sábado, 22 de fevereiro de 2020

ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO COM JURO BAIXO


Aristophanes Pereira




“É CARO ENVELHECER NO SÉCULO XXI“
Aristophanes Pereira
     Em seu elogiável, mas ainda tímido InfPREVI, publicado, hoje, no seu site, e enviado ao e-mail de seus participantes, a PREVI reproduz uma interessante e competente entrevista do Diretor de Investimentos, Marcelo Wagner, dada ao jornal Valor Econômico, em 20 do corrente, ontem.
       Vim comentar o assunto, aqui no blog do Prof. Zanella, porque, como já disse, trata-se de matéria interessante, que merece ser replicada, mormente quando constatamos que o blog é uma popular caixa de ressonância, registrando uma média de 1.000 visitas diárias. Se os comentários são poucos é porque o pessoal anda meio desanimado e os anônimos alijados, por sabidas razões.
       A entrevista, sob o título PREVI REVÊ ESTRATÉGIA DE INVESTIMENTO COM JURO BAIXO, merece ser bem avaliada, porquanto trata de matéria de nosso maior interesse, divulgada por um diretor diferente, que indica cultivar a transparência, e em momento oportuno, diante de sensíveis mudanças, ainda não bem assimiladas e entendidas, no mercado de capitais.
       Seria repetição abusiva, reproduzir, aqui, a entrevista, que pode ser lida, integralmente, no InfPREVI citado. Entretanto, vale ressaltar a sua oportunidade e relevância, vez que mostra a necessidade de mudanças sensíveis, na matriz de aplicações de nosso fundo de pensão, especialmente o Plano1, com um singular e maleável patrimônio, em torno de 200 bilhões. Essas mudanças, identificadas com propriedade pelo diretor Wagner, crescem de significado diante de um novo cenário econômico e de inovações, que se delineia, sutil e inusitadamente, em nosso país, sob a batuta do Banco Central. A inflação controlada, os juros civilizados, a banca se reinventando, a bolsa rejuvenescendo com IPOs, o mercado imobiliário respirando novos ventos e, agora, uma ducha de dinheiro no mercado, com o afrouxamento do “compulsório”. E o dólar?! Deixa flutuar...
       Nesse precioso ambiente de mudanças, a secular e exemplar Previ pode e deve exercer a sua benéfica e competente experiência, no plano macro. No plano micro, valho-me do sábio reconhecimento do diretor Wagner, quando diz, com o seu entendimento previdenciário, que envelhecer no século XXI é mais caro do que nos séculos anteriores.
       Então, converse com o seu colega da Seguridade, para dar um refresco aos sedentos velhinhos do Plano 1, que chegaram ao formidável século XXI. E dou uma dica que serve para os dois: Usem o mecanismo do sugerido ES-CAPEC, para aumentar as rentáveis  aplicações com participantes e aliviem, em vida, a vida dos velhinhos. Alea jacta est!

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

ALEA JACTA EST!


