles, depois de uns anos, respondeu: "A virtude só pode ser transmitida pela prática e por meio do exemplo".
Aqui, eu posso tentar ser o exemplo. Mudando o cotidiano das pessoas, transformando a sociedade e construindo um novo mundo.

CINCO MEDIDAS PREVENTIVAS  
A prevenção ao câncer de próstata é feita de forma um pouco precária, porque não existem soluções para impedi-lo. Na prática, há o licopeno, que é o pigmento que dá cor ao tomate, a melancia e a goiaba vermelha. Talvez diminua em 30% a chance, mas esse dado é controvertido, por causa disso a gente incentiva os homens a comerem muito tomate, só que deve ser ingerido pós-fervura, ou seja, precisa  ser molho de tomate. Não pode ser seco ou cru.
A vitamina E também reduz teoricamente os riscos em 30%, 40%. Mas, se for ingerida em grandes quantidades,  produz problemas cardiovasculares. Na verdade, se o homem quiser se proteger, deve tomar uma cápsula de vitamina E por dia. Acima disso, não é recomendável.
O terceiro elemento é o Selênio, um mineral que existe na natureza e é importante para manter a estabilidade das células, impedindo que elas se degenerem, que é encontrado em grande quantidade na castanha-do-Pará. Qualquer homem pode ingerir em cápsulas, mas se ele comer duas castanhas por dia, recebe uma certa proteção.
Uma quarta medida é comer peixe,  três porções por semana - rico em ômega3 e tem uma ação anticancerígena provável. E, uma quinta, tomar sol. O homem que toma muito sol sintetiza na pele vitamina D, que tem forte ação anticancerígena. É por isso que os homens da Califórnia desenvolvem muito menos a doença do que os de Boston, conclui Srougi.
(Recebido por email de meu amigo Edgardo Amorim  do    Rego)



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

É CORRETO INICIAR A SÉRIE HISTÓRICA EM 1997?



Historicamente o INSS já totaliza índice acumulado superior ao da Previ, conforme se comprova na tabela abaixo:
Ano
PREVI %
INDICE
INSS %
INDICE
1995
zero
1,0000
42,85
1,4285
1996
zero
1,0000
15,00
1,6428
1997
5,69
1,0569
7,76
1,7703
1998
4,69
1,1065
4,81
1,8554
1999
7,88
1,1937
4,61
1,9409
2000
14,20
1,3632
5,81
2,0537
2001
10,90
1,5117
7,66
2,2110
2002
9,39
1,6537
9,20
2,4144
2003
30,05
2,1506
19,71
2,8903
2004
7,97
2,3220
4,53
3,0213
2005
6,92
2,4827
6,35
3,2131
2006
2,75
2,5510
5,01
3,3741
2007
3,57
2,6421
3,30
3,4854
2008
6,64
2,8175
5,00
3,6597
2009
5,44
2,9708
5,92
3,8763
2010
5,31
3,1285
7,72
4,1756
2011
6,44
3,3300
6,47
4,4458
2012
4,86
3,4918
6,08
4,7161
2013
3,81
3,6249
6,20
5,0085
2014
5,56
3,8264
5,56
5,28
2015
6,23
4,0648
6,23
5,6163
2016
11,28
4,5233
11,28
6,2498
Acumulado
352,33
352,33
524,98
524,98
Tabela 01
Fonte: Previ e INSS

Desconsiderando-se os anos de 1995 e 1996 o processo se inverte influenciado pela ação movida contra a PREVI que teve de aplicar um índice de correção de 30,05% no ano de 2003 (acumulado IGPDI).
Ano
PREVI %
INDICE
INSS %
INDICE
1997
5,69
1,0569
7,76
1,0776
1998
4,69
1,1065
4,81
1,2994
1999
7,88
1,1937
4,61
1,1815
2000
14,20
1,3632
5,81
1,2501
2001
10,90
1,5117
7,66
1,3459
2002
9,39
1,6537
9,20
1,4697
2003
30,05
2,1506
19,71
1,7594
2004
7,97
2,3220
4,53
1,8391
2005
6,92
2,4827
6,35
1,9559
2006
2,75
2,5510
5,01
2,0539
2007
3,57
2,6421
3,30
2,1217
2008
6,64
2,8175
5,00
2,2277
2009
5,44
2,9708
5,92
2,3596
2010
5,31
3,1285
7,72
2,5418
2011
6,44
3,3300
6,47
2,7063
2012
4,86
3,4918
6,08
2,8708
2013
3,81
3,6249
6,20
3,0488
2014
5,56
3,8264
5,56
3,2183
2015
6,23
4,0648
6,23
3,4188
2016
11,28
4,5233
11,28
3,8044
Acumulado
352,33
352,33
280,44
280,44

Tabela 01
Fonte: Previ e INSS

Apurando-se os 20 anos da série histórica verificamos o seguinte:
A PREVI concedeu 09 aumentos superiores ao INSS;
O INSS concedeu 08 aumentos superiores à PREVI.
Nos últimos 03 anos os índices de reajustes PREVI e INSS são iguais, decorrentes da antecipação dos pagamentos dos benefícios de junho para janeiro.
Um dado relevante omitido pela PREVI diz respeito aos anos de 1995 e 1996, quando o INSS concedeu reajustes de 42,85% e 15% respectivamente, caracterizando uma perda acumulada nestes dois anos de 64,28% para quem se aposentou até 31/12/1994.
De acordo com o apurado na tabela 01, o INSS, historicamente, reajustou seus benefícios a mais do que a PREVI na ordem de 172,65%. Veja a desinformação prestada pela PREVI quando retira da sua série exatamente os anos em que o INSS teve reajustes expressivos e ela não concedeu qualquer reajuste.
Do ano de 2013 em diante, com a implantação da nova data base em janeiro, os dois índices serão equivalentes, uma vez que os dois benefícios estarão sendo corrigidos pelo mesmo indexador, o INPC.

(Textos e tabelas elaborados pelo Presidente de Tesouraria da ANAPLAB, o amigão José Gilvan Pereira Rebouças, irmão cearense que reside na cidade paranaense de São José dos Pinhais.)

Nota do Blog: 

Série histórica não pode ser parcial, ou seja, começar nos anos em que beneficia o propagador. A partir de 2014 houve a unificação do mês de reajuste para janeiro e a grande beneficiada foi a própria PREVI. Portanto, de janeiro 2014 em diante os índices se equiparam, não havendo mais diferenças.