quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O ENTENDIMENTO DE CADA UM


 Marcos 12:28-30



“Aproximou-se dele um dos escribas que os ouvira discutir e, percebendo que lhes havia respondido bem, perguntou-lhe: Qual é o primeiro de todos os mandamentos? Respondeu Jesus: O primeiro é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de todas as tuas forças.



   O primeiro mandamento da Lei de Deus, retro nominado, é repetido num enunciado do próprio Filho de Deus. 

    A Igreja Católica é a única apostólica, ou seja, vem desde o tempo dos apóstolos. Não é a perfeição que os evangélicos de hoje gostariam que fosse mas na sua doutrina de fé na Santíssima Trindade, continua a mesma da época dos apóstolos. Assim como Pedro e Paulo divergiram em muitos assuntos; assim como as comunidades da época que eram bem heterogênicas em relação às crenças (basta ler as cartas de Paulo ou as cartas de João endereçadas às 7 igrejas no Apocalipse) a igreja nunca foi unanimidade, porém, se o próprio Jesus Cristo não estivesse nela, não perduraria até hoje, consoante as palavras de Jesus no evangelho: "Estarei convosco todos os dias até a consumação dos séculos". Cristo é a cabeça da Igreja, ou o "noivo" para o qual a Igreja sempre deve ser fiel para o reinado eterno.

     O importante é ter fé. O próprio Cristo nos alertou: "Quando eu voltar porventura acharei fé na terra?". O Cristianismo na Europa está esfacelado. Jovens cristãos não se ligam mais nas igrejas. Preferem os avanços tecnológicos e as coisas deste mundo, exatamente como Cristo já nos advertiu.

    Em contrapartida, o Islamismo (os árabes descendentes de Ismael de onde surgirá no fim dos tempos Gog (o Anticristo), da terra de Magog (Turquia, Irã, Síria e adjacências) para pelejar contra judeus e cristãos (batalha final do Armagedon), repito, o Islamismo cresce cada vez mais. Seus adeptos oram 3 vezes ao dia ao seu deus Alah cujo único profeta (assim pregam) é Maomé.

    E alguns cristãos nossos irmãos jogando pedras na Igreja Católica, chamando-nos de idólatras. Meus caros, vou contar-lhes apenas um fato real que aconteceu aqui em Santa Catarina, na década de 1980, numa grande enchente do rio Itajaí-Açu. O cenário foi o Morro do Baú, próximo a Gaspar, bem próximo ao litoral. Os bombeiros de Navegantes-SC foram acionados para socorrer as vítimas em Ilhota/Morro do Baú. Em lá chegando se depararam com uma senhora grávida, já perto de dar a luz. Deixaram o bote às margens do Rio e subiram morro com macas. Entraram na casa, pegaram a mulher, a colocaram sobre a maca, cobriram bem e desceram o morro passando por cercas que obrigavam a manter a maca de braços erguidos. Chovia. Conseguiram trazer a mulher a um hospital de Ilhota. Lá chegando não havia anestesista para o parto. Era obrigatório porque o bebê estava "atravessado" e a cesariana era imperiosa. Não havia o que fazer. A mulher deitada no leito, aguardando socorro, orou a Nossa Senhora, mãe de Jesus, nesses termos (conforme relato da própria mulher numa reportagem feita NSC TV (afiliada da Rede Globo) que fez uma edição sobre a passagem dos 35 anos da enchente de Blumenau). A senhora contou ao lado da filha que nascera à época:

--Minha Nossa Senhora, vem em meu socorro! Vós que tivestes teu filho em condições tão precárias numa manjedoura!

Ela conta que num piscar de olhos a criança estava lá, nos braços das enfermeiras!

Este relato está gravado e foi ao ar há 3 anos no Jornal do Almoço local.

    Evidente que o milagre foi feito por Deus, não por Nossa Senhora. Pois Deus, onisciente, onipresente como é na Sua essência, sabe, conhecendo nossos pensamentos, quem pede com fé. Deus sempre usa intermediários (lembrando que Jesus Cristo é Deus). Foi assim com os profetas e com os apóstolos. No episódio da cura dos dez leprosos, Jesus mandou que se apresentassem ao sacerdote!

    Quero ressaltar que o homem olha as aparências mas Deus olha o coração.

domingo, 13 de outubro de 2019

SANTA DE CASA FEZ MILAGRES

No próximo domingo, na praça do Vaticano, vou assistir à canonização de Irmã Dulce.Irmã Dulce não é apenas a primeira santa brasileira, ela é a primeira CEO brasileira a ser canonizada.

A Organização Social Irmã Dulce é o seu primeiro milagre. Franzina, saúde frágil, ela não tinha a rigor condições físicas de fazer nada nem de segurar um copo de água.

Mas seu hospital de mil leitos construído sabe Deus como é obra do seu empreendedorismo. O hospital começou num galinheiro nos fundos do convento e hoje tem 40 mil m².

Conheço bem a história da santa porque Irmã Dulce, que tinha sérios problemas pulmonares, era paciente do meu pai, médico pneumologista. Meu irmão André Guanaes, quando residente, também foi seu médico.

Ele conta algo que é típico da situação de tantos CEOs no Brasil: os problemas respiratórios de Irmã Dulce pioravam todo fim de mês. E ele sempre a escutava dizer: dia tal eu tenho 3 milhões para pagar, isso é problema de Santo Antônio, isso não é meu problema, isso é um problema dele.
O problema era de Santo Antônio, mas era ela quem ia pedir a Antônio Carlos Magalhães, a Ângelo Calmon e a outros poderosos da Bahia e do Brasil.


Ela era santa com os pobres, mas não era santa com os ricos. Com esses, ela era pragmática. Como uma boa CEO, conversava com todo o mundo. Com a direita, com a esquerda, com o que está entre as duas e além. Sua relação com o grande líder espírita da Bahia, o igualmente santo Divaldo Franco, é maravilhosa. Foi, assim, maior que a igreja que agora a canoniza.

Escrevo este artigo emocionado porque conheço a história de perto —de seu início no bairro pobre de Alagados até os atuais 2 milhões de atendimentos ambulatoriais, 18 mil internamentos e 12 mil cirurgias por ano. Como uma pessoa que dormia sentada por causa dos problemas pulmonares pode tocar uma obra desse tamanho? Milagre.

Tudo na Bahia que eu nasci e cresci era destinado a ajudar as obras assistenciais de Irmã Dulce: bingo, quermesse, show. Era tudo para ela pagar o seu fim de mês.

Nesse mesmo espírito, estou participando de uma iniciativa artística na Bahia para celebrar a nossa santa. 77 artistas da música baiana foram a estúdio gravar a música de Irmã Dulce. Ivete Sangalo, Luís Caldas (que criou a música axé), Margareth Menezes (que vai cantar no Vaticano) e dezenas de músicos talentosos gravaram com dedicação e disponibilidade que nunca vi.

