domingo, 24 de novembro de 2019

BRASÍLIA NA NOSSA EMPREITADA

    Enquanto a votação para a sobrevida de nosso plano de saúde caminha para seu final, com notória tendência para a vitória do "sim", o nosso foco passa para outros aspectos ou novos procedimentos, com o intuito de não desejar que as coisas mudem fazendo-as do mesmo jeito. 
     Um amigo de verdade lá da região dos pampas, vizinho de Osório-RS, que da janela do nono andar de seu edifício em Capão da Canoa vislumbra as ondas e a imensidão do Atlântico, vivendo e perscrutando, "twenty-four hours a day", os nossos problemas com as possíveis soluções.
       Neste bater contínuo das marolas nas rochas, o nosso filósofo pragmático nos aponta que o corpo a corpo, ou melhor, o olho no olho é a solução mais evidente para aparar arestas. "Como gostaria de morar nas cidades onde há o poder decisório sobre as agruras que nos afligem: Rio de Janeiro por ser sede da PREVI e Brasília por ser sede da CASSI mas que manda muito mais que o Rio, pois o nosso fundo de pensão está na cidade maravilhosa, porém, é da capital federal que recebe as ordens.
      Associações de classe, até agora, foram na maioria inócuas (Anabb, Faabb, sindicatos) para negociar um plano de saúde robusto e duradouro. Tampouco as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro possuem em suas AFAs, ambas com numeroso número de associados, sem a devida contrapartida da representatividade.
      O que Gilberto sugere é o contato iniciado por pessoas físicas, moradores de Brasília e Rio, uma espécie de regência do baixo clero formando células de duas, cinco, dez, vinte pessoas, com a finalidade de tomar a sopa quente pelas beiradas. Em prévias reuniões para traçar metas, nossos bandeirantes marcariam encontros diretamente com quem tem o poder na capital do Brasil: Presidente, Vice, senadores, deputados, sedes do BB, da CASSI, do Ministério da Economia (inclusive com o assessor de Guedes que falou mal do nosso plano de saúde). Com a dra. Solange, responsável pela administração dos fundos de pensão. Tudo "olho no olho", assuntos já previamente estudado e com argumentações insofismáveis. Por exemplo: Fazer lembrar às autoridades que o BB. ao longo dos últimos 30 anos, já nos surrupiou 200 bilhões de reais, em valores corrigidos. Por que agora, não quer dar sua cota de sacrifício? Contra-argumentar a surrada técnica usada pelo Banco e por advogados contratados de que "caso não seja como o Banco quer, ele "quebra"! Enfim, mostrar a verdade nua e crua a quem hoje tem o poder decisório.
Nossos colegas de Brasília têm um grande trunfo que poderia favorecer a todos, qual seja, a facilidade do "tête-à-tête" que pode desfazer equívocos cujos danos são irreparáveis.
     Com efeito, tais procedimentos, simples e viáveis, teriam efeitos muito mais benéficos a todos nós do que as inertes grandes associações que nos representam.

 

33 comentários:

Anônimo disse...

Baseado em que o Sr diz que o sim provavelmente vai ganhar?

Anônimo disse...

Nas Redes sociais o NÃO está ganhando, se depender só das redes sociais e do zap O SIM não vaiconseguir nem a metade dos votos,porém aconteceu um fato que ninguem esperava:FRAUDE NA ELEIÇÃO DA ANABB, o que nos deixa com a pulga atras das orelhas, a quem de fato interessou a fraude na ANABB, qual o motivo dessa fraude ? foram constatados varios votos pela internet usando o mesmo endereço IP, vai ficar so na anulação ou vai ter DENUNCIA A POLICIA ?

Aristophanes disse...

