quinta-feira, 30 de julho de 2020

O SONHO DESFEITO

O SONHO DESFEITO

Aristophanes Pereira

              Notícia sobre o  Banco  Brasil – ou BB, na intimidade – é, sempre, matéria de interesse, sob quaisquer pontos de vista. Uns corriqueiros, pontuais, de âmbito restrito. Outros, podem adquirir dimensões nacionais e, até, internacionais. Sem exagero! Não me desvio, aqui, pra demonstrar, porque desnecessário.

         A questão recorrente mais significativa, e de maior interesse, na mesa das chamadas “privatizações”, diz respeito aos palpites e proposições, relacionados com a privatização do Banco do Brasil S.A., do qual a União participa, diretamente, com pouco mais de 50% do capital de mando, ficando o restante com numerosos acionistas O propósito de vender o BB recrudesceu, e passou a ser um projeto em pauta, desde o começo do Governo Bolsonaro.

          O ex-poderoso ministro da Economia, Paulo Guedes, também referido como “Posto Ipiranga”, pela delegação, entre jocosa e carinhosa, que lhe deu o Chefe, nunca negou ser o BB a “joia da coroa” de seu programa de desestatização, marca de sua doutrina liberal. Entretanto, as coisas não têm sido fáceis, para o arrastado programa e, no caso do Banco do Brasil, já se configura um caso de menor atenção.

         O chão começou a tremer na famosa, e já histórica, reunião ministerial de 22 de abril que, tornada pública, por determinação judicial, mostrou a face oculta do Governo Bolsonaro, haja vista o baixo calão de algumas exposições, os atentados grotescos a pessoas e instituições, as amostras de mau-caratismo de alguns ministros e as propostas não republicanas de alguns.

         Nessa memorável tertúlia governamental, um trecho da exposição do ministro Paulo Guedes, de que participam o presidente do Banco do Brasil Rubem Novaes – e o próprio presidente Bolsonaro, é marcante, por denunciar toda frustração do ministro com o Banco do Brasil, a fraqueza do presidente do banco e o cala-boca do presidente Bolsonaro, conforme reproduzo abaixo, pela sua contundência:

 

PAULO GUEDES:”O Banco do Brasil não é tatu nem cobra. Porque ele não é privado, nem público. Então se for apertar o Rubem, coitado. Ele é super liberal, mas se apertar ele e falar 'bota o juro baixo', ele: 'Não posso, senão a turma, os privados, meus minoritários, me apertam.' Aí, se falar assim 'bota o juro alto', ele: 'Não posso, porque senão o governo me aperta'. O Banco do Brasil é um caso pronto de privatização"(...) "O senhor já notou que o BNDES e a Caixa, que são nossos, públicos, a gente faz o que a gente quer. Banco do Brasil, a gente não consegue fazer nada e tem um liberal lá. Então, tem que vender essa porra logo".

Em  continuidade, Paulo Guedes provoca o presidente Rubem Novaes, pedindo-lhe: Confessa o seu sonho” e ele responde, titubeando: “Privati... em relação à privatização..” No que é, prontamente, interrompido pelo presidente Bolsonaro: : “Faz assim, só em 23 você confessa, agora não”.

 

         Identifico nessa conversa – por isso a reconstruí –  raízes do pedido de demissão do presidente Rubem Novaes. Além disso, o solo de Brasília pareceu-lhe muito estrumoso e movediço. Não encontro, também, na trajetória de vida, já septuagenária, do presidente renunciante, pontos significativos, que pudessem se ajustar ao perfil requerido para o exercício da presidência do Banco do Brasil. Economista, professor, escritor, comportamento sóbrio, sem gosto pelas travessuras da Politica, conforma-se mais com um consultor do que com um executivo flexível e matreiro. Aceitou o cargo, certamente, acreditando na missão acalentada pela sua ideologia liberal de privatizar o grande BB. Ledo engano! De um lado, externamente, bateu de frente com o cala-boca do presidente Bolsonaro e o silencio cabisbaixo do seu Posto Ipiranga. De outro, internamente, com a arraigada cultura estatizante da corporação funcional e aparelhada do banco, apoiada por seus suportes sindicalistas, de associações afins e extensões legislativas.

