quarta-feira, 1 de abril de 2020

ES - EMPRÉSTIMO SIMPLES - ANÁLISE DO MESTRE


Aristophanes Pereira



QUAIS AS RAZÕES DA PREVI?

Nesse tempo de crise, não tenho visto pedidos de ajuda à Previ, que possam ser considerados absurdos, improcedentes e capazes de por em risco o equilíbrio financeiro do nosso patrimônio previdenciário. Cessaram até os justos reclamos pela devolução do BET e pela retirada da contribuição.
      Uma avaliação dos pedidos, nos blogs mais visitados, com destaque para o Medeiros e o Ari Zanella, mostra razoável peditório relacionado ao Empréstimo Simples(A-B-C-D), com ênfase na suspenção de até 3 prestações. Um ponto fora da curva foi o pedido da ANABB, pela esquisita suspensão de 12 prestações. Feito para dizer que fez, e ser negado!

      Como sabemos, o produto ES está, praticamente congelado:

  • Uns bateram no limite já defasado de R$170 mil;
  • Outros não têm margem consignável;
  • Os mais idosos são penalizados pela redução do prazo(36 meses), com o ônus discriminatório de elevadas prestações e taxa do FQM.
  • O aumento da quantidade de prestações, em nível já razoável(10 anos!) é um reclamo insistente, mais induzido pela disfarçada  necessidade de  aumento indireto da “margem consignável”.

      No que respeita à Previ, os números por ela própria publicados, mostram que há folga no teto de “APLICAÇÕES COM PARTICIPANTES”, e a rentabilidade dessa rubrica está acima da previsão atuarial. Portanto, não seria esse o impedimento, para uma expansão dessa modalidade de aplicação, via ES.
      Uma sutileza da matemática financeira do ES(A-B-C-D), pouco comentada, é que,  com a possiblidade de renovação a cada período de 6 meses, cumprido o pagamento de 6 prestações, na prática o que se tem é um interminável alongamento do prazo, em cada modalidade A-B-C-D. É simples programar um “ESQUEMA ROTATIVO”, em que se poderia fazer uma sequência  de renovações, de tal forma que a cada dois meses, por exemplo, se poderia ter um “dinheirinho”(diferença entre o novo limite disponível e o empréstimo a liquidar), mantida a mesma margem consignável. Foi uma “malandragem do bem” engendrada pela Previ, que  quebra um galho.
      Faço essas observações para deduzir, sem “achismo”, que o volume de recursos aplicado, atualmente, pela Previ, via  produto ES(A-B-C-D) permanece, praticamente, estável, com tendência a diminuir, e com rentabilidade positiva. A suspensão de 3 prestações, como tem sido postulado,  seria um socorro mais imediato, opcional, durante 3 meses, mas quase desnecessário, para quem usa o ESQUEMA ROTATIVO.
      Gostaria – eu e muitos – de conhecer com clareza as razoes da Previ, para não fazer essa concessão, que não prejudica sua liquidez, preferindo ficar na contramão do que tem sido feito, heroicamente, por tantos outros, para amenizar essa crise colossal que está ceifando tantas vidas.

Jaboatão dos Guararapes(PE), 31/03/2020.

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ESCLARECIMENTO COMPLEMENTAR
      Depois de ver alguns comentários, aqui no blog, e, em especial, essa resposta da Previ ao colega Josué Jorge Junior(01/04/2020 12:37), senti-me provocado a voltar ao tema da postagem de hoje(1/4/20), por caber alguns acréscimos.
      De certa forma, nessa resposta ao Josué, a Previ deu “as suas razões” para não suspender prestações do Empréstimo Simples(ABCD). Não trato aqui do IMOBILIÁRIO, pois são contratos distintos.
      Com toda consideração à Previ, foi uma resposta que não respeita a inteligência de seus participantes, e esconde, sem necessidade, razões objetivas. Não dá sequer pra replicar, tal a inconsistência do seu arrazoado. Não faço apreciações, também, à afirmação – já bastante alegada, e de gritante obviedade – de que “a Previ precisa assegurar o pagamento em dia dos benefícios de todos os seus participantes”.
      Preliminarmente, faço, a seguir, alguns exercícios explicativos, para depois dizer como a Previ deveria responder, sem embromação, ao “andar de baixo”. Vejamos:

      Ao criar o sistema ES(ABCD), com 4 possibilidades parciais, simultâneas, ou não, de contratação do ES, a Previ permitiu, respeitados outros parâmetros (Margem Consignável, Limites de Crédito, Prazo/Parcelamento por idade, etc.) a renovação do respectivo empréstimo(ABCD) depois de pagas 6 parcelas.
      Não fiz a conta rigorosa, mas “a sentimento”, em cada renovação, é como se a Previ, a cada 6 meses, devolvesse cerca de 4(quatro) prestações, das 6 recebidas,  cobrando, adicionalmente, uma Taxa de Administração e o IOF. Por exemplo:

  1. ES-A: Caso Renovação. Depois de 6 meses, pagas 6 prestações  de R$2.000,00 (6 x = 12.000,00) respeitada a disponibilidade da Margem Consignável e o mesmo prazo de 36 prestações(depende da faixa etária).
  2. SALDO DEVEDOR: (empréstimo a ser  liquidado), na data da renovação R$51.200,00.
  3. NOVO LIMITE DISPONÍVEL: R$59.500,00.
  4. Despesas de renovação: Taxa de administração(R$120,00) e IOF(R$280,00)
  5. Valor líquido a ser creditado:59.500,00 menos (51.200,00+120,00+280,00) = R$7.900,0.
  6. Isto significa que a Previ, generosamente, lhe devolveu R$7.900,00, ou o equivalente a quase 4 prestações.

Nota: ESSE PASSO A PASSO É DIDATICAMENTE ORIENTADO NO SITE DA PREVI, NA PÁGINA DO EMPRÉSTIMO SIMPLES.

      Essa modalidade de renovação, que denomino ESQUEMA ROTATIVO, é, como vimos, vantajoso e oportuno, para “pegar um troco”, de vez em quando, mas é implicitamente onerosa(Taxa e IOF),restaura o saldo devedor e empurra de forma recorrente o prazo. Mas, como diz a cartilha do devedor necessitado, “dinheiro caro é o que não existe”.
     
      Assim entendida a questão, a Previ, sem rodeios, poderia ter respondido ao JOSUE JORGE JUNIOR:

Josué.
Em atenção à sua consulta, cumpre-nos informar que a Previ, não cogita de promover quaisquer modificações nas condições vigentes para o seu produto EMPRÉSTIMO SIMPLES.
Conquanto reconheça a momentosa crise, decorrente de necessidades excepcionais impostas pela epidemia do novo Corona vírus, acredita desnecessária a suspensão de prestações do Empréstimo Simples, em quaisquer de suas modalidades ABCD. Isto porque o mecanismo de renovação, facultado após o pagamento de 6 parcelas, já proporciona uma oportuna e substancial contribuição pecuniária, em reforço do orçamento do mutuário, ao mesmo tempo que não prejudica a rentabilidade do produto, e preserva os  regulamentos.”

terça-feira, 31 de março de 2020

AS PESSOAS NÃO SÃO INTELIGENTES

                       (VÍDEO 2 : NÃO VOU ME CALAR!)

    O Brasil vai quebrar! Nem por isso o número de infectados vai diminuir. Não adianta isolar. Puro engano. Vejam o absurdo do STF querendo soltar preso por causa do covid!!! Por acaso, a prisão não está sendo a CASA dos presos no momento??? Será que estão todos cegos? Não enxergam o mal que estão causando à maioria?
    Agenda global. Nova Ordem Mundial. Conseguem impor seus objetivos porque somos trouxas. Esperem para ver o abismo que nos espera. Mamma Mia!!! 

segunda-feira, 30 de março de 2020

NOVA ERA - VIGILÂNCIA E MONITORAMENTO - SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS


