terça-feira, 19 de dezembro de 2017

CADA PLANO COM SUA ADMINISTRAÇÃO

ELEIÇÕES E GESTORES DIFERENTES PARA O PB-1 E O PREVI FUTURO.

   Cada macaco no seu galho. Não tem sentido lógico e prático para efeito de gestão eficiente, misturar em uma única estrutura organizacional complexa, os interesses dos Planos de Benefícios nº 1 e o Plano nº 2 (Previ Futuro).
   O primeiro de Benefício Definido e o segundo de Contribuição Definida. Ambos têm finalidades e objetivos desiguais e diferenças abissais no seu rito e na sua liturgia operacional.
 O princípio constitucional da igualdade pressupõe que as pessoas colocadas em situações diferentes sejam tratadas de forma desigual: “Dar tratamento isonômico às partes significa tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na exata medida de suas desigualdades”. Isto se aplica com uma luva para os dois fundos de pensão.
   Sabemos que a EFPC-PREVI pode administrar, ao mesmo tempo, diversos Planos de Benefícios patrocinados pelo BB, desde que caibam dentro da sua capacidade logística. Hoje gere três planos que são: O Plano 1, o Plano 2 e o CAPEC, afora o plano dos funcionários do seu quadro próprio, do qual é patrocinadora.
  Pela sua experiência, a nossa Caixa se transformou em uma espécie de guarda-chuva financeiro confiável, com enorme responsabilidade, na medida em que responde pela gestão de uma volumosa massa de recursos destinada ao pagamento das aposentadorias dos planos 1 e 2, onde o universo de participantes e assistidos é da ordem de 300.000 pessoas (200.000 do PB-1 e 100.000 do Plano 2).
  Daí a necessidade de trabalhar em sintonia fina com uma Governança Corporativa e de observar fielmente a compliance orientada e executar de forma eficiente, segura e eficaz a gestão dos recursos de terceiros, sem aceitar as maléficas influências políticas indutoras de investimentos nocivos (micados).
   Deve ser extremamente zelosa e segura nas aplicações financeiras do dinheiro dos associados, com vistas à liquidez, tanto que a Diretoria Executiva da PREVI vai ficar em maus lençóis caso se confirme à anulação da Resolução 26/2008, com sentença transitada em julgado em desfavor da PREVIC, no que tange a ACP movida pelo MPF, por ter adotado as regras da resolução em afronta à LC 109/2001. A justiça tarda, mas não falha.
   Para fins de confronto, entre um e outro plano, vamos enumerar algumas diferenças que podem comprometer o controle, a fiscalização, a defesa dos direitos e dos interesses de cada Corpo Social. Por mais que haja boa vontade, sempre vai imperar, lá no fundo, o individualismo, o egoísmo na defesa do patrimônio próprio, inclusive porque há na legislação que os norteia, caminhos e trajetórias completamente diametrais, a saber:

1-O Estatuto, regra geral, é uno para os dois planos e isso não traz prejuízo algum;


2-Os Regulamentos, que cuidam das rotinas operacionais, são individualizados, portanto, diferentes por razões óbvias;

3- Conforme artigo 67 do Estatuto, cada Plano de Benefícios administrado pela PREVI, que possua número igual ou superior a 10.000 (dez mil) participantes e assistidos, contará com um conselho consultivo, que será uma instância de formulação e proposição de políticas e de acompanhamento de sua gestão. Neste caso, são dois Conselhos Consultivos distintos;

4-O Previ Futuro não está sujeito às diretrizes da Resolução 26/2008, outra diferença gritante em relação ao plano 1, não tendo, por isso mesmo, a prerrogativa da destinação de superávits para revisão do plano e nem o patrocinador BB tem direito às sobras técnicas e muito menos às poupanças formadas com as contribuições;

5-De igual forma, o Previ Futuro ou Plano 2, não está sujeito ao artigo 20 da LC 109/2001;

6-As operações com participantes e assistidos do Previ Futuro divergem do Plano 1 no que tange à concessão dos financiamentos imobiliários e no empréstimo simples (limites, prazos, etc.);

7-As Demonstrações Contábeis dos balanços são desmembradas para se apurar o desempenho financeiro de cada fundo, bem como as táticas e estratégias negociais para as aplicações financeiras são diferentes, com a exposição de capitais em Rendas Variáveis em bases adequadas no Previ Futuro, bem distante e conservador do que o PB-1 nesse segmento. São decisões que não se coadunam.


