quarta-feira, 1 de abril de 2020

ES - EMPRÉSTIMO SIMPLES - ANÁLISE DO MESTRE


Aristophanes Pereira



QUAIS AS RAZÕES DA PREVI?

Nesse tempo de crise, não tenho visto pedidos de ajuda à Previ, que possam ser considerados absurdos, improcedentes e capazes de por em risco o equilíbrio financeiro do nosso patrimônio previdenciário. Cessaram até os justos reclamos pela devolução do BET e pela retirada da contribuição.
      Uma avaliação dos pedidos, nos blogs mais visitados, com destaque para o Medeiros e o Ari Zanella, mostra razoável peditório relacionado ao Empréstimo Simples(A-B-C-D), com ênfase na suspenção de até 3 prestações. Um ponto fora da curva foi o pedido da ANABB, pela esquisita suspensão de 12 prestações. Feito para dizer que fez, e ser negado!

      Como sabemos, o produto ES está, praticamente congelado:

  • Uns bateram no limite já defasado de R$170 mil;
  • Outros não têm margem consignável;
  • Os mais idosos são penalizados pela redução do prazo(36 meses), com o ônus discriminatório de elevadas prestações e taxa do FQM.
  • O aumento da quantidade de prestações, em nível já razoável(10 anos!) é um reclamo insistente, mais induzido pela disfarçada  necessidade de  aumento indireto da “margem consignável”.

      No que respeita à Previ, os números por ela própria publicados, mostram que há folga no teto de “APLICAÇÕES COM PARTICIPANTES”, e a rentabilidade dessa rubrica está acima da previsão atuarial. Portanto, não seria esse o impedimento, para uma expansão dessa modalidade de aplicação, via ES.
      Uma sutileza da matemática financeira do ES(A-B-C-D), pouco comentada, é que,  com a possiblidade de renovação a cada período de 6 meses, cumprido o pagamento de 6 prestações, na prática o que se tem é um interminável alongamento do prazo, em cada modalidade A-B-C-D. É simples programar um “ESQUEMA ROTATIVO”, em que se poderia fazer uma sequência  de renovações, de tal forma que a cada dois meses, por exemplo, se poderia ter um “dinheirinho”(diferença entre o novo limite disponível e o empréstimo a liquidar), mantida a mesma margem consignável. Foi uma “malandragem do bem” engendrada pela Previ, que  quebra um galho.
      Faço essas observações para deduzir, sem “achismo”, que o volume de recursos aplicado, atualmente, pela Previ, via  produto ES(A-B-C-D) permanece, praticamente, estável, com tendência a diminuir, e com rentabilidade positiva. A suspensão de 3 prestações, como tem sido postulado,  seria um socorro mais imediato, opcional, durante 3 meses, mas quase desnecessário, para quem usa o ESQUEMA ROTATIVO.
      Gostaria – eu e muitos – de conhecer com clareza as razoes da Previ, para não fazer essa concessão, que não prejudica sua liquidez, preferindo ficar na contramão do que tem sido feito, heroicamente, por tantos outros, para amenizar essa crise colossal que está ceifando tantas vidas.

Jaboatão dos Guararapes(PE), 31/03/2020.

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ESCLARECIMENTO COMPLEMENTAR
      Depois de ver alguns comentários, aqui no blog, e, em especial, essa resposta da Previ ao colega Josué Jorge Junior(01/04/2020 12:37), senti-me provocado a voltar ao tema da postagem de hoje(1/4/20), por caber alguns acréscimos.
      De certa forma, nessa resposta ao Josué, a Previ deu “as suas razões” para não suspender prestações do Empréstimo Simples(ABCD). Não trato aqui do IMOBILIÁRIO, pois são contratos distintos.
      Com toda consideração à Previ, foi uma resposta que não respeita a inteligência de seus participantes, e esconde, sem necessidade, razões objetivas. Não dá sequer pra replicar, tal a inconsistência do seu arrazoado. Não faço apreciações, também, à afirmação – já bastante alegada, e de gritante obviedade – de que “a Previ precisa assegurar o pagamento em dia dos benefícios de todos os seus participantes”.
      Preliminarmente, faço, a seguir, alguns exercícios explicativos, para depois dizer como a Previ deveria responder, sem embromação, ao “andar de baixo”. Vejamos:

      Ao criar o sistema ES(ABCD), com 4 possibilidades parciais, simultâneas, ou não, de contratação do ES, a Previ permitiu, respeitados outros parâmetros (Margem Consignável, Limites de Crédito, Prazo/Parcelamento por idade, etc.) a renovação do respectivo empréstimo(ABCD) depois de pagas 6 parcelas.
      Não fiz a conta rigorosa, mas “a sentimento”, em cada renovação, é como se a Previ, a cada 6 meses, devolvesse cerca de 4(quatro) prestações, das 6 recebidas,  cobrando, adicionalmente, uma Taxa de Administração e o IOF. Por exemplo:

  1. ES-A: Caso Renovação. Depois de 6 meses, pagas 6 prestações  de R$2.000,00 (6 x = 12.000,00) respeitada a disponibilidade da Margem Consignável e o mesmo prazo de 36 prestações(depende da faixa etária).
  2. SALDO DEVEDOR: (empréstimo a ser  liquidado), na data da renovação R$51.200,00.
  3. NOVO LIMITE DISPONÍVEL: R$59.500,00.
  4. Despesas de renovação: Taxa de administração(R$120,00) e IOF(R$280,00)
  5. Valor líquido a ser creditado:59.500,00 menos (51.200,00+120,00+280,00) = R$7.900,0.
  6. Isto significa que a Previ, generosamente, lhe devolveu R$7.900,00, ou o equivalente a quase 4 prestações.