NOTA. Minha intenção era colar este comentário, em resposta ao colega Anônimo (23/11-16:53) da postagem anterior. Entretanto, como o blogger Ari Zanella acaba de fazer uma nova postagem, resolvi mandar meu comentário pra cá. Até porque não foge do tema.
(PARTE I)
Colega Anônimo (23/11-16:53) e demais colegas.
A propósito do que solicitou em seu comentário, arrisco-me a externar o que penso.
De início, não avalio que a nossa Previ-Plano1 esteja “em crise”, como você suspeita. É fato que estamos vivendo período difícil, final de uma grave crise nacional, de componentes política, social e econômica. Dentro desse quadro geral de dificuldades, a Previ-1, que tem uma cultura conservadora, identificou os anos de vacas magras(>2014) e aplicou dieta corretiva, talvez exagerada, como o calote do BET, o retorno das contribuições, a rigorosa aplicação do INPC, na correção mesquinha anual dos benefícios, a mudança da tabela(Matusalem) de mortalidade e outros ajustes financeiros menores. Nem ligou para fato de que, do outro lado, estávamos comendo o pão que o diabo amassou: Cassi, Inflação real, aperto do ES, custo do envelhecimento, etc.
Além disso, conquanto a Bolsa, nos seus movimentos “hodiernos” venha registrando progressivos aumentos, já ultrapassando o sonho dos 100.000 pontos, a Carteira de Renda Variável da Previ-1 não se beneficiou muito desses aumentos, principalmente pela grande influência da VALE, cujas ações se machucaram muito, na lama dos lamentáveis acidentes com a mineradora(Mariana e Brumadinho).
Outra grande carteira, a de Renda Fixa, perdeu muito com a benfazeja queda da SELIC e as remunerações atreladas a ela e à inflação. No apanhado geral, essas duas Carteiras respondem por pouco mais de 90% dos ativos do Plano, ocasionando, em consequência, os déficits bilionários, que felizmente parecem estar em reversão.
Outros ativos(Imobiliários-5,5%, Participantes-2,96%, Estruturados-0,65% e Exterior-0,09%) pouco ultrapassam, no total, os 9% restantes, gerando ganhos apenas “tradicionais”. Curioso que a Previ, no Boletim de setembro, realça os ganhos “avantajados” dos “investimentos estruturados” que, entretanto, respondem por apenas 0,65% das aplicações! Esse perfil de investimentos da Previ-1, há muito, tem sido questionado, com o aconselhamento de “buscar maior diversificação”, seguindo o princípio clássico de que “não se deve colocar todos os ovos no mesmo cesto”.
Reconheço, à margem dessas considerações, que é uma tarefa grandiosa pagar, mensal e pontualmente, quase um bilhão de reais a cerca de 113.000 aposentados e pensionistas, espalhados por este imenso Brasil.
***
Aspecto correlato desta questão diz respeito à gestão “compartilhada” da Previ, com a soberana presença e atuação do Patrocinador, Banco do Brasil. Não se trata, apenas, de uma participação contributiva. Não! A Previ é, de fato, comandada pelo Banco do Brasil, por seus prepostos diretos e indiretos (eleitos), disciplinados por regulamentos rigidamente aplicados e excelentes remunerações... Acresce, ainda, a singularidade de, sendo o Patrocinador instituição financeira, beneficiar-se da “consanguinidade dos fluxos financeiros”, numa contabilidade que muitas vezes tem carecido de esclarecimentos. Isso fora a questionada partilha de superávits, que uma regra suspeita de ilegalidade instituiu(Resolução CGPC 26/2008), privando-nos do recebimento de 7,5 bilhões de reais(2010), hoje estimados/corrigidos em, aproximadamente, 19 bilhões! (COTINUA)

Aristophanes disse...

