quinta-feira, 31 de dezembro de 2020

UM TEMPO ÚNICO

 

A LIBERTAÇÃO DAS PRISÕES ETERNAS

Aristophanes Pereira

         A melhor teoria científica sugere que, a partir do momento em que uma bolinha, hiper concentrada, densa ao extremo, explodiu, num Big Bang, há quase de 14 bilhões de anos, o Universo se expande, de dentro para fora, em todas as direções, dando forma a uma bolha crescente, em busca do infinito.

         Os “estilhaços” da explosão inicial, dentro dessa bolha, não explicam de onde vieram, antes de se despedaçarem no pipoco. Não há teoria, nem cientifica, nem teológica, empenhada em explicar o “antes”. É como quem foge do assunto, com “cara de paisagem”. Parecemos nos conformar com o mistério divino e o enigma científico, que é a lacuna desse “elo perdido”, e aceitamos, como dogma, que “o criador se criou”. O que prevalece é a realidade mais compreensiva e palpável do “depois”, que se confunde com o “agora”, aguçando a nossa curiosidade e estimulando a busca, para entender o processo da criação visível, pós Big Bang.

         São bilhões de galáxias multiformes, contendo trilhões de estrelas, com seus planetas e tantos outros corpos, de variados padrões, e mergulhados no éter de poeira cósmica, dos raios, das ondas magnéticas e dos buracos negros. Tudo, aparentemente, espesso e denso, mas separados por distâncias incomensuráveis, só medidas na escala de anos-luz, e sob leis que distorcem a Física Newtoniana e a Geometria Euclidiana.

         Isolado, num braço longo e afastado do centro de nossa galáxia espiralada – que os antigos batizaram de Via Lactea – localizamos o “endereço” da nossa maravilhosa estrela – o Sol – de 5ª magnitude, dentre suas semelhantes, arrodeada de uns poucos planetas e seus satélites, cometas, asteroides e muitos mistérios ambulantes. Num dos planetas – a Terra, banhada por muita agua – joia rara enfeitada de recursos naturais, vitalidade e diversidade biológicas, a Natureza, aqui, aprimorou a vida, criando, depois de muitas versões, um ser excepcional, em forma de animal, mas dotado de consciência, que se autodenominou Homo Sapiens.

         A replicação desse fenômeno humano é problema que perturba a mente do Homo Sapiens, inconformado com sua aparente exclusividade e seu inquebrantável isolamento, na vastidão da bolha cósmica. Já sabedor, por claras evidências cientificas, da existência de outros mundos, estelares e planetários, espalhados aos bilhões, pelo imenso universo em expansão, ele formula teorias, hipóteses e se instrumentaliza, na ânsia de um “contato” com outras vidas. Ciência e religião, agora, liberadas pela supremacia do livre pensar, caminham por trilhas distintas, porém sem os freios do obscurantismo e sem os castigos da mentalidade medieval.

         Na linha da doutrina cientifica, a compreensão do mundo cósmico avança a cada dia, por descobertas fantásticas, de complexo entendimento, surpreendentes e inimagináveis, até o dia anterior. Paradoxalmente – dispensadas as fantasias e narrativas das ficções literária e cinematográfica – essas descobertas ensinam e evidenciam a impossibilidade dos contatos diretos e acessos carnais a outros mundos, além do nosso delimitado Sistema Solar. São intransponíveis as separações físicas, invencíveis as distâncias de anos-luz e insuperável a debilidade biológica dos humanos. Estamos, assim, condenados ao solitário espaço de uma eterna prisão solar.

         As crenças religiosas, por princípios de pura fé, ou pelas mensagens sagradas, propiciam à permanente procissão de transeuntes humanos, na travessia do “vale de lágrimas”, o conforto místico de uma esperançosa transposição, para um espaço imaterial, indefinido e eterno. Uma ínfima fração de vida terrestre almeja conquistar um renascer paradisíaco, numa troca de tempos desigual e incompreensível. No acesso, há juízos, avaliações de condutas venais, gradações de penas e premiações individuais. Entretanto, a infinitude desse novo espaço-tempo equaliza, banaliza e fadiga as almas, por força da prisão comunal, na exaustiva mesmice eterna.

         Entendo, na companhia de muitos, que alcançaríamos maior proveito existencial e alívio espiritual se, de um lado, aceitássemos a impossibilidade de escapar da prisão solar e, de outro, deixássemos de nos devotar à incerteza da absurda mesmice eterna. E que o direcionamento dessa nova crença realista, cultora de devoções éticas e morais, fosse feito em proveito da melhoria do nosso habitat terreno e do aprimoramento da condição humana. Seguindo o padrão singelo da Vida, que nos dá um tempo único, sem antes e sem depois, valorizando e enaltecendo o durante. S.m.j.

Jaboatão Dos Guararapes(PE) 31/12/2020


                              Foto: Site no Google; Rafael Schmall/Insight Investment Astronomy.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2020

O CHIFRE PEQUENO DO PROFETA DANIEL (Dn 7:25)


    Os sinais estão aí com nitidez ímpar. Tudo o que foi predito está em vias de se cumprir. Buscai a verdade e ela vos libertará. Cristo é o caminho, a verdade e a vida plena. Crede Nele?

segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

ESTÃO BRINCANDO DE NOS ASSUSTAR

 

                                                       COISAS QUE NÃO IRÃO ACONTECER


                                                      VIAJANDO NA MAIONESE

domingo, 27 de dezembro de 2020

SÓ NÃO ENXERGA QUEM NÃO QUER VER


     A luta é do Mal contra o Bem. Do dragão ou Serpente contra Deus e a Igreja. Cristo disse que seríamos odiados pelo mundo, escravizados, levados a prisões por causa de nossa fé em Jesus Cristo. Chegou o tempo meus irmãos. O amor de muitos está se esfriando. O ódio está no lugar do amor. As forças do Mal são enganadoras. Mas temos a certeza que Jesus Cristo é mais que vencedor. Unidos a Ele somos mais que vencedores. E somente com Ele poderemos vencer. Amemo-nos uns aos outros como Cristo nos ama. "Cristo é o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão através de Cristo."

Perseverança, humildade, paz, amor e bondade. Compartilhamento, caridade, sofrimento. Como Rei dos reis Cristo poderia ter nascido num palácio, mas humilho-se numa manjedoura, sendo Filho do Altíssimo, nasceu pobre e despojado das coisas desse mundo. E nós? Não devemos fazer o mesmo? Quem quiser ganhar a sua vida terrena vai perdê-la. Mas quem a perder por causa de Cristo vai encontrá-la. O que importa é a vida eterna. A carne não serve para nada mas o espírito, o sopro de Deus, é que vive para sempre. Caros irmãos, atendemos ao chamado e ao convite para o banquete celestial. Cristo nos espera, creiamos. Façamos a nossa parte. Custe o que custar. Vigiemos e oremos em todo o tempo. Despertemos para a vida. Agora falta muito pouco para o epílogo. Santifiquemo-nos cada vez mais. Aleluia!

quarta-feira, 23 de dezembro de 2020

A VIDA É TREM-BALA, PARCEIRO!

 



Não é sobre ter todas as pessoas do mundo pra si
É sobre saber que em algum lugar alguém zela por ti
É sobre cantar e poder escutar mais do que a própria voz
É sobre dançar na chuva de vida que cai sobre nós
É saber se sentir infinito num universo tão vasto e bonito
É saber sonhar
E então fazer valer a pena
Cada verso daquele poema sobre acreditar
Não é sobre chegar no topo do mundo, saber que venceu
É sobre escalar e sentir que o caminho te fortaleceu
É sobre ser abrigo e também ter morada em outros corações
E assim ter amigos contigo em todas as situações
A gente não pode ter tudo
Qual seria a graça do mundo se fosse assim?
Por isso, eu prefiro sorrisos
E os presentes que a vida trouxe pra perto de mim
Não é sobre tudo que o seu dinheiro é capaz de comprar
E sim sobre cada momento, sorriso a se compartilhar
Também não é sobre correr contra o tempo pra ter sempre mais
Porque quando menos se espera a vida já ficou pra trás
Segura teu filho no colo
Sorria e abrace seus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Laiá, laiá, laiá, laiá, laiá
Segura teu filho no colo
Sorria e abrace seus pais enquanto estão aqui
Que a vida é trem-bala, parceiro
E a gente é só passageiro prestes a partir

 

Neste Natal olhem só para Jesus e Seu Reino e buscando-O com o coração, tudo o mais lhes será dado por acréscimo! Boas Festas a todos.