Decidi me dedicar cada vez mais a causas sociais. Sou orgulhoso e odeio pedir, mas isso não combina com obra social. Dou do meu e dou de mim e fico imaginando o que a frágil Irmã Dulce passou para ampliar, modernizar e manter a cada fim de mês seu hospital de mil leitos.

Uma obra dessa não se faz só com bondade, mas com determinação, com disciplina, com empreendedorismo.

Ela era focada, cercou-se dos melhores, aplicava orçamento base zero (era uma Beto Sicupira de hábito) e tinha um modo peculiar de levantar fundos: ficava na sala de espera do futuro doador e só saía de lá quando o próprio se dignava a recebê-la. O povo da Bahia é testemunha.

Por isso, 15 mil baianos vão a Roma no dia 13 assistir à canonização. E, no dia 20, Salvador vai parar para ver a missa de sua canonização no Estádio da Fonte Nova.

Irmã Dulce não é uma santa católica. Ela é uma santa baiana. São devotos dela a mãe de santo, o ateu, o pastor e até o padre. Desafio a Harvard Business School a escrever o estudo de caso de Irmã Dulce, a primeira CEO brasileira a ser canonizada pelo Vaticano.

(Nizan Guanaes)

                         Irmã Dulce da Bahia, hoje canonizada pela Igreja Católica.

Nota do Blog

O blog não compartilha, necessariamente, com todas as afirmações do caro articulista, mormente quando compara a santa irmã Dulce a uma pretensa santidade do conferencista espírita Divaldo Franco. Fica o registro.

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

NÃO ESQUEÇAM DO GILBERTO

    O meu amigo Gilberto foi um daqueles funcionários que todo gerente gostaria de ter. Costumava utilizar seu raciocínio lógico para solucionar diversas situações complexas com que se deparava no dia a dia. Não raro adotava soluções pioneiras que mais tarde seriam homologadas pela direção geral. Foi numa dessas que antecipou-se ao cartão de crédito no início da década de 70. Um certo empresário, dono de farmácia era assídio cliente do extinto Banco Sul Brasileiro e Gilberto flertava em trazê-lo para o Banco do Brasil. Só que o homem era arredio, de pouca conversa, meio reservado. Sua Farmácia atendia até mais tarde, não raro atendida pelo próprio patrão. Foi numa determinada ocasião em que o nosso colega dirigiu-se ao estabelecimento para comprar um Sonrisal ou uma Cibalena. Conversa vai, conversa vem, Gilberto lhe propôs que os funcionários do banco adquirissem ali seus remédios com pagamento após 30 dias, com o recebimento tendo um desconto de 5%. Naquela época o cartão de crédito não era difundido, estava iniciando nos EEUU e somente virou realidade no Brasil na década de 80.
     Hoje vivemos uma situação quase insolúvel em nossa CASSI. Soluções existem mas ninguém apresenta uma que resolva a situação. O BB acaba de rejeitar uma proposta elaborada pela Contraf-CUT e as entidades. Foram 26 pessoas que se debruçaram sobre uma conclusão que aumentaria o percentual nosso e do patrocinador. Ora, quem não sabe ainda que o banco não aceita aumentar seus 4,5%???
    O Gilberto tem uma proposta que a ANAPLAB endossa e se encontra em nossa página de rosto há quase um ano. Ninguém quer abraçá-la mas ninguém apresenta outra que resolva o impasse.
    Agora o Gilberto tem mais uma. Criar um cartão CASSI que funcione para pagamento de despesas médicas. Os profissionais receberiam na consulta (ou no evento que pode ser exames/internações etc) a parte do participante 30%. A parte da CASSI seria nos moldes atuais. Atrairia mais profissionais interessados para a CASSI. A gerência do cartão seria exclusiva do BB (cujo nome sugerido Cassi Ouro BB) com taxa de administração de 3%. São 700.000 cartões exclusivos  melhorando a receita do BB. Se quiserem mais detalhes procurem o Gilberto. Tenho o seu contato. 
     Dicas aos dirigentes da CASSI  e do BB. Não percam mais tempo. procurem o Gilberto. Ele resolve.

sábado, 5 de outubro de 2019

A CASSI AJUDOU NESSA CIRURGIA, ELA NÃO PODE ACABAR POR FALTA DE ACORDO. JAMAIS!


MORREU DO QUE EU PODERIA TER MORRIDO
Aristophanes Pereira
         Meu PC tem uma configuração que insere, repentinamente, notificações de chegada de novas mensagens, na caixa de e-mail, mesmo quando estou navegando em outra página. Foi assim, de supetão, que soube, Segunda-Feira, dia 30/9, do falecimento do Luiz Geraldo Vieira. Triste surpresa. Um velho companheiro, de minha geração, conhecido desde o começo da década de 60, quando cheguei em Recife. Alegrava as noites de Sábado, com seu notável programa “Noite de Black Tie”, no qual o quadro “Cadeira de Engraxate”, entrevistava, com delicado humor e competência, personalidades da maior expressão e contemporaneidade. Foi líder de audiência, durante anos, na TV Jornal do Commercio, emissora pernambucana que fincou marcos de pioneirismo na televisão brasileira, tecnicamente restrita, na época, a alcances locais. De lá para cá, encontros profissionais, ou casuais, que sempre se alongavam pelos bate-papos animados e ricos de causos e histórias pitorescas. Cara legal, leve, memorável. Construiu muito. Requiescat In Pace.
         A notícia da morte de Luiz Geraldo trazia a informação, talvez pouco percebida, de que tinha sido “vítima de ruptura de aneurisma na Aorta”. Mais um choque que me tocou, porque morreu do que eu poderia ter morrido, tempos atrás: aneurisma na Aorta.
         Falo desse assunto com os cuidados de um leigo respeitador da competência dos profissionais e autoridades médicas. Entretanto, meu atrevimento deve ser tolerado, porque sou um paciente desse maligno e traiçoeiro transtorno biológico, sobre o qual tive a ousadia de juntar, no correr de meu tratamento, anotações em um livreto, não publicado, que intitulei: “ANEURISMA – O discreto matador. Ele pode estar dentro de você”(2017).
         Vale recordar que o sistema de vasos por onde circula o sangue é assemelhável a uma instalação hidráulica, numa analogia simplista. É fácil perceber que qualquer defeito nessa instalação, provoca acidente vascular que merece cuidados, de variadas formas e gradações. É um fluxo contínuo e vital! Quando para morremos, e quando morremos para. 
         O aneurisma é uma bossa, ou calombo, que se forma, paulatinamente, em qualquer trecho de uma artéria, de qualquer calibre. O mais comentado e divulgado é o aneurisma cerebral”, que ocorre em estreitas artérias que irrigam o cérebro, e muito conhecido como “derrame”, quando se dá um rompimento. Não é tão letal, mas, frequentemente, deixa sequelas, e quase todos sabemos de parentes e amigos vitimados. Diferentemente, o aneurisma, quando localizado em segmentos da aorta torácica e abdominal, é doença mortífera, porém silenciosa, assintomática, progressiva, pouco realçada, confundida, cujo tratamento é, por isso, negligenciado.
         Até uns 20 anos atrás, descobrir que se tinha um aneurisma na aorta – no trecho que começa na parte superior do coração e, fazendo um arco para trás, desce pelo tórax até o abdome – era diagnóstico, paradoxalmente, ótimo e péssimoÓtimo, pela surpreendente descoberta do maligno distúrbio, assintomático, escondido e letal. Péssimo, pela limitada perspectiva de tratamento, desconhecimento médico especializado e precariedade da necessária reparação cirúrgica. A grave decisão de operar era uma “roleta russa”, entre esperar o fatal rompimento e as escassas possibilidades de sucesso de uma complexa cirurgia aberta, geralmente em pacientes vulneráveis e de idade avançada.
         Nas duas últimas décadas, felizmente, muito se evoluiu, graças aos avanços da tecnologia instrumental(imagens e aparelhos minimamente invasivos) e  das capacitações  médicas, no campo da radiologia intervencionista. Infelizmente, esses avanços ainda se ressentem de freios, no que respeita a custos elevados, escassa infraestrutura hospitalar, limitação de especialidades intervencionistas e de suporte e, principalmente, desconhecimento e confusão diagnóstica, por parte dos portadores assintomáticos da doença e – por que não dizer ?! – por expressivo número de profissionais ainda não motivados pelos desafios dos distúrbios aneurismáticos da grande e vital adutora sanguínea: a Aorta.
         No meu caso, em 2015, quando constatamos, por um exame de Ângio Tomografia Computadorizada, a presença de dois aneurismas contíguos, na região da aorta descendente(Tórax), acendemos o sinal amarelo, e passamos a monitorar a evolução do “calombo”, que ofereceria perigo de eminente rompimento, quando seu diâmetro ultrapassasse em 50% o diâmetro normal, naquele trecho. Foi o que aconteceu. No final de 2017, me submeti à inadiável cirurgia de reparação do trecho comprometido(TEVAR-Thoracic Endo Vascular Aortic Repair - Vide figura) com sucesso e... garantia de 10 anos.
         Haveria muito, ainda, o que comentar, entretanto encerro, aqui, com a advertência do Prêmio Nobel(2004),  Aaron Clechanover,  que ensina: “É mais lógico lidar com as doenças, buscando mudar atitudes para preveni-las, do que trata-las”.

