quinta-feira, 21 de novembro de 2019

BOLETIM DE DESEMPENHO EM APP (Dr. Aristophanes)

EXPLORANDO O LADO OCULTO DA LUA.
Aristophanes Pereira

       Merece um registro de elogioso reconhecimento a divulgação do BOLETIM DE DESEMPENHO, que a Previ vem fazendo, mensalmente, de uns tempos para cá, das contas que compõem a sua grande carteira de aplicações, em especial – e o que mais nos interessa – as relacionadas com o Plano 1
        Se a divulgação anual constitui um mandamento legal frouxo, com gosto de descaso, divulgar, espontaneamente, tal análise, mensalmente, é elogiável, mas não é feito tão excepcional. É um período aconselhável, mormente, por se tratar da gestão de um grandioso patrimônio, de R$185.000.000.000,oo sensível a variações de um Mercado instável e complexo, onde as duas principais sub carteiras, dentre 6 – RENDA VARIÁVEL E RENDA FIXA – acumulam cerca de 90% do total! Ademais, essa prestimosa apuração de contas diz respeito à gestão de um patrimônio pertencente a, aproximadamente, 112.700(junho-2019)  participantes/assistidos. Mesmo que tão árdua prestação de contas só despertasse a atenção de 5% deles, seriam 5.600 atentos e respeitáveis interessados, merecedores da informação.
       No meu distante conhecimento dos corredores administrativos da Previ, e muito menos entendimento de seus caprichos, ainda assim me parece que o BOLETIM DE DESEMPENHO, que está voltado, somente, para um lado da questão, o desempenho das APLICAÇÕES, caberia ser ampliado – com louvável ganho de transparência – para uma versão que poderia intitular-se BOLETIM DE DESEMPENHO AMPLO.  Seria um BALANCETE simplificado, informal, montado com informações de FONTES E USOS dos recursos, cobrindo, mensalmente, sucessivos períodos de três meses, sendo um atual e dois imediatamente anteriores.
       Para realçar o significado e importância da informação comparativa, vemos em cada Boletim de Desempenho da Previ uma informação, perdida no texto, que diz, em cada mês, isoladamente: “O Plano 1 permanece com superávit acumulado de R$3,53 bilhões(AGOSTO)” (...) R$4,36 bilhões(JULHO) e (...) R$4,89 bilhões(JUNHO). Em todos os 3 meses, separadamente, e distanciados no tempo, os valores são superavitários, porém só percebemos a deterioração de tais valores, no exame comparativo, anotando, com esforço, uma série de dois ou mais meses. No caso, entre JUNHO e AGOSTO, perderam-se R$1,36 bilhões, na formação do superávit(ou déficit) anual.
       Não tenho dúvidas de que o competente corpo técnico da Previ, prontamente,  entenderá o alcance de minha sugestão e, facilmente, se houver vontade superior, saberá montar esse novo corpo de informações, graças à disponibilidade de recursos contábeis, atuariais e tecnológicos existentes no maior fundo de pensão da América Latina, agora energizado por painéis solares.
       Mesmo assim, para deixar mais clara a minha sugestão, construí, no QUADR0 abaixo, um exemplo do que poderia ser o complemento de um novo BOLETIM DE DESEMPENHO AMPLO, esperando que a formatação, no Excel, seja preservada, a saber:

PREVI PLANO 1 – DEMONSTRAÇÃO SINTÉTICA DE FONTES E USOS DE RECURSOS.

DISCRIMINAÇÃO DAS CONTAS
%
JUNHO
%
JULHO
%
AGOSTO
NOTAS
I - FONTES







1 - Resultados de Aplicações







1.1.RENDA VARIÁVEL







1.2.RENDA FIXA







1.3.INVESTIMENTO IMOBILIÁRIOS







1.4.0PERAÇOES COM PARICIPANTES







1.5.INVESTIMENTOS ESRUTURADOS







1.6.INVESTIMENTOS NO EXTERIOR







2. Receitas de Planos







2.1. CAPEC







2.2.PLANO DE GESTÃ0 ADMINISTRATIVA







2.3. OUTROS







3.Receitas de Contribuições







3.1. Dos Associados







3.2. Do Patrocinador







3.3. De outras origens







4.







