quinta-feira, 30 de maio de 2019

A PROPOSTA INOVADORA (OU SALVADORA)

Ao
Banco do Brasil S.A.
Presidência
Brasília – DF
Senhor Presidente,
Pedimos gentilmente analisar a presente sugestão feita pelo colega Gilberto de Capão da Canoa-RS, que se apresenta de uma simplicidade genuína, tão necessária para solucionar o problema do desequilíbrio financeiro da CASSI. O mecanismo prático sugerido, a perfeita viabilidade de fazer, sem ônus maiores para o Banco, porquanto o dinheiro já está internalizado no fundo de pensão onde aguarda desfecho da ACP impetrada pela AAPBB do Rio de Janeiro, com sentença amplamente favorável aos aposentados conforme despachos na Primeira Instância.
Ademais, seria um gesto nobre e altruísta da parte do patrocinador, tendo em conta que com a saúde não se brinca nem se compra/vende como se fosse mercadoria. A vida de um ser humano está em jogo.
Desta forma, acreditamos que a proposta terá boa acolhida nesta presidência e que brevemente teremos uma solução definitiva para o problema que tanto nos aflige.
Atenciosamente,

Ari Zanella – ANAPLAB Presidente
(Prefácio da sugestão abaixo, enviada ano passado aos presidentes do BB e da CASSI.)
A SUGESTÃO
"Prezado Sr. Ari Zanella,
M.D. Presidente da ANAPLAB

Referindo-me ao assunto à respeito da CASSI, passo a sugerir uma saída simples e eficiente, para resolver em definitivo esta situação que está agravando a nossa Entidade de Saúde, que por tantos anos, sempre foi o nosso porto seguro em matéria de saúde e bem-estar:
A PREVI repassou ao Banco do Brasil SA, 50% do Superávit através de uma resolução, abaixo da nossa lei maior – a LC 109/2001 que diz claramente em seu artigo 20 que o Superávit  é destinado tão e exclusivamente para melhorias nas aposentadorias dos pós-laborais.
Em virtude disso, minha sugestão é de se utilizar 50% deste valor, hoje internado dentro do nosso fundo de pensão, para repassar à CASSI, que teria um aumento expressivo no fluxo de caixa, podendo pagar seus compromissos e adquirir um colchão nas reservas para, pelos menos, mais 10 anos.
Por outro lado, os demais 50% dos 7.500 bilhões, hoje corrigidos em valores que podem estar em 12, 15 bilhões, seriam utilizados de acordo com a Lei - em dar aumento aos aposentados, na ordem de 10 a 15%, para fazer frente à inflação dos últimos anos, que está muito maior do que os índices oficiais divulgados pelos institutos de Pesquisa.
Este aumento que vai incidir contribuição maior à CASSI, poderia ser ainda, incrementada com 2% a mais nas nossas contribuições à entidade.
Este procedimento resolveria o problema de fluxo de caixa da CASSI, em definitivo, auxiliaria os pós-laborais e, o Banco do Brasil faria um gesto de grandeza humanitária, resolvendo também pela devolução de valores que não lhe pertencem, e finalmente evitaria de ter que arcar com recursos maiores para resolver o problema de caixa da nossa Entidade de saúde.
Sem mais, apresento minhas  
Saudações,
Gilberto Renato Koelzer"
De acordo: Ari Zanella – Anaplab
Os pedidos acima estão desde novembro/2018 figurando no rosto do sítio da ANAPLAB. Já ocorreram duas consultas ao corpo social desde então. Até agora , as propostas postas à mesa não lograram êxito.
Já está sendo feito um apelo às entidades dos associados e ao Grupo Mais União, para reabertura de negociações com o Banco do Brasil. Será que desta vez não será um "mais do mesmo"?
Por que, não se debruçar sobre a nossa proposta e convencer o BB a aceitá-la? Foi depois daquela malfadada distribuição de 2010 que começou a rebeldia dos aposentados. Esse dinheiro não é do Banco. Foi roubado de nós. Os cabeças que bolaram a Resolução 26, o chefe-mor está na cadeia, alguns foram ou são investigados e os demais, como José Barroso Pimentel, amargam um completo ostracismo.
A proposta da ANAPLAB (na verdade do associado Gilberto) é, sem falta de modéstia, a melhor para todos. Para o BB porque recuperaria sua imagem perante um precioso contingente desgostoso do qual o BB poderia auferir maiores lucros posto que inúmeros simplesmente abandonaram o Banco. Para os associados que restariam muito satisfeitos com a recuperação de parte do que já lhes pertencia. Para a CASSI que formaria um colchão invejável que lhe daria sobrevida de, no mínimo, dez anos. Como se dizia há pouco tempo "Bom para todos!"
Fica no ar para quem quiser aproveitar a ideia. Conclamamos os colegas João Rossi Neto, José Aristophanes Pereira, Maria das Graças Machado, Adaí Rosembak, Antonio José de Carvalho e todos aqueles de boa-vontade para ajudar-nos nessa árdua tarefa.
A proposta é essa. A melhor que até agora surgiu. Vamos acreditar!

