terça-feira, 17 de setembro de 2019

A PALAVRA DO MESTRE

FORA AS PULSEIRAS, PARA SALVAR AS MÃOS
Aristophanes Pereira
         Os fatos noticiados, diariamente, tratando da crise há muito enraizada no Brasil, bem como da administração de recursos e meios, pelos governos da Federação, em todos os níveis, emanam, principalmente, de três fontes, por motivações distintas. Tomam formas variadas, desesperadoras, dispersivas, criativas e, algumas, cínicas.
         De um lado, estão os que manejam as tremendas dificuldades de Caixa, os déficits recorrentes, a exaustão dos limites legais de gastos e a impossibilidade de atendimento de demandas legitimas, inadiáveis e vitais. Devotam-se à busca de soluções, reformas estruturais de equilíbrio fiscal, racionalidade tributária e reorganização simplificadora da máquina estatal.
         De outro lado, em número menor, mas de notável poder de autopromoção e de manipulação das leis – quase todos dentro da máquina do Estado, ou pendurados em suas tetas subsidiárias – os que não abrem mão de protecionismos promíscuos e de vantagens explicitas, ou camufladas. E ainda buscam amplia-las, elaborando ideologias de privilégios, quase de origem divina.
         Entre esses dois polos dominantes, pela força de suas decisões, mandamentos e práticas, desdobra-se a parte maior, composta de milhões de brasileiros, o povo, que sofre as consequências, no lar, na educação, na segurança, na saúde, no ir-e-vir e em tantos outros meios de vida e subsistência.
         Todos estão de acordo(ou fingem que estão), quanto ao reconhecimento da complexa matriz de problemas que atormenta o país. Entretanto, cada lado fala à sua maneira e enxerga segundo a sua ótica, sem comungarem o encontro de soluções tempestivas e apropriadas, caindo na clássica armadilha: Em casa que falta pão, todos brigam e ninguém tem razão.
         A semana que termina, neste nono mês do novo governo – uma gestação cheia de expectativas e atribulações  – nos oferece três exemplos marcantes da “torre de babel” que nos confunde e dificulta os entendimentos: Reformas urgentes e inarredáveis que se arrastam, sabotadas por confrontações ideológicas e rixas político-partidárias, em meio a incompetências e conflitos de interesses; Intolerância para não aceitar a necessária quebra dos ovos, na feitura do omelete, sob a alegação de distinções corporativas e propriedade de direitos pétreos, que ainda deploram como insuficientes e “miserês”.  Vozes, ou porta-vozes, desautorizadas, mas ousadas, que culpam a Democracia, pela sua natural engrenagem de freios e marcha lenta.
         Esses três ingredientes, que já se misturam na panela de pressão do povão, formam um fermento indigesto e capaz de azedar o caldo. É nessa hora que aparecem cozinheiros, oferecendo   brioches e outras iguarias, como esse que quer baixar o fogo da Democracia.
         A despeito do berço esplendido de resignação e tolerância em que dorme a nossa sociedade, é bom lembrar que vivemos novos tempos de protestos, aspirações e impaciência. Está na hora de sentar à mesa da concórdia, das concessões e da negociação de sinceras soluções, sem viés fundamentalista,  jogando fora as pulseiras, para salvar as mãos.


Jaboatão dos Guararapes-PE, 14/9/19

                                       Crédito de imagem assinada, copiada do Google.

13 comentários:

Unknown disse...

Caros Ari e Aristhofanes,
Bela analise sobre a conjuntura atual do país.
O problema maior é que esses marajas não vêem que estão matando a “galinha de ouro” e no final não sobrará nada para ninguém.
Já tinha visto na tv e saiu ontem no editorial do Jornal O Globo: é o caso daquele servidor de Minas que recebeu este mês o salário miserê de R$ 24 mil e reclamou muito. Levantamento do jornal constatou que o salário dele médio de 2019 foi de R$ 68 mil.
A sua reclamação é uma afronta aos brasileiros que recebem salário mínimo. A propósito, das pessoas que tinham direito ao resgate de R$ 500 do Fgts, 80% tinham saldo igual ou inferior a R$ 500.
Poderia dizer que também é uma vergonha, mas vergonha na cara é o que não existe mais na maioria dos políticos brasileiros. Roubam descaradamente e descaradamente se dizem inocentes.
Mudando de assunto, falando de Cassi, o BB sinalizou uma saída para a Cassi. Vamos aguardar o desenrolar dos fatos.
Celio

Felipe Osório da Silveira disse...