5.







6.







TOTAL-A







II - USOS







1. Administração/Gestao







1.1.  SUPERIOR







1.2. GERAL







1.3  AUDIORIA E CONSULTORIA







1.4. OUTROS







2. Custeio de Benefícios







2.1. APOSENTADOS







2.2. PENSIONISTAS







2.3. OUTROS







3. Custeio de Planos







3.1. CAPEC







3.2.PLANO DE GESTÃ0 ADMINISTRATIVA







3.3. OUTROS







4.







5.







6.







TOTAL-B







SUPERAVIT/DEFICIT(A-B)







          
           Na elaboração do QUADRO, como sugestão bem intencionada, buscando levar aos donos da Previ, dados compreensivos, consistentes e correntes, apoiamo-nos nas vastas informações contidas no padrão de relatório anual da entidade que é, sem dúvida, um tesouro de sabedoria. Entretanto, são mais de 130 páginas, dificilmente interpretadas e de cansativa leitura.
       Na continuidade desse processo de divulgações transparentes, o projeto BOLETIM DE DESEMPENHO poderia rapidamente evoluir para  apresentação sob a dinâmica forma de um APP, com a incorporação de outros dados e informações,  como os que constam da SALA do PARTICIPANTE, inclusive com um solene OBITUÁRIO.
       Ficam as sugestões, já que não temos melhores novidades.

Jaboatão dos Guararapes, 17/10/19 (Republicação em 21.11.2019)

23 comentários:

Blog do Ed disse...

O eminente diretor Aristophanes é, de fato, um técnico, arrancado do seio da SUDENE, na época do Presidente Ângelo Calmon de Sá, para dirigir a Região Norte do Banco do Brasil. Ele sabe o que diz. E sugere uma obrigação constitucional da PREVI, transparência ampla.
Edgardo Amorim Rego

Aristophanes disse...

Vejo, agora, a republicação do meu texto, retirado prematuramente, mês passado, por motivos técnicos, como avisou o Prof. Ari Zanella. A reedição coincide com a divulgação, no site da Previ, do BOLETIM DE DESEMPENHO DE SETEMBRO. Pouca coisa mudou. Pequena evolução, para melhor, no superávit acumulado, que passou de R$3,53, em agosto, para R$4,23 bilhões, em setembro. Porém, é pertinente a ressalva que o colega “Anônimo 20/11-22:080” faz para o Colega Wilson, nos Comentários da postagem anterior.
Amainada a tempestade da controvertida CASSI, com a disputa SIM-NÃO, vamos nos acostumando ao debate permanente dos assuntos BB-PREVI-CASSI, que têm significado vital para a nossa comunidade. Sem esquecer o Brasil.
Abraço. ARISTOPHANES

Trader anônimo disse...

Seria interessante IGUALMENTE recuperarmos os comentários então postados...

Ari Zanella disse...

Blogger Blog do Ed disse...

Já li a sugestão e julguei-a muito contributiva e elucidativa.
Edgardo Amorim Rego

Ari Zanella disse...

Blogger Unknown disse...

Também achei a sugestão bem interessante.
Agora, o nosso problema emergencial chama-se Cassi.
O que estará ocorrendo?
E o relatório da ANS, alguém sabe de algo.
Célio

Ari Zanella disse...

Anônimo Anônimo disse...