          É meio suicida a missão de ocupar a presidência do Banco do Brasil, comprometido com a tarefa de vende-lo à iniciativa privada. Poderia dar aqui as razões para isso, como já falei em outras manifestações, mas seria repetitivo, no momento. Digo, apenas, que isso, um dia, poderá acontecer, se assim se tornar necessário, e a Sociedade brasileira o permitir. Enquanto isso não ocorrer, o ministro Paulo Guedes fale menos e aja mais. Vá cuidar de outros importantes deveres do seu superministério, das emergentes desarrumações causadas pela pandemia da Covid-19 e das reformas postergadas há tanto tempo.

         Quanto ao Banco do Brasil, bote lá um dirigente experimentado(cuidado com o currículo), com habilidades políticas, na interação com os públicos internos e externos. Versado nas lides bancárias, com visão de futuro, para entender – como já vem fazendo o nosso competente Banco Central – as profundas e revolucionárias mudanças comportamentais e tecnológicas que estão ocorrendo no mundo da moeda e do credito. Do contrário, não haverá sequer o que vender, pois o novo banco não é bem físico. É quase virtual, feito de confiança, expertise, um pouco de gente e muita Inteligência Artificial. Boa sorte ao novo presidente do Banco do Brasil.

 

NOTA: VENDA DE CREDITOS AO BTGPACTUAL-Pelo que conheço, e me recordo da linha operacional do BB, não faz muito sentido essa suspeição que se quer levantar sobre uma velha e corriqueira prática de venda, com expressivo abatimento, dos chamados “créditos podres”, encostados em “créditos em liquidação”, por força de regulamentos internacionais(BIS-Acordo Basilea).No BB nada se faz pelo mando e  vontade de uma só pessoa, mas pelas recomendações, justificadas ao longo de uma extensa linha hierárquica, da Agencia à Direção Geral. A conferir.

 

Jaboatão dos Guararapes, 30/7/2020.


49 comentários:

Jeanne disse...


Notícias
Lista de destaques
30/07/2020
Confira os novos tetos de concessão do Empréstimo Simples
Mudanças entrarão em vigor a partir de 3/8 e valerão para novas contratações no Plano 1 e no Previ Futuro
A Diretoria Executiva da Previ aprovou, em 28/7, alterações nos parâmetros do Empréstimo Simples. As medidas passam a valer a partir das 10h do dia 3/8.

Com a revisão, os valores máximos de contratação ficam com os seguintes limites:

- Plano 1 - R$ 175 mil

- Previ Futuro - R$ 75 mil

A revisão dos parâmetros do Empréstimo Simples se baseia em estudos técnicos realizados periodicamente, para refletir a busca da Previ em oferecer melhores condições à realidade dos associados. É uma ação contínua que está em consonância com os aspectos ASGI (Ambiental, Social, de Governança Corporativa e Integridade) e com a Missão da Entidade.

Blog do Ed disse...

A Alemanha industrializou-se mediante a invenção do banco estatal/privado.Capitalizou-se e conquistou a hegemonia da economia europeia, e de tal forma se tornou hegemônica que a poderosa Grã-Bretanha sem as colônias não conseguiu suplantá-la. O Brasil copiou, na sua tentativa de industrialização esse modelo. creio que foi a parte mais bem sucedida desse projeto fracassado, sempre adiado, como demonstram Banco do Brasil, Petrobras, Embraer, empresas de Energia Elétrica. Dr. Guedes, o gênio, decidiu destruir essa área... Ele destroi e vai embora, e as consequências permanecem aprofundando a incompetência de um povo!
Edgardo Amorim Rego

Unknown disse...

O governo estuda a possibilidade de liberar parte da reserva aos funcionarios da ativa dos fundos de pensao. Que tal liberar aos aposentados parte do SEGURO?

Miro disse...

https://g1.globo.com/politica/blog/cristiana-lobo/post/2020/07/31/andre-brandao-o-nome-para-o-banco-do-brasil.ghtml

edmilson lopes de sousa. disse...

Topmei posse no BB em maio de 1962.Lembro-me dos nomes de todos. . O nr 13 é de sorte . Desejo muitos anos de vida, com saúde, a esse paraibano que trabalhou em Campina Grande e mora em Jaboatão pe. Angêlo Calmon está vivo?

edmilson lopes de sousa. disse...

