sábado, 28 de dezembro de 2019

DIVAGAÇÕES DE FIM DE ANO (Autor J.A.P)


DIVAGAÇÕES(SEM COMPROMISSO) DE FIM DE ANO
Aristophanes Pereira
         Esses tempos de passagem de um ano para o outro, em quaisquer medidas e lugares   - no calendário chinês, cristão, ou judaico – mexem com a cabeça das pessoas, provocando momentos de reflexão, sobre ganhos e perdas do passado, e alinhamento de esperanças, para o futuro. 
         Observo que o panorama da transição atual, marcada pelo fim da buliçosa vintena inicial do século XXI, vem sendo pintado, pelos observadores e cronistas de plantão, com cores fugidias e variadas. A velocidade e superposição dos eventos analisados não nos permitem enxergar, com nitidez, o que se passa e, muito menos, projetar, com segurança, tendências de acontecimentos futuros.
         As opiniões variam conforme a experiencia profissional, a formação acadêmica, a faixa etária, a religião, o gênero, a ideologia e, até, o humor momentâneo. O mínimo que se pode ponderar é que são muitas e diversificadas – e tendenciosas – as cabeças opinativas.

         Sei que não existem paradas, na trajetória evolucionista. As grandes mudanças físicas e biológicas por que passaram os humanos terráqueos foram significativas, mas se arrastaram por milhões de anos. As mudanças de comportamento e civilizatórias são recentes, e já marcadas na escala de “dezenas de milhares de anos”, como foi a mudança de nômades caçadores-coletores para agricultores estáveis. Na progressão, os saltos mudancistas têm sido exponenciais, a despeito de freios episódicos e pontuais.
         Não mais presenciarei o futuro de próximos feitos inovadores, mas sei que eles virão, com velocidade e repercussões sensíveis, haja vista que sou fruto escolado e contemporâneo de um tempo que, igualmente, presenciou grandiosas transformações, velozes e radicais.
         Assusta-me, contudo, o quadro que já começa a ser previsível e delineado, por cientistas e filósofos, das mudanças decorrentes de inovações  disruptivas, notadamente, nas áreas de automação, big data(grande conjunto de dados), inteligência artificial(AI) e biotecnologia. Os poucos detentores e gestores desses fantásticos poderes se apartarão do resto, que se subordinará a novos ambientes de servidão.
         Para ilustrar os motivos de minhas assombrações, recorro ao meu museu particular de mudanças tecnológicas, para mostrar, na minha foto abaixo, o que foi superado nos últimos 30 anos, pela força de um revolucionário “gadget” que o genial Steve Jobs, jovem fundador da Apple, anunciou ao mundo, em janeiro de 2007O iPhone! (ou, genericamente, Smartphone).
         Lá se foram, em curto período, as dispendiosas filmadoras e projetores, o efêmero FAX, pesados computadores, gerações de celulares, vídeocassetes e outros dispositivos eletrônicos. Uma parafernália, superada por um aparelhinho(iPhone assinalado no primeiro plano da foto), cômodo, versátil, de baixo custo, facilmente operado que, ajudado pelos apps inteligentes, destruiu consolidadas e seculares indústrias e serviços correlatos, de trilhões de dólares, trazendo veículos de inovações, também, aos comportamentos da Sociedade. Não dá pra duvidar das transformações em marcha, e quem não se antenar quebra a cara.
Jaboatão dos Guararapes, 28/12/2019
Obs:Foto do autor.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

SEM CRIAR MAIS POLÊMICAS E CONTENDAS

    Está contido na Sagrada Escritura que não devemos levantar contendas entre irmãos. Um princípio básico do Cristianismo cujo sustentáculo é o amor sem limites ao próximo quer seja amigo ou inimigo, justo ou injusto, grego ou troiano. Diz Jesus que "nisso conhecereis que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros".
     Com efeito, se queremos pertencer ao Cristianismo, é fundamental seguir a Cristo, ontem, hoje e sempre. A oração do Pai Nosso nos diz a quintessência pragmática do sentimento cristão. "Perdoai-nos ó Pai assim como nós também perdoamos e seja sempre feita a vossa vontade, tanto na terra como no céu."
      Em vista dos sábios ensinamentos do Livro Sagrado (a Bíblia), nossas atitudes não podem ser outras senão curvar-se diante das evidências. As discussões fora do contexto bíblico sempre serão estéreis ou inúteis. Realçar este ou aquele governante é pura insensatez, frivolidade que deve passar longe do verdadeiro cristão. Foi esta a razão pela qual deletei a minha postagem anterior, alertado por amigos de verdade que me fizeram reconsiderar. Agradeço-lhes por isso.
      No mais, é comentar sobre o já decidido descasamento de nossas aposentadorias com o INSS. A partir de março receberemos por outros bancos indicados, lembrando que cabe, a quem desejar, fazer a portabilidade para o banco de sua preferência. A questão da correção do IR vamos deixar que seja publicada eventual decisão.
      A todos um 2020 de muita paz e amor!

