terça-feira, 2 de setembro de 2014

ADIANTAMENTO PROVISÓRIO

De: jrossineto1@uol.com.br
Enviada: Segunda-feira, 1 de Setembro de 2014 16:31
Para: presi@previ.com.br
Assunto: ADIANTAMENTO PROVISÓRIO PARA ACERTO EM 2015 E SUSPENSÃO DAS CONTRIBUIÇÕES.
À ESPECIAL ATENÇÃO DOS PRESIDENTES DA PREVI E DO CONSELHO DELIBERATIVO.
Pouco interessa a denominação que se dá, como bônus, renda variável, remuneração extraordinária, etc., para pagar vantagens financeiras aos funcionários e dirigentes, a título de produtividade, ora feito pelo Conselho Deliberativo da PREVI para remunerar os Diretores Executivos, utilizando o deplorável e imoral Voto de Minerva.

Aí forçaram isonomia e equivalência para emparelhar remuneração de Diretores Estatutários do BB “S.A”, com a dos Diretores Executivos da PREVI, sociedade civil sem fins lucrativos, a primeira sob as regras do BACEN e CVM e a segunda sob a batuta da LC 108 e 109/2001 e regulada pelo CNPC-MPS e CMN.
 Enfim, sem o menor escrúpulo e pudor ético, aplicaram para os DESIGUAIS incomunicáveis sob os aspectos jurídicos e contábeis, a estropiada analogia inexplicável, incabível e inaceitável do impossível princípio da igualdade para esse caso específico.
Essa interpretação tendenciosa, parcial, paternalista não tem o menor cabimento, pois aqui não cabe, em hipótese alguma, a flexibilização dos ditames da lei para favorecer Diretores de sociedade civil sem fins lucrativos que não têm nenhum tipo de conexão e ou vinculação com o patrocinador BB, uma S.A, de rito totalmente diferente.  Demais disso, tais Diretores são muito bem pagos, porquanto auferem cerca de  R$50.000,00 por mês de salário. Essa teoria da isonomia é tão imprópria que sem medo de errar, podemos invocar a conotação desse caso concreto, casuísta com o erro grotesco de chegar ao cúmulo de expor uma tela de Picasso com molduras paupérrimas, destoantes em relação à riqueza da obra que emoldura.
As melhorias nos nossos benefícios foram aprovadas na destinação da Reserva Especial em 24/11/10, no entanto, como o cenário econômico da PREVI piorou em 2013, a ponto de não cobrir a Reserva de Contingência de 25%, a Diretoria Executiva INTERROMPEU o uso dos superávits apartados no Fundo de Destinação, reduzindo os nossos proventos, de súbito, drasticamente, em 24,8%a – BET (20%) e contribuições (4,8%) – sabendo de antemão que um corte dessa envergadura, monumental, seria inadministrável e que, obviamente, iria nos colocar de joelhos e com os pires nas mãos, como efetivamente estamos.
Sabidamente desnecessário, adiável e comprovadamente injusto, desproporcional e precipitado, esse grave ato administrativo produziu o efeito de âncora de transatlântico nas nossas depauperadas finanças e nos arrastou para abaixo do fundo do poço, sem direito à luz solar, deixando a maioria dos associados em completo desespero pela penúria descontrolável e no clima de terra arrasada.
Em exame isento de revanchismo, de excesso de zelo e de cumprimento cego da Resolução 26/2008, esse corte de 24,8% deveria ser efetivado de forma gradual, como, por exemplo, reduziria apenas o BET para 10% e conservaria suspensa a contribuição. Após o fechamento o balanço de 2014 da PREVI, analisado o comportamento dos números, seriam feitos os ajustes cabíveis.
O superávit técnico de R$24.7 bilhões em 2013, em que pese a sua robustês bilionária, foi suficiene para cobrir 21%, o que não seria motivo causar pânico, isto porque o Fundo continua superavitário e sem risco à saúde financeira, tanto que os compromissos estão em dia e que a reduzida falta (4%) decorreu de fatores conjunturais plenamente passíveis de contemporização.
Essa atitude inconsequente e arbitrária do corte massacrou e penalizou sem piedade somente os associados, os quais, em última análise, são os mais inocentes nesse processo mal gerido. Esse tipo de coisa, seguramente não se coaduna com a missão dessa Caixa que, em tese, foi constituída para melhor a qualidade de vida de todos, sejam eles assistidos ou pensionistas.
O que não podemos tolerar é o uso de dois pesos e duas medidas. Se faltou dinheiro para os verdadeiros donos do Fundo de Pensão para exigir o corte dos 24,8% nos benefícios, por que o mesmo argumento não se aplica para os Diretores Executivos? Em momento de escassez não se deve beneficiar ninguém, uma vez que o volume dos gastos adicionais com o pagamento da remuneração variável, em maior ou menor escala, de qualquer sorte, vão impactar negativamente o resultado do exercício financeiro e as regalias e benesses não deverão ser pagas e  sim, suspensas.
Ponderando que a BOVESPA reagiu de forma significativa, extrapolando os emblemáticos 60.000 pontos, performance capaz de produzir superávits acima da Reserva de Contingência, ou seja, em excesso, indicativo para nova destinação da Reserva Especial no final de 2014, seria de bom tom, para amenizar o sofrimento dos participantes e assistidos, conceder um ADIANTAMENTO PROVISÓRIO, REEMBOLSÁVEL de 10% sobre o total dos proventos, retroativo a 01/08/14, a vencer em 30/06/15, com as contribuições suspensas por igual período.
Encerrado o exercício de 2014 o CD e Diretoria Executiva da PREVI se reuniriam com as entidades representativas para fazer os ajustes necessários e elaborar proposta para ser submetida ao patrocinador BB visando outra destinação de superávits, claro que, para isso se materializar, o balanço deste exercício findante deverá satisfazer as exigências do artigo 20 da LC 109/2001.

