domingo, 28 de junho de 2020

UM PLANO PARA O PÓS-PANDEMIA

UM PLANO PARA O BRASIL POS COVID19
Aristophanes Pereira
Cultivamos uma incontrolável inquietação, na busca de causas e causadores, em face de efeitos e consequências. Curiosidade atávica da nossa espécie. É o que está acontecendo, agora, com a passagem dessa surpreendente, devastadora e mudancista pandemia da Covid-19, que se abateu sobre os humanos.
         Já completando mais de oito meses, desde a sua descoberta cientifica, o vírus, logo identificado como impiedoso serial killer da família Corona, se alojou em todos os países do mundo, desde sua terra natal, a misteriosa China, até ilhas remotas como a Islândia. Diferentemente de outras pandemias, esta da Covid-19 abalou o mundo e aterrorizou populações, com características sem precedentes. Muito já se especulou e se escreveu sobre ela, com ênfase na sua trajetória diferenciada. Não se realçou, entretanto, que tal proeminência eclodiu porque encontrou o solo fértil de um novo tempo: o Século XXI, inusitado vetor de disseminação da doença e catalizador de suas degradantes ações, nos planos econômico, social e político.
         A transmissibilidade do vírus, pelo ar que respiramos, multiplicou a doença letal, com apoio de milhares de aviões e grandiosos navios, dando mobilidade veloz a milhões de pessoas de quaisquer perfis etário, social e econômico, de e para lugares próximos e distantes, habitados por vulneráveis populações. Poderia ser uma “gripezinha”, SE não fossem a elevada potencialidade das transmissões, a ausência de uma vacina preventiva, a incerteza de tratos medicinais e a insuficiência de suporte hospitalar. Em menos de três meses, o mundo do século XXI, assombrado, desarmado e confuso, passou a conviver e sofrer com essa moderna pandemia.
         Em meio às dúvidas carregadas pela doença traiçoeira, o melhor remédio foi recuar, não enfrentar o inimigo, no seu terreno contagioso, e de forma preventiva e cautelar FICAR EM CASA, desligando, por algum tempo, importantes engrenagens criativas e produtivas, em todos os países. Na ponderação custo-benefício, essa estratégia não logrou consenso universal, e alguns líderes – caprichosos, desinformados ou claudicantes – transformaram a doença pandêmica em entreveros de interesses políticos locais, partidários e pessoais. O Brasil tem sido terreiro fértil e quase isolado, na prática dessas ações desagregadoras, já pagando preços altíssimos, em valiosas e queridas vidas e nos estragos em muitos setores da sociedade. Não cabem comparações, mas já nos diferenciamos, vergonhosamente, perante outras nações.
         Um velho e confortador ditado ensina: “Não há bem que sempre dure, nem mal que nunca acabe”. Felizmente, já começam a surgir notícias alvissareiras sobre promissoras vitórias dos humanos contra o vírus matador. Alguns países já livres da doença, remédios preventivos, ou saneadores, e vacinas a curto prazo. Logo, passaremos a catalogar a Covid-19, como mais uma virose. No futuro, sem menosprezar os dramas e tristezas individuais, será uma modesta estatística pandêmica, singularizada por ocorrências especiais e até pitorescas e inovadoras.
         Já proliferam as análises, estudos e ajuizamentos que procuram delinear o ritmo da reconstrução pós-Covid-19. Quase todos são conservadores, pessimistas alguns e outros de comedido otimismo. Mesmo sem fundamentos rigorosamente cientificas e, sequer, sem suportes acadêmicos, ouso, a sentimento, lançar uma previsão otimista sobre o futuro da recuperação pós Covid-19.
         Vejo um mundo materialmente inteiro, sem danos significativos no seu instrumental produtivo, nem nos recursos humanos. Algumas atividades mais vitimadas já padeciam comorbidades estruturais, e cerca de US$10 trilhões foram injetados, mundo afora, para animar e compensar perdedores. A capacidade ociosa, na maioria dos setores, será rapidamente revitalizada, para atender as demandas reprimidas. A inquietação e criatividade, nas reclusões compulsórias, anteciparam procedimentos e novas práticas de trabalho de maiores produtividade, eficiência e bem estar, com apoio em vasto arsenal tecnológico(home-office, e-commerce, delivery, EaD, streeming, webnar, Zoom, etc.). O amplo campo da saúde, se denunciou fraquezas, abriu espaço, também, para o fortalecimento da universalização e humanização dos sistemas de saúde pública. E o efeito “I can’t breathe”, no último suspiro de George Floyd, junta-se aos sufocos da Covid-19, em triste coincidência, para pautar atitudes de maior solidariedade, renuncias e tolerância, que marcarão os novos tempos do Século XXI.
         Na onda desse otimismo, imagino que – se o Brasil construir uma harmonia institucional sábia e negociada, com união equilibrada dos poderes republicanos e arregimentação inteligente dos instrumentos políticos e produtivos – poderemos orientar as capacidades da iniciativa privada e de outros agentes, inclusive ambientais, para consolidarmos uma era de desenvolvimento, assentada na vocação e  potência da nossa AGROINDÚSTRIA.
         O novo mundo, que caminha para um teto de 12 bilhões de pessoas, trilhará caminhos de traçados ainda imprevisíveis, porém não prescindirá de matérias primas, alimentos e produtos do agronegócio. Fornece-los com racionalidade, competência e soberania não apequena nossa potência econômica, nem enxovalha nosso status. O que erigimos até hoje veio, essencialmente, dessas vigorosas fontes primárias e do agronegócio consequente, desde a cana-de-açúcar, as madeiras e os minerais colonizadores, passando pelo café, com sobras modernizadoras, até o contingente de exuberantes commodities renováveis que nos garantem, hoje, reservas seguras, sem precedentes, de mais de US$350 bilhões, enquanto o agregado da Agricultura pulou de uma participação de 10%, no PIB, 10 anos atrás, para atuais 25%!
         Na esteira dessa promissora e crescente economia do agronegócio virão a necessária DESMETROPOLIZAÇÃO, a melhoria e expansão das infraestruturas, e uma nova indústria seletiva e competitiva. Essas as linhas diretoras de um plano para o Brasil. O resto vem por gravidade, se arrumarmos a casa inteligentemente.
Jaboatão dos Guararapes, 13/6/20