quarta-feira, 25 de dezembro de 2019

NOSSA IRMÃ ARGENTINA; CRISTINA RESSUSCITA PLANO DE MARIDO MORTO


     Os socialistas/comunistas brasileiros já têm uma nova opção para serem governados. Basta rumarem mais para o sul e cruzar a fronteira para uma nova Argentina. O articulista do vídeo acima, Professor Bellei, faz uma análise do "novo" governo argentino, baseado em seis pontos levantados pelo periódico "La Nacion", um dos principais jornais do país portenho.
      No sábado (madrugada de sexta) os congressistas de lá aprovaram um pacotaço de medidas que dão amplo poder ao governo. Incrível o que acontece quando um governo de esquerda (socialista/comunista) vence uma eleição, logo o poder legislativo dá amplo poderes ao executivo para agir sem oposição. Quanta diferença quando um governo de direita assume o poder não? Aqui outros poderes têm até mais poderes que o próprio presidente da república. O STF, o presidente da Câmara dos Deputados, o presidente do Senado Federal frequentemente "derrubam" decisões presidenciais. Até a imprensa suja (Rede Globo & Cia) questiona os métodos de concessão de indultos de Natal. (No JN de ontem). São petulantes e provocativos. Eu não teria a paciência de Bolsonaro. Absolutamente não. Com comunistas/socialistas não deve haver diálogo. Eles adoram a nossa democracia pois é muito tolerante e dá muitos direitos a eles (os verdadeiros bandidos).
     Os recursos que um réu tem para não ser preso são jabuticabas nossas, exclusivas. O Brasil tem a palavra democracia deturpada, ocorrendo que nós (o povo) liberamos bilhões do erário público para financiar campanhas políticas (onde somos beneficiados com isso?), para depois sermos governados por inescrupulosos do tipo Lula, Dilma, Temer, STF, partidos políticos corrompidos etc.
     Para não me alongar, o excelente governo atual corrigiu a tabela do IR em 56%, isentando a partir de 2020 quem ganha até 3.000 reais/mês. Na prática, isso paga o nosso reajuste da CASSI. O aumento de janeiro será real, sem compensação com outros gastos.
      
PS: Nesse primeiro ano de governo sério nada se ouviu de novos casos de corrupção (terminou com o governo Temer) e já foram criados um milhão de novos empregos!

sábado, 21 de dezembro de 2019

REVOLUÇÃO DEMOCRÁTICA

Prezado amigo e colega(do antigo Banco do Brasil:1851-1995) Edgardo Amorim.
       Ao concluir seu comentário, de 19 do corrente, às 0:39h, no precioso blog, do também amigo e colega Ari Zanella, você me propõe um “dever de casa” pesado, mas instigante, que acatei, ousadamente.
       Você diz, porque acredita, que se o Brasil continuar governado para o bem da camarilha de políticos de todos os níveis, desde vereador até presidente dos três poderes, nada adiantará. E a revolução democrática acontecerá.”  Sobre essa matéria, pede e aguarda minha dissertação.
       Cada um que recebesse esse dever, provavelmente, teria maneira distinta de interpretá-lo e responder. Vou dizer do meu jeito, mas não será uma notável dissertação...como você almeja. É, apenas uma opinião!

       Não sou um cético e desencantado, em relação ao meu país. Por vezes, fico decepcionado, indignado mesmo, ao me defrontar com situações pontuais de gritantes injustiças e decepcionantes consequências. Mesmo assim,  enxergo, como já afirmei, o copo meio cheio. Parece-me distorcida a visão daqueles derrotistas, que se autodepreciam e só encontram méritos e soluções sábias e vitoriosas na casa alheia. Elegem episódios negativos e realçam classificações depreciativas, em contextos isolados, para presumir e censurar “nosso deplorável desempenho”.
       Entendo que cada país é único e tem seu DNA próprio. Não vejo como comparar medidas e desempenhos do Brasil com outros da Suécia, Cuba, Austrália, China ou Estados Unidos...
       Entenda-se, entretanto, que deveremos estuda-los e interpretá-los, inteligentemente, como referências e balizamentos, na formulação e construção de nossos próprios programas, projetos e comportamentos. Mas, de uma posição altiva, no patamar de uma das maiores economias do mundo, um enorme e rico território, onde vivem 210 milhões de pessoas, que têm consciência de suas fraquezas e lutam para superá-las.