   Por todo o exposto, entendo que deveria haver um processo eleitoral para cada fundo e, por consequência, gestões individualizadas, onde um não metesse o bedelho nos negócios do outro, e vice-versa. Se assim for, haverá isonomia no tratamento.
  A própria situação temporal influencia bastante e está a justificar a segregação (separação), dado que o Previ Futuro está praticamente começando (iniciou a partir de 25/12/1997) e PB-1 caminhando para a extinção.
    Demais disso, observamos que a tendência natural é a redução do PB-1 em função de estar fechado a novas admissões desde 24/12/1997 e também em face dos óbitos, enquanto que o Previ Futuro cresce com novos funcionários concursados e isso lhe garante, nas eleições, desproporcional e massacrante domínio para eleger seus candidatos e essa dependência nas mãos de outras pessoas alheias aos nossos objetivos e interesses não é salutar.

     Deste modo, impõem-se eleições para cada fundo e, no mesmo raciocínio, dirigentes diferentes.

(Editorial de João Rossi Neto)


35 comentários:

Paulo Segundo disse...

Eu sempre argumentei que cada macaco deve ter o seu galho, ora não faz sentido quem é do plano 2 (PREVI FUTURO) eleger dirigentes de um plano do qual ele não faz parte e vice-versa.São interesses divergentes e por vezes podem entrar em conflito!O patrocinador, arrumou essa brecha porque sabe que os da Ativa votam sobre influência forte dos sindicatos que estão nas agências, já os aposentados, que não contam muitas vezes com a praticidade de votarem no sistema, ficam reféns dos eleitos pelo pessoal do plano 2, isso é uma artimanha nefasta para que o Banco possa colocar seus eleitos também no plano 1!Planos diferentes, grana diferente, estatutos diferentes, leis diferentes, sem essa de Previ Futuro dando ordem no dinheiro alheio dos aposentados do Plano 1!

Anônimo disse...

Caro Profº

Tb sou a favor que cada plano seja gerenciado por administração específica. Só abria exceção para o Capec do qual são membros a maioria do Plano um. Fiquei sabendo que o senhor Marcel é contra a divisão, quer que tudo fique como está, lógico ele ganha muitos votos do Plano 2. Se ele é contra eu sou a favor. Seu Ari diga ao Dr. Rossi para aceitar cargo na nova chapa q vai ser feita, ele é muito bom e escreve tudo em nosso favor q é o certo. Abrçs

Anônimo disse...

Vamos reunir todas Associações se aposentados( a maioria é associado de uma ou de outra associação), tem sempre pelo menos um aposentado em cada cidade que pode entrar em contato com os demais para cientificar e votar. Fazer um acompanhamento. Aqui na minha região deixa comigo, e vamo que vamo. Dr. ROSSI, Prof. ARI e mais serão nossos candidatos.

Anônimo disse...

Pela administração, em separado, do Plano 1 e do Previ Futuro, e contra o abuso de poder, meu voto é sim, professor Ari!

Obrigado.

Anônimo disse...

boa tarde sr.Ari!como anda nossa reivindicação dos 25 % do abaixo assinado, alguma novidade??

WILSON LUIZ disse...


FINALMENTE, UMA BOA NOTÍCIA...

Ninguém comentou, portanto acho que todos “passamos batidos” por um assunto comentado pelo diretor Marcel, constante da postagem “informes repassados por correio eletrônico”, de 17.12.2017.

“TAXA ATUARIAL – HÁ ESTUDO PARA DIMINUIR”

Gente, é uma ótima notícia, a primeira em muito tempo e, como foi comentada pelo diretor de seguridade, deve ter respaldo do patrocinador. A adoção desta medida implicaria em redução das prestações do empréstimo simples, diminuição do saldo devedor, e poderia minimizar a magnitude de eventuais déficits. Pelo menos por isto acho que nossos diretores eleitos poderiam batalhar.