Admon Ganen, fez carreira em Itabuna ba, posse em Itabuna.

Aristophanes disse...

Prezado Edmilson Lopes de Souza.
Em atençao à sua pergunta sobre Angelo, reproduzo comentário que fiz, em 29/7, no Blog do Medeiro:

Aristophanes disse...
Medeiros, permita-me entrar na conversa.

Acompanho o prezado colega contemporâneo e amigo Edgardo, no seu oportuno e leal depoimento sobre Ângelo Calmon de Sá.
Nosso conhecimento e sólida amizade remontam aos idos de 1964/65. Ele engenheiro, Secretário de Industria e Comércio da Bahia, no governo Luiz Viana. Tratava comigo, diretor do Departamento de Industrialização da antiga SUDENE, dos projetos de seu estado. Construímos uma sólida e correta amizade, passando pelo seus primeiros anos no Econômico e, depois, o reencontro, na minha volta e reintegração ao BB, então como diretor da DINOR, e ele presidente.
Corajoso, ousado e polêmico criou arestas, ao longo de sua trajetória nos governos(Ministro duas vezes, com Geisel e Collor) e nos setores bancário e industrial. Perdeu a parada... pois não lhe faltavam desafetos, visíveis e escondidos, mas não a minha amizade e consideração.
Vitima, há 2 meses, de um quase fatal rompimento de aneurisma, na Aorta abdominal, driblou a morte, aos 86 anos, pela pronta assistência médica, por seu vigor físico e fé religiosa, talvez com interferência da Irmã Dulce, a quem tanto ajudou, na sua meritória obra de caridade.


29 de julho de 2020 21:47

Adaí Rosembak disse...

Caro Ari Zanella,

Excelente artigo. Meus parabéns! Você meteu o dedo na ferida.
Parabéns
Seu admirador.

Adaí Rosembak

Medeiros disse...

Olhando a foto me deu uma nostalgia. Conheci todos. Eu deveria estar nesta foto em lugar de Daniel Faraco. Eu fui convidado para diretor regional do BB em 1975. Antes de assumir, enquanto os trâmites eram formalizados, interferiu uma corrente política a favor de Daniel Faraco, que não tinha conseguido se reeleger. Pesaram a favor dele a idade, ele era velho e eu moço demais, disseram, teria outras oportunidades, e todo o clero católico se manifestou a favor de Daniel Faraco, católico praticante. E eu fui desconvidado e assumi uma diretoria do BADeSul. Coisas da vida.

edmilson lopes de sousa. disse...

Bom dia, Aristophanes.Grato pela informação.Aqui , em Januária-mg desde 1984 havia uma agência do Banco Econônico.Trabalhei em Salvador-ba, em 1970. Destes inlustres cidadãos conheci um amigo muito próximo de Admon Ganen. Era Humberto Moreira Riela da Fonseca, nomeado Inspetor Geral por Admon Ganen .Trabalhei também em Bananeiras pb, de 1964 a 67, perto de Campina Grande-pb, 70km.Até logo.

Roberto disse...

Rubem Novaes pediu as contas porque sua Chapa 2 perdeu feio. Por imposição do "Posto Ipiranga" que venha seo André Brandão (HSBC), afiando os dentes para vender nosso BB aos chineses; a batalha ainda nem começou, se ele pensa que será fácil...?

Aristophanes disse...

Bom que ao lado do assunto da postagem - SONHO DESFEITO - a "velha foto desbotada" arrancou lembranças "nostálgicas", no dizer do Medeiros, e "saudosistas", no meu dialeto. Lá se foram 45 anos de um retrato do antigo Banco do Brasil, que nessa época viveu uma de suas quadras mais gloriosas: Diretorias regionais, expansão da rede de agências(Agencia 1000ª, em Barra do Bugres-MT), conquista do mercado internacional...Infelizmente desabaram as duas crises internacionais do petróleo.O BB que ressurgiu, em 1995/6, não era mais o mesmo, e cortou na carne para sobreviver.
O depoimento do Medeiros confere com o que recordo. Dr.Faraco, intelectual e puro, com todo respeito, era um corpo estranho.Solução política. Perdemos o buliçoso e criativo Dr. Medeiros. E assim roda e muda o mundo. Como está mudando agora...

