sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

INVENCIONICES NO ES

     Na tabela que vigorou até 16 de janeiro, a cada 1.000,00 tomados no ES, correspondia a uma prestação de 14,02 no prazo de 120 meses. Por uma regra de três simples, se pegássemos 145.000,00 pagaríamos uma prestação de 2.032,90. Com a implantação do novo parâmetro, teve alguém na PREVI mais realista que o rei, que no afã de "resguardar" o produto, resolveu projetar no montante emprestado a correção pelo INPC (mesmo índice pelo qual nosso salário é reajustado). Com esta providência, a antiga tabela, mais simples e mais benéfica a nós, foi para o espaço, sendo implantada uma simulação que reajusta o valor emprestado antecipadamente. Consequentemente, nós, os otários, recebemos menos valor líquido e pagamos prestação maior. Exemplificando, este que vos escreve tem uma MC positiva de 123,00 e poderia (na tabela antiga) pegar 8.000,00 (14,02 X 8 = 112,16) ficando a minha prestação em 1.988,00.
No caso atual vou poder pegar líquido 4.400,00 (fora as taxas) e minha prestação será de 2.001,00.
     Leiam o que diz meu leitor infra-assinado:

  Prezado Ari,

Entrei em contacto com a PREVI e me asseguraram que não haveria alteração no cálculo. Segundo a atendente a única modificação é a dedução da MC de quaisquer descontos decorrentes de outros financiamentos, o que não é meu caso. Tentei esclarecer melhor o que está havendo, mas a PREVI não está respondendo (tampouco nossa Diretora eleita Cecília). Argumentei que, desde 2013 estava amortizando o ES de 130 mil em 108 parcelas, com a MC de dois anos atrás e que, depois de dois reajustes (2014/2015) não é possível que, em 120 parcelas, só possa pegar 134 mil. Nem com o aumento do IOF essa redução se explica. Pela tabela que vigia até a semana passada, com a MC atual, em 120 vezes, eu me habilitava a tomar 139 mil. É uma redução muito drástica e que não foi divulgada. Parece-me mais uma esperteza arbitrária destinada a lesar nossas legítimas aspirações e direitos. Essa manobra sorrateira demoliu meu planejamento financeiro e irá desencadear uma enxurrada de problemas, pois, baseado nas garantias que me foram apresentadas pela PREVI, estava tranquilo de que não haveria surpresas. Agora, como vou cobrar essa garantia da PREVI? A conversa foi gravada (não nos fornecem número de protocolo)? Se foi, tem valor legal? A Empresa pode ser responsabilizada por induzir seus associados a erro? Essa alteração foi implementada às esconsas, sem comunicação ao corpo social e é flagrantemente lesiva a nossos interesses, além de ter havido ocultação deliberada de informação. 
As condições do ES, que certamente embasaram o planejamento financeiro de inúmeros colegas, podem ser assim unilateralmente alteradas sem comunicação? Esse procedimento não constitui prática ilegal? Fomos severamente prejudicados e sofreremos os prejuízos financeiros decorrentes dessa "esperteza" espúria. Sugiro que nos mobilizemos contra esse tratamento ominosamente antiético e exijamos o imediato cumprimento das mesmas condições que nos foram garantidas. Em nenhum lugar se fala sobre esse embutimento antecipado da variação futura do INPC no valor do ES. Tudo fazem com o ostensivo intuito de subtrair nossos direitos: foi assim com a troca do índice de reajuste, com o Renda Certa, com a distribuição do superávit ao Patrocinador, com o fim antecipado do BET, com a volta das contribuições, com o método de cálculo do ES (vide publicação no Blog da Cecília) e, agora, essa manobra sorrateira visando diminuir o valor do mesmo ES. Não somos nós os legítimos proprietários da PREVI?
Aguardo com elevado interesse seu precioso retorno a respeito, ao tempo que agradeço efusivamente por sua generosa atenção, mui

atenciosamente

Carlos A Barbosa

     A Cecília Garcez é citada em função de não ter dado as explicações devidas, mas nem ela nem o Décio, têm qualquer ingerência na área de Seguridade - que pertence ao diretor Marcel J. Barros - o qual nos deve explicações. O Carlos A. Barbosa me pede um retorno, porém o que posso eu lhe responder?  Quem nos deve explicações é o diretor Marcel.