       Com esse pano de fundo, se bem captei o sentido da sua “revolução democrática”, tenho como pressuposto que ela já vem acontecendo há bom tempo e, como toda revolução democrática, de forma lenta e gradual.       Para ficar em tempos não muito longínquos, recordo que suas raízes estão enterradas nos 21 anos(1964-1985) em que vigoraram os governos militares, credores de notáveis reformas e conquista de elevados degraus de desenvolvimento, porém entortados por excessivo nacionalismo estatizante. Tudo isso sob a bem intencionada conduta de “cinco ditadores”, com uma média de 5 anos por ditador(sic).Típica jabuticaba brasileira!
       Os anos seguintes 1985-2002 – testemunham períodos conturbados, pelos anseios de nos desfazermos dos supostos “entulhos da ditadura”, pelas crises mundiais do petróleo e da dívida externa, pela hiperinflação e pela retomada de conflitos ideológicos. Essa a matéria prima que serviu para a feitura de uma nova constituição(1988), ambiciosa, utópica, prolixa e pormenorizada, que seu patrono – Ulisses Guimarães – denominou Constituição Cidadã. É a nossa Carta Magna, já 100 vezes emendada, que se vê questionada por cidadãos equilibrados e de saber jurídico, quando perguntam se o Brasil deve se arrastar com ela, ou se desfazer de suas utopias, enfrentando a realidade.
       No período seguinte, os governos populistas, com viés comuno-estatizante(2002-2014), aproveitando a plataforma de um Brasil já melhor arrumado,  exageraram a tal ponto a sua ânsia de poder e aparelhamento do Estado, que não respeitaram limites para a mentira, a desmoralização de pessoas, de instituições e a corrupção sistémica. Os fins justificavam os meios.
       A ruptura do impeachment, em 2016, dentro de modos democráticos constitucionais, nos trouxe à nova fase em que vivemos. Considero-a uma fase saneadora, da lenta e gradual revolução democrática. Por ser dinâmica e mutante, é difícil delinear as suas conquistas. Vejo outro Brasil, melhorado, no culto aos princípios éticos fundados na Operação Lavajato e consciente de seus gargalos socioeconômicos a resolver.

       Bolsonaro, que ajudei a ser nosso presidente, por algum tempo, foi, apenas, o melhor instrumento, em grave momento, para derrubar o muro do comuno-ladro-petismo, e mudar o curso da História. Não era o melhor, mas era o possível, nas circunstâncias, nem tem carta branca. É mais uma etapa da grande revolução democrática, de que devemos cuidar, permanentemente, e que está se desenrolando e avançando, com a ajuda de outras revoluções subsidiárias deste revolucionário Século XXI.
       Cordial abraço do contemporâneo amigo e colega. Aristophanes Pereira.
Jaboatão dos Guararapes, 21/12/19.
                  IMAGEM COPIADA NO GOOGLE DO SITE IDENTIFICADO (SINTRAJUFE-RS)

MUDANÇAS E NOVOS DESAFIOS

    2020 está às portas. 2019 marcou pelas profundas mudanças com que temos que nos deparar no próximo ano, certamente com aumento de nossas despesas junto à CASSI que afetam mais àqueles que possuem dependentes.
      Como lenitivo o aumento de janeiro pelo INPC (quase  4%), dependendo do índice de dezembro que alguns preveem em torno da unidade, aliviando um pouco o aumento na Caixa de Assistência.
        Outro fator a nosso favor (já foi aprovado na respectiva CCJ) é a isenção total do IR nas aposentadorias. (A matéria está no site da Anabb).
        Entre boas e más notícias vamos fechando mais um ano sem eclodir, como muitos vaticinam, a 3ª guerra mundial. Isso, seria conforme os entendidos, apenas questão de tempo. A chamada WW3 já está na agenda globalista e acontecerá nos próximos anos.
        Enquanto não acontece vamos curtir a paz entre nós, colocando nossa fé integral em nosso Deus vivo e verdadeiro, Deus de Abraão, Isaque e Jacó. E em nosso único Salvador e Mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo.
         Um alegre e feliz Natal a todos e que tenham um venturoso Ano Novo!