                                       IMAGEM TIRADA  DO GOOGLE

34 comentários:

Ari Zanella disse...

Este excelente artigo do mestre Aristophanes foi-me enviado em 13.06.20 mas por lapso de minha parte não o publiquei à ocasião. Como ainda é bem atual e pedida nova permissão ao Pereira, coloco-o à disposição de todos os nossos estimados leitores.

WILSON LUIZ disse...


CRÔNICAS DA PANDEMIA
UM MUNDO COMO ESTE MERECE SER SALVO?

Acho que já escrevi sobre o assunto, que os 8(oito) homens mais ricos do mundo possuem mais riquezas que a metade mais pobre da humanidade, cerca de 3.7 bilhões!!(com B). A FAO, órgão das nações unidas que traça o mapa da fome no mundo, estimou que mais de 50 milhões de seres humanos poderão entrar nesta estatística, devido à pandemia, somando-se aos mais de 800 milhões já existentes.

“É VERGONHOSO UM PAÍS QUE PRODUZ O SUFICIENTE PARA ALIMENTAR 400 MILHÕES DE PESSOAS TENHA 15 MILHÕES DE SEUS CIDADÃOS PASSANDO FOME.”

Alberto Fernández, Presidente da Argentina


Ainda sobre a pandemia, a cidade de Nova Iorque reabriu os salões de cabeleireiros; tem um que cobra, por corte de cabelo, 1.000 dólares(mais ou menos R$ 5.500,00). Isto não seria nada, cada um pode cobrar o que quiser, mas é que há uma fila de mais de 1.000 clientes esperando vez; isto é um acinte, um tapa na cara dos sem-teto e milhões de desempregados que existem naquele país.

LEPROSOS DO SÉCULO XXI

Na Idade-Média, os leprosos eram proibidos de entrar nas cidades e quando tentavam, eram apedrejados, as vezes até a morte; ficavam confinados em guetos isolados.

Hoje, o Brasil é um campo de concentração. Devido ao errático e ineficiente combate à pandemia, não podemos entrar em praticamente nenhum país do mundo (nem no Paraguai!!), e também somos barrados nos Estados Unidos, por ordem do “muy amigo” do Bolsonaro, o presidente Trump. O lado bom desta história é que vamos parar de transferir nossos recursos para o exterior, como turistas, trouxas que viajam para serem tratados com desprezo e má vontade, para eles só servimos para levar $$$$.

Este problema, de fechamento de fronteiras, será resolvido, sem esforço, pelo que nós conhecíamos no bom e velho BB de antigamente, como PTRS(problema que o tempo resolve sozinho), será quando aparecer uma vacina eficiente, só não sabemos quando.

