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sábado, 29 de dezembro de 2018

O BALANCETE DA PREVI EM FOCO

ALGUMAS OBSERVAÇÕES SOBRE O BALANCETE DA PREVI DE 30.11.2018  (Redação João Rossi Neto)

Parabéns às Bolsas de Valores que mês a mês vêm se superando, mercê de resultados altamente positivos em termos de rentabilidade. No balancete de 30.11.18, divulgado hoje, isso foi ratificado e o fundo de pensão apresentou o superávit técnico de R$ 17,089 bilhões e um saldo acumulado de superávit de R$ 12,79 bilhões, o que foi ótimo. O Patrimônio total atingiu a importante marca de R$ 183,4 bilhões.

O ativo de melhor desempenho foi o segmento de Renda Variável, onde estão alocados R$ 91,9 bilhões que produziram 32,41% de rentabilidade. O ativo total aplicado rendeu, em média, 19,89%, contra uma meta atuarial de 8,01%, o que é um resultado para ser festejado, sobretudo pela Diretoria Executiva, exclusivamente, dado que os assistidos não verão sequer o cheiro dele.

Havia a informação de que a Diretoria Executiva pretendia fazer desinvestimento de algumas ações, mas ao que tudo indica não o fez, porque seria uma estratégia equivocada. Efetivamente o saldo em Rendas Variáveis em nov/18 subiu para R$ 91.4 bilhões e as aplicações da Vale S.A, através da Litel, tiveram incremento de R$ 1.2 bilhões, já que eram de R$ 45,4 bilhões em out/18 e este saldo fechou em R$ 46,6 bilhões no balancete de nov/18.

Tudo que está bom pode ser otimizado, porém, convém ressaltar que todos os segmentos dos ativos bateram a meta atuarial. O próprio volume em Rendas Fixas de R$ 74,9 bilhões que estava em dificuldades em meses anteriores, conseguiu 10,19% de rentabilidade, contra a meta de 8,01%.

Assim, as duas maiores concentrações de recursos (Renda Variável e Renda Fixa) com rentabilidade sobrando, acabaram por puxar os demais segmentos, redundando em um superávit expressivo no balancete de novembro/18.

Os quatro maiores ativos da PREVI, o que não deixa de ser uma concentração de dinheiro em poucas mãos, são: Vale S.A, via da Litel, com R$ 46,6 bilhões, equivalente a 50,77% do total das Rendas Variáveis (R$ 91,9 bilhões) e 25,45% do patrimônio total (R$ 183,4 bilhões); A Neoenergia S.A, com R$ 8,4 bilhões; O BB S.A com R$ 8,1 bilhões e a Petrobras com R$ 6,2 bilhões. O resto está pulverizado em diversas empresas.

Outra concentração que deve ser considerada está em Rendas Fixas, com uma carteira de R$ 74,9 bilhões, mas com risco menor, porque o tomador é o Governo Federal, na qual foram feitas compras no valor de R$ 63,2 bilhões em títulos do tesouro nacional (NTN-B), destes R$ 49 bilhões para aguardar o vencimento final para resgate e R$ 14,2 bilhões apartados para negociação.

O fundo de pensão de outubro para novembro deu um salto quantitativo e qualitativo no volume dos superávits, subindo de R$14 bilhões de outubro para R$ 17 bilhões em novembro, com um incremento de R$ 3 bilhões em um único mês. A prevalecer essa trajetória de sucesso, o resultado do Balanço Patrimonial de 2018 deverá fechar em R$ 20 bilhões de superávits.

A par de toda positividade experimentada e enormes esperanças para o futuro, emerge o paradoxo esdrúxulo que deveria ser analisado pela Diretoria de Seguridade da PREVI é que a excelente saúde financeira da EFPC, enquanto que na miséria pecuniária e psicológica estão os assistidos, à mingua, internados nas UTIs das Financeiras (Cooperforte) da vida e respirando com ajuda de aparelhos.