Mais de R$900 reais de cassi descontados esses mês, só de COOP são R$450. Mata todo o planejamento mensal. Ta impossivel.

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Ari,
Não sei se é desanimo, mas até os comentários dos blogs estão ficando raros.
Acho que o pessoal cansou de pedir, cansou de clamar, cansou de suplicar e a seus clamores não FORAM ouvidos.
Acho que cansaram e estão resignados com o seu destino.
Num ambiente de desemprego galopante a solução para pais, para filhos, filhas, netos e netas é repartir o pouco que ainda tem.
Para piorar e para somar ao que já estava difícil, tem agora a Cassi.
Bem faz você Ari que usa o seu blog para pregar Jesus Cristo, o único caminho.
Sua vinda é breve, basta compararmos o que está escrito na Bíblia com o momento atual.
Que Deus nos livre do homem mau.
Celio

Renato Sant Ana disse...

Para ler e refletir.

https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2019/09/em-meio-a-cortes-orcamento-destina-r-47-bi-de-vantagens-para-militares.shtml

Ari Zanella disse...

Texto belíssimo do amigo Aristophanes. Infelizmente, diz ele no último envio que não me enviará mais porque considera que já estamos nos saturando com seus textos. Ledo engano, Mestre! Seus textos contém o aroma e o sabor para qualquer olfato e paladar. Já me desfiliei do Facebook. Por isso, não poderei "catar" seus textos lá. Brinde-nos com mais textos caro José!

Aristophanes disse...

Prezado amigo e colega Ari Zanella.
Realmente, tomei a decisão de não mais enviar meus textos, quase semanais e despretensiosos, por e-mail, a um seleto grupo de amigos. Fiz isso durante muito tempo, mas, além de dar algum trabalho(preparação do mailing, atualização, falhas de remessa, etc.), me dei conta de que adentrar a caixa de correio dos amigos, unilateralmente, com assuntos de minha exclusiva opção e ajuizamento, poderia constituir uma quebra de privacidade e afronta gratuita a pensamentos distintos. Se publico no Facebook, é porque ali o espaço é aberto ao público e a iniciativa de ler é do “curioso”, que navega pelo “feed de notícias”.
Quanto ao seu registro, tenho remédio pronto: Enviarei o texto direto para você, e aproveito a oportunidade para agradecer a atenção que você dispensa aos meus rabiscos, com a publicação espontânea, no seu movimentado(por isso sujeito a acidentes) blog que, como observo, registra uma notória média de mais de 500 visitas por dia.

Concordo com as observações, acima, do colega “Unknown-8:22”. Há um certo desânimo no ambiente de nossa comunidade BB-Previ-Cassi. Do lado do Banco do Brasil, as incertezas sobre o seu destino, como instituição de modelo público, ou privado, na marcha de um Governo que ainda não acertou o passo. Isto vem se refletindo no tratamento dado à CASSI, que amarga o clímax de terríveis transtornos em sua administração e, sobre nós associados, momentos de humilhação, sobrecarga financeira e até faltas mortais. A Previ, que também tem a ver com tudo isso, fecha-se num silêncio igual a omissão. A despeito de dispor de amparo regulamentar e meios para identificar momentos de excepcionais carências de seus participantes/assistidos, faz cara de paisagem e se conforma em pintar um mundo de calmaria que não condiz com a realidade aqui na terra, viajando por seus feitos de dever natural, como fossem vitórias excepcionais.

O seu blog, ao lado de outros, com vozes expressivas e tambores de ressonância, não pode afastar-se da gravidade deste momento. Há espaço legal e sério para fazer zoada. Eu, nas minhas parcas condições, estarei por aqui... “pro que der e vier, e pra quem vier e der”. Abraço.

Paulo disse...

