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terça-feira, 1 de janeiro de 2019

E A PUNIÇÃO AOS CITADOS?

    O site noticiabrasilonline.com publicou em 25.11.2018 o conteúdo da delação de Antonio Palocci dada à Polícia Federal que até o presente momento não teve nenhuma punição aos citados dirigentes de fundos à época do ocorrido.
      Palocci não é um delator qualquer. Ele participou ativamente do esquema conforme se depreende do texto declarado à PF. Há riqueza de detalhes, do modus operandi, inclusive reuniões com atas sobre o assunto, ou seja, com registros. Deixar passar em branco tantos subsídios é zombar dos poupadores de uma vida inteira. Como se não bastasse a mão grande da meação dos superávits autorizada pelo mesmo governo hoje encarcerado.
Hoje com novo governo que se inicia, temos clara esperança que os erros vão ser corrigidos.

Leia a matéria na fonte clicando AQUI

Palocci Revela Que Lula Planejou E Comandou Saque Dos Fundos De Pensão Do Banco Do Brasil, Petrobras E Caixa Econômica

Em delação premiada à Polícia Federal, o ex-ministro Antônio Palocci relata suposta atuação criminosa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para viabilizar o projeto de nacionalizar a indústria naval e arrecadar recursos para “quatro ou cinco” campanhas do PT – em especial, a primeira eleição de Dilma Rousseff, em 2010 –, à reboque da descoberta do pré-sal.
Segundo Palocci, Lula e Dilma teriam determinado indevidamente a cinco ex-dirigentes dos fundos de pensão do Banco do Brasil (Previ), da Caixa Econômica Federal (Funcef) e da Petrobrás (Petros), indicados aos cargos pelo PT, que capitalizassem o “projeto sondas”. A operação financeira, que resultou na criação da Sete Brasil, em 2010, buscava viabilizar a construção no Brasil dos navios-sonda – embarcações que perfuram os poços de petróleo – para a Petrobrás explorar o pré-sal. A estatal anunciara em 2008 que precisaria de 40 equipamentos – no mundo, existiam menos de 100. “Dentro desse investimento, tinha todo ilícito possível”, afirmou o ex-ministro, em depoimento à PF.
As “ordens” de Lula – que, assim como Palocci, está preso e condenado pela Operação Lava Jato – eram cumpridas, diz o ex-ministro. Os presidentes dos fundos, segundo ele, “eram cobrados a investir sem analisar.”
A Polícia Federal levantou dados que corroborariam a delação ao indicar que prazos, estudos técnicos detalhados e apontamentos de riscos e prejuízos foram ignorados. O delator afirma que “todos” sabiam que estavam “descumprindo os critérios internos” dos fundos “e também gerando propinas ao partido”.
Cinco ex-dirigentes são citados: Sérgio Rosa e Ricardo Flores (Previ), Guilherme Lacerda (Funcef) e Wagner Pinheiro e Luís Carlos Affonso (Petros). Na sexta-feira, como parte da 56.ª fase da Lava Jato, a Justiça determinou a prisão de Affonso, enquanto endereços de Pinheiro foram alvo de operações de busca e apreensão. Ambos são investigados por supostas irregularidades em obra da sede da Petrobrás na Bahia.
Palocci cita “reuniões” de Lula com os representantes dos fundos, “muitas vezes em conjunto”, outras separadamente. A delação forneceu à PF pistas para confirmação dos encontros, alguns em “reuniões oficiais” com atas. O ex-ministro afirmou ter alertado Lula sobre os riscos, por não serem “atas de reuniões, mas sim relatos de ilícitos”.
O delator disse ter sido procurado por ex-dirigentes dos fundos, que demonstraram “preocupação”. “Eles pediam para que eu ajudasse a tirar a pressão do Lula e da Dilma para que eles pudessem ter tempo de avaliar o projeto e fazer (os investimentos) de forma adequada.” Segundo ele, “o presidente reagia muito mal”. “Ele (Lula) falava ‘quem foi eleito fui eu, ou eles cumprem o que eu quero que façam ou eu troco os presidentes’”.
Delator. Palocci não é um colaborador qualquer. Preso desde outubro de 2016 em Curitiba e condenado a 12 anos, além de ministro da Fazenda de Lula e da Casa Civil de Dilma, ele foi um dos coordenadores das campanhas do PT, interface do partido com o empresariado e o setor financeiro, membro do Conselho de Administração da Petrobrás e responsável pela indicação de alguns dos presidentes dos fundos de pensão de estatais.