Sobre o assunto, passo o VT de matéria postada por mim em 29.10.2017.

WILSON LUIZ, EGRESSO DAS CATACUMBAS, disse...

O patrocinador, às vezes, não nos concede sequer o que seria nosso direito, obrigando-nos a recorrer à Justiça, motivo pelo qual acho que não devemos nutrir qualquer esperança de atendimento de nossas reivindicações, como o reajuste de 25%, pagamento do restante do BET, extinção das contribuições, etc. Ele, patrocinador, através de seus fantoches na Diretoria do fundo, argumenta que a legislação, como a Lei Complementar 109 e a Resolução 26, não permite nada, além do mixuruca reajuste anual pelo INPC.

Amigo meu, assistido do FUNCEF, comentou que este fundo vai trabalhar para modificar a legislação. Este pode ser o único caminho para que, eventualmente, consigamos algum benefício além do INPC; poderia se tentar a união dos quatro grandes, o big four, PREVI, PETROS, FUNCEF E POSTALIS, inclusive contactando deputados e senadores candidatos à reeleição em 2018.

ATUARIAL - O atual sistema, que obriga os fundos a conseguirem rentabilidade do INPC mais 5%, na PREVI, e acima disto em outros fundos, está se tornando inviável, acho que esta exigência tem mais de 50 anos.

Exemplificando com o caso da PREVI, 5% anuais mais o INPC, representa a necessidade de, em 10 anos, alcançar-se rentabilidade de 63% acima da inflação, considero isto praticamente impossível, o que tornará obrigatória sucessivas elevações de nossa contribuição.

Pergunto: qual a necessidade de atuarial acima da inflação para, os fundos de previdência fechados, aqueles que não mais acolhem novos participantes, já que praticamente todos seus participantes estão aposentados, mercê de PDVs. e "convites" marotos para que os funcionários "pendurem as chuteiras"? O passivo destes fundos, ou seja, o valor dos benefícios atuais e futuros, pode já ser calculado com segurança, e o mesmo poderia ser corrigido apenas pelo INPC, que é utilizado para nosso reajuste anual.

Todos os fundos devem ter interesse que tal sistemática seja alterada, inclusive seus patrocinadores, pois penso que ela é responsável, abstraindo-se as fraudes, pelos gigantescos déficits apresentados, o que já obrigou a elevação da contribuição em três dos quatro grandes, a saber: FUNCEF 11%, PETROS 19%, POSTALIS 25%.

A extinção da necessidade de atuarial acima da inflação minimizaria a ocorrência de déficits, além de, no nosso caso, diminuir o valor das parcelas do Empréstimo Simples.

Concluindo, acho que deveríamos dirigir nossos esforços para tentar modificar a atual legislação.

Ari Zanella disse...

CARO ARI, CONTE CONOSCO AQUI DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ(SC), estaremos a postos para "arregimentar" votos para chapas indicadas e, se houver necessidade, faremos como nas últimas eleições em que conseguimos vários votos de colegas que quase nunca votam por total falta de alguém que facilite seu acesso à internet ou aos terminais, portanto estaremos a postos, basta nos convocar - conte conosco
Ademir Martins-BC/SC

Grande Ademir Martins,

Realoquei esse teu comentário, feito no post anterior, para te agradecer de coração tua oferta de apoio. Tenho inúmeros colegas aposentados que residem aí em Balneário Camboriú e se confirmar a nossa chapa visitaremos todos vocês aí. Um forte abraço ao pessoal desse lindo balneário!

Anônimo disse...

Disse o nosso caro Dr, Rossi...
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"...... observamos que a tendência natural é a redução do PB-1 em função de estar fechado a novas admissões desde 24/12/1997 e também em face dos óbitos, enquanto que o Previ Futuro cresce com novos funcionários concursados e isso lhe garante, nas eleições, desproporcional e massacrante domínio para eleger seus candidatos e essa dependência nas mãos de outras pessoas alheias aos nossos objetivos e interesses não é salutar."
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Isso é um fato. Está muito claro e perfeito o que o comentou. É a verdade mais verdadeira do que acontece com o Plano 1. Só não vê quem não quer.
As eleições na Previ sempre serão decididas pelo Previ Futuro. Nós do Plano 1 podemos espernear, gritar, pedir socorro, e não seremos ouvidos. Pois não interessa ao patrocinador e aos candidatos, que sejamos beneficiados de alguma forma.