A medida alvitrada poderá acalmar relativamente os ânimos, enquanto não se encontra a solução definitiva, desejada, e os associados poderão ter um Natal alegre e aguardar o Ano Novo com a expectativa de cumprimento do Realinhamento do Plano prometido no Termo de Compromisso pactuado em 24/11/10. Impende ressaltar que o Adiantamento provisório de 10% até 30/06/15 e a suspensão das contribuições são medidas de alçada do CD e Diretoria Executiva, não dependendo do aval da PREVIC.

domingo, 31 de agosto de 2014

CRIME NA BOLSA

     Está na capa da Revista Exame, já nas bancas, esta matéria nada salutar ao mercado de capitais brasileiro, porque está acontecendo na Bovespa - Bolsa de Valores do Estado de São Paulo. Os crimes são de informações privilegiadas que certos grupos detêm sobre balanços de empresas, fusões e compras, podendo de antemão manipularem, posto que sabem antecipadamente quais papéis serão valorizados/desvalorizados.
     Medidas urgentes são necessárias para coibir a prática criminosa que, sem dúvidas, afeta a nossa credibilidade e põe por terra a economia de um país inteiro. Somente a PREVI tem 60% de seu patrimônio aplicado em renda variável, o equivalente a 100 bilhões de reais, os quais, implicitamente, pelas denúncias de crime feitas pela Exame, podem estar em risco, assim como todos os investimentos que não estão sob a égide daqueles pequenos grupos privilegiados.
     Se eu tivesse algum poder decisório na PREVI, eu saía agora desse mercado perigoso e muito, muito especulativo. É muito risco para o meu combalido coração. Aplique-se em renda fixa, títulos públicos, imóveis, ES, Empréstimos Carim e outros. Boas oportunidades para aplicação não faltam. O importante mesmo é sair dessa areia movediça na Bolsa, ainda que esta saída seja gradual, porém constante. Nenhuma hora é melhor do que esta quando o patamar do ibovespa está acima dos 60 mil pontos. Saímos agora ou deixamos deteriorar ainda mais? Ficar ou sair, eis a questão.
 
SEGUNDO A REVISTA EXAME, A BOVESPA ESTÁ SENDO VÍTIMA DE CRIME.

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

BB NA VITRINE

O Presidente do BB, Sr. Aldemir Bendine, segundo a Folha de S. Paulo, foi autuado pela Receita por não comprovar a procedência de R$280.000,00 e um apartamento pago em dinheiro vivo em 2010 (R$150.000,00).