     Por último, peço encarecidamente ao presidente em exercício da PREVI, foto abaixo, que sendo concomitantemente diretor de Participações, Marco Geovanne Tobias da Silva, para que interfira nesta engenharia estapafúrdia. É a mesma coisa que um banco embutir correção futura num empréstimo. Ademais, a PREVI não se assemelha ao mercado financeiro, daí o absurdo deste novo e sutil expediente. Agradecemos ao Marco se fizer algo para que o novo ES volte ao normal.
         MARCO GEOVANNE - EXCELENTE INTÉRPRETE DE ELVIS PRESLEY

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

NO MATO SEM CACHORRO

Sem perspectivas políticas para o futuro, a Dilma se conseguir chegar ao fim deste segundo mandato de Presidente da República, irá encerrar melancolicamente a sua carreira em total fracasso, envolta em escândalos devastadores, como os que denegriram a reputação da Petrobras, que hoje é alvo de chacota em termos de credibilidade dos seus papeis para os investidores nacionais e estrangeiros.
O ex-presidente da Petrobras, José Gabriele, inobstante seja da “facção lulista”, não poupou a Dilma no seu depoimento no TCU e, pelo contrário, numa posição inusitada, ratificou que ela foi a principal culpada pela compra eivada de vícios técnicos e jurídicos da refinaria de Pasadena, vez que saiu da sua caneta a autorização final para essa vergonhosa e espúria transação que redundou em US$ 792 milhões de prejuízo, assessorada por ladrões refinados: Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa e Renato Duque.
Os ex-diretores da petroleira, ora citados, receberam propinas neste negócio estapafúrdio, contudo apenas o Paulo Roberto, até o momento, confessou a PF que embolsou US$ 1.500 milhão de suborno nessa trama mal engendrada e delituosa. Claro que uma aquisição a preço assustadoramente superdimensionado, mais cedo ou mais tarde viria à tona, eis que até para roubar deve existir algum tipo de limite!
Comprovadamente, neste episódio funesto de Pasadena, a Presidente Dilma está envolvida até a raiz dos seus cabelos, ato corrupto mais que suficiente para requerer o seu impeachment, caso tivéssemos uma “oposição” firme e atuante para liderar um movimento social neste sentido, incentivando o povo a ir às ruas para protestar e pedir a perda do mandato.
A realidade é que a Dilma está queimando o seu derradeiro cartucho na politica (2º Mandato) e, em corolário, não precisa mais do Lula e por isso declarou a sua independência, libertando-se das fortes influências e do poder paralelo que ele exercia no Governo, de co-gestão, tanto assim que defenestrou seus principais informantes que viviam à sombra do poder, no Planalto, o exemplo mais patente disso foi o desligamento do Gilberto Carvalho.
O Lula vive um dilema e o clima entre ele e a Dilma é de “Guerra Fria”. Todavia, prefere a permanência da Presidente Dilma no cargo para uma volta ao poder mais tranquila. Dentro deste raciocínio, é conveniente manter, mesmo que hipocritamente, as aparências de boa convivência e controlar seus afoitos seguidores, caso específico da Marta Suplicy soltou os cachorros sobre a Presidenta.
Seguramente, para o Lula e o desmoralizado PT, um eventual impeachment da Dilma na conjuntura hodierna seria um verdadeiro desastre e é tudo que ambos não desejam nessa altura do jogo sucessório, posto que o vice-presidente Michel Temer assumiria a Presidência e poderia criar raízes no Planalto, inebriado pelo fascínio do poder, o que, sem dúvida alguma, dificultaria as chances de retorno do Chefe Maior (Lula) dessa monstruosa balbúrdia de roubalheira que assola o País. O Lula é forte, mas não é dois e enfrentar o Michel Temer, no futuro, escudado pela máquina pública, é tarefa ingrata e de resultado imprevisível, pois o viés estaria mais para o fracasso.
Nós, ex-funcionários do BB, pensávamos que durante o nosso merecido descanso teríamos sossego e tranquilidade, no entanto, deparamos com o inferno a nossa frente, recaindo sobre os nossos ombros toda essa gama de trapaças, de crimes, de crises financeiras mundiais, dos roubos de políticos, funcionários públicos, donos de empreiteiras e a variada onda de malefícios e malfeitos de efeitos explosivos, obrigando-nos a pagar os prejuízos advindos desse cipoal de corrupção, tudo em virtude da Diretoria Executiva da PREVI ter aplicado os nossos recursos, maciçamente, em Rendas Variáveis.
É justo penalizar os associados inocentes, enquanto os culpados irresponsáveis (Diretoria Executiva), alojados nos suntuosos gabinetes da sede da PREVI, se refestelam na mordomia dos seus cargos com salários milionários e ainda recebendo gratificações polpudas, extras, como se nos prestassem serviços de qualidade? 
A realidade é que esses gestores incompetentes nos colocaram em uma armadilha de ida sem volta, num beco sem saída, dado que nos arrastaram para uma enrascada sem luz no final do túnel? Fazer desinvestimentos de valores bilionários para readequar e equalizar recursos da ordem de 60% do Ativo Total a quem?
Uma desmobilização dessa magnitude para mudar o perfil das aplicações financeiras e pulverizar os riscos só num prazo muito longo, coisa de dezenas de anos, isto se a tática operacional e negocial for efetivamente alterada pelo Conselho Deliberativo do Fundo de Pensão. Boa parte dos associados não estará mais aqui para ver essas mudanças tão prementes.
O cenário econômico mundial vislumbrado pelos experts é de dificuldades, não existindo perspectivas viáveis nem em longo prazo para respaldar previsões otimistas de que os recursos concentrados em ações e fundos ações terão rentabilidades elevadas do passado remoto. Em face disso, acho que infelizmente, doravante, não veremos melhorias significativas tão cedo nos nossos benefícios mercê de novos superávits, sobretudo porque existe a trava técnica dos 25% da Reserva de Contingência, além dos 50% do patrocinador instituídos pela Resolução 26/2008. Enfim, estamos no mato sem cachorro!