terça-feira, 28 de maio de 2019

GANHOU MAS NÃO LEVOU

   Na pós-votação fica-se a meditar sobre os fatores decisivos para impedir a vitória do SIM.
     Na primeira fila deve estar, com certeza, a mudança estatutária imposta pelo patrocinador. As pessoas viram nela uma ameaça de perda de direitos o que não deixa de ser uma verdade.
    Na segunda fila, embora pareça inocente, fixar um teto de 15 mil para contribuir com 2% caiu muito mal pois quem ganha muito mais pode e deve contribuir com mais. Na prática foi um deboche para os menos favorecidos.

https://www.cassi.com.br/propostacassi/Reforma-estatutaria-apesar-de-aprovada-pela-maioria-nao-podera-ser-implementada.html

      A proposta agora é a do amigo Gilberto ainda estampada no sítio da ANAPLAB. Essa agrada gregos e troianos ou israelenses e palestinos. Voltarei a esse tópico daqui a pouco.
NA CASSI OS ASSOCIADOS DECIDIRAM EM PLEBISCITO NÃO ALTERAR O ESTATUTO DA CASSI.

segunda-feira, 27 de maio de 2019

O DIA D

    Na CASSI. Às dezoito horas deste dia 27 de maio fecham-se as cortinas e termina a votação. Antes das 19 h já estaremos cientes de quem venceu. O "não" não ganha. O "sim" perde ou ganha.
     A situação do "não" é muito confortável. Basta fazer rasos um terço. Já o "sim" atinge seu objetivo unicamente com o dobro do "não".
     Quem aposta na vitória do SIM? Ou quem aposta na derrota do SIM? Lembrando que o NÃO pode causar a vitória ou a derrota do SIM.
        Diz aí nos comentários em que você votou.

domingo, 26 de maio de 2019

FUTURO ASSUSTADOR


     Coloque no Youtube, na caixa de pesquisas, "Débora G. Barbosa" uma jovem que nasceu na cidade paranaense de Francisco Beltrão, viveu dois anos nos Estados Unidos, mudou-se para o Reino Unido. Fala sete idiomas todos aprendidos como autodidata e com apenas 23 anos de idade já é um fenômeno no Youtube com seu canal de milhares de acessos e crescendo a cada novo dia. Muito interessante a desenvoltura da menina sobre assuntos palpitantes da atualidade nas questões como Inteligência Artificial, tecnologia 5G, guerra mundial, redução de população no mundo e por aí afora.
      O vídeo acima é uma pequena amostra do talento de Débora, sua versatilidade e principalmente seu foco nos problemas atuais. Elogiável seu modo de comunicação, franca e aberta, não apegada a qualquer doutrina ou filosofia. Cativante. Curtam seus vídeos.

sábado, 25 de maio de 2019

PERMEANDO O PLEBISCITO

    O sítio da Anapar traz uma notícia muito boa referente à ACP 080425-43.2014.4.01.3400  movida pela Associação dos Ex-IBMistas do Brasil contra a multinacional IBM cujo plano de Benefícios é o assim chamado BD - Benefício Definido - igualmente ao nosso da PREVI.