Jaboatão dos Guararapes, 4/10/2019
FIGURA – Endoprotese, na aorta descendente, com fluxo sanguíneo previamente redirecionado através de ponte/prótese entre as artérias Carótida e Subclávia esquerdas, (Adaptado pelo autor de um desenho original da University of Michigan Health Center-2010).

quinta-feira, 3 de outubro de 2019

SOMENTE QUATORZE ANOS? (FROM HERE TO ETERNITY)

   Nutro muita admiração ao pastor Natan Rufino o qual pertence a uma das igrejas pentecostais existentes no solo brasileiro. Seus estudos escatológicos são, em meu modesto modo de enxergar o mundo, bastante coerentes e calcados em pesquisas muito bem fundamentadas nos escritos tanto científicos quanto sagrados.
       Rufino tem um vídeo na internet deveras intrigante. Segundo levantamentos baseados na Bíblia, nós estamos hoje no limiar do sétimo milênio o qual representaria o início do Milênio de descanso da terra quando Satanás seria amarrado por mil anos e deixaria de seduzir as nações.
-De Adão até o patriarca Abraão se passaram   2000 anos.
-De Abraão até a morte de Jesus mais 2000   anos.
-De Jesus até os últimos dias (estes são os   últimos 2000 anos).
     Conforme o calendário judaico, estamos no ano 5.780 (AM = Ano Mundi). Explica o Natan em seu vídeo (que reproduzo abaixo), houve um "apagão" na história da contagem judaica porque os judeus tentaram suprimir (em torno de 200 anos) o período da existência humana de Jesus (ele explica no vídeo).
     Desta forma, a morte de Jesus ocorrida em 33 DC, somada a 2.000 anos decorridos, apontam para o ano de 2.033 DC. Ora, 2.033 - 2.019 = 14 anos, dos quais os últimos 7 anos serão da chamada "Grande Tribulação" descrita no evangelho de Mateus 24. Os sinais estão todos no ar para comprovar - ou não - a veracidade do que é afirmado. E se for mesmo verdade?
PASTOR, CONFERENCISTA, AUTOR DE VÍDEOS NO YOUTUBE, EM SEU SITE, ÁUDIOS E LIVROS. RESIDE NO NORDESTE BRASILEIRO.

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

UMA NOVA CONSTITUIÇÃO SERÁ INDISPENSÁVEL

     Devemos aproveitar as eleições municipais do ano que vem para concomitantemente elegermos os membros que irão escrever uma nova e necessária Carta Magna, livre de excessos e vícios que permeiam a atual.
      Os candidatos a este excelso mister devem ter - obrigatoriamente - curso superior na área afim, preferencialmente jurista, não ser filiado a nenhum partido político, ser brasileiro nato, não ter sofrido condenação judicial, em suma ser o assim chamado "ficha limpa".
      O prazo para elaboração do documento final para promulgação não poderá exceder o dia 20.12.2020 a fim de ser promulgada, com validade para vigorar a partir do primeiro dia de janeiro de 2021. Já a partir do início do ano vindouro os pré-candidatos devem debruçar-se sobre as possíveis mudanças para, quando estiverem investidos nos cargos, fazer a finalização/redação dos artigos. Esta fase preparatória seria remunerada juntamente com o pro-labore de cada constituinte que findo o mandato receberia um valor estipulado pela prestação de serviço nos doze meses dedicados à elaboração, tal qual uma empreitada. Cada projeto que fosse aproveitado teria um valor a ser pago como um direito autoral, até para compensar a dedicação de quem não fosse eleito em outubro/2020.
      Aos críticos, àqueles que desejam fazer sempre da mesma forma, que não desejam a inovação, que compartilham da ideia do andar da tartaruga, sejam eles todos olvidados e que seja priorizada a fantástica velocidade no moderno proceder dos tempos modernos.
    Senhoras e senhores: Não se pode dar mais tempo ao tempo. O Brasil está paralisado pelas condutas hodiernas de quem se faz donos da democracia. Postos chaves como a presidência da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, alguns ministros do STF, do STJ, deveriam ter suas atuações limitadas, como exemplo, acabar com as decisões monocráticas. Seus mandatos também deveriam obedecer os parâmetros da PGR (2 em dois anos). Na Câmara e no Senado já é desta forma, faltando transferir os prazos para o STF e STJ, uma espécie de equiparação de mandatos. Todos num período máximo de 4 anos, como é a presidência da república. Adeus mandato de 8 anos para senador.
      A história do estado do Rio de Janeiro, o mais avassalado dos estados brasileiros em corrupção e desvios de recursos públicos, deve estar sempre em nossa mente e ser motivo de extrema revolta. Os juízes de 1ª instância do Rio cumprem rigorosamente seus deveres constitucionais. Colocam os corruptos atrás das grades. Mas alguns ministros do STF desfazem tudo, na maior desfaçatez. Isso é justiça de um tribunal superior?