Informou em suas declarações à Receita ter recursos em espécie, por quatro anos seguidos, entre 2009 e 2012, no valor de R$400.000,00. Pagou multa de R$122.000,00 para se livrar de questionamentos sobre a evolução de seu patrimônio pessoal.
Regra geral, não costuma ter origem lícita, dinheiro em espécie guardado em casa. Dinheiro passado de mão em mão, sem circular pelo sistema bancário, não pode ser detectado pelos controles da Receita e do COA-BACEN.
 Quando o cidadão é isento de culpa, transparente e age como tal, irá às últimas consequências para provar a sua inocência, especialmente quando o assunto vaza para o domínio público através da mídia investigativa. Fica difícil acreditar em alguém que coloca lixo debaixo do tapete, mercê de quitação de multa possa estar com as mãos limpas.
Então, imagine que a repercussão é explosiva, com proporções gigantescas, quando a pessoa em causa é o Presidente do BB, maior banco estatal do Governo Federal. O pior é que essa nódoa pode respingar e comprometer gravemente o conceito secular enorme conquistado no mercado financeiro nacional e internacional.
Repito, o fato do Sr. Bendine ter pago R$ 122 mil para encerrar a investigação da Receita Federal soa como confissão de culpa. Como no Brasil prevalece a prática do aparelhamento político, onde os cargos chaves são entregues aos partidos aliados e nomeados os incompetentes dispostos ao toma lá dá cá, isso contribui para que os casos desse calibre se proliferem e apareçam aos borbotões.
Deste modo, não há autonomia entres os três Poderes, e uma disfarçada promiscuidade, onde vence quem paga mais por fora. Ah, neste País é o dinheiro que manda!
Pode ser legal, entretanto, é imoral e absurdo aceitar a compra de qualquer investigação, como a ora noticiada. Resolver a parte da pecúnia com o reembolso ou devolução de recursos locupletados é uma medida correta, coerente e obrigatória, mas a delito penal, a responsabilidade civil, essa tem que ser apurada e julgada em todas as instâncias.
Os nossos legisladores são benevolentes demais, pois criam facilidades em excesso para esvaziar os presídios, como por exemplo, as seguintes: Delação premiada para bandidos; Regime de progressão de penas, mesmo para os crimes considerados hediondos; Concessão do exagerado benefício da dúvida para delinquentes contumazes; Regalia para que acusados aguardem em liberdade, o julgamento das centenas de recursos vazios  impetrados para ganhar tempo, tornando o final dos processos mais vagarosos, que resulta em uma Justiça cada vez mais inoperante e mãe da IMPUNIDADE.
Os ricos, então, com dinheiro à vontade para pagar bons advogados, nunca serão encarcerados, dado que alimentam a indústria dos recursos artificiais protelatórios. Daí a inferência lamentável e discricionária de que cadeia foi para os três “PPP”: “Preto, Pobre e Prostituta”.  
Em resumo, esse Código Penal caduco que aí está, totalmente cego em relação à evolução das relações sociais, não se prestando para inibir a impunidade e muito menos para desencorajar os delitos novos, sofisticados, como os crimes cibernéticos, que sequer podem ser tipificados por falta de legislação específica.
 Esse caso do Sr. Aldemir Bendine, por ser Presidente do BB, o próprio Chefe do Poder Executivo Federal deveria ter a responsabilidade, a obrigação legal e moral de DETERMINAR rigorosa investigação para apurar os fatos denunciados, em paralelo com a Receita Federal, sem leniência, letargia e se apurar o que o procedimento é aético, demiti-lo sumariamente.
O que vão pensar os clientes que são orientados para fazer aplicações financeiras no BB, se o próprio Presidente da instituição que deveria dar exemplo, faz o contrário e enfia o dinheiro dentro do colchão.

Notem que esse Aldemir Bendine, agora acusado, é o mesmo que emite ordens para os seus indicados, na qualidade de gestores da PREVI, com o escopo de favorecerem os interesses dos seus patrões Governo/BB. O que pensar sobre o caráter e esperar das suas manobras contra nós, associados desse Fundo de Pensão? 

