Seu nome é Roberta Luchsinger. Suas declarações são TNT puro. Está sensívelmente acuada, abandonada pelos companheiros, temerosa pela própria vida. Deve vir à sua mente o episódio ocorrido em 2002 com o então prefeito de Santo André, na grande São Paulo. Era uma pessoa honesta e boa mas que contrariou esquemas de corrupção na Prefeitura e por isso foi misteriosamente executado com oito tiros. Era o início da Era Lula no PT. Há indícios de que o PT estivesse por trás dos assassinos mas até hoje nada foi apurado. Roberta diz nesta entrevista que não vai poupar ninguém numa possível delação, posto que só conta com essa proteção.
"Eu quero fazer uma delação premiada. Sabe por que? Eu não tenho pai presidente, não tenho mãe presidente; sou apenas uma mulher com duas filhas. E tô tendo uma máquina pública sendo movimentada em cima de mim, contra mim e contra minhas duas filhas. Eu tenho as piores medidas cautelares que se possa imaginar em cima de mim e de minhas filhas. Uma delas sofreu um acidente de carro semana passada e não pude sequer lhe prestar assistência..."
Que situação complexa! O dado concreto é que as investigações não andarão enquanto o diretor da Polícia Federal atual estiver no comando. Faltam apenas sete dias para as eleições decisivas e finais. Quem vai resolver é o povo nas urnas.