quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O ENTENDIMENTO DE CADA UM


 Marcos 12:28-30



“Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças.



   O primeiro mandamento da Lei de Deus, retro nominado, é repetido num enunciado do próprio Filho de Deus. 

    A Igreja Católica é a única apostólica, ou seja, vem desde o tempo dos apóstolos. Não é a perfeição que os evangélicos de hoje gostariam que fosse mas na sua doutrina de fé na Santíssima Trindade, continua a mesma da época dos apóstolos. Assim como Pedro e Paulo divergiram em muitos assuntos; assim como as comunidades da época que eram bem heterogênicas em relação às crenças (basta ler as cartas de Paulo ou as cartas de João endereçadas às 7 igrejas no Apocalipse) a igreja nunca foi unanimidade, porém, se o próprio Jesus Cristo não estivesse nela, não perduraria até hoje, consoante as palavras de Jesus no evangelho: "Estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos". Cristo é a cabeça da Igreja, ou o "noivo" para o qual a Igreja sempre deve ser fiel para o reinado eterno.

     O importante é ter fé. O próprio Cristo nos alertou: "Quando eu voltar porventura acharei fé na terra?". O Cristianismo na Europa está esfacelado. Jovens cristãos não se ligam mais nas igrejas. Preferem os avanços tecnológicos e as coisas deste mundo, exatamente como Cristo já nos advertiu.

    Em contrapartida, o Islamismo (os árabes descendentes de Ismael de onde surgirá no fim dos tempos Gog (o Anticristo), da terra de Magog (Turquia, Irã, Síria e adjacências) para pelejar contra judeus e cristãos (batalha final do Armagedon), repito, o Islamismo cresce cada vez mais. Seus adeptos oram 3 vezes ao dia ao seu deus Alah cujo único profeta (assim pregam) é Maomé.

    E alguns cristãos nossos irmãos jogando pedras na Igreja Católica, chamando-nos de idólatras. Meus caros, vou contar-lhes apenas um fato real que aconteceu aqui em Santa Catarina, na década de 1980, numa grande enchente do rio Itajaí-Açu. O cenário foi o Morro do Baú, próximo a Gaspar, bem próximo ao litoral. Os bombeiros de Navegantes-SC foram acionados para socorrer as vítimas em Ilhota/Morro do Baú. Em lá chegando se depararam com uma senhora grávida, já perto de dar a luz. Deixaram o bote às margens do Rio e subiram morro com macas. Entraram na casa, pegaram a mulher, a colocaram sobre a maca, cobriram bem e desceram o morro passando por cercas que obrigavam a manter a maca de braços erguidos. Chovia. Conseguiram trazer a mulher a um hospital de Ilhota. Lá chegando não havia anestesista para o parto. Era obrigatório porque o bebê estava "atravessado" e a cesariana era imperiosa. Não havia o que fazer. A mulher deitada no leito, aguardando socorro, orou a Nossa Senhora, mãe de Jesus, nesses termos (conforme relato da própria mulher numa reportagem feita NSC TV (afiliada da Rede Globo) que fez uma edição sobre a passagem dos 35 anos da enchente de Blumenau). A senhora contou ao lado da filha que nascera à época:

--Minha Nossa Senhora, vem em meu socorro! Vós que tivestes teu filho em condições tão precárias numa manjedoura!

Ela conta que num piscar de olhos a criança estava lá, nos braços das enfermeiras!

Este relato está gravado e foi ao ar há 3 anos no Jornal do Almoço local.

    Evidente que o milagre foi feito por Deus, não por Nossa Senhora. Pois Deus, onisciente, onipresente como é na Sua essência, sabe, conhecendo nossos pensamentos, quem pede com fé. Deus sempre usa intermediários (lembrando que Jesus Cristo é Deus). Foi assim com os profetas e com os apóstolos. No episódio da cura dos dez leprosos, Jesus mandou que se apresentassem ao sacerdote!

    Quero ressaltar que o homem olha as aparências mas Deus olha o coração.

domingo, 13 de outubro de 2019

SANTA DE CASA FEZ MILAGRES

No próximo domingo, na praça do Vaticano, vou assistir à canonização de Irmã Dulce.Irmã Dulce não é apenas a primeira santa brasileira, ela é a primeira CEO brasileira a ser canonizada.