 

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

SINAIS EM TODA A PARTE

    Os sinais da volta de Jesus estão no céu, na terra, nos universo todo. A par das calamidades descritas em Mateus capítulo 24, o alinhamento dos planetas Júpiter e Saturno visto nesta semana faz-nos lembrar a estrela de Belém avistada pelos reis Magos quando do nascimento de Jesus.

     Estamos no princípio das dores mas as revelações já são bem evidentes. Tudo está se cumprindo. Precisamos aproveitar esse tempo da graça para nossa conversão, antes que venha o Justo Juiz para nos julgar para sempre. As provações chegam para nós que precisamos ser fortes e corajosos, abraçar nossa cruz dia após dia, seguir o que disse Jesus Cristo no Sermão do Monte (capítulos 5, 6 e 7) do Evangelho de Mateus. Não devemos mais estarmos com o coração nas coisas deste mundo. Quem ama o mundo não pode amar a Deus de todo o seu coração. A nova Aliança é amar a Deus sobretudo e ao semelhante como a nós mesmos. Não há outro caminho para a salvação.

     Vale lembrar que seguindo o caminho do Senhor seremos perseguidos pelo mundo por fazermos a vontade de Deus. Felizes somos quando nos insultam, perseguem, dizendo todo tipo de calúnia contra nós por estarmos firmes com Cristo. Fiquemos felizes e alegres, pois uma grande recompensa está guardada no céu para nós, porque foi assim mesmo que perseguiram os profetas que vieram antes, e por fim, com o próprio Jesus Cristo.

       A radical mudança interior com sincero arrependimento dos pecados são providências imediatas a tomar, enquanto ainda há tempo.

         Que a verdadeira paz de Cristo esteja com todos neste Natal de 2020. Amém!

           ALINHAMENTO JÚPITER E SATURNO (foto Google o municipio.com.br)

segunda-feira, 21 de dezembro de 2020

CVD SOFREU MUTAÇÃO

   Nem a vacina começa a produzir seus efeitos, já temos mutações do vírus que aumentam em muito sua forma de contágio. A Europa fechou depois que o Primeiro Ministro Boris Johnson anunciou a triste notícia, embora se espere que apesar das transformações a vacina consiga produzir seu efeito desejado.

    O desafio maior agora é isolar o Reino Unido por ser o foco original do novo vírus. A França teme que já pode estar em seu país. Muitos países já bloquearam suas fronteiras com a Inglaterra a fim de impedir a disseminação.

    Novos desafios para a ciência trabalhando contra o relógio implacável do avanço da pandemia. Será necessário muita fé em Deus e reconhecimento de nossa pequenez diante Dele. Está passando da hora dos homens reconhecerem o poder de Deus e crer em Jesus Cristo único Salvador ontem, hoje e sempre.


 

sábado, 19 de dezembro de 2020

O PODER MUDOU DE MÃO (CONTRAPONTO)

 https://blogs.uai.com.br/blogdoneimar/2020/12/03/o-poder-mudou-de-mao/

Clicando no LINK acima temos uma outra visão do Brasil atual e futuro. Respeitemo-la.

 

    Contrapondo o assunto lembramos que Deus é o criador de todo o universo, inclusive tudo o que nele existe, tendo total e completo domínio sobre toda a existência onde quer que esteja, matéria ou espírito. Há conhecimento que só adquirimos com a maturidade. E o único manancial do conhecimento está contido na palavra inspirada pelo próprio Deus através do Espírito Santo. A Bíblia é composta de 66 livros, do livro de Gênesis até o Apocalipse. Foi o primeiro livro a ser impresso e de maior tiragem em todo o mundo. A edição que uso possui 1.746 páginas.

     Não se pretende aqui fazer nenhum resumo sucinto da Palavra de Deus. Senão confrontar algumas passagens nela contida com a existência terrena do homem (que pode chegar aos 120 anos) com a eternidade onde o espírito jamais morre. Vamos começar com o apóstolo João (que escreveu o Apocalipse):

"Não amem o mundo, nem as coisas que há nele. Se vocês amam o mundo, não amam a Deus, o Pai." (1João 2:15)

     E no que escreveu o apóstolo Tiago:

"Gente infiel! Será que vocês não sabem que ser amigo do mundo é ser inimigo de Deus? Quem quiser ser amigo do mundo se torna inimigo de Deus." (Tiago 4:4)

     Portanto, o verdadeiro cristão deve ter pleno conhecimento da verdade. E o que é a verdade? Responde a própria verdade:

"Disse-lhe Jesus: Eu sou o caminho, a verdade e a vida, ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6)


                                       JESUS MISERICORDIOSO

quarta-feira, 16 de dezembro de 2020

UM ANO ÍMPAR

Há um ano atrás, quando estávamos planejando as festas de final de ano, fizemos muitos planos para o futuro de 2020.
Reclamamos muito de 2019
Reclamamos mais  do que agradecemos, não é verdade?
Daí, chegou o tão esperado 2020.
Quantos sonhos e planos...
Quantos planejamentos e expectativas por um ano de número par... dois mil e vinte.
E 2020 foi um ano ímpar
Diferente de tudo que já vivemos até hoje
Famílias separadas
Avós adoecendo sem vê os netos
Netos sem afagos dos avós
Pai e mãe longe de seus filhos
Filhos longe de seus amigos
Partidas sem despedidas
Muito choro sem entender porquê tão rápido
Sorrisos embaixo de máscaras
Rostos cansados com marcas de máscaras
Mãos aflitas a procura de água, sabão e álcool gel
Médicos e profissionais da saúde exaustos
Cidades vazias
Hospitais cheios
Cemitérios lotados de rico, pobre, velho, jovem, crianças, negros, brancos, artistas famosos, anônimos, gente  dos quatro cantos do mundo indo para o mesmo lugar
Um lugar sem volta
Um vírus e milhões de sonhos cancelados
Um vírus e milhões de famílias destruídas
Um vírus e milhões de expectativas trancadas em casas
E você, que lição tirou de tudo isso?
Já agradeceu por ter chegado até aqui?
Você entendeu que os planos de Deus são diferentes dos nossos?
Você entendeu a importância do agradecer?
Você entendeu a importância e  a falta que um  abraço faz?
Você entendeu que a sua família vale muito?
Você entendeu que a ganância por ganhar dinheiro não vale a pena?
Você entendeu que a cor da pele não faz diferença?
Você entendeu a importância de viver o hoje?
Você entendeu a importância de dizer eu te amo pra quem você ama agora?
Você entendeu a importância de pedir perdão a quem você ofendeu?
Você entendeu que bens materiais como:  roupa de marca, o carro do ano e a mansão tão cobiçada nada disso você leva quando vai embora?
Você entendeu a importância dos minutos com seus filhos?
Você sabia que muitas famílias não vão comemorar o natal esse ano?
Você sabia que você é privilegiado em ter a sua família reunida neste Natal?
Você entendeu o que é gratidão?
Gratidão é agradecer a Deus por cada minuto vivido.
Gratidão é ter aconchego da família
É poder respirar e sorrir sem máscaras
Gratidão é poder compartilhar um abraço entre pessoas
Gratidão é viver o hoje intensamente
Gratidão é viver em harmonia
Agora eu te faço um convite:
Vamos orar e agradecer pelo ano de 2020 e planejar menos em 2021?
Vamos somente orar por dias melhores?
Vamos aproveitar mais cada minuto ao lado de quem a gente ama?
Vamos reclamar menos?
Vamos deixar Deus conduzir a maneira Dele?
Vamos refletir o que realmente importa?
Cada minuto vale muito, lembre-se disso!
Cada minuto importa.
Que Deus nos abençoe!
Amém!