Nem tanto ao céu e nem tanto à terra, todavia, é preciso consertar fórmulas para repartir o bolo, conquanto se fosse uma empresa privada, 40% dos lucros seriam distribuídos como dividendos aos acionistas. Uma saída para beneficiar os assistidos, seria a volta do IGP-DI que vigorou até 2004, no lugar do INPC, no reajuste dos benefícios.

A reforma do Regulamento em 17.05.2004 foi feita exclusivamente para mudar o IGP-DI para o INPC, com sérios prejuízos para os aposentados e para quem vai se aposentar, porquanto é utilizado na correção monetária de salários-de-participação. Este índice não desfruta da nossa confiança, porque é medido pelo dono do galinheiro (IBGE-Governo). Devemos lutar por um indexador que seja calculado por órgão independente, como a FGV.

Que o Governo corrija os benefícios da Previdência Social oficial pelo INPC é uma decisão governamental que nada podemos fazer, mas, agora, aceitar esse insuficiente e deficitário índice para ser aplicado sobre os benefícios PREVI, isso ultrapassa todos os limites do bom senso e do que é justo.

Tudo de ruim que acontece na PREVI, em relação a não concessão de melhor qualidade de vida aos aposentados, sem dúvida, decorre da falta de sensibilidade para estruturar um plano de saneamento sobre os débitos com prestações elevadas, mediante um reescalonamento confissão/composição de dívidas para baixar o valor das prestações mensais, em especial do ES, com alongamento do perfil dos saldos devedores através do desfiamento em longo prazo ou mesmo através da simples, fácil e viável ampliação do prazo de reposição do ES para 240 meses.

Como a PREVI opera com o Governo no horizonte de longo prazo nos títulos públicos (NTN-B), por que não conceder prazo maior nas “Operações com os Participantes e Assistidos”? Vale comentar que o ES da PREVI é o único empréstimo simples do mercado que exige garantias para a sua concessão, e, aí, estamos falando do ônus financeiro que nos acarreta o velho e inseparável FQM.

A despeito dessa riqueza firme e com viés ascendente (sobra robusta e bilionária), os associados ficam como aquele pedinte de rua que vê pelo vidro da assadeira elétrica do comércio, o frango pronto para consumo, contudo, fora do seu alcance, como uma miragem ilusória no deserto, barreira praticamente intransponível, que consiste na trava técnica prevista no artigo 20 da LC 109/2001, chamada Reserva de Contingência-RC.

O cálculo dessa RC nos leva a valores altíssimos, sujeito aos dois parâmetros previstos no artigo 15 da Resolução-CNPC-30/2018, portanto, dificílima de ser cumprida, dado que se trata de um processo teratológico da aplicação de reserva da reserva, criada na medida e encomendada para dificultar e alijar os donos dos recursos aos frutos (rendimentos) produzidos pelas aplicações financeiras das poupanças que estocaram ao longo da vida para respaldar as suas aposentadorias.

Estamos no pressuposto de que a meta atuarial de rentabilidade proposta pelo fundo, não serve de régua ou sarrafo para medir nada, porquanto vem sendo repetida ano a ano, independe dos resultados apurados serem de déficits ou de superávits.

Ao que consta, a parte invariável e obrigatória da equação são os 5% fixados pela PREVIC e a outra parte, do indexador inflacionário, é móvel e não tem necessidade de ser a mesmice do INPC. Aliás, a meta atuarial integra a tática da gestão por resultado e deve ser atrelada unicamente a obtenção de ganhos para garantir o pagamento dos benefícios em dia.

Um elemento de relevância que deveria ser inserido nos balancetes da PREVI, para nosso acompanhamento, é o montante previsto para as Provisões Matemáticas, bem como a informação dos ativos que tiveram valorizações mais expressivas nas precificações e o prazo de duração do passivo (o duration). Sei que o duration de 2017 foi de 11,47 anos.

