segunda-feira, 19 de outubro de 2020

QUANDO VOLTARÁ AO NORMAL?

     Enquanto a vacina não chega vamos atravessando uma fase dura de chegar a um termo aceitável. A cada dia os números caem mas não na velocidade esperada. Parece um enxugar gelo sem fim. Não dá para baixar a guarda. Medidas não podem ser afrouxadas sob pena de continuidade ou de convivência com o vírus como se fosse inextinguível.

           A fase de campanha eleitoral é empecilho por aglomerações e contatos cada vez mais inoportunos. Pelos cargos a política vira um vale-tudo. Não se restringe à mídia falada e televisiva. Vai para as ruas juntando pessoas quando não deveria. E no dia 15.11 quantas filas serão vistas em plena epidemia? Por que não criaram o voto eletrônico com tanta tecnologia à disposição? Por que arriscar vidas humanas ao contágio? 

domingo, 11 de outubro de 2020

CARTA AO PRESIDENTE DO BB (Por Edison de Bem e Silva)

 Ao Sr.
André Guilherme Brandão
Presidente do Banco do Brasil.

Sr. Presidente,

Inicialmente desejo ao senhor e sua Diretoria gestão profícua, de acordo com a grandeza e importância do nosso Banco do Brasil para o setor produtivo nacional.
Nossa Casa que, por infeliz e inexplicável escolha pessoal do Paulo Guedes, teve o desprazer de contar, graças a Deus por pouco tempo, com a temerária gestão de um cidadão chamado Rubem de Freitas Novaes, merece notícia boa.
O Sr. Rubem já chegou em Brasília aposentado, reclamando da cidade, de tudo e de todos,  menosprezando o quadro de funcionários do Banco do Brasil, ao anunciar que traria para sua Diretoria pessoas do mercado, que sabiam trabalhar.
Dizendo-se "algemado" para agirr, pelas limitações de banco público, coisa que nenhum dos nossos grandes presidentes lamentou, e fazendo pouco caso dos salários pagos.
Com isso, de pronto ganhou antipatia da grande massa que compõe o conglomerado Banco do Brasil,  incluindo-se nesse apreciável universo de pessoas vinculadas, os aposentados e pensionistas.
Agravou sua situação de rejeição junto à família BB, quando escancarou para a sociedade, na posse, sua missão principal, enfraquecer o Gigante, para preparar sua privatização, como determinado por Paulo Guedes.
Vale salientar que esse "reles" e obscuro cidadão, retirado das "trevas" do desemprego por seu amigo Paulo Guedes, estava a proclamar, para quem quisesse ouvir, que atuava na contramão das diretrizes estabelecidas pelo Presidente da República, que nunca admitiu a privatização do Banco do Brasil na sua gestão.
Escapou de levar "cartão vermelho" antes mesmo de começar o jogo.
Queremos esquecer esse infeliz período, que embora breve, nos causou alguns prejuízos, especialmente a perda de espaços para a Caixa Econômica Federal, cujo Presidente, está sempre a "tiracolo" do Presidente da República, procurando "atender todos seus desejos".
O Presidente Bolsonaro, declarou, há poucos dias, que Pedro Guimarães é o "exterminador de bancos", pelas baixas taxas praticadas pela Caixa, medida que obrigaria as demais instituições financeiras a acompanhar, sob pena de perda em massa da clientela mais atenta.
Na Amazônia, a Caixa atende, através de agência/barco, regiões isoladas, sem acesso a postos fixos, que o Presidente Bolsonaro visitou recentemente, a convite do "Pedrinho".
Dia desses, não lembro a localidade visitada por Bolsonaro, moradores pediram a instalação de AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL, talvez pelo perfil e experiência em crédito ao pequeno produtor. Imediatamente, Pedro Guimarães, que estava, como sempre, "grudado" no Presidente, prometeu retornar ao local, na próxima semana, para estudar a implantação de Posto da Caixa.