A Organização Social Irmã Dulce é o seu primeiro milagre. Franzina, saúde frágil, ela não tinha a rigor condições físicas de fazer nada nem de segurar um copo de água.

Mas seu hospital de mil leitos construído sabe Deus como é obra do seu empreendedorismo. O hospital começou num galinheiro nos fundos do convento e hoje tem 40 mil m².

Conheço bem a história da santa porque Irmã Dulce, que tinha sérios problemas pulmonares, era paciente do meu pai, médico pneumologista. Meu irmão André Guanaes, quando residente, também foi seu médico.

Ele conta algo que é típico da situação de tantos CEOs no Brasil: os problemas respiratórios de Irmã Dulce pioravam todo fim de mês. E ele sempre a escutava dizer: dia tal eu tenho 3 milhões para pagar, isso é problema de Santo Antônio, isso não é meu problema, isso é um problema dele.
O problema era de Santo Antônio, mas era ela quem ia pedir a Antônio Carlos Magalhães, a Ângelo Calmon e a outros poderosos da Bahia e do Brasil.


Ela era santa com os pobres, mas não era santa com os ricos. Com esses, ela era pragmática. Como uma boa CEO, conversava com todo o mundo. Com a direita, com a esquerda, com o que está entre as duas e além. Sua relação com o grande líder espírita da Bahia, o igualmente santo Divaldo Franco, é maravilhosa. Foi, assim, maior que a igreja que agora a canoniza.

Escrevo este artigo emocionado porque conheço a história de perto —de seu início no bairro pobre de Alagados até os atuais 2 milhões de atendimentos ambulatoriais, 18 mil internamentos e 12 mil cirurgias por ano. Como uma pessoa que dormia sentada por causa dos problemas pulmonares pode tocar uma obra desse tamanho? Milagre.

Tudo na Bahia que eu nasci e cresci era destinado a ajudar as obras assistenciais de Irmã Dulce: bingo, quermesse, show. Era tudo para ela pagar o seu fim de mês.

Nesse mesmo espírito, estou participando de uma iniciativa artística na Bahia para celebrar a nossa santa. 77 artistas da música baiana foram a estúdio gravar a música de Irmã Dulce. Ivete Sangalo, Luís Caldas (que criou a música axé), Margareth Menezes (que vai cantar no Vaticano) e dezenas de músicos talentosos gravaram com dedicação e disponibilidade que nunca vi.

Decidi me dedicar cada vez mais a causas sociais. Sou orgulhoso e odeio pedir, mas isso não combina com obra social. Dou do meu e dou de mim e fico imaginando o que a frágil Irmã Dulce passou para ampliar, modernizar e manter a cada fim de mês seu hospital de mil leitos.

Uma obra dessa não se faz só com bondade, mas com determinação, com disciplina, com empreendedorismo.

Ela era focada, cercou-se dos melhores, aplicava orçamento base zero (era uma Beto Sicupira de hábito) e tinha um modo peculiar de levantar fundos: ficava na sala de espera do futuro doador e só saía de lá quando o próprio se dignava a recebê-la. O povo da Bahia é testemunha.

Por isso, 15 mil baianos vão a Roma no dia 13 assistir à canonização. E, no dia 20, Salvador vai parar para ver a missa de sua canonização no Estádio da Fonte Nova.

Irmã Dulce não é uma santa católica. Ela é uma santa baiana. São devotos dela a mãe de santo, o ateu, o pastor e até o padre. Desafio a Harvard Business School a escrever o estudo de caso de Irmã Dulce, a primeira CEO brasileira a ser canonizada pelo Vaticano.

(Nizan Guanaes)

                         Irmã Dulce da Bahia, hoje canonizada pela Igreja Católica.

Nota do Blog

O blog não compartilha, necessariamente, com todas as afirmações do caro articulista, mormente quando compara a santa irmã Dulce a uma pretensa santidade do conferencista espírita Divaldo Franco. Fica o registro.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