(João Rossi Neto)




quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

DIMINUIR GASTOS OU AUMENTAR RECEITAS?

     Lançada pelo governo uma série de medidas que visam a ampliar o montante arrecadado em impostos, sendo a grande prejudicada a classe média, odiada pelo partido vermelho.
     Alguns comentários captados na rede social Twitter foram colocados no final para ilustrar o que pensam os opositores ao governo. Também não é justo cortar gastos, considerados empregos da companheirada como os 39 ministérios, cargos comissionados desnecessários, autarquias e órgãos "fiscalizadores" inúteis, legislativo inchado com demasia de assessores e assim por diante. Não, estes cargos Dilma não pode cortar mesmo. Já pensaram como iriam arrumar outros empregos tão bom?
     Por que será que o Planalto não quer de jeito nenhum a eleição do peemedebista Eduardo Cunha para presidente da Câmara dos Deputados?
Gabrielli disse ao TCU que Dilma é a responsável pela compra da Refinaria Pasadena. E o Cerveró o que dirá???

CRIANÇA NUM POSTO DE SAÚDE DO BRASIL (FOTO TWITTER COMENTÁRIO MUYLAERTE ABAIXO)

 REFINARIA PASADENA (FOTO DO COMENTÁRIO MARCUS PESTANA ABAIXO)

Temos o "Mais Médicos", Mais Impostos, Mais Corrupção, Mais Inflação, Mais Apagão, Mais Desemprego... Estamos vendo o

Enquanto PT desvia bilhões, faltam remédios em postos em todo país – Risco de convulsão social.

Falta dinheiro nos cofres públicos. O governo aperta o próprio cinto e corta gastos? Não, aperta o nosso cinto e aumenta impostos.

Não reajustar a tabela corresponde a aumentar o Imposto de Renda; Dilma vai sangrar a classe média 

Solução de Dilma/Lula/PT para a crise criada por eles: aumento de impostos. E a carestia mostra seus dentes.

Veto da Dilma à correção de 6,5% da tabela do imposto de renda na fonte configura um confisco. A classe média de mais baixa renda sofre mais

Não reajustar a tabela corresponde a aumentar o imposto de renda, é confisco! Dilma vai sangrar a classe média!

Brasil terá 3 anos de aumento de desemprego, prevê organização Internacional

Tia Dilma ainda vai dizer por aí que não sabia de nada sobre o pacote de impostos imposto pelo ministro do Bradesco à Pátria Educadora!

Em meio à falência do petismo, companheirada insiste em censurar a imprensa em vídeo exibido nas páginas de Dilma.