    A notícia me foi trazida pelo Litteras Secundus, colega de gmail a quem muito agradeço. Eis o texto copiado do site da ANAPAR:

Justiça pode condenar IBM a devolver superavit de mais de R$ 1,2 bilhão a fundo de pensão

21 de maio de 2019 em comunicadosNotícias

Nas próximas semanas, a Justiça pode tomar uma decisão histórica para o setor de previdência complementar. Está em fase de julgamento a ação movida pela Associação dos Ex-IBMistas do Brasil (Aexi-B), que pede a devolução dos recursos do superávit do fundo de pensão repassados à patrocinadora IBM Brasil pela Fundação Previdenciária IBM em 2012. O valor repassado à época foi superior a R$ 1,2 bilhão.
A ação, que será julgada no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, pede que o artigo 20 da resolução CGPC nº 26/2008 seja considerado ilegal por autorizar a reversão de superávits em benefício dos participantes e das empresas patrocinadoras. A resolução, emitida pelo Conselho de Gestão de Previdência Complementar (CGPC), contraria as determinações da Lei Complementar 109/2001, que prevê a reversão dos recursos somente para uma reserva de contingência ou reserva especial para revisão dos planos. Segundo a lei, os valores só poderiam ser revertidos para redução ou mesmo eliminação das contribuições ordinárias, ou para aperfeiçoamento dos planos de benefícios em favor dos participantes. Repasse à patrocinadora é uma opção que a lei não prevê.
Se a decisão for favorável aos trabalhadores, beneficiará diretamente quase mil participantes e levará à condenação da IBM Brasil, da Fundação IBM e da União. “O superavit em 2014, data de ingresso da ação, era de cerca de R$ 2 bilhões”, afirma o presidente da Aexi-B, Antonio De Biase. O ex-IBMista conta que a multinacional também vem utilizando os recursos do superavit para custear despesas administrativas e o plano de saúde dos aposentados, aplicação completamente irregular.
De acordo com informações da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), nos anos 2011 e 2012, foram aprovados, com base na resolução CGPC nº 26, os pedidos de reversão, também aos entes patrocinadores, para as patrocinadoras da Fundação Banco Central de Previdência Privada (Centrus), Fundação Coelba de Previdência Complementar (Faelba), Fundação Cosern de Previdência Complementar (Fasern) e Bandepe Previdência Social (Bandeprev).
“Essa decisão mostrará o quanto a regulamentação do setor tem privilegiado o mercado e as empresas patrocinadoras em detrimento dos direitos legítimos dos participantes. O superávit precisa ser aplicado em benefício direto dos trabalhadores, é o que prevê a lei”, afirma o presidente da Anapar, Antonio Braulio de Carvalho.


quarta-feira, 22 de maio de 2019

NO MEIO DO DEBATE

    Em meio a opiniões divergentes e comentários inflamados, estamos mudando a postagem sem sair do assunto debatido.
    Como já fiz postagem propagando o voto sim, coloco aqui embaixo uma opinião divergente, a fim de enriquecer o debate com parecer diverso e assim agradar àqueles que votam pelo não.
     Ontem saí para ir ao Detran que fica próximo a uma agência do BB. No autoatendimento da agência encontrei um velho amigo monitorando, a quem indaguei sobre a votação da CASSI entre os componentes daquela Agência: Respondeu-me: "Olha, parece que o pessoal está preferindo o sim pois têm medo de perder o pouco que têm!"
      O ideal é que todos os comentaristas fossem identificados, como se dissesse "digo isso e assino embaixo!" O texto assinado por Iacilton B. Mattos não tem o intuito de provocar celeuma, senão esclarecer. Que cada qual vote segunda sua consciência:

20 de Mai de 2019 1:20 pm . Enviado por: "Iacilton b.mattos"

*A CASSI é uma entidade de assistência à saúde dos funcionários do Banco do Brasil, da ativa e aposentados, e sem fins lucrativos. Não é um plano de saúde, de mercado. Não visa lucro. Todos os seus recursos constitutivos, que provém das contribuições do Banco do Brasil, uma empresa estatal, e dos empregados na instituição financeira, destinam-se exclusivamente ao seu custeio. Neste formato, o funcionalismo é proprietário.*

*O parceiro Banco vem gradativamente pugnando pelo distanciamento desse compromisso. Há uma nítida e recorrente busca pela redução da sua participação, até alcançar o total descompromisso. Exemplo: na recente proposta de mudanças estatutárias na Caixa de Assistência, o Banco exige que conste que, para os novos funcionários, no momento da aposentadoria, a assistência só terá continuidade, se o empregado contribuir com a sua parte e a do empregador. Dentro dessa nova politica de pessoal, os novos funcionários já estão sendo contratados sem plano de saúde, que seria opcional por iniciativa do interessado. A política de recursos humanos, diferenciada da estatal, está com os dias contados. *