TEM QUE MUDAR! TEM QUE HAVER DIRETORIA DISTINTA PARA CADA PLANO (PRÉ E PÓS 1997).

WILSON LUIZ disse...

DUAS BATALHAS

Concordo com a posição do colega Rossi, os fundos PB1 e PREVI FUTURO têm diferentes concepções e deveriam ter administrações separadas.

Penso, também, que para tal medida ser eficiente, se faz necessário, de início, diminuir a influência nefasta do patrocinador na administração, devolvendo-se ao corpo associativo poder de decisão sobre os destinos dos fundos, e extinguindo-se o voto de Minerva.

Se a administração for separada nas condições atuais, o que pode ocorrer é se dobrar as despesas administrativas, criando novas diretorias, “boquinhas” para os de sempre, e tudo continuar como está, com o patrocinador mandando e desmandando, sem qualquer benefício para nenhum de nós.

Pessoalmente, não vejo possibilidade de modificação no atual “status quo”, o governo sequer teve condições de trocar a atual administração da PREVI, oriunda dos anos de trevas dos governos petistas. Como sou um otimista incorrigível, ainda tenho esperanças, falta somente um ano para o término do atual governo.

Anônimo disse...

Caro João,

Penso, se posso contribuir, que o Plano Futuro, pode se utilizar de informações preciosas sobre o mercado de ações, do qual o Plano 1 tem um poder muito grande.
Se estou enganado me desculpa.
O Plano 1 pode direcionar compra e/ou venda de ações em beneficio do Plano 2, se assim quiser.
Não estou dizendo que é maracutaia, simplesmente raciocinando pelo escrito no seu texto:
"Por mais que haja boa vontade, sempre vai imperar, lá no fundo, o individualismo, o egoísmo na defesa do patrimônio próprio, inclusive porque há na legislação que os norteia, caminhos e trajetórias completamente diametrais".
Boa noite
Ghost Writer

Anônimo disse...

Ufa ! Até que enfim uma posição esclarecida , essa de separação dos planos.
O original - PB1 - administrado por aposentados ou participantes e o Previ Futuro administrado por seus administradores eleitos por seus eleitores cativos.
Certa vez perguntei se as despesas de administração do Previ Futuro eram ressarcidas a Previ PB1. Resposta sim.
E o plano de funcionarios próprios do quadro da Previ. São ressarcidos ?
Assim como são contrarios ao COMITE DE AUDITORIA independente recém criado, ao PLP 268, a posição dos sindicalistase , de representantes de "grandes entidades" e dos candidatos onipresentes é contrária ao corte do cordão.

Anônimo disse...


Se a poderosa Anabb assim o desejasse, ainda em 2018 haveria a separação e a implantação de diretorias distintas para os dois planos.

Mas ela não quer. Por que?

Anônimo disse...

Sr. Ari Zanella,

A esta altura das conversas creio que deve ser esclarecido ao participante sobre as despesas dos Planos.
Estão sendo ressarcidos os gastos com administração de pós 97?
Com é feita a divisão das despesas?
São três planos?
Qual a proporção da divisão?
Divide-se pelo numero de participantes?
Discriminar analiticamente as informações sobre despesas, inclusive gastos com automóveis, jantares, almoços, viagens a qualquer tempo, bônus, outros.
Pode ser?


Anônimo disse...

Já que os abaixo assinados incomodam tanto, poderíamos a critério da opinião dos colegas, fazermos um solicitando o boicote às próximas eleições. Isso cairia na imprensa igual a uma bomba. Seria explicado os salários dos diretores, mordomias, descaso com a solicitação de alongamento de preço e prazo, falta de autonomia dos diretores eleitos pelos participantes, insegurança dos mesmos com relação às aplicações na bolsa, total falta de transparência dos procedimentos adotados pela diretoria com relação a todos os assuntos, etc.