Outro problema mais sério será o econômico. O Brasil é um pária internacional, é difícil acreditar que os grandes investidores vão aportar aqui seu rico dinheirinho, principalmente pelo descaso do governo com a política ambiental, notadamente as queimadas na Amazônia. É fácil camuflar números sobre o desmatamento, mas não dá para enganar os satélites que detectam os incêndios na floresta. Não entendo o interesse do governo, está protegendo os grandes criminosos, que devastam a floresta dando ordens de suas coberturas no Leblon ou nos Jardins, em São Paulo e vai prejudicar muito nossos interesses comerciais, o acordo de comércio com a União Europeia já subiu no telhado.

Ari Zanella disse...

A vocação do Brasil é ser o celeiro do mundo. As commodities alimentícias terão mais valor do que a produção industrial. A China quer fazer isso aqui no Brasil para alimentar o povo dela. Por isso, está nos bastidores ajudando a derrubar o presente governo auxiliada pelos poderes judiciário e legislativo que já se entregaram a eles e querem governar o nosso país. Está bem evidente essa tendência. Repetem mentiras para que se tornem "verdades" pela repetição.

Unknown disse...

Vejo muito isso do atual presidente. Diz uma coisa hoje e amanhã é outra.

Ari Zanella disse...

Temos poucos dias para tentar impedir mais uma iniciativa que visa cercear a livre comunicação na internet.

O Senador Alessandro Vieira, em conjunto com a deputada Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES), que apresentaram projetos semelhantes na Câmara dos Deputados, apresentou para votação em Plenário do Senado o PL 2630/2020 que prevê um controle férreo da internet no Brasil.

O senador afirma que o projeto não prevê remoção de conteúdo das postagem dos cidadãos, mas apenas pretende combater a desinformação na Internet. A definição de desinformação, porém, que está contida no Artigo 4 dá margem a todo tipo de arbitrariedades. Segundo ela, desinformação é:

"Conteúdo, em parte ou no todo, inequivocamente falso ou enganoso, passível de verificação, colocado fora de contexto, manipulado ou forjado, com potencial de causar danos individuais ou coletivos".

Com essa definição, praticamente qualquer manifestação nas redes sociais poderá ser considerada enganosa ou ofensiva.

Precisamos pressionar o Senado para que essa lei não seja aprovada.

Assine a petição para pedir o arquivamento do PL 2630/2020

Caso seja aprovado, esse PL criará uma reservada de mercado para o que chamam hoje de agências checadoras de fatos.

Blog do Ed disse...

Wilson Martins quem paga esses milhares de ricos desses é o povão: os jogadores de futebol, basketball, e condutores de carros de corrida, artistas de shows populares etc.. Ganham muito mais que muitos cientistas, médicos, enfermeiros e professores. O povão precisa divertir-se para valorizar a vida...
Edgardo Amorim Rego

Unknown disse...

"Hoje, o Brasil é um campo de concentração."

Pois é.

Isso dá até samba do crioulo doido.

Hoje é concentração
Imposta por Xi Jinping
Fevereiro foi azaração
Sem começo meio e fim

Culpa do Bolsonaro!

DÓRIA, WITZEL, PE, CE, PA, MA, AM, liberaram o Carnaval.

WILSON LUIZ disse...


TIRO NO PÉ DOS OUTROS, PARA O GOVERNO, É ESPORTE

Caro Professor Ari, 28.06 às 11:30 hs., concordo plenamente, o Brasil tem tudo para ser o celeiro do mundo...desde que o governo pare de dar tiros no pé do setor agrícola.

Alguns exemplos de balas perdidas: se efetivar a mudança da embaixada em Israel de Tel Aviv para Jerusalém, certamente provocará retaliações dos países árabes, grandes consumidores de carnes e cereais. Pior ainda é o descaso com a questão ambiental, dá de ombros para os incêndios na Amazônia e está deixando o anti-ministro do meio ambiente “passar a boiada”. Hoje os países desenvolvidos estão, cada vez mais, exigindo sustentabilidade ambiental com a produção dos alimentos que compram. Pelo andar deste carro de bois em chamas, vamos acabar vendendo só para a China, aí sim vamos ver o que é ser dependente de uma ditadura.

Já que o assunto é alimentos, adapto um pronunciamento do Presidente da Argentina, Alberto Fernández, que já escrevi em outra postagem:

“É VERGONHOSO NOSSO PAÍS PRODUZIR O SUFICIENTE PARA ALIMENTAR BILHÕES DE PESSOAS E TER MAIS DE 7 MILHÕES DE SEUS CIDADÃOS? PASSANDO FOME”.