PREZADO COMPANHEIRO ARISTOPHANES,

Os resultados dos balancetes da PREVI, de fev/19 a agosto/19, são todos deficitários, senão vejamos: fev/19 _R$ 3.838 bilhões de déficit; março/19 - R$ 5.727 bilhões de déficit; abril/19 -R$ 5.055 bilhões dedéficit; maio/19- R$ 3.192 bilhões déficit; junho/19- R$ 1.626 bilhões de déficit; R$ julho/R$ 2.164 bilhões de déficit e agosto/19 -R$ 2.994 bilhões de déficit (vide site da PREVI, onde foram publicados).

Com certeza, você está raciocinando com um número equivocado, qual seja, o do SUPERÁVIT ACUMULADO entre o balanço de 2017 e de 2018. O resultado de 2018 realmente foi de R$ 10 bilhões de superávit, menos R$ 4,5 bilhões de déficit ACUMULADO em 2017, logicamente que em 2018 o superávit ACUMULADO FOI R$ 6,5 bilhões, todavia, essa grandeza é só para efeito gerencial e não reflete a real e atual situação financeira (saúde) do fundo de pensão, uma vez que o resultado acumulado do ano em curso, de jan/19 a agosto/19, é de R$ 2.994 bilhões de déficit, ou seja, estamos vivendo um ano cheio de dificuldades.

Mas, também pudera, somente a Holding Litel Participações S.A, através da qual a PREVI investiu na Vale S.A, sozinha acarretou uma perda de R$ 4.864 bilhões em agosto/19 (vide balancete) que é maior do que o déficit de agosto/19, que é de R$ 2.994 bilhões. As aplicações na Vale S.A somam R$ 39.8 bilhões e remotas são as expectativas das suas ações valorizarem para cobrir esses rombos.

O total alocado em Rendas Variáveis, cerca de R$ 84.9 bilhões, redundou na pífia rentabilidade média acumulada até 31.08.19 de 0,20%, contra a meta atuarial acumulada de 6,07%. Desse montante robusto (R$ 84.9 bi), a Carteira de Participações, uma subdivisão do segmento Rendas Variáveis, com aplicações totalizando R$ 49.4 bilhões estão em situação bem mais grave, dado que propiciaram uma RENTABILIDADE NEGATIVA ACUMULADA de - 8,06% até 31.08.19, contra uma meta atuarial acumulada no mesmo período de 6,07%.

São R$ 49.4 bilhões nessa Carteira de Participações umbilicalmente ligada as Rendas Variáveis andando para trás como caranguejo, isto é, de ré, sendo que, com essa rentabilidade abaixo de "zero" (-8,06% negativa), deste mato não sai coelho e não podemos esperar que essas aplicações financeiras deficitárias voltem a gerar receitas para pagar as aposentadorias. Para piorar a situação, os R$ 39.8 bilhões internados na Vale S.A estão embutidos nessa Carteira de Participações.

Para resumir o quadro, os R$ 185.9 bilhões, o Ativo Total do Plano 1 da PREVI, está produzindo rendimento médio acumulado de jan/19 a agosto/19, no total de 4,94%, contra uma meta atuarial acumulada no mesmo período de 6,07%. Essa é a verdade nua e crua.

Ari Zanella disse...

Blogger Unknown disse...

Ari e amigos,
A mensagem do Anônimo das 07:29 deixa a gente com a “pulga atrás da orelha”. A pessoa que escreveu tal análise não deve ser muito nova não, afinal acordar cedo em um domingo não é para jovem. Pelo menos eu, quando jovem, acordava tarde nos domingos.
Ele discorre sobre valores preocupantes. Uma coisa todos sabemos: as aplicações da Previ são muito concentradas em papéis da Vale. Já há muito tempo deveria ter sido diversificada.
Agora aparece também uma tal de Carteira de Participações com rentabilidade negativa em 2019 de - 8,06%.
Seria incessante que alguém entendido sobre o assunto ratificasse ou retificasse tais informações.
Será que os problemas da Cassi não são suficientes, temos também na Previ.
Celio

Ari Zanella disse...

Blogger Aristophanes disse...