Ex-presidente da PETROBRÁS o petista Gabrieli diz ao TCU que Dilma é responsável pela compra desastrosa de Pasadena

GENERAIS, VÃO NOS DEFENDER OU NÃO?? OU O $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$FALA MAIS ALTO COM VCS TB???

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

MUDANÇAS DE PARADIGMAS

     Os super salários dos diretores da PREVI e da CASSI são uma afronta ao mais comezinho salário do associado por eles administrado. O BB implanta no seu plano de previdência e na sua assistência à saúde, os mesmos critérios de quaisquer de suas subsidiárias, como se fossem extensões de uma diretoria do próprio banco. Ora, a constituição de um plano de previdência complementar e de um plano de saúde são benefícios dos trabalhadores, apenas despesas diferidas para o instituidor, fazendo parte do pacote de benefícios que serão usufruídos pelo trabalhador, no presente e no futuro. Em outras palavras, o patrocinador não tem direito a usufruir de qualquer regalia advinda destes planos.
     Na prática, contudo, o que se observa são cargos preenchidos com salários estratosféricos, só beneficiando o patrocinador. Será possível que num plano onde, por sua natureza, haja déficits sucessivos como é o caso da CASSI, a remuneração de um diretor seja 1,5 maior do que a de um ministro do STF? O mesmo pode-se dizer dos planos de previdência, com o agravante destes possuírem uma remuneração adicional fixa e variável cujo montante chega a 600 mil/ano. É de causar inveja a muitos mensaleiros da vida.
     O órgão fiscalizador é um "faz de conta". Não tem nenhum poder decisório. É manobrado politicamente pelos partidos políticos. Nem o teto de benefícios conseguiu emplacar. Puro cabide de empregos na capital federal, remunerados por nós, principalmente pela PREVI, que lhe paga religiosamente milhões que certamente nos fazem muita falta.
     Se não houver urgentes mudanças no modelo remuneratório dos diretores, jamais atingiremos o patamar de uma boa governança corporativa. Este é um dos entraves que precisa ser solucionado urgentemente. 
     No atual modelo de gestão oriundo de partidos que praticam a politicagem barata e irresponsável, com o apoio estratégico dos sindicatos que também estão entre os sugadores, vamos remando contra a maré até morrermos na praia. Pobres de nós, aposentados e pensionistas do Banco do Brasil, com salários cada vez mais achatados numa antítese aos salários da diretoria.