sexta-feira, 27 de setembro de 2019

A VIDA EM DOIS MIL E CINQUENTA

DERRETENDO GELEIRAS ENTRE GERAÇÕES
Aristophanes Pereira
         A conhecida “Pirâmide Etária”, aquele gráfico, um tanto complicado, que mostra o perfil etário de um conjunto populacional, já está perdendo a forma de pirâmide, em muitos países ricos e de boa qualidade de vida. Aqui no Brasil, apesar dos pesares, essa tendência não piramidal está, também, ocorrendo, e projeta-se que, num futuro próximo, ai por 2050, não mais representaremos uma pirâmide, mas um contorcido retângulo.
         Não vou buscar as boas causas desse fenômeno, nem investigar todas as possíveis consequências. Quero realçar, apenas, alguns aspectos da questão e, de pronto, refutar aquela falácia de jovens que dizem, quando encontram um bem posto octogenário: ”Ah! Queria eu chegar, assim, a essa idade”! Vão chegar, e em quantidade crescente. Na década de 1960, a expectativa de vida média do brasileiro ficava em torno de 60 anos, hoje 50 anos depois, alcança 76 anos. Grande conquista! imagine se tivéssemos bons serviços públicos?!
         Frequentes relatos nos dão conta de maravilhosos trabalhos e impressionantes projetos tecnológicos, em vários campos da Ciência, que se desenvolvem em grandes laboratórios e empresas. No emblemático Vale do Silício, na California, impera a chamada Geração Millennialsdos nascidos entre a década de 80 e o ano 2000, também referida como Geração-Y, caracterizada pela contemporaneidade com a Internet e focada nas conquistas tecnológicas que vêm revolucionando o mundo. São alimentos artificiais, peças da precisão produzidas por impressoras, supermercados sem atendentes, remédios milagrosos, próteses que prolongarão a vida e, como não poderia deixar de acontecer, a extinção de milhões de antigos empregos e a criação de novas especialidades. Não é ficção cientifica. São produtos que já estão nas prateleiras e projetos que serão realidades mudancistas, em futuro visível.
         É nesse ambiente de constantes mutações de produtos e estilos de vida, que estão reaprendendo a viver e ajustando suas interações o crescente grupo de longevos, que alarga o ápice da “pirâmide”, e o minguante contingente de jovens, que estreita o meio e a base. Daí, já pintam, aqui e acolá – conforme o estágio de desenvolvimento, cultura e crenças religiosas – arrumações de convívio e novos hábitos, há pouco inimagináveis.
         O filme “Um Senhor Estagiário(The Intern)”, com fino humor, conta a estória de Ben(Robert De Niro), um executivo aposentado, de 70 anos, que aceita trabalhar, como estagiário sênior, em uma dinâmica e jovem empresa que alimenta um inusitado projeto de contratar idosos, como estagiários, em uma tentativa de colocá-los de volta à ativa. Saindo da mesmice de sua aposentadoria, Ben almeja se reinventar, no convívio com outras gerações, e no repasse de sua experiência. No correr de engraçadas situações, planta ensinamentos, é aceito pela comunidade jovem, quebra paradigmas e proporciona um romântico  happy end.
         Noutro caso, dias atrás, recolhi do Estadão uma reportagem(NOS EUA, IDOSOS SÃO A ÚLTIMA MODA NAS UNIVERSIDADES, 15/9/2019), mostrando experiências, já em curso, de prestigiosas universidades americanas que constroem, vizinhos aos seus câmpus, condomínios para idosos. Querem, assim, aproximá-los das lides escolares e dos jovens universitários, buscando um benfazejo colóquio de troca de experiências e interface de distintas gerações, além de uma disfarçada fonte de receita. “Elas estão trazendo uma nova geração (ou velha geração) para os câmpus para encher as salas de aula, comer nos restaurantes dos alunos, assistir a performances estudantis e se tornarem mentores”, provoca a reportagem.
         Vejo com entusiasmo e confiança esse ambiente de tendências compreensivas e criativas de pontes, que podem superar preconceitos, animar encontros e interligar espaços proveitosos, para o convívio produtivo e salutar de velhos e jovens, derretendo geleiras entre gerações.
         Pessoalmente, divago sobre as linhas de um singelo projeto, mediante o qual anciãos produtivos e capacitados fossem adotados, em escolas de ensino médio, para lecionar a cadeira opcional “Troca de Ideias”, entre o mentor idoso e jovens alunos. Fica a sugestão.

         Já se desenha um bom começo, no derretimento das geleiras, mas há naturais forças repulsivas – arraigados hábitos e prevenções, de um lado, e excessos libertários e preconceitos, de outro. Entre os bisavôs e os longínquos bisnetinhos, no tempo e no espaço, cabe um estudo-de-caso. Ainda tenros, estão separados por três gerações, acumulando um hiato temporal e cultural de mais de 75 anos. É dose! Estou fazendo a minha parte, mas os bichinhos são arredios...

Jaboatão dos Guararapes, 27/9/19
FOTO: Crédito da avó Christina, no flagrante do “Bisa” com a “domada” bisneta Celina, separados por uma geleira de 87 anos!

O MUNDO JAZ NO MALIGNO

    Mundus no latim significa belo, limpo e sua correspondente em grego é "cosmos" donde deriva a palavra "cosmético" (que embeleza). Mas não é esse o foco da temática. Em 1 João 5 no versículos 18-19 diz que "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não peca; mas o que de Deus é gerado conserva-se a si mesmo, e o maligno não lhe toca.
19 Sabemos que somos de Deus e que todo o mundo está no maligno."
    Então é fácil deduzir que os que não são de Deus ou de Jesus Cristo, estão sob o jugo do pecado, e o pecado escraviza, subjugando-nos a Satanás, que é o demônio ou diabo, conhecido com Lúcifer (portador de luz, no início era um anjo de Deus).
    São Paulo vai nos dizer que "o salário do pecado é a morte". Portanto, o pecado nos afasta de Deus, tornando-nos escravos, em contrapartida à "liberdade dos filhos de Deus".
     Se cada um refletir sobre o mundo hoje vai chegar à mesma conclusão de São João, o discípulo a quem Jesus amava. O mundo ou o cosmos estão fora de nós. São nosso habitat e nele fazemos morada terrena. Porém, o espiritual também é mundo e feliz daquele que troca a matéria física, perecível, o mundo visível aos olhos do corpo, pela vida espiritual, valiosíssima, incorruptível, não perecível, eterna. Quem assim procede torna-se filho de Deus, Senhor do mundo e de toda a criação. Serão poucos mas eternamente bem-aventurados pois terão seus nomes inscritos no livro da vida. Cuidai para que vossos nomes estejam nesse livro. Amém!

quarta-feira, 25 de setembro de 2019

BASTA TER FÉ, RESTA-NOS POUCO TEMPO

Nunca li algo a respeito de Jesus tão resumido, sucinto e correto, tão tocante tão emocionante. Leiam, é verdade pura:

Nome: JESUS CRISTO!