Unknown disse...


PAIS MORTES MORTDE CASOS

BEL 09.841 85,7 068.751
U K 46.119 68,7 303.181
ESP 28.445 60,9 288.522
Peru 19.021 59,5 407.492
ITA 35.141 58,0 247.537
SWE 05.743 57,6 80.422
Chile 09.457 50,5 355.667
USA 153.082 46,8 4.544.627
FRA 30.265 46,6 187.919
Brasil 92.475 44,1 2.662.485
- BRASIL EM 10. LUGAR,
- DIZ AÍ SABE TUDO.

https://www.bbc.com/portuguese/internacional-51718755

GOVERNADORES E PREFEITOS
DO NO NE SUDESTE MENTEM.

O SUL, MEU PAÍS É SÉRIO:
-MORTALIDADE NO SUL: 16
- A MESMA DE PORTUGAL.
-MORTALIDADE BRASL: 44

CLOROQUINA EVITA A MORTE.
- A CURA SÓ DECEPANDO O XIXILENTO.

sss disse...

Só aqui no Brasil que qualquer pé rapado desmente a ciência.

Admir de Paula disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Miro disse...

Capitão, assuma o Timão.

https://www.infomoney.com.br/mercados/executivo-escolhido-para-presidencia-do-banco-do-brasil-andre-brandao-deve-acelerar-venda-de-ativos/

Telma disse...

Unknow, políticos são mentirosos mesmo, mas governadores mentiram sobre o que? Acho que esses dados sobre a Covid. No Brasil, morrem 44 pessoas a cada 100.000 infectados.

Telma disse...

Corrigindo: 44 mortes a cada 100.000 pessoas.

Unknown disse...

A CIÊNCIA.

O QUE É ESTATÍSTICA?

NÚMEROS ABSOLUTOS NÃO MENSURAM A REALIDADE.

DADOS ESTATÍSTICOS SIM.

% DE MORTALIDADE POR 100k REFLETE A REALIDADE.

...

PAIS MORTALIDADE-100k

BEL 85,7
U K 68,7
ESP 60,9
PER 59,5
ITA 58,0
SWE 57,6
CHI 50,5
USA 46,8
FRA 46,6
BRA 44,1

- BRASIL EM 10. LUGAR,

- DIZ AÍ SABE TUDO.

POR QUE A MORTALIDADE NO BRASIL É 44,1
E NO SUL É 16,3

TEM OUTRA RESPOSTA ALÉM DO FATO DOS GOVERNANTES DO NO NE SUDESTE MENTEM QUANDO MANDAM ATESTAR QUALQUER MORTE POR COVID.

Unknown disse...

Uma pergunta aos senhores experientes, com privatização do Banco do Brasil, o que pode ocorrer com a Previ? O Banco continua, e as obrigações com a Caixa de Previdência também, e com a Cassi?

Aurilio disse...

Prezado Dr Aristófanes, por onde andas? Fui Assistente Tecnico-Agrônomo-na DINOR,no tempo de Almany e Ernani Fernandes.Depois kod encontramos no Ministério da Irrigação com o Ministro Vicente Fialho.Lembra-se??

Aurilio disse...

Dr Aristófanes, trabalhei consigo na Dinor no tempo de Almany e Ernani. Era seu assistente técnico-Agrônomo. Depois nos reencontramos no Ministério da Irrigação.
Bom reencontrá-lo.Aurilio

Telma disse...

Unknow, em minha opinião, o futuro dono do BB ficará com o valor do superavit que o banco surrupiou dos aposentados em 2010 e nossa mensalidade da Cassi será elevada umas quatro vezes. Ou alguém espera que o novo banco vai contribuir com a Cassi?

jame disse...

Ari,

Esse é uma boa pergunta, que a todos interessa, do Unknown, de 03.08.2010, aas 10:05 h.

Que algum beneficiário da PREVI possa dar um perfil futuro do que poderá acontecer, caso aconteça uma privatização, total ou parcial, do Banco patrocinador.