(mensagem que circula nos grupos Whatsapp)

segunda-feira, 14 de dezembro de 2020

CHINA ENIGMÁTICA

    China foi o berço do vírus. Ao que consta não vacinou sua população. Não tem segunda onda. Apesar de ter mais de dois bilhões de pessoas teve somente 3.900 mortes. Está exportando todo tipo de insumo para o mundo. Foi o único país a crescer neste ano. Produz vacinas, máscaras e equipamentos como nenhum outro país.

Por que se sabe tão pouco desse país? Por que não mostram ao mundo como fizeram para conter o vírus? Será que ninguém enxerga o dragão? A Globo não fala nada de ruim de lá. Só coisa boa. Estranho né? Alguém ainda duvida que ela vai dominar todo mundo? Em compensação no Brasil e nos Estados Unidos para a Globo e para a maioria está tudo errado. E na China está tudo certo. Mamma mia! 

domingo, 13 de dezembro de 2020

ANO VINTE E VINTE

     O ano cadente marca indelevelmente a mudança radical que está ocorrendo em nosso planeta. Nunca houve nem jamais haverá anos mais turbulentos do que doravante se vislumbra. Não quero ser nenhum pessimista exagerado, porém, os sinais estão apontando para uma terra cada vez mais caótica, sem o amor de Deus presente nos corações dos homens.

"Devido ao aumento da maldade, o amor de muitos esfriará." (Mt 24:12)

     Tudo está escrito nas profecias, será inevitável. O que Deus já traçou desde o princípio vai acontecer, independente da vontade nossa. A ciência está se multiplicando e levará o homem a querer postular o lugar de Deus. A besta fará grandes prodígios que, se possível fosse, enganaria até os próprios eleitos de Deus e ninguém seria salvo. Mas por causa dos eleitos os dias serão abreviados conforme está escrito.

(Cf. Mateus 24:22)

 

sábado, 12 de dezembro de 2020

A OVELHA E O LOBO


    Diz uma comparação que certa pessoa perguntou a um sábio sobre a presença de uma ovelha e de um lobo em nosso coração, qual deles cresceria e qual morreria. O sábio respondeu que viveria aquele que nós alimentássemos. A ovelha é a concretização do Bem, do amor...O lobo é do Mal.

      O evangelho, a boa nova, é cheio de parábolas (comparações) feitas por Jesus Cristo, o Filho de Deus. Em uma delas Jesus compara a entrada para o paraíso com o acesso a uma porta estreita e apertada, a qual poucos conseguem entrar. Já a perdição é comparada à porta larga e espaçosa, a qual muitos entram por ela.

      Nesse compasso, a oração é a forma mais segura de conversar com Deus. Coloco acima um exemplo de oração que é feita diariamente no youtube (e em outras mídias como Facebook etc) pelo pastor Antonio Júnior, há dezoito anos convertido, que tem ajudado mais de seis milhões de seguidores em seu canal do youtube.

      Talvez é a oportunidade que Deus nos dá para rever muitos de nossos conceitos sobre a vida espiritual, infindável, chamada eterna. Aqui na terra viver até cem anos é nada em relação à eternidade.

"O meu povo perece por falta de conhecimento."

(Oseias 4:6)     

    

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

VACINA NO BRASIL JÁ!

    Quem vai controlar o povo rebelde que insiste em não se cuidar na pandemia? Mesmo sabendo que os casos voltaram a crescer (e as mortes em consequência), verifica-se aglomerações amiúde em quase todos os lugares. São festas, praias lotadas, comércio em ruas famosas de compras, onde as autoridades não conseguem controlar. Os decretos, antes respeitados e seguidos à risca, já não produzem seus efeitos desejados. Para agravar, a questão política é mais um ingrediente agravante. Todos deveriam seguir para um mesmo objetivo mas as divisões prevalecem rumo a um verdadeiro caos.
     Está faltando amor no coração das pessoas. No lugar da concórdia, a discórdia; do altruísmo, o egoísmo. Como podemos pacificar o país e remar na mesma direção? Difícil encontrar uma solução na atual conjuntura.
     A vacina está bem próxima. Que venha logo de onde vier. E que a Anvisa aprove sem delongas.


    

quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

PREPAREMO-NOS PARA MUDANÇAS RADICAIS


     Imediatamente após a extensa pandemia deste ano, que pode durar por boa parte do ano vindouro, começam as mudanças que mexerão com 80% da economia mundial com novos paradigmas cuja finalidade é o atingimento das metas como o fechamento de milhares de empregos e a instituição do salário básico universal que deixa o cidadão 100% dependente do governo.

     Primeiramente virá a criação da moeda digital universal única (o grande reset) e para tanto o prazo final se estenderia até o ano de 2030, conforme agenda em curso.

     Muitos podem pensar que estamos achando cabelo em ovo ou mesmo, pensar que estamos prevendo coisas absurdas, podem achar esses analistas "fora da casinha". Tudo bem. Mas quem diria que a pandemia iria causar tamanho estrago no mundo? E ela é apenas o começo. Gostaria muito de estar errado e supondo coisas irreais. Porém...Quem viver, verá.

sábado, 5 de dezembro de 2020

DITADURA DIGITAL

 


A NOVA DITADURA DIGITAL

Aristophanes Pereira

          Foi o escritor britânico George Orwell, em 1949, com seu livro “1984”, quem criou a figura tenebrosa do Big Brother, um ente tecnológico que vigiava as pessoas, o tempo todo, tirando-lhes as liberdades. E o fez de uma forma genial que, amplamente, caiu no gosto de milhões de leitores, que se assustaram, por todo o mundo. Nos dias que correm, menos de 70 anos depois dessa previsão romanceada, já convivemos, em quase todos os países, com modelos pequenos e grandes de brothers que, de alguma maneira, interferem na privacidade de indivíduos – como eu e você.

         Outro notável escritor atual, Yuval Noah Harrari, numa futurologia cientifica mais sofisticada, em suas “21 lições para o século 21”, que completa a trilogia com Homo Sapiens(2015) e Homo Deus(2016), ensina e alerta que ou a democracia se reinventa com sucesso numa forma radicalmente nova, ou os humanos acabarão vivendo em “ditaduras digitais”.

         De vez em quando, aqui e acolá, esse assunto me desperta a atenção e até já escrevi algumas linhas, despretensiosamente, sobre esse interessante tema. No apanhado de muitas ocorrências, para o bem e para o mal, não tenho dúvidas de que, mesmo em proclamadas democracias, como aqui no Brasil, já não somos cidadãos livres. Muito se tem escrito, debatido e explorado em filmes e seriados da TV, sobre esse assunto real e contemporâneo, que, entretanto, de tão fantasiado, confunde-se – enganosamente – com ensaios de ficção científica. Parece engraçado, mas é coisa séria!

         Em suporte ao combate ao crime e à corrupção de colarinhos de todas  matizes; em favor da organização de estruturas públicas e privadas rápidas e eficientes; na defesa de procedimentos e engenhos digitais de comunicação em redes sociais, paulatinamente, encontram-se justificativas para comer um naco de nossas liberdades de ir e vir e de comportamentos.

         Aqui, no nosso dia a dia, reparem que quase todas as ocorrências escandalosas decorrem de vazamentos ou rastreamentos de informações digitais, armazenadas em algum big brother da vida. Ninguém escapa, basta ter CPF.

         A expressão “follow the money”(siga o dinheiro) é a gazua que abre todos os caminhos de investigação, a menos que você não exista sob a forma de algum tipo de dinheiro: conta bancária, cartão de débito/crédito, ações, boletos, TED-DOC, PIX e assemelháveis. E mesmo que use dinheiro físico, já é suspeito quem o carrega em malas, nos bolsos, ou na cueca. “Rachadinhas”, tão rotineiras e “inocentes”, em passado recente, assombram, hoje, espertos, porém descuidados arrecadadores, nas melhores famílias. O Coaf que o diga.