Graduação: FILHO DE DEUS!

Mestrado: REI DOS REIS!

Doutorado: DONO DO UNIVERSO!

Médico  auxiliar: ESPIRÍTO SANTO!

Sua experiência: CAUSAS IMPOSSÍVEIS!

Atendimento: 24 HORAS.

Sua especialidade: OPERAR MILAGRES!

Seu instrumento: FÉ!

Seu favor: A GRAÇA!

Não  publicou livro, mas é a parte  mais importante do mais vendido do mundo : A BÍBLIA

Doenças que  cura: TODAS!

Preço do tratamento: CONFIANÇA NELE!

Sua garantia: ABSOLUTA!

Consultorio: TEU CORAÇÃO !


Que esse médico te visite hoje! 👏🙏

Em química, Ele converteu a água em vinho; (João 2-1,11)

Em biologia, nasceu sem a concepção normal; (Mateus 1-18,25)

Em física, desmentiu a lei da gravidade, quando andou sobre as águas e  subiu aos céus; (Marcos 6-49,51)

Em economia, Ele refutou a lei da matemática ao   alimentar 5000 pessoas com somente cinco pães e dois peixes;
e ainda fazer sobrar 12 cestos cheios. (Mateus 14-17,21)

Em medicina, curou os enfermos e os cegos sem administrar nenhuma dose de medicamento.
(Mateus 9-19,22 e João 9-1,15)

A história é contada antes DELE e depois DELE, Ele é o PRINCÍPIO e o FIM;
Ele foi chamado Maravilhoso, Conselheiro, o Príncipe da Paz, o Rei dos Reis e Senhor dos Senhores; (Isaías 9-6)

Na bíblia diz que ninguém vem ao Pai senão por Ele; Ele é o único caminho; (João 14-6)

Então... Quem é Ele?
Ele é JESUS!!!

Os olhos que leem esta mensagem não temerão o mal.
A mão que enviar esta mensagem, não trabalhará em vão.

O maior homem da história: JESUS💫

Ele não tinha servos, e no entanto O chamavam de Senhor💫

Não tinha nenhum grau de estudo, e no entanto O chamavam de Mestre💫

Não tinha medicamentos, mas era chamado de médico dos médicos💫

Ele não tinha exército, mas reis O temiam💫

Ele não ganhou batalhas militares, e no entanto, conquistou o mundo💫

Ele não cometeu nenhum delito, e no entanto foi crucificado💫

Foi enterrado em uma tumba, e no entanto, Ele vive💫

Me sinto honrado em servir a este líder que nos ama💫

Esta mensagem fará bem a outras pessoas... Evangelize!

A Fé vem pelo ouvir a palavra de Deus 🙏

Mensagem ES-PE-TA-CU-LAR !!💫🌟✨ 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
COMPARTILHE para todos os grupos que você faz parte,               leve a mensagem de Cristo.

segunda-feira, 23 de setembro de 2019

BREVE RELATO

Olá pessoal!! 
Vou fazer um breve relato, que é um pouco curioso, e achei importante compartilhar com vocês.  
Consegui juntar os  principais diretores da Amaggi(*) para passar uns dias no Vale do Silício em São Francisco, USA (retorno hoje pra casa, chego amanhã à noite) para estarmos ainda mais atualizados sobre o que vem por aí. 
O Vale do Silício é onde nasceram as principais empresas de tecnologia do mundo,  como Apple,  Facebook , Uber,  Airbnb,  WhatsApp, Twitter etc etc.   É considerado o lugar mais tecnológico do mundo,  onde tem as maiores fortunas pessoais (dono da Apple morava aqui, assim como moram donos do Facebook, Uber etc).  Aqui também tem duas das melhores faculdades do mundo,  Stanford e Berkeley, onde saem, todo ano, milhares de gênios. 
O que vi aqui todos esses dias  foi um pouco preocupante principalmente para as pessoas mais jovens.   Quase todas as profissões que existem hoje vão ser substituídas por máquinas no futuro.  Não é coisa de ficção,  vi isso ao vivo e a cores.    A nova geração,  que aqui chamam de Milenius,  ou seja, pessoas que nasceram depois do ano 2.000, estão transformando o mundo com o novo jeito de pensar e novos costumes.   Há uma campanha mundial contra o corte de árvores e abate de animais (coisas plantada pela indústria tecnológica) discurso que os jovens adoram,  defendem a igualdade de gênero (alguns banheiros já são unissex por aqui) sendo que o objetivo final é o bem estar (jovens não querem mais ter carro,  trabalhar cedo, se preocupar com família, ter filhos etc), a homossexualidade é bem vista por aqui,  e a maconha já está liberada (qualquer um pode comprar nas lojas),  cuja quantidade de venda, já supera a de cerveja, entre os jovens. 
O que mais chama a atenção são as mudanças na indústria de alimentos.  Aqui já está no mercado o beyond meat e o impossible hamburger,  que traduzindo é algo como:  hamburger impossível de ser feito,  e hamburger além da carne,  que nada mais é do que carne feita à base de plantas, com uma tecnologia biológica incrível (produtos geneticamente modificados) e o gosto é igual ao do hambúrguer comum (testei todos).   O mais impressionante é a carne feita à base de célula tronco,  onde tiram uma pena da galinha por exemplo,  e multiplicamo-nos isso em laboratório e criam a carne de galinha,  dando aminoácido e açúcar para bactéria comer até criar a carne.   Podem fazer carne de qualquer animal,  e no futuro vão fazer os cortes de traseiro e dianteiro.  Experimentei essa carne, e me impressionou como o gosto é quase igual à de verdade.  A indústria do leite já diminuiu em 20 por cento nos EUA,  substituída por leite de laboratório;  o ovo artificial também está com gosto muito bom, e já pode ser comprado nos supermercados. 
Estão produzindo hortas verticais, num ambiente muito pequeno,  com capacidade para alimentar milhares de pessoas,  não precisando mais da terra, usando 5 por cento de água que a planta comum precisa.  Cresce 18 horas por dia, tem 400 ou 500 por cento mais eficiência que a planta normal,  pode ser cultivada o ano inteiro com mesmo sabor e qualidade e sem nenhum agrotóxico (tudo é feito por computador,  do plantio à colheita) 
No leite e carne podem ser adicionadas mais vitaminas,  antibiótico, vacina para criança etc etc,  ou seja,  o produto pode ser feito sob medida para cada região do mundo (se na África as crianças precisam de remédio, já vai dentro do alimento). 
Andamos num carro incrível,  onde não precisa tocar a mão em nada.  O carro dirige totalmente sozinho,  com chances zero de bater ( a Amaggi tem um carro igual na Noruega comprado há dois anos, e vocês não fazem ideia como evoluíram os novos). Tem lojas que você entra e não existe ninguém para lhe atender (Amazon Go) você pega o produto que quiser da prateleira e quando você sai na porta já e debitado no seu cartão de crédito; Peguei um Halls e coloquei  no bolso da calça (escondido) e foi debitado no meu cartão (a máquina reconhece pelo rosto na hora que você entra), ou seja,impossível de roubar alguma coisa.    Nos aeroportos você compra roupas ou qualquer produto nas máquinas de auto atendimento, escolhe tamanho, cor, modelo  sem ter uma única pessoa lhe atendendo. 
Muitas dessas tecnologias ainda estão sendo aprimoradas,  mas seus criadores tem muita pressa de colocar no mercado em escala global, e existem bilhões de dólares disponíveis para essas invenções  (investimento privado). 
Na lavoura vai ter uma máquina capaz de identificar uma doença na planta em qualquer ponto,  identificar o teor de argila, fertilidade do solo etc etc ( isso hoje é feito por agrônomos), saber se a vaca tá prenha, idade do bezerro na barriga,  se está doente etc. 
Enfim,  isso é apenas uma parte das coisas que vi aqui .  Vou colocar alguns vídeos que fizemos para melhor ilustrar o dito acima (em alguns vídeos eu era o câmera man e o Blairo o ator e locutor rsrs). 