CHEGA DE BRINCAR DE FAZ DE CONTA. "SE ELEIÇÃO MUDASSE ALGUMA COISA SERIA PROIBIDA". DE REPÉNTE APARECEM OS FAMOSOS "QUEM" PARA NOS TRATAR COMO SE NADA FÔSSEMOS.

BASTA


Era isso

Emmanuel Castro disse...

Concordo na separação, sendo que não podem criar novas estruturas, de cargos (diretoria, gerentes, etc.), para onerarem mais ainda a PREVI.

João Rossi Neto disse...

Caro Ari e colegas,

PREVI vende participação na Celesc.

A PREVI nos informou, no seu site, que concluiu em 19.12.17, a venda de sua participação na Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A.) à EDP Brasil, empresa controlada pela EDP Energias de Portugal, uma das maiores operadoras europeias no setor energético.

Essa operação deve render mais de R$ 230 milhões, uma vez que valor inicial fixado será corrigido pela variação do CDI desde a data de oficialização da proposta até a data do fechamento do negócio.

A estratégia de saber o momento certo de vender os ativos não pode ser vista como qualidade e sim como obrigação elementar para os gestores do fundo. É para isso que existe a governança corporativa. Analisar com calma e buscar as melhores oportunidades para fazer os desinvestimentos são pontos chaves a serem observados.

É claro que o fundo precisa de liquidez (de Caixa) para honrar os compromissos de curto prazo, porém como opera no longo prazo, o tempo é aliado para vender sem atropelos e executar com equilíbrio e segurança, a política correta de reduzir a exposição em Rendas Variáveis, selecionando com maestria os ativos a serem descartados.

Não sabemos até onde é vantajosa essa tática de adquirir participação acionária de forma indireta, como é o caso da Vale, via Litel, e mesmo da Celesc, por meio do Angra Patners Volt e outros ativos que possui em situação análoga.

De qualquer forma o balanceamento da gestão de ativos e passivos visando ao equilíbrio do PB-1 é providência acertada, coerente e que deve ser mantida a todo custo para a consecução dos objetivos.

Compreendemos perfeitamente a necessidade da intervenção do Cade neste tipo de negócio, agora, o que estranhamos é a participação e a autorização da PREVIC como condicionante para o fecho da transação.

A Diretoria Executiva e o CD da PREVI têm plena autonomia para decidir sobre a venda de ativos sem a ingerência de terceiros, sobretudo da PREVIC, órgão fiscalizador que não tem função e nem poderes para isso.

Antes vinculada ao MPS pela Lei 12.154/2009 que a criou, a partir do Decreto 7075/2010, que regulamentou essa citada lei, passou a se reportar ao Ministério da Fazenda.

Para melhor compreensão e avaliação dos associados, a Diretoria Executiva em suas notas técnicas, deveria passar informações completas e elucidativas. Vendeu por R$ 230 milhões: Tivemos ganho ou perda em relação ao valor contabilizado? Podemos comemorar ou lamentar? O pagamento è a vista ou a prazo? Esses são requisitos basilares para se formar juízo de valor.

Uma vez batido o martelo, o negócio não tem retorno e aí o ganho ou perda deixa de ser contábil e sim realizado para efeito de balanço patrimonial. Com esse tipo de transparência leitosa, turva, embaçada que não omite, mas diz meias-verdades. Ficamos sempre no escuro e não vamos tirar conclusão nunca. Esse tratamento de menosprezo é e será a eterna tônica de uma Diretoria Executiva arbitrária e ditatorial que tem o "Rei" na barriga!



João Rossi Neto disse...


Ao anônimo das 09:41,

O balanço patrimonial consolidado, em primeiro plano, engloba os números dos três fundos que a PREVI administra e depois, analiticamente, desmembra as demonstrações financeiras para cada um deles. De tal forma que as despesas administrativas são rateadas e demonstradas de per si, correspondentes a responsabilidade individual de cada fundo. Agora, não me peça para atestar a veracidade de tais valores e lançamentos contábeis, porque isso dependeria de ter acesso aos documentos internos e não creio, por exemplo, que o Previ Futuro iria franquear a sua contabilidade para pessoas estranhas ao seu quadro.