Conhecer a duração do passivo do fundo de pensão é dado fundamental para ser inserido na fórmula matemática capitulada no artigo 15 da Resolução CNPC-30/2018 para o cálculo da RC.


24 comentários:

antonia disse...

É louvável o trabalho do nobre colega João Rossi. Parabenizo a impecável explanação a respeito da situação financeira da Previ. Aproveitando seus amplos conhecimentos, inclusive jurídicos, gostaria de saber um pouco sobre a ação do IR Previ da Anabb, se está correto o procedimento daquela associação em postergar a sua finalização.

Cade Araujo disse...

Valeu doutor João Rossi Neto pela informação e a explicação. Concordo com os teus pontos de vista econômicos e financeiros, ou seja, inobstante a concentração das aplicações a diretoria executiva alcançou um bom resultado financeiro, até novembro de 2018, que projeta um bom resultado para o ano de 2018.
Depois de ler a noticia sobre o resultado ficamos alegres com o resultado. Porém, fica a pergunta? Caso tivesse havido o prejuízo financeiro, imediatamente todos os assistidos seriam chamados para contribuir ainda mais para reverter a posição deficitária. Não haveria sequer uma consulta, e provavelmente a contribuição para se aposentar (cobrada depois que estamos aposentado) seria elevada para os 8%, ou coisa pior. Mas, como ocorreu superávit nada acontece com as nossas aposentadorias.

É duro entender a lógica aplicada pela diretoria da previ. Os resultados alcançados foram positivos, e aí, quais os benefícios, o que muda na relação com os aposentados, razão de sua existência. Não muda em nada. Continuaremos a viver no sufoco financeiro. Esperado que apareça alguma margem para contratar mais um ES, e no mês seguinte, reduzir ainda mais a nossa aposentadoria. É jogo duro demais.
Afinal! Quando ou em que situação haveria uma melhoria em nossa situação financeira? Porque resultado superavitário não adianta. Redução das despesas administrativa não adianta. Ou seja, depois de ler um noticia como esta de superávit na previ, fica um sentimento, é para rir ou para chorar.

Senhores diretores, nós aposentados estamos em situação financeira difícil. Pagamos caro para ter direito a uma complementação de aposentadoria, e depois de aposentado, continuamos pagando. Tomamos emprestado o nosso próprio dinheiro e temos de oferecer garantias de vida e ficar sob a égide de um teto e um prazo que não beneficia a nossa situação financeira. Está na hora de recebermos algumas melhorias. Diante da situação superavitária promova a suspensão das prestações nos próximos três meses. Eleve o teto para no mínimo 200 mil e o prazo para 240 meses. Estas seriam medidas urgentes. Pois, é chegada a hora de promover uma revisão de aposentadoria, principalmente para aqueles que se aposentaram com redução de aposentadoria.
Deus abençoe a todos nós e tenha misericórdia de nossa situação financeira.
Cadé

Milton Jacobsen disse...

Milton

Quando teremos eleições para a Diretoria de Seguridade

29/12/2018

Ari Zanella disse...

Caro Milton,

Pelo estatuto vigente (mais o Regulamento) a eleição na Seguridade acontece no primeiro semestre de 2020.

ricardo o.c.dealbuquerque disse...

Sabem de uma coisa, a PREVI poderia fazer, se quisesse, como o ex-Pres.Nestor Yost fazia em plena ditadura. dava uns VPS como adiantamento para futura compensação, que só eram cobrados meses depois, sem juros ou outros badulaques e em inflação em alta Hoje como os níveis que teimam em impingir não seria nada de mais. ricardo

Adaí Rosembak disse...

Caro Ari Zanella,

Excepcional seu artigo.
Vou transcrever no meu blog e incluirei o comentário do Cade Araujo.
Parabéns ao Professor JOÃO ROSSI NETO.

Abração e Feliz e Próspero Ano Novo

Adaí Rosembak

rubens goulart disse...