Dileto Professor,
Pela admiração que tenho por você, vá para a Itália, USA, Portugal. Já merece descansar disso aqui. Dedique-se a evangelização dos europeus ou americanos que se afastaram muito de Deus.
A política brasileira não tem solução. Nem uma chapa com Moro ou Janaína me entusiasma.
Tenho a impressão de que quando se chega à presidência, o elemento é apresentado ao satanás e obriga-se a obedecer.
Pobre rico Brasil

Fernando Lamas disse...

Saudações cordiais a todos.

Caro Professor Ari, também eu, posso assegurar ao sempre Diretor do BB, senhor Aristophanes que suas produções são luz, para a comunidade. Certamente, todos pedimos, pela continuidade, com um sincero Deus lhe pague. Sem dúvida, estimado Felipe que esse custo é exigente mesmo. Mas, no meu caso, ou melhor, em favor do difícil e, felizmente, bem sucedido tratamento da minha amada Ana, absorvo-o com todo o gosto e, sobretudo, GRATIDÃO À CASSI, eis que tudo autorizado. Na realidade, a minha inconformação é contra quem pode, contra quem tem, certamente, trânsito livre e nada faz, junto da Previ, para que haja melhores condições nas operações com participantes(ES e Carim. Isso poderia ali bem os orçamentos dos tomadores. Sinto-me livre, para nomear a maior omissão, pois sou associado: trata-se da ANABB. Com todo o respeito, mas já não cito o silêncio, a imobilidade da Previ, quanto ao estacionamento, não técnico e nocivo para todos, das operações com participantes. Professor, grato por manteres este espaço. Continue Mestre Aristophanes, por favor!

"O nosso auxílio está no nome do Senhor que fez o céu e a terra." Salmo 124

Blog do Ed disse...

Ninguém se cansa com os textos de nosso eterno diretor Aristófanes. Cada texto é foco de luz sobre nossos direitos fundamentais.
Edgardo Amorim Rego

Unknown disse...

QUEIMADAS???

A GLOGAY mudou o termo para INCÊNDIOS CRIMINOSOS, TODOS ÀS MARGENS DE RODOVIAS, FRIGORÍFICOS, USINAS DE ETANOL, CIDADES, ESCOLAS.
TODAS PARA FILMAR E MOSTRAR AO MUNDO e alimentar as campanhas LGPT mundo afora, especialmente a da PRIMEIRA-MINISTRA Macron.

TUDO COINCIDÊNCIA, COMO A MEGA 2189, 49 COTAS do DIRETÓRIO PT...

CONTA OUTRA.

Trader anônimo disse...

Estimado Professor Ari, colegas de chat,

Logramos colar nos comentários do TERCEIRA VIA, os seguintes fragmentos de texto:

II.1.Primeiros indícios de que o único objetivo do hodierno capitalismo bursátil é a transferência de riquezas: o surgimento de extravagantes cotações durante longos períodos de tempo (TEXTOS P.1 - P.6.)

II.2. O verdadeiro “fundamento” da Bolsa de Valores é a exploração dos trabalhadores (TEXTOS Q.1 - Q.6)

Sugerimos à leitura e discussão dos TEXTOS acima, pois se trata de assunto de extremo interesse dos associados do Fundo Previ, Fundo que têm grande parte de suas reservas técnicas aplicadas em títulos de "GRANDE LIQUIDEZ", títulos sem substância, conforme a literatura técnica sustenta de forma pacífica.
Ademais, fizemos "melhorias" nos textos, bem como diminuímos o número de textos.


Trader anônimo

P.S. : excluímos os textos anteriores

Ari Zanella disse...

REPUBLICANDO AQUI POSTO QUE A SENHORA ZÉLIA O FEZ EM UM ARTIGO DE 2017:

Zélia Jacob Ipameri disse...
:04

Bom dia ... Alguém sabe me dizer o que ta acontecendo com o ES ... tá dando essa mensagem ...

PREVI ES] Inconsistência na base de cobrança - Inconsistência na base de cobrança - Ponto 1 p0200 CESSP554 p0300 - CESSP516 p0600 - obter empréstimos Previ - CESSP505 p0100 CESSP649

Obrigada