Nota: ESSE PASSO A PASSO É DIDATICAMENTE ORIENTADO NO SITE DA PREVI, NA PÁGINA DO EMPRÉSTIMO SIMPLES.

      Essa modalidade de renovação, que denomino ESQUEMA ROTATIVO, é, como vimos, vantajoso e oportuno, para “pegar um troco”, de vez em quando, mas é implicitamente onerosa(Taxa e IOF),restaura o saldo devedor e empurra de forma recorrente o prazo. Mas, como diz a cartilha do devedor necessitado, “dinheiro caro é o que não existe”.
     
      Assim entendida a questão, a Previ, sem rodeios, poderia ter respondido ao JOSUE JORGE JUNIOR:

Josué.
Em atenção à sua consulta, cumpre-nos informar que a Previ, não cogita de promover quaisquer modificações nas condições vigentes para o seu produto EMPRÉSTIMO SIMPLES.
Conquanto reconheça a momentosa crise, decorrente de necessidades excepcionais impostas pela epidemia do novo Corona vírus, acredita desnecessária a suspensão de prestações do Empréstimo Simples, em quaisquer de suas modalidades ABCD. Isto porque o mecanismo de renovação, facultado após o pagamento de 6 parcelas, já proporciona uma oportuna e substancial contribuição pecuniária, em reforço do orçamento do mutuário, ao mesmo tempo que não prejudica a rentabilidade do produto, e preserva os  regulamentos.”

terça-feira, 31 de março de 2020

AS PESSOAS NÃO SÃO INTELIGENTES

                       (VÍDEO 2 : NÃO VOU ME CALAR!)

    O Brasil vai quebrar! Nem por isso o número de infectados vai diminuir. Não adianta isolar. Puro engano. Vejam o absurdo do STF querendo soltar preso por causa do covid!!! Por acaso, a prisão não está sendo a CASA dos presos no momento??? Será que estão todos cegos? Não enxergam o mal que estão causando à maioria?
    Agenda global. Nova Ordem Mundial. Conseguem impor seus objetivos porque somos trouxas. Esperem para ver o abismo que nos espera. Mamma Mia!!! 

segunda-feira, 30 de março de 2020

NOVA ERA - VIGILÂNCIA E MONITORAMENTO - SEISCENTOS E SESSENTA E SEIS


     Tecnologias como 5g, inteligência artificial, milhares de câmeras de monitoramento, controle estatal, a Nova Ordem Mundial e demais ações contra a nossa privacidade e em nossa liberdade.
       Disse Jesus: "Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará. Eu sou o caminho, a verdade e a vida."
       Porventura os países comunistas são livres? Seguem a Jesus Cristo? Cuidado para que não vos enganem! Sejamos fieis a Cristo, o Cordeiro de Deus, mesmo que para isso percamos a vida temporal, essa vida terrena, da carne, que não tem valor. O Espírito é que dá a vida.
     "De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder a sua alma? Mt 16:26
       Quem quer agradar a Deus, despreze o mundo. Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Busquemos o Senhor enquanto ainda podemos encontra-Lo. Caros, instruamo-nos na Palavra de Deus, as Sagradas Escrituras. O tempo está muito próximo do juízo de Deus!

domingo, 29 de março de 2020

AMEAÇA AO BRASIL! DESRESPEITO INACEITÁVEL

Por: José Aparecido Ribeiro – Jornalista / Licenciado em Filosofia – BH-MG

Globo manda às favas a ética jornalística e parte para o ataque a Bolsonaro, esquecendo-se da sua responsabilidade social, de que não é dona da verdade e nem da concessão que usufrui.
A Rede Globo de televisão deixou a ética jornalística de lado e parte para o ativismo político determinada a derrubar o Presidente Jair Bolsonaro.
Colocou todo o seu arsenal tecnológico e humano a serviço de um massacre jamais visto na história de qualquer pais civilizado do ocidente.
Tem a seu favor o Coronavírus e um confinamento obrigatório de uma população desprotegida intelectualmente, com baixos níveis educacionais, incapaz de fazer juízo crítico do que consome na frente da TV.
A guerra a Bolsonaro já não é mais velada, tornou-se escancarada e desproporcional, levando a uma inversão de papéis que atenta contra a democracia brasileira.
A Globo não é dona dos destinos do país e nem da verdade, precisa de limites URGENTE. Na condição de jornalista não posso me furtar a manifestar repúdio a colegas que se prestam a fazer o jogo sujo da emissora em um momento de aflição e vulnerabilidade do povo e do próprio governo. Os profissionais que produzem o conteúdo da emissora perderam a noção de ética e razoabilidade.
As noticias manipuladas e contextualizadas de acordo com os interesses da direção da Globo passam pelas mãos de jornalistas sujeitos à códigos subliminares, a um juramento que precisa ser lembrado e honrado. Por ordem de superiores não deviam tripudiar de um presidente eleito democraticamente seja ele quem for.
Não tenho procuração para defender Bolsonaro, acho que ele também precisa de limites, precisa ouvir os profissionais que ele confia, especialmente os da comunicação, porém o que estão fazendo é um desrespeito não só a ele, mas ao povo brasileiro.
A população vem sendo submetida a uma lavagem cerebral em um momento que a televisão desempenha papel estratégico de informação e de segurança nacional.
Por acidente, acompanhei o Jornal Nacional desta quarta feira (25) e o que assisti me chocou como a milhões de brasileiros. Um espetáculo de sordidez inaceitável contra a imagem de um chefe de estado, sem direito ao contraditório.
Do inicio ao fim o Bolsonaro foi alvo de ilações, acusações e manipulação de informações que receberam recursos áudio visuais distorcendo a verdade para massacrar o presidente sem que ele pudesse se defender.
Devo lembrar que a emissora entra na casa de 92% da população e que esta briga começou antes mesmo da posse, motivada pelos cortes em verbas publicitárias portentosas que a Globo sempre usufruiu em governos anteriores.
Porém, o resultado desse desentendimento ganha outros contornos na medida em que a veracidade do jornalismo na maior emissora do pais é corrompida. A Globo tem concessão pública e o dever de falar a verdade, sem manipulação ou artifícios no seu conteúdo jornalístico com propósitos descabidos. Se a Globo deixou de produzir noticias e passou a agir como um partido político, sua concessão precisa ser cassada imediatamente.
No rastro da canalhice produzida por profissionais do jornalismo, governadores mal intencionados como João Dória e Witzel estão se aproveitando, da mesma forma que políticos que nunca fizeram nada pelo país, como o garoto mimado David Alcolumbre e Rodrigo Maia, ambos sinônimos de oportunismo.
A classe jornalística não pode se submeter a este papel.
As manifestações de Bolsonaro não são libelos, estão recheadas de oportunidades para seus adversários, mas não podem ser distorcidas ao bel prazer dos inimigos políticos e nem de editores interessados em chantagear o presidente e seus ministros.
Com efeito, Bolsonaro tem defeitos, é humano, mas não se curva a chantagens de empresários da comunicação acostumados a usar e abusar do dinheiro público.
A ciência já mostrou que o vírus representa maior risco para pessoas com morbidades e idosos, mostrou tambem que COVID 19 não é ameaça para população economicamente ativa, e que se os cuidados de higiene forem tomados, a população não precisa deixar de trabalhar.
Para a Globo não é a saúde do povo brasileiro que importa, e sim a destruição do chefe da nação e dos sonhos de quem acredita nele apesar dos seus defeitos.
Chega de CANALHICE, o Brasil é maior do que os interesses de uma emissora de televisão, tá na hora de um basta nessa perseguição covarde.