Caro Ari Zanella. gostaria, se possivel, que o colega ou alguem que pudesse fazê-lo repassar este artigo e outros mais, muito esclarecedores e explicativos, ao comite de Transição do governo Bolsonaro, uma vez que acho que estamos pertinho da posse. Alguem do Governo poderia tomar conhecimento do que esta acontecendo na Previ e Cassi, seria muito útil e necessário. Obrigado desde já pela possibilidade disto acontecer e pelo espaço, sempre a mim concedido. Abraços e feliz e saudável ano de 2019, a todos colegas aposentados e pensionistas.

divany silveira disse...


Valoroso Mestre Ari.
,
Após ler e reler as manifestações acima, fico
a pensar como pode acontecer uma coisa tão ex
druxula e ridícula conosco que somos os
legítimos donos do Fundo, mormente quando cons-
tatamos que a situação vigente é perfeitamente
segura e uma distribuição de recursos para os -aa
associados não traria risco ao Plano.A permane-
cer este estado de coisas, nossa situação fica
similar à das viuvas do Norte de Minas que ain-
da jovens costumam casar com homens mais jovens
e que, após um tempo bem comportados, criam a-
sas e começam a agir draconiamente, estabele -
cendo condições especiais p/ si mesmos , en -
quanto a titular do bem é posta literalmente
para escanteio e vive a sonhar com melhoras
na sua vida igual nós e imaginando "quando se-
rá " ???

antonia disse...

Divany, se me permitir, não é necessário a separação de silabas e recomeço no início da linha seguinte, ao término de cada linha digitada, pode continuar normalmente que a máquina fará tudo automaticamente, exceto, se vc quiser fazer ponto e parágrafo. Isso evitará esses espaços em seus textos que dificultam a leitura. Desculpe, se me intrometi, foi só na tentativa de ajudar.

divany silveira disse...



Distinta colega Antonia,

Agradeço e reconheço sua sugestão, pois
meu filho vive me cobrando atualizar mi
nha técnica datilográfica. Prometi ao
mesmo que se o Botafogo F.C for campeão
brasileiro eu volto para o curso.No en-
anto , gostei do seu jeito pois não me
criticou, mas amistosamente sugeriu.
Um abraço, Divany Silveira



Josué PARANÁ disse...

Colegas, vamos aproveitar para participar deste abaixo assinado referente a não concordância com os pífios 3,3% de reajuste da Previ.

https://www.change.org/p/presid%C3%AAncia-da-previ-reajuste-no-complemento-de-aposentadoria-da-previ?recruiter=96648755&utm_source=share_petition&utm_medium=facebook&utm_campaign=share_petition&utm_term=share_petition&fbclid=IwAR28USXSR2s04EixyfY8rtphXNJdv2wQiWqYvDjBKMWBkcUP7O-OQ2w_PBE

Anônimo disse...

Anônimo Anônimo disse...
Plagiando a Simone na letra da canção “O Amanhã”, pergunto: como será o nosso amanhã?
Diante do expressivo resultado alcançado pelo nosso Fundo de Pensão em novembro/2018 e cujos números foram objetos de comentário do artigo do nosso grande colega João Rossi, intitulado “O Balancete da Previ em Foco”, uma pergunta não nos faz calar: Como será o amanhã daqueles que, como nós, recebem benefícios da PREVI?
Será que a Diretoria Executiva irá se sensibilizar e conceder um reajuste acima do INPC, atual índice oficial para corrigir os nossos benefícios, já bastantes defasados? Uma resposta afirmativa é o que todos nós esperamos, para a alegria da maioria dos aposentados e pensionistas que estão enfrentando sérias dificuldades financeiras.
Será que os associados da PREVI vão ficar, como disse o João Rossi, como aquele pedinte de rua que vê pelo vidro da assadeira elétrica o frango pronto para consumo, sem, contudo, a ele ter acesso, como uma miragem ilusória no deserto?
Porém, diante do conservadorismo que vem sendo a tônica da Diretoria de Seguridade, já demonstrado recentemente quando, após um ano de suspensão dos reajustes do Empréstimo Simples, elevou o teto em apenas R$ 5.000,00, frustrando os verdadeiros donos da PREVI que esperavam uma elevação de teto mais generosa, com um prazo de reposição mais elástico, o nosso amanhã permanecerá sendo uma incógnita.
Como o futuro a Deus pertence, segundo o dito popular, aguardemos a decisão daqueles que estão à frente dos destinos do nosso Fundo de Pensão, apelando para que o bom senso prevaleça, nesse momento difícil por que passa a maioria dos aposentados e pensionistas, concedendo reajuste nos benefícios mais generoso, mesmo em caráter excepcional, até que se consiga um indexador mais justo a servir de base para os próximos reajustes, já que o INPC não nos parece confiável.
Filomeno José Linard Costa - Apos. Matr. 3288840-6

