sexta-feira, 14 de setembro de 2018

O MAJESTOSO JOSÉ


               
DEPOIS DA TEMPESTADE VEM A BONANÇA. SERÁ?!
            Não é necessária uma pesquisa demorada e pormenorizada, para logo avaliarmos e mensurarmos, no decorrer dos últimos 5 anos(2014-2018),  as continuas e cumulativas perdas reais de renda do grupo de participantes do Plano 1 da PREVI, nas condições de aposentados e pensionistas e,  logo mais, dos poucos restantes na ativa.
            Já explorei essa quantificação em comentários anteriores, apontando nos cálculos mais otimistas uma perda real que, atualmente, deve estar em torno de 15%. Quer dizer: quem tinha um PODER DE COMPRA, A PREÇOS CONSTANTES, de R$10.000,00, em 20/12/2013, está com seu PODER DE COMPRA, em 20/09/2018, reduzido a cerca de R$8.500,00!
            Reconheço a impossibilidade de um cálculo preciso desse valor, haja vista a existência de muitas variáveis distintas e circunstâncias de difícil mensuração.  É fora de dúvida, entretanto, que a perda real, na média, fica em torno do valor apontado.
            Só para exemplificar, um dado, facilmente percebido, foi a abrupta perda de 1(um) ano de BET(20%) e a retomada de cobrança da contribuição mensal à PREVI(4,8%). Assim, para um benefício(Previ-P300) mensal de R$10.000,00, essa redução alcançou o percentual de (20+4,8=24,8%), ou um valor absoluto de R$2.480,00, totalizando, no final do desastroso ano de 2014, a importância de  {(R$2.480x12)+480}=R$30.240,00.
            Sem querer fazer terrorismo financeiro, calculo que, se o “desafortunado colega” que sofreu essa perda tivesse feito uma aplicação desse dinheiro, de 01/01/2015 até 13/09/2018, com modesta remuneração pelo INPC + jrs.de 1,00%am, poderia contar, hoje, com uma importância capitalizada de R$58.549,26, na conta, ou um bonito Chevrolet PRISMA 1.4, na garagem.
            Outras perdas diretas(contribuição extra da CASSI), ou indiretas, como a não atualização da Tabela do IRPF e os diferenciais entre inflação INPC e inflação real, poderiam ser mostrados para compor a grande perda que vimos amargando, em torno daquele percentual total de  15%. Isto porque não se pode desprezar que uma perda real de renda, como aquela do ano de 2014 e seguintes,  destroça o orçamento da família e gera custos adicionais persistentes, como inadimplência onerosa de obrigações assumidas(escola, saúde, viagens, etc.) e manutenção compulsória de gastos indeclináveis.
            Esse meu “desenho doméstico” e quase patético, para demonstrar as perdas significativas de todos nós, aposentados e pensionistas do Plano 1 da PREVI, não tem como objetivo malvado cutucar o doloroso calo que a todos incomoda, cada um no aperto do “seu” sapato. Aqui, o propósito necessário é mostrar concretamente aos gestores da PREVI, o alto preço que os “donos do fundo” vêm pagando, com uma renúncia direta de rendimentos da ordem de R$0,5 bilhão por ano, afora as incomensuráveis perdas indiretas e correlatas. Isso, para tapar uma depressão financeira que eles não criaram, mas estão sendo compulsoriamente chamados a pagar e sofrer por ela. E pior: sem receber uma palavra de reconhecimento e conforto. Explicações, quando são dadas, em nome de uma exaltada transparência de gestão, são montadas sobre autolouvações de governança e dissimuladas menções aos nossos esforços e sacrifícios.