Que o parecer de 'futurologia' seja embasado em estatuto da Previ, do que diz a Previc, e normal do Banco patrocinador.

Não é/será fácil o parecer de futurologia, mas, estudiosos podem abreviar, aos beneficiários, o que será surrupiado do Fundo.

Ficamos no aguardo de quem se habilitar, para nos abrir os horizontes.

james paiva

Admir de Paula disse...

Precisamos saber com urgência o que o comprador do BB pretende fazer com os aposentados. Temos que reagir diante dessa ameaça de privatização.

Miro disse...

50% do patrimônio do Fundo, a título de Reversão de Valores??????

Genésio Guimarães - Uberlândia/MG disse...

Prezados Colegas,

Vejam o que a legislação atual fala sobre a RETIRADA DE PATROCÍNIO nas entidades fechadas de previdência complementar, popularmente chamados como Fundos de Pensão.

LC 109/2001:

Art. 25. O órgão regulador e fiscalizador poderá autorizar a extinção de plano de benefícios ou a retirada de patrocínio, ficando os patrocinadores e instituidores obrigados ao cumprimento da totalidade dos compromissos assumidos com a entidade relativamente aos direitos dos participantes, assistidos e obrigações legais, até a data da retirada ou extinção do plano.

Parágrafo único. Para atendimento do disposto no caput deste artigo, a situação de solvência econômico-financeira e atuarial da entidade deverá ser atestada por profissional devidamente habilitado, cujos relatórios serão encaminhados ao órgão regulador e fiscalizador.

Sobre a regulamentação do artigo supra,

Vide Resolução CNPC Nº 11, de 11 de maio de 2013, que "Dispõe sobre retirada de patrocínio no âmbito do regime de previdência complementar operado pelas entidades fechadas de previdência complementar e dá outras providências".

Abraço Fraternal para todos.

Abraço fraternal de quem já não é patrocinado pelo BB desde 01/08/1995, em razão de ter deixado o banco antes de minha aposentadoria e optado pelo instituto do autopatrocínio.

Pior, no PB1 da Previ, a partir da opção do autopatrocinínio (cerca de 3.600 autopatrocinados, dentre eles euzinho aqui), somos nós que patrocinamos o BB.

Isso mesmo, desde o final de 1997 que o BB açambarca a parte dos superávits que deveria ser destinada/creditada aos autopatrocindos do PB1 em razão de suas contribuições patronais (aquelas que antes do autopatrocínio eram vetidas pelo BB).
Genésio.

Henrique Augusto disse...

Reagir como?

Francisco disse...

https://ultimosegundo.ig.com.br/colunas/esplanada/2020-08-03/privatizacao-do-bb-abertura-da-dtvm-e-de-gestoes-da-previ-animam-mercado.html

Francisco Santos

Aristophanes disse...