Aristophanes Pereira






O INOVADOR ES-CAPEC
Aristophanes Pereira
       Já bastante rodado, estou acostumado com guerras, revoluções, golpes, emendas constitucionais e infraconstitucionais, avanços tecnológicos, reformas e tantas outras inovações que distraem, motivam e preenchem as necessidades dos humanos, no plano secular. No plano religioso, não opino.      
       Considero-me curioso, buliçoso e persistente diante dos obstáculos. Sempre mexi no que estava fechado e empurrei o que estava parado. Ganhei muitas vezes, e “quebrei a cara” em outras tentativas, mas o saldo foi gratificante e positivo. Só pra falar do BB, ainda “precário”, pedi transferência, de Campina Grande-PB pra Direção Geral, no Rio de Janeiro(1956), objetivando retomar meus estudos. Muitas vezes alterei a CIC, como “parecerista”. Explorei outros mundos fora do Banco, e aprendi que existia “vida inteligente”, além de minha Casa. Voltei como Diretor da Região Nordeste(DINOR), a “minha praia”. Com uma histórica e revolucionária Carta-Circular GENOR/GERAN, montada pelas equipes de Danilo e Amilcar,(*) mudamos parâmetros e protocolos, para alavancar negócios e elevar as aplicações, conforme as peculiaridades das respectivas regiões Nordeste e Norte
       Não estou escrevendo biografia, nem fazendo promoção. Quero, apenas, frisar o poder da mobilidade, da evolução e das descobertas. Aliás, muita coisa está mudando, no mundo e em nosso país. E com velocidade. São novos ambientes, novas necessidades e novas ofertas.
       Na segmento da moeda e do crédito, com suas ramificações, são sensíveis as transformações. Circulam moedas virtuais. Os bancos físicos estão encolhendo. Os diálogos pessoais foram substituídos pelos contatos com robôs inteligentes(IA). Os procedimentos de compra e venda são feitos por aplicativos e as fintechs avançam sobre os bancões, que procuram se reinventar. Outro dia, um motorista de aplicativo me informou que as locadoras de automóveis, agora, “vendem” carros “zero”, sob a modalidade disfarçada de uma locação a longo prazo.
       Tudo isso decorre, em grande parte, de um novo ambiente econômico liberal em nosso país. Juros básicos(SELIC) caíram vertiginosamente, de 14,25%a.a. para 4,25%, contra uma inflação bem comportada, que fechou 2019 em 4,31%. Uma situação inimaginável para os nossos hábitos e cultura monetária. Isso começa a desmontar arraigadas e perniciosas estruturas, apontando novos caminhos.
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       Esses ajuizamentos mexeram com a minha imaginação, quando vi o Professor Zanella retomar o fôlego, para tratar, na postagem CONSIGNADO DO INSS E O EMPRÉSTIMO SIMPLES, de um assunto recorrente e que interessa de perto a grande parcela de nossa comunidade: O controvertido EMPRÉSTIMO SIMPLES.
       Por motivos vários e controversos essa modalidade de empréstimo consignado, no que respeita ao nosso Plano-1, está travado, vez que:
  • O valor máximo de concessão parou no teto nominal de R$170 mil, sem aumentos reais, há alguns anos.
  • A Margem Consignável de 30%, se excedida, inibe a tomada de valores  eventualmente disponíveis.
  • O prazo de pagamento, máximo de 120 prestações e mínimo de 36, está escalonado em função da idade do tomador, decrescente e discriminatória a partir de 77 anos.
  • O Fundo de quitação por morte(FQM) acompanha a idade do tomador, penalizando, progressivamente, os mais idosos.

       Essas condicionantes do ES estão entrelaçadas. Se uma é satisfeita outra pode impedir a tomada do empréstimo. A Previ, na sua avaliação conservadora, parece não querer mexer nessa “pilha de latas”, o que não é rigorosamente censurável, por razoes que não vamos, aqui, avaliar. Ademais, acha que dá um conforto, mediante  a engenhosa divisão do ES-rotativo, nas modalidades A-B-C-D, abrindo possibilidades periódicas de renovação, de 6 em 6 meses, para cada modalidade. Um quebra-galho, para atender necessidades, em renovações oneradas pelo IOF e Taxa de Administração. 
       Diante desse quadro de quase paralisia do ES e subutilização do produto, na grade de aplicações(OPERAÇOES COM PARTICIPANTES) da Previ, ocorreu-me fazer uma sugestão pouco ortodoxa, mas séria e viável: O ES-CAPEC, conforme delineio a seguir,  em linhas gerais.

  1. O contratante de pecúlio junto à CAPEC poderá estipular, em benefício da Previ, ou de entidade que ela nomear, até 50%(cinquenta por cento) do somatório dos pecúlios por ele mantidos, nas modalidades do Plano Morte.
    1. Essa estipulação só poderá ser exercida se o pecúlio vinculado tiver sido contratado há, pelo menos, 24 meses da opção da dação em garantia.
    2. Não será permitido o cancelamento do pecúlio contratado junto á CAPEC, enquanto vigorar o vínculo da respectiva dação em garantia, salvo permissão decidida pela Previ, como couber.     
  2. O valor estipulado, na forma acima facultada, será destinado, exclusivamente, à garantia de pagamento, em quitação por morte, de empréstimo que venha a ser concedido pela Previ ao contratante do pecúlio CAPEC, na modalidade Empréstimo Garantido CAPEC, respeitadas as seguintes condições especiais:
  1. Limite de Crédito:  Até 90%(noventa por cento) do valor oferecido em garantia, com base no estipulado no item 1.
  2. Prazo: Até 60(sessenta) meses.
  3. Carência: Até 3(três) meses.
  4. Juros: Mínimo aplicável, na forma facultada pelo BCB.
  5. Taxa de administração: Fixa de R$100,00
  6. Impostos: IOF
  7. Outras condições: 
    1. O aproveitamento da garantia, em caso de morte do mutuário, será proporcional ao saldo devedor, por ocasião do evento.
    2. O valor da prestação não compromete a Margem Consignável, à semelhança do que ocorre com o ES-13º
    3. Outras condições, à semelhança do ES-rotativo Plano1.