GAROTA PROPAGANDA DO ROSTO DO SÍTIO DE BANCO DO BRASIL PARA  DELEITE DO COLEGA GENÉSIO GUIMARÃES.

sábado, 14 de dezembro de 2019

CRIME ORGANIZADO E DESORGANIZADO


Aristophanes Pereira
              No Brasil – com destaque para Rio de Janeiro e São Paulo, nossos dois maiores centros populacionais, econômicos e culturais – vemos, com frequência e indignação, pelo noticiário televisivo e outras mídias, a ocorrência de graves acidentes e crimes pavorosos cujos enredos se encaixam no que, em Filosofia, se estuda há séculos: o, “dilema do bonde”, na denominação atualizada.
         Recordo que a versão mais intuitiva desse clássico dilema trata da tomada de decisão, ante o conflito ético, na forma de “um bonde desgovernado que se dirige a um grupo de trabalhadores, imobilizados nos trilhos. Coloca-se, sem alternativas, a opção de desviar o bonde, acionando uma alavanca, para salvar os trabalhadores, mas jogando-o, deliberada e fatalmente, contra outra pessoa”. É um pouco parecido com o popular “dilema do bicho”, que experimentamos diariamente: “se correr, ele pega; se ficar, ele come”.
         Levanto essa questão, por catalogar inúmeras ocorrências graves que se identificam, frequentemente, com o “dilema do bonde”, como – só para exemplificar – os confrontos belicosos entre polícia e traficantes, e a menina Agatha fuzilada no meio; o distúrbio na festa de Paraisópolis, com ação policial repressiva e o tropel enlouquecido de milhares de assustados, com 9 jovens pisoteados no meio, ou o tiroteio, na porta do banco, entre guardiões do patrimônio e bandidos ensandecidos, com o pacato aposentado baleado no meio.
         Em muitas situações críticas e extremas, o “dilema do bonde” se repete, notadamente, nas guerras. Em Hiroshima e Nagasaki, certamente, os estrategistas americanos, se defrontaram com o cruel dilema: aterrorizar o Japão e o mundo, com a explosão pioneira e terrível da bomba atômica, matando mais de 200.000 civis, para antecipar o fim da guerra – como aconteceu – ou prosseguir com a carnificina convencional, com perdas de milhares de soldados americanos...? No âmbito dos costumes, as mulheres das décadas de 60-70, conviveram com dilema atroz: assumir o uso da pílula anticoncepcional, para uma nova vida, ou render-se às severas restrições da moral religiosa e de possíveis danos à saúde: Usa ou não usa... Hoje não se fala mais no assunto. Venceu a revolução libertadora.
         O Brasil vive dilemas cotidianos assemelháveis, na guerra aos crimes organizado e desorganizado. Entretanto, ainda não explicitamos a discussão ética da questão, somente abordada, momentaneamente, em seus aspectos individuais e circunstanciais. Matamos os bandidos e criminosos, sob o risco de atingir, fatalmente, seres queridos e inocentes, ou delimitamos, com freios penais, a ação combativa dos agentes da Lei?
         A recente aprovação do chamado “Pacote anticrime”, pelo Legislativo, ainda pendente de sanção presidencial, trata, com cautela, a ação de agentes de segurança pública, quando envolvidos em conflitos, em situação de risco. Sob a égide do pomposo nome de “excludente de ilicitude”, concede-se àqueles agentes – confrontados com o dilema do bonde – alguma tímida proteção, para o exercício de suas ações de ataque e defesa.
         Esse claudicante avanço legal, reconhece uma realidade, mas, ainda, dissimulada por hipocrisias, e repudiada por justos clamores, ante a triste perda de vidas inocentes. Cada episódio é um drama sem fim, que deixa desencontros éticos, tragédias pessoais e arranhões na Autoridade. É o preço da guerra suja contra o crime.

Jaboatão dos Guararapes-PE, 13/12/19

                                  Foto copiada de site de imagens, via Google.

sábado, 7 de dezembro de 2019

COPO MEIO CHEIO (Dr. Aristophanes Pereira)