quinta-feira, 26 de março de 2020

NÃO POSSO ME CALAR

NÃO FICO CALADO
Aristophanes Pereira
         Essa hecatombe grandiosa(desculpem o pleonasmo), mortífera e destrutiva, certamente, vai ficar na História, com algum nome marcante. Também, só num tempo futuro, será melhor compreendida, sem as distorções das avaliações contemporâneas, carregadas de pressa, facciosismo e emoções.
         Iniciada, modestamente, em novembro de 2019, no interior da China, a doença, que viria a ser chamada de Covid-19, se alastrou pelo país. A experiência chinesa em lidar com essas epidemias de estranhos vírus da Família Corona, logo montou uma reação nacional eficiente, mas, dessa vez, realçada por um rigoroso isolamento social de milhões de pessoas, em detrimento de uma freada em sua grandiosa economia. É o pouco que sabemos da misteriosa China, que, felizmente, já festeja a progressiva normalidade social e a retomada das atividades produtivas. Em menos de cinco meses!
         Qual efeito dominó, com pequenas defasagens, os países, mundo afora, foram sendo derrubados pelo nova doença viral. Sua abrangência é planetária, mas as formas de percebê-la, interpretá-la e combatê-la, não têm sido uniformes, por conta das múltiplas diferenças entre países e regiões.
         Um traço singular de seu pernicioso perfil é o fato de a doença Covid-19, atacar como uma força resultante de três componentes:(1) a própria natureza letal do novo vírus, (2) a dispersão cibernética, em tempo real, das reportagens e narrativas informativas e (3) a politização tendenciosa da pandemia. Não menos singular é o fato de o vetor inicial de dispersão da doença ter sido viajantes abastados, conduzidos por velozes aeronaves, adentrando gigantescos aeroportos de países ricos.
         O sucesso da China, ao superar, em pouco tempo, a dispersão da doença, a despeito da pouca informação liberada, parece ter sido a implantação severa do chamado  “protocolo de isolamento social”, combinado com um conjunto de instrumentos logísticos, nas áreas de recursos humanos, sanitários, hospitalares, e de prontidão no isolamento assistido de doentes.
         O preço da rigorosa aplicação desse protocolo, copiado e aplicado por diversos países, foi a parada brusca das atividades produtivas, na indústria, no comércio, nos serviços, na educação, e em tantas outras, movimentadas pelos humanos, com exclusão aleatória de alguns “setores essenciais”. Esse corte violento, sem precedentes, inimaginável pelos mais ousados roteiristas de filmes de ficção, começa a “dividir a casa” dentro de cada país, entre os que pregam o rigor do protocolo, a qualquer custo, e os que sustentam a sua moderada aplicação seletiva, preservando as atividades econômicas, cujo colapso ceifa, também,  silenciosamente, vidas humanas, notadamente entre os milhões que não podem parar de trabalhar, na busca do pão-de-cada-dia.
         O Brasil – com suas tristes peculiaridades de uma sociedade profundamente marcada pelas diferenças, entre uns poucos bem assistidos e milhões de “diaristas” – enfrenta o grave dilema de aplicação do “protocolo de isolamento social”, em sua maior extensão, ou sua aplicação seletiva, liberando o exercício de atividades que preservem a grande e diversificada máquina de sustentação do país.
         Lamentavelmente – sem trazer para cá imbróglios assemelháveis de outros países – mergulhamos, estupidamente, naquela terceira componente da “politização tendenciosa da pandemia”. De um lado, o Presidente Bolsonaro, bem intencionado, porém traído pelo estilo tosco do “capitão”, adverte a nação sobre o custo incomensurável da obediência cega ao protocolo.  De outro, mídias televisivas e jornalísticas, “capitaneadas”, respectivamente, pela TV-Globo e o Estadão, se esforçam, além dos limites do senso lógico e da honestidade profissional, em moldar os fatos, na forma de seus interesses, dividindo, vergonhosa e insensatamente, “a casa”, com a pregação subversiva do desmanche da Presidência da República. Foi o que aconteceu, ontem, na edição de uma hora e meia do “Jornal Nacional” e, hoje(26/3), no ferino editorial do Estadão(BOLSONARO PASSOU A SER AMEAÇA À SAUDE PÚBLICA).
         Minha autoridade para falar é, somente, a vivencia de um idoso indignado e a insuspeita isenção de quem ocupa a mais elevada classificação no grupo de risco da maldita doença. Não fico calado!! Termino, repetindo o que disse, em publicação de 12 do corrente(AS DUAS PÓLVORAS CHINESAS):
         A sensatez, neste grave momento de verdadeira guerra, deveria nos levar à pronta montagem de um equilibrado “estado maior” multidisciplinar, para assessoramento e enfrentamento integral e coerente das ações e políticas públicas”.