7 milhões é uma estimativa, só vamos saber ao certo após o fim da pandemia. Agora, fazendo uma conta de padeiro, acho que, com gasto de R$ 400,00 mensais por pessoa, se amenizaria muito o problema, já que vários famintos são da mesma família; isto representaria, anualmente, R$ 33.8 bilhões, uma merreca perto dos R$ 370 bilhões que o governo deixa de arrecadar com incentivos fiscais para grandes empresas.

Blog do Ed disse...

Wilson Luiz, o Brasil continuará a abastecer o mundo de minérios e alimento e a importar os produtos industrializados e de tecnologia atualizada da China, da Europa e dos Estados Unidos? Esse é o grande programa para o Brasil, como querem essas três forças políticas mundiais? Conformemo-nos para o bem da sustentabilidade e do Mundo? Os donos do Mundo o decretaram!
Edgardo Amorim Rego

Jorge Teixeira - Araruama (RJ) disse...

Alguém saberia dizer se prosperou a proposta para não pagamento das prestações dos empréstimos consignados, por 120 dias, que tinha sido apresentada no Senado e depois não tivemos mais nenhuma notícia.

Unknown disse...

Alguém sabe informar se a isenção do imposto de renda em uma parcela de 1.903, para aposentados com acima de 65 anos é só do valor do INSS ou é também sobre o da Previ.

Aristophanes disse...

Parece existir uma "vergonha" por produzirmos bens primários. É nisso que somos bons e competentes. É o nosso grande diferencial. O nosso orgulho.Já ultrapassamos os EE.UU em muitos produtos agrícolas e deixamos no chinelo os subsidiados europeus, que fazem de tudo para nos bloquear(direito deles).
Não é vergonha. Pelo contrário. Além de ser uma produção humanitária e nobre, incorpora ciência agronômica, tecnologia de ponta e serviços de qualidade, além de meios financeiros sofisticados(cooperativas, bancos, seguros, etc). Os ganhos e poupanças da exportação financiam os bens que não temos competitividade para produzir.É assim que funciona.A Indústria seletiva encontrará, naturalmente, o seu nicho de qualidade e competência.
De quebra, voltemos para um "novo interior", com qualidade de acesso, transporte, educação, saúde, segurança. Uma nova logística para a necessária DESMETROPOLIZAÇAO planejada e racional, que rearrumará as cidades inchadas, socialmente doentes e de péssima qualidade de vida.
Utopia?! Não! Temos todo o instrumental para faze-lo, SE houver vontade política, unidade de ação, um estado diretor, em associação com a iniciativa privada.

A propósito, lembro que aí está mais uma forte razão para valorizar o BANCO DO BRASIL, em sua missão pública, especializado no AGRONEGÓCIO, e compondo o tripé creditício, ao lado da CAIXA e BNDES.

Saiam dos gabinetes metropolitanos, Senhores! Tirem o pé do pescoço do Brasil!

Cadé disse...

Parabéns mestres, eu gosto de saber, conhecer e aprender com a vossa sapiência.
Cadé

Unknown disse...

Consignado foi pra camara

Miro disse...

https://www2.anabb.org.br/Portal/Noticia/Visualizar/100412/Saiba-como-foi-a-decisao-da-Camara-de-Arbitragem-sobre-o-ressarcimento-de-prejuizos-a-Previ

eudes disse...

Ao colega Jorge Teixeira. Foi aprovado pelo senado em 18/06 e enviado para Câmara. Caso aprovado, será encaminhado para sanção presidencial.

Miro disse...

https://catracalivre.com.br/saude-bem-estar/descoberto-na-china-mais-um-virus-que-pode-gerar-pandemia-no-planeta/

De novo, da China!!!!!

rubens goulart disse...

Caro colega Ari Zanella, recebi uma solicitação da colega Daisy, do Movimento Semente da União, para, se possivel contatar e solicitar votos para a Chapa 2, das pensionistas, e tenho me empenhado pois já solicitei para 2 pensionistas o voto para a referida Chapa-2, o Site da Anaplab, tão bem comandado pelo colega, poderia, por favor solicitar esta colocação, uma vez que é bastante acessado. O que acha da idéia?, se é que já não teve esta idéia, certo, tudo de bom, colega aposentado e sócio da Anaplab, desejando a todos tudo de bom...colega Goulart do Paraná.

Blog do Ed disse...