O PT ocupou os comandos da Previ, Funcef e Petros desde o início do governo Lula, em 2003, segundo o delator. O ex-ministro das Comunicações Luiz Gushiken (que morreu em 2013) era o principal responsável pela área. Palocci diz que foi padrinho político de Sérgio Rosa e Wagner Pinheiro e que o ex-ministro José Dirceu indicou Guilherme Lacerda – todos com aval de Gushiken.
O papel de liderança de Palocci no esquema político de corrupção alvo da Lava Jato pesou na decisão da Polícia Federal em aceitar a delação. Os termos acordados foram homologados em junho pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região, que vai julgar nesta semana a eficácia da colaboração para obtenção dos benefícios de redução de pena.
Sete. A nacionalização dos setor naval garantiu no final do segundo mandato de Lula a promessa de 100 mil empregos nos estaleiros e milhões em contratos vinculados à Petrobrás. Os 28 fechados entre 2011 e 2012 no primeiro pacote somavam US$ 22 bilhões.
Os aportes de recursos da Funcef, Petros e Previ foram fundamentais para consolidação dos investimentos que resultaram na criação da Sete Brasil Participações S/A. Sociedade da Petrobrás (que tinha 10% das cotas) e do FIP Sondas (90%) – composto majoritariamente por dinheiro dos fundos previdenciários e dos bancos BTG, Santander e Bradesco.
A Sete Brasil, criada em dezembro de 2010, ficou responsável por contratar as construções dos navios-sondas de estaleiros “companheiros”, instalados no País, e aluga-los em funcionamento para a Petrobrás – que foi sócia, investidora e contratante da empresa.
Os estaleiros contratados foram o Enseada Paraguaçu, na Bahia, BrasFELS, no Rio de Janeiro, Aracruz Jurong, no Espírito Santo, Atlântico Sul, em Pernambuco, e Rio Grande, no Rio Grande do Sul. Três deles controlados por empreiteiras nacionais, como Odebrecht, OAS, UTC, Engevix, Camargo Corrêa e Queiroz Galvão – do cartel acusado na Lava Jato de fatiar obras de refinarias desde 2004.
As revelações sobre a “aventura da Sete Brasil” – como registra o delator – servem para duas investigações em que Palocci colabora: a da Lava Jato, em Curitiba, sobre corrupção de pessoas ligadas à Petrobrás e a Sete Brasil, e a da Operação Greenfield, em Brasília, sobre desvios nos fundos de pensão das estatais em benefício de políticos do PT e do MDB.
Com a Lava Jato deflagrada em 2014 e a descoberta de que 1% de propinas nos negócios, a Sete Brasil quebrou em 2016 sem entregar nenhuma das sondas. Alguns dos estaleiros faliram. Petrobrás e os investidores ainda calculam os prejuízos. Dos 28 equipamentos que começariam a ser entregues em 2016, só quatro serão viabilizados.
Propinas. A interferência nos fundos estava diretamente ligada à reunião no Palácio do Alvorada, no início de 2010, narrada por Palocci no Termo 01 da delação – tornado público na semana final do primeiro turno das eleições 2018 pelo ex-juiz federal Sérgio Moro. Nela, Lula teria exigido do ex-ministro, de Dilma e de José Sérgio Gabrielli (ex-presidente da Petrobrás) que os negócios das sondas bancassem as campanhas do PT.
O episódio é citado por Palocci como a “cena mais chocante” de um presidente que “sucumbiu ao pior da política no melhor dos momentos do seu governo” e “marca uma mudança significativa” na forma como Lula interagia com a corrupção nos governos do PT. “Ele (Lula) sempre soube que tinha ilícito e sempre apoio as iniciativas de financiamento ilícito de campanha, mas no caso do pré-sal ele passou a ter uma atuação pessoal, direta”, afirmou Palocci, em uma das 63 vezes que deixou a carceragem da PF, em Curitiba, para colaborar.
“Eu a Dilma e o Gabrielli ficamos um pouco perplexos da maneira sem cerimônia que ele (Lula) abriu e fechou o assunto. Ele raramente fazia dessa maneira, tão explícita e tão direta.”

NAVIO SONDA NA ONDA DO PRÉ-SAL; PROJETO DE 40 UNIDADES.

15 comentários:

Blog do Ed disse...