         Estamos vivendo um novo tempo, no qual até os segredos de alcova podem ser desvendados em segundos, pelo GPS num celular, pela câmara escondida no abajur, ou por um chip nos botões da blusa... Apesar de leis de proteção de dados, inconfidências do Big Data e da Internet das Coisas vão imperar em todos os níveis: desde graves segredos de estado, entre nações – como a briga pela tecnologia 5G – até as menores picuinhas, no WhatsApp ou Face Book, de casais ciumentos. É, realmente, uma nova forma de ditadura, a digital.

Jaboatão dos Guararapes, 4/12

 


 
Foto do livro GUERRA AO DINHEIRO, de David McRee

sábado, 28 de novembro de 2020

PARLAMENTARISMO

A REDENÇÃO PARLAMENTARISTA

Aristophanes Pereira

       Como sempre acontece nesta época, no final deste 2020 – ano excepcionalmente memorável – voltamos a cascaviar o livro “Razão” da nossa contabilidade de erros, acertos e balanceamento de esperanças e frustrações. No meu balanço, apuro um saldo um tanto desanimador. Não é tanto comigo mesmo e meus arredores de relacionamentos interpessoais e soluções de pendências. Nesse particular os resultados são bem toleráveis, e se mais não digo é porque se arrimam e se conformam no campo de intimidades pessoais.

       Meu desânimo mais publicável diz respeito ao Brasil. Amo muito o meu país, por isso a ele me dediquei, toda a vida, nos meus quase 90 anos bem esticados. Acompanhei, com olhar crítico e desempenhos modestamente contributivos, os altos e baixos de uma longa caminhada republicana.

       Há um marco de referência – visível, material e de monitoramento, permanente, quase em tempo real – que nos mostra como se desenvolve a rota do país: são as pegadas do andar de seu Presidente, Chefe de Estado e do Poder Executivo.

       Adotamos um regime presidencialista forte, que concentra na pessoa de um único homem, em plantão permanente, a bussola do país, a biruta que indica as direções dos ventos, o timão que alinha os agrupamentos de paixões e ideologias, anima as esperanças e consola as desencantos. Não tenho dedos nas mãos para contar, e fôlego suficiente, para falar sobre as nossas experiências presidencialistas, democráticas, ou não tanto, de Getúlio Dorneles Vargas, nos anos 30, a Jair Messias Bolsonaro, em 2020. Quase um século de presidentes e fortes emoções!

       Por essa experiência e visão crítica do “presidencialismo brasileiro”, inclusive olhando o mundo e mirando mais de perto o nosso “espelho americano”, estou convencido de que o nosso instável presidencialismo, mesmo com a variante dos “aconchegos e barganhas da coalizão”, está exaurido, e não se presta mais aos novos tempos do dinâmico e mutante século XXI.

       Ainda mais num país como o nosso, onde a coalizão tem que ser construída e reconstruída, continuamente, mediante negociações com centrões, centrinhos, esquerda moderada, esquerda radical, direita inteligente, direita burra, ultra liberais, neonazistas, comunistas ultrapassados e, até, disfarçados porta vozes do crime organizado. É impossível a comunhão de ideias, numa assembleia (ou camarilha?) de 27 partidos “liderados” por grupos de interesse, donos de pedaços, chefetes de suspeitas convicções ideológicas, marginais sectários e devotados religiosos.

       Daí o meu desânimo, nesse final de 2020. O nosso presidente em exercício, aqui, e o seu paradigma, que os americanos apearam do poder, sem lhe conceder um segundo mandato, são protótipos definitivos e convincentes da falência do “presidencialismo”, com tantos poderes e influências concentrados em um “Zé Mané”.

       A dinâmica dos novos tempos, a velocidade dos pensamentos, manifestações e ajuizamentos, passaram a exigir, em contrapartida, respostas de consenso amplo, rápido e democrático. E não se conforma com a “ditadura de um homem só”, concentrador, imexível, quando se impõe a sua pronta retirada. Há que se ter uma nova concepção político-partidária, cuja estrutura funcione com harmonia orquestral, sob a batuta de um ilustrado e competente maestro.

       O remédio atual e legal do “impeachment”, para afastar um presidente imprestável, como já aplicamos duas vezes, nos últimos 27 anos, pós Constituição de 1988, é lento, traumatizante e deixa rachaduras de inconformismo e brechas revanchistas.

       Sem aprofundar uma avaliação, para definir o nosso atual presidente, já vencendo o segundo ano de seu mandato, são reconhecidas e sobejas as notas de sua reprovação. De um lado, no plano individual, as distorções de sua personalidade errática, despreparada, paroquial, volúvel, negacionista, raivosa e nepotista. De outro, a paralisia que trava as ações de governança e os “pitacos” irresponsáveis e desautorizados, que confundem a linha de comando. O resultado tem sido a falta de um Plano Diretor coerente e produtivo, em meio às trombadas na Saúde, na Educação, na Segurança, na Política Externa, no Agro Negócio, na Questão Ambiental e, sobretudo, na Economia, hipertrofiada pela abrangência frouxa, camuflada pelo blá-blá-blá e presa a conceitos fiscais e teorias ultrapassados, sem espaço para arrojos e inovações criativas.

       No curto prazo é grande o meu desencanto, por não divisar caminhos de acertos e reparos tempestivos. Resta a esperança de, num tempo futuro de sensatez e patriotismo, adotarmos um projeto de mudança inteligente. Uma reforma estrutural de Governo, fundamentada no “Parlamentarismo Bicameral”, praticado com sucesso, em numerosos países democráticos, mundo afora. E não aleguem, depois da negação de um plebiscito viciado, que não nos identificamos com o Parlamentarismo. Fomos bem sucedidos durante 42 anos(1847-1889) no Império, com um modelo peculiar de parlamentarismo, e de 1961 a 1963 foi a saída encontrada para tolerar a posse de um presidente indesejado, depois derrubado. Que venha, pois, a “redenção parlamentarista”, e, na transição, já poderíamos extinguir a reeleição.

Jaboatão dos Guararapes(PE), 27/11/2020

 


                                                                     
                                  Foto de rua em manifestação do autor pró-impeachment Dilma em 2015

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

O MOTORISTA E A CLIENTE

 “Professora de Português dando aula...

Não sou homofóbica, transfóbica, gordofóbica. Eu sou professora de português.

Eu estava explicando um conceito de português e fui chamada de desrespeitosa por isso (ué).

Eu estava explicando por que não faz diferença nenhuma mudar a vogal temática de substantivos e adjetivos pra ser "neutre".

Em português, a vogal temática na maioria das vezes não define gênero.

Gênero é definido pelo artigo que acompanha a palavra, vou mostrar pra vocês:

O motorista, termina em A e não é feminino.

O poeta, termina em A e não é feminino.

A ação, depressão, impressão, ficção. Todas as palavras que terminam em "ção" são femininas, embora terminem com O.

Boa parte dos adjetivos da língua portuguesa podem ser tanto masculinos quanto femininos, independentemente da letra final: feliz, triste, alerta, inteligente, emocionante, livre, doente, especial, agradável, etc.

Terminar uma palavra com E não faz com que ela seja neutra.

A alface, termina em E e é feminino.

O elefante, termina em E e é masculino.

Como o gênero em português é determinado muito mais pelos artigos do que pelas vogais temáticas, se vocês querem uma língua neutra, precisam criar um artigo neutro ao invés de encherem um texto de X, @ e E.

E mesmo que fosse o caso, o português não aceita gênero neutro.

Vocês teriam que mudar um idioma inteiro pra combater o "preconceito".

Meu conselho é: ao invés de insistir tanto na coisa do gênero, entendam de uma vez por todas que gênero não existe, é uma coisa socialmente construída.

O que existe é sexo biológico!