Jaboatão dos Guararapes(PE), 26/3/20
 Imagem copiada do Blog Marcos L. Lucherini, no Google.

PEDINDO VÊNIA AO AMIGO ARISTOPHANES, AUTOR DO TEXTO ACIMA, E NA MESMA LINHA DE RACIOCÍNIO INCLUO UM VÍDEO DE DÉBORA G. BARBOSA (DO YOUTUBE) SOBRE A PRINCIPAL MÍDIA BRASILEIRA DO MOMENTO QUE DE PATRIOTA NÃO TEM NADA:

 
QUEM TEM QUE PARAR É GLOBO, NÃO O BRASIL
 

terça-feira, 24 de março de 2020

ANIVERSÁRIO DO MESTRE ARISTOPHANES!!!PARABÉNS!!!

VAMOS COMEMORAR!
Aristophanes Pereira
       Neste aniversário natalício(24/3/2020), inicio mais uma volta na roleta da vida, de número 89, na esperança de continuar girando, para o ingresso no carismático clube dos nonagenários.
       A Previ, meu precioso fundo de pensão, usa, em seus cálculos atuariais, uma Tábua de Mortalidade(BR-EMSsb-V.2015) de valores acima da realidade brasileira, que projeta para os participantes da Entidade uma expectativa de vida média de 86,19 anos, para os homens. Isso me alegra e me entristece, ao mesmo tempo. De um lado, a satisfação de já estar no lucro, com quase 3 anos acima. De outro, não me agrada saber, pelos números da mesma Previ, que somente 1.021(1,25%) do nosso contingente de 82.000 aposentados, estão na parte íngreme da escada, que vai de 90 a 105 anos. Aos trancos e barrancos! Mas, fazer o que?!
       E, agora, tem esse “covid19”, que deveria ser chamado “covarde19”, terrorista que desrespeita o Estatuto do Idoso, discriminando os velhinhos já combalidos. Tão terrível, que fechou, até, a “fábrica de sonhos dos  brasileiros”, por medida extrema das loterias da CEF.
       Com tudo isso, mantenho a cabeça fria. “Não há mal que sempre dure, nem bem que nunca acabe”. E tem outra que diz: “depois da tempestade vem a bonança”!
       Uma coisa é certa: essa pandemia aloprada tem começo, meio e fim. Entretanto, vai deixar a marca histórica de um estrago brutal, notadamente nas correias de transmissão da Economia e nos arranjos das relações sociais. Logo mais as coisas voltam a se recompor e a vigorosa reconstrução criativa recuperará riquezas e trará novas conquistas.
       Muitos perecerão, pessoas físicas e jurídicas. O planeta e países aprenderão a grave lição, sob o peso da dolorosa palmatória viral. No plano individual, serão perdas humanas irreparáveis, mas nas estatísticas oficiais ficará “uns poucos tantos por cento”. Quem viver verá!  Vamos comemorar!

Jaboatão dos Guararapes(PE),24/03/2020

sábado, 21 de março de 2020

A MORTE EM TEMPO DE PANDEMIA


Amigo(a)s.
            A crise por que passamos, ao meu ver, é grave e sem precedentes. Tudo cabe ser avaliado, com realismo. É o que faço, no texto abaixo, que levo à apreciação de vocês. Abraço cordial. Aristophanes.
A MORTE EM TEMPO DE PANDEMIA
Aristophanes Pereira
         Todos nós, desde a concepção biológica, estamos marcados para morrer. Na verdade, a vida é a sala de espera da morte, com variadas arquiteturas e decorações.
         Adquirimos a percepção da morte, desde a mais primitiva agressão sensitiva que nos toque. Primeiro, sob a forma de reações puramente animais. Depois, pelas sensações defensivas de medos e impulsos, até alcançarmos a madura compreensão e o convívio com uma serena certeza da morte que, em situações críticas, alguns agoniados antecipam.
         São variadas as trajetórias, até a chegada ao ponto final, na permanente maratona de tantos competidores, que se revezam, em contínuas gerações. Percorrem trajetos alongados, caminhos com obstáculos retardatários, mas sem ultrapassar um tempo que a Natureza administra. O grande conforto é saber que não existem privilegiados, apenas raros longevos, que ficam um pouco adiante da grande maioria, ceifada em tempos de menor duração.
         O indecifrável mistério cósmico da vida e da morte, desde tempos imemoriais, produziu medos, perplexidades, dúvidas e convicções, por ignorarmos de onde viemos, e acalentarmos, pela fé, a esperança de um destino renovado, porém obscuro. Esse mistério, trabalhado por espertos xamãs e sacerdotes, autodesignados mensageiros divinos, produzem, em corpos carentes, o conforto da vida eterna, atraente habitat de almas premiadas e virtuosas. Para outros, agnósticos, contentam-se com a solução de um fim definitivo.
           Mantemos uma estreita familiaridade com a inevitável ocorrência da morte, e cultivamos um relacionamento pacífico e compreensivo com a malvada “Senhora da Foice.” Rotineiramente, ela age sem alarde: Ataca um coração debilitado, trava os freios do veículo, entope um pulmão enferrujado, ou derruba um avião. Na mortandade das guerras e dos desastres naturais, esconde-se nas estatísticas insensíveis. São fatalidades que aceitamos conformados, compreensivos e, muitas vezes, coniventes.
         Entretanto, quando a “velha senhora” quebra a regra da “morte natural”, e começa a matar, sem motivo pessoal e indiscriminadamente, qual terrorista ensandecido, espalha o pânico, o inconformismo e o desespero. Como já fez inúmeras outras vezes, aproveita a fraca memória, a imprevidência e a escassa solidariedade dos humanos. Agora, sua ceifadeira é um sádico e recorrente vírus da China, para maltratar e destruir homens, mulheres e crianças e suas construções econômicas e sociais.
         Estamos pagando um preço incomensurável e assistindo, em tempo real, com alcance planetário, um desastre impensável e sem precedentes, na forma e consequências. Vamos reconstruir, chorando a ausência de numerosos entes queridos, e seremos vitoriosos se a reconstrução melhorar, também, o Homo Sapiens.
Jaboatão dos Guararapes(PE), 20/3/20