     Tecnologias como 5g, inteligência artificial, milhares de câmeras de monitoramento, controle estatal, a Nova Ordem Mundial e demais ações contra a nossa privacidade e em nossa liberdade.
       Disse Jesus: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Eu sou o caminho, a verdade e a vida."
       Porventura os países comunistas são livres? Seguem a Jesus Cristo? Cuidado para que não vos enganem! Sejamos fieis a Cristo, o Cordeiro de Deus, mesmo que para isso percamos a vida temporal, essa vida terrena, da carne, que não tem valor. O Espírito é que dá a vida.
     "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma? Mt 16:26
       Quem quer agradar a Deus, despreze o mundo. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Busquemos o Senhor enquanto ainda podemos encontra-Lo. Caros, instruamo-nos na Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras. O tempo está muito próximo do juízo de Deus!

domingo, 29 de março de 2020

AMEAÇA AO BRASIL! DESRESPEITO INACEITÁVEL

Por: José Aparecido Ribeiro – Jornalista / Licenciado em Filosofia – BH-MG

Globo manda às favas a ética jornalística e parte para o ataque a Bolsonaro, esquecendo-se da sua responsabilidade social, de que não é dona da verdade e nem da concessão que usufrui.
A Rede Globo de televisão deixou a ética jornalística de lado e parte para o ativismo político determinada a derrubar o Presidente Jair Bolsonaro.
Colocou todo o seu arsenal tecnológico e humano a serviço de um massacre jamais visto na história de qualquer pais civilizado do ocidente.
Tem a seu favor o Coronavírus e um confinamento obrigatório de uma população desprotegida intelectualmente, com baixos níveis educacionais, incapaz de fazer juízo crítico do que consome na frente da TV.
A guerra a Bolsonaro já não é mais velada, tornou-se escancarada e desproporcional, levando a uma inversão de papéis que atenta contra a democracia brasileira.
A Globo não é dona dos destinos do país e nem da verdade, precisa de limites URGENTE. Na condição de jornalista não posso me furtar a manifestar repúdio a colegas que se prestam a fazer o jogo sujo da emissora em um momento de aflição e vulnerabilidade do povo e do próprio governo. Os profissionais que produzem o conteúdo da emissora perderam a noção de ética e razoabilidade.
As noticias manipuladas e contextualizadas de acordo com os interesses da direção da Globo passam pelas mãos de jornalistas sujeitos à códigos subliminares, a um juramento que precisa ser lembrado e honrado. Por ordem de superiores não deviam tripudiar de um presidente eleito democraticamente seja ele quem for.
Não tenho procuração para defender Bolsonaro, acho que ele também precisa de limites, precisa ouvir os profissionais que ele confia, especialmente os da comunicação, porém o que estão fazendo é um desrespeito não só a ele, mas ao povo brasileiro.
A população vem sendo submetida a uma lavagem cerebral em um momento que a televisão desempenha papel estratégico de informação e de segurança nacional.
Por acidente, acompanhei o Jornal Nacional desta quarta feira (25) e o que assisti me chocou como a milhões de brasileiros. Um espetáculo de sordidez inaceitável contra a imagem de um chefe de estado, sem direito ao contraditório.
Do inicio ao fim o Bolsonaro foi alvo de ilações, acusações e manipulação de informações que receberam recursos áudio visuais distorcendo a verdade para massacrar o presidente sem que ele pudesse se defender.
Devo lembrar que a emissora entra na casa de 92% da população e que esta briga começou antes mesmo da posse, motivada pelos cortes em verbas publicitárias portentosas que a Globo sempre usufruiu em governos anteriores.
Porém, o resultado desse desentendimento ganha outros contornos na medida em que a veracidade do jornalismo na maior emissora do pais é corrompida. A Globo tem concessão pública e o dever de falar a verdade, sem manipulação ou artifícios no seu conteúdo jornalístico com propósitos descabidos. Se a Globo deixou de produzir noticias e passou a agir como um partido político, sua concessão precisa ser cassada imediatamente.
No rastro da canalhice produzida por profissionais do jornalismo, governadores mal intencionados como João Dória e Witzel estão se aproveitando, da mesma forma que políticos que nunca fizeram nada pelo país, como o garoto mimado David Alcolumbre e Rodrigo Maia, ambos sinônimos de oportunismo.
A classe jornalística não pode se submeter a este papel.
As manifestações de Bolsonaro não são libelos, estão recheadas de oportunidades para seus adversários, mas não podem ser distorcidas ao bel prazer dos inimigos políticos e nem de editores interessados em chantagear o presidente e seus ministros.
Com efeito, Bolsonaro tem defeitos, é humano, mas não se curva a chantagens de empresários da comunicação acostumados a usar e abusar do dinheiro público.
A ciência já mostrou que o vírus representa maior risco para pessoas com morbidades e idosos, mostrou tambem que COVID 19 não é ameaça para população economicamente ativa, e que se os cuidados de higiene forem tomados, a população não precisa deixar de trabalhar.
Para a Globo não é a saúde do povo brasileiro que importa, e sim a destruição do chefe da nação e dos sonhos de quem acredita nele apesar dos seus defeitos.
Chega de CANALHICE, o Brasil é maior do que os interesses de uma emissora de televisão, tá na hora de um basta nessa perseguição covarde.





