sexta-feira, 7 de agosto de 2020

DEMOCRACIA EM PERIGO

      A democracia brasileira corre sérios riscos. Os inimigos do atual presidente avançam céleres para cercá-lo e forçar sua renúncia. A mídia global é a principal aliada. A Globo por exemplo foca exclusivamente na família do presidente no intuito de fazer um furacão de um caso absolutamente corriqueiro, que acontecia em demasia na assembleia carioca. O congresso aprova leis, o presidente veta mas o veto é derrubado pelo próprio congresso. O STF tornou-se um poder paralelo com ingerência maciça no Executivo. Daqui a pouco vão inocentar o ex-presidente comprovadamente corrupto. Há ministros afinados que só maquinam esse fim.

     O presidente deveria reagir e colocar seu plano em ação. Mas são tantas as ingerências em contrário que parece estar pisando em ovos. É com aparência democrática que ditaduras se perpetuam no poder como na Venezuela, país claramente dominado por países comunistas. Querem chegar aqui também. Uma democracia forte como a dos Estados Unidos consegue se impor. Aqui é diferente e cedo ou tarde iremos sucumbir ante a força dos globalistas mundiais interessados em nossa economia. Vejo o nosso futuro com muito pessimismo. Provavelmente vão conseguir colocar seus prepostos com aval do Supremo cujos ministros estão todos contra a direita vencedora em 2018.

      Somente a mão firme do atual presidente, não se quedando às críticas oportunistas da esquerda orquestrada, e tendo as instituições delineadas de "cada um no seu quadrado", podem segurar este ímpeto voraz dos opositores em não deixar governar. Países estão nos bastidores incentivando os rebeldes, inclusive com apoio financeiro, para depois se locupletarem com nossas riquezas minerais. As nossas forças deveriam estar todas unidas para evitar esse estado lastimável de ocupação. A nossa divisão nos torna fracos. Nessa implacável pandemia, se estivéssemos de fato unidos, já estaríamos em bem melhor situação. A divisão derruba a efetividade das ações. A união torna as medidas mais eficazes e produtivas. O Uruguai sabe disso. Lá há união de 100% entre todos. Aqui é pedra para todos os lados em cima do Executivo federal no intuito de fazer crer que o governo não é competente. O Mal avança no Brasil e parece que estamos em campanha política todos os dias.

     Que Deus tenha piedade de nós, embora muitos teimem em viver sem Deus. O castigo virá em breve. Veja o que diz Mt 16:26-27

26 De fato, de que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro mas perder a sua vida? Que poderá alguém dar em troca de sua vida?
27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta.

quinta-feira, 30 de julho de 2020

O SONHO DESFEITO

O SONHO DESFEITO

Aristophanes Pereira

              Notícia sobre o  Banco  Brasil – ou BB, na intimidade – é, sempre, matéria de interesse, sob quaisquer pontos de vista. Uns corriqueiros, pontuais, de âmbito restrito. Outros, podem adquirir dimensões nacionais e, até, internacionais. Sem exagero! Não me desvio, aqui, pra demonstrar, porque desnecessário.

         A questão recorrente mais significativa, e de maior interesse, na mesa das chamadas “privatizações”, diz respeito aos palpites e proposições, relacionados com a privatização do Banco do Brasil S.A., do qual a União participa, diretamente, com pouco mais de 50% do capital de mando, ficando o restante com numerosos acionistas O propósito de vender o BB recrudesceu, e passou a ser um projeto em pauta, desde o começo do Governo Bolsonaro.

          O ex-poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes, também referido como “Posto Ipiranga”, pela delegação, entre jocosa e carinhosa, que lhe deu o Chefe, nunca negou ser o BB a “joia da coroa” de seu programa de desestatização, marca de sua doutrina liberal. Entretanto, as coisas não têm sido fáceis, para o arrastado programa e, no caso do Banco do Brasil, já se configura um caso de menor atenção.

         O chão começou a tremer na famosa, e já histórica, reunião ministerial de 22 de abril que, tornada pública, por determinação judicial, mostrou a face oculta do Governo Bolsonaro, haja vista o baixo calão de algumas exposições, os atentados grotescos a pessoas e instituições, as amostras de mau-caratismo de alguns ministros e as propostas não republicanas de alguns.