Refiro-me às inquietações futurológicas dos colegas “Unknown(3/8-10:05) e James(3/8-13:59)”, relacionadas com o destino da Previ, caso ocorra a privatização do Banco do Brasil. Sinto-me um pouco comprometido com o assunto, vez que provocado no âmbito de matéria (O SONHO DESFEITO) de minha autoria, aqui no Blog do Ari Zanella. Mesmo assim, não cabe um “parecer”.Vou apenas alinhavar alguns pontos, para que os leitores acomodem suas inquietações.
• Tenho, como pano de fundo, o fato de o Brasil estar exposto a um desorganizado, desrespeitoso e instável relacionamento entre seus três poderes, o que gera preocupante emaranhado legal e insegurança jurídica. Não vou exemplificar, basta acompanhar o noticiário.
• Conquanto o Presidente Bolsonaro tenha mandado o seu ministro Paulo Guedes e o ex-presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, adiarem o sonho de privatização do banco para depois de 2022, não me parece confiável. Muda ao sabor das circunstâncias, como está mudando em relação ao anunciado imposto de uma “nova” CPMF.
• Do ponto de vista do seu desempenho operacional, o Banco do Brasil está, realmente, “pronto para ser privatizado”, É mais parecido com um Bradesco ou com um Itaú, e convive com os interesses de um grande contingente de acionistas privados, com suas ações expostas no Mercado. Mas, aí, é que está o seu valor como banco público mutante(cobra e tatu), que deve ser preservado: 1) para servir aos interesses do acionista majoritário(Governo), quando precisar intervir, diretamente, no mercado bancário, com operações específicas, 2) para usá-lo como referência de comparação(benchmark) com outras instituições, subsidiando o Banco Central, em momentos críticos do mercado bancário e, 3) completar o tripé de políticas públicas: BB(varejo), CAIXA(social) e o BNDES(investimentos).
A partir dessas considerações – como assistido da Previ – não vejo com tão profunda preocupação a hipotética venda do Banco do Brasil, seu Patrocinador, com obrigações e direitos legais. São numerosas as EFPC(ENTIDADE FECHADA DE PREVIDENCIA COMPLEMENTAR), cujos PATROCINADORES são empresas de diversificadas naturezas, bancos, indústrias, mineradoras, etc., públicas e privadas. E vivem dentro das regras legais para a atividade, sob a tutela da PREVIC, órgão de fiscalização e supervisão, bem como responsável pela execução das políticas, para o regime de previdência complementar.Ver o oportuno comentário do Genésio Guimarães, hoje, 19:24h.
O Estatuto da Previ apenas diz que o Banco do Brasil é o seu PATROCINADOR, na forma da Lei e de disposições alí estabelecidas. São frequentes os casos de venda de Patrocinadores por seus antigos donos, e a vida segue. Aqui perto, conheço o caso da venda do BANDEPE(Banco do Estado de Pernambuco) a uma sucessão de bancos, hoje Santander(estrangeiro), sem prejuízo da preservação de sua EFPC, a BANDEPREV muito bem cuidada. Outro exemplo emblemático é o da venda da antiga Vale do Rio Doce(VALE), com sua VALIA, que vez por outra nos causa inveja.
Uma venda desse tipo é precedida de aprofundados estudos, para formatação do EDITAL de VENDA, com fixação de regras e condições, para condução do Leilão. Não tem proveito, aqui de fora, ficar fazendo presunções e prognósticos. O importante é o fundo de pensão, no caso a Previ, ter competentes instrumentos de controles internos, para gerenciar com propriedade e eficiência os riscos do negócio, e a proteção do patrimônio de seus participantes e assistidos.

Sobre o já indicado presidente do BB, ANDRE BRANDÃO, apresenta-se com um rico currículo bancário, carreira ascendente, ambiciosa e simpática. Encontrará um ambiente novo e fértil, mas deve ter cuidado com o estrume de Brasilia. De um lado seus dois grupos acionários e, de outro uma cultura interna competente, disciplinada, mas com resistências silenciosas.
PS.: Prezado Aurílio. Guardo essas lembranças, já bem amadurecidas. Estou sempre aqui no Blog. Abraço. Aristophanes.

Telma disse...

Esse governo diabólico é uma desgraça. Depois que venderem as melhores partes, o banco minguado ficará sujeito ao aval do Congresso. É necessário que o congresso dê o aval pra privatizar o BB.

Telma disse...

O despreparo do Paulo Guedes & governo:

https://www.redebrasilatual.com.br/trabalho/2020/01/preparar-militares-para-atender-fila-leva-um-ano-e-meio-dizem-trabalhadores-do-inss/

Telma disse...

O que P. Guedes & Cia pensam sobre a CASSI:

https://spbancarios.com.br/11/2019/secretario-de-paulo-guedes-ataca-cassi

CELSO BERNARDES disse...

Prezados colegas,

Também euzinho Celso Bernardes de Formiga/MG, igualzinho ao Genésio nesta situação dos autopatrocinados, até em pontos, vírgulas e esclamações, desde 01/08/1995.

Celso Bernardes

Luiz disse...

Eu gostaria que fosse explicado mais simplificado esses artigos, caso acabem com a previ, não vai ser um verdadeiro caos para os que dependem dela para sobreviver?

Luiz disse...

Pelo que entendi, o BB guloso se retirando como patrocinador, vai ter que pagar nossas aposentadorias até o final?

Blog do Ed disse...