Almira disse...

Bom dia a todos e Feliz Ano Novo,

Recentemente a imprensa divulgou manchete que a equipe de transição encontrou um rombo milionário num banco público. Isso teria acontecido em função de salários astronômicos. Na reportagem que li eles não abordaram as aposentadorias resultantes desse escândalo.
Depois, todos foram surpreendidos pela estranha corrida de jovens executivos rumo a porta de saída desse mesmo banco.
Será que o novo governo nos explicará esses fatos? Ou ficará na dúvida de todos semelhante a saída de um ministro do STF?
Moro, Augusto Heleno, Mourão, mais outros tantos valorosos brasileiros certamente olharão com lupa essas questões.

João Rossi Neto disse...

UIVANDO PARA A LUA, AONDE VAMOS CHEGAR?



Tudo que se escreve nos blogs, nas redes sociais, no facebook, instagram e alhures, é perdido e cai no esquecimento. É muito esforço e energia dispendidos para nada. Esperar que os órgãos responsáveis por assuntos que nos afetam, caso da Diretoria Executiva e Conselho Deliberativo da PREVI, leiam e tomem as providências cabíveis, é o mesmo que esperar a “sine die” pela bondade mística do Papai Noel.



É evidente e a prática tem nos mostrado isso, que essas instituições monitoram o que sai nas mídias, não para corrigir falhas e planejamentos estratégicos equivocados, mas para se defender de diatribes mais mordazes e perseguir os que julgam serem seus desafetos, mediante caça as bruxas carregado de ranço e ódio através da abertura de processos na esfera judicial para cobrar reparação.

Quem uivar para a lua, em forma de protesto, e este for considerado muito veemente, estará sujeito à censura e a mordaça pela simples menção de chamar um Diretor da PREVI de carne-de-pescoço, podendo pagar preço alto pela sua frase audaciosa contra a Sua Excelência, uma vez que a tiram do contexto e do sentido literal (dirigente duro e inflexível), apregoando-a como injúria e ofensa moral.

Obviamente que a representatividade de Diretor da PREVI tem maior peso do que a palavra ou a crítica do associado para influenciar a criativa interpretação subjetiva do magistrado que, a seu critério, pode deslocá-la facilmente para o terreno pantanoso da ofensa moral, da difamação e cassar o direito da livre manifestação do pensamento, bastando para isso entender que houve exagero na crítica e na adjetivação.

Para nos livrarmos desses percalços injuriosos, rancorosos e vingativos de dirigentes indicados pelo BB ou até mesmo do fogo amigo (dirigentes eleitos pelo Corpo Social), entendo que teríamos que estruturar uma base, um quartel general de lutas, para enfrentar os poderosos adversários, com a arma da representatividade, isto é, de veneno contra veneno.