            Do outro lado da cena – admitidas como tecnicamente recomendáveis e necessárias as amargas medidas de superação dos déficits técnicos – não se viu, em contrapartida compensatória, iniciativa, ou medida excepcional, por parte da PREVI, visando a compreender a queda de renda de seus dependentes e, com criatividade e vontade política, adotar medidas paliativas e refrescantes em favor deles.  Pelo contrário, o que temos observado é a preocupação em apertar ainda mais o torniquete, cumprindo o mandamento do velho ditado que diz “além da queda coice!”, ou seja:
·         O maleável instrumento do Empréstimo Simples(ES) foi complicado com a discriminatória fórmula ES-170, e o FQM disfarçadamente piorado, além de prazos e limites congelados. A adoção das novas regras de Margem Consignável foram aplicadas, com o cumprimento de outro velho mandamento maquiavélico: ”Aos amigos os favores, aos mutuários os rigores da lei”.
·         As execuções de sentenças judiciais relacionadas com processos da chamada Cesta Alimentação foram implementadas “sem pena nem dó”, em momento de dificuldades para os executados.
·         Pouca ou nenhuma concessão compreensiva se fez aos mutuários do crédito imobiliário, quando impossibilitados de seguir regularmente com o mútuo, ou caídos na involuntária inadimplência.
            Essa inflexibilidade da PREVI discrepa, radicalmente, do comportamento de outras entidades, públicas e privadas que têm, com engenho e arte, inventado liberalidades sadias, como saques de FGTS, mutirões de negociação, facilitação de empréstimos, redução de juros,  etc.  Mas, a PREVI não! Enquanto, hipocritamente, alega a rigidez e imutabilidade do “Regulamento”, faz vista grossa para as maquinações de duvidosas conveniências  do Patrocinador; explica mas não justifica as questionadas conduções de negócios prejudiciais aos interesses reais do Fundo e, de não menos importância moral, acata, na contramão de reconhecidas dificuldades de muitos, a auferição de benefícios e vantagens extravagantes,  por parte de um punhado de administradores, sem merecimentos excepcionais.
            Enquanto isso, em Brasília, o Banco do Brasil faz “cara de paisagem” para os R$7.500.000.000,00, do seu BED(Benefício Especial Definitivo), em valores de 2010, hoje equivalentes a R$33,6  bilhões(repito: R$33,6  bilhões), corrigidos e atualizados pelo INPC+juros de 12% aa. Importância apropriada ilegalmente pelo Patrocinador, que tanto faz falta hoje à PREVI – complacente e conivente com a ilegal Resolução PimenTel.  Além disso, sem entrar no mérito das suas reformas estruturais, compreensivelmente reclamadas pela rápida evolução no perfil dos negócios bancários, o Banco joga no combalido colo da PREVI, milhares de funcionários ativos do Plano1, em aposentadorias prematuras que, seguramente, desequilibra seu projeto atuarial e compromete a liquidez de seu dinâmico e avantajado fluxo de caixa.