Prezados Célio e Companheiro Anônimo(Pode ser anônimo e companheiro?! Deixa pra lá, vamos ao que interessa):
Minha intenção, com a sugestão feita, foi conclamar a Previ – gestora de um patrimônio, cuja necessária movimentação já alcança, anualmente, a exuberante quantia de R$200 bilhões – a aprimorar seus sistemas de comunicação, de modo a informar, sem prejuízo dos rigores contábil e atuarial, os donos e beneficiários dessa riqueza, tendo presentes a ATUALIDADE, a PRECISÃO e a COMPREENSÃO.
Reconheço que o nosso Fundo, além do notável patrimônio, tem história, ensinamentos e, com sabedoria e astúcia, tem escapado de investidas externas. O maior perigo, paradoxalmente, mora ao lado: O Patrocinador, com seus próprios interesses, suas artimanhas e infiltrados.
Acontece que não estamos em 1950, ou mesmo no começo do Século XXI. O Banco do Brasil, hoje, é outro, com mentalidade e objetivos de banco privado, em meio a uma Economia que se liberaliza e reduz o tamanho e benesses do Estado(nada contra). Perdeu regalias, funções públicas e exclusividades. É o banco do Previ Futuro.
O Previ Plano 1 está fechado, maduro e tem fim previsível. Perdeu o seu “pai herói”, o velho Banco do Brasil e vem sendo cuidado pelo padrasto, a nova versão digital do BB.
Ainda somos 113.000 “acionistas da Previ”, com um horizonte de vida em torno de 60 anos, até 2080, mais ou menos. Aqueles novos cenários, em mutação, reclamam uma interação mais estreita desses “acionistas” com a “Previ do Patrocinador”, de modo a acompanhar, com clareza, competência e instrumental técnico, a gestão e o desempenho do “nosso” patrimônio, não somente pelo seu tamanho e dinâmica, mas principalmente porque é dele que depende a sobrevivência(literalmente) da quase totalidade dos membros do Plano1. O apocalipse da Cassi é um sinal dos céus! Abraço domingueiro. Aristophanes

Ari Zanella disse...

Anônimo BLOG DO ED disse...


Minha impressão, de ignorante, é claro, é que os recursos da PREVI são aplicados para garantir, enquanto possível, que determinadas ações não tenham seus valores excessivamente desvalorizados. Não são aplicados com sua real e necessária finalidade: a mais segura e rentável aplicação do momento.
Acho também que as autoridades (a PREVIC) já deveria , há muito tempo já, ter examinado o que se passa na administração da PREVI.
Não venha a acontecer com a PREVI o que está acontecendo com a CASSI.
Nesta, a ANS só apareceu, ao que parece, quando não há mais solução fácil, nem mesmo difícil...
Para que existe fiscalização do Estado, então...
E, no caso da PREVI, essa fiscalização é diretamente paga por nós...e regiamente sustentada...
Se não existe aplicação satisfatória, então a culpa é dos Governos, porque, segundo a ciência econômica os juros é PARCELA DO LUCRO. O Governo está permitindo que alguém abocanhe o que pertence ao mercado... O mais esquisito é que a PREVI aparece como aplicadora capitalista, isto é,fruidora da totalidade da renda... de empresas lucrativas ... E num país de empresas altamente rentáveis... oportunidade para os capitalistas globais... É o samba do sujeitinho doido...
Edgardo Amorim Rego

Ari Zanella disse...

Blogger Blog do Ed disse...

Desculpem os erros de concordância da opinião exposta às 13:13...
Edgardo Amorim Rego

Ari Zanella disse...

Blogger Trader anônimo disse...

Os títulos de "grande liquidez", eg. Petrobras, Vale são simples meios de transferência de riquezas. Portanto, valem Zero. A afirmação acima é o resultado da observação de umas sete ou oito observações independentes: gráficas, relações matemáticas desproporcionais, coincidências.

Trader anônimo disse...

Estimado Professor Ari,

Agradecemos sensibilizados o pronto atendimento de nossa solicitação.