NÃO ESQUEÇAM DO GILBERTO

    O meu amigo Gilberto foi um daqueles funcionários que todo gerente gostaria de ter. Costumava utilizar seu raciocínio lógico para solucionar diversas situações complexas com que se deparava no dia a dia. Não raro adotava soluções pioneiras que mais tarde seriam homologadas pela direção geral. Foi numa dessas que antecipou-se ao cartão de crédito no início da década de 70. Um certo empresário, dono de farmácia era assídio cliente do extinto Banco Sul Brasileiro e Gilberto flertava em trazê-lo para o Banco do Brasil. Só que o homem era arredio, de pouca conversa, meio reservado. Sua Farmácia atendia até mais tarde, não raro atendida pelo próprio patrão. Foi numa determinada ocasião em que o nosso colega dirigiu-se ao estabelecimento para comprar um Sonrisal ou uma Cibalena. Conversa vai, conversa vem, Gilberto lhe propôs que os funcionários do banco adquirissem ali seus remédios com pagamento após 30 dias, com o recebimento tendo um desconto de 5%. Naquela época o cartão de crédito não era difundido, estava iniciando nos EEUU e somente virou realidade no Brasil na década de 80.
     Hoje vivemos uma situação quase insolúvel em nossa CASSI. Soluções existem mas ninguém apresenta uma que resolva a situação. O BB acaba de rejeitar uma proposta elaborada pela Contraf-CUT e as entidades. Foram 26 pessoas que se debruçaram sobre uma conclusão que aumentaria o percentual nosso e do patrocinador. Ora, quem não sabe ainda que o banco não aceita aumentar seus 4,5%???
    O Gilberto tem uma proposta que a ANAPLAB endossa e se encontra em nossa página de rosto há quase um ano. Ninguém quer abraçá-la mas ninguém apresenta outra que resolva o impasse.
    Agora o Gilberto tem mais uma. Criar um cartão CASSI que funcione para pagamento de despesas médicas. Os profissionais receberiam na consulta (ou no evento que pode ser exames/internações etc) a parte do participante 30%. A parte da CASSI seria nos moldes atuais. Atrairia mais profissionais interessados para a CASSI. A gerência do cartão seria exclusiva do BB (cujo nome sugerido Cassi Ouro BB) com taxa de administração de 3%. São 700.000 cartões exclusivos  melhorando a receita do BB. Se quiserem mais detalhes procurem o Gilberto. Tenho o seu contato. 
     Dicas aos dirigentes da CASSI  e do BB. Não percam mais tempo. procurem o Gilberto. Ele resolve.

sábado, 5 de outubro de 2019

A CASSI AJUDOU NESSA CIRURGIA, ELA NÃO PODE ACABAR POR FALTA DE ACORDO. JAMAIS!