Como sempre, meu estimado diretor Aristophanes expressa opinião convincente. Apenas, ressalto o custo que significará a previdência com a assistência à saúde, PREVI e CASSI, sem patrocinador, bem como a importância de administração eficiente, competente e focada no interesse coletivo. Ao mesmo tempo, aproveito para lamentar o fracasso do plano do Brasil Grande, tentado pelos governos militares, diante da grandeza da China que rivaliza hoje, economicamente, com os Estados Unidos, e apresenta condições econômicas mais sólidas lastreando o futuro hegemônico mundial. E o Brasil naqueles idos ostentava uma plêiade de notáveis economistas, Beltrão, Delfim, Simonsen, Reis Veloso, que vi elogiados num seminário para oito executivos brasileiros na sede do Citybank em New York no ano de 1984!
Edgardo Amorim Rego

Miro disse...

https://www.oantagonista.com/economia/418766/
ENTREVISTA: "Algumas estatais vão continuar existindo", diz Salim Mattar
“Algumas vão continuar existindo, porque são consideradas de segurança nacional.” Ele cita a Petrobras, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, entre outras.

Unknown disse...

Pergunta aos autopatrocinados
Genésio e Celso Bernardes

Existe alguma possibilidade deste superavit, digamos acumulado ,pela nossa contribuição externa, ser um dia devolvido aos autopatrocinados ?

Segunda pergunta

Existe algum movimento, alguma ação, buscando nossos direitos ?

Unknown disse...

QUANTA PALHAÇADA.

A Esquerdalha em desespero.

Servos do PCC Chinês plantam factóides de toda ordem.

No MP do RJ, ANTIFAS de SP pagos com MORTADELA, repórteres do Estadão no Palácio do Planalto, esbarrando em manifestantes, foram fazer o que num Domingo de Sol?

Agora, o "dossiê" de Opositores do Governo:
- ratazanas traidoras criando fato no Ministério?

Missão impossível e desnecessária.
- somente computadores da NASA poderiam listar 50.000.000 de opositores AO BRASIL, no CN, STF, PSDB, PT, PSOL, PcB, Mídia Marrom.
- enfim, TODOS AQUELES QUE PERDERAM a boquinha de mamar em VERBAS PÚBLICAS.
- todos com denúncias de Corrupção, inclusive STF e CN.

Fica o registro da TEORIA DA DESRATIZAÇÃO, para descontaminar as Estatais e Fundos de PENSÃO.
- com a palavra FUNCEF, POSTALIS derretidos pelo PT.

Miro disse...

https://www.moneytimes.com.br/justica-extingue-acao-de-hipoteca-judiciaria-da-previ-contra-petrobras/

Paulo César Fernandes disse...

Você se expressa como se fosse uma sindicalista.

Blog do Ed disse...

Dr. Pulo Guedes e Dr. Salim Matar confundem saúde (direito constitucional) com privilégio. Privilégio é a grana que Dr. Rubem Nogueira levou para casa, depois de nada de notável fazer na presidência do Banco do Brasil.
Edgardo Amorim Rego

Ademar disse...

A Cooperforte disponibilizou hoje um crédito de 10% do limite do associado ,para ser utilizado até setembro próximo. Muito boa a iniciativa , mas volto a insistir na necessidade de aumentar o prazo do empréstimo de 72 meses para 84 ou 96 meses proporcionando assim uma redução do valor das prestações.

Miro disse...

https://www.infomoney.com.br/mercados/banco-do-brasil-tem-lucro-liquido-ajustado-de-r-331-bi-no-segundo-trimestre-queda-de-253/

Telma disse...

Paulo, a minha mensagem das 21:48 foi escrita em momento de grande indignação. Escrevi "com o fígado". Esse não é meu modo usual de ser.

Telma disse...

Apoiemos:

https://www12.senado.leg.br/ecidadania/visualizacaoideia?id=135717

Telma disse...

Paulo,
Nunca fui sindicalista, embora sindicalizada; e reconheço o imenso valor das ações do sindicato em todas as conquistas da categoria. Infelizmente, ele começou a perder sua força a partir do governo Lula, que segurou os sindicatos nas mãos. Em seu governo, não houve greves e outras manifestações.

Paulo César Fernandes disse...

Telma,
tudo bem! Todos nós temos o direito de escolher o nosso lado,o meu e o da Direita e de total apoio ao Governo Bolsonaro. Abraços.