VENDO O COPO MEIO CHEIO
Aristophanes Pereira
         Quase chegando ao fim deste marcante 2019, vejo perspectivas positivas para 2020, pelo menos aqui no Brasil. Os “analistas” e outros videntes animam-se, com sinais pibianos de retomada do desenvolvimento, além do termômetro da BOVESPA, cravando os 110.000 pontos, na parte dos ricos, e prenúncios de melhorias em programas de distribuição de renda, na parte dos pobres. Na Praça dos Três Poderes, seus residentes e frequentadores parecem ter acertado o passo, na caminhada menos acidentada, para arrastar a jamanta Brasil a melhor destino. Até a Família Presidencial parece mais reservada, sob a tutela do paizão, igualmente, mais contido.
         Isso, a despeito de um cenário de dúvidas, em alguns lugares do resto do mundo. Nuestros Hermanos descontentes e pedindo mudanças. O Reino Unido, ainda indeciso, depois do tiro no pé, que deu com a garrucha do Brexit. A União Europeia – clube de conflitos, de antecedentes milenares –  zombando das pitorescas tiradas do enfraquecido aliado, Sheriff Trump, que não se entende com a China, e recebe recados ameaçadores do belicoso e rechonchudo  ditador da Coreia do Norte. E, por aí, vai!
         Eu, otimista racional, me animo com aquelas promissoras perspectivas brasileiras e, como cidadão do mundo, comungo, com entusiasmo da fundamentada análise do  jornalista curitibano Jones Rossi, na qual elege alguns significativos parâmetros comparativos, como guerras, longevidade, fome, doenças, pobreza, poluição, trabalho e cultura, para concluir comprovadamente, no título do seu artigo, que  “o mundo está cada vez melhor”(GAZETA DO POVO, 4/12/19).
         Esse ambiente de alegria, potencializado pelo recebimento de cartões de “Natal e Feliz Ano Novo”, agora, enviados por e-mail, com design digital, foi ainda mais enriquecido pelas animadas prosas com um velho e querido amigo, emigrante – como eu – dos sertões da pequenina e heroica Parahyba. Dizia-lhe de minhas ocupações e perguntei se estava muito atarefado, neste fim de ano. Meio lamurioso, exclama: “Que nada! tô encangando grilo”, querendo enfatizar, com essa expressão engraçada, que estava sem fazer nada, desocupado. Mais adiante, no correr da conversa, perquirindo a situação de um amigo comum, ele resume com outra tirada gostosa, quase impublicável: “Tá mais apertada do que feofó de sapo...”
         Captei a jocosa expressão, mas fiquei curioso, e indaguei se havia alguma evidencia cientifica, para sustentar aquela “espantosa” anatomia do popular batráquio. Respondeu, em cima da bucha: “`Porque, quando pisado pelo carro-de-boi, sai tudo pela boca, e não pelo traseiro, como seria natural...” CQD.
         Termino com mais uma nota de contentamento: A simpática e competente chanceler alemã, Angela Merkel, em visita, ontem(6/12), ao memorial de Auschiwitz-Birkenau, na Polônia –  triste e histórico símbolo do Holocausto, onde os alemães mataram mais de um milhão de judeus e mais milhares de outros prisioneiros – em solene discurso, se disse “envergonhada” pelos crimes cometidos pelos seus compatriotas. Há 14 anos no poder e conhecedora amargurada de todos os campos de concentração e extermínio, ela reitera o que disse em 2008, em discurso no Parlamento de Israel, quando lembrou a vergonha que mancha os alemães. Coragem em externar uma forte palavra, que crucifica seu grande povo. Pelo seu alcance, poderiam lhe conferir o prêmio Nobel da Paz.

Jaboatão dos Guararapes-PE, 7/12/2019 (Hoje, 78 anos do ataque Japonês a Pearl Harbor-USA, que acompanhei pelo Repórter Esso)
 
Nota: Foto copiada do Google.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

BOVESPA NOS CENTO E ONZE MIL PONTOS

    Para o nosso fundo de pensão, com 40% em renda variável, as previsões de alta do índice Bovespa poderiam soar como perspectivas de bons ganhos neste segmento.
    Ocorre que a maioria de nossa RV está em empresas participadas através de consórcios como a Litel, que investe na Vale. Mas nem por isso a subida deve deixar de nos beneficiar posto que as ações da Vale são negociadas na bolsa de valores.
    Eu não entendo porque um fundo de pensão não pode ter uma carteira de ações negociadas diretamente na Bovespa; ou, se puder, por que isso não é administrado pelo fundo, ou até mesmo por empresas contratadas para esse fim?
     Afinal, nosso capital pode ser aplicado no longo prazo, e como dizem, no longo prazo o lucro é quase certo, com baixo risco. Numa carteira de ações o estrategista analisa muito bem as empresas, e pode, cambiar as integrantes conforme o desempenho. Se a Magazine Luiza - apenas como exemplo - já rendeu bastante, não tendo mais muito potencial de crescer, basta vender as ações e comprar outra de maior potencial. É um jogo comum que o mercado sabe muito mais do que eu como fazer.