Há um vídeo da época do primeiro governo do Lula: o Dr,José Dirceu, sentado,comandando uma reunião com auxiliares,e o Mito,passando vagarosamente por trás do ilustre delegado... Onde andará esse vídeo?
Edgardo

Carlos disse...

Se o conjunto dos fatos até agora revelados for observado de uma perspectiva mais abrangente, constataremos que, não importa o governo de plantão, o assalto ao dinheiro público e a entrega do País sempre foram sistêmicos. Nesse tabuleiro não somos sequer peões. Nossos fundos de pensão são utilizados, sem o menor escrúpulo, como patrocinadores dos mais variados esquemas há décadas. Não passam de cofres a serem saqueados pelos interesses espúrios de ocasião. A finalidade precípua das instituições e dos fundos em particular, qual seja, servir a seus legítimos beneficiários é sumariamente ignorada. A verdade que perpassa gerações é que a criação dessas entidades, pretensamente idealizadas com a nobre finalidade de suprir lacunas sociais, embute em seu bojo intenções bem diversas. Sabemos bem quais são: atender aos ditames sequazes dos donos do poder e do capital. Um embuste praticado no Brasil desde o período colonial. Somos espoliados sistemática e metodicamente há séculos pela imposição da canga e não nos damos conta da dimensão do esbulho.

Genésio Guimarães - Uberlândia/MG disse...

Edgardo,
Eu vi este vídeo e o José Dirceu deu a maior bronca pois nada deveria ser filmado.

Cade Araujo disse...

Querido Ari, gostei da matéria de entrada de ano. Entretanto, gostaria de sugerir a ti uma campanha visando o fim do pagamento da parcela previ depois de aposentados. Afinal! Considerando as informações da própria PREVI, o balancete de novembro projeta um resultado superavitário para previ em 2018. Assim, como "eles" já vão proceder um ajuste nos cálculos de perspectiva de vida, porque não DISPENSAR os aposentados de contribuir para se aposentar, estando aposentado. Pois, além de oneroso para todos nós é difícil os "técnicos" explicarem a necessidade de uma contribuição extra, para um fundo superavitário.

Professor, temos que inundar o site da previ com solicitações de suspensão de: prestações do ES, cobrança mensal em favor da previ, elevação do teto do ES, alongamento do PRAZO, criação de um abono especial relativo ao superávit. Enfim, temos que fazer barulho, para sobrevivermos ao reajuste de 3,3% em nossos benefícios mensais. Será jogo duro administrar as contas em 2019. Pensemos nisso. Feliz ano novo para todos nós.

Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nossa situação financeira.

Cadé

Josué PARANÁ disse...

Será que agora os colegas perceberam o porque de não haver melhorias em nossas aposentadorias? Perceberam o porque de não podermos emprestar o nosso dinheiro da Previ, através do ES? Não é difícil perceber de sempre negarem qualquer reivindicação nossa. A esperança está que investiguem quem são os culpados, sejam julgados, condenados, e os seus bens bloqueados, leiloados e os respectivos valores retornarem ao fundo, só assim voltaremos a nos sentir como seres humanos.

Paulo disse...

Colegas de martírio,

No post anterior o Sr. João Rossi abordou de maneira espetacular sobre a necessidade de representatividade. Não podemos deixar esse tema cair no esquecimento.
Enquanto não conseguimos viabilizar esse projeto tão indispensável, penso que seria conveniente que se formasse uma comissão de notáveis para um contato com a nova equipe de governo.
Temos o Dr. Medeiros que foi convidado para integrar a equipe de transição. Certamente que ele conseguiria viabilizar um encontro com a assessoria do Presidente eleito, para tomarmos pé da situação. Continua tudo como antes? Haverá mudança?
De todo ruim, pelo menos não nutriremos falsas esperanças
Deus tenha misericórdia

João Rossi Neto disse...

Caro Ari e Colegas,

O INPC do mês de novembro foi negativo (- 0,26%) e reduziu o acumulado de outubro de 3,55% para 3,29% em nov./18, isto é, decrescemos mercê da marcha ré que levamos. Agora, em dezembro o IPCA 15, que abrange o período de coleta de preços de 16/11 a 15.12.18, foi negativo em – 0,16%.

Como o INPC e o IPCA andam praticamente juntos, faces da mesma moeda, podemos ficar de sobreaviso, pois é provável que o desmoralizado e desonesto Governo do peito de pombo Michel Temer nos tenha pregado outra peça, neste último mês de 2018, deixando pronto, antes de sair, um INPC negativo para nos presentear, não como Papai Noel, mas na figura macabra do Conde Drácula.