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       Não há o que refutar, no caso de insatisfação dos colegas, relativamente à sugestão. O ES-CAPEC proposto seria, obviamente, OPCIONAL, e a dação em garantia não usurpa direitos, pois a estipulação, qualitativa e quantitativa, de beneficiários é decisão exclusiva do contratante do seguro, em qualquer tempo.
       Quanto ao acatamento pela Previ é imprevisível, mas se houver vontade política ela própria encontrará o modus faciendi. Fica a sugestão, livre de direitos autorais. E pra terminar no Latim: Data venia. Alea jacta est!
(*) José Danilo Rubens Pereira e Amilcar de Souza Martins
Jaboatão dos Guararapes(PE),12/02/2020  

terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

CONSIGNADO DO INSS E O EMPRÉSTIMO SIMPLES

    Um amigo de onde sopra o minuano me contou que a CEF realiza empréstimo consignado do INSS com taxa de juros a partir de 0,84% ao mês e pelo prazo de até 120 meses. Pode até que essas taxas sejam para prazos menos alongados e para clientes com perfil mercadológico de atração pela concorrência que se acirra entre os maiores bancos nacionais.
     Não deixa de apontar, todavia, uma forma cada vez mais crescente de se obter empréstimos a juro cada vez menor, tendo em conta que a taxa Selic encolhe a cada rodada do COPOM. Nessa balada não podemos deixar de olhar o nosso quintal. O nosso porto seguro, velho mas bom e forte ES poderia/deveria ser otimizado para o bem geral dos necessitados de crédito barato e garantido. Que se alongue o prazo, condição essencial à disseminação do produto que cumpre os parâmetros gerenciais de segurança/garantia atuarial e retorno mesmo após a morte.
      Bate-se tanto nessa tecla, num esforço repetitivo, que num lampejo mercadológico provocado por concorrências comerciais, pode o nosso fundo agir - finalmente - ao encontro de nossos interesses. Afinal, as eleições estão aí. As campanhas serão dirigidas a quem vota e decide ou a quem vota por obrigação, como a livrar-se de uma obrigação? Temos uma grande meta a alcançar. Ou o ES tem mais volume emprestado (e consequente mais tomadores) ou boicotemos as eleições na Seguridade com expressiva votação de votos em candidatos comprometidos com a causa.

domingo, 2 de fevereiro de 2020

O SOFRIMENTO NOS SANTIFICA

    Aprendi muito mais em seis meses de grande sofrimento do que nos sessenta e poucos anos de existência. Cresci espiritualmente. Amadureci. O bom Deus mostrou-me que eu preciso me desapegar literalmente deste mundo, viver no mundo como não vivesse e dedicar-me 100% ao amor e à ajuda aos mais humildes e carentes. Sou muito grato ao Pai, ao Filho e ao Santo Espírito por gravar em meu coração as sábias palavras da lei do Senhor e do Evangelho do Filho do homem. Sinto-me enquadrado nas palavras de Jesus: "Ninguém pode vir a Mim se o meu Pai não o atrair; e uma vez vindo a Mim de modo algum o lançarei fora." E mais: "Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu quem vos escolhi."
     Assim, meu coração exulta de alegria por compreender que ao cristão é morrendo que se vive para a vida eterna, e que não há mandamento maior que doar a vida pelos irmãos. Agora entendo perfeitamente as palavras de Cristo: "Quem quiser salvar a sua vida (terrena) perde-la-á; mas quem perder a sua vida (corporal) por Minha causa, encontra-la-á!"
     O mundo hoje com a multiplicação da ciência procura nos convencer de que a vida com Deus na eternidade não existe. O diabo é muito astuto e tira-nos preciosas almas do Senhor através de um aparelho chamado celular. Os facilitadores oferecidos pela tecnologia vão minando os nossos jovens na crença ao Deus verdadeiro. Os aplicativos e a redes sociais (atribuo ao Instagram um dos mais satânicos) afastam a vigilância paterna aos filhos. Satanás ataca o que Deus instituiu como sagrado: A família. Com efeito, se os dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria. Mas por causa dos eleitos os dias serão abreviados.