terça-feira, 16 de outubro de 2018

A PROPOSTA DO GILBERTO

    O nosso amigo Gilberto do Rio Grande do Sul, da cidade de Capão da Canoa, nos oferece uma proposta para solucionar de vez o imbróglio da CASSI. Solicito gentilmente que os colegas possam analisá-la detalhadamente, emitindo sugestões ou críticas construtivas, a fim de que possamos melhorá-la ainda mais, e oferecê-la aos órgãos decisórios da nossa Caixa e do Banco. O importante é dar a devida atenção ao arrazoado sem qualquer forma de depreciá-lo.
Sabemos que os valores poderão retornar a nós através da ACP que tramita já na 2ª instância do RJ. Em caso de vitória na justiça, os valores poderiam ser descontados do pagamento devido (antecipação) já que é razoável pensar que dificilmente o BB logrará êxito na referida ação.

Prezado Sr. Ari Zanella,


M.D. Presidente da ANAPLAB


Referindo-me ao assunto à respeito da CASSI, passo a sugerir uma saída simples e eficiente, para resolver em definitivo esta situação que está agravando a nossa Entidade de Saúde, que por tantos anos, sempre foi o nosso porto seguro em matéria de saúde e bem-estar:
A PREVI repassou ao Banco do Brasil SA, 50% do Superávit através de uma resolução, abaixo da nossa lei maior – a LC 109/2001 que diz claramente em seu artigo 20 que o Superávit  é destinado tão e exclusivamente para melhorias nas aposentadorias dos pós-laborais.
Em virtude disso, minha sugestão é de se utilizar 50% deste valor, hoje internado dentro do nosso fundo de pensão, para repassar à CASSI, que teria um aumento expressivo no fluxo de caixa, podendo pagar seus compromissos e adquirir um colchão nas reservas para, pelos menos, mais 10 anos.
Por outro lado, os demais 50% dos 7.500 bilhões, hoje corrigidos em valores que podem estar em 12, 15 bilhões, seriam utilizados de acordo com a Lei - em dar aumento aos aposentados, na ordem de 10 a 15%, para fazer frente à inflação dos últimos anos, que está muito maior do que os índices oficiais divulgados pelos institutos de Pesquisa.
Este aumento que vai incidir contribuição maior à CASSI, poderia ser ainda, incrementada com 2% a mais nas nossas contribuições à entidade.
Este procedimento resolveria o problema de fluxo de caixa da CASSI, em definitivo, auxiliaria os pós-laborais e, o Banco do Brasil faria um gesto de grandeza humanitária, resolvendo também pela devolução de valores que não lhe pertencem, e finalmente evitaria de ter que arcar com recursos maiores para resolver o problema de caixa da nossa Entidade de saúde.

Sem mais, apresento minhas
  
Saudações

Gilberto Renato Koelzer


32 comentários:

Unknown disse...

Bom dia Sr. Ari! Gostaria de saber do que se trata a resolução CGPAR 23

Luiz Carlos disse...

Sr.Ary, bom dia, no site da AAPBB-RJ de ontem 15.10, a propósito, tem uma nota sobre a ACP, seria matéria comemorativa ou não, a sua consideração. Grato Luiz Carlos

Ari Zanella disse...

Colega Luiz Carlos,

O artigo publicado lá é de 16.03.2017 (foi a primeira decisão), entretanto, a ação corre nos tribunais superiores. Vou pedir ao nosso advogado para fazer uma atualização,

rafa disse...

A sugestão do colega é interessante.
Entretanto, em face das inúmeras ações judiciais contra a apropriação do BET pelo patrocinador ( não só a Previ ! ), não vejo possibilidade concreta de a PREVI implementá-la.
Ela nem teria como contabilizar. Além do ônus de sucumbência em todos os processos em andamento.
A saída seria a cassação da Resolução 26, porque nem um amplo acordo para por fim às demandas teria legalidade ou autorização ( no caso da Previ ) para tal fim. Por tudo isso, a PREVI deve bater o pé até o fim, para justificar - claro - o que ela fez.
Infelizmente, dependemos da Justiça ou de um Decreto Legislativo tornando sem efeito aquela Resolução.

Anônimo disse...

Prezado Ari
Toda contribuição para resolver esse impasse é bem vindo. No entanto o BB sempre foi avesso a negociar quando o assunto está na Justiça. Tomara que reveja está postura e procure o acordo que em última instância ajudaria a todos.

Anônimo disse...

Acho interessante a proposta, até mesmo porque o Banco não desembolsaria nenhum valor para resolver a situação da Cassi, e em se tratando de mexer no bolso - eles conseguem resolver qualquer imbróglio.

Anônimo disse...