MORREU DO QUE EU PODERIA TER MORRIDO
Aristophanes Pereira
         Meu PC tem uma configuração que insere, repentinamente, notificações de chegada de novas mensagens, na caixa de e-mail, mesmo quando estou navegando em outra página. Foi assim, de supetão, que soube, Segunda-Feira, dia 30/9, do falecimento do Luiz Geraldo Vieira. Triste surpresa. Um velho companheiro, de minha geração, conhecido desde o começo da década de 60, quando cheguei em Recife. Alegrava as noites de Sábado, com seu notável programa “Noite de Black Tie”, no qual o quadro “Cadeira de Engraxate”, entrevistava, com delicado humor e competência, personalidades da maior expressão e contemporaneidade. Foi líder de audiência, durante anos, na TV Jornal do Commercio, emissora pernambucana que fincou marcos de pioneirismo na televisão brasileira, tecnicamente restrita, na época, a alcances locais. De lá para cá, encontros profissionais, ou casuais, que sempre se alongavam pelos bate-papos animados e ricos de causos e histórias pitorescas. Cara legal, leve, memorável. Construiu muito. Requiescat In Pace.
         A notícia da morte de Luiz Geraldo trazia a informação, talvez pouco percebida, de que tinha sido “vítima de ruptura de aneurisma na Aorta”. Mais um choque que me tocou, porque morreu do que eu poderia ter morrido, tempos atrás: aneurisma na Aorta.
         Falo desse assunto com os cuidados de um leigo respeitador da competência dos profissionais e autoridades médicas. Entretanto, meu atrevimento deve ser tolerado, porque sou um paciente desse maligno e traiçoeiro transtorno biológico, sobre o qual tive a ousadia de juntar, no correr de meu tratamento, anotações em um livreto, não publicado, que intitulei: “ANEURISMA – O discreto matador. Ele pode estar dentro de você”(2017).
         Vale recordar que o sistema de vasos por onde circula o sangue é assemelhável a uma instalação hidráulica, numa analogia simplista. É fácil perceber que qualquer defeito nessa instalação, provoca acidente vascular que merece cuidados, de variadas formas e gradações. É um fluxo contínuo e vital! Quando para morremos, e quando morremos para. 
         O aneurisma é uma bossa, ou calombo, que se forma, paulatinamente, em qualquer trecho de uma artéria, de qualquer calibre. O mais comentado e divulgado é o aneurisma cerebral”, que ocorre em estreitas artérias que irrigam o cérebro, e muito conhecido como “derrame”, quando se dá um rompimento. Não é tão letal, mas, frequentemente, deixa sequelas, e quase todos sabemos de parentes e amigos vitimados. Diferentemente, o aneurisma, quando localizado em segmentos da aorta torácica e abdominal, é doença mortífera, porém silenciosa, assintomática, progressiva, pouco realçada, confundida, cujo tratamento é, por isso, negligenciado.
         Até uns 20 anos atrás, descobrir que se tinha um aneurisma na aorta – no trecho que começa na parte superior do coração e, fazendo um arco para trás, desce pelo tórax até o abdome – era diagnóstico, paradoxalmente, ótimo e péssimoÓtimo, pela surpreendente descoberta do maligno distúrbio, assintomático, escondido e letal. Péssimo, pela limitada perspectiva de tratamento, desconhecimento médico especializado e precariedade da necessária reparação cirúrgica. A grave decisão de operar era uma “roleta russa”, entre esperar o fatal rompimento e as escassas possibilidades de sucesso de uma complexa cirurgia aberta, geralmente em pacientes vulneráveis e de idade avançada.
         Nas duas últimas décadas, felizmente, muito se evoluiu, graças aos avanços da tecnologia instrumental(imagens e aparelhos minimamente invasivos) e  das capacitações  médicas, no campo da radiologia intervencionista. Infelizmente, esses avanços ainda se ressentem de freios, no que respeita a custos elevados, escassa infraestrutura hospitalar, limitação de especialidades intervencionistas e de suporte e, principalmente, desconhecimento e confusão diagnóstica, por parte dos portadores assintomáticos da doença e – por que não dizer ?! – por expressivo número de profissionais ainda não motivados pelos desafios dos distúrbios aneurismáticos da grande e vital adutora sanguínea: a Aorta.
         No meu caso, em 2015, quando constatamos, por um exame de Ângio Tomografia Computadorizada, a presença de dois aneurismas contíguos, na região da aorta descendente(Tórax), acendemos o sinal amarelo, e passamos a monitorar a evolução do “calombo”, que ofereceria perigo de eminente rompimento, quando seu diâmetro ultrapassasse em 50% o diâmetro normal, naquele trecho. Foi o que aconteceu. No final de 2017, me submeti à inadiável cirurgia de reparação do trecho comprometido(TEVAR-Thoracic Endo Vascular Aortic Repair - Vide figura) com sucesso e... garantia de 10 anos.
         Haveria muito, ainda, o que comentar, entretanto encerro, aqui, com a advertência do Prêmio Nobel(2004),  Aaron Clechanover,  que ensina: “É mais lógico lidar com as doenças, buscando mudar atitudes para preveni-las, do que trata-las”.

Jaboatão dos Guararapes, 4/10/2019
FIGURA – Endoprotese, na aorta descendente, com fluxo sanguíneo previamente redirecionado através de ponte/prótese entre as artérias Carótida e Subclávia esquerdas, (Adaptado pelo autor de um desenho original da University of Michigan Health Center-2010).

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

SOMENTE QUATORZE ANOS? (FROM HERE TO ETERNITY)