*A questão central da CASSI, hoje, em discussão, é o seu custeio. A proposta do Banco não se limita à essa demanda. A estatal (governo de plantão) quer se isentar de custos e tenta transferi-los para os empregados. Quer mudanças na área administrativa, que lhe dê mais poder, em detrimento aos interesses dos empregados. O propósito dessa intenção é evidente. O Banco age de má fé. O Banco não quer encontrar soluções para as questões financeiras da CASSI, mas dele. O Banco quer descaracterizar o modelo CASSI. O Banco quer que o funcionalismo pague a conta. *

*Em sã consciência, ninguém é contra contribuir mais. O que não pode é aceitar os contrabandos enxertados na proposta. *

*Compare o IR de 2018/2019 com os anos anteriores. Hoje, já pagamos 40% das consultas e exames (lembrando que esta mudança foi na "canetada";). Fácil imaginar o que será com o voto excludente do patrocinador.*

sexta-feira, 17 de maio de 2019

UM REFERENDO HISTÓRICO

José Aristophanes Pereira




UM REFERENDO HISTÓRICO
Aristophanes Pereira

       Nós, da comunidade do Banco do Brasil, com os apêndices sociais da PREVI e da CASSI e, também, de outras variantes de convívio irmanado e mútuo, como as AABBs, os Satélites, as Cooperativas, construímos, desde um remoto passado de muitas gerações, castelos modelares de proteção e convivência solidária, que chegaram íntegros aos tempos do século XXI.  Pelo caminho, essas modelares edificações propagaram seus perfis inovadores e animaram a fecundação de terrenos vizinhos, onde estimularam reproduções benéficas e, igualmente, protetoras e solidárias. Créditos que guardamos, por vezes esquecidos, mas valiosos.
       Como diz um velho ditado, "o uso do cachimbo entorta a boca". A despeito das qualidades meritórias daqueles monumentais castelos, o uso trancado de suas acomodações entortou a nossa boca, ou melhor dizendo, embaçou a nossa visão do mundo ao nosso redor. O Brasil pequeno e arcaico de 100 anos atrás, integrado a um mundo diversificado, paciente e agente de profundas mutações, vem experimentando choques e conflitos que, de forma dolorosa, têm nos obrigado a padecer inarredáveis mudanças impostas por novas realidades. Em 1920, os pouco mais de 30 milhões de brasileiros que, na maioria, viviam nos interiores, com expectativa de vida em torno de 34 anos, são, hoje, 210 milhões, vivendo nas metrópoles superpovoadas, com expectativa de vida de mais de 72 anos.
       A CASSI, com a nobre missao de cuidar da saúde dos milhares que trabalharam e trabalham no Banco do Brasil, com extensão a seus familiares, atravessou com sucesso boa parte desse longo caminho de transformações, trilhado pelo Brasil. Entretanto, a "distorção do cachimbo" afastou-a da rota das mudanças necessárias para se adaptar, tempestiva e competentemente aos novos tempos e aos distintos reclamos da Sociedade. Agora, o seu voo solo, lamentavelmente, nos cobra o preço de uma tragédia de há muito anunciada, exigindo correções de rumo, na undécima hora do colapso maior, mediante  decisões graves de aprovação, ou negação, profundamente antagônicas e quase belicosas.
       Um tanto diferentemente, PREVI, por sua missão mais acomodada a prazos alongados e reclamos de menor urgência, felizmente, pode equacionar suas ações, mirando horizontes mais afastados, sem a necessidade de rápidos movimentos táticos. E sabe que deve cuidar da permanente aferição das variáveis atuariais e do ajustamento dos instrumentos de otimização de investimentos. Pagamos o preço de atenta e permanente vigilancia, em meio aos riscos do negócio e ganâncias próximas, ou afastadas.
       Para uma desapaixonada compreensão e ajuizamento do caso emergente da CASSI, nao devemos omitir, ou esconder, um elemento germinal: somos células de uma entidade pública(empresa de economia mista, cujo controlador é o estado, ou seja a Sociedade). Deixando de lado questões de naturezas econômica, política e ideológica, naturalmente presentes na conceituação dessas entidades, um dado quase nunca estudado, ou denunciado, é o fato de os empregados desse tipo de empresa cultivarem um secreto sentimento de que são seus donos, unidos pelo esprit de corps, para sustenta-la em sua missão e objetivos, e protege-la. Adicionalmente, quanto maior o seu poder de gestão  e a expressão  sócio econômica da empresa, cobram e atribuem a si próprios vantagens e benefícios coletivos ou pessoais excepcionais, raramente praticados em outras atividades privadas, ou menos socializadas. Creio desnecessária, na atualidade brasileira, agregar exemplos e comentar singularidades.
       Amenizo a crueza, ou sincericídio, dessa constatação, trazendo à analise um conceito filosófico que os alemães denominam de Zeitgeist, querendo se referir à aceitação de determinados comportamentos, ou práticas, como sendo, intelectual e culturalmente, próprios de uma época, ou período de tempo. Foi assim a escravidão, crime hediondo nos dias de hoje, todavia praticada, com naturalidade, até passado recente,  por piedosos cristãos, aqui e alhures.
       Introduzí essa cunha de considerações, no debate sobre o caso CASSI, porquanto julgo necessário e pertinente entendermos, para exercício do referendo que começa amanhã, que os tempos mudaram e ainda vão mudar mais, principalmente no  que dizem respeito à continuidade da nossa veneranda caixa de assistência.
       Com efeito, tendo presente esse pano de fundo, devemos lembrar, ainda, que:
      O Banco do Brasil, patrocinador, tem, na prestação de assistência aos seus empregados, ativos e aposentados, obrigações delimitadas pelos postulados legais, gerais e específicos; pelos princípios das boas práticas trabalhistas e pelos limites de suas margens competitivas no Mercado em que gravita.
      A Medicina, em suas variadas modalidades tem evoluído de maneira exponencial, mediante a conquista de novos conhecimentos científicos e a introdução de complexas tecnologias preventivas e intervencionistas.  Entretanto, o custeio e a fruição dessas conquistas de preservação da vida e melhoria de sua qualidade veem requerendo investimentos progressivamente elevados por parte de governos e empresas, e preços insuportáveis para a grande maioria da população.
      A questão da Saúde, notadamente a componente voltada para o indivíduo - um ser humano - terá que ser entendida e abordada, num marco temporal de futuro não muito distante, como uma questão inarredável de Estado. A convergência de ações, no âmbito do Estado, para alcance desse objetivo de um necessário nível de universalização, é incompatível com a concessão de privilégios e regalias a grupos e entidades pretensamente diferenciadas.