Os participantes e assistidos são muito desunidos e as entidades que deveriam defendê-los seguem na mesma toada. Agora, criando-se uma entidade forte, verdadeiramente representativa, exclusivamente nossa, com um grande número de associados, contra a Diretoria Executiva da PREVI, seria uma disputa com equiparação de força e entre cachorros grandes.

As atuais entidades ditas representantes do Corpo Social, na realidade são ilhas isoladas de competência que praticam a autofagia. Não somam esforços e nada agregam, embora as pessoas que as lideram sejam do bem, honestas, todavia, falta organização e vontade para agir com o mesmo objetivo e sem vaidades, ou seja, em uníssono.

Nessa linha de pensamento, criar-se-ia um tipo de Central da Defesa dos participantes e assistidos da PREVI, a qual teria a função de monitorar as mídias escritas e televisadas “full time” e ser a caixa de ressonância para filtrar as ideias, sugestões e críticas construtivas relativas à Previdência Privada Fechada, com o objetivo negociar e de elaborar propostas junto a Diretoria Executiva da PREVI, ao patrocinador BB, a PREVIC, no Congresso Nacional, CPIs, etc., impetrar ações judiciais e tudo aquilo que for necessário para o bom desempenho deste órgão, sem fins lucrativos.

(Continua)

João Rossi Neto disse...

(Continuação...)

Essa entidade teria autonomia administrativa e financeira para gerir os interesses dos participantes e assistidos, com uma estrutura organizacional enxuta e hipotética: Presidente; Diretor Administrativo e de Comunicações; Diretor Financeiro e assuntos jurídicos; Consultor Jurídico (advogado); Secretaria geral e contábil e assessores versados em previdência complementar privada fechada.

A filiação seria simples e desburocratizada, estipulando-se uma contribuição mensal de R$ 10,00? Não sei... Para fazer face às despesas de manutenção e de pessoal, com remuneração razoável para os servidores, sem apelar para o trabalho de abnegados, dado que este modelo econômico não funciona.

No início das atividades, montar-se-ia uma força tarefa provisória para arregimentar os sócios, redigir Regulamento, cuidar das eleições para escolha dos cargos de confiança e da parte legal.

Ah, mas esses órgãos já não existem, como a ANABB, FAABB, AFABB, etc., sim, só que não funcionam. Alguns sequer atualizam os seus sites e muito menos respondem as sugestões e questionamentos que lhe são enviados. Então, são entidades que não têm um trabalho sistematizado e continuado. Portanto, não me sinto representado por eles. Fazem reuniões demais, praticam de menos e os resultados são praticamente nulos.

É claro que este simples esboço é uma ideia para ser lapidada, aperfeiçoada e enriquecida com outras visões e argumentos dos colegas, caso a julguem viável. O que não podemos é continuar jogando palavras ao vento sempre e esperar resultados diferentes.

Anônimo disse...

Prezado João Rossi
Parabéns por mais um texto recheado parágrafo a parágrafo de puras verdades. Quem procurou a verdade recebeu notificações extra-judiciais. Agora o mais novo escândalo é patrocinado pelos tais "jovens executivos" que estavam a infectar o Banco do Brasil com suas benesses partidárias. Saíram antes que sejam corridos. Pelo visto irão se hospedar em outro Palácio. FELIZ ANO NOVO a você e ao Prof.Ari Zanella.

Anônimo disse...