( Redação e autoria de João Rossi Neto ) 

terça-feira, 26 de agosto de 2014

CONSELHO DELIBERATIVO

     Eu, você e todo o mundo já sabe da importância do Conselho Deliberativo em qualquer corporação. Na PREVI não é diferente, sendo coadjuvante essencial com relação às decisões tomadas pela diretoria. Só para termos uma ideia basta relembrar que a decisão equivocada da diretoria, em dezembro passado, precisou ter o aval do CD que, infelizmente, nem precisou lançar mão do voto de Minerva posto que nossos eleitos se deixaram passivamente influenciar pelo patrocinador. Com a chegada no CD do Antônio José de Carvalho (titular) e do Medeiros (suplente) já assistimos uma salutar mudança de atitude de parte dos eleitos remanescentes.
     Tenho insistido com o Carvalho e o Medeiros para propormos a volta do BET e a retomada da suspensão das contribuições. Me informa o Carvalho que o primeiro fica fora de cogitação, pelo menos neste ano. O que poderia ser conseguido com maior facilidade, a partir de 01.01.2015 é a volta da suspensão das contribuições. Mesmo porque os resultados estão a demonstrar que a situação da PREVI era momentânea e causada (logicamente) pela renda variável. Certamente os diretores que hoje ainda continuam nos cargos devem estar se descabelando só em pensar na besteira que fizeram ao suspender o BET e fazer voltar as contribuições. Estão certamente arrependidos de seus intempestivos atos que fulminaram com milhares de velhinhos indefesos. Bastaria dosificar o remédio: ou se mantivesse o BET com a volta das contribuições, ou vice-versa. No entanto, predomina a velha história de se achar (o Banco) dono da PREVI e apenas olhar o seu lado, como se o Banco fosse criado somente para cuidar de SEU fundo de pensão, por seu belo patrimônio.
     Acreditamos que a suspensão das contribuições será retomada em janeiro porque beneficia principalmente o patrocinador, é de seu interesse. Porém, sei que a proposta do Carvalho, novamente muito justa, é isentar somente aqueles que já contribuíram com os 360 meses, quer na ativa ou como aposentado.
Se tal proposta lograr êxito, terá sido uma das mais justas já implantadas na PREVI, porque é uma tremenda injustiça muitos terem contribuído, do próprio bolso, com 30, 35 e até 40 anos, enquanto os da ativa atualmente estão a se refestelar com a contribuição vinda dos fundo de reservas. Isto é uma vergonha!
     De sorte que doravante a preocupação maior é derrotar o partido que sabe de tudo sobre a nossa situação, mas que além disso, ainda aparelha as estatais para dela tirar todo o proveito em detrimento de seus verdadeiros donos. Votação maciça na oposição, qualquer que seja. O mais importante é tirar o poder das mãos destes nossos abutres.

domingo, 24 de agosto de 2014

SINUCA DE BICO

De: jrossineto1@uol.com.br
Enviada: Domingo, 24 de Agosto de 2014 15:55
Para: presi@previ.com.br
Assunto: BONECOS DE VENTRÍLOQUOS AGEM SEM ÉTICA NA PREVI.


Exmo. Sr. Dan Conrado.

Ilustre Presidente da PREVI.

Senhor Presidente,

 

                            Esse Conselho Deliberativo e Diretoria Executiva da PREVI efetuaram destinações da Reserva Especial (superávits), em três oportunidades, uma em 2005, outra em 2007 e a última em 2010 (R$15 bilhões), isto focando apenas o triênio que queremos destrinchar.

As duas primeiras (2005 e 2007) foram tranquilas, justas, honestas, com supedâneo na LC 109/200, onde 100% dos superávits foram canalizados corretamente para revisão do PB1 e revertidos em melhorias dos benefícios dos legítimos proprietários, já que a ILEGAL, desonesta, fraudulenta e vilipendiosa Resolução MPS-CGPC-26/008 só foi assinada pelo traidor José Pimentel em 29 de setembro de 2008.

                           Após a sua edição irregular e desrespeitosa, instalou-se o caos e emergiu o conflito de normas (antinomia) e oficializou-se o rombo nos nossos recursos financeiros para favorecer o patrocinador BB (R$ 7.5 bilhões em 24/11/10).

                          Contribuições foram suspensas no período de 01/2007 a 12/2013 e como na destinação de superávits em 2010, ninguém havia vertido nada a favor da PREVI nesse intervalo temporal, sobretudo o patrocinador BB, utilizou-se as contribuições vertidas nos últimos três exercícios (2004 a 2006) que antecederam a janeiro/2007, data do início da supressão integral, fato que ensejou a aplicação da “Proporção Contributiva” prevista no § 1º do artigo 15 da Resolução 26/2008, cuja redação foi reproduzida no final para facilitar o entendimento da matéria.