Trader anônimo disse...

Nosso comentário acima...

Neste sentido, o grande investidor norte-americano, Warren Buffett, tem apenas duas regras de investimento::

Regra 1: Preserve o seu capital;
Regra 2: Nunca esqueça a regra 1.

Após a leitura de nosso comentário acima, sugerimos aos colegas do blog questionar o fundo PREVI sobre a manutenção em carteira dos títulos mencionados, quais sejam PETROBRAS e VALE...

Anônimo disse...

Companheiro Aristophanes, Sabemos que as instituições financeiras para calcular o risco e os limites de crédito dos seus clientes, ou seja, o nível da assistência creditícia a conceder, exigem os balanços dos três últimos exercícios, pois é com base nos números do passado que se projeta o futuro e que o risco de qualquer capital emprestado está no futuro. Assim sendo, no caso das EFPC, a análise comparativa dos três últimos meses, em horizonte temporal muito exíguo teria variação inexpressiva e o resultado verificado teria pouca serventia para alterar os rumos do planejamento anual que é objetivado. Agora, poderiam conceder o limite de R$ 200 mil para o ES, conquanto mantendo inalterado o prazo atual dos 120 meses, ninguém teria margem consignável para contratar o tão sonhado empréstimo, sobretudo pelo elevado valor da prestação mensal, fora de praticamente todos os orçamentos. Tratar-se-ia de uma "Miragem no Deserto" para aquele trôpego andarilho, morto de sede (de carência creditícia), mas que nunca irá chegar ao oásis. Mesmo com os R$ 170 mil, um ou outro gato pingado, terá margem consignável para tal. De outra parte, o ES é um tipo de frango assado em churrasqueira giratória que cachorro babará eternamente de vontade de comer!

Aristophanes disse...

Você lamenta o prazo de 120 meses.E o que dizer dos octogenarios, limitados a 36 e FQM de 4,5% ..?!

Anônimo disse...

Sr. Ari,

como votar na alteração CASSI?

Ari Zanella disse...

Boa tarde,

Eu votei SIM. Acho que é necessário para ter um vida extra em nossa CASSI. Mas não critico quem diverge de mim. Respeito muito quem prefere o NÃO, mas nessa altura do campeonato eu não posso mais brigar por ideal. Só sei que não posso ficar sem assistência médica.

Anônimo disse...

Mestre Sr. Aristophanes
A ideia é muito boa e ao mesmo tempo mais simples para os colegas que não estão muito afeito a informações de dados contábeis e estatísticos poderem ter uma perssepcao melhor de como anda o fundo.
Por outro lado, e pelos indícios parece que a coisa não vai muito bem por lá, embora a dita bolsa esteja com seus 107 mil pontos, o que se alardeava que se chegasse a 60 mil teríamos alguma benesse. E agora caro Mestre o que nos pode dizer a respeito.
Cordiais saudações

Anônimo disse...

https://jornaldebrasilia.com.br/economia/bb-tenta-saida-para-salvar-plano-de-saude/

Anônimo disse...


COMPANHEIRO ARISTOFHANES,

Você está coberto de razão, porquanto reduzir o prazo de reposição do ES para 36 meses para os tomadores octogenários ou superiores, é discriminação e preconceito com os mais idosos.

Tal prática é irracional pela falta de lógica, dado que inviabiliza e encarece o crédito, pelo estabelecimento de prestação mensal contratual exorbitante, além da pesada e insuportável cobrança de prêmio de seguro de quitação por morte do devedor( FQM), o qual quebra a isonomia, porque havendo o óbito do tomador mais novo ou mais velho, em menos ou mais tempo, o saldo devedor da dívida será liquidado pelo FQM, de forma igual, independente da idade. Essa é uma exigência descabida, leonina e desumana.