De tudo isso,  vamos ver o que realmente vai  prosperar no futuro.   A nossa geração (dos meus irmãos e irmãs ) pode ser pouco afetada,  mas as nossas crianças devem viver grandes transformações.  

A preocupação é que milhões de empregos devem  desaparecer no curto prazo; toda atividade que você precisa fazer 3 vezes do mesmo jeito, será substituída por máquinas. 
As empresas e governo vão precisar de menos gente,  enfim, tudo vai precisar de menos gente.
Hoje já se fabrica peças de turbinas de avião ou motores em impressoras 3 D (o que levaria uma semana para ser produzido hoje e feito em menos de um minuto). 

O trabalho do futuro estará voltado para tecnologia e profissionais que cuidam da saúde mental  (já que falamos cada vez mais com máquinas ao invés de gente,  e  o índice de suicídio e depressão  deverá ser o mal do futuro). 

Hoje você dorme com diversos amigos (grupos de what’s up, Facebook etc ) e acorda sozinho. 

Vamos que vamos,  Deus no comando sempre !!!
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(*) AMAGGI - Empresa de commodities criada por André e Lúcia Maggi, pais do político e ex-ministro BLAIRO MAGGI, citado no texto pelo colega que redigiu este "Breve Relato."
EMPRESA NASCEU COMO SEMENTES MAGGI EM SÃO MIGUEL DO IGUAÇU(PR) EM 1977.

domingo, 22 de setembro de 2019

BOLSONARO TEM VALOR PELO QUE REPRESENTA

     Eu e mais de 56 milhões de brasileiros elegemos o capitão não propriamente pelo que ele é mas pelo que ele representa. Recordo-me de uma passagem dentro do avião, quando Jair retornava ao Rio após a saída do Hospital Albert Einstein, há um ano,  ocasião em que um viajante bradou ao hoje nosso presidente: "Tire o PT do poder Bolsanaro!" Pedido feito, pedido atendido. O povo na eleição compreendeu o que Jair Messias Bolsanaro representava.
       Precisamos entender agora que há um sistema muito forte instalado nas instituições, enraizado com viçosos tentáculos que estão dificultando sobremaneira a atuação de um governo honesto. Sejamos sinceros: O que o presidente tem a ver com atos de outrem, mesmo que essa pessoa seja o próprio filho? O caso em Angra dos Reis, por exemplo, está mais do que explicado, tornando-se ridículo pelos objetivos dos adversários que querem atingi-lo de qualquer forma.
       A atual Globo, aliada à esquerda e à tropa que deseja ver Bolsonaro fora do poder, já está, na surdina, preparando seu candidato à sucessão de 2022: Luciano Huck. Curiosamente, em 2022 vence a concessão dada à emissora que poderá não ser renovada com o atual governo no poder.
      Meu povo amigo, a vocação do país sempre foi capitalista. Portanto, qualquer tentativa de mudança para o socialismo/comunismo beira a desastre anunciado. Esse sistema de governo já deu sobejas provas que não funciona em lugar algum.
      Por que será que a China faz o que quer na questão ambiental de seu país e ninguém no mundo protesta nem dá palpite por lá. Regime fechado é assim. Depois falam que aqui o estado democrático de Direito está ameaçado. E na Rússia? Poderíamos ter uma Manoela D'ávila disputando uma eleição por um partido democrático? Nem pensar! E na nossa vizinha Venezuela então?

O discurso oficial é o de que ele está imerso em uma jornada de busca por conhecimento, mas a expressão "candidato a candidato" passou a ser vista como mais apropriada para o momento atual de Luciano Huck, 48.

terça-feira, 17 de setembro de 2019

A PALAVRA DO MESTRE

FORA AS PULSEIRAS, PARA SALVAR AS MÃOS
Aristophanes Pereira
         Os fatos noticiados, diariamente, tratando da crise há muito enraizada no Brasil, bem como da administração de recursos e meios, pelos governos da Federação, em todos os níveis, emanam, principalmente, de três fontes, por motivações distintas. Tomam formas variadas, desesperadoras, dispersivas, criativas e, algumas, cínicas.
         De um lado, estão os que manejam as tremendas dificuldades de Caixa, os déficits recorrentes, a exaustão dos limites legais de gastos e a impossibilidade de atendimento de demandas legitimas, inadiáveis e vitais. Devotam-se à busca de soluções, reformas estruturais de equilíbrio fiscal, racionalidade tributária e reorganização simplificadora da máquina estatal.
         De outro lado, em número menor, mas de notável poder de autopromoção e de manipulação das leis – quase todos dentro da máquina do Estado, ou pendurados em suas tetas subsidiárias – os que não abrem mão de protecionismos promíscuos e de vantagens explicitas, ou camufladas. E ainda buscam amplia-las, elaborando ideologias de privilégios, quase de origem divina.
         Entre esses dois polos dominantes, pela força de suas decisões, mandamentos e práticas, desdobra-se a parte maior, composta de milhões de brasileiros, o povo, que sofre as consequências, no lar, na educação, na segurança, na saúde, no ir-e-vir e em tantos outros meios de vida e subsistência.
         Todos estão de acordo(ou fingem que estão), quanto ao reconhecimento da complexa matriz de problemas que atormenta o país. Entretanto, cada lado fala à sua maneira e enxerga segundo a sua ótica, sem comungarem o encontro de soluções tempestivas e apropriadas, caindo na clássica armadilha: Em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão.
         A semana que termina, neste nono mês do novo governo – uma gestação cheia de expectativas e atribulações  – nos oferece três exemplos marcantes da “torre de babel” que nos confunde e dificulta os entendimentos: Reformas urgentes e inarredáveis que se arrastam, sabotadas por confrontações ideológicas e rixas político-partidárias, em meio a incompetências e conflitos de interesses; Intolerância para não aceitar a necessária quebra dos ovos, na feitura do omelete, sob a alegação de distinções corporativas e propriedade de direitos pétreos, que ainda deploram como insuficientes e “miserês”.  Vozes, ou porta-vozes, desautorizadas, mas ousadas, que culpam a Democracia, pela sua natural engrenagem de freios e marcha lenta.
         Esses três ingredientes, que já se misturam na panela de pressão do povão, formam um fermento indigesto e capaz de azedar o caldo. É nessa hora que aparecem cozinheiros, oferecendo   brioches e outras iguarias, como esse que quer baixar o fogo da Democracia.
         A despeito do berço esplendido de resignação e tolerância em que dorme a nossa sociedade, é bom lembrar que vivemos novos tempos de protestos, aspirações e impaciência. Está na hora de sentar à mesa da concórdia, das concessões e da negociação de sinceras soluções, sem viés fundamentalista,  jogando fora as pulseiras, para salvar as mãos.