PARTE II
Colegas.
Vivemos tempos de grandes e dinâmicas mudanças, que nos obrigam a um novo pensar, distinto dos “anos de ouro” de 1950, 70 e 90. O Previ-1, é um plano atípico: bilionário, maduro e fechado, com extinção prevista para os anos 2080. Entretanto, a partir dos anos 2060 será um “plano de viúvas e pensionistas”. Já agora, quase todos seus membros estão aposentados, e o Banco do Brasil vai administra-lo sob a “nova cultura” do Previ-Futuro, sem muitos laços com o Previ-1, e com interesses distintos. A privatização do Banco do Brasil, que poderá ocorrer, não é mais uma medida de “interesse público” mas, somente, uma questão de “conveniência de Caixa”. A Previ já se flexibiliza com o lançamento do “Previ-Família”.
Aí estão, somente, algumas linhas de ocorrências óbvias. Esse novo ambiente precisa ser bem avaliado doravante, para pautarmos um relacionamento mais inquisitivo e preventivo com o nosso fundo. O PLP 268/16, em tramitação no Senado-Câmara, que busca aprimorar os dispositivos de governança das EFPC, parece estar “meio parado”. Urge a adoção de novas regras, mormente no que diz respeito à instituição de “entidade de controle externo”, por parte dos participantes/assistidos – notadamente no nosso caso do cobiçado Previ-1 – para contarmos com os olhos de uma permanente auditoria, na defesa de nossos interesses que, no particular, são distintos dos interesses do Governo e do Patrocinador. Já temos associações de aposentados(AAFBB, FAABB...) que poderiam desenvolver projeto da espécie, sem Anabb, obviamente. Fica a sugestão, e vou pensar noutras coisas, porque hoje é Domingo. Abraço!

Soupreviplano1 disse...

Meus amigos,
Votar Pelo "SIM" não é dar sobrevida à CASSI e evitar que nos mandem para o SUS, conforme muitos acham. Votar pelo "SIM" é dar mais uma chance de permanecer onde está quem colocou a entidade na situação em que se encontra.
Quando vamos ter eleições na CASSI?

Abraço

Ari Zanella disse...

12:57

Na intuição.

Jair Mário Bork disse...

Estou torcendo para que a "notória tendência da vitória do SIM" se confirme. E isso vai depender da votação dos aposentados que, pelo que sei, ainda estão comparecendo timidamente na votação, visto que a grande maioria dos votos já efetuados foram através do SISBB.

Anônimo disse...

Primeiramente parabenizo os colegas sobre as análises do ES porque os critérios adotados apresentam distorções que eu não classifico apenas como injustiças mas também como incoerências. Por exemplo limitar o prazo de forma drástica para os mais idosos prevendo que eles não terão tempo de vida para quitar o ES sendo que cobram o fundo de quitação pós morte (FQM). A existência das duas medidas ao mesmo tempo são incompatíveis e nem os Bancos e financeiras praticam.

Fuzinelli disse...

Neste País, com atalho ou sem atalho, jamais chegaremos às bananas, cuja plantação está sendo destruída em cada reforma estatutária.

Neilor Pizani disse...

Realmente caro Ari Zanella, a atuação das entidades que nos representam tipo: Anabb, Sindicatos, Contraf/CUT, FAABB, foram vergonhosamente timidas e covardes; não procuraram negociar, apresentar propostas alternativas. Mas
quando foi para defender os descalabros cometidos pelos "PTistas Luladrão e Dilmanta", vociferaram como chacais famintos. Não servem para nada! Se extintos não farão falta.

Anônimo disse...

Emérito Professor ZANELLA:


Está sucedendo uma COISA ALARMANTE, desde sábado passado, 23/11/19, INDESCRITÍVEL MESMO, que é o PROVEDOR de internet TERRA, está sem o “site” funcionando, assim como ninguém consegue mais ABRIR SEUS E-MAILS. Bagunça geral! E ainda pensam em PRIVATIZAR TUDO! Os telefones da empresa só tocam MUSIQUINHA, quando tentamos contacto. Dizem que ABANDONOU o PAÍS, sem AVISAR ANTES os consumidores. Amanhã já vou ingressar na Justiça. O PREJUÍZO DOS CONSUMIDORES ESTÁ SENDO INENARRÁVEL! Que coisa INCRÍVEL! Manifestação das AUTORIDADES =
NIHIL!

José Roberto Eiras Henriques disse...

2020, se ....

Telma disse...

https://spbancarios.com.br/11/2019/secretario-de-paulo-guedes-ataca-cassi

Trader anônimo disse...

Embora bem intencionado, parece-nos uma grande inocência pensar que o fundo Previ não está em crise...

Soupreviplano1 disse...