         Nessa memorável tertúlia governamental, um trecho da exposição do ministro Paulo Guedes, de que participam o presidente do Banco do Brasil Rubem Novaes – e o próprio presidente Bolsonaro, é marcante, por denunciar toda frustração do ministro com o Banco do Brasil, a fraqueza do presidente do banco e o cala-boca do presidente Bolsonaro, conforme reproduzo abaixo, pela sua contundência:

 

PAULO GUEDES:”O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem, coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar 'bota o juro baixo', ele: 'Não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam.' Aí, se falar assim 'bota o juro alto', ele: 'Não posso, porque senão o governo me aperta'. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização"(...) "O senhor já notou que o BNDES e a Caixa, que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil, a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então, tem que vender essa porra logo".

Em  continuidade, Paulo Guedes provoca o presidente Rubem Novaes, pedindo-lhe: Confessa o seu sonho” e ele responde, titubeando: “Privati... em relação à privatização..” No que é, prontamente, interrompido pelo presidente Bolsonaro: : “Faz assim, só em 23 você confessa, agora não”.

 

         Identifico nessa conversa – por isso a reconstruí –  raízes do pedido de demissão do presidente Rubem Novaes. Além disso, o solo de Brasília pareceu-lhe muito estrumoso e movediço. Não encontro, também, na trajetória de vida, já septuagenária, do presidente renunciante, pontos significativos, que pudessem se ajustar ao perfil requerido para o exercício da presidência do Banco do Brasil. Economista, professor, escritor, comportamento sóbrio, sem gosto pelas travessuras da Politica, conforma-se mais com um consultor do que com um executivo flexível e matreiro. Aceitou o cargo, certamente, acreditando na missão acalentada pela sua ideologia liberal de privatizar o grande BB. Ledo engano! De um lado, externamente, bateu de frente com o cala-boca do presidente Bolsonaro e o silencio cabisbaixo do seu Posto Ipiranga. De outro, internamente, com a arraigada cultura estatizante da corporação funcional e aparelhada do banco, apoiada por seus suportes sindicalistas, de associações afins e extensões legislativas.

          É meio suicida a missão de ocupar a presidência do Banco do Brasil, comprometido com a tarefa de vende-lo à iniciativa privada. Poderia dar aqui as razões para isso, como já falei em outras manifestações, mas seria repetitivo, no momento. Digo, apenas, que isso, um dia, poderá acontecer, se assim se tornar necessário, e a Sociedade brasileira o permitir. Enquanto isso não ocorrer, o ministro Paulo Guedes fale menos e aja mais. Vá cuidar de outros importantes deveres do seu superministério, das emergentes desarrumações causadas pela pandemia da Covid-19 e das reformas postergadas há tanto tempo.

         Quanto ao Banco do Brasil, bote lá um dirigente experimentado(cuidado com o currículo), com habilidades políticas, na interação com os públicos internos e externos. Versado nas lides bancárias, com visão de futuro, para entender – como já vem fazendo o nosso competente Banco Central – as profundas e revolucionárias mudanças comportamentais e tecnológicas que estão ocorrendo no mundo da moeda e do credito. Do contrário, não haverá sequer o que vender, pois o novo banco não é bem físico. É quase virtual, feito de confiança, expertise, um pouco de gente e muita Inteligência Artificial. Boa sorte ao novo presidente do Banco do Brasil.

 

NOTA: VENDA DE CREDITOS AO BTGPACTUAL-Pelo que conheço, e me recordo da linha operacional do BB, não faz muito sentido essa suspeição que se quer levantar sobre uma velha e corriqueira prática de venda, com expressivo abatimento, dos chamados “créditos podres”, encostados em “créditos em liquidação”, por força de regulamentos internacionais(BIS-Acordo Basilea).No BB nada se faz pelo mando e  vontade de uma só pessoa, mas pelas recomendações, justificadas ao longo de uma extensa linha hierárquica, da Agencia à Direção Geral. A conferir.

 

Jaboatão dos Guararapes, 30/7/2020.


terça-feira, 28 de julho de 2020

PREVI FUTURO SERIA CHAPA DOIS, EM TESE

    Nem gostaria de abordar mais esse tema. Para encerrá-lo digo que o Plano Futuro, chamado Plano II, teria fortes motivos para eleger a chapa 2, uma vez que o candidato a diretor de Seguridade na chapa pertence ao Plano II; justo o contrário da chapa vencedora. Então, alguns comentários na postagem anterior não batem pela lógica. 
     Para corroborar com isso, vem o blog do Vicente do Correio Braziliense dizer que o BB sofreu derrota na PREVI com a vitória da chapa 1. No frigir dos ovos o fator privatização pesou. Neste sentido muitos votos foram carreados à chapa 1 por causa dessa tendência e tendo em vista que a chapa (sindicalista) é contrária à privatização. Pode ser como pode não ser esse o motivo da derrota. Mas eu creio que tem a ver.
      Página virada. Não se pode mais mudar nada. É torcer para que o novo multifunção dê certo no cargo. Com certeza, vai ser o continuísmo da atual administração na Seguridade.

