segunda-feira, 23 de setembro de 2019

BREVE RELATO

Olá pessoal!! 
Vou fazer um breve relato, que é um pouco curioso, e achei importante compartilhar com vocês.  
Consegui juntar os  principais diretores da Amaggi(*) para passar uns dias no Vale do Silício em São Francisco, USA (retorno hoje pra casa, chego amanhã à noite) para estarmos ainda mais atualizados sobre o que vem por aí. 
O Vale do Silício é onde nasceram as principais empresas de tecnologia do mundo,  como Apple,  Facebook , Uber,  Airbnb,  WhatsApp, Twitter etc etc.   É considerado o lugar mais tecnológico do mundo,  onde tem as maiores fortunas pessoais (dono da Apple morava aqui, assim como moram donos do Facebook, Uber etc).  Aqui também tem duas das melhores faculdades do mundo,  Stanford e Berkeley, onde saem, todo ano, milhares de gênios. 
O que vi aqui todos esses dias  foi um pouco preocupante principalmente para as pessoas mais jovens.   Quase todas as profissões que existem hoje vão ser substituídas por máquinas no futuro.  Não é coisa de ficção,  vi isso ao vivo e a cores.    A nova geração,  que aqui chamam de Milenius,  ou seja, pessoas que nasceram depois do ano 2.000, estão transformando o mundo com o novo jeito de pensar e novos costumes.   Há uma campanha mundial contra o corte de árvores e abate de animais (coisas plantada pela indústria tecnológica) discurso que os jovens adoram,  defendem a igualdade de gênero (alguns banheiros já são unissex por aqui) sendo que o objetivo final é o bem estar (jovens não querem mais ter carro,  trabalhar cedo, se preocupar com família, ter filhos etc), a homossexualidade é bem vista por aqui,  e a maconha já está liberada (qualquer um pode comprar nas lojas),  cuja quantidade de venda, já supera a de cerveja, entre os jovens. 
O que mais chama a atenção são as mudanças na indústria de alimentos.  Aqui já está no mercado o beyond meat e o impossible hamburger,  que traduzindo é algo como:  hamburger impossível de ser feito,  e hamburger além da carne,  que nada mais é do que carne feita à base de plantas, com uma tecnologia biológica incrível (produtos geneticamente modificados) e o gosto é igual ao do hambúrguer comum (testei todos).   O mais impressionante é a carne feita à base de célula tronco,  onde tiram uma pena da galinha por exemplo,  e multiplicamo-nos isso em laboratório e criam a carne de galinha,  dando aminoácido e açúcar para bactéria comer até criar a carne.   Podem fazer carne de qualquer animal,  e no futuro vão fazer os cortes de traseiro e dianteiro.  Experimentei essa carne, e me impressionou como o gosto é quase igual à de verdade.  A indústria do leite já diminuiu em 20 por cento nos EUA,  substituída por leite de laboratório;  o ovo artificial também está com gosto muito bom, e já pode ser comprado nos supermercados. 
Estão produzindo hortas verticais, num ambiente muito pequeno,  com capacidade para alimentar milhares de pessoas,  não precisando mais da terra, usando 5 por cento de água que a planta comum precisa.  Cresce 18 horas por dia, tem 400 ou 500 por cento mais eficiência que a planta normal,  pode ser cultivada o ano inteiro com mesmo sabor e qualidade e sem nenhum agrotóxico (tudo é feito por computador,  do plantio à colheita) 
No leite e carne podem ser adicionadas mais vitaminas,  antibiótico, vacina para criança etc etc,  ou seja,  o produto pode ser feito sob medida para cada região do mundo (se na África as crianças precisam de remédio, já vai dentro do alimento). 
Andamos num carro incrível,  onde não precisa tocar a mão em nada.  O carro dirige totalmente sozinho,  com chances zero de bater ( a Amaggi tem um carro igual na Noruega comprado há dois anos, e vocês não fazem ideia como evoluíram os novos). Tem lojas que você entra e não existe ninguém para lhe atender (Amazon Go) você pega o produto que quiser da prateleira e quando você sai na porta já e debitado no seu cartão de crédito; Peguei um Halls e coloquei  no bolso da calça (escondido) e foi debitado no meu cartão (a máquina reconhece pelo rosto na hora que você entra), ou seja,impossível de roubar alguma coisa.    Nos aeroportos você compra roupas ou qualquer produto nas máquinas de auto atendimento, escolhe tamanho, cor, modelo  sem ter uma única pessoa lhe atendendo. 
Muitas dessas tecnologias ainda estão sendo aprimoradas,  mas seus criadores tem muita pressa de colocar no mercado em escala global, e existem bilhões de dólares disponíveis para essas invenções  (investimento privado). 
Na lavoura vai ter uma máquina capaz de identificar uma doença na planta em qualquer ponto,  identificar o teor de argila, fertilidade do solo etc etc ( isso hoje é feito por agrônomos), saber se a vaca tá prenha, idade do bezerro na barriga,  se está doente etc. 
Enfim,  isso é apenas uma parte das coisas que vi aqui .  Vou colocar alguns vídeos que fizemos para melhor ilustrar o dito acima (em alguns vídeos eu era o câmera man e o Blairo o ator e locutor rsrs). 

De tudo isso,  vamos ver o que realmente vai  prosperar no futuro.   A nossa geração (dos meus irmãos e irmãs ) pode ser pouco afetada,  mas as nossas crianças devem viver grandes transformações.  