Anônimo disse...

Bom dia, Professor Ari!
Preciso renovar o ES; se escolher para crédito em janeiro/18, a parcela começará a ser debitada somente em fevereiro/18?
Abrs.

Anônimo disse...

Anônimo de 20/12/2017 09:41

Tudo o que você falou sobre despesas é importante; entretanto, quer nos parece ser importante também estar atento a algo que antes procuramos realçar: "QUANTO MAIOR O TEMPO DE ALOCAÇÃO, MAIS RIQUEZAS VÃO SER TRANSFERIDAS", conforme se segue: 

[...] 

Outro indício de sustentabilidade da hipótese de que o hodierno capitalismo bursátil é apenas um meio de transferência de riquezas,
encontramos  na seguinte assertiva:

―[...] Independente da mesma, o  que define a propriedade É O PODER DE ALOCAÇÃO E, principalmente, o DESTINO DAS RIQUEZAS PRODUZIDAS QUE, CADA VEZ MAIS, SE CONCENTRAM EM POUCAS MÃOS‖. (maiúsculo nosso) (9) 

[...] 

(9) VACCARO, Stefania Becattini. Fundos de Pensão : Um Caminho Socioeconomicamente Viável ? Universidade Federal do Espírito Santo. Centro de Ciências Econômicas e Jurídicas, Vitória, 2009 ;

Trader anônimo

18/12/2017 19:04

Ari Zanella disse...

Caro Rossi,

As ações da Celesc são objeto antigo de venda por parte da PREVI. Era mais um incômodo do tipo micado, apesar de aqui a empresa ter ótimo conceito. Certa feita eu conversava com o Marcel na PREVI, perguntava-me se eu queria comprar tais ações...

Ari Zanella disse...

"Rossi vai se candidatar? Não? Então não vou perder meu tempo. Queria ver se todos não votassem se essas pragas não iriam pensar duas vezes antes de fazerem merda com a gente. Mas não... sempre que a eleição, os babacas dos velhinhos trambiqueiros correm para eleger mais umas bostas. E ainda trabalham pra isso. Só rindo kkk"

Resposta ao caro Anônimo:

Você já perdeu seu tempo e nem se deu conta. O Rossi nos apoia, isso já é o suficiente. Se ninguém votar, eles ganham. A não ser que votem EM BRANCO ou ANULEM seu voto, posto que neste caso, os votos válidos não podem ser menor que o votos brancos/nulos. Talvez fosse isso o que você quis dizer. Precisamos de uma chapa alternativa, por mais simples que seja. Aceito até o Marcos Andrade como membro (não sei se ele tem curso superior) mas se tiver, tá no jogo! Então é isso, Davi X Golias, acreditar sempre. Já se deu conta que se perdermos nada vai mudar na PREVI mas se ganharmos, TUDO MUDA. Acredita nisso?

sss disse...

Acredito!Eu acredito. Nós acreditamos. Vamos que vamos.

antonia disse...

Eles gastam muito na campanha, lembro que na última eleição alguns candidatos promoviam jantares para os funcionários da ativa para pedir apoio. Você está certíssimo é Davi X Golias.

Anônimo disse...

Perto de completar 65 anos de idade, gostaria de saber de algum colega como a Previ trata o Imposto de Renda na Fonte apos os 65 anos. Sei que existe uma parte isenta e recebo o INSS fora da folha da Previ. Sera que a mudança pode abrir margem consignavel?

Anônimo disse...

Colegas,

Pelo conhecimento que demonstra o Doutor Rossi ele deveria ser candidato a Presidente ou Diretor na Previ.
Seria a redenção de todos os tempos.

Anônimo disse...

Concordo anônimo das 20:35, mas o Dr. Rossi nem para aparecer debater a Previ em Goiânia ele vai....quanto mais....

Anônimo disse...