Os espécimes mamíferos (e alguns outros) são binários e nascem machos ou fêmeas (favor não confunfir com preferências sexuais, este é outro assunto), qualquer desconformidade quanto a isto terá que ser discutida com a natureza que fez as coisas desta forma ! (As últimas três frases são acréscimo meu, Andrea Duarte, e não se encontram no texto original ) .

Entendam, em segundo lugar, que gênero linguístico, gênero literário, gênero musical, são coisas totalmente diferentes de "gênero".

Não faz absolutamente diferença nenhuma mudar gêneros de palavras, isso não torna o mundo mais acolhedor.

E entendam em terceiro lugar que vocês podiam tirar o dedo da tela e parar de falar abobrinha, e se engajar em algo que realmente fizesse a diferença ao invés de ficar arrumando pano pra manga pra discutir coisas sem sentido.

Tenham atitude, palavra que termina em E e é feminina.

E parem de ficar militando no sofá, palavra que termina em A e é masculina.

Autora anônima, por enquanto...

Quando me questionam porque sou de direita, esta é a explicação!

Quando um tipo de direita não gosta de armas, não as compra.

Quando um tipo de esquerda não gosta de armas, quer proibi-las.

Quando um tipo de direita é vegetariano, não come carne.

Quando um tipo de esquerda é vegetariano, quer fazer campanha contra os produtos à base de proteínas animais.

Quando um tipo de direita é homossexual, vive tranquilamente a sua vida como tal.

Quando um tipo de esquerda é homossexual, faz um chinfrim para que todos o respeitem.

Quando um tipo de direita é ateu, não vai à igreja, nem à sinagoga, nem à mesquita.

Quando um tipo de esquerda é ateu, quer que nenhuma alusão a Deus ou a uma religião seja feita na esfera pública.

Quando a economia vai mal, o tipo de direita diz que é necessário arregaçar as mangas e trabalhar mais.

Quando a economia vai mal, o tipo de esquerda diz que os sacanas dos patrões são os responsáveis e param o país.

Tese final:

Quando um tipo de direita ler este texto, vai rir concordar que, infelizmente, é uma realidade e até partilhar.

Quando um tipo de esquerda ler este texto, vai te insultar e rotular  de fascista.”
Autor desconhecido.

ATO DE INSUBORDINAÇÃO?

   No BB a mídia anuncia que o presidente André Brandão, no cargo há dois meses, mudou a alta cúpula do banco e desagradou o Palácio do Planalto cuja contrapartida, segundo conversa de bastidores, poderia culminar com sua troca. Aguardemos os próximos lances.

quarta-feira, 25 de novembro de 2020

DESCONSTRUIR, RECONSTRUIR


     Qualquer semelhança pode ser apenas coincidência ou não. Quem sabe perceber os bastidores do que estamos assistindo no mundo, entende como o processo está se desenvolvendo. O ano atual é o marco da desconstrução, do reinício de uma nova ordem marcada pela tribulação e fatos inerentes à reformulação do modo de viver. O modelo atual será zerado para, então, recomeçar com parâmetros inéditos de acordo com as novas intenções de gerir o planeta terra. Trata-se de uma questão de percepção do que vai ser, em breve, implantado.


"Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria mas ele, por causa dos eleitos que escolheu, abreviou aqueles dias."

(Marcos 13:20)

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

SOLUÇÃO REAL OU PALIATIVA?

 NÃO EXISTE 'segunda onda' de covid!!!
Assim como não existiu 'primeira onda', pelo simples fato do vírus nunca ter sumido e de que ele nunca sumirá (pelo menos em curto e médio prazo)!
Não adianta você ficar em casa, não adianta você tomar banho de "alkingel", esterilizar seu pacote do mercado com luz UV, tossir no braço e etc.
Não há como você não ter contato com esse vírus!
É igual à herpes, todo mundo já esbarrou nela!
Vai esperar a vacina? Ótimo! Mas não espere que ela chegue até você antes do meio do ano que vem! Isso se for possível uma vacina!
Uma coisa que não falam pra você é que, até o momento, a cobertura imunológica é de 4 meses, e uma vacina com cobertura de 4 meses é inviável!
Vai trabalhar? Ótimo! Você precisa, sua família precisa!

Vai ficar em casa até 2022? Ótimo!
Não vai a bares e restaurantes? Ótimo!
Vai tomar uma cerveja com os amigos e comer uma carne? Ótimo!
Só parem de choramingar e achar que a raça humana será exterminada com o corona! PORQUE NÃO SERÁ!
No máximo, Eu ou você poderemos morrer, mas isso não fará a menor falta para a humanidade!
Colapso no sistema de saúde?
Quando foi que o sistema trabalhou com folga?
Quando e quanto foi gasto em hospitais de campanha que não foram usados?
A culpa do aumento de casos é do feriado, da população, do clima, dos astros, da Space X?
Não! É do vírus mesmo!
A cada 3 ou 4 meses você pode ser infectado novamente! Tipo gripe comum, H1N1, herpes, e tantos milhares de doenças que até Janeiro de 2020 você não tinha a menor preocupação!
O vírus está aí e vai ficar pra sempre, você querendo ou não, você ficando em casa ou não, e não será a vacina sua salvação!
O sarampo foi erradicado? A poliomielite foi? Caxumba? Febre Amarela? Não!
Lave as mãos, tome sol, faça exercícios e VIVA A VIDA!
É tudo o que pode ser feito de fato.

(Retirado de um grupo de WhatsApp)

quarta-feira, 18 de novembro de 2020

O FIM DO DINHEIRO FÍSICO

   O próximo lance dos que projetam um reset financeiro mundial será acabar de vez com o dinheiro físico, o chamado meio circulante.

    A chegada do PIX é o primeiro passo e a extinção do papel moeda poderá começar ser implantada já no decurso de 2021. O Reino Unido já está abolindo suas "ATM" (máquinas de pagamento em espécie) e será seguido pelos demais países, pelo menos é o que se percebe da agenda global.

    A pandemia, agora na segunda onda já prevista, contribui para essa tendência, uma vez que o contato com o papel que circula em inúmeras mãos diariamente pode ser fator de disseminação do contágio.

     O futuro é de causar espanto mas tudo já está determinado pelo Criador desde o princípio. Em breve começarão grandes mudanças no planeta, como nunca antes houve nem jamais haverá. Poucos crerão no Deus Verdadeiro (de Abraão, Isaque e Jacó); em seu Filho Salvador Jesus Cristo (único mediador entre Deus e os homens) e na ação do Espírito Santo (de quem somos o templo). "Quem crer será salvo" (Mc 16:16)

sexta-feira, 6 de novembro de 2020

CENTENÁRIO DE NILO DE SOUZA COELHO

OS 100 ANOS DE NILO DE SOUZA COELHO

Aristophanes Pereira

        Nesta última segunda-feira, 2 de novembro, dia da tradicional  homenagem aos finados, vi que a pitoresca e valorosa cidade de Petrolina prestou uma justa homenagem póstuma a seu filho ilustre – Nilo de Souza Coelho – pelo transcurso do 100º aniversário de seu nascimento.

        Além de destacar passagens notáveis da vida política do ex-governador de Pernambuco(1967-1971), o noticiário lembra que “foi ele quem ligou o litoral ao Sertão por uma malha asfáltica imensa”, no curto quadriênio de seu mandato.

        Sou um ardoroso admirador do Dr. Nilo, porquanto tive a distinção de conhece-lo, na sua dedicação à coisa pública, na sua determinação de construtor e pela sua coragem cívica. Realço, na minha proximidade, três de suas obsessões, dentre os projetos de seu governo: aquela que se tornaria a sua “marca de estradeiro”, a modernização e ampliação do banco do estado e a sua devoção ao sertão natal.