Meus amigos,
Em vez de querer mudar o ESTATUTO, que tal substituir quem, por desobediência a ELE, deixou a CASSI na situação em que se encontra?
Quando vamos ter novas eleições?
Abraço

Telma disse...

https://spbancarios.com.br/11/2019/secretario-de-paulo-guedes-ataca-cassi

Uma colega e amiga minha, que já faleceu, nunca precisou usar a Cassi. Até pra partir, ela usou a ambulância do SUS porque a ambulância da Cassi não estava disponível quando precisou. É triste saber que um colega que pagou o plano a vida toda, e hoje ouvir um outsider da privatização querer dar pitacos na nossa vida, nossas finanças e na Cassi.

Anônimo disse...

Ambulancia da CASSI... ???????

sss disse...

E está?

Aristophanes disse...

Prezado Trader Anônimo.
Externei, lá acima, uma opinião, quase a sentimento, porque “crise” me pareceu uma palavra muito forte. Mas não deixei de reconhecer que a Previ adotou remédios amargos, desde quando identificou a crise maior em que mergulhou o país, desde 2014, sem menosprezar a crise estrutural que nos “amarra” o crescimento do país há mais de duas décadas.
Seria um valioso exercício(case) demonstrar, para os "inocentes", a natureza da real crise da Previ, suas causas, efeitos das perdas e prognósticos. Por isso, sugeri que cuidássemos de instituir um órgão independente, de controle externo, para monitorar e auditar, permanentemente, o desempenho do nosso Plano1, fonte de sustentação vital para a quase totalidade de seus participantes e assistidos. Topa?!

Anônimo disse...

DR MEDEIROS O SR. ESQUECEU DE COLOCAR A PALAVRA BINGO EM SEUS COMENTÁRIOS!
VAMOS LÁ DOUTOR...

Anônimo disse...

Trader Anônimo por gentileza explique porque você acha que a Previ está em crise, e que tipo de crise seria? Você é aposentado pela mesma?

Telma disse...

Deixe-me reescrever:
A família da minha amiga descobriu que, ao contrário da Unimed, a Cassi não tem ambulância. Aquela foi a primeira vez que ela precisou da Cassi.

Telma disse...

Um parente meu fez cirurgia de catarata com tudo coberto pela Unimed. Eu preciso fazer a mesma cirurgia, porém, se eu quiser fazê-la com meu médico de confiança que é credenciado da Cassi, terei que desembolsar $ 7.500,00 porque a Cassi não cobre o valor da clínica onde ele opera nem a lente americana. Meu médico trabalha somente com a lente americana, nem eu tampouco quero colocar a lente nacional, considerada não tão boa quanto à importada. E aquele Salim diz que a gente tem privilégios.

Trader anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Trader anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Trader anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aristophanes disse...

Prezado Trader Anônimo e colegas.
Tendo presente a divergência conceitual que se erigiu, aqui no blog, envolvendo uma suposta crise na gestão financeira da Previ-Plano1, foram pedidas, objetivamente, explicações e justificativas sobre a existência, ou não, dessa hipotética “crise na Previ-1“. Este foi o tema motivador.Lembro, a propósito, que na prova de redação do ENEM o candidato recebe nota ZERO, se fugir do tema proposto.
Nessas condições, depois de ler, e tentar entender, a sua longa dissertação, juntando os numerosos “fragmentos de textos”, avalio, s.m.j. que a sua nota é ZERO.
Sem desapreço à sua erudição bursátil, tive a impressão de que o Trader Anônimo fugiu do tema, seriamente proposto – inclusive por outros colegas – preferindo trata-lo com embromação e ultrapassado ranço marxista.
É uma pena!

Trader anônimo disse...

TEXTO "1"

Prezado Dr. Aristophanes, colegas de blog,

[...] Os fundos de pensão acumulam contribuições calculadas sobre os salários e vencimentos, e seu objetivo declarado é assegurar aos assalariados, depois de aposentados, uma pensão regular e estável. [...] A escolha em favor desses sistemas foi e é mais do que nunca uma escolha política, escolha em favor dos mercados financeiros, cujas conseqüências, hoje, são conhecidas. (19)

O fragmento de texto acima é de autoria do economista francês François Chesnais... Após a leitura do referido fragmento de texto chegamos a duas conclusōes:

(1) Conclusão externa ou aparente : o objetivo declarado dos fundos de pensão é assegurar aos assalariados, depois de aposentados, uma pensão regular e estável.