Jaboatão dos Guararapes-PE, 14/9/19

                                       Crédito de imagem assinada, copiada do Google.

sábado, 14 de setembro de 2019

CONTRA-ATAQUE DO BENDITO ZEZINHO

    Há 50 anos sou fã do Pe. José Fernandes de Oliveira, o famoso Padre Zezinho. Por coincidência, neste idêntico período temporal existe a não menos famosa Rede Globo de Televisão, que pela qualidade de sua produção televisiva, tornou-se respeitada no mundo inteiro.
    Em tudo na vida existe o nascimento, o crescimento, o apogeu e seu inexorável declínio. A queda desse império midiático teve início com a ascensão ao poder de um governo do qual a emissora não desejava que fosse vitorioso. Teve início da parte do novo governo um drástico corte de verbas publicitárias cuja maior parte ia para a emissora ainda hoje líder de audiência. Tal atitude foi fatal à saúde financeira da empresa que parece estar com os dias contados para sua derrocada definitiva.
     Em paralelo, o nosso estimado Zezinho, meu respeitado e zeloso homem de Deus, assim escreveu sobre um episódio ousado divulgado pela emissora cadente:

Padre Zezinho reage à Globo em defesa da família brasileira.
Beijo na boca entre pai e filha, carícias íntimas entre pai e filha no BBB da Globo motivaram reação do padre.
Leiam:

Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos.
A Globo não tem medo de nós e nós também não temos medo da Globo.
Não sei se você percebeu, mas o conflito e a ojeriza que se instalou entre a família tradicional e a família “mutante e avançada” foi causado pelos novelistas da Globo.
A Globo ganhou rios de dinheiro com as audiências que os novelistas lhe deram. E eles foram ficando cada dia mais ousados.
Quando veio a reação, lenta, mas inquietante para quem moveu bilhões de $$$, a Globo não sabe como voltar atrás.
O SBT, a RECORD e a BANDEIRANTES, não porque sejam mais respeitosas em outros programas, mas porque nas suas entrevistas e outras mensagens defendem a família tradicional, estão carreando para si a audiência das famílias feridas na sua autoridade, na sua fé e nos seus conceitos de homem, mulher e filhos.
Foi e continua sendo uma guerra de conceitos. E os novelistas, na sua maioria, vestiram a camisa da Globo; e, com exceção de alguns artistas, a Globo vestiu a camisa e a nudez dessas novelas.
Quando levaram o debate para auditórios entre o que é “avançado” e o que é “tradição”, o conflito atingiu os artistas, porque estes agora já não estavam representando o que os novelistas escreviam, mas sim defendendo, como artistas, as suas próprias ideias. Sobrou para os artistas.
Agora, o povo religioso – são milhões, mais do que a audiência da Globo – distingue entre deputados, artistas e diretores sérios, e os inimigos de pais, mães, filhos e família.
Se o conflito persistir, não haverá governo para subsidiar as perdas deste canal!
Se existe uma coisa que um canal de TV teme é a perda de audiência e de anunciantes. E acho que é isso que vai acontecer quando as igrejas baterem de frente contra essas mensagens que as desrespeitam.
A Globo está perdendo o coração e a cabeça do povo! Perdendo muito. Não adianta dizer que chegam a 100 milhões de telespectadores. As igrejas chegam a 180 milhões, embora nem todos frequentem. E nem os 100 milhões são fanáticos pela Globo.
Duvido que os atuais novelistas sejam capazes de mudar os seus temas e o excesso de erotismo e sexo que tanto incomodou as famílias nestes últimos vinte anos!
Se querem diálogo, dialoguemos. Se querem confronto, confrontemos.
Não é a modernidade contra o passado: são 4 mil anos de fé judaica e cristã contra o ateísmo de quem acha que pai e mãe não têm mais poder.
A babá-TV está perdendo o seu charme.
Religiosos de todas igrejas, divulguem isso: vocês têm força. Nós temos força! Cansamos de ver sem reagir!
Pe. Zezinho, scj



quinta-feira, 12 de setembro de 2019

FILOSOFIA DA MENDICÂNCIA

   Embora eu tivesse sido graduado pela Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Joinville na década de 70 (hoje se chama Univille), não me considero de forma alguma "filósofo". Prefiro ser considerado "versado em letras" e nesse segmento, um apaixonado pelos escritos bíblicos.
        Dentre os 73 livros que compõe a Bíblia (para os evangélicos são 66 porque Lutero retirou os livros que não foram escritos em hebraico) os mais fascinantes são os quatro evangelhos pelos ensinamentos contidos e pela singeleza dos escritos todos inspirados pelo Santo Espírito de Deus.
     Além deles, o Atos dos Apóstolos encanta pelo enfrentamento das dificuldades iniciais do Cristianismo e pelas sábias decisões tomadas pelos discípulos de Jesus Cristo. A epístola de Paulo aos Romanos, a mais extensa de suas cartas, embasa a tese de Lutero da salvação pela fé. E pela graça. A primeira epístola escrita por Paulo foi a Epístola aos Tessalonicenses.
       Há muito para se aprender com as pequenas cartas de João e Pedro, com a de Tiago, as de uma ou duas páginas de Paulo a Timóteo e a Filêmon. De João vem o melhor do Messias e conhecimento futuro de reino de Deus na terra. O evangelho de João é diferente dos demais. Começa com a maravilhosa descrição: "No princípio o Verbo estava em Deus e o Verbo era Deus. E o Verbo se fez carne e habitou entre nós." Depois escreve cartas muito carinhosas onde nos chama de "Filhinhos". E culmina com o revelador livro do Apocalipse.
     Não querendo comparar João a Paulo, porém, ambos, e todos os escritores do Novo Testamento, citanto ainda Lucas, nos dão a dimensão exata do que é preciso para a nossa salvação. O ponto mais alto dos ensinamentos de Jesus Cristo, o Filho de Deus, se resume em "Eu sou o caminho, a Verdade e a Vida!".
      Tudo para concluir falando de mendigos que infestam a cidade "Manchester Catarinense". Na minha rua há vários deles que se abrigam embaixo das marquises. Moro ao lado de uma igreja católica, ocasionando o pedido de esmolas no entrar e sair de missas. À noite, param automóveis de pessoas caridosas que lhes dão o pão necessário. Pelas câmeras de segurança assisto a esse quadro e me questiono: Seria Lázaro descrito na parábola de Jesus igual a um desses mendigos de Joinville?
RUA DAS PALMEIRAS NO CENTRO DE JOINVILLE, REMONTA AO PERÍODO DO IMPÉRIO, AS PALMEIRAS FORAM DOADAS POR DOM PEDRO II AO MUNICÍPIO RECÉM-FUNDADO.