        Não foi tarefa fácil levar e pavimentar a estrada até sua Petrolina. Tempo curto e recursos escassos. A obra começou com a força do DER, sob a batuta de Erasmo Almeida. Esperava-se a chegada de um empréstimo, imprescindível, de US$10 milhões(estimo, hoje, equivalentes a uns US$70 milhões), com aval da União.  Bandepe e DER contrataram, ousada e antecipadamente, a “emissão de dinheiro”, para pagar fornecedores, sob a forma de Notas Promissórias do DER, com aval do banco e com a coragem do Governador. No final, deu tudo certo. Não sem antes levar um “puxão de orelhas” do Dr. Ernane Galvêas, então Presidente do  Banco Ce

tral – guardião da moeda –  que “engoliu” as “emissões”  consumadas de Pernambuco e, também, da Bahia.

        Nesse meio tempo, com a retaguarda do Secretário da Fazenda e irmão, Oswaldo Coelho, o Governador deu cobertura à reorganização e modernização do Bandepe, com a rápida expansão da sua rede de agências, que chegou ao Rio de Janeiro e, finalmente, a construção do moderno edifício-sede(1970), projetado pelos arquitetos Acácio Gil Borsoi e Janete Costa. Hoje, habitado pela moderna tecnologia do “Porto Digital”, o edifício traz a marca da fortaleza de Nilo Coelho, na estátua em granito do “Remeiro do São Francisco”, plantada em frente ao prédio, olhando o Capiberibe.

        Petrolina, que tanto reclamava, merecidamente, uma agência do Banco do Brasil, perdia a parada por força do lobby baiano, em defesa da exclusividade para a antiga agência de Juazeiro, do outro lado do rio. Quis o destino que nos encontrássemos, novamente. Nilo na presidência do Senado, e eu de volta à minha Casa, na Diretoria para o Nordeste(DINOR). Petrolina, finalmente, inaugurou a sua tão desejada agencia do Banco do Brasil. Foi um dia festivo, nos idos de 1979, com a prestigiosa presença do Presidente Ernesto Geisel e da diretoria do banco, numa simbólica inauguração de 100 agências – em todo o país, no mesmo dia – a partir de Petrolina. Foi a última inauguração, de obra começada e terminada, de que participamos. Belo adeus. Requiescat in pace Dr. Nilo.

Jaboatão dos Guararapes(PE), 4/11/20

Fotos do meu arquivo. Superior: cerimônia de inauguração da agência do Bandepe, com prestigiosas presenças do Governador da Guanabara(Negrão de Lima), Ministro Manoel Costa Cavalcanti, Nestor Jost, presidente do BB, dentre outras. Inferior:  Momento de descontração entre o General e o soldado.


 


sexta-feira, 30 de outubro de 2020

O POVO DE ISRAEL

    Deus escolheu a nação de Israel para ser o povo escolhido. Esse povo viveu quase 6.000 anos como povo nômade subjugados a impérios e ao Egito. Somente em 1948 da nossa era cristã foi-lhe outorgado pela ONU o status de nação livre e soberana. Tudo faz parte do plano de Deus: As escrituras já preveem tudo funcionando como o "relógio de Deus" para o mundo. É a prova cabal de que o Senhor está no comando do universo e que tudo terminará conforme previsto no livro do Apocalipse.

     Desde o princípio, a eterna batalha entre o Bem e o Mal nos coloca numa situação de luta permanente. O inimigo não descansa objetivando nos tirar a salvação, usando de todos os meios do engano e da mentira. Mas o diabo não tem nenhum poder sobre nós. Somente Deus pode nos condenar ou nos salvar. Os meios de salvação estão nas palavras das escrituras sagradas.

     Estamos no limiar do desfecho final da vida humana onde reinará por mil anos a Jerusalém celeste, quando Deus fará novas todas as coisas. Queira Deus que a volta de Jesus não nos apanhe dormindo. Estejamos sempre alertas e vigilantes. 

quinta-feira, 29 de outubro de 2020

BEM-VINDOS AO COMUNISMO

    Analisando a tendência mundial podemos prognosticar com grande chance de acerto que o nosso país caminha a passos largos para um sistema no qual o controle da liberdade será a tônica da política de governo. Toda a América Latina está sendo cooptada pelo maior país asiático que avança como um dragão, devorando nossas frágeis instituições. 

        O primeiro passo será o domínio da atividade econômica. A estratégia é vencer pelo cansaço. Derrubar o atual governo é questão de tempo. João Dória teria dito que a popularidade do presidente vai só até novembro/20. As principais commodities já estão sob o domínio chinês (soja, arroz, minérios). Os preços sobem, a população vai se revoltar. Os demais poderes pedirão o impeachment do governo "anti-democrático", caindo toda a direita hoje eleita democraticamente pelo povo. Assumirá o governo o Rodrigo Maia. O Brasil será governado pelos partidos de esquerda ou de centro-esquerda, ávidos por cargos e poder. O comando será dos poderes legislativo e judiciário.

     O governador de São Paulo está alinhado com os chineses. Não apenas ele mas a maioria dos governantes estaduais, com raríssimas exceções. A China dominará o 5-G no Brasil e terá todas as informações de cada um de nós, além do controle de nossa maior riqueza mineral e agrícola. Está tudo muito evidente. Só não percebe quem não quer ver. Aguardem mais alguns meses. A Globo será a nossa estatal mais contundente, muito mais do que já é na propaganda do sistema comunista em nosso país. Seremos todos dominados como já foram nossos vizinhos sul-americanos. 

     Dura verdade mas é a pura realidade. Deus ajude a nação brasileira a manter vivo o Cristianismo de mais de 500 anos. Sobrevirão tempos extremamente difíceis pois precederão a volta de Jesus Cristo como está escrito no NT.

     Por ora, mantenhamos firme a nossa fé no Criador que não tardará. Amemo-nos uns aos outros como Jesus nos amou. Não há amor maior que dar a vida pelo irmão. Toda lei e os profetas se resumem em amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos. Perseveremos todos sem esmorecer. Glória a Deus para todo o sempre, a Jesus nosso Salvador que pagou todos os nossos pecados na cruz e ao Espírito Santo que nos é dado por Deus. 

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

ENTRE O MAR E O ROCHEDO

 

ENTRE O MAR E O ROCHEDO, UM GENERAL ESMAGADO E O POVO ESCANTEADO

Aristophanes Pereira

As notícias sobre fatos e ocorrências contemporâneos tomam forma, se decompõem, ou se transformam, tão rapidamente, aqui e mundo afora, que pode incorrer em grave equívoco, quem busca interpretá-las, com retidão e boa fé. Enquanto são notícias fúteis, tudo bem. Dá pra suportar, e eventuais distorções caem no deboche popular. Entretanto, quando emanam de pessoas, entidades, instituições e autoridades, supostamente infalíveis, ou, pelo menos, confiáveis e responsáveis, podem causar danos irreparáveis e, até, criminosos, por deformações conceituais, falsidades, presunções sem base científica, ou leviandades oportunistas.

        Essa observação generalizada ganha força e mais graves dimensões, quando a “notícia” é propalada no âmbito de um estado de coisas vulnerável à manipulação da informação e carente de orientações consistentes. Piora mais, se avalizadas e promulgadas por autoridades, com poder de decisão, em momento como o que vivemos, vitimados pelo flagelo de uma doença pandêmica, traiçoeira e mortal. Esse o cenário que bem se aplica ao Brasil, em particular, depois de experimentarmos 10 meses assustados e tumultuados pela Covid-19, navegando por incertezas, desgovernos, incompetências e deliberadas confusões, que nos alçaram a patamares desoladores, com números acima de cinco milhões de doentes e mais de 150 mil mortos, numa proeminência vergonhosa perante o mundo.

É rudimentar o conceito de vacina, aprendido desde sua curiosa e histórica criação, há cerca de 125 anos, destinada a prevenir a varíola – a popular bexiga – doença contagiosa, assustadora e letal. Criança, nos anos 30, ainda carrego no braço direito a tênue cicatriz deixada pelo arranhão da vacina salvadora. Depois, no correr da vida, sofri os medos de doenças graves e temidas, na época, como tuberculose, sarampo, raiva, tétano, coqueluche, papeira, poliomielite, gripe, febre amarela, difteria, hepatite, entre outras, que novas vacinas, felizmente, domaram, além de muitas moléstias, que os antibióticos viriam a debelar, ou diminuir a letalidade.