Presidente Brandão,  todo este espaço hoje ocupado pela Caixa era nosso.
Os mais antigos não deixam de lembrar que o Banco do Brasil estava sempre presente nos pontos mais distantes desse País, seja através dos Postos Avançados de Crédito Rural,  Caixas Avançados ou Agências.
Nas pequenas localidades, os funcionários do Banco do Brasil faziam às vezes de agentes comunitários e professores em escolas carentes, cumpriam missão muito além das atividades bancárias. Através dos fiscais da CREAI ou SETOP, visitavam os produtores em seus  empreendimentos, para orientar e verificar a correta aplicação dos capitais emprestados, por mais distantes que estivessem, passando, às vezes, dias sem retornar às bases, suas agências.
Depois o Banco criou o segmento técnico, com especialização em agronomia e pecuária,  para reforçar apoio aos empreendimentos rurais por nós financiados.
Conseguimos ser líderes em contratações de crédito rural, continuar apresentado lucro e,  ao mesmo tempo, cumprindo agenda social, como bem cabe ao Banco público.
Sempre servimos, com atenção e agilidade, órgãos governamentais, como Receita Federal, EMBRAPA, Quartéis e Justiça Federal, com postos de Serviço ou terminais de caixa próprios e exclusivos. Às  comunidades sempre oferecemos, nos principais pontos de movimento, terminais de saque, pagamentos, saldos e transferências.
Agora, encolheram o BB. Nossos terminais não existem mais. Compartilhamos, com outros bancos, terminais  com parcos recursos de serviços, filas enormes, não raro sem dinheiro para saque.
Pretendem alienar, por exemplo, nossa seguradora, segmento altamente rentável e outras subsidiárias do mesmo nível, enfraquecendo, dessa forma e aos poucos, a estrutura do Gigante, para transformá -lo em banco comum, despido das ações para as quais foi criado.
Paulo Guedes, em sua fúria de privatizar esquece o valor que o Banco do Brasil pode ter, como sempre teve, como instrumento de Governo, com tentáculos de muito mais alcance do que qualquer outra instituição financeira no País.  Basta saber e querer usar.
Não estamos aqui a pleitear retrocessos, como a primeira vista parece, apenas focamos as diversas formas que eram usadas para exercer,  liderança, permanecer lucrativo e servir a comunidade.
Basta que reinventemos fórmulas modernas e ágeis, para fazer o que fazíamos, mas com maior aproveitamento.
E, para concluir, resta-nos rogar por atenção especial do senhor, caro presidente, no sentido de buscar apoio do funcionalismo de ponta, das agências, desmotivado e temeroso, dando-lhes injeção de ânimo e ouvindo seus clamores, para que a máquina volte a funcionar. É lá que fluem os negócios, e surgem as grandes idéias, mas que em nosso modo de ver está relegado a plano secundário,  temerosos de cortes em cargos, comissões e/ou transferência indesejadas.
O comandante não marcha sozinho.
Meu abraço e SUCESSO.

EDISON DE BEM E SILVA
APOSENTADO.
Pelotas (RS)                                  10.10.2020

sábado, 3 de outubro de 2020

O PAÍS DOS COITADINHOS

 


O ETERNO PAÍS DOS COITADINHOS

Aristophanes Pereira

              Até mesmo para quem não considera a Bíblia um livro sagrado, mas, realisticamente, uma coletânea de muitos sábios e perenes ensinamentos, a palavra do Criador, na expulsão do Paraiso, “com o suor do teu rosto comerás o teu pão(Genesis 3:19)”, se reveste de um grave significado. Determinou a obrigação de produzir, pelo próprio trabalho, e excluiu a expectativa de consumir, sem a realização desse esforço vital. Ignorar essa regra divina, parece-me uma escapatória pecaminosa, pela rendição à ociosidade e pela exaltação à premiação sem merecimento. É pretender o sustento gratuito, sem o esforço para obtê-lo.   