***
            Por fim,  mudo de assunto. Saio daquele plano menor de “coisas caseiras” para a busca de um entendimento do que se passa, no plano maior do espaço brasileiro, nesta era crucial de incertezas e demandas díspares, enganosas e belicosas.  Assim, para não dizerem que sou otimista incorrigível, colo essas minhas avaliações e ajuizamentos, à margem dos cenários pessimistas do Dr. Medeiros(A TEMPESTADE ESTÁ CHEGANDO-11/09) e do Prof. Zanella(QUE SERÁ QUE NOS ESPERA-12/09). Mesmo assim, a despeito de carregar profundas preocupações, ainda aposto na esperança de que o furacão destrutivo que atingiu o Brasil perderá força e mudará de direção. E, como todos acreditam, DEPOIS DA TEMPESTADE VEM A BONANÇA. Será?!

Aristophanes Pereira
Janga,Paulista(PE) – 13/09/18



9 comentários:

Blog do Ed disse...

Fiz questão de ler o texto,sem pesquisar antes o autor. O estilo logo esclareceu a autoria: o eterno diretor Aristophanes! Só discordo dele na segunda parte, a visão futura do País.... Que destino, o do Brasil,imitar o que não presta! Na minha opinião estamos marchando céleres para a realização do segundo país bolivariano, uma segunda Venezuela do Maduro!
Edgardo Amorim Rego

Almira disse...

Bom dia,

Irretocável as considerações do Sr. Aristóphanes. Seria interessante se conseguissem enquadrar esse texto tão bem redigido na revista de educação financeira que ironicamente ficam nos empurrando goela abaixo.
Outra analogia bem atual seria colocar lado a lado todas as perdas do PB1 com os negócios relatados pelo alcaguete da língua presa conhecido por “italiano”. Ano a ano.
Parece que as nossas reivindicações foram colocadas no escaninho errado, da mesma maneira que o instrumento jurídico contra a Resolução 26. Se buscado o apoio do Sr. Emílio, o resultado seria diferente, pois o Sr. Emílio mandava muito.
Termino com a tristeza de saber que poderia ter um veículo novo. Os gastos com oficina estão ficando onerosos devido ao tempo de uso. Há que ser feita justiça mesmo sendo o comandante do poder essa pessoa que foi empossada

rafa disse...

Ufa!
No dizer do prof Ari o blog é acompanhado por infiltrados do "nosso" fundo.
Então, poderiam rebater os dados apresentados no presente artigo, postando uma Nota de Esclarecimento no site da PREVI.
Ao menos não perderíamos o que de mais sagrado é para um cristão: A ESPERANÇA!




Isaías Carvalho disse...

- O NEGÓCIO TÁ MAIS DO QUE FEIO, ATÉ AGORA NÃO PINTOU O ESPELHO.

Jeanne disse...

Já saiu no aplicativo da Previ.

divany silveira disse...



Mestre Ari, acho que podemos chamar um ministro da igreja para o

ato final, a não ser enxerguemos o caminho seguro para colocarmos nos-

saa reservas . Não quero fazer proselitismo político,mas temos de

repensar nossa vidas para tomarmos uma decisão que pode nos salvar

a saber : temos de manter distância desse corja que tem dirigido

nosso Fundo depois da delação de Palocci que sabe muito e pode dizer

mais coisas sempre aumentando nossas preocupações. Penso que não temos

outro caminho se não quisermos ficar como os velhos da Africa que ficam

zanzando de um lugar para outro atrás de comida e remédio. O candidato

Bolsonaro pode não ser o preferido de muitos de nós, mas sua vida tem

semelhanças com o nosso dia-a-dia pois viveu de salário a vida toda e não

há restrições sobre sua vida financeira.Quem tiver juízo tem de traba -

lhar para afastar essa Mafia do poder. Mesmo antes de ouvir a delação do

Paloci que não é santo mas quer tirar o "seu" da reta e pode nos prestar

um serviço aos inocentes que acreditam no Lula e na Dilma e nessa corja.

O certo colegas, é quem tiver juizo deve ajudar a expulsar essa tropa de

petistas que estão saqueando nosso patrimonio ,repito,nosso, patrimônio,

pois muitos de nós, melhor dizendo, milhares de nós vimos pagando boa

parte do nossos recursos para deixar essa corja dilapidar nossas economias.

Acho que a mudança de governo para nós é questão de brio, vergonha e so -

brevivência. Mestre Ari, esses que estão são inidôneos e quem disse foi

testemunha o outro tem uma vida controlada, senão o PT játeria denunciado.

Perdoem minha imtempestividade, mas temos de ouvir o Mestre ARI.

d

sss disse...