   Nutro muita admiração ao pastor Natan Rufino o qual pertence a uma das igrejas pentecostais existentes no solo brasileiro. Seus estudos escatológicos são, em meu modesto modo de enxergar o mundo, bastante coerentes e calcados em pesquisas muito bem fundamentadas nos escritos tanto científicos quanto sagrados.
       Rufino tem um vídeo na internet deveras intrigante. Segundo levantamentos baseados na Bíblia, nós estamos hoje no limiar do sétimo milênio o qual representaria o início do Milênio de descanso da terra quando Satanás seria amarrado por mil anos e deixaria de seduzir as nações.
-De Adão até o patriarca Abraão se passaram   2000 anos.
-De Abraão até a morte de Jesus mais 2000   anos.
-De Jesus até os últimos dias (estes são os   últimos 2000 anos).
     Conforme o calendário judaico, estamos no ano 5.780 (AM = Ano Mundi). Explica o Natan em seu vídeo (que reproduzo abaixo), houve um "apagão" na história da contagem judaica porque os judeus tentaram suprimir (em torno de 200 anos) o período da existência humana de Jesus (ele explica no vídeo).
     Desta forma, a morte de Jesus ocorrida em 33 DC, somada a 2.000 anos decorridos, apontam para o ano de 2.033 DC. Ora, 2.033 - 2.019 = 14 anos, dos quais os últimos 7 anos serão da chamada "Grande Tribulação" descrita no evangelho de Mateus 24. Os sinais estão todos no ar para comprovar - ou não - a veracidade do que é afirmado. E se for mesmo verdade?
PASTOR, CONFERENCISTA, AUTOR DE VÍDEOS NO YOUTUBE, EM SEU SITE, ÁUDIOS E LIVROS. RESIDE NO NORDESTE BRASILEIRO.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

UMA NOVA CONSTITUIÇÃO SERÁ INDISPENSÁVEL

     Devemos aproveitar as eleições municipais do ano que vem para concomitantemente elegermos os membros que irão escrever uma nova e necessária Carta Magna, livre de excessos e vícios que permeiam a atual.
      Os candidatos a este excelso mister devem ter - obrigatoriamente - curso superior na área afim, preferencialmente jurista, não ser filiado a nenhum partido político, ser brasileiro nato, não ter sofrido condenação judicial, em suma ser o assim chamado "ficha limpa".
      O prazo para elaboração do documento final para promulgação não poderá exceder o dia 20.12.2020 a fim de ser promulgada, com validade para vigorar a partir do primeiro dia de janeiro de 2021. Já a partir do início do ano vindouro os pré-candidatos devem debruçar-se sobre as possíveis mudanças para, quando estiverem investidos nos cargos, fazer a finalização/redação dos artigos. Esta fase preparatória seria remunerada juntamente com o pro-labore de cada constituinte que findo o mandato receberia um valor estipulado pela prestação de serviço nos doze meses dedicados à elaboração, tal qual uma empreitada. Cada projeto que fosse aproveitado teria um valor a ser pago como um direito autoral, até para compensar a dedicação de quem não fosse eleito em outubro/2020.
      Aos críticos, àqueles que desejam fazer sempre da mesma forma, que não desejam a inovação, que compartilham da ideia do andar da tartaruga, sejam eles todos olvidados e que seja priorizada a fantástica velocidade no moderno proceder dos tempos modernos.
    Senhoras e senhores: Não se pode dar mais tempo ao tempo. O Brasil está paralisado pelas condutas hodiernas de quem se faz donos da democracia. Postos chaves como a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, alguns ministros do STF, do STJ, deveriam ter suas atuações limitadas, como exemplo, acabar com as decisões monocráticas. Seus mandatos também deveriam obedecer os parâmetros da PGR (2 em dois anos). Na Câmara e no Senado já é desta forma, faltando transferir os prazos para o STF e STJ, uma espécie de equiparação de mandatos. Todos num período máximo de 4 anos, como é a presidência da república. Adeus mandato de 8 anos para senador.
      A história do estado do Rio de Janeiro, o mais avassalado dos estados brasileiros em corrupção e desvios de recursos públicos, deve estar sempre em nossa mente e ser motivo de extrema revolta. Os juízes de 1ª instância do Rio cumprem rigorosamente seus deveres constitucionais. Colocam os corruptos atrás das grades. Mas alguns ministros do STF desfazem tudo, na maior desfaçatez. Isso é justiça de um tribunal superior?