         Fato consequente está no corolário daquele mandamento: só é possível distribuir o que se produziu, colheu e armazenou. A obviedade dessa assertiva tem atravessado os tempos, porem confundindo mentes e povos. Até hoje, perduram desentendimentos sobre a aplicação prática dessa regra tão clara e explicita. Livros e tratados foram escritos, bilhões abraçaram ideologias que prometem alternativas milagrosas e milhões morreram para implantar procedimentos enganosos.   

         Deve-se reconhecer, entretanto, com justa ressalva, que o mundo deu muitas voltas, do princípio para cá, e propiciou o surgimento de algumas variantes, nas relações de meios e condições de produzir, colher e armazenar, para distribuir. Na leitura cristã do Sermão da Montanha, recolhemos amenas flexibilizações, para confortar receios de desesperados, e construir esperanças reparadoras. Todavia, para a maioria dos bem sucedidos grupos humanos, a regra primordial continua inquebrantável. Outros, poucos, embevecidos com a fartura fácil, acalentam a ilusão que cultiva o relaxamento, enaltece a pobreza, e erige a esmola como sustentação de uma humilhada, mas receptiva parcela de seus cidadãos, que tendem à inércia.

         Felizmente, perdura a lógica positiva daquele primeiro mandamento do Criador, que a dignidade do juízo natural das pessoas incorporou, corrobora e externa, como cantam os versos do poeta popular, ao proclamar que “uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”(*). Não menos sensatez e dignidade ensina o velho ditado, quando aconselha: “é melhor ensinar a pescar do que doar o peixe”.

         Saio do plano dessas inquietações filosóficas, para a ousadia real e contemporânea de identificar o Brasil como cultor do comportamento distorcido, que insiste em confrontar a advertência do corolário: só é possível distribuir o que se produziu, colheu e armazenou. E o faz sem organizar o esforço de produzir, e cuidar de distribuir, justiceiramente.

         Fomos iludidos, desde os primórdios da colonização, pelas benesses e peditórios da carta de Pero Vaz de Caminha. Construímos uma nação coesa e rica de potencialidades – é reconhecimento compreensivo – porém profundamente injusta e dividida por diferenças e erros imperdoáveis. A ressaca de um período de relativa dureza produziu uma ânsia de afrouxamentos libertários e de miragens de riqueza gratuita, no bojo de uma nova Constituição chamada “Cidadã”. De lá para cá, são mais de 30 anos de estagnação econômica, conflitos sociais, exacerbada judicialização de comportamentos e um emaranhado novelo político. Um país sem rumo certo e coerente.

         Sem aprofundar a identificação de causas e comportamentos, que estão sobejamente estudadas em nossa história econômica, observamos, com frustrante tristeza, que desde 1980 os indicadores de evolução do PIB brasileiro são medíocres e claudicantes. Além de marcas negativas, predominam anos de registros pífios que, no conjunto alcançam um patamar médio de 2 a 3%. De 2015 aos dias correntes, são anos de PIB negativo, ou pouco acima de zero. Triste gráfico, que não desenha uma curva ascendente, mas rabisca uma linha de pequenos morros, vales rasteiros e assombrosas depressões. É o que os economistas denominam recessão.

         Justo lembrar que não faltaram advertências, como as denúncias e censuras que há meio século o arguto jornalista e escritor Emil Farhat consolidou, em seu livro “O pais dos coitadinhos”, neste trecho que repito: ”as soluções da vida brasileira não podem mais basear-se em ser isto aqui o paraíso dos coitadinhos, ou dos ajeitadinhos (...) distribuindo  à mão-cheia privilégios, concessões, vantagens, reivindicações, cargos e sinecuras, porque tudo isto cairá nas costas de um imenso, vago e indefinido burro-de-cargas que é o povo”.

          O pior é a maneira como vimos enfrentando esse desastre, agora agravado pela pandemia Covid-19. Em 30 anos, tivemos dois presidentes impichados, duas bolhas de sensatez e competência, descontinuadas nos governos comuno-clepto-petistas, e o tampão de um sangrado gestor bem intencionado. Agora, amargamos a decepção, porque não se cumpriu o ditado da esperança, que promete a bonança depois da tempestade.