quinta-feira, 26 de março de 2020

NÃO POSSO ME CALAR

NÃO FICO CALADO
Aristophanes Pereira
         Essa hecatombe grandiosa(desculpem o pleonasmo), mortífera e destrutiva, certamente, vai ficar na História, com algum nome marcante. Também, só num tempo futuro, será melhor compreendida, sem as distorções das avaliações contemporâneas, carregadas de pressa, facciosismo e emoções.
         Iniciada, modestamente, em novembro de 2019, no interior da China, a doença, que viria a ser chamada de Covid-19, se alastrou pelo país. A experiência chinesa em lidar com essas epidemias de estranhos vírus da Família Corona, logo montou uma reação nacional eficiente, mas, dessa vez, realçada por um rigoroso isolamento social de milhões de pessoas, em detrimento de uma freada em sua grandiosa economia. É o pouco que sabemos da misteriosa China, que, felizmente, já festeja a progressiva normalidade social e a retomada das atividades produtivas. Em menos de cinco meses!
         Qual efeito dominó, com pequenas defasagens, os países, mundo afora, foram sendo derrubados pelo nova doença viral. Sua abrangência é planetária, mas as formas de percebê-la, interpretá-la e combatê-la, não têm sido uniformes, por conta das múltiplas diferenças entre países e regiões.
         Um traço singular de seu pernicioso perfil é o fato de a doença Covid-19, atacar como uma força resultante de três componentes:(1) a própria natureza letal do novo vírus, (2) a dispersão cibernética, em tempo real, das reportagens e narrativas informativas e (3) a politização tendenciosa da pandemia. Não menos singular é o fato de o vetor inicial de dispersão da doença ter sido viajantes abastados, conduzidos por velozes aeronaves, adentrando gigantescos aeroportos de países ricos.
         O sucesso da China, ao superar, em pouco tempo, a dispersão da doença, a despeito da pouca informação liberada, parece ter sido a implantação severa do chamado  “protocolo de isolamento social”, combinado com um conjunto de instrumentos logísticos, nas áreas de recursos humanos, sanitários, hospitalares, e de prontidão no isolamento assistido de doentes.
         O preço da rigorosa aplicação desse protocolo, copiado e aplicado por diversos países, foi a parada brusca das atividades produtivas, na indústria, no comércio, nos serviços, na educação, e em tantas outras, movimentadas pelos humanos, com exclusão aleatória de alguns “setores essenciais”. Esse corte violento, sem precedentes, inimaginável pelos mais ousados roteiristas de filmes de ficção, começa a “dividir a casa” dentro de cada país, entre os que pregam o rigor do protocolo, a qualquer custo, e os que sustentam a sua moderada aplicação seletiva, preservando as atividades econômicas, cujo colapso ceifa, também,  silenciosamente, vidas humanas, notadamente entre os milhões que não podem parar de trabalhar, na busca do pão-de-cada-dia.
         O Brasil – com suas tristes peculiaridades de uma sociedade profundamente marcada pelas diferenças, entre uns poucos bem assistidos e milhões de “diaristas” – enfrenta o grave dilema de aplicação do “protocolo de isolamento social”, em sua maior extensão, ou sua aplicação seletiva, liberando o exercício de atividades que preservem a grande e diversificada máquina de sustentação do país.
         Lamentavelmente – sem trazer para cá imbróglios assemelháveis de outros países – mergulhamos, estupidamente, naquela terceira componente da “politização tendenciosa da pandemia”. De um lado, o Presidente Bolsonaro, bem intencionado, porém traído pelo estilo tosco do “capitão”, adverte a nação sobre o custo incomensurável da obediência cega ao protocolo.  De outro, mídias televisivas e jornalísticas, “capitaneadas”, respectivamente, pela TV-Globo e o Estadão, se esforçam, além dos limites do senso lógico e da honestidade profissional, em moldar os fatos, na forma de seus interesses, dividindo, vergonhosa e insensatamente, “a casa”, com a pregação subversiva do desmanche da Presidência da República. Foi o que aconteceu, ontem, na edição de uma hora e meia do “Jornal Nacional” e, hoje(26/3), no ferino editorial do Estadão(BOLSONARO PASSOU A SER AMEAÇA À SAUDE PÚBLICA).
         Minha autoridade para falar é, somente, a vivencia de um idoso indignado e a insuspeita isenção de quem ocupa a mais elevada classificação no grupo de risco da maldita doença. Não fico calado!! Termino, repetindo o que disse, em publicação de 12 do corrente(AS DUAS PÓLVORAS CHINESAS):
         A sensatez, neste grave momento de verdadeira guerra, deveria nos levar à pronta montagem de um equilibrado “estado maior” multidisciplinar, para assessoramento e enfrentamento integral e coerente das ações e políticas públicas”.

