quarta-feira, 28 de setembro de 2016

AFRONTA AO BOM SENSO


Notícias

27/09/2016

Conheça as alterações nas regras para déficits

Mudanças realizadas pelo CNPC no início de 2016 permitem que cada entidade tenha tratamento diferenciado


Desde o início de 2016, as novas regras para apuração de resultado, destinação e utilização de superávit e equacionamento de déficits nos planos de benefícios previdenciários entraram em vigor. As alterações, que foram realizadas pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar nas Resoluções CGPC 18/2006 e 26/2008, permitem tratamento diferenciado adequado às características de cada entidade e atendem a necessidade de adequar as normas do Brasil aos padrões internacionais.
Com as novas regras o limite de déficit que um plano de benefícios pode atingir sem precisar do equacionamento é calculado levando em consideração o horizonte médio dos prazos de pagamento de benefícios, a duration. O plano de benefícios precisa equacionar o déficit se ultrapassar um determinado limite, definido pela seguinte fórmula: 1% x (duration do plano -4) x reserva matemática. Lembrando que a reserva matemática é o valor que o plano precisa ter hoje para atender os compromissos futuros, sabendo que ainda receberá contribuições e terá rentabilidade.
Antes das mudanças, os limites de superávit e déficit eram fixos; 25% para superávit e de 10% em caso de déficit. Um plano que tivesse déficit superior a 10% da reserva matemática em um determinado ano, ou de qualquer percentual abaixo de 10% por três exercícios consecutivos, precisava de um plano de equacionamento integral do déficit a partir do exercício seguinte. Com a nova regulamentação, se o limite calculado pela fórmula for de 15% e o plano tiver um déficit de 14%, é necessário informar a situação à Previc, mas sem precisar tomar medidas especiais. Se o déficit for de 20%, o plano deve aprovar um plano de equacionamento para os cinco pontos percentuais que excederam o limite do déficit. O plano de equacionamento deve ser elaborado e aprovado no ano seguinte ao déficit, com medidas para tratamento apenas do valor que ultrapassar esse limite.
Como planos maduros, como o Plano 1, têm horizontes de prazo de pagamento mais curtos, onde há menos tempo para aguardar pelo retorno das aplicações, é natural que o limite para ajuste deles seja menor, cada vez mais próximo de zero. As alterações na regulamentação permitem que os fundos de pensão equacionem suas contas de forma responsável, mas gradualmente e sem sacrifícios excessivos. A nova regra do Conselho Nacional de Previdência Complementar sinaliza que é aceitável, em um setor que trabalha com o longo prazo como o de previdência, conviver com déficits momentâneos.
Em um cenário econômico internacional e nacional cheio de desafios, o Plano 1 da PREVI fechou 2015 com um déficit acumulado.  De acordo com as novas regras, precisam ser equacionados R$ 2,90 bilhões, caso o resultado de 2016 não seja suficiente para compensar o limite de tolerância estabelecido. Se for necessário o acionamento desse plano, o déficit será equacionado de acordo com a proporção contributiva em relação às contribuições normais vigentes no período de apuração do resultado, dividido entre o Banco do Brasil, de um lado, e participantes e assistidos, de outro.
A PREVI está construindo uma proposta para o Plano de Equacionamento, que analisa diversas variáveis, como o método que será utilizado para o cálculo das prestações, o percentual de contribuição extraordinária para os associados e o prazo e a taxa de juros que serão adotados no cálculo do Plano de Equacionamento. Também é necessário que sejam criadas novas metodologias nos sistemas de trabalho na PREVI para que o plano seja colocado em prática. A Entidade tem até dezembro de 2016 para definir um Plano de Equacionamento, que, após aprovado pelo Conselho Deliberativo, tem que ser implementado em até 60 dias.
Temos o patrimônio sólido de um fundo de pensão com 112 anos de experiência e muitas décadas pela frente. A economia é feita de ciclos e nenhuma crise dura para sempre. Nos cenários mais difíceis a boa gestão é mais valiosa. É preciso mirar o longo prazo: as dificuldades atuais são conjunturais e não estruturais. No futuro, a curva de crescimento das rentabilidades tende a ser retomada, melhorando os resultados. É importante ressaltar que, mesmo ocorrendo déficit prolongado e a existência da necessidade de recomposição das reservas, a PREVI tem fluxo de caixa suficiente para continuar pagando os benefícios normalmente aos associados, por muitos anos.
( Site da PREVI )

       Por ora, a minha inteligência muito pequena não consegue digerir estas mentes brilhantes do CNPC (Conselho Nacional de Previdência Complementar) o mesmo que criou a fantástica Resolução CGPC nº 26, uma verdadeira obra-prima da legislação brasileira quando foi criado um novo beneficiário nos fundos de pensão, o patrocinador.
              Destaquei em amarelo e por vezes sublinhei, as "pérolas" destas cabeças brilhantes, todos com direito ao Nobel em economia. Não vamos focar em outros fundos de pensão que sabemos foram arrebentados pela roubalheira política. Vamos focar na nossa casa, posto que roupa suja se lava em casa. Pois bem. Considerando um patrimônio liquido de 150 bilhões de reais, alguém acha que pode haver déficit em sã consciência? Somente a ganância do patrocinador explica que devemos investir 45% do nosso patrimônio em renda variável. E chegou a quase 60% tempos atrás. O que explica ter ingressado num complexo turístico na Bahia, com anos a fio de déficit em cima de déficit, e ainda dentro dos investimentos? E por que pagar tanto para ter uma renda de aluguéis no aeroporto de Garulhos? E para que investir em imóveis para locar? Aí vem os complacentes órgãos governamentais para "equacionar déficits" como se estivessem salvando a lavoura! Mamma mia!!!
Façam o simples, PREVI. Fecha a casinha (como se diz no jargão futebolístico) para não tomar de goleada. Aplica no tesouro direto ou na renda fixa pois os juros estão altíssimos no Brasil, e nunca mais ouvirão falar em déficit.
Ah! Mas isso não é fácil, Ari, mudar tudo do ontem para hoje e do hoje para amanhã. 
Se "virem nos trinta". Não fui eu quem colocou o plano 1 nesta situação, tampouco ganho quase 50 mil mensais para cuidar dele. O problema é de vocês, não meu!