Imposto de Renda p/maiores de 65 anos.
dúvida apresentada 20-dez, 20:14 h.
no meu caso, no mês de aniversário, já houve desconto menor no imposto de renda retido na fonte, por conta da faixa diferenciada de cálculo.
ou seja, inclusão automática para desconto menor.
quanto a margem consignável, se estiver 'zerada' é de se supor que abra margem, sim, ainda que pequena.
é o que eu acho.
obr. abr.

João Rossi Neto disse...

DIRETORES DO POSTALIS PEDIRAM AO MF ANULAÇÃO DE INTERVENÇÃO DA PREVIC NO FUNDO DE PENSÃO.
A diretoria do fundo de pensão dos Correios, o Postalis, pediu em 05.10.17 ao Ministério da Fazenda a anulação intervenção decretada pela Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), sob a alegação de que a intervenção foi abusiva.
Segundo consta, a Previc interveio no Postalis depois de o fundo ser alvo de denúncias de corrupção e de ter as contas rejeitadas. A auditoria independente responsável pela análise do balanço de 2016, não aceitou os números apresentados, onde as Demonstrações Contábeis exibiam que o rombo do Postalis está em R$ 7 bilhões, mas os técnicos do governo acreditam que o número pode ser maior.
A intervenção foi decretada por 180 dias, prorrogáveis pelo mesmo período, e a diretoria foi afastada. Foi nomeado como interventor Walter de Carvalho Parente. Os dirigentes do Postalis tiveram seus mandatos cassados e seus bens tornados indisponíveis.
Em documento, os diretores admitem que a entidade adquiriu ativos de risco no passado (como títulos soberanos da Argentina e da Venezuela) e destacam que isso ocorreu quando a gestão da carteira do Postalis estava terceirizada para o banco BNY Mellon. Eles afirmam que o fundo chegou a ajuizar ações indenizatórias contra a instituição.
Os diretores alegam que, além de agir contra o BNY Mellon, iniciaram uma estratégia para tentar cobrir os prejuízos provocados pela gestão do banco, que resultou em créditos podres de R$ 5 bilhões. Em 8 meses de trabalho, foram formados fundos de investimentos que já lograram êxito na recuperação de cerca de R$ 400 milhões, sendo sua maioria em ativos imobiliários.
Os dirigentes alegam ainda que a Previc tinha outros instrumentos para garantir o controle do que ocorria no Postalis: O órgão fiscalizador poderia nomear uma equipe de supervisão permanente, um diretor fiscal ou aplicar um regime de administração especial temporária (RAET).
À distância e vendo superficialmente a descrição dos fatos, parece que a não aprovação das contas pela Auditoria Independente está a indicar que os dirigentes do Postalis utilizaram da “Contabilidade Criativa” no fechamento do balanço e em se confirmando, é crime e os eventuais culpados deverão ser punidos. A meu ver, na elaboração do balanço, existem dois pontos vulneráveis que podem facilitar a maquiagem dos resultados, que são:
a) Na precificação dos ativos feita por técnicos atuariais do mercado, a valores econômicos, existe margem subjetiva para subestimar cotações de preços das ações e são estes valores que posteriormente servirão de base para instruir a constituição do Patrimônio de Cobertura do Plano-PCP e também para a Demonstração do Ativo Líquido-DAL. Obviamente que tais grandezas integram os direitos do plano, ou seja, o ATIVO;

b) A estimativa da Reserva Matemática, obrigação financeira do PASSIVO, é o montante necessário para honrar os benefícios dos aposentados e dos que ainda vão se aposentar (ativa), até a extinção do plano, também elaborada por técnicos atuariais, previsão extremamente difícil de detectar nela, caso de discrepância, uma vez que os cálculos são de elevada complexidade, de modo neste quesito passaria com relativa facilidade eventual superavaliação ou mesmo subavaliação, a depender do resultado que se quiser chegar, isto é, de superávit ou déficit.

De resto, acho que os Conselhos Fiscais de todos os fundos de pensão, sobretudo o da PREVI deveriam dedicar atenção especial na fiscalização, acompanhamento e controle desses números, pois é aí que mora o perigo para fins de desonestidade e de fraudes.

Anônimo disse...