      Posso estar dando palpite furado, mas a gente vê muitos ganharem muito em RV e pergunta que se faz é: Por que não nós? Fica aí a indagação para ser respondida pela área técnica. Nesse assunto o nobre doutor Medeiros é um expert.
        Para terminar, saiu o INPC de novembro, surpreendentemente alto. Nosso reajuste em janeiro poderá passar dos 3%. Eis o resumo:
INPC de novembro foi de 0,54%

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de novembro foi de 0,54%, enquanto, em outubro, havia registrado 0,04%. Este resultado é o maior para um mês de novembro desde 2015. A variação acumulada no ano ficou em 3,22% e, no acumulado dos últimos doze meses, o índice acelerou para 3,37%, acima dos 2,55% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em novembro de 2018, a taxa foi de -0,25%.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

UMA NOVA CASSI ESTÁ NASCENDO

    Com as dívidas equacionadas, mais receitas que hoje equalizam com as despesas, e sob forte manejo racional da boa e sã administração, os próximos anos poderão confirmar a excelente escolha feita no voto de confiança, dados por 81.982 associados.
     Uma outra empresa de saúde, a AGEMED, com forte atuação no estado de SC e no resto do Brasil, teve sua situação complicada no dia de hoje, por decisão da ANS. Se não tivéssemos equacionado, amanhã poderíamos ser a nova AGEMED.
       Mas podemos nos alegrar porque estamos por mais 5 ou 10 anos mais ou menos seguros. É o que todos esperamos. Sempre lembrando que precisamos agregar novos produtos ao plano CASSI, meios de pagamentos personalizados em que possamos ter participação nas receitas (Cartão de Crédito CASSI), sociedade com laboratórios para fornecer aos associados no programa PAF etc.
        Os nichos mercadológicos estão aí para garantir um plano maduro e perene.

sexta-feira, 29 de novembro de 2019

O SIM PODE TER ERGUIDO A CASSI

     Foi por uma margem muito pequena de votos que poderá levar a CASSI a reoxigenar suas finanças, reconduzindo-a a uma estabilidade financeira que pode (por que não?) ser de longo prazo.
       Após uma direção externa (ANS), seguramente os atuais dirigentes farão seu melhor para não cair em desequilíbrio novamente. As ações dos últimos meses, cujos resultados foram positivos, demonstraram que sanados os desequilíbrios anteriores, o nosso plano pode ir bem além do que muitos apregoam. A atual administração precisa continuar perseguindo  os resultados superavitários, aliando o bom gerenciamento aos adequados serviços profissionais recebidos pelos associados.
       Outra faceta mercadológica é a combinação de receitas extraordinárias através de produtos agregados, por exemplo o cartão de crédito CASSI com o qual o associado pagaria sua parcela (coparticipação) diretamente ao profissional ou entidade prestadora. 
       Assim, tanto a atual, quanto futuras administrações da CASSI, tendo já um norte a seguir, poderiam realizar uma supervisão segura que dê ao plano o necessário colchão de liquidez para não repetir revezes anteriores.
                 VITÓRIA APERTADA PODE DAR À CASSI O FÔLEGO ESSENCIAL À NOSSA SAÚDE.

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

ELOGIO AO BB

     Estou no hospital em Joinville fazendo companhia à minha querida esposa, Terezinha da Silva Zanella, diagnosticada com uma doença degenerativa (E.L.A. - Esclerose Lateral Amiotrófica) que lhe retirou o simples gesto de andar. Aliado a esse fator neurológico, uma infecção urinária devido a uma retenção maléfica da urina na bexiga, em função do comprometimento neurológico, agrava a situação, obrigando a realizar 4 vezes ao dia, uma incômoda ação de sonda pela via uretral a fim de cumprir uma função básica do aparelho excretor.
         Foi nessa situação que ontem recebi um telefonema de minha gerente de conta, da central do BB em Ribeirão Preto-SP. Carla, muito atenciosa e gentil, deu-me a boa notícia em contrapondo a um procedimento de portabilidade, em curso para o Banco Santander. Tal banco havia me dado a taxa de 1,35% ao mês para realizar a portabilidade. No BB a taxa estava em 1,84%, e apesar de meus pedidos não havia conseguido baixar. São dois empréstimos consignados, descontados em folha, de minha aposentadoria com o Estado de SC, Secretaria da Educação. Sou professor aposentado. Além deste consignado de taxa 1,84% eu tenho outro cuja taxa era de 1,39% mas que não foi objeto de portabilidade agora.
Em resumo: O BB englobou os dois empréstimos num só com a taxa de 1,07% ao mês. Da prestação anterior (980,00 englobando as duas operações) obtive um redução de 113 reais/mês (novo empre pelo mesmo prazo, 62 meses ficou em 867 reais/mês). Que maravilha!
      Podemos, às vezes, criticar o patrocinador. Mas quando é preciso, vamos elogiar. Ele merece! Uma economia para compensar, em parte, o aumento na CASSI. Valeu Carla! Valeu querido BB! 
Anteriormente, meus três empréstimos CDC, já tiveram seus juros reduzidos para 0,97% ao mês. 
       PRESIDENTE DO BB PEDE COBRANÇA DE JUROS MENORES. TAL PEDIDO JÁ  ACONTECENDO NA PRÁTICA.