segunda-feira, 16 de março de 2020

NA CASSI, O PLEITO COMEÇA HOJE...

    A disputa na CASSI já começou. A ANAPLAB, sempre presente nos momentos decisivos de nossas caixas, está irmanada com as nossas coirmãs AFABB-RS e AFABBJ (Joinville) em apoio à chapa 06 e 55 - TODOS PELA CASSI. Inclusive já colocamos o nosso apoio em nossa folha de rosto de nossa página na web:


    Sempre lembrando que nunca é demais dizer do caráter opinativo, consciente, de nossa indicação. Sugerimos análises pessoais sobre cada candidato, preferivelmente sem rótulos ou resquícios de lembrança de outros pleitos já realizados, nem a busca de eventuais responsáveis pela situação presente da nossa Caixa de Assistência. Procure por propostas exequíveis e que de fato atendam as soluções dos atuais e inadiáveis pontos de estrangulamento do plano.
    Confiamos na capacidade de discernimento de cada associado. Em hipótese alguma devemos nos "deixar levar" por propostas demagógicas, sem condições de serem levadas a cabo. Os meios de votação estão colocados no sítio de nossa Caixa, sendo o mais utilizado o terminal de autoatendimento.
    Fraterno abraço a todos e a todas os que decidem o futuro tanto da CASSI quanto, daqui a pouco, da PREVI.

quinta-feira, 12 de março de 2020

PÓLVORA PANDÊMICA

AS DUAS PÓLVORAS CHINESAS
Aristophanes Pereira
         A mortífera e milenar pólvora, invenção acidental de alquimistas chineses, quando, paradoxalmente, buscavam o almejado “elixir da longa vida”, é, como todos sabemos, uma mistura de três ingredientes – enxofre, carvão e salitre – que, isoladamente, não explodem, nem são usados para matar.
         Nos dias atuais, 20 séculos depois, os mesmos chineses reinventaram uma nova pólvora, desta vez composta de três outros ingredientes: bilhões de corona vírus, milhões de barris de petróleo e uma dosagem imensa de estupidez humana, espalhada pelas ondas cibernéticas.
         A nova pólvora – estado da arte – funcionou além das expectativas e se espalha pelo mundo, ceifando vidas humanas, exponencialmente contaminadas pelas ondas planetárias da www, e causando danos inimagináveis nas desequilibradas estruturas econômicas, sociais e de saúde.
         Temos que reconhecer que a nova pólvora é uma nova realidade, pandêmica, mas com relações de causa-e-efeito distintas, por países e continentes, conforme seus respectivos perfis. Não cabe aqui identificar e analisar essas diferentes situações.
         No Brasil, seriamente vulnerável aos danos da nova pólvora –  menos pelo vírus e mais pelas comorbidades preexistentes, nas áreas social, econômica, de saúde e de governabilidade – cabe uma séria e urgente reflexão de suas autoridades, dos maiores níveis, para evitar dispersão de esforços, de recursos, e interpretações negligentes e distorcidas.
         A sensatez, neste grave momento de verdadeira guerra, deveria nos levar à pronta montagem de um equilibrado “estado maior” multidisciplinar, para assessoramento e enfrentamento integral e coerente das ações e políticas públicas. Sua primeira recomendação deveria ser o desmanche político, extemporâneo e provocativo, dessa programada manifestação do próximo dia 15. Até por razões de saúde e prevenção.
Jaboatão dos Guararapes, 12/03/20.