Portanto, utilizadas as contribuições do patrocinador BB  recolhidas nos anos de 2004 a 2006  para viabilizar a distribuição de superávits de 2010, caso não retomasse o pagamento das contribuições a partir de janeiro de 2014, mesmo estando a Resolução 26/2008 em vigor, as artificiais e irregulares manobras “Reversão de Valores” e ”Proporção Contributiva” não poderiam ser novamente computadas para efeito de recebimento dos 50% em futuras destinações das Reservas Especiais, a partir de 2014, posto que queimadas/consumidas na destinadas de 2010, usá-las novamente (contribuições passadas -2004/2006), efetivamente, seria empregá-las em duplicidade ou repetidas vezes, o que redundaria em absoluta IMORALIDADE, afora o fato de que soaria indevidas e inaceitáveis.

 

                           Os números da PREVI, uma vez fechados, os resultados técnicos dos balanços são analisados de forma isolada, ano a ano, sejam positivos ou negativos. Deste modo, concluo que a volta da cobrança das contribuições foi uma ordem do BB para não tisnar as normas e vetar a sua graciosa meação (50%) em futuros superávits.  De igual forma, acredito que o corte do BET também deriva de determinação do banco, sempre no seu papel de aproveitador, por vias tortuosas, de dinheiro privado, carimbado para  honrar os benefícios pactuados com o Fundo de Pensão.

                     De outra parte, nesse coliseu moderno, chamado de PREVI, os Leões são famintos, insaciáveis e os associados foram entregues as feras metafóricas. Pagam por erros administrativos equivocados dos atuais gestores, tendo como ponto estrangulador, a recalcitrante e desastrosa decisão de concentrar a maior fatia do dinheiro em “Rendas Variáveis” (+ de 60% do Ativo Total) e nós, associados, somos os únicos penalizados e submetidos, depois de velhos, aos altos e baixos das Bolsas de Valores, gerando clima de ansiedade, aflição, tristeza e angústia.

                          A situação financeira que já era péssima, insustentável, agravou-se e despencamos no abismo da insolvência total, sem margens de reabilitação e o corte dos 24,8% nos benefícios foi o pingo d’água que faltava para transbordar o copo, ratificado o adágio de que àquilo que é ruim pode piorar.

                      Os cenários econômicos do passado não servem para o presente. Antes as Rendas Variáveis produziam altas rentabilidades e mascarava a incompetência dos dirigentes, mas, hoje, a conjuntura hodierna é outra, as situações favoráveis ruíram em consequência das crises financeiras mundiais e os defeitos de gestão aparecem com o não atingimento das metas de rentabilidade (5% + INPC), evidenciando táticas negociais mal calibradas.

                     As aplicações em Rendas Variáveis (Bolsas de Valores) sempre foram e são negócios de elevadíssimos riscos, agora agravadas depois da emblemática crise de 2008, ainda não debelada, resultando em baixa rentabilidade e desinvestimentos complicados.

                          Desfazer-se de grandes volumes de Ativos descartáveis (ações) é quase impossível. Investimos exagerado em ações e criamos armadilha própria e intransponível. A sinuca é de bico e o preço para sair é alto, podendo redundar em expressivos prejuízos, caso a desmobilização não seja gradual. Inundar o mercado com ações negociáveis e fechar vendas é suicídio e efetivação concreto de prejuízo, eis que sai do déficit contábil, virtual, para uma realidade negativa, nua e crua.

 

                        O pior cego é aquele que não quer ver a tragédia iminente. Enfim, os tempos são outros, sendo imperioso adequar-se aos novos rumos do mercado mundial, diversificando as aplicações financeiras para coibir déficits.

                          Essa Caixa com essa insistência absurda e irresponsável de manter o grosso dos recursos em ações e fundos de ações, sem dúvida, transformou-se em uma máquina de fabricar doentes mentais. O Corpo Social está em processo de ebulição e pode explodir a qualquer momento, utilizando como arma democrática, o poder do “Voto” nas urnas contra as ações nocivas praticadas pelo Governo da situação, coadjuvado pelo seu lacaio BB.

                          Tomem medidas corretivas necessárias, enquanto podem, revisando a rota dos planejamentos estratégicos, minorando o massacre aos associados, tendo em vista que o Governo e o patrocinador BB não são donos da PREVI, as ordens deles emanadas são verbais, sem recibos, impressões digitais e outras provas cabais, suficientes para comprometê-los e são vocês, Diretores Executivos, que poderão ser processados, amanhã, por “Gestão Temerária”. Em suma, deem a César o que é de César, ou seja, ao Corpo Social o que lhe é de direito. Aguardamos análise e providências urgentes sobre o aqui exposto.