quarta-feira, 22 de julho de 2020

SÓ NOTÍCIA BOA

SÓ NOTICIA BOA
Aristophanes Pereira
          De uns tempos pra cá, conheci um site, casualmente, do qual passei a receber frequentes notificações de notícias atuais e interessantes. É o SONOTICIABOA, em www.sonoticiaboa.com.br  São noticias nacionais e internacionais, objetivas, de comprovadas fontes e, obviamente, como diz o nome, só veicula notícia boa. É um verdadeiro antídoto para o noticiário seletivamente pessimista de grande parte da mídia. Faz bem à cabeça atormentada pelo clima doentio da Covid19 e por outros desprazeres do dia-a-dia.

         Inspirado por esse mensageiro de boas notícias, comecei, eu mesmo, a semana – na 2ª Feira, dia 20, que nos trás, mensalmente, um momento de passageira alegria – anotando um conjunto animador de boas notícias, sobre as quais discorro a seguir:

         Preliminarmente, destaco: Com o clima mais ameno do noticiário produzido pelos ventos, usualmente, tempestuosos do planalto brasiliano, o Brasil está mais calmo, encaminhando seus afazeres, sem maiores zoeiras e grandes conflitos. As “gripezinhas” e as ‘quedas domésticas’, certamente, contribuíram para isso. A Bolsa, termômetro sensível e claudicante retornou ao patamar dos confortáveis 100.000 pontos(Olha aí, Previ!).

Segundo: Conforme notícia já apontada pelo colega Celso Bernardes(Blog, 17:28, 19/20) está no radar a edição, a qualquer momento, de uma Medida Provisória, de efeito imediato, que entre outros mandamentos, permitirá o aumento de, aproximadamente, 5% na Margem Consignável, que passaria dos atuais 30 para 35%, beneficiando, apenas aposentados e pensionistas do INSS. Isto, adicionado à bondade do Governo, que isentou o IOF até outubro, para tais empréstimos(consignados), poderá ser um bom e oportuno suspiro para aquelas duas categorias. A Previ, no âmbito do Convênio Prisma, com foco no  Plano1, certamente, regulamentará a matéria, no que respeita ao seu ES-Rotativo. Cruzem os dedos!

Terceiro: As previsões indicam valiosas conquistas medico-cientificas, que apontam – inclusive com notória participação do Brasil – a breve produção, em massa, de pelo menos três vacinas,  de já comprovada prevenção da Covid19, e que dentro de alguns meses poderão estar  disponíveis, para aplicação imunizante de grandes populações. Entrementes, já são festejados alguns medicamentos que diminuem sensivelmente os sintomas e a letalidade da Covid19, com alívio para doentes e para a estrutura de serviços de saúde hospitalar.

Quarto e último(e de leitura chata): Os prognósticos para o resultado da eleição na Previ, já traçam, neste 9º dia de votação, com base nos números divulgados até agora(9ª prévia), uma linha, que aponta tendências possíveis, prevendo-se uma disputa de final apertado, na concorrência das duas chapas.

         Não tendo compromissos compulsórios, desfrutando a ociosidade da definitiva aposentadoria, por idade e opção, e robustecida pela reclusão do Corona vírus, ousei e arrisquei fazer algumas estimativas, relativamente ao atual processo de eleições na Previ, declaradamente  viciadas pela minha simpatia maior pela Chapa 2. Vejamos:

  • Os números básicos são 198.093 votantes qualificados como ATIVOS(90.277), APOSENTADOS(83.984), PENSIONISTAS(22.580) e OUTROS(1252), A votação é opcional, distribuída por três canais de votação(SISBB-WEB-TAA).
  • A apuração, na primeira parcial de 13/7 indicou um elevado percentual de votantes, pelo SISBB(61,6%), que são, nitidamente da ATIVA, integrantes do Plano Previ-FUTURO. De outra parte 38,3% votaram pelos TAA e WEB(Internet:PC, Tablet e Ceulular), e que passarei a identificar como APO’s(*).
  • Esses tão distintos resultados têm como elemento fundamental, no meu entender, a divisão dos votantes em dois grupos decisórios: (1) PESSOAL DA ATIVA (SISBB=90.277) e (2) APO’s(WEB e TAA=107.816). Outro dado importante é a correta presunção de que os ATIVOS são fortemente adesistas da Chapa 1, enquanto a maiorias dos APO’s aderem à Chapa 2. Por isso, um olhar analítico sobre esses números e essa distinção de simpatias mostra, claramente, que o general vencedor dessa guerra chama-se  Abstenção.
  • Assim, com essas considerações, demonstramos a aritmética de 3 cenários previsíveis,  com números arredondados, na elaboração, com recursos do MS-Excel, conforme QUADRO abaixo, onde os dados fixos são afetados por   variáveis(abstenção, opções dos votantes e votos nulos e brancos) a saber:
ELEIÇÕES PREVI - SIMULAÇAO DA VOTAÇÃO 
(VIDE QUADRO ABAIXO)

          As estimativas no QUADRO trabalham, apenas, com três hipótese extremas, com resultados que dão vitórias robustas às Chapas 1 e 2, nos cenários construídos, respectivamente, com as variáveis das colunas V-1 e V-III. A hipótese de um resultado final apertado, que denominei PAU A PAU, está montado com as variáveis da coluna V-II. Infinitas simulações poderiam se elaboradas, entretanto, sem maior interesse.
         Os três cenários mostrados – a esta altura do campeonato, ainda no limiar do 10º dia de votação(22/7), faltando 6 para o encerramento(27/7) – podem servir para orientar os esforços dos contendores, no fortalecimentos das variáveis mais decisivas e passiveis de mudanças. No caso da Chapa 2, diminuir a abstenção costumeira <25 b=""> e angariar votos no terreiro inimigo <13 b="" divirtam-se="">

(*) Cumpre ressaltar que existem pequenas e irrelevante diferenças entre dados divulgados pela própria Previ.
Jaboatão dos Guararapes(PE),21/07/20




REPRODUÇÃO DO QUADRO ELABORADO PELO ARISTOPHANES DEVIDO A NÃO ABRIR EM ALGUNS NAVEGADORES.

quinta-feira, 16 de julho de 2020

ELEIÇÃO NA PREVI


ELEIÇÕES PREVI – CHAPA 2 MAIS UNIÃO – SUGESTÕES
Aristophanes Pereira
       Vejo com animação as declarações de votos dados à Chapa 2, que tem méritos e melhores propósitos, nesta eleição para Conselhos e Diretoria Executiva do nosso fundo de pensão.  Parecem traduzir o sentimento de aversão ao situacionismo, marcado pela administração do diretor de Seguridade, que se despede, sem deixar saudades, no Plano 1.
       Tenho contidas e realistas esperanças na tendência administrativa dos candidatos que formam a Chapa 2, em especial o executivo, na Seguridade. Contidas e realistas porque a Previ é um grande Iceberg, do qual só visualizamos a menor parte, sabendo que seu volume maior se acomoda ao sabor das correntes subterrâneas do Patrocinador.
       Mesmo assim, nesses tempos de mudanças e inovações, seria uma grande conquista se pudéssemos contar, pelo menos, com dois compromissos dos membros da Chapa 2, a saber:

  1. Transparência de informações. Até as soluções adversas, ou aquém das nossas expectativas, são absorvidas com amenidade, se informadas prontamente e com clareza, nas necessárias explicações, sem subterfúgios. Somos uma comunidade(Plano 1 + Futuro) de dezenas de milhares(quase 200.000), com cabeças distintas, diferentes níveis de compreensão e diversos comportamentos. A Internet, que já era uma “janela para o mundo”, com a Covid19  se reinventou e escancarou todos os espaços. Guardadas as conveniências de sigilos estratégicos, poderemos ter encontros, palestras, webnários, EaD, etc., por conexão direta(on line) com a Previ. Reuniões, com peregrinações físicas pelo pais, são dispendiosas, demoradas, improdutivas e de público limitado. São coisas do passado.