terça-feira, 10 de março de 2020

II GUERRA APENAS EM TÓQUIO X CORONA VÍRUS


Aristophanes Pereira




REVERENCIANDO O 10 DE MARÇO DE 1945
         Há 75 anos, precisamente, no alvorecer do dia 10 de março de 1945, mês em que este octogenário completava seus 14 aninhos, 300 Fortalezas Voadoras B-29 – o mais moderno e tecnológico avião, utilizado no final da II Guerra Mundial, pelos americanos – apareceram, surpreendentemente, nos céus de Tóquio. Não era uma exibição pacífica, de uma parada aeronáutica. Vinham despejar, sobre a capital japonesa, com suas antigas edificações de madeira, 1.500 toneladas de bombas incendiárias, para consumar o mais mortal bombardeio da história da humanidade (History's deadliest air raid happened in Tokyo during World War II and you've probably never heard of it- Conferir em https://edition.cnn.com/2020/03/07/asia/japan-tokyo-fire-raids-operation-meetinghouse-intl-hnk/index.html.
         Cerca de 100.000 pessoas foram mortas e, aproximadamente, um milhão feridas, na maioria civis – adultos e crianças. Comparativamente, essa monstruosa mortandade – verdadeiro holocausto, ou genocídio, como se queira denominar civilizadamente – superou os 70.000 mortos iniciais de Hiroshima e os 46.000 de Nagazaki(conf. US Dept. of Energy: https://www.osti.gov/opennet/manhattan-project-history/Events/1945/hiroshima.htm), que viriam a ser bombardeadas em agosto do mesmo ano, com as emblemáticas bombas atômicas de notórias consequências.
         Como disse em artigo anterior(O VIRUS POP STAR-6/3/20), fiquei encucado com o alarde, quase pânico, que se vem fazendo, com os recursos da comunicação, sem precedentes, da Iternet, relativamente à doença provocada pelo novo Corona Virus Covid-19. Exageros pouco claros, cientificamente, e interesses geo-políticos obscuros.
         Na linha dessa perplexidade, causa-me profunda decepção a berrante diferença entre aquelas mortandades – calculadas, premeditadas, de um triste passado que presenciei –  e a histeria desproporcional que vêm fazendo, neste atual 10 de março, com esse vírus de 3ª categoria, alçado à condição de “pop star killer”. 
         Os mortos de Tóquio, em 10 de março de1945, merecem muito mais memória e reverências do que a meia dúzia de doentes do elitista Covid-19.
Jaboatão dos Guararapes(PE), 10/03/20.
Imagem copiada de https://edition.cnn.com/2020/03/07/asia/japan-tokyo-fire-raids-operation-meetinghouse-intl-hnk/index.html.

sábado, 7 de março de 2020

NOVO VÍRUS GANHA FAMA


Aristophanes Pereira



O VIRUS POP STAR
Aristophanes Pereira
          São incontáveis os relatos sobre terriveis doenças que afligiram os seres humanos, neste seu habitat terreno. Nos tempos a.C., já eram assustadores os condenados pela lepra(hanseníase). Na Idade Média, pragas como a Peste Negra, dizimaram boa parte de populações euroasiáticas. E, até meados do século passado, doenças, ainda não controladas, como gripe, tuberculose, varíola, sarampo, malária, tifo e outras febres, apavoravam países e populações.
         Ainda bem perto, no tempo, lembramos que a famosa Gripe Espanhola –   que, diferentemente do nome, começou nos Estados Unidos, em 1918, no final da  I Guerra Mundial – matou dezenas de milhões de pessoas, em todo o mundo, inclusive o presidente brasileiro Rodrigues Alves(1848-1919), mudando  a história do Brasil.
         Mas, onde quero chegar, com essa dissertação de estilo “ENEM”, sobre epidemias, pandemias e endemias? Ora! Quero fazer um contraponto, para denunciar uma curiosidade que me assola a cabeça. Já estou ficando saturado e maltratado, por essa avalanche midiática, em torno da doença do novo corona vírus, batizado de Covid-19(de Corona Vírus Disease 2019).
         Passados os primeiros momentos de necessárias informações, não entendo porque se tem dado tão grandiosa e alarmante dimensão – sem precedentes – de contornos sociais, sanitários e econômicos, a uma doença que tem seu perfil científico bastante identificado, conhecidos meios de propagação e previsíveis instrumentos de controle. Estamos longe dos tempos da Peste Negra, quando a ignorância matou os gatos, poupando os ratos, verdadeiros disseminadores da doença, como hospedeiros das malignas pulgas.
         Em passado recente, dois outros corona vírus, “primos” do Covid-19, batizados na literatura médica como SARS (Severe Acute Respiratory Syndrome-2002) e MERS (Middle East Respiratory Syndrome-2012), com características de contágio e disseminação elevados e alta letalidade, ocasionaram muita preocupação, mas sem o alarde, que agora se faz, do jovem “parente” recém chegado.
         Como é sabido, a doença começou na China, há cerca de 4 ou 5 meses, cercada por características curiosas: parece ter passado de animais silvestres para humanos; espalhou-se, rápida e sutilmente, entre habitantes da cidade-província de Wuhan; o médico chinês que primeiro alertou sobre  a eclosão da nova doença – Dr. Li Wenliang de 34 anos – foi censurado pelo Governo e caiu em desgraça, por sua inconfidência cientifica. Pouco tempo depois, morreu, vitimado pela  doença que denunciou, apesar de jovem e classificado em faixa etária de baixo risco...
         De lá para cá, conhecemos a avalanche de fatos relacionados com o novo corona vírus que, diga-se de passagem, tem um lindo design furta-cor(vide abaixo). A China, usina incansável de trabalho, parou e submeteu milhões a quarentenas(sic) de 15 dias, enquanto mostrava ao mundo sua capacidade de construir gigantescos hospitais, em apenas 10 dias. O planeta inteiro, em assustada escalada, apavorou-se, suspendeu viagens e intercâmbios, cancelou voos e desviou navios. Museus, escolas, igrejas e teatros fecharam, e jogos empolgantes foram postergados. Países ricos, entre os quais o Brasil, montaram, rapidamente, heroicas expedições aéreas transcontinentais, para resgatar grupos selecionados de patrícios, supostamente ameaçados, em quarentenas chinesas. Nada de juntar gentes, potenciais transmissores da doença. Aprendemos novas formas de lavar as mãos e jeitos protegidos de tossir e espirrar. Máscaras protetoras cobrem milhões de rostos medrosos. Verdadeiras patrulhas médico-sanitárias rastreiam a vida de suspeitos e seus contatos. Já sugerem, até, substituir o tradicional aperto-de-mão por um delicado toque-de-pés.
         Esse ambiente de terror-do-bem feriu economias de empresas e de países, mundo afora, derrubou bolsas, reduziu juros, desvalorizou moedas e empurrou pra baixo PIBs trilionários, distorcendo a percepção de outras assombrosas realidades de nosso dia-a-dia: em 13 dias do intolerável e ilegal motim de policiais cearenses, 225 pessoas foram mortas; dados do Conselho Federal de Medicina registram uma média de 5 mortes, por hora, no Brasil, por acidentes de trânsito; a popular e manjada dengue levou pra cama, em 2019,  mais de 1,5 milhão de brasileiros e matou mais de 700. A velha e conhecida gripe(influenza), para a qual existem vacinas atualizadas, continua a infestar, em surtos sazonais, cerca de 5% a 15% de populações, resultando em aproximadamente 3 a 5 milhões de casos graves e em 250 a 500 mil mortes no mundo, por ano.