(2) Conclusão interna ou real: [...] A escolha em favor dos fundos de pensão foi e é mais do que nunca uma escolha política, escolha em favor dos mercados financeiros, cujas conseqüências, hoje, são conhecidas. Qual conclusão na prática vai predominar: a externa? Ou, a interna?

Para tentarmos responder as duas perguntas acima, inicialmente parece-nos oportuno a leitura do seguinte fragmento de texto encontrado em trabalho de nossa autoria, que ora estamos finalizando :

[...] Os dois primeiros fragmentos de texto, acima mencionados, foram retirados de duas obras do economista francês André Orléan. O primeiro fragmento de texto (28) consta de obra que teve sua divulgação inicial no ano de 2004, ao passo que o segundo fragmento de texto (18) teve sua primeira apresentação ao público no ano de 2011. As diferenças entre os dois fragmentos de texto estão apenas nas expressões em maiúsculo. Assim, no primeiro fragmento de texto (28) encontramos em maiúsculo a expressão "INTERESSE DOS ACIONISTAS". Por outro lado, no segundo fragmento de texto (18) temos em maiúsculo a expressão "INTERESSE DOS DETENTORES DAS AÇÕES". Tal distinção entre os dois fragmentos de texto evidencia a sutil evolução do pensamento do economista francês André Orléan de 2004 (28) para 2011. (18)

Em outros termos, tal transgressão inicialmente concebida como de “INTERESSE DOS ACIONISTAS” (2004), passa alguns anos depois a ser concebida como de “INTERESSE DOS DETENTORES DAS AÇÕES” (2011), pelo mesmo autor. Em igual sentido, o terceiro fragmento de texto (9), disponibilizado ao público em 2009, está em sintonia com a interpretação encontrada no segundo fragmento de texto, qual seja: “INTERESSE DOS DETENTORES DAS AÇÕES”, pois a esses últimos foi concedida a “alocação dos recursos”, conforme podemos ler no terceiro fragmento de texto. Semelhantemente, parece-nos uma conclusão externa o "INTERESSE DOS ACIONISTAS", conforme antes vimos. Por outro lado, parece-nos uma conclusão interna o INTERESSE DOS DETENTORES DAS AÇÕES, conforme igualmente antes vimos.

Continua

Trader anônimo disse...

TEXTO "2"

Neste sentido, a figura dos “detentores das ações”, acima mencionada, é conhecida pelo nome de “agentes”. Entretanto, nos fundos de pensão os “agentes” são igualmente conhecidos por meio da expressão “proprietários MATERIAIS da poupança concentrada coletiva”, doravante “pMdpcc”. Entretanto, cabe-nos aqui chamar a atenção que em tal instituição social são figuras distintas os “detentores das ações” e os “acionistas”. Assim, nos fundos de pensão os “detentores das ações” são os executivos do fundo de pensão (“pMdpcc”), pois a esses foi concedida à alocação dos recursos, como antes vimos. Por outro lado, nesta instituição social os “acionistas” são os associados do fundo de pensão (ativos, aposentados e pensionistas), os quais são conhecidos igualmente por meio da expressão “proprietários FORMAIS da poupança concentrada coletiva”, doravante “pFdpcc”.

Prosseguindo em nossa abordagem, no terceiro fragmento de texto encontramos a seguinte afirmação: “[...] e, principalmente, o destino das riquezas produzidas que, cada vez mais, se concentram em poucas mãos.” Compreender por que “[...] o destino das riquezas produzidas [...] cada vez mais, se concentram em poucas mãos” é o próximo passo de nossa abordagem.