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

A VIDA EM DOIS MIL E CINQUENTA

DERRETENDO GELEIRAS ENTRE GERAÇÕES
Aristophanes Pereira
         A conhecida “Pirâmide Etária”, aquele gráfico, um tanto complicado, que mostra o perfil etário de um conjunto populacional, já está perdendo a forma de pirâmide, em muitos países ricos e de boa qualidade de vida. Aqui no Brasil, apesar dos pesares, essa tendência não piramidal está, também, ocorrendo, e projeta-se que, num futuro próximo, ai por 2050, não mais representaremos uma pirâmide, mas um contorcido retângulo.
         Não vou buscar as boas causas desse fenômeno, nem investigar todas as possíveis consequências. Quero realçar, apenas, alguns aspectos da questão e, de pronto, refutar aquela falácia de jovens que dizem, quando encontram um bem posto octogenário: ”Ah! Queria eu chegar, assim, a essa idade”! Vão chegar, e em quantidade crescente. Na década de 1960, a expectativa de vida média do brasileiro ficava em torno de 60 anos, hoje 50 anos depois, alcança 76 anos. Grande conquista! imagine se tivéssemos bons serviços públicos?!
         Frequentes relatos nos dão conta de maravilhosos trabalhos e impressionantes projetos tecnológicos, em vários campos da Ciência, que se desenvolvem em grandes laboratórios e empresas. No emblemático Vale do Silício, na California, impera a chamada Geração Millennialsdos nascidos entre a década de 80 e o ano 2000, também referida como Geração-Y, caracterizada pela contemporaneidade com a Internet e focada nas conquistas tecnológicas que vêm revolucionando o mundo. São alimentos artificiais, peças da precisão produzidas por impressoras, supermercados sem atendentes, remédios milagrosos, próteses que prolongarão a vida e, como não poderia deixar de acontecer, a extinção de milhões de antigos empregos e a criação de novas especialidades. Não é ficção cientifica. São produtos que já estão nas prateleiras e projetos que serão realidades mudancistas, em futuro visível.
         É nesse ambiente de constantes mutações de produtos e estilos de vida, que estão reaprendendo a viver e ajustando suas interações o crescente grupo de longevos, que alarga o ápice da “pirâmide”, e o minguante contingente de jovens, que estreita o meio e a base. Daí, já pintam, aqui e acolá – conforme o estágio de desenvolvimento, cultura e crenças religiosas – arrumações de convívio e novos hábitos, há pouco inimagináveis.
         O filme “Um Senhor Estagiário(The Intern)”, com fino humor, conta a estória de Ben(Robert De Niro), um executivo aposentado, de 70 anos, que aceita trabalhar, como estagiário sênior, em uma dinâmica e jovem empresa que alimenta um inusitado projeto de contratar idosos, como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa. Saindo da mesmice de sua aposentadoria, Ben almeja se reinventar, no convívio com outras gerações, e no repasse de sua experiência. No correr de engraçadas situações, planta ensinamentos, é aceito pela comunidade jovem, quebra paradigmas e proporciona um romântico  happy end.
         Noutro caso, dias atrás, recolhi do Estadão uma reportagem(NOS EUA, IDOSOS SÃO A ÚLTIMA MODA NAS UNIVERSIDADES, 15/9/2019), mostrando experiências, já em curso, de prestigiosas universidades americanas que constroem, vizinhos aos seus câmpus, condomínios para idosos. Querem, assim, aproximá-los das lides escolares e dos jovens universitários, buscando um benfazejo colóquio de troca de experiências e interface de distintas gerações, além de uma disfarçada fonte de receita. “Elas estão trazendo uma nova geração (ou velha geração) para os câmpus para encher as salas de aula, comer nos restaurantes dos alunos, assistir a performances estudantis e se tornarem mentores”, provoca a reportagem.
         Vejo com entusiasmo e confiança esse ambiente de tendências compreensivas e criativas de pontes, que podem superar preconceitos, animar encontros e interligar espaços proveitosos, para o convívio produtivo e salutar de velhos e jovens, derretendo geleiras entre gerações.
         Pessoalmente, divago sobre as linhas de um singelo projeto, mediante o qual anciãos produtivos e capacitados fossem adotados, em escolas de ensino médio, para lecionar a cadeira opcional “Troca de Ideias”, entre o mentor idoso e jovens alunos. Fica a sugestão.

         Já se desenha um bom começo, no derretimento das geleiras, mas há naturais forças repulsivas – arraigados hábitos e prevenções, de um lado, e excessos libertários e preconceitos, de outro. Entre os bisavôs e os longínquos bisnetinhos, no tempo e no espaço, cabe um estudo-de-caso. Ainda tenros, estão separados por três gerações, acumulando um hiato temporal e cultural de mais de 75 anos. É dose! Estou fazendo a minha parte, mas os bichinhos são arredios...

Jaboatão dos Guararapes, 27/9/19
FOTO: Crédito da avó Christina, no flagrante do “Bisa” com a “domada” bisneta Celina, separados por uma geleira de 87 anos!