Fazendo uma analogia com as classes sociais tupiniquins, no que tange a distribuição de renda, podemos inferir que as mesmas inspiraram os segmentos formados em nosso universo previano, eis que temos a classe do baixo clero, a classe média e a dos sem teto, sendo que esta última foi gestada numa RS baixada pela aparelhada CVM. Dita RS, salvo melhor entendimento, estabeleceu que os Diretores do BB deveriam passar para o regime estatutário, cuja transição ensejou o engenhoso processo de empilhamento das verbas remuneratórias, contemplando verbas não contributivas extensivas às suas aposentadorias, concebendo-se, assim, os ditos Sem Teto. Por conseguinte, com uma fila extensa de potenciais beneficiários (vejam a revoada que precede à posse do novo Presidente) somada aos atuais, comprometer-se-ão mais ainda equilíbrio financeiro e atuarial do Fundo, bem como, irão por terra qualquer melhoria no ganho das classes inferiores, formação da Reserva Especial, etc., inobstante o propalado superávit/2018. Diga-se, ainda, que os cálculos atuariais, excessivamente conservadores, visam a manutenção dessas benesses sequestradoras da promissora qualidade de vida na velhice, prometida contratualmente aos incautos, qdo. do ingresso ao seleto quadro de funcionários do BB, ora pós laborais, velhinhos trambiqueiros e outros adjetivos do gênero. Vou parar por aqui, porque minhas mãos estão trêmulas...acabaram os efeitos do antiácido, losartana potássica, rivotril, sinvastatina, lexotan, etc.

Anônimo disse...

Prezado Ari
Últimas notícias no site veja.abril.com.br 31 dez 2018,13h29.
"Procuradoria em Brasília convoca Palocci para relatar fundos de pensão".

sss disse...

Faz sentido. Faz todo sentido. São muitas Entidades dessa natureza sem que saibamos a que vieram, para que servem.

Anônimo disse...

A Procuradoria da República no Distrito Federal quer ouvir o ex-ministro Antonio Palocci (Governos Lula e Dilma/Fazenda e Casa Civil), delator da Operação Lava Jato, sobre 'irregularidades nos fundos de pensão estatais'.
A investigação da Greenfield mira ilícitos contra fundos de pensão - principalmente Funcef, Petros e Previ - , o FGTS e fraudes e desvios na Caixa.

Anônimo disse...

Muito bem Caro senhor João Rossi Neto . É exatamente o que precisamos, nós associados e participantes da Previ.
Precisamos de ter mais voz e vez nos destinos da Caixa. Precisamos deixar de estarmos "pedintes", atrás de migalhas.
De a muito tempo sabe-se que as nossas associações "representantes", na verdade não nos representam e sim, a si mesmas e seus dirigentes. Basta simplesmente uma retrospectiva. Não consigo entender como um diretor ou conselheiro após eleito , passe a se comportar como "dono" único do fundo, acima de todos nós associados participantes, que nada podemos reivindicar.

Paulo disse...

Sr.João Rossi,

Como sempre Vossa Senhoria acerta milimetricamente o ponto.

Sua proposta certamente será atacada pelas associações na pele de ovelha.

Se pessoas como o Professor, Diretor Aristophanes, Seu Ed, Divany, Cláudia do Rio, Dona Rosalina, Ricardo de Albuquerque, Antônia, Josué do Paraná, Cade Araújo, Fernando Lamas, Dr Medeiros, e tantos outros colegas com capacidade de aglutinar se unirem focados nisso, será o maior abalo nessa correlação desigual de força

Unknown disse...

Leio todas os textos deste blog...assisto indignada a inércia aliada ao medo e a falta de vontade das nossas associações em lutar por nossos direitos...vejo grandes inteligências que revelam o descaso de anos com que somos tratados, mas ninguém move uma palha para que consigamos alguns parcos benefícios...em 1973 levei uma chamada braba com ameaça de puniçao do Banco Brasil por ter pedido ao Presidente do Brasil que me ajudasse na concessão da minha transferência para minha cidade Areia, onde meu marido estudava Agronomia... Levei chamada mas minha transferência saiu...na época não podíamos recorrer a terceiros para obter benefícios..sempre agi nas minhas coisas pessoais com determinação...vejo hoje, pessoas influentes que têm acesso aos primeiros escalões, associações que tem representatividade, falam, falam e não agem...isto é uma vergonha...como diria Boris Casoy...e a gente só afundando ...

Unknown disse...

Desculpem a falta de pontuação ...a indignação e a vontade de dizer produzem falhas na escrita...