       Talvez, em nosso meio, não haja a percepção de que o Affair CASSI incorpora - no ambiente de transformações e reformas por que passa o Brasil - um paradigma multiplicador de situações assemelháveis, tendo como projeto vital a modernização social e a redução das desigualdades  individuais.
       Obviamente, a caminhada de transição haverá de ser justa, com rigoroso respeito aos direitos conquistados em outras épocas(Zeitgeist) de permissões generosas, mormente por aqueles que não podem mais se adaptar a novas regras.
       Hoje começa a decisão histórica: SIM ou NÃO.

quinta-feira, 16 de maio de 2019

YES OR NO

Prezadas & Prezados,

A partir de amanhã, 17/05, até o dia 27/05/2019, estaremos decidindo o futuro da CASSI.

As teses defendidas para o “sim", ou para o “não”, deverão se materializar nos votos que cada um de nós irá manifestar ao longo desses onze dias de votação.

A polarização nas defesas entre o “sim" e o “nao", seja em razão de argumentos técnicos, políticos ou ideológicos, aparentemente, vem causando mais dúvidas, do que certeza, em boa parte dos Colegas, sejam da ativa, ou aposentados.

Essas dúvidas acabam se potencializando à medida que a votação se aproxima: QUAL DEVE SER O MEU VOTO? SIM? NÃO?

É preciso ter em mente algumas convicções, para se chegar a um posicionamento racional que permita o exercício do voto com firmeza:

a) A votação da nova proposta para resgatar a CASSI da falência não é uma meta para cumprir com o acordo de trabalho, tampouco é um movimento grevista como nas lutas justas por melhores salários.