         Em meio a essa imensa e crônica crise, o que temos, infelizmente, é um Brasil desgovernado, conflituoso, de intrigas mesquinhas, sem uma diretriz maior – planejada e coordenada – esquecido de reformas cirúrgicas, saneadoras, indispensáveis e inadiáveis. Não tocam nos intocáveis, e ainda teimam em distribuir benesses, sem atentar para a necessidade fundamental e primeira de produzir, construir, e dar trabalho. O resto viria por gravidade. Seria uma forma mais honesta e digna de se ganhar uma eleição.

(*) Música VOZES DA SECA, composição de Luiz Gonzaga e Zé Dantas(1953).

Jaboatão dos Guararapes(PE) 3/10/20


IMAGEM RECOLHIDA EM SITE DA INTERNET

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

MP AUMENTA LIMITE DE ENDIVIDAMENTO EM CONSIGNADO

   Medida Provisória amplia margem de empréstimos para consignados, dos atuais 35% da renda para 40%. Isso significa a possibilidade de contrair um valor maior de empréstimo e consequentemente ampliação do grau de endividamento do segurado.

       Aumentar o valor da dívida com a finalidade de suprir a complementação da renda não é recomendado, a não ser em casos extraordinários como doenças que parece ser o caso desses meses de pandemia sem fim.

      Em nosso mundo previano muitos estão com os benefícios do INSS repassados pelo fundo e o valor do benefício da previdência oficial está englobada nos empréstimos que a PREVI faz com os seus assistidos. Há a exceção de quem recebe o benefício do INSS em separado, geralmente creditado em outro banco. Porém, o mais cruel é o prazo de 36 meses concedido aos mais idosos, uma espécie de "castigo" por viverem mais tempo. 

quinta-feira, 1 de outubro de 2020

DAQUI A POUCO ESTAREMOS NESSA SITUAÇÃO

Recebido no Whatsapp 👇

"– Alô, é da pizzaria Gordon?
– Não, senhor, é da pizzaria Google.
– Desculpe, devo ter ligado para o número errado.
– Não o número está correto, o Google comprou a pizzaria.
– Ah, entendi. Pode anotar o meu pedido?
– Claro, o senhor quer a pizza de sempre?
– Como assim, você já trabalhava aí, me conhece?
– É que de acordo com nossos sistemas, nas últimas 12 vezes o senhor pediu pizza de salame com queijo, massa grossa e bordas recheadas.
– Isso, pode fazer essa mesma.
– No lugar dessa posso tomar a liberdade de sugerir uma de massa fina, farinha integral, de ricota e rúcula com tomate seco?
– Não, eu odeio vegetais!
– Mas o seu colesterol está muito alto.
– Quem te disse isso? Como você sabe?
– Nós acompanhamos os exames laboratoriais de nossos clientes e temos todos os seus resultados dos últimos 7 anos.
– Entendi, mas quero a pizza de sempre, eu tomo remédios para controlar o colesterol.
– O senhor não está tomando regularmente, porque nos últimos 4 meses só comprou uma caixa com 30 comprimidos, na farmácia do seu bairro.
– Comprei mais em outra farmácia.
– No seu cartão de crédito não aparece.
– Eu paguei em dinheiro.
– Mas de acordo com seu extrato bancário o senhor não fez saque no caixa automático nesse período.
– Eu tenho outra fonte de renda.
– Isso não está constando na sua Declaração de Imposto de Renda, a menos que seja uma fonte pagadora não declarada.
– Mas que inferno! Estou cansado de ter minha vida vigiada e vasculhada pelo Google, Facebook, Twitter, WhatsApp, essas porcarias todas! Vou mudar para uma ilha sem internet e sem telefone celular, onde ninguém possa me espionar.
– A decisão é sua, senhor, mas quero lhe avisar que seu passaporte venceu há 5 semanas..."
Autor desconhecido