Jaboatão dos Guararapes(PE), 26/3/20
 Imagem copiada do Blog Marcos L. Lucherini, no Google.

PEDINDO VÊNIA AO AMIGO ARISTOPHANES, AUTOR DO TEXTO ACIMA, E NA MESMA LINHA DE RACIOCÍNIO INCLUO UM VÍDEO DE DÉBORA G. BARBOSA (DO YOUTUBE) SOBRE A PRINCIPAL MÍDIA BRASILEIRA DO MOMENTO QUE DE PATRIOTA NÃO TEM NADA:

 
QUEM TEM QUE PARAR É GLOBO, NÃO O BRASIL
 

terça-feira, 24 de março de 2020

ANIVERSÁRIO DO MESTRE ARISTOPHANES!!!PARABÉNS!!!

VAMOS COMEMORAR!
Aristophanes Pereira
       Neste aniversário natalício(24/3/2020), inicio mais uma volta na roleta da vida, de número 89, na esperança de continuar girando, para o ingresso no carismático clube dos nonagenários.
       A Previ, meu precioso fundo de pensão, usa, em seus cálculos atuariais, uma Tábua de Mortalidade(BR-EMSsb-V.2015) de valores acima da realidade brasileira, que projeta para os participantes da Entidade uma expectativa de vida média de 86,19 anos, para os homens. Isso me alegra e me entristece, ao mesmo tempo. De um lado, a satisfação de já estar no lucro, com quase 3 anos acima. De outro, não me agrada saber, pelos números da mesma Previ, que somente 1.021(1,25%) do nosso contingente de 82.000 aposentados, estão na parte íngreme da escada, que vai de 90 a 105 anos. Aos trancos e barrancos! Mas, fazer o que?!
       E, agora, tem esse “covid19”, que deveria ser chamado “covarde19”, terrorista que desrespeita o Estatuto do Idoso, discriminando os velhinhos já combalidos. Tão terrível, que fechou, até, a “fábrica de sonhos dos  brasileiros”, por medida extrema das loterias da CEF.
       Com tudo isso, mantenho a cabeça fria. “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”. E tem outra que diz: “depois da tempestade vem a bonança”!
       Uma coisa é certa: essa pandemia aloprada tem começo, meio e fim. Entretanto, vai deixar a marca histórica de um estrago brutal, notadamente nas correias de transmissão da Economia e nos arranjos das relações sociais. Logo mais as coisas voltam a se recompor e a vigorosa reconstrução criativa recuperará riquezas e trará novas conquistas.
       Muitos perecerão, pessoas físicas e jurídicas. O planeta e países aprenderão a grave lição, sob o peso da dolorosa palmatória viral. No plano individual, serão perdas humanas irreparáveis, mas nas estatísticas oficiais ficará “uns poucos tantos por cento”. Quem viver verá!  Vamos comemorar!