Estimado diretor e Mestre Aristophanes
Sem dúvida, o Brasil compete com os Estados Unidos pela hegemonia na produção de bens agrícolas. Esburaca-se, exportando minérios. Mas, são os bens industrializados o de maior valor de troca e os que mais conferem poder político a um país. País agrícola como o Brasil, infelizmente não é respeitado no cenário mundial. Estamos aí constatando os agicultores franceses, invocando qualquer pretexto para fazer fracassar o acordo UE/Mercosul: o Brasil se especialize na produção agrícola, mas a UE se especializa nos produtos industriais, sem que o Governo Francês estanque a concessão de subsídios aos agricultores. A UE é politicamente poderosa porque possui poderosa máquina industrial de ponta.
Edgardo Amorim Rego

Aristophanes disse...

Prezado Edgardo.
Para que não pareça que eu sou um entusiasta da AGRICULTURA e indisposto, em relação à INDÚSTRIA, trago algumas informações, menos pelo contraditório ao seu correto ajuizamento, e mais para esclarecer o meu ponto de vista.
Por formação profissional, sou muito mais “industrial” do que “agricultor”. Lembro que nos meus primeiros 10 anos, no Banco do Brasil(1952 a 1962) exerci funções nas áreas mais identificadas com a Indústria. Conheci a CEXIM, depois a CACEX e CÂMBIO. Fiquei impregnado da ideologia nacionalista da política de “substituição de importações”, para subsidiar e proteger a infante industrialização brasileira, ou melhor dizendo, paulista. Prossegui, por mais 5 anos(1952-1967) na antiga e extinta SUDENE(a de hoje é um Zumbi, que a burocracia não tem coragem de enterrar), de onde saí como diretor do Departamento de Industrialização. Esse tempo todo, buscando fortalecer uma industrialização artificial, protegida, subsidiada e, consequentemente, vulnerável a desvios e práticas corruptivas.
Temos uma INDÚSTRIA, é verdade, mas construída sobre os pilares da substituição de importações(que começou a desmoronar no Governo Collor-1990, com a denúncia das “carroças”), do protecionismo e da reserva de mercado. Hoje, não temos um carro ou caminhão brasileiros. Não temos um parafuso de computador concebido no Brasil, apesar da extinta SEI e por aí vai. Com algumas exceções elogiáveis e inteligentes, como a Embraer, desenvolvemos alguns poucos segmentos industriais que podemos chamar de “criado e feito no Brasil”. Por isso, quando o mundo desenvolvido entrou numa nova fase industrial, do conhecimento, da inovação e da Inteligência Artificial, ficamos para trás, fabricando, ou montando, nossas carroças copiadas e pouco competitivas(geladeiras, televisores, fogões, sapatos, tecidos e roupas, caçarolas, etc.).
Enquanto isso, por outros caminhos, fomos desenvolvendo, a partir de um patamar benfazejo de condições naturais, como terras, água, clima e vocação de pioneiros, uma NOVA AGRICULTURA, inclusive amparada pelo estudo e pela pesquisa, como são exemplos a EMBRAPA e o crédito pronto e dirigido do BANCO DO BRASIL e Cooperativas. Não é uma “agriculturazinha”, mas uma poderosa AGRICULTURA nacional, competitiva com outros países, que anima o desenvolvimento de indústrias a ela associadas e, no conjunto, tudo se incorporou ao nosso crescente e forte AGRONEGÓCIO(Agriculura+Indústra+Serviços)
Portanto – para terminar, porque o tema é rico, complexo e cativante – não desmereço a INDÚSTRIA, apenas reconheço que ela, no caso brasileiro, precisa se reinventar, com a ajuda do AGRONEGÓCIO, com base num PLANO NACIONAL, bem concebido, ordenado, persistente e com muito estudo.

Blog do Ed disse...

Entendido. Então queremos, os dois, o Brasil produzindo bens da indústria de ponta, de alta tecnologia, como está fazendo essa empresa brasileira que lançou agora no mercado um tecido de poliéster (somente três empresas no Mundo detêm essa tecnologia) capaz de imunizar 99,9% do contágio do Covid-19. Dr. Bacelar e eu no Câmbio não regateamos apoio creditício às cooperativas do sul do Brasil e à EMBRABA e à EMBRAER. Encontramos o Câmbio com uma carta de garantia de US$80 milhões de dólares , recurso de última instância, e deixamos, só no setor de Resolução 63, com possibilidade de empréstimos de US$12 bilhões.
Edgardo Amorim Rego

Paulo disse...