Já existem aposentados recebendo sua parte nos 50% do Bet repassado ao BB.
Circula nas redes ações judiciais vitoriosas nesse sentido. Inclusive nomes dos favorecidos .
Assim sendo , melhor aguardar. Mesmo porque mais 2% de contribuição seria suportavel por todos ? Como diz aquele diretor: é FACTÍVEL ?

Ari Zanella disse...

12:41

2% adicionais somente seriam aceitos (e se fosse necessário) se fosse concedido o aumento de 10 a 15%. Caso contrário, não.

Edmilson lopes de sousa disse...

Boa tarde, Ari.Bolsonaro declarou agora a tarde na tv globo que devolverá à Itália, o Cesari Batisti(não sei escrevi assim).Ari, seria bom que você entrasse em contato com os colegas gabaritados,(joão de Goiania, outro do Recife),me esqueci o nomes deles endereçando correspondência à equipe do Capitão Bolsonaro para que olhe, sobre o nosso BET, que foi suspenso e outros casos como as sondas-Brasil ,devolvendo à Previ o que foi roubado, pedindo, se houver,punição aos cultados. Fazer essa correspondência com urgência, quem sabe tenhamos vitória. edmílson em Januária mg.

Anônimo disse...

Ache excelente a sugestão, além do fato de resolver a situação da Cassi, nos ajudaria com um aumento na forma das normas, poderia se contribuir com mais 2% e o banco sairia no lucro novanente, pois não despenderia de recursos, usando o nosso superavit. Ou seja nós é que iriamos resolver a situação financeira da Cassi. Não é pouca coisa.Duvido que o Banco não queira.

Anônimo disse...

Acho que o BB e a CASSI já deram por encerrado essa questão, eis que, conforme oficializado, o caminho escolhido para o equacionamento do déficit foi o contingenciamento dos gastos com os prestadores, omitindo, obviamente, os gastos administrativos, principalmente da folha de pagamento. Esdrúxula situação, na qual estamos, por questões regimentais, tolhidos de mais uma contribuição extra, inobstante a maioria se prontificar para tanto. Depreende-se desse quadro, que o principal objetivo do plebiscito era, realmente, a reforma estatutária, enxertada a reboque de mais RS polêmica sob o aspecto legal.

Anônimo disse...

Não creio que nada mude até 28/10, data do 2º turno das eleições. O Brasil entrou em compasso de espera ante o resultado que sairá das urnas nesse dia.
Caso se confirme as pesquisas de intenção de voto e Bolsonaro seja eleito, aí sim, será possível vislumbrar o que acontecerá no Brasil.
Novembro e Dezembro seriam meses para formação da equipe econômica e ministerial que acompanhará Bolsonaro.
E só aí saberemos que rumos BB, Caixa, Petrobrás, etc, tomarão.
Em caso de vitória do Haddad, Muitos dos que conduzem o processo atual respirarão aliviados e as chances de mudanças no panorama praticamente ficam reduzidas a zero ou perto disso.
A ideia do colega Gilberto parece viável e factível, mas depende totalmente de vontade dos atuais dirigentes do BB/PREVI/CASSI. E não me parece que haja alguém no comando atual com benevolência para sequer gastar seu tempo com uma análise deste teor.
28/10 será o divisor de águas. Para o bem ou para o mal.

Pensionista Recife-PE disse...

Sr. Ari, logo cedo da manhã fiz uma pergunta e até agr não me respondeu.Resoluçao CGPAR 23 a que se refere?
Obg!

Fernando Lamas disse...

Saudações cordiais a todos.

"GRANDEZA HUMANITÁRIA"
Caro Professor Ari, por toda a sofrida severidade existente, há muitos anos, na comunidade, por parte dos nossos ex-dirigentes(BB) e dos atuais(Previ), sinto que essa inclinação está banida da nossa comunidade, mesmo que a boa técnica a avalize. Um mês, sequer, sem a parcela do ES é impensável. Então...Perdoem-me se reflete fraqueza ou cansaço. Grato. PAZ E BEM!

"Senhor, sede vós meu auxílio e serei salvo."
Salmo 119,117

Anônimo disse...

O BB acaba de manifestar-se via SMS (muitos já devem ter recebido). Diz "NADA COM NADA" como sempre, e coloca a culpa nos associados e suas entidades. Não esperemos boa vontade do "guloso" agora, porque certamente não terá. A situação tende a ficar mais feia ainda.

Anônimo disse...

Muito criativa a proposta....

Ari Zanella disse...

15:52

A Resolução CGPAR 23 se refere às novas normas a serem praticadas pelos planos de saúde. A CASSI teria que se adequar em vários pontos. Os que divergem dela, alegam que a CASSI não é um plano de saúde de MERCADO e por isso estaria desobrigada de seguir seus parâmetros.