domingo, 24 de novembro de 2019

BRASÍLIA NA NOSSA EMPREITADA

    Enquanto a votação para a sobrevida de nosso plano de saúde caminha para seu final, com notória tendência para a vitória do "sim", o nosso foco passa para outros aspectos ou novos procedimentos, com o intuito de não desejar que as coisas mudem fazendo-as do mesmo jeito. 
     Um amigo de verdade lá da região dos pampas, vizinho de Osório-RS, que da janela do nono andar de seu edifício em Capão da Canoa vislumbra as ondas e a imensidão do Atlântico, vivendo e perscrutando, "twenty-four hours a day", os nossos problemas com as possíveis soluções.
       Neste bater contínuo das marolas nas rochas, o nosso filósofo pragmático nos aponta que o corpo a corpo, ou melhor, o olho no olho é a solução mais evidente para aparar arestas. "Como gostaria de morar nas cidades onde há o poder decisório sobre as agruras que nos afligem: Rio de Janeiro por ser sede da PREVI e Brasília por ser sede da CASSI mas que manda muito mais que o Rio, pois o nosso fundo de pensão está na cidade maravilhosa, porém, é da capital federal que recebe as ordens.
      Associações de classe, até agora, foram na maioria inócuas (Anabb, Faabb, sindicatos) para negociar um plano de saúde robusto e duradouro. Tampouco as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro possuem em suas AFAs, ambas com numeroso número de associados, sem a devida contrapartida da representatividade.
      O que Gilberto sugere é o contato iniciado por pessoas físicas, moradores de Brasília e Rio, uma espécie de regência do baixo clero formando células de duas, cinco, dez, vinte pessoas, com a finalidade de tomar a sopa quente pelas beiradas. Em prévias reuniões para traçar metas, nossos bandeirantes marcariam encontros diretamente com quem tem o poder na capital do Brasil: Presidente, Vice, senadores, deputados, sedes do BB, da CASSI, do Ministério da Economia (inclusive com o assessor de Guedes que falou mal do nosso plano de saúde). Com a dra. Solange, responsável pela administração dos fundos de pensão. Tudo "olho no olho", assuntos já previamente estudado e com argumentações insofismáveis. Por exemplo: Fazer lembrar às autoridades que o BB. ao longo dos últimos 30 anos, já nos surrupiou 200 bilhões de reais, em valores corrigidos. Por que agora, não quer dar sua cota de sacrifício? Contra-argumentar a surrada técnica usada pelo Banco e por advogados contratados de que "caso não seja como o Banco quer, ele "quebra"! Enfim, mostrar a verdade nua e crua a quem hoje tem o poder decisório.
Nossos colegas de Brasília têm um grande trunfo que poderia favorecer a todos, qual seja, a facilidade do "tête-à-tête" que pode desfazer equívocos cujos danos são irreparáveis.
     Com efeito, tais procedimentos, simples e viáveis, teriam efeitos muito mais benéficos a todos nós do que as inertes grandes associações que nos representam.

 

quinta-feira, 21 de novembro de 2019

BOLETIM DE DESEMPENHO EM APP (Dr. Aristophanes)