Na contramão, são episódios de triste memória as divergências alimentadas pela ignorância e por interesses políticos, que ocasionaram, em alguns momentos, conflitos cruentos e retardatários, em protestos contra a disciplina científica e repudio à vacinação universalizada. Foi o caso, para prevenção da varíola, no Rio de Janeiro, configurando o motim conhecido como Revolta da Vacina(1904), ao final superado pela determinação e ciência do infectologista Oswaldo Cruz(1872-1917), hoje um nome que orgulha a Medicina brasileira.

Por diversos caminhos e meios – com recursos abundantes, novas tecnologias, intensa pesquisa cientifica, esforços heroicos e associações humanitárias, sem fronteiras – já divisamos, com proximidade, algumas vacinas promissoras, para conter o “velho” corona vírus e sua nova onda que se espraia pela desleixada Europa. Enquanto isso, no Brasil, na esteira daqueles números macabros, e na reedição de deploráveis atitudes de mesquinhos interesses políticos, pinimbas eleitoreiras e paixões ideológicas, polarizam-se posições, no embate autofágico e antifederalista do presidente da república e 27 governadores. Embate, sustentado por “tuitadas” levianas, que culminou em arroubos autoritários, na castração de nossa Saúde Pública e na desmoralização de mais um ministro, desta vez com farda de general.    

São naturais e toleráveis oposições pontuais de pessoas, ou pequenos grupos de convicções ortodoxas, à vacinação contra certas doenças e sob determinadas condições. A cobertura de 100% do universo é praticamente inatingível. O Brasil, que tem posição elogiável como “vacinador”, em numerosas campanhas bem sucedidas, desfruta de uma notável resiliência na aceitação dos procedimentos de vacinação, com o empenho e suporte de instituições de reconhecida competência cientifica, como o Instituto Oswaldo Cruz(Rio de Janeiro), Instituto Butantan(São Paulo), Instituto de Infectologia Emilio Ribas(São Paulo), dentre muitas outras instituições assemelhadas, acreditadas, no país e no exterior.

Nesse contexto, parece-me de pouca sensatez imaginar que a milenar China(não importa a cor do gato...), com a evidência de seu prestígio mundial e, no caso, a associação com o nosso competente e valoroso Instituto Butantã, esteja urdindo, sob os olhos aguçados da  comunidade cientifica mundial, o que seria uma mentira descomunal, na fabricação e aplicação da nova vacina CoronaVac, do laboratório  Sinovac.

Sopesadas as razões de cada lado, nesta briga mesquinha entre o mar e o rochedo, lamento, e fico triste, pela melancólica rendição do obediente general de brigada, vencido pelo abuso de autoridade de um capitão – sabidamente inconsequente e indisciplinado –  passível de falta, por “exercício” reincidente e irregular da medicina. E que o bom senso prevaleça, nas gestões dos governadores benignamente consorciados, em favor da vacina, sob a tutela de uma ANVISA, que já dá mostra de independência e altivez. O povo agradecerá.

Jaboatão dos Guararapes-PE,23/10/20.


                                                         Imagem do Google.

segunda-feira, 19 de outubro de 2020

QUANDO VOLTARÁ AO NORMAL?

     Enquanto a vacina não chega vamos atravessando uma fase dura de chegar a um termo aceitável. A cada dia os números caem mas não na velocidade esperada. Parece um enxugar gelo sem fim. Não dá para baixar a guarda. Medidas não podem ser afrouxadas sob pena de continuidade ou de convivência com o vírus como se fosse inextinguível.

           A fase de campanha eleitoral é empecilho por aglomerações e contatos cada vez mais inoportunos. Pelos cargos a política vira um vale-tudo. Não se restringe à mídia falada e televisiva. Vai para as ruas juntando pessoas quando não deveria. E no dia 15.11 quantas filas serão vistas em plena epidemia? Por que não criaram o voto eletrônico com tanta tecnologia à disposição? Por que arriscar vidas humanas ao contágio? 

domingo, 11 de outubro de 2020

CARTA AO PRESIDENTE DO BB (Por Edison de Bem e Silva)

 Ao Sr.
André Guilherme Brandão
Presidente do Banco do Brasil.

Sr. Presidente,

Inicialmente desejo ao senhor e sua Diretoria gestão profícua, de acordo com a grandeza e importância do nosso Banco do Brasil para o setor produtivo nacional.
Nossa Casa que, por infeliz e inexplicável escolha pessoal do Paulo Guedes, teve o desprazer de contar, graças a Deus por pouco tempo, com a temerária gestão de um cidadão chamado Rubem de Freitas Novaes, merece notícia boa.
O Sr. Rubem já chegou em Brasília aposentado, reclamando da cidade, de tudo e de todos,  menosprezando o quadro de funcionários do Banco do Brasil, ao anunciar que traria para sua Diretoria pessoas do mercado, que sabiam trabalhar.
Dizendo-se "algemado" para agirr, pelas limitações de banco público, coisa que nenhum dos nossos grandes presidentes lamentou, e fazendo pouco caso dos salários pagos.
Com isso, de pronto ganhou antipatia da grande massa que compõe o conglomerado Banco do Brasil,  incluindo-se nesse apreciável universo de pessoas vinculadas, os aposentados e pensionistas.
Agravou sua situação de rejeição junto à família BB, quando escancarou para a sociedade, na posse, sua missão principal, enfraquecer o Gigante, para preparar sua privatização, como determinado por Paulo Guedes.
Vale salientar que esse "reles" e obscuro cidadão, retirado das "trevas" do desemprego por seu amigo Paulo Guedes, estava a proclamar, para quem quisesse ouvir, que atuava na contramão das diretrizes estabelecidas pelo Presidente da República, que nunca admitiu a privatização do Banco do Brasil na sua gestão.
Escapou de levar "cartão vermelho" antes mesmo de começar o jogo.
Queremos esquecer esse infeliz período, que embora breve, nos causou alguns prejuízos, especialmente a perda de espaços para a Caixa Econômica Federal, cujo Presidente, está sempre a "tiracolo" do Presidente da República, procurando "atender todos seus desejos".
O Presidente Bolsonaro, declarou, há poucos dias, que Pedro Guimarães é o "exterminador de bancos", pelas baixas taxas praticadas pela Caixa, medida que obrigaria as demais instituições financeiras a acompanhar, sob pena de perda em massa da clientela mais atenta.
Na Amazônia, a Caixa atende, através de agência/barco, regiões isoladas, sem acesso a postos fixos, que o Presidente Bolsonaro visitou recentemente, a convite do "Pedrinho".
Dia desses, não lembro a localidade visitada por Bolsonaro, moradores pediram a instalação de AGÊNCIA DO BANCO DO BRASIL, talvez pelo perfil e experiência em crédito ao pequeno produtor. Imediatamente, Pedro Guimarães, que estava, como sempre, "grudado" no Presidente, prometeu retornar ao local, na próxima semana, para estudar a implantação de Posto da Caixa.
Presidente Brandão,  todo este espaço hoje ocupado pela Caixa era nosso.
Os mais antigos não deixam de lembrar que o Banco do Brasil estava sempre presente nos pontos mais distantes desse País, seja através dos Postos Avançados de Crédito Rural,  Caixas Avançados ou Agências.
Nas pequenas localidades, os funcionários do Banco do Brasil faziam às vezes de agentes comunitários e professores em escolas carentes, cumpriam missão muito além das atividades bancárias. Através dos fiscais da CREAI ou SETOP, visitavam os produtores em seus  empreendimentos, para orientar e verificar a correta aplicação dos capitais emprestados, por mais distantes que estivessem, passando, às vezes, dias sem retornar às bases, suas agências.
Depois o Banco criou o segmento técnico, com especialização em agronomia e pecuária,  para reforçar apoio aos empreendimentos rurais por nós financiados.
Conseguimos ser líderes em contratações de crédito rural, continuar apresentado lucro e,  ao mesmo tempo, cumprindo agenda social, como bem cabe ao Banco público.
Sempre servimos, com atenção e agilidade, órgãos governamentais, como Receita Federal, EMBRAPA, Quartéis e Justiça Federal, com postos de Serviço ou terminais de caixa próprios e exclusivos. Às  comunidades sempre oferecemos, nos principais pontos de movimento, terminais de saque, pagamentos, saldos e transferências.
Agora, encolheram o BB. Nossos terminais não existem mais. Compartilhamos, com outros bancos, terminais  com parcos recursos de serviços, filas enormes, não raro sem dinheiro para saque.
Pretendem alienar, por exemplo, nossa seguradora, segmento altamente rentável e outras subsidiárias do mesmo nível, enfraquecendo, dessa forma e aos poucos, a estrutura do Gigante, para transformá -lo em banco comum, despido das ações para as quais foi criado.
Paulo Guedes, em sua fúria de privatizar esquece o valor que o Banco do Brasil pode ter, como sempre teve, como instrumento de Governo, com tentáculos de muito mais alcance do que qualquer outra instituição financeira no País.  Basta saber e querer usar.
Não estamos aqui a pleitear retrocessos, como a primeira vista parece, apenas focamos as diversas formas que eram usadas para exercer,  liderança, permanecer lucrativo e servir a comunidade.
Basta que reinventemos fórmulas modernas e ágeis, para fazer o que fazíamos, mas com maior aproveitamento.
E, para concluir, resta-nos rogar por atenção especial do senhor, caro presidente, no sentido de buscar apoio do funcionalismo de ponta, das agências, desmotivado e temeroso, dando-lhes injeção de ânimo e ouvindo seus clamores, para que a máquina volte a funcionar. É lá que fluem os negócios, e surgem as grandes idéias, mas que em nosso modo de ver está relegado a plano secundário,  temerosos de cortes em cargos, comissões e/ou transferência indesejadas.
O comandante não marcha sozinho.
Meu abraço e SUCESSO.