NO SEGUNDO TRIMESTRE DE 2016, OS INVESTIMENTOS DA PREVI MOSTRAM RECUPERAÇÃO. TERIA SIDO PORQUE MUDOU O GOVERNO NO BRASIL?

12 comentários:

Anônimo disse...

Emérito professor Zanella,

"Como planos maduros, como o Plano 1, têm horizontes de prazo de pagamentos mais curtos, onde há menos tempo para aguardar peço retorno das aplicações..."(4º parágrafo)

"...É preciso mirar o longo prazo: as dificuldades atuais são conjunturais e não estruturais." (último parágrafo)

Não lhe parece uma contradição de prazo nestes dois quesitos?

Com todo o respeito.

Anônimo disse...

Professor Ari,

O DELIB e a "Auditoria Interna" vão puxar sua orelha!

Talvez essa coisa ai embaixo se encaixe no seu post

Você foi pré-selecionado(a) para participar da visita ao empreendimento Parque Cidade Corporate, que pertence à carteira de imóveis da PREVI. O evento faz parte do Programa de Visitas de Associados às Empresas Participadas e Empreendimentos Imobiliários. A visita ocorre no dia 6 de outubro de 2016, das 9h30 às 13h e é dedicada aos participantes residentes em Brasília-DF.

Para participar, envie um e-mail para ascom@previ.com.br com o título/assunto "Eu quero visitar o Parque Cidade Corporate". Ressaltamos que as vagas são limitadas aos 20 primeiros participantes que manifestarem por e-mail interesse na visita. Não é possível levar acompanhantes.

Desde 2012, a PREVI promove visitas a empresas nas quais detém participação. Em 2014, o programa foi estendido aos empreendimentos imobiliários. As visitas permitem que os associados participem do acompanhamento que a PREVI faz de seus investimentos, e contribuem para estreitar ainda mais o relacionamento entre a PREVI e seus participantes.

Sobre o empreendimento

O Parque Cidade Corporate é constituído por três torres independentes, com 12 andares de salas comerciais, 25 lojas no térreo e sete andares de estacionamento no subsolo. O complexo está localizado no Setor Comercial Sul, na região Central de Brasília, próximo ao Parque da Cidade, o principal de Brasília, com fácil acesso ao metrô e shoppings da região.

Aproveite esta oportunidade para conhecer melhor um dos investimentos imobiliários da PREVI. Caso seja selecionado(a), encaminharemos informações detalhadas sobre a programação.

Cordialmente

PREVI – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil

Anônimo disse...

Por falar em déficit:qunto a Coperforte e a Financeira Alfa pagam para a Previ para colocarem suas consignações de empréstimos em nossa folha de pagamento? Isto não é o sonho de qualquer instituição financeira:ter assegurado o retorno de seu capital sem nemhum risco de indimplência?
Ninguem foi consultado.Resultado:o limite da margem consignável foi ¨pro saco¨por garantir a adimplência de interesses de terceiros que nada tem a ver com a Previ.
A propósito quem esse Marcel que todos parecem tratar como se fosse um semi deus.No fundo ele não é nosso empregado ou não eé nossa contribuição que paga seu salário e abonos por improdutividade?

Anônimo disse...

Penso que já passou da hora de verificar se cabe ação por crime de gestão temerária ou outra assemelhada.

Anônimo disse...

Soube que nesta sexta-feira , 30, haverá reunião na Previ com as entidades que têm débitos na folha, tipo Cooperforte, Crediscoop, etc. Infelizmente não posso revelar a fonte, mas é líquido e certo. O que será que estão tramando?

Anônimo disse...

Professor Ari,

O JEC está igual ao Flamengo do Divany...

Anônimo disse...

bom texto...

Adaí Rosembak disse...

Caro Ari Zanella,

Suas colocações foram absolutamente pertinentes.
Continue a colocar a boca no trombone.
É preciso continuar a denunciar.
Os associados tem de estar cientes disso tudo.
O final foi excelente. Efetivamente, os investimentos mostram recuperação porque mudou o governo no Brasil.

divany slveira disse...



Caro coirmão das 23,08 ,de ontem, nao beba tanto, veja q aconteceu
com aquele homem público mais honesto do Brasil (segundo o próprio)
e ex-proprietário de imóveis na grande São Paulo.Não deixe a bebi-
da gstar de você.

Anônimo disse...

O anon 21.53 acertou na mosca.A situação do endividamento não decorreu somente do ES que como a Previ informa ficou na margem dos 30% da renda.A extrapolação ocorreu com os empréstimos da Cooperforte por acaso dirigida por ex funcis.BB e do Alfa que fez convênio com o Satélite também dirigido por ex funcis.BB.A soma de todos eles supera 65% ou mais da renda e é evidente que a Previ sabia que isso não era viável e era ilegal pois a lei 10820 limita a soma de todos os débitos a 30%. É lógico que a Previ tem alguma vantagem para deixar essa crise acontecer.

Marisa Moreira disse...

Boa noite !!
A Cooperforte aceita tirar o débito da Fopag. Fiz isto uma vez por MC. Depois voltei para Fopag.

Anônimo disse...

Sr. Ary,
Acerca do comentário do colega de 28/09/16 22:58, houve essa reunião? Você sabe algo?