Presente o artigo 32 dos Estatutos da PREVI, abaixo transcrito, não acredito que o colega João Rossi Neto possa vir a ser Presidente da Entidade:

"Art. 32. Os membros da Diretoria Executiva serão nomeados pelo Conselho Deliberativo segundo o seguinte critério:
I – para os cargos de Presidente, Diretor de Investimentos e Diretor de Participações, o Conselho Deliberativo nomeará pessoas que sejam indicadas pelo patrocinador Banco do Brasil S.A.; e..."

Anônimo disse...

Propus o boicote às eleições e ao que parece fui voto vencido. Acato a decisão da maioria e novamente, assim como fiz pela chapa 3, trabalharei para a chapa que for apoiada pela Anaplab
Não polemizarei sobre o assunto e trabalharei com todo empenho.

Aqui, com vocês, encontro a única fonte de esperança de defesa contra os ataques sofridos. Deus em primeiro lugar. Sempre. Sob o prisma terreno é neste espaço (e da Dona Rosalina) que os sacripantas não encontram guarita para seus intentos. Por isso sigo em frente com vocês e obedeço as orientações

Eu mesmo

Ari Zanella disse...

Ao caro Tu mesmo, (00:14)

Não é a ANAPLAB que está lançando chapa. São ideias avulsas ainda embrionárias. O Rossi disse que me apoiaria para diretor de Seguridade, sendo que para este cargo apenas em 2020. Segundo os meus conhecimentos escatológicos os anos a partir de 2018 serão muito conturbados, com prováveis atos bélicos no mundo. Eu pressinto o início dos últimos tempos. Fico feliz que amigo diz "Deus em primeiro lugar". É do mesmo modo a minha plena convicção. Se não houver respaldo de outras pessoas será difícil sair com chapa alternativa. É uma pena!

NIVALDO ELIAS DOS SANTOS disse...

......E assim chega o Natal, o Hanukah e o Fim do Ano. Temos somente a comemorar o milagre da Vida, milhões delas existindo a durissimas penas. Progresso e tranquilidade, somente para os criminosos de colarinho branco, únicos que têm o poder de comprar tudo e a TODOS que querem. Vemos abobalhados e incrédulos o nosso país sendo corroído pela criminalidade popular e pela criminalidade poderosa. Esta, protegida frontalmente pelo "poder" supremo do país (STF), composto de pessoas que visam somente seus interesses e fazem da Constituição Brasileia, que deveriam honrar, um bloco de papel menos respeitado que papel higiênico, pois este é totalmente indispensável.
Entraremos num ano de eleicoes. Há pouco tempo isso era razão para esperanças e regozijos. Hoje, se quisermos cumprir com nosso direito cívico do voto, teremos que escolher um criminoso, pois todos os concorrentes são de honra duvidosa ou sem honra nenhuma (e se orgulham disso). São os mesmos vampiros que vêm sugando as últimas energias do Brasil há 15 anos. O descaramento e a desonra estão à mostra sem qualquer brio, e, a certeza de impunidade ou a punição leve e por pouco tempo, faz valer a pena ser canalha. Viva o STF!
E assim, esperamos um outro "Ano Novo", sabedores de que o Brasil continuará sendo um país moribundo e sem conserto. Ótimo que já somos idosos e logo, logo descansaremos e deixaremos de assistir esse filme de terror. Quanto a nossos filhos e netos......., só cabe a nossa tristeza de deixa-los.

Anônimo disse...

Prezado Ari, ref. sua mensagem das 00:35, também se ocorrer eventos mundiais extremamente adversos, e inicio dos últimos tempos, de repente os interesses/necessidades podem ser outros,podendo nem haver eleições e nem precisaremos de aposentadoria/Previ!!

Anônimo disse...


http://www.diariodopoder.com.br/coluna.php?i=61716912634
O militante petista Wagner Pinheiro, em cuja presidência os Correios começaram a mergulhar na crise que levou a estatal a registrar os maiores prejuízos da História, foi diretor durante 8 anos do Petros, o não menos deficitário fundo de pensão dos funcionários da Petrobras.

Anônimo disse...

Hoje faz um ano que o BLOG da Cecilia Garcez esta em manutencao.