EDISON DE BEM E SILVA
APOSENTADO.
Pelotas (RS)                                  10.10.2020

sábado, 3 de outubro de 2020

O PAÍS DOS COITADINHOS

 


O ETERNO PAÍS DOS COITADINHOS

Aristophanes Pereira

              Até mesmo para quem não considera a Bíblia um livro sagrado, mas, realisticamente, uma coletânea de muitos sábios e perenes ensinamentos, a palavra do Criador, na expulsão do Paraiso, “com o suor do teu rosto comerás o teu pão(Genesis 3:19)”, se reveste de um grave significado. Determinou a obrigação de produzir, pelo próprio trabalho, e excluiu a expectativa de consumir, sem a realização desse esforço vital. Ignorar essa regra divina, parece-me uma escapatória pecaminosa, pela rendição à ociosidade e pela exaltação à premiação sem merecimento. É pretender o sustento gratuito, sem o esforço para obtê-lo.   

         Fato consequente está no corolário daquele mandamento: só é possível distribuir o que se produziu, colheu e armazenou. A obviedade dessa assertiva tem atravessado os tempos, porem confundindo mentes e povos. Até hoje, perduram desentendimentos sobre a aplicação prática dessa regra tão clara e explicita. Livros e tratados foram escritos, bilhões abraçaram ideologias que prometem alternativas milagrosas e milhões morreram para implantar procedimentos enganosos.   

         Deve-se reconhecer, entretanto, com justa ressalva, que o mundo deu muitas voltas, do princípio para cá, e propiciou o surgimento de algumas variantes, nas relações de meios e condições de produzir, colher e armazenar, para distribuir. Na leitura cristã do Sermão da Montanha, recolhemos amenas flexibilizações, para confortar receios de desesperados, e construir esperanças reparadoras. Todavia, para a maioria dos bem sucedidos grupos humanos, a regra primordial continua inquebrantável. Outros, poucos, embevecidos com a fartura fácil, acalentam a ilusão que cultiva o relaxamento, enaltece a pobreza, e erige a esmola como sustentação de uma humilhada, mas receptiva parcela de seus cidadãos, que tendem à inércia.

         Felizmente, perdura a lógica positiva daquele primeiro mandamento do Criador, que a dignidade do juízo natural das pessoas incorporou, corrobora e externa, como cantam os versos do poeta popular, ao proclamar que “uma esmola, para o homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”(*). Não menos sensatez e dignidade ensina o velho ditado, quando aconselha: “é melhor ensinar a pescar do que doar o peixe”.

         Saio do plano dessas inquietações filosóficas, para a ousadia real e contemporânea de identificar o Brasil como cultor do comportamento distorcido, que insiste em confrontar a advertência do corolário: só é possível distribuir o que se produziu, colheu e armazenou. E o faz sem organizar o esforço de produzir, e cuidar de distribuir, justiceiramente.

         Fomos iludidos, desde os primórdios da colonização, pelas benesses e peditórios da carta de Pero Vaz de Caminha. Construímos uma nação coesa e rica de potencialidades – é reconhecimento compreensivo – porém profundamente injusta e dividida por diferenças e erros imperdoáveis. A ressaca de um período de relativa dureza produziu uma ânsia de afrouxamentos libertários e de miragens de riqueza gratuita, no bojo de uma nova Constituição chamada “Cidadã”. De lá para cá, são mais de 30 anos de estagnação econômica, conflitos sociais, exacerbada judicialização de comportamentos e um emaranhado novelo político. Um país sem rumo certo e coerente.

         Sem aprofundar a identificação de causas e comportamentos, que estão sobejamente estudadas em nossa história econômica, observamos, com frustrante tristeza, que desde 1980 os indicadores de evolução do PIB brasileiro são medíocres e claudicantes. Além de marcas negativas, predominam anos de registros pífios que, no conjunto alcançam um patamar médio de 2 a 3%. De 2015 aos dias correntes, são anos de PIB negativo, ou pouco acima de zero. Triste gráfico, que não desenha uma curva ascendente, mas rabisca uma linha de pequenos morros, vales rasteiros e assombrosas depressões. É o que os economistas denominam recessão.

         Justo lembrar que não faltaram advertências, como as denúncias e censuras que há meio século o arguto jornalista e escritor Emil Farhat consolidou, em seu livro “O pais dos coitadinhos”, neste trecho que repito: ”as soluções da vida brasileira não podem mais basear-se em ser isto aqui o paraíso dos coitadinhos, ou dos ajeitadinhos (...) distribuindo  à mão-cheia privilégios, concessões, vantagens, reivindicações, cargos e sinecuras, porque tudo isto cairá nas costas de um imenso, vago e indefinido burro-de-cargas que é o povo”.

          O pior é a maneira como vimos enfrentando esse desastre, agora agravado pela pandemia Covid-19. Em 30 anos, tivemos dois presidentes impichados, duas bolhas de sensatez e competência, descontinuadas nos governos comuno-clepto-petistas, e o tampão de um sangrado gestor bem intencionado. Agora, amargamos a decepção, porque não se cumpriu o ditado da esperança, que promete a bonança depois da tempestade.

         Em meio a essa imensa e crônica crise, o que temos, infelizmente, é um Brasil desgovernado, conflituoso, de intrigas mesquinhas, sem uma diretriz maior – planejada e coordenada – esquecido de reformas cirúrgicas, saneadoras, indispensáveis e inadiáveis. Não tocam nos intocáveis, e ainda teimam em distribuir benesses, sem atentar para a necessidade fundamental e primeira de produzir, construir, e dar trabalho. O resto viria por gravidade. Seria uma forma mais honesta e digna de se ganhar uma eleição.

(*) Música VOZES DA SECA, composição de Luiz Gonzaga e Zé Dantas(1953).

Jaboatão dos Guararapes(PE) 3/10/20


IMAGEM RECOLHIDA EM SITE DA INTERNET