Anônimo disse...

Cadê o Samurai.?

Anônimo disse...

Mestre Zanella,se eu liquidar o Finimob devo R$ 3,500.00 R$ 500,00 de parcela, aumenta a margem consignável para o ES?

Anônimo disse...

Sr. Ari Zanella, a proposta é boa para todos, minha sugestão é se remeter para o Presidente do BB e da Cassi.
De repente vai que agrada.

Anônimo disse...

Engraçado é que a Cassi tem balanço mensal e desde que foi feita aquela contribuição extra deviam ter percebido que não iria solucionar. Foi preciso esperar esse tempo todo para tentar empurrar goela abaixo essa tentativa que retirava direitos dos associados ?

WILSON LUIZ disse...


NEGOCIAR, NEGOCIAR, NEGOCIAR...

As entidades que se dizem nossas representantes deveriam, a qualquer custo, tentar chegar a um acordo sobre os assuntos pendentes em relação à PREVI/CASSI.

O clima nas diretorias das duas entidades, mais o BB, deve ser de “fim de festa”, sabem que, a se confirmar a eleição do candidato favorito, todos deverão ser substituídos a partir de janeiro; poderiam fazer alguma coisa, dentro dos normativos, para melhorar suas imagens junto aos associados, além do que também se beneficiariam do acordado.

Anônimo disse...

No mês de setembro, 144 associados da ANABB receberam R$ 6,5 milhões em liquidações judiciais. O valor corresponde aos êxitos obtidos no Poder Judiciário, a partir das ações ajuizadas pela ANABB.

ALGUÉM CONHECE ALGUM SORTUDO?

Carlos - Rio Pardo(RS) disse...

Sr. Ari, tudo bem?

O Sr. arrisca que possa haver mudanças no ES nesse ano?

Estava agora pesquisando e vi que em 07.11.17 a Previ veiculou matéria sobre o ES com o seguinte título "Empréstimo simples continua simples e disponível para todos os associados".

Ali consta que o teto do limite será mantido até o final de 2018.

Abr,carlos-Rio Pardo(RS)

Anônimo disse...

O Banco já se manifestou acerca do pedido das associações s/ reabertura das negociações.
Diz que qualquer proposta deverá ser "atuarialmente" viável, FACTíVEL, que atenda a legislação etc etc
Fecha dizendo que dita proposta deverá ser enviada a Cassi para analise e aprovação e posterior aprovação do Banco.
Resta saber quem na Cassi vai "analisar". Todas as diretorias e o conselho ?
Somente uma diretoria e a presidencia do conselho ? É necessário a participação de todos , administradores e conselheiros na Cassi, para que não tenha a mesma visão e retorne a situação anterior , a que resultou no NÃO.
A CASSI é de todos, consequentemente não tem um dono só.

Valdevino disse...

Prezado Professor Ari,
O senhor tem uma previsão do INPC acumulado até dezembro ?Sempre acerta.
Obrigado
Valdevino

Anônimo disse...

Concordo com o que escreveu o anônimo das de 16/10/2018 das 21:52, além disso nos pareceres do Conselho Fiscal da Cassi, sempre era mencionado os déficits e necessidade de sua equalização. Só foram agir, quando as reservas financeiras já tinham sido esgotadas. Aí a "toque de caixa" resolveram realizar uma alteração do estatuto com estabelecimento de algumas cláusulas prejudiciais aos associados.

Ari Zanella disse...

A taxa do INPC de setembro/2018 foi de 0,30% e o acumulado do ano de 2018 é de 3,14%. Acho que fecha o ano em 3,7234567%. O que vocês acham?

Anônimo disse...

É aí o que acontece com os que não agiram ou não se preocupavam onde isso ia terminar? Sempre foi assim. Abusam até com a saúde de milhares.

Anônimo disse...

A Cassi é todos, mas quem defende são poucos, parece que não existe, acorda gente se não acabas na UTI sem amparo, isso é o que o

BB quer, vamos reagir senão será o fim de todos nós, pelo amor de Deus, depois de tanto sofrimento, temos que mostrar que estamos vivo.

Cade Araujo disse...

Caro amigo Ari, a proposta de Gilberto é interessante. Contudo em razão da falta de detalhes/justificativas ela se enquadra em sugestão. Ou seja, para a atual situação nossa, já seria uma alternativa vantajosa para os pós-laboriais.
Cadé

jair mario bork disse...

A expectativa de inflação de 2018, para o mercado, é de 4,3%. Será que o INPC, que reajusta nossa aposentadoria, será inferior? Se não me engano, nosso último reajuste já foi inferior à inflação oficial. Isso não pode se repetir.