Dentro das rígidas regras do ES, faz-se economia de palitos, ao restringir o limite de crédito. Isto é uma regra de três inversamente proporcional, pois, tanto quanto for maior o LC do empréstimo, menor e mais distante estará o acesso ao crédito.

Toda instituição financeira do mercado, nas operações de financiamentos e empréstimos (capital de giro), se preocupam em adequar o prazo de reposição/retorno, com a real capacidade de pagamento dos clientes, de modo a satisfazer as suas necessidades de forma palatável e menos dolorosa para não onerar a renda total do tomador, de sorte a garantir a LIQUIDEZ e eliminar o risco da inadimplência.

Na atual conjuntura, a maioria dos bancos, inclusive o BB, nos seus CDCs, para facilitar a vida dos clientes, evitam amarras e burocracia exageradas e tampouco exigem a contratação de seguro por morte, operando com o prazo de 120 meses e taxas de juros baixas, em consonância com o viés descendente da Selic, hoje, em 5%.

Outra descomplicação, na rede bancaria (dentre elas cito o BB), a liberação do crédito é feita no mesmo dia, instantaneamente, e a solicitação pode ser processada através do celular, PC e qualquer terminal de autoatendimento.

No caso nosso ES, é balela a classificação de que o Empréstimo é Simples, tendo em vista a existência de travas técnicas intransponíveis, dado que a liberação do dinheiro é feita em dois dias úteis, com o obrigatório FQM e a prévia existência de MC. Até as renovações dependem do pagamento de 6 parcelas a título de carência. Neste contexto, de "simples" o nosso ES nada tem. Notem o diferencial mercadológico.
Os bancos fazem o duro e custoso trabalho de captar o dinheiro dos poupadores para emprestar e ganhar um spread (diferença entre a taxa de captação e a do empréstimo), enquanto que no ES, sem esforço algum, simplesmente acontece o repasse aos participantes e assistidos os seus próprios recursos financeiros, de modo que não existe respaldo técnico nenhum para endurecer nas transações creditícias com os seus associados, sobretudo no congelamento do prazo de 120 meses, o qual deveria ser de 240 meses, uma vez que as EFPC operam no longo prazo, muitas vezes em horizonte temporal superior a 30 anos, em especial quando aplicam em Rendas Fixas, nos títulos do Tesouro Nacional Federal.

É absurda, desumana e inexplicável essa política creditícia que se aplica no ES, caracterizando um obstáculo claro e um verdadeiro massacre contra a qualidade de vida dos associados, os quais são humilhados por essa maneira regulamentar de proceder. Ganha-se o direito ao crédito, mas não se leva, à custa do processo operacional proibitivo.

Anônimo disse...

Anônimo das 13:03 , parabéns pela publicação, inteligente, racional e verdadeira.
Palmas

Fernando Lamas disse...

POLÍTICA EXPLICÁVEL. TÉCNICA INEXPLICÁVEL.
Caro Professor Ari, saudações cordiais. Antes de tudo, reitero a melhor gratidão, por manteres este espaço. Cumprimento o colega anterior(13:03h). O texto todo, um primor, mas, o último parágrafo, é imbatível. Ouso, caríssimo colega, fazer um reparo, na minha ótica: a sua aula mostra que "inexplicável" mesmo é a técnica aplicada ao Previ/ES, porque, realmente, esse precioso investimento é tratado por uma política muito bem pensada, creio, via BB. Mais uma ousadia: creio que colega não precisa/depende do Previ/ES. Carreira vitoriosa, trata-se de uma consciência pura, bem intencionada, inconformada, com esse imerecido tratamento, "um verdadeiro massacre contra a qualidade de vida dos associados, os quais são humilhados por essa maneira regulamentar de proceder". Grato por tudo e segue um sincero PAZ E BEM!

"Senhor, eu não tenho outra proteção, fora de ti." Ester 4,17

Anônimo disse...

Emérito Professor ZANELLA:


É VERDADE que NÓS ANÔNIMOS “estamos de volta”?