A preocupação é que milhões de empregos devem  desaparecer no curto prazo; toda atividade que você precisa fazer 3 vezes do mesmo jeito, será substituída por máquinas. 
As empresas e governo vão precisar de menos gente,  enfim, tudo vai precisar de menos gente.
Hoje já se fabrica peças de turbinas de avião ou motores em impressoras 3 D (o que levaria uma semana para ser produzido hoje e feito em menos de um minuto). 

O trabalho do futuro estará voltado para tecnologia e profissionais que cuidam da saúde mental  (já que falamos cada vez mais com máquinas ao invés de gente,  e  o índice de suicídio e depressão  deverá ser o mal do futuro). 

Hoje você dorme com diversos amigos (grupos de what’s up, Facebook etc ) e acorda sozinho. 

Vamos que vamos,  Deus no comando sempre !!!
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(*) AMAGGI - Empresa de commodities criada por André e Lúcia Maggi, pais do político e ex-ministro BLAIRO MAGGI, citado no texto pelo colega que redigiu este "Breve Relato."
EMPRESA NASCEU COMO SEMENTES MAGGI EM SÃO MIGUEL DO IGUAÇU(PR) EM 1977.

7 comentários:

rubens goulart disse...

Caro Mestre Ari Zanella, peço permissão para repassar este artigo no facebook, por achar de extrema importância. Tudo de bom, Rubens Goulart, do Paraná e sócio da Anaplab. Tudo de bom e fique na paz de Deus e Jesus.

Ari Zanella disse...

Com certeza pode amigo Rubens. Só não sei quem é o remetente porque peguei de um repasse no WhatsApp. Abraços.

jair mario disse...

Fiquei boquiaberto. Sabia que a tecnologia estava avançando, mas não tanto. Lendo essa postagem, me veio à mente uma história antiga que não sei se é verdadeira. "Há muitos anos atrás, um representante da New Holland esteve na China e apresentou ao Mao Tse Tung um protótipo de colheitadeiras hiper modernas (para a época), afirmando que cada uma fazia o trabalho de 1.000 pessoas. O Mao Tse Tung coçou a cabeça, pensou um pouco e perguntou: Muito bem, mas o que eu vou fazer com as 1.000 pessoas que ficarão sem serviço?"

Genésio Guimarães - Uberlândia/MG disse...

Prezado Ari,
Quem redigiu o texto?

Ari Zanella disse...

Colega Genésio,

Infelizmente não tenho o nome do autor. Certamente é um dos diretores da AMAGGI, ou afim, porque diz no início ("Consegui reunir os principais diretores para visitar o Vale do Silício", e mais adiante diz: "em alguns vídeos eu era o câmera man e o Blairo o ator e locutor").

Recebi no meu WhatsApp como mensagem "encaminhada" e o autor não declinou o nome. Uma hora a gente descobre. Mas, creia, é verdadeiro, não é fake.)

Pétrea disse...



Banco do Brasil começa privatização disfarçada com parceria com o suíço UBS
24 de setembro de 2019, 03:56
Agência do Banco do Brasil

SÃO PAULO (Reuters) - O Banco do Brasil confirmou nesta segunda-feira assinatura de memorando de entendimento com o suíço UBS para formação de uma parceria das instituições na área de banco de investimento e corretora de valores no Brasil e outros países da América do Sul.

“A intenção é que UBS seja acionista majoritário da parceria que seria estabelecida pela contribuição de ativos do BB e do UBS, de acordo com os termos e condições definitivos...ainda em discussão”, afirmou o BB em comunicado ao mercado.

A Reuters publicou no início do mês que BB e UBS estavam em negociações avançadas para formar uma joint-venture em banco de investimento, na qual o banco suíço seria majoritário para evitar problemas operacionais comuns em empresas estatais.


Segundo o BB, a parceria vai focar em serviços de banco de investimentos no Brasil, Argentina, Chile, Paraguai, Peru e Uruguai. A aliança teria acesso à base de relacionamento do BB no Brasil e às estruturas globais de execução e distribuição do UBS.

O banco estatal não deu mais informações sobre o acordo como detalhes financeiros ou prazos previstos para início da operação conjunta após a aprovação do acordo por autoridades regulatórias.



No início de setembro, as fontes afirmaram à Reuters que não se espera que haja pagamento no negócio.

Para o UBS, a vantagem de um acordo com o BB seria contar com a possibilidade de empréstimos da instituição em determinadas transações de banco de investimento, como financiamentos a aquisições. Neste caso, os créditos ficariam no balanço do Banco do Brasil e não no da joint venture, segundo uma das fontes.

A joint venture no Brasil é um projeto aprovado pela executiva Ros Stephenson, que acabou de assumir o cargo de co-chefe de banco de investimento global do UBS com Javier Oficialdegui, numa reestruturação global do banco suíço, segundo uma das fontes.

O UBS tem ficado atrás de seus concorrentes americanos nos rankings de assessoria a fusões e aquisições e ofertas de ações no Brasil.

Segundo dados da Refinitiv, o UBS está em vigésimo primeiro lugar na assessoria a fusões e aquisições e em nono lugar na emissão de ações, neste ano até o início de setembro. O BB, não muito ativo em assessoria a fusões, está em décimo lugar no ranking.

Não é a primeira vez que o UBS tenta aumentar sua presença no mercado brasileiro. Em 2006, o grupo suíço comprou o controle do banco de investimentos brasileiro Pactual de seus sócios por 2,5 bilhões de dólares. Três anos depois, o banqueiro André Esteves comprou de volta o controle do banco com seus sócios por um preço similar, e mudou seu nome para BTG Pactual, hoje o maior banco de investimento independente da América Latina.

Blog do Ed disse...

O BB já fez um banco multinacional (joint venture) , em Londres, com um banco suíço e outro americano. Durou poucos anos...
Edgardo Amorim Rego