  1. Revisão coerente, justa e não discriminatória do Empréstimo Simples Rotativo(ES). Diga-se, de início, que este é, sem concorrente, o tema mais reclamado por parte dos participantes do Fundo. Suas principais variáveis e condicionantes suscitam propostas de mudanças, alterações pontuais e parâmetros quase personalizados. Impossível a fórmula milagrosa e universal. Entendo, entretanto, que:

    • Um novo prazo máximo de 150 meses é factível e tolerável.
    • O limite máximo do valor poderia chegar a R$180 mil. Significaria somente uma atualização monetária realista.
    • A Margem Consignável, conquanto balizada por Lei, poderia encontrar uma melhoria compreensiva, retirando de sua composição o débito da Contribuição(devolução) mensal à própria Previ. Não se trata de uma “obrigação”, criada e assumida pelo tomador, mas uma “invenção estapafúrdia”  alheia à sua vontade e deliberação. É duplamente penalizado.
    • Os encargos (juros+correção) comportariam uma revisão, dentro da nova composição da política monetária do governo, com SELIC negativa.

  1. Sob este mesmo item(ES), cabe um destaque para a absurda e discriminatória “tabelinha progressiva” dos prazos, incidente sobre a idade dos malsinados “super velhos”. Desde uma infeliz reformulação que data de 2015, os prazos do ES(quantidade de prestações) passaram a ser reduzidos, progressivamente, em função da idade dos tomadores, de tal forma que, para maiores de 80 anos, o prazo se estabiliza, reduzido a “módicas” 36 prestações. Ou seja: menos de 30% do atual maior prazo(120 meses), para os “jovens”.  Mas não é só!. Ainda se adiciona aos encargos.(INPC+juros a.a.) o fúnebre FQM(Fundo se Quitação por Morte), também progressivo, que chega, para os “oitentões” à taxa de 5,0%!
Essa discriminação, na quantidade de prestações, se já não fosse absurda, legalmente, porque afronta o Estatuto do Idoso, é moralmente indecorosa porque fere o princípio da solidariedade, dentro do Grupo. Acredito que, também, é inédita, sem semelhantes na Cooperforte e no BB. 
Pelos dados mais recentes da Previ, calculo que podem ser “beneficiados”, por essa malvada distinção, 13.618 maiores de 75(75-89) anos e mais 1006(90-105) maiores de 90 anos (ou 14.626 “super velhos” =16% do total de 90.349). Se estimarmos que apenas 50% seriam tomadores, somente, 8% do total comporiam o “grupo de risco” diferenciado pela idade. Uma ninharia!
Por trás dessa distorção, felizmente,  se pratica uma contraditória e meio cínica  válvula do bem. Isto porque o ES, sendo rotativo, renovável a cada carência de 6 meses, na prática, o que se tem é um prazo ilimitado, de X inicial e, depois +6+6+6+6... distribuído pela engenhosa repartição das modalidades A,B, C e D, com o adicional oneroso, em cada renovação, da Taxa de Administração+IOF(que o Covid19, generosamente, suspendeu até outubro).
Como ficou demonstrado, a aplicação desse mecanismo destrói, aritmeticamente, o propósito de delimitação do prazo. Na continuada renovação de 6 em 6 meses, o prazo se alonga indefinidamente... ou até que a morte nos separe.
O mal maioroneroso, incompreensível e intolerável – está plantado lá atrás, no inicio, quando se funda o empréstimo tronco, com aplicação da famigerada tabela de redução progressiva dos prazos. Aí se define, o valor das prestações que, obviamente, será tanto maior quanto menor o prazo. Só para exemplificar – e para que essa maldade inútil fique bem clara – um oitentão que contrate um ES-Rotativo de R$50.000,00, em (compulsoriamente) 36 prestações, juros + FQM(4,75+4.50 a.a.) pagará prestações de R$1.595,57. Repetindo a operação, com 120 prestações, a prestação cairá para R$563,24(*). Como se vê, uma diferença sensível, dentro de um mês, que também diminui a Renda Disponível e  a Margem Consignável. Verdadeiro “gerocídio”, para lembrar a retórica do Ministro(STF) Gilmar Mendes.
  
Há que se reconhecer que o ES-Rotativo é um bom produto, para a Previ, que o pratica com nosso próprio dinheiro, e para nós que, infelizmente, muitas vezes precisamos dele. Respeitado esse equilíbrio, nada impede que seja melhorado, nas condicionantes comentadas, principalmente essa aberração da “tabelinha gerocidio”, que deveria ser extinta.

       Por fim, registro que o destaque dado aos tópicos acima, não esmorece uma permanente atitude de vigilância, reparo e cobrança, com relação a outros “affairs” pendentes, como a velha e ilegal Resolução 26, o calote do BET e a preservação do nosso poder de compra, deteriorado por reajustes irreais.

       É de se esperar que a vitória da Chapa 2 faça prosperar um novo tempo de MAIS UNIÂO entre a Previ e seus donos, apagando a prevenção e suspeição que têm prevalecido nas nossas tumultuadas relações.