Bom dia Professor e demais colegas,

O Alexandre Garcia tem um canal no YouTube, no qual realizou uma live com vários médicos verdadeiramente comprometidos com a vida humana e não com interesses outros.
Nesse encontro os médicos contaram a exitosa experiência de Belém do Pará e de Porto Feliz (SP).
Não quero me ater aqui sobre a maldade humana, mas sim sobre a bondade. Médicos que honram o juramento feito. Milhares de mortes evitadas com medicação barata, utizada há décadas, com experiências inclusive preventivas com absoluto sucesso. O nome do vídeo é: COVID 19: TRATAMENTO PRECOCE SALVA VIDAS.

Imploro aos colegas que assistam e divulguem esse conteúdo, para que o pânico seja expulso de vários lares, como aconteceu aqui em casa. O momento não é para ser feito juízo de valor sobre atitudes que não se justificam, mas sim, para levar um pouco de tranquilidade às famílias bombardeadas diuturnamente. Se por acaso a notícia já tiver sido veiculada nesse canal me perdoem.

Deus seja glorificado para todo sempre.

Moreira

Genésio Guimarães - Uberlândia/MG disse...

É..., meus caros Diretores Aristophanes e Edgardo, gigantes de boa memória e conhecimento, parece-me que estamos precisando de menos corona, mais honestidade, mais escola, mais organização e muito trabalho sério, a exemplo do que estão fazendo os valentes chinesinhos. O resto, com uma doze maior de amor aos brasileiros menos favorecidos, vem a reboque para alegria de todos.

Abraço fraternal para todos
Genésio Guimarães - Uberlândia/MG

antonia disse...

Prof Ari, falando em eleições da Previ, creio que a chapa 1 vencerá, tendo em vista que estrategicamente está oferendo mais vantagens para o Previ futuro, contando que somos minoria e uma boa parte não vota, ninguém vai defender nossas causas.

Paulo César Fernandes disse...

Mestre,
o Sistema Empréstimo Simples da Previ entrará em manutenção hoje, será que advirão boas novas?

Jeanne disse...

FUNCEF possibilita nova suspensão do pagamento de prestações de empréstimos
Participante deve fazer opção no Autoatendimento e estar atento às regras da operação

01 de Julho de 2020

Ari Zanella disse...

Antonia,

O candidato a diretor de Seguridade (Lazzarotto) da chapa 2 Mais União pertence ao quadro do PREVI Futuro. O oponente não. Penso que explorar esse nicho pois é do quadro e está dentro do banco. Precisamos atingir em cheio as pensionistas que podem fazer a diferença.

Felipe Osório da Silveira disse...

Funcef e petros suspendendo novamente os seus emprestimos, se os participantes da Previ querem o mesmo devem lotar as caixas de mensagem deles.

Unknown disse...

Kd nossos representantes pra reinvedicarem
Nova suspensao do ES

Unknown disse...

É provável que a PREVI, sensibilizada com a difícil, perigosa e letal situação enfrentada pelos seus aposentados e pensionistas, é provável que aprove algum reforço financeiro com relação ao ES,como aumento de limite, dispensa de carência e prazo maior para pagamento. Se isto acontecerde fato, nota 1.000 para a nossa PREVI e seus diretores.Vamos torcer! WILLIAMS Silva -9.843.050-5-Teresina-OI.

rubens goulart disse...

Caro colega Ari Zanella, concordo com o seu comentário de 02/07/2020, acima, quando fala que as pensionistas poderão, com certeza fazer a diferença. Isso concordo, com certeza, consegui sugerir 2 pensionistas, e colegas aqui de Cambe-PR, estão engajados, esperoamos em conseguir mais colegas pensionistas a votarem na Chapa-2. Peço, por favor Ari que voce com o seu lido e acessado Blog, faça mais este chamamento, pois sera de muita validade; tudo de bom, e vamos, pelo menos eu, ficar atento as outras ou outros pensionistas, para atingirmos o pleito da possível vitória da Chapa 2, tudo de bom, e fique na paz de Deus e Jesus...Shalom. aposentado Goulart, do Parana.

Martins disse...

Para meu esclarecimento, o Sr. está apoiando qual chapa? Fiquei em dúvida com a sua colocação e a da Sra. Antonia. Grato.

Ari Zanella disse...

Apoio a chapa 2 - Mais União.

Adairton Campêlo disse...

ATENÇÃO: isenção de IOF sobre novas operações de crédito foi estendido até 2 de outubro.