         O momento do Covid-19 requer calma e sensatez, sem pânico e alvoroço, como tem sido o tom moderado da OMC. Por que dar status desproporcional de “pop star” a esse vírus de 3ª categoria, modesto membro, recém chegado, da maldosa família Corona? Ele mesmo vai se acomodar, render-se a uma próxima vacina e conviver conosco, matando aqui e acolá, sem arruaças. Estou certo, ou será que existe alguma conspiração tenebrosa por trás dessa espetaculosa epidemia ?!

Jaboatão dos Guararapes(PE), 6/3/20

sábado, 22 de fevereiro de 2020

ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO COM JURO BAIXO


Aristophanes Pereira




“É CARO ENVELHECER NO SÉCULO XXI“
Aristophanes Pereira
     Em seu elogiável, mas ainda tímido InfPREVI, publicado, hoje, no seu site, e enviado ao e-mail de seus participantes, a PREVI reproduz uma interessante e competente entrevista do Diretor de Investimentos, Marcelo Wagner, dada ao jornal Valor Econômico, em 20 do corrente, ontem.
       Vim comentar o assunto, aqui no blog do Prof. Zanella, porque, como já disse, trata-se de matéria interessante, que merece ser replicada, mormente quando constatamos que o blog é uma popular caixa de ressonância, registrando uma média de 1.000 visitas diárias. Se os comentários são poucos é porque o pessoal anda meio desanimado e os anônimos alijados, por sabidas razões.
       A entrevista, sob o título PREVI REVÊ ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO COM JURO BAIXO, merece ser bem avaliada, porquanto trata de matéria de nosso maior interesse, divulgada por um diretor diferente, que indica cultivar a transparência, e em momento oportuno, diante de sensíveis mudanças, ainda não bem assimiladas e entendidas, no mercado de capitais.
       Seria repetição abusiva, reproduzir, aqui, a entrevista, que pode ser lida, integralmente, no InfPREVI citado. Entretanto, vale ressaltar a sua oportunidade e relevância, vez que mostra a necessidade de mudanças sensíveis, na matriz de aplicações de nosso fundo de pensão, especialmente o Plano1, com um singular e maleável patrimônio, em torno de 200 bilhões. Essas mudanças, identificadas com propriedade pelo diretor Wagner, crescem de significado diante de um novo cenário econômico e de inovações, que se delineia, sutil e inusitadamente, em nosso país, sob a batuta do Banco Central. A inflação controlada, os juros civilizados, a banca se reinventando, a bolsa rejuvenescendo com IPOs, o mercado imobiliário respirando novos ventos e, agora, uma ducha de dinheiro no mercado, com o afrouxamento do “compulsório”. E o dólar?! Deixa flutuar...
       Nesse precioso ambiente de mudanças, a secular e exemplar Previ pode e deve exercer a sua benéfica e competente experiência, no plano macro. No plano micro, valho-me do sábio reconhecimento do diretor Wagner, quando diz, com o seu entendimento previdenciário, que envelhecer no século XXI é mais caro do que nos séculos anteriores.
       Então, converse com o seu colega da Seguridade, para dar um refresco aos sedentos velhinhos do Plano 1, que chegaram ao formidável século XXI. E dou uma dica que serve para os dois: Usem o mecanismo do sugerido ES-CAPEC, para aumentar as rentáveis  aplicações com participantes e aliviem, em vida, a vida dos velhinhos. Alea jacta est!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ALEA JACTA EST!


