quinta-feira, 27 de setembro de 2018

A MÃE VIRANDO MADRASTA

     O banco sempre foi uma mãe, ouvíamos esse bordão quando na ativa. Depois que os seus dirigentes se transmutaram de celetistas em estatutários a coisa degringolou. Como estatutários, os notáveis partiram para a busca desenfreada do lucro, na guerra do mercado. Este feito trouxe o afrouxamento no cumprimento de contratos de trabalho tais como eram estabelecidos, tornando a vida do funcionário e mais ainda do ex-laboral que ficou desprezado pela cúpula do gigante.
      Na CASSI, o BB optou por "apoiar" a chapa "Mais União" porque sabia que com ela as negociações iriam ficar do seu jeito, ou seja, aprovar, num só pacote (injustificável) a mudança do Estatuto sob a alegação pífia de sanar a caixa em definitivo. Dificilmente outra chapa que vencesse iria oferecer ao Banco as facilidades que a "Mais União" ofereceu.
      Já na PREVI, o "lobo" deu seu segundo golpe. Ali interessava a vitória de uma chapa de cordeirinhos, por tal, fizeram de tudo para a vitória da chapa 2, inclusive, com posse irregular da diretora de Planejamento.
      E nós aceitamos pacificamente o jogo sujo desses abutres. Nada fizemos para contestar a não ser uma parte que merece aplausos, aquela que recomenda o voto NÃO. Mesmo assim, ao que tudo indica, será pouco em vista da violenta pressão que os dirigentes do BB estão exercendo tanto no pessoal da ativa quanto nos aposentados.
      Preparamo-nos para dias sombrios. Dentro de pouco tempo seremos chamados a cobrir novos gastos, assumindo reajustes anuais que os serviços médicos fazem dobrar ou triplicar em relação ao nosso reajuste, o INPC controlado. O SIM deverá vencer e os grandes perdedores serão os filhos desta madrasta, outrora chamada de mãe. Então clamo à minha verdadeira mãe: "Mamma mia, cosa faremo?"


6 comentários:

torbes gambarra disse...

Que aqueles que facilitaram e estao levando a Cassi para massacrar os funcionarios sejam condenados eternamente ao inferno. Podem escapar da justiça aqui na terra mas tenho certeza de da justiça divina não escaparão.

Unknown disse...

Ari, Ari,
Não seja negativo. Temos a Anabb, os sindicatos, o Medeiros e diversas entidades do nosso lado.
Confie. Vai dar "não" na cabeça. Aguarde que você verá.
Celio

Adaí Rosembak disse...

Caro Ari Zanella,

Gostaria que a situação fosse diferente.
Gostaria que a CASSI não perdesse 100 milhões mensais, gostaria que não existisse Resolução CGPAR 23, gostaria que não houvesse ANS para nos pressionar, gostaria de preservar a solidariedade por mais absurda que é sob vários aspectos, gostaria de ...
Mas infelizmente a realidade não é essa.
A CASSI está à beira da inadimplência. Já em outubro do corrente a situação estará desesperadora e cortes em custos de assistência médica terão de ser feitos se as reformas não forem aprovadas.
Portanto, não vejo outra saída que não seja o SIM para nos tirar dessa situação trágica.
Desisto de tentar mudar os que votarão pelo NÃO.
Só lamento que, em caso de vitória do inconsequente NÃO, venhamos a pagar um alto preço em nossa assistência médico e a CASSI sofrerá sérias consequências por esse desatino.
Vamos esperar pelo resultado.

Abraços

Adaí Rosembak

Unknown disse...

Sr.Adai,
Não o começo, mas suponho que recebe um bom valor da Previ.
Mas,, lembre-se que a média das aposentadorias da Previ é pouco mais de R$ 7000, ou seja, muitos recebem na faixa de 4 a 5 mil.
Estes, aprovando o "sim", em poucos anos terão que deixar a Cassi devido falta de recursos.
Acho melhor administrarmos um desespero hoje juntos do que muitos amanhã sozinhos.
Hoje não questionamos valores, mas sim a gestão.
É o que penso.
Celio

Ari Zanella disse...

Grande amigo Adaí,

Adoro o contraditório, ainda mais quando é muito bem explanado tal qual foi esta sua contribuição.
Entretanto, não vejo a eventual vitória do NÃO como catastrófica. A CGPAR 23 está sob fogo cruzado, é resolução, não tem força de lei. Valem muito mais os contratos iniciais assinados entre todos nós e o Banco do Brasil por ocasião de nosso ingresso na instituição. São, no dizer da querida Isa Musa, CLÁUSULAS PÉTREAS.

Entretanto, ainda aposto que o SIM venha vencer para minha tristeza. O banco não entra para perder. Temo o médio prazo em que muitos terão, quiçá, que abandonar o plano por insustentável aos seus parcos orçamentos. Pagar 290 por dependente para quem ganha 20, 30, 40 mil mensais é mole; mas pagar 222 de quem ganha 4.000,00 é sofrido. A CASSI não deve ser igual à UNIMED onde tem quem pode pagar, não quem precisa.

Édulo disse...

Eu só queria saber por que esse pessoal aboletado nos privilégios e mordomias de agências reguladoras e cargos em diretorias do Banco, estão inventando essas drogas de decisões, portarias e demais sacanagens para nos prejudicar mais ainda, sabendo que daqui há quatro meses estarão fora das boquinhas. Se Deus quiser.
Só me resta votar neste tal Bolsonaro, que fala muita bobagem, pois que é o único que pode ser que modifique alguma coisa neste Brasil. Que seja eleito e tire essa canalhada.
Abraços

Édulo Santana