Esse pessoal sem escrúpulos, para baixar as despesas da Previdência Social e fechar o déficit fiscal em cerca de R$ 115 bilhões este ano, parte para a contabilidade criativa e usa a marreta para arredondar os rombos e os aposentados vão pagar a conta, mediante reposição inferior da inflação.

Penso que o Temer acredita que apresentando uma inflação pífia, palatável, mesmo que seja artificial essa poderá favorecê-lo no Judiciário, quando dos julgamentos dos crimes de corrupção dos quais é réu. Por isso, talvez tenhamos uma reposição em jan./19, de 3,05%.

Pétrea disse...

Agradeçamos á Deus e ao Sérgio Moro, senão logo ficaríamos sem fundo. 🙏

Gilberto disse...

Estimados Colegas, o melhor do ano novo são os velhos amigos.
Desejo que tenhamos um ano bem melhor do que este que passou.
Agora como bem disse o Dr. Rossi, temos que ir das conjecturas para a prática, das idéias para a efetividade.
E para isso necessitamos elaborar com rapidez, aproveitando o momento propício, à ações concretas.
O Dr. Rossi ao longo do ano p.p. escreveu e descreveu sobre várias questões a que possamos reivindicar a nosso favor.
Mas sugiro que faça uma comissão - e fazer uma peregrinação na Previ, Banco do Brasil, Previc, e até em Brasília se necessário, a fim de demonstrar, solicitar e até exigir aquilo que nos é de direito e que a Previ possa nos auxiliar, melhorando nossas aposentadorias, Es, suspensão de parcelas do ES, adiatmento por futuros aumentos, isenção de contribuições. e etc...

Unknown disse...

Amigos,
O salário mínimo foi reduzido para R$ 998,00 com reajuste de 3,56%.
Provavelmente será o mesmo reajuste que teremos.
O governo Bolsonaro teve que apertar o cinto pois sabe que a maioria dos estados e municípios estão literalmente quebrados.
Foi a primeira medida do governo, nada boa pois Temer tinha anunciado o SM em R$ 1.006,00.
É a reforma da Previdência? Na atual conjuntura coisa boa não vira.
Mas estou animado com o novo governo.
É a nova diretoria da Previ, quando será anunciada?
Bom 2019 a todos.
Celio

Adaí Rosembak disse...

Caro Ari Zanella,

Posso estar enganado mas a Lava Jato continua investigando tudo isso.
A coleta de provas, de documentos, de gravações e de depoimentos é um processo demorado e quem tem de ser muito bem elaborado para que não seja rejeitado na Justiça.
Afinal de contas isso vem desde 2010.
É preciso ter paciência.

Abraços

Adaí Rosembak

Rogério Carvalho disse...

Mestre Ari, eu só quero entender: No site da Previ consta o aumento dos peculios da Capec em 4.10% conforme o INPC, e a partir de 01.01.2019.

Então o nosso reajuste será em torno de 4.10% a partir deste mês?

Trader anônimo disse...

Sugestão de leitura: o foco principal está no item III.6.6


Trader anônimo26/12/2018 12:10
João Rossi Neto disse...

Ao Trader anônimo de 24/12, às 4:59,

Agora por estar o colega no topo da cadeia alimentar em digerir e interpretar o viés das Bolsas de Valores, indago, por ser do interesse dos associados, o que podemos esperar, em curto e longo prazo, das aplicações da PREVI, no segmento de Rendas Variáveis? 

- Caro Dr. Rossi, colegas de chat,

Na tentativa de respondermos alguns questionamentos acima feitos colamos o item “III.6. Por que a Bolsa de Valores hodierna é uma instituição social com um tempo de vida limitado?”

no “TERCEIRA VIA

sábado, 15 de dezembro de 2018
RIQUEZAS COBIÇADAS PELO EXTERIOR”

Trader anônimo

PS. : Não é um texto definitivo
Críticas e questionamentos são bem-vindos

Jeanne disse...

O aumento da capec é a partir de 4.10%. Usaram o inpc estimado pela previ(meses 10,11 e 12). Não sera nosso aumento. Se der 3% vai ser muito...

Paulo César Fernandes disse...

Caro Mestre, o hoje o índice Bovespa atingiu o maior índice da história, alguma esperança de melhores dias para nós.Abraços,
Paulo César Fernandes.