Lendo a notificação da Cassi enviada a anabb, nao vi engano no que diz respeito ao artigo 25.
Se o artigo 25 do Estatuto da cassi for extinguido, faz-se mister, sim, que outro artigo com igual efeito seja criado. Referido artigo, obriga, ao menos, que o BB cumpra com a participação de 4,5% a.m. Se esta obrigatoriedade dasaparecer, o que é feito pela pela existência do artigo 25, o BB não só fica desobrigado deste cumprimento, bem como de quaisquer participacões à Cassi.
O que a anabb omitiu, ou inventou?
Com relação aos novos contratos o BB diz que os novos funcionários não poderão permanecer no plano com patrocínio do BB. Poderão, contudo, manter-se como autopatrocinados.
Fazendo pesquisa no google, vi um pouco do que é autopatrocinado. Poder-se-a dizer que tanto a Cassi, quanto o BB e a anabb erraram quando não destrincharam o significado da palavra 'autopatrocinado' à grande massa Cassi, provocando esse grande índice de desentendimento, conforme abaixo:
Autropatrocínio é um termo que designa o participante quando ele se desliga ou é desligado da patrocinadora e decide permanecer no plano de previdência. Esses participantes que optam por manter a previdência devem pagar a contribuição mensal correspondente a sua parte e a da antiga patrocinadora. O valor para pagamento será de no mínimo 75% da sua última contribuição enquanto ativo mais a contrapartida da patrocinadora. Por exemplo, se a última contribuição para previdência foi de R$200,00, como autopatrocinado você deverá pagar R$300. Quando o participante decide permanecer como autopatrocinado ele poderá usufruir também do plano de saúde, pagando 100% do valor da mensalidade.
Mas outras partes ainda preocupam, e muito. 24/09 já é na próxima segunda-feira. Acredito que, assim como, a maioria continua sem saber em qual das opções porá seu (X).
Vale ressaltar que o exemplo acima é para quem já está contratado e resolve ou é obrigado pelo patrão a aderir ao sistema de autopatrocinado mas, e quem está entrando na empresa agora, terá o mesmo tratamento? Isto é, não irá pagar preço de mercado?
Que um colega com conhecimento melhor do assunto, tenha a gentileza de explicar.

João Lopes Rodrigues disse...

Ari e Colegas!

Reitero meu comentário de artigo anterior:

Acerca da votação para a Cassi, acredito que o BB e a própria Cassi fazem “terrorismo” para a prevalência do voto SIM; inclusive ressaltando uma possível intervenção da ANS.

Mas ambos em nenhum momento fazem uma “mea culpa” quanto à situação atual da Cassi, criada ao longo de anos de “administração duvidosa”.

Sinceramente, alguém acredita que o “Banco do Brasil”, o maior banco da América Latina, e um dos maiores do mundo, com ativos na Bolsa de Valores... enfim, alguém acredita que o BB permitiria que houvesse uma “intervenção” por parte de um órgão fiscalizador em seu próprio plano de saúde?!... Quem seria o principal “perdedor” com uma situação dessa?...

É lamentável constatar: como chegamos a essa situação?!…

Assim, a menos que haja uma “alteração”, digo, “desmembramento” da proposta atual - questões financeiras e questões estatutárias -, sugiro que votemos NÃO!

Era isso!

aulo motta disse...

O que está acontecendo com a nossa PREVI,além de não nos conceder qualquer tipo de aumento no ES,assim como não dilatar o prazo e nem siquer suspender as prestações,para aliviar ao nosso sofrimento,principalmente se considerarmos -o aumento miseravel que que nos foi dado,não chegando aos 3 por cento,ainda acabou com nossa ultima esperança,que era a renovação do ES,com 06 prestações pagas.,Estou aqui alertando aos nossos colegas aposentados e os da ativa,para prestarem a devida atenção nos seus limites para futuras renovações.,Estou citando como exemplo a minha situação e de outros colegas aposentados que mantive contactos,que apesar de terem pagos 3 ou 4 preestações em média de cr$2.000,00 ainda assim,estão com seus limites negativos.,No meu caso,paguei 3 de 2.245,00,só na 4a., é que apareceu um saldo positivo decr$l.247,00.,o que está havendo,cade a nossa DIRETORIA que elegemos.