sábado, 17 de janeiro de 2015

RESERVA FORA DA REALIDADE

A CAIXA DE PREVIDÊNCIA DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL-PREVI, sociedade civil, é uma entidade fechada de previdência privada, sem fins lucrativos, na qual os seus balanços anuais registram “superávits” ou “déficits”, caso os números sejam positivos ou negativos, respectivamente. Em sentido contrário à legislação previdenciária, nas sociedades de capital aberto e demais pessoas jurídicas, os resultados financeiros são denominados de “lucros” ou “prejuízos”.
A LC 109/2001 que disciplina a Previdência Complementar Fechada, no seu artigo 20 determina que se constitua uma Reserva de Contingência de até ... 25% sobre a Reserva Matemática, ou seja, um fator flexível de 0 a 25%, exatamente para que o órgão fiscalizador, no caso a PREVIC, possa ajustá-lo de acordo com o desempenho da EFPC, ponderando cenários econômicos globais adversos e circunstâncias conjunturais incontornáveis no curto prazo, como a crise financeira mundial de 2008. Obviamente, não quer dizer, necessariamente, que a PREVIC teria a obrigação de fixá-lo no teto máximo de 25% como de fato o fez através do artigo 8 da Resolução 26/2008.
Regra geral as leis são enxutas e sintéticas e não se atém à normatização de rotinas operacionais, tarefa que fica a cargo das portarias e resoluções de órgãos responsáveis pela implementação das diretrizes máximas, as chamadas linhas mestras, razão pela qual geralmente não estipulam valores de índices inflacionários, cotação de moedas estrangeiras, taxas de juros e de outros assuntos específicos sujeitos às alterações de humor do mercado e da lei de oferta e demanda. Coerente com essas premissas básicas, a LC 109/2001 não estabeleceu um percentual fixo para a Reserva de Contingência dos Fundos de Pensão.
O resultado financeiro do fundo, quando positivo, é chamado de “Superávit Técnico” e este é reservado prioritariamente para cobertura da Reserva de Contingência e havendo “excesso”, essa sobra constituirá a Reserva Especial destinada à revisão do plano e melhoria dos benefícios.
De forma bem simples, quase tudo na vida da PREVI é meramente “contábil”, notadamente os ativos representados pelo segmento de Rendas Variáveis, como as ações e fundos de ações, as reservas (Matemática, Contingência e Especial) e os superávits ou déficits técnicos. Os valores de imóveis adquiridos, do segmento de Rendas Fixas, também estão sujeitos às oscilações do mercado.
Por determinação legal, artigo 22 da LC 109/2001, as entidades fechadas deverão levantar, ao final de cada exercício, coincidente com o ano civil, suas demonstrações contábeis e as avaliações atuariais de cada plano de benefícios, por pessoa jurídica ou profissional habilitado, devendo os resultados ser encaminhados ao órgão regulador e fiscalizador e divulgados aos participantes e aos assistidos.
Apenas nos desinvestimentos de ativos, vendas concretas, sacramentadas, busca-se o valor contábil corrigido dos bens objeto da alienação e caso o preço de venda destes ultrapasse o contabilizado, a EFPC tem “ganhos” e tal diferença impacta o caixa, sendo apropriada como “receita efetiva”. No entanto, a recíproca é verdadeira, ocorrendo venda abaixo do valor contábil, o Fundo obviamente vai ter “perdas” e a diferença negativa é lançada em “despesas”.
Para fazer face ao pagamento mensal dos benefícios, a PREVI conta com receitas efetivas de dividendos, alugueis, eventual venda de ativos, de contribuições dos associados e do patrocinador, juros do ES e do FIMOB, posto que parte da quitação das prestações mensais desses créditos ensejam o recebimento dos juros e a sua contabilização como “receitas efetivas”. Essas diversas fontes de recebimentos impactam o “Caixa” e são canalizados para solver os compromissos de curto prazo.
Em momento algum da existência das EFPCs a Reserva de Contingência foi utilizada uma vez sequer para cobrir eventuais rombos, sejam de natureza estrutural ou conjuntural. A bem da verdade esta reserva é uma cunha técnica para vetar a destinação integral dos superávits para revisão dos planos de benefícios definidos (Previ 1). Com efeito, o artigo 20 da LC 109/2001 determina a constituição desta RC até o limite de 25%, permitindo que apenas o excesso, ou seja, o que extrapolar essa reserva seja aplicado na revisão do plano.
Por que a Reserva de Contingência não foi utilizada até hoje e nunca será desfiada para cobrir reveses financeiros das EFPCs? Justamente porque havendo eventual “DÉFICIT”, a RC vira pó no ato, bem como extingue também quaisquer “Reservas Especiais” de exercícios anteriores não utilizadas. De outra parte, os números da PREVI, como visto, são essencialmente contábeis e servem para projetar o desempenho do Fundo de Pensão, oferecendo uma visão gerencial para subsidiar os planejamentos estratégicos, ao nível diretivo, do órgão máximo das EFPCs que é o Conselho Deliberativo.
No cenário econômico atual repleto de dificuldades para bater as metas atuariais, caso da PREVI que é de 5% mais o INPC, uma Reserva de Contingência de 25% sobre a Reserva Matemática é uma medida exagerada da PREVIC (vide artigo 8 da Resolução 26/2008), cuja finalidade foi de criar um obstáculo abissal entre os associados e os superávits. Somente na época das vacas gordas, quando o vento da economia mundial soprava a favor das Bolsas de Valores, era possível cumprir os 25% da RC e ter sobras de superávits (Reserva Especial) para revisões no plano de benefícios.
Portanto, estamos alijados ad eternum de conseguir superávits dessa magnitude para respaldar uma RC (25%) tão absurda e fora da realidade em que vivemos, ainda com resquícios da crise mundial de 2008, dos graves e escabrosos escândalos da Petrobras que levaram a BOVESPA a ter um fraco desempenho em 2014, além da administração desastrada da Presidente Dilma, com todos os indicadores econômicos pífios, os quais geraram crise de desconfiança com os investidores estrangeiros, que migram o dinheiro para mercados mais seguros, sobretudo temendo a continuidade da corrupção desenfreada que grassa nos quatro cantos do Brasil.
Por tudo isso, entendo que o Conselho Deliberativo da PREVI deveria propor a PREVIC redução da RC pelo menos para 15%, sem perder de vista que esta reserva é fictícia, de fachada, eis que não tem resultado prático e uso exequível para a finalidade que em tese se destina.