 

 “Da Proporção Contributiva

Art. 15. Para a destinação da reserva especial, deverão ser identificados quais os montantes atribuíveis aos participantes e assistidos, de um lado, e ao patrocinador, de outro, observada a proporção contributiva do período em que se deu a sua constituição, a partir das contribuições normais vertidas nesse período.

§ 1º Na hipótese de não ter havido contribuições no período em que foi constituída a reserva especial, deverá ser considerada a proporção contributiva adotada, pelo menos, nos três exercícios que antecederam a redução integral, a suspensão ou a supressão de contribuições, observada como limite temporal a data de 29 de maio de 2001”.

 (Correio eletrônico enviado a Dan Conrado, por João Rossi Neto)

sábado, 23 de agosto de 2014

BB GULOSO É QUEM MANDA

     Na tentativa de  retornar o BET interrompido sem necessidade, assim como a suspensão das contribuições, alguém lembrou muito bem num comentário da postagem anterior que há de se obter a anuência do patrocinador.
                                   CHARGE CREDITADA AO BLOG DO MEDEIROS

     Ocorre que se uma proposição der entrada no CD (Conselho Deliberativo), órgão máximo da PREVI, o BB está ali representado pelos conselheiros Robson Rocha (aquele do voto de Minerva, seu suplente é Carlos Eduardo Leal Neri), Alexandre Corrêa Abreu, suplente Eduardo Cesar Pasa, e Paulo Roberto Lopes Ricci, suplente Carlos Alberto Araújo Netto. Neste caso, a aprovação do patrocinador estaria implícita na aprovação do retorno do BET cuja interrupção foi uma medida precipitada. Quanto à suspensão das contribuições poderia ser levada a cabo somente para os aposentados,  mantida a cobrança ao patrocinador e dos ativos. Já sugeri a presente ideia ao Conselheiro eleito de minha chapa Antônio José de Carvalho e a seu suplente José Bernardo de Medeiros Neto, já na próxima reunião do CD, dia 29.
     Ficamos na expectativa de que algo novo possa nos ajudar antes mesmo das eleições de outubro. Um grande abraço a todos e um ótimo final de semana.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

CABE VOLTAR ATRÁS

     É sempre prudente quando se pratica uma injustiça que afeta tantas pessoas, retornar ao ponto do erro e corrigir o malfeito. Esta assertiva se aplica integralmente à diretoria e ao Conselho Deliberativo da PREVI. Não me refiro ao hediondo bônus, execrado e malfadado por todo o corpo associativo, mas ao corte indevido do BET e à volta das contribuições.
     Os atores e atrizes que participaram da farsa, Célia, Zanon e Haroldo pelos eleitos no CD; os diretores Paulo Assunção, Vitor Paulo e Marcel e demais indicados pelo BB nos dois colegiados. Célia, Paulo e Vitor estão fora. Caberia ao Décio, à Cecília e ao Carvalho iniciarem a discussão imediata da volta do pagamento do BET, retroativo a janeiro e a imediata suspensão das contribuições. Os novos indicados pelo Banco certamente iriam aceitar, até mesmo para ofuscar a péssima imagem deixada com a implantação do bônus.
     Razões há de sobra para esta proposição. O PT, responsável por esta bagunça na economia, vai cair em outubro; a bolsa de valores vai se valorizar cada vez mais porque sabe que o próximo governo vai ser austero; o corte de gastos é programa da oposição; e o nióbio vai ser a nossa grande salvação.
     Então eu convoco os eleitos a tomar esta atitude corajosa e necessária. Não tenham medo de nada. Nós temos um contingente enorme nos dando suporte. Mais de 60.000 que votaram na oposição nas eleições de maio, agora nos exigem esta medida arrojada. Vamos agir Cecília, Décio e Carvalho. A hora é agora!
Vamos bater chapa! Vamos confrontar os números! A situação da PREVI já é de restabelecimento das reservas. Vamos que vamos!

"Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo; mas qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim."  (Chico Xavier)
              CECÍLIA, DÉCIO E MEDEIROS NO DIA DOIS DE JUNHO NA PREVI.