Jaboatão dos Guararapes(PE),24/03/2020

sábado, 21 de março de 2020

A MORTE EM TEMPO DE PANDEMIA


Amigo(a)s.
            A crise por que passamos, ao meu ver, é grave e sem precedentes. Tudo cabe ser avaliado, com realismo. É o que faço, no texto abaixo, que levo à apreciação de vocês. Abraço cordial. Aristophanes.
A MORTE EM TEMPO DE PANDEMIA
Aristophanes Pereira
         Todos nós, desde a concepção biológica, estamos marcados para morrer. Na verdade, a vida é a sala de espera da morte, com variadas arquiteturas e decorações.
         Adquirimos a percepção da morte, desde a mais primitiva agressão sensitiva que nos toque. Primeiro, sob a forma de reações puramente animais. Depois, pelas sensações defensivas de medos e impulsos, até alcançarmos a madura compreensão e o convívio com uma serena certeza da morte que, em situações críticas, alguns agoniados antecipam.
         São variadas as trajetórias, até a chegada ao ponto final, na permanente maratona de tantos competidores, que se revezam, em contínuas gerações. Percorrem trajetos alongados, caminhos com obstáculos retardatários, mas sem ultrapassar um tempo que a Natureza administra. O grande conforto é saber que não existem privilegiados, apenas raros longevos, que ficam um pouco adiante da grande maioria, ceifada em tempos de menor duração.
         O indecifrável mistério cósmico da vida e da morte, desde tempos imemoriais, produziu medos, perplexidades, dúvidas e convicções, por ignorarmos de onde viemos, e acalentarmos, pela fé, a esperança de um destino renovado, porém obscuro. Esse mistério, trabalhado por espertos xamãs e sacerdotes, autodesignados mensageiros divinos, produzem, em corpos carentes, o conforto da vida eterna, atraente habitat de almas premiadas e virtuosas. Para outros, agnósticos, contentam-se com a solução de um fim definitivo.
           Mantemos uma estreita familiaridade com a inevitável ocorrência da morte, e cultivamos um relacionamento pacífico e compreensivo com a malvada “Senhora da Foice.” Rotineiramente, ela age sem alarde: Ataca um coração debilitado, trava os freios do veículo, entope um pulmão enferrujado, ou derruba um avião. Na mortandade das guerras e dos desastres naturais, esconde-se nas estatísticas insensíveis. São fatalidades que aceitamos conformados, compreensivos e, muitas vezes, coniventes.
         Entretanto, quando a “velha senhora” quebra a regra da “morte natural”, e começa a matar, sem motivo pessoal e indiscriminadamente, qual terrorista ensandecido, espalha o pânico, o inconformismo e o desespero. Como já fez inúmeras outras vezes, aproveita a fraca memória, a imprevidência e a escassa solidariedade dos humanos. Agora, sua ceifadeira é um sádico e recorrente vírus da China, para maltratar e destruir homens, mulheres e crianças e suas construções econômicas e sociais.
         Estamos pagando um preço incomensurável e assistindo, em tempo real, com alcance planetário, um desastre impensável e sem precedentes, na forma e consequências. Vamos reconstruir, chorando a ausência de numerosos entes queridos, e seremos vitoriosos se a reconstrução melhorar, também, o Homo Sapiens.
Jaboatão dos Guararapes(PE), 20/3/20