EXPLORANDO O LADO OCULTO DA LUA.
Aristophanes Pereira

       Merece um registro de elogioso reconhecimento a divulgação do BOLETIM DE DESEMPENHO, que a Previ vem fazendo, mensalmente, de uns tempos para cá, das contas que compõem a sua grande carteira de aplicações, em especial – e o que mais nos interessa – as relacionadas com o Plano 1
        Se a divulgação anual constitui um mandamento legal frouxo, com gosto de descaso, divulgar, espontaneamente, tal análise, mensalmente, é elogiável, mas não é feito tão excepcional. É um período aconselhável, mormente, por se tratar da gestão de um grandioso patrimônio, de R$185.000.000.000,oo sensível a variações de um Mercado instável e complexo, onde as duas principais sub carteiras, dentre 6 – RENDA VARIÁVEL E RENDA FIXA – acumulam cerca de 90% do total! Ademais, essa prestimosa apuração de contas diz respeito à gestão de um patrimônio pertencente a, aproximadamente, 112.700(junho-2019)  participantes/assistidos. Mesmo que tão árdua prestação de contas só despertasse a atenção de 5% deles, seriam 5.600 atentos e respeitáveis interessados, merecedores da informação.
       No meu distante conhecimento dos corredores administrativos da Previ, e muito menos entendimento de seus caprichos, ainda assim me parece que o BOLETIM DE DESEMPENHO, que está voltado, somente, para um lado da questão, o desempenho das APLICAÇÕES, caberia ser ampliado – com louvável ganho de transparência – para uma versão que poderia intitular-se BOLETIM DE DESEMPENHO AMPLO.  Seria um BALANCETE simplificado, informal, montado com informações de FONTES E USOS dos recursos, cobrindo, mensalmente, sucessivos períodos de três meses, sendo um atual e dois imediatamente anteriores.
       Para realçar o significado e importância da informação comparativa, vemos em cada Boletim de Desempenho da Previ uma informação, perdida no texto, que diz, em cada mês, isoladamente: “O Plano 1 permanece com superávit acumulado de R$3,53 bilhões(AGOSTO)” (...) R$4,36 bilhões(JULHO) e (...) R$4,89 bilhões(JUNHO). Em todos os 3 meses, separadamente, e distanciados no tempo, os valores são superavitários, porém só percebemos a deterioração de tais valores, no exame comparativo, anotando, com esforço, uma série de dois ou mais meses. No caso, entre JUNHO e AGOSTO, perderam-se R$1,36 bilhões, na formação do superávit(ou déficit) anual.
       Não tenho dúvidas de que o competente corpo técnico da Previ, prontamente,  entenderá o alcance de minha sugestão e, facilmente, se houver vontade superior, saberá montar esse novo corpo de informações, graças à disponibilidade de recursos contábeis, atuariais e tecnológicos existentes no maior fundo de pensão da América Latina, agora energizado por painéis solares.
       Mesmo assim, para deixar mais clara a minha sugestão, construí, no QUADR0 abaixo, um exemplo do que poderia ser o complemento de um novo BOLETIM DE DESEMPENHO AMPLO, esperando que a formatação, no Excel, seja preservada, a saber:

PREVI PLANO 1 – DEMONSTRAÇÃO SINTÉTICA DE FONTES E USOS DE RECURSOS.

DISCRIMINAÇÃO DAS CONTAS
%
JUNHO
%
JULHO
%
AGOSTO
NOTAS
I - FONTES







1 - Resultados de Aplicações







1.1.RENDA VARIÁVEL







1.2.RENDA FIXA







1.3.INVESTIMENTO IMOBILIÁRIOS







1.4.0PERAÇOES COM PARICIPANTES







1.5.INVESTIMENTOS ESRUTURADOS







1.6.INVESTIMENTOS NO EXTERIOR







2. Receitas de Planos







2.1. CAPEC







2.2.PLANO DE GESTÃ0 ADMINISTRATIVA







2.3. OUTROS







3.Receitas de Contribuições







3.1. Dos Associados







3.2. Do Patrocinador







3.3. De outras origens







4.







5.







6.







TOTAL-A







II - USOS







1. Administração/Gestao







1.1.  SUPERIOR







1.2. GERAL







1.3  AUDIORIA E CONSULTORIA







1.4. OUTROS







2. Custeio de Benefícios







2.1. APOSENTADOS







2.2. PENSIONISTAS







2.3. OUTROS







3. Custeio de Planos







3.1. CAPEC







3.2.PLANO DE GESTÃ0 ADMINISTRATIVA







3.3. OUTROS







4.







5.







6.







TOTAL-B







SUPERAVIT/DEFICIT(A-B)







          
           Na elaboração do QUADRO, como sugestão bem intencionada, buscando levar aos donos da Previ, dados compreensivos, consistentes e correntes, apoiamo-nos nas vastas informações contidas no padrão de relatório anual da entidade que é, sem dúvida, um tesouro de sabedoria. Entretanto, são mais de 130 páginas, dificilmente interpretadas e de cansativa leitura.
       Na continuidade desse processo de divulgações transparentes, o projeto BOLETIM DE DESEMPENHO poderia rapidamente evoluir para  apresentação sob a dinâmica forma de um APP, com a incorporação de outros dados e informações,  como os que constam da SALA do PARTICIPANTE, inclusive com um solene OBITUÁRIO.
       Ficam as sugestões, já que não temos melhores novidades.

Jaboatão dos Guararapes, 17/10/19 (Republicação em 21.11.2019)