Aristophanes Pereira






O INOVADOR ES-CAPEC
Aristophanes Pereira
       Já bastante rodado, estou acostumado com guerras, revoluções, golpes, emendas constitucionais e infraconstitucionais, avanços tecnológicos, reformas e tantas outras inovações que distraem, motivam e preenchem as necessidades dos humanos, no plano secular. No plano religioso, não opino.      
       Considero-me curioso, buliçoso e persistente diante dos obstáculos. Sempre mexi no que estava fechado e empurrei o que estava parado. Ganhei muitas vezes, e “quebrei a cara” em outras tentativas, mas o saldo foi gratificante e positivo. Só pra falar do BB, ainda “precário”, pedi transferência, de Campina Grande-PB pra Direção Geral, no Rio de Janeiro(1956), objetivando retomar meus estudos. Muitas vezes alterei a CIC, como “parecerista”. Explorei outros mundos fora do Banco, e aprendi que existia “vida inteligente”, além de minha Casa. Voltei como Diretor da Região Nordeste(DINOR), a “minha praia”. Com uma histórica e revolucionária Carta-Circular GENOR/GERAN, montada pelas equipes de Danilo e Amilcar,(*) mudamos parâmetros e protocolos, para alavancar negócios e elevar as aplicações, conforme as peculiaridades das respectivas regiões Nordeste e Norte
       Não estou escrevendo biografia, nem fazendo promoção. Quero, apenas, frisar o poder da mobilidade, da evolução e das descobertas. Aliás, muita coisa está mudando, no mundo e em nosso país. E com velocidade. São novos ambientes, novas necessidades e novas ofertas.
       Na segmento da moeda e do crédito, com suas ramificações, são sensíveis as transformações. Circulam moedas virtuais. Os bancos físicos estão encolhendo. Os diálogos pessoais foram substituídos pelos contatos com robôs inteligentes(IA). Os procedimentos de compra e venda são feitos por aplicativos e as fintechs avançam sobre os bancões, que procuram se reinventar. Outro dia, um motorista de aplicativo me informou que as locadoras de automóveis, agora, “vendem” carros “zero”, sob a modalidade disfarçada de uma locação a longo prazo.
       Tudo isso decorre, em grande parte, de um novo ambiente econômico liberal em nosso país. Juros básicos(SELIC) caíram vertiginosamente, de 14,25%a.a. para 4,25%, contra uma inflação bem comportada, que fechou 2019 em 4,31%. Uma situação inimaginável para os nossos hábitos e cultura monetária. Isso começa a desmontar arraigadas e perniciosas estruturas, apontando novos caminhos.
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       Esses ajuizamentos mexeram com a minha imaginação, quando vi o Professor Zanella retomar o fôlego, para tratar, na postagem CONSIGNADO DO INSS E O EMPRÉSTIMO SIMPLES, de um assunto recorrente e que interessa de perto a grande parcela de nossa comunidade: O controvertido EMPRÉSTIMO SIMPLES.
       Por motivos vários e controversos essa modalidade de empréstimo consignado, no que respeita ao nosso Plano-1, está travado, vez que:
  • O valor máximo de concessão parou no teto nominal de R$170 mil, sem aumentos reais, há alguns anos.
  • A Margem Consignável de 30%, se excedida, inibe a tomada de valores  eventualmente disponíveis.
  • O prazo de pagamento, máximo de 120 prestações e mínimo de 36, está escalonado em função da idade do tomador, decrescente e discriminatória a partir de 77 anos.
  • O Fundo de quitação por morte(FQM) acompanha a idade do tomador, penalizando, progressivamente, os mais idosos.

       Essas condicionantes do ES estão entrelaçadas. Se uma é satisfeita outra pode impedir a tomada do empréstimo. A Previ, na sua avaliação conservadora, parece não querer mexer nessa “pilha de latas”, o que não é rigorosamente censurável, por razoes que não vamos, aqui, avaliar. Ademais, acha que dá um conforto, mediante  a engenhosa divisão do ES-rotativo, nas modalidades A-B-C-D, abrindo possibilidades periódicas de renovação, de 6 em 6 meses, para cada modalidade. Um quebra-galho, para atender necessidades, em renovações oneradas pelo IOF e Taxa de Administração. 
       Diante desse quadro de quase paralisia do ES e subutilização do produto, na grade de aplicações(OPERAÇOES COM PARTICIPANTES) da Previ, ocorreu-me fazer uma sugestão pouco ortodoxa, mas séria e viável: O ES-CAPEC, conforme delineio a seguir,  em linhas gerais.

  1. O contratante de pecúlio junto à CAPEC poderá estipular, em benefício da Previ, ou de entidade que ela nomear, até 50%(cinquenta por cento) do somatório dos pecúlios por ele mantidos, nas modalidades do Plano Morte.
    1. Essa estipulação só poderá ser exercida se o pecúlio vinculado tiver sido contratado há, pelo menos, 24 meses da opção da dação em garantia.
    2. Não será permitido o cancelamento do pecúlio contratado junto á CAPEC, enquanto vigorar o vínculo da respectiva dação em garantia, salvo permissão decidida pela Previ, como couber.     
  2. O valor estipulado, na forma acima facultada, será destinado, exclusivamente, à garantia de pagamento, em quitação por morte, de empréstimo que venha a ser concedido pela Previ ao contratante do pecúlio CAPEC, na modalidade Empréstimo Garantido CAPEC, respeitadas as seguintes condições especiais:
  1. Limite de Crédito:  Até 90%(noventa por cento) do valor oferecido em garantia, com base no estipulado no item 1.
  2. Prazo: Até 60(sessenta) meses.
  3. Carência: Até 3(três) meses.
  4. Juros: Mínimo aplicável, na forma facultada pelo BCB.
  5. Taxa de administração: Fixa de R$100,00
  6. Impostos: IOF
  7. Outras condições: 
    1. O aproveitamento da garantia, em caso de morte do mutuário, será proporcional ao saldo devedor, por ocasião do evento.
    2. O valor da prestação não compromete a Margem Consignável, à semelhança do que ocorre com o ES-13º
    3. Outras condições, à semelhança do ES-rotativo Plano1.

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       Não há o que refutar, no caso de insatisfação dos colegas, relativamente à sugestão. O ES-CAPEC proposto seria, obviamente, OPCIONAL, e a dação em garantia não usurpa direitos, pois a estipulação, qualitativa e quantitativa, de beneficiários é decisão exclusiva do contratante do seguro, em qualquer tempo.
       Quanto ao acatamento pela Previ é imprevisível, mas se houver vontade política ela própria encontrará o modus faciendi. Fica a sugestão, livre de direitos autorais. E pra terminar no Latim: Data venia. Alea jacta est!
(*) José Danilo Rubens Pereira e Amilcar de Souza Martins
Jaboatão dos Guararapes(PE),12/02/2020