b) a nova proposta não é do Banco. A nova proposta partiu da contraproposta construída pelas entidades, no período de 12 a 20/11/2018, com o apoio técnico da CASSI, em alternativa à proposta derrotada em out/2018;

c) essa contraproposta construída em nov/2018 foi o ponto de partida para a retomada da Mesa de Negociação, em 23/01/2019, com a participação das entidades ANABB, AAFBB e FAABB representando os aposentados; CONTRAF e CONTEC representando o pessoal da ativa; de representantes do Banco, e pela Diretoria e técnicos da CASSI;

d) de 23/01 a 27/03/2019 foram realizados doze encontros oficiais da Mesa de Negociação, antecedidos por mais de 30 encontros prévios, nos quais os analistas das entidades em conjunto com os técnicos do Banco e da CASSI produziram inúmeros ensaios e simulações para se chegar a um consenso. Lembrando que consenso não quer dizer unanimidade;

e) não há registro anterior, nos 75 anos de existência da CASSI, de um processo com tamanha participação.
Lembrando sempre que consenso não é unanimidade;

f) a nova proposta foi amplamente divulgada, após sua entrega pela Mesa de Negociação no dia 27/03/2019, tempo mais do que suficiente para que todos a lessem e tomassem conhecimento.

Mas porque tanta dúvida, afinal?

São as teses técnicas, ideológicas ou políticas intensamente defendida pelas partes, uma avalanche que mais confunde, do que esclarece...

Contudo, independentemente desse cenário conturbado nas redes sociais, é preciso refletir o que ocorrerá no dia seguinte ao resultado, seja “sim", ou “não”.

O que será da CASSI e da nossa assistência à saúde no dia 28/05/2019?

Vencendo o ”não”, como a própria ANS já anunciou, a implantação da Direção Fiscal na CASSI será apenas uma questão protocolar.

Cumprirá ao Diretor Fiscal fazer uma verificação in loco da situação da CASSI, e, como já se sabe, irá constatar que a CASSI está falida, e exigirá um plano para sua recuperação.

Como seria esse plano que o Diretor Fiscal da ANS irá cobrar?

Melhor, ou pior que a nova proposta?


Será que a ANS tem poderes para obrigar o Banco a contribuir além dos 4,5% que está no atual estatuto da CASSI?

Será que a ANS tem poderes para obrigar o Banco a provisionar valores além do que já vêm provisionando em cumprimento à CVM-695?

Será que a ANS tem poder hierárquico para obrigar a SEST a mudar as atuais orientações governamentais, de redução de benefícios aos empregados do setor público?

Não havendo consenso em uma futura proposta, como não há na atual, qual seria o tempo de sobrevida da CASSI?? Dois meses? Três meses?? O Banco, que cumpre ordem da SEST, irá colocar mais dinheiro na CASSI?

Para o atual governo e sua orientação privatista, é melhor ficar com a CASSI, ou vender a CASSI?

Não há qualquer previsão que se possa fazer com segurança, caso o “não” vença, pois todas as variáveis acima encontram-se no campo das suposições.

E se o “sim" vencer?


Conforme esclarecimentos anteriores, os analistas das entidades em conjunto com os técnicos do Banco e da CASSI produziram inúmeras simulações e ensaios, projetando o equilíbrio financeiro, atuarial, recomposição das reservas e margem de solvência até 2.023.

Há certeza disso?

Sim, pois os novos valores aportados serão suficientes para resgatar a CASSI da falência, e permitirá construir, ao longo dos próximos três anos um novo modelo assistencial que libertará a CASSI do modelo “fee for service”, ou modelo gastador de conta aberta.

Esse novo modelo assistencial será baseado na já consagrada ESF-Estratégia de Saúde da Família, cujas ações já estão em andamento, mas não poderão prosseguir sem investimentos em inovação tecnológica e processos, que só serão viabilizados com novos recursos aportados pela aprovação da nova proposta.

Qualquer que seja o cenário acima, se vencer o “sim", ou o “não”, irão acontecer como descrito?

A partir deste instante, devolvo a pergunta a todos vocês: diante desses cenários, qual vai ser a sua escolha?

Qualquer que seja sua escolha, que ela seja manifestada com racionalidade e segurança.

Forte abraço a todos!
Boa votação!
Satoru

 VOTAÇÃO COMEÇA DIA 17 (SEXTA-FEIRA) E TERMINA DIA 27 (SEGUNDA-FEIRA). SÓ NÃO VOTA QUEM ESTIVER VIAJANDO PELA EUROPA ATÉ O DIA 28 DE MAIO.

quarta-feira, 15 de maio de 2019

CORRIGINDO INCONSISTÊNCIAS

   Em referência à mortalidade anual e analisando melhor os relatórios, passo a corrigir alguns erros nos números anteriores. Ao ler o relatório de 2016 encontrei o quadro a seguir que simplificou um pouco a pesquisa:

                             2014         2015        2016

Ativos                23.981       18.658     11.268
Aposentados     68.395       72.586     78.724
Ativos Ext.              760            712          594
Apos. Ext.            3.573         3.588       3.645
Pensionistas     20.154       20.385     20.712

    Em 2017 não consegui apurar mas em 2018 houve 1.018 óbitos no PB1 conforme escrito no relatório 2018:

   "A Tábua adotada é BR-EMS 2015, A quantidade esperada para 2019 é 1.204,55, enquanto que a quantidade esperada em 2018 foi de 1.249,18. Houve o falecimento de 1.018,00 participantes em 2018. (....)
A quantidade esperada de falecimentos para 2019 é crescente devido ao envelhecimento da população de participantes ativos e aposentados."

    Então refazendo o quadro anterior:

2015 -  1.132 falecimentos
2016 -  1.252         "   "
2017 -  + ou - 1.150 (a confirmar)
2018 -  1.018 (confirmadíssimo)

    Para concluir, o ES precisa ser esticado, fazemos um apelo ao presidente da PREVI, ilustre senhor José Maurício Pereira Coelho, para que estude o assunto e bata o martelo em 200 mil de teto e 144 meses de prazo. A nova tabela da CASSI, que deve ser aprovada, exige uma posição da direção da PREVI para amenizar os efeitos maléficos de mais descontos na FOPAG. É preciso haver compensação. Vamos lá senhor presidente!         
 

segunda-feira, 13 de maio de 2019

RABISCOS NA NOVA TÁBUA

     Passei alguns instantes folheando o relatório da PREVI de 2018 descartando muita coisa inútil que tem ali, uma delas entoar loas ao Conselho Consultivo, como se ele fosse consultado para alguma coisa! Trata-se de mero gastador usado nas eleições para ajudar a caçar votos para as chapas, e acomodação de executivos do patrocinador que estão ali para "treinamento" em possíveis futuros aproveitamentos em diretorias ou CD da própria PREVI.
      Ative-me mais demoradamente no painel de pessoas que compõem o quadro associativo. Em 31.12.2018 somos 113.173 participantes, distribuídos nesta proporção:
72,2% aposentados; 18,8% pensionistas: 9% ativos. Eis os números:
Aposentados  -  78.055
Pensionistas   -  21.258
Ativos             -     9.694
Não menciono aqui os contribuintes externos.
      Podemos, por dedução, checar os números de óbitos ocorridos a cada ano, Vamos a eles:
Em 2014 o total de pessoal era 116.863; em 2015 foi de 115.929; em 2016 temos 114.943; em 2017 chegamos a 114.030 para finalmente os 113.173 em 2018. Assim, diminuindo os números de um ano pelo anterior, chegamos ao seguinte quadro de falecimentos anuais:

2015 - 934 mortes
2016 - 986 mortes
2017 - 913 mortes
2018 - 857 mortes

     Não considerando os ativos, o número anual dos que "abotoam o paletó" é em torno de 1%.
A PREVI prevê para o PB1 o pagamento de benefícios até 2090 (segundo o Relatório). Sob essa ótica faz sentido a implantação da nova Tábua Matusalém. Se você não concorda, deixe seus comentários sob outros pontos de vista.
 
 

domingo, 12 de maio de 2019

MINHA MÃE DO CORAÇÃO


                     Oi, Mãe!

Que saudade do abraço
que quase me sufocava
de tanto amor que você tinha;

Que saudade
do piolho que eu não tinha
mas você fingia que catava;

Que saudade das broncas
cheias de mágoa pedagógica,
porque, no fundo,
eu via que você não estava zangada;

Que saudade da rebeldia que eu tinha
e da mãe forte e educadora que me fez pessoa.
não o faço porque cresci,
e meu psicólogo acha que pode haver libido nisso.

Mas tem hora que a vida, aqui, dói tanto,
que me dá vontade de correr para aí,
e, se você aguentasse,
me espraiar no seu colo frágil, e dizer:
- Vai, mãe, cata meu piolho...Me coça nas costas...
Mas meu psicólogo diz que pegaria mal.
Acho que a mãe dele não é como a senhora...

Enfim, mãe,
daqui de longe,
sem frescura nenhuma,
um beijo de filho crescido, que a ama
Com alegria de filho feliz!

(Assinado pelo Padre Zezinho – Twitter @padrezezinhoscj)