PS. As apurações parciais de ontem(dia 15, no site da Previ) mostram, no 3º dia, a votação já realizada por 30% do público-alvo(198.093). É expressivo o comparecimento pelo SISBB, que sugere a votação do pessoal da ativa, com 65% dos que já votaram(59.316), e suposta inclinação pela Chapa 1. Nos TAA e WEB, a votação só alcança a participação de 35%, dentre os que já votaram, que se presume de aposentados, inclinados para a Chapa 2. Ainda tem muito chão pela frente, MAS É PRECISO TRABALHAR! ACORDA PESSOAL!
(*) Cálculos do autor, meramente exemplificativos, com simulação pela “Calculadora do Cidadão”, do BCB.
Jaboatão dos Guararapes-PE-16/07/2020.

O INIMIGO TRABALHA SEM PARAR NA ELEIÇÃO

     Pelo resultado da última eleição na qual os vencedores foram os do mesmo grupo que hoje integra a chapa da situação, certamente teremos muitas dificuldades para vencer o pleito. Caso a chapa 2 - Mais União, não consiga uma votação expressiva entre o pessoal da ativa, a vitória ficará cada vez mais remota.         
     Claro que sempre devemos ser otimistas mas a luta é renhida pela ação sem trégua dos adversários que desejam manter o status quo a qualquer custo. A chapa que não obtiver no mínimo 40 mil votos sairá derrotada, valendo lembrar que na última eleição conseguiram 39 mil votos, fazendo muitos votarem (neles) mesmo entre os que nunca tinham votado. Repito que os telefonemas serão a principal arma do grupo da situação.
     É cristalina a necessidade de empenho maciço da chapa 2, se quiser lograr êxito. É preciso fazer o que diz no nome da chapa: Mais União. Sem ela as perspectivas não são nada boas. As redes sociais (grupos de aposentados) têm que ser intensamente utilizados para recomendação de voto. Se não há alternância parece ditadura, eleição do "faz de conta", acomodação, ausência de alternância decisória. Para isso já basta "democracias" como a chinesa, venezuelana, russa, cubana entre outras.
       Esperamos votos conscientes, sem obrigação de se votar por imposição. Eleição, antes de tudo, é uma conquista, atrelada intimamente ao regime democrático de que vence a maioria, não a minoria.

domingo, 5 de julho de 2020

CHAPA DOIS - MAIS UNIÃO

      Em uma semana começa a votação na PREVI para escolhermos o novo diretor de Seguridade, uma diretoria das mais importantes tendo em vista referir-se exclusivamente e prioritariamente a nós associados. Lógico que todas são importantes mas a Seguridade nos envolve diretamente.
     Há muito tempo essa diretoria vem sendo controlada por uma só tendência ligada a sindicatos e cargos, política peculiar de partidos políticos, a qual não deve continuar, sob pena de continuidade perniciosa, pois temos que ter em conta a salutar alternância de comando. O que a atual diretoria pode fazer pelo associado está deixada de lado principalmente nesses severos períodos de pandemia que assola nosso país.
    Apoiamos 100% a chapa 2 - Mais União cujo candidato - Ítalo Lazzarotto - tem a juventude e a capacidade de mudar o nosso relacionamento no binômio PREVI X ASSOCIADOS.
    Sabemos das dificuldades que teremos pois é notório o uso da "máquina" de propaganda que está sendo utilizada pela chapa opositora. Praticamente 100% dos beneficiários do fundo estão sendo alcançados através dos emails cadastrados. Quase todos já recebemos propaganda da chapa da situação e não podemos dizer o mesmo da chapa da oposição. A injustiça já começa por aí, aliada a um baixo interesse dos aposentados e pensionistas, abalados com o peso da idade e dificuldades e no trato com a operacionalização digital da votação.
    A ANAPLAB dedica-se integralmente em apoio à chapa 2 - Mais União e conclama a todos para a RENOVAÇÃO dessa diretoria, que repetimos, trata diretamente com os associados. Temos certeza que o relacionamento será bem melhor.
     Portanto, arregacemos as mangas sem pestanejar, fazendo o necessário uso das redes sociais para conquistar novos votos para a chapa 2 - Mais União. Contamos com cada um de vocês para mudarmos os rumos na política da diretoria de Seguridade. A Afabb-RS e a Afabbj (Joinville) já se engajaram na tarefa. Alie-se você também, caro amigo, pelo bem geral da PREVI e dos previanos.