domingo, 8 de setembro de 2019

IDEOLOGIA DE GÊNERO por Aristophanes Pereira

DESVENDANDO A IDE0LOGIA DE GÊNERO
Aristophanes Pereira

              Nas falas e escritos especializados, de quaisquer atividades – Economia, Direito, Sociologia, Religiões, Futebol, etc. – a dinâmica das línguas e a constante evolução de comportamentos sociais e de instrumentos tecnológicos criam termos e expressões que, nem sempre, são amplamente assimilados e compreendidos, e ficam confinados nos espaços culturais e científicos de cada “turminha”.
         Na minha leiguice, em relação a certas modernidades, desconhecia, até pouco tempo, o significado da expressão “ideologia de gênero”. Passava por ela, desinteressadamente. Depois, reconheci que é expressão complicada, jovem, pretensiosa e carrega uma forte dosagem de claudicante teorização, relativamente a uma gama de comportamentos sexuais dos humanos. Aplica-se a conceitos que pretendem construir a ideia de que não existem apenas os gêneros masculino e feminino, mas um elenco diversificado de outros gêneros, fundados no princípio de que o sexo biológico é distinto do sexo assumido(identidade de gênero). Ser homem, ou mulher, não dependeria, apenas, do corpo biológico em sua totalidade, mas de padrões culturais e comportamentais. Como toda teoria, foi desenvolvida para tentar explicar realidades já existentes, mas não comprovadas, ou bem compreendidas.
         A insofismável realidade do binômio universal sexo-gênero remonta a eras primordiais e foi logo capturada pelos dogmas religiosos, como a historinha de Adão e Eva. A despeito de sua ululante realidade, foi embrulhada em segredos, tabus, hipocrisias, preconceitos, ritos e tolerâncias romanceadas. Somente no último quartel do século passado irromperam, num crescendo, as realidades e verdades sobre comportamentos sexuais que, até então, se escondiam sob o manto dominante e exclusivista dos dois gêneros: masculino e feminino.
         Sou um vivente híbrido, com 69 anos de Século XX e mais os contemporâneos 19 do XXI. Como testemunha ocular da História, recordo, na minha própria linha do tempo, situações que configuram aquele antigo e enrustido estado de coisas, no âmbito dos comportamentos sexuais de pessoas e no entendimento de instituições.
         Apesar da gritante obviedade biológica do sexo, vetor da reprodução e da vida, comportamentos sexuais só eram assumidos no restrito espaço do “natural e sagrado” acoplamento entre homem e mulher. Variações desse padrão se escondiam numa caixa-preta misteriosa, de fantasias, histórias mal contadas, segredos de alcova e regras de conduta, sem contraditório, transmitidas de geração para geração. Meninos e meninas separados. Homossexualidade de lésbicas, eunucos, pederastas e avulsos, deplorada e comentada em segredinhos irônicos. Virgindade, virtude suprema da mulher, só rompida no sagrado casamento. Meretrício e bordéis – mal necessário – eram escapes sabidos mas não questionados. Práticas individuais secretas chegavam com a puberdade, mas combatidas, pelos “malefícios” e citações bíblicas de Onam. A “camisa-de-vênus”, guardada no fundo de gavetas, se justificava pela não ampliação da prole. Pessoas mais escolarizadas recorriam a ensinamentos ginecológicos, nas leituras do bestseller “Nossa vida sexual”, do Dr.Fritz Kahn. E as leituras, além dos clássicos, conheciam a sexualidade em livros como “Iracema, a virgem dos lábios de mel”, de José de Alencar, e ousavam um pouco mais com A Carne, de Júlio Ribeiro.
         Esse mundo de sexualidade cerceada – em práticas e em gêneros disciplinados e acatados compreensivamente – não era um inferno insuportável, nem motivo de conflitos, discussões e repulsas coletivas. Era assim. Era uma época. Parecia tudo tranquilo e imutável.
         Eis que o fogo-de-monturo de duas guerras mundiais, com seus horrores e quebra de paradigmas comportamentais, os movimentos migratórios, o cinema, o avião, a Televisão, num processo revolucionário crescente, lançam as bases do feminismo, rebentam a caixa-preta dos acidentes sexuais e denunciam a ditadura dos dois gêneros, masculino e feminino.        
         É sobre essa realidade, abafada e deturpada durante séculos, por variados disfarces e artimanhas, que se procura, nos dias correntes – em gradações diferenciadas, em países e culturas diversas, num mundo sem fronteiras e em meio a conflitos de gerações e muros de religiosidade – elaborar teorias, no modelo da ideologia de gênero, para explicar e consolidar o entendimento de um novo projeto de sexualidade e coexistência entre diversas identidades de gênero, condensadas na sigla LGBTQ+ e outras mais confusas, que o Google explica.
         O leitor notará a dificuldade de exploração ampla e compreensiva deste tema. Ousei faze-lo movido por minha inquietação intelectual, quando me defrontei, esta semana, com alguns fatos e episódios que aguçaram a minha curiosidade sobre o recorrente tema da sexualidade: O seriado futurista “Years and Years” há pouco iniciado pela HBO, ressalta a explicita relação matrimonial entre três “homens”, num triângulo amoroso cheio de inquietações... No filme “Bohemian Rhapsody”, a biografia do vocalista Fred Mercury, da banda Queen, trata menos de música, preferindo enfatizar a instabilidade de gênero do cantor, que atinge o clímax, quando diz à sua amiga e esposa: “Eu acho que sou homossexual...” E aqui no Brasil, ainda permeia no noticiário, a proibição da apostila de ciência, que trata de diversidade sexual nas escolas, fato que o Governador de São Paulo repudia, dizendo que “não aceitamos apologia à ideologia de gênero”, enquanto no Rio de Janeiro, o Prefeito censura o “beijo gay”, desenhado num livrinho de HQ, exposto na festejada Feira do Livro.
         Por tudo isso, não podemos fazer cara de paisagem, nem jogar para debaixo do tapete o momentoso tema da ideologia de gênero e a consequente definição da diversidade de gênero. Penso que o primeiro capítulo deve ser o inarredável dever-de-casa, entre pais e filhos. Um pouco mais tarde, o estudado na escola, sem teorias duvidosas e tendenciosas e, mais adiante, soltos no rebuliço mundano, cada um tome seu rumo.

Jaboatão dos Guararapes(PE), 7/9/19.

 Crédito de imagem: DEPOSITPHOTOS, no Google.