Neste sentido, outro ponto que observamos no terceiro fragmento de texto é de extrema importância para conhecermos um pouco mais daquilo que antes denominamos de “conspiração”, qual seja: o que define a propriedade é o “poder de alocação”. Entretanto, tal “poder de alocação” encontra sua principal fonte de alocação na figura dos títulos bursateis de “grande liquidez”, como vimos na primeira hipótese. Por seu turno, tal “fonte de poder” nos títulos de “grande liquidez” é encontrada nos mecanismos endógenos da liquidez. Neste sentido, o seguinte fragmento de texto antes mencionado na primeira hipótese:

[...] A autonomia de que a finança goza neste plano (entretanto, de forma necessariamente passageira), baseia-se nos mecanismos internos de precificação dos preços dos títulos próprios aos mercados financeiros. Estes mecanismos, que são endógenos à liquidez, têm como efeito aumentar o valor nominal dos ativos ou créditos em virtude da vontade única do mercado, sem qualquer ligação com o verdadeiro estado dos indicadores “fundamentais”. (29)

Continua

Trader anônimo disse...

TEXTO "3"

Assim, a expressão “[...] e, principalmente, o destino das riquezas produzidas que, cada vez mais, se concentram em poucas mãos”, que antes vimos no terceiro fragmento de texto, quer nos parecer que está relacionada a certa expressão que acima vimos: “[...] em virtude da vontade única do mercado, sem qualquer ligação com o verdadeiro estado dos indicadores fundamentais”.

Neste sentido, na primeira hipótese sustentamos que os extravagantes preços alcançados pelos títulos de “grande liquidez” eram fruto exclusivo de dois ingredientes: de uma “liquidez continuada” e dos “interesses dos agentes”.

Por outro lado, parece-nos oportuno retornarmos à leitura do seguinte fragmento de texto encontrado no item anterior:

[...] O retorno ao real nos devolve, em última instância, a exploração dos trabalhadores*, que é o verdadeiro “fundamento” da Bolsa. (22)

*Se equiparam aos trabalhadores aposentados e pensionistas

[...] Neste ponto de nossa tratativa parece-nos oportuno fazer uma pausa para colocarmos uma pergunta importante: por que o “retorno ao real” nos conduz ao verdadeiro “fundamento” da Bolsa: a exploração dos trabalhadores?

- Porque a “manutenção em carteira” dos títulos bursateis de “grande liquidez” pelos fundos de pensão de forma quase que permanente é de interesse exclusivo dos “pMdpcc”, como veremos a seguir. Neste sentido, “o que define a propriedade é o poder de alocação”, como antes vimos. Entretanto, o “poder de alocação” pertence aos “pMdpcc”, como igualmente antes vimos. Logo, não nos parece equivocado sustentarmos que quanto maior for o tempo de alocação das ações de “grande liquidez” pelos “pMdpcc”, mais riquezas serão transferidas para tais “agentes”.

Em outros termos, a “manutenção em carteira” pelos fundos de pensão de forma quase que permanente dos títulos de “grande liquidez”, listados na Bolsa de Valores brasileira, é um primeiro e forte indício de que o verdadeiro “fundamento” da Bolsa de Valores brasileira é a exploração dos trabalhadores. Neste sentido, a literatura técnica sustenta que são divergentes os interesses dos “pMdpcc” e dos “pFdpcc”, conforme adiante veremos. Esse é um primeiro indício de que tal instituição social é uma indústria ineficiente.

[...] Frente a tais conclusões, não nos parece equivocado sustentarmos que a “poupança concentrada coletiva”** é uma indústria ineficiente. (21) Em outros termos, o fundo de pensão não é uma instituição eficaz, pois não faz as coisas certas. Portanto, o fundo de pensão não é fim; é meio! Logo, não nos parece exagerado começar a pensar na extinção de tal instituição social.

**Fundo de pensão

Blog do Ed disse...

Por onde anda o Divany?Como elefazfalta! Divany, um abração fraterno.
Edgardo Amorim Rego

Trader anônimo disse...

Dr. Aristophanes, colegas de blog,

O tema não é simples. Na realidade, se equipara a um quebra-cabeça gigante. Os TEXTOS "1", "2" e "3" são partes tiradas de um único item da segunda hipótese de nosso trabalho. Tal segunda hipótese tem 8 (oito) itens. O trabalho é composto de 3 (três) hipóteses.

Trader anônimo disse...

Por acaso, alguém entendeu nossos TEXTOS "1", "2" e "3"?