( Written by João Rossi Neto )



quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

A MÃO QUE AFAGA É A MESMA QUE APEDREJA

     Não soa estranho porque todos conhecemos o partido, seu "modus operandi"; entretanto, não é a Contraf-CUT o braço sindical do PT? O presidente do BB é indicado pelo Palácio do Planalto, então a CUT deveria levar esta insatisfação diretamente ao Lula ou à Dilma para que o BB não realize esta maldade contra nós, associados da CASSI. É louvável este levante do Sindicato, no entanto, protestar no papel é muito menos produtivo. Eles têm os meios de impedir essa barbárie. O Lula, faz dez dias, esteve na CUT para discursar sobre um eventual golpe militar, na presença do Wagner Nascimento. Por que não o pressionaram sobre este aumento abusivo unilateral?

Contraf contesta em jornal intenção do BB de aumentar mensalidade da Cassi

  





A Contraf-CUT elaborou um Espelho especial Cassi com o posicionamento dos representantes dos trabalhadores e com informações completas sobre a intenção da direção do Banco do Brasil de obrigar a Caixa de Assistência a aumentar a mensalidade dos associados em 50%, passando a cobrar 4,5% dos salários dos ativos ou dos benefícios dos aposentados. Aquilo que havia sido divulgado como boato foi apresentado à Cassi pelos diretores indicados pelo banco, que além disso levaram proposta de suspender programas de saúde, tal como o PAC, plano que visa a dar tratamento adequado a cerca de 10 mil pacientes crônicos e reduzir o número de dias de internação. 

Veja aqui O Espelho especial Cassi, que também está disponibilizado na seção downloads do site WWW.contrafcut.org.br. A Contraf-CUT orienta os sindicatos a imprimirem o jornal e divulgarem nas agências do BB nesta sexta-feira 16.

O banco quer equilibrar a situação da Cassi onerando somente os associados e não aceita fazer qualquer desembolso. Esta é a informação extraoficial obtida pela Comissão de Empresa dos Funcionários do BB.

Mobilizar para impedir retrocesso

Os sindicatos e dirigentes eleitos da Cassi não aceitam solução que onere somente os associados. Defendem o aprofundamento da Estratégia de Saúde da Família, fortalecendo as Clinicassi, investindo na medicina preventiva, melhorando o atendimento aos associados e reduzindo despesas. Este é o modelo de saúde mais avançado existente no mundo hoje.

"O banco sabe muito bem que qualquer aumento de mensalidade depende de alteração estatutária, que só pode ser feita pelo voto dos associados. Em vez de dialogar e negociar com os representantes dos associados, quer apelar para corte de direitos. O movimento sindical não vai aceitar as pressões do banco e vai organizar a luta pelo fortalecimento e preservação da Cassi", adverte Wagner Nascimento, coordenador da Comissão de Empresa dos Funcionários do BB. 



Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

NOVA CONFIGURAÇÃO DO ES

     Amanhã ou depois já estará disponível (senão ainda hoje) o contracheque já com com o aumento de janeiro.
     Há singular expectativa no tocante a como ficará a nova configuração do empréstimo que tem a menor taxa de juros do mercado. Fizemos um grande esforço para nos ajustar aos novos parâmetros, como a retirada de débitos sobre empréstimos de terceiros, alguns até liquidados por força da não retirada voluntária dos débitos na folha de pagamento. A única exceção foi a nossa Cooperforte.
     No meu caso, tive que liquidar a FHE-Poupex, o P.A.S. do BB, e muito embora tenha arcado com despesa de mais de 5.000,00, uma possível renovação em 2015, carece de mais   MC que temo não obter. Mamma Mia!!!
     Com efeito, 2015 promete ser bem difícil e sofrido para pagar os compromissos. Vamos aguardar o decorrer desta semana.
DELENDA CARTHAGO - A VERBA DA CONTRIBUIÇÃO PREVI PRECISA SER RETIRADA DO CÁLCULO DA MARGEM, SOB PENA DE MUITA PENÚRIA A TODO O CORPO SOCIAL.