quinta-feira, 28 de março de 2013

RESERVA DE CONTINGÊNCIA


Antes de emitir minha opinião acerca de eventual redução da Reserva de Contingência prevista no artigo 20 da Lei Complementar 109/2001, de 25% para 15%, julgo necessário fazer algumas ponderações sobre este assunto.
Na realidade, a redação constante da LC 109/2001 é flexível e deixa a cargo dos Órgãos Reguladores e Fiscalizadores a tarefa de fixar esse índice da Reserva de Contingência, desde que seja observado o limite de até 25% da Reserva Matemática, ou seja, poderia ir de 1 a 25%.
Dentro dessa premissa, o CNPC, no artigo 8º, da Resolução 26/2008, determinou o teto de 25% da Reserva Matemática para a constituição desse colchão de liquidez (RC), de sorte que nem há necessidade de fazer qualquer alteração na LC 109/2001 para conferir liberdade a esse propósito, de modo que o Projeto de Lei do Deputado Berzoini é inócuo. Para efetivação da medida caberia apenas a PREVIC fazer a mudança no artigo 8º da Resolução 26/2008, ajustando o percentual da RC para 15% da RM.
Ressalte-se que o legislador foi inteligente em deixar em aberto à flexibilização da Reserva de Contingência, visto que isso é ajustável de acordo com as conjunturas econômicas e com os resultados financeiros das EFPCs. 
É ilógico, inviável e burrice tentar fixar percentuais de taxas de câmbio, de impostos, Selic, encargos financeiros, indicadores econômicos de inflação, etc., em lei. Via de regra, as leis são genéricas e as rotinas operacionais, os detalhes de pequena monta são pormenorizados em resoluções, portarias e outros documentos jurídicos talhados para o mister.
Neste período de vacas magras, onde o desempenho da Bolsa de Valores brasileira (BOVESPA) é fraco e desalentador, período de juros baixos, os superávits dos Fundos de Pensão que derivavam dos ágios das ações, hoje inexistentes, justifica que as metas atuariais de rentabilidade sejam revistas, o que inclusive já foi autorizado pela PREVIC, bem com seria o caso de ajustar a Reserva de Contingência para 15% em consonância com o atual cenário mundial.
Extrai-se do relatório contábil da PREVI, do exercício de 2012, que apesar da aplicação da Reserva de Contingência de 25%, houve evolução no Ativo Total do Plano de Benefícios 1 para R$161,2 bilhões (em 2011 – R$151,7 bilhões) e R$ 1 bilhão de Reserva Especial para revisão do plano, isto porque tivemos um Superávit Técnico de R$27.2 bilhões, menos a Reserva de Contingência (25%) no valor de R$26,2 bilhões.
Caso estivesse vigorando a reserva de contingência de 15%, o superávit em 2012 seria de R$11.5 bilhões para revisão do plano, já que a Provisão Matemática registrada no balanço foi de R$105,1 bilhões.
De tudo isso, o inconveniente é que o patrocinador BB faria jus a R$5.5 bilhões por força da Resolução 26/2008. Ao longo dos anos o patrimônio dos Fundos de Pensão, inobstante as crises financeiras, vem crescendo de forma sustentável e não sei se vale a pena o entesouramento e a sobra de recursos para engrossar, no final do plano, o Caixa do patrocinador BB, enquanto amargamos as dificuldades financeiras e as ameaças e riscos de redução nos benefícios, caso típico do BET.
Como a PREVI concentra R$96,8 bilhões em Rendas Variáveis e tendo em vista que não existem expectativas de melhora no péssimo desempenho no IBOVESPA, nem mesmo em longo prazo, podemos dar adeus a novas melhorias nos benefícios através de superávits, salvo com a redução do colchão de liquidez (RC) para 15%, motivo pelo qual sou a favor deste ajuste, com efeito retroativo ao balanço de 2012.
A meu ver, o pano de fundo da questão, não é a redução da Reserva de Contingência para 15%, mas sim as diretrizes traçadas na Resolução 26/2008 que obriga a PREVI a repassar ao patrocinador BB os 50% da Reserva Especial. Infelizmente, enquanto estiver em vigor essa odiosa resolução, os aposentados sofrerão os prejuízos, uma vez que o BB e a PREVIC nada autorizam sem que o patrocinador leve a sua parte.
( João Rossi Neto )  

51 comentários:

Anônimo disse...

Acho que com O Banco do Brasil levando 50% acho totalmente inconsequente reduzir de 25% para 15% a reserva de contingencia, nós podemos inclusive num futuro proximo terminar como os aposentados do BNB que tiveram prejuizo no seu plano e teve uma epoca que a contribuição deles eram de 30%.

Anônimo disse...

Com esse artigo, o sr Rossi, apesar de não estar explicito, vem retificar sua interpretação errônea da lei, divulgado nesse blog, o que fez um grupo de leitores, eu incluso, atacar, excluo-me, severamente os nossos dirigentes, além de ter provocado o aumento da pressao de alguns colegas mais sensiveis . Um pedido de desculpas mais claro nos deixaria mais satisfeitos.

Anônimo disse...

Caros Ari e Rossi :
É revoltante saber que este governo faz de tudo para continuar retirando de nós velhinhos branquelas. Se baixasse a reserva de contingência para 15% com superávit de 11.5 bilhões - E O BANCO NÃO LEVASSE NADA - DARIA PARA REPARAR TODAS AS INJUSTIÇAS ATÉ AGORA COMETIDAS CONTRA NÓS E PRINCIPALMENTE AS PENSIONISTAS. A DONA DILMA SABE DISSO, ELA PODIA DETERMINAR A QUEDA DA RESOLUÇÃO 26, REVISAR O PLANO DE BENEFÍCIOS CFE. DIZ A LC 109/2001, ENTÃO, ELA SÓ RECEBIA ELOGIOS. AJA DESTA FORMA, DA. DILMA, TODOS OS APOSENTADOS E PENSIONISTAS DO PB1 VOS PEDIMOS.

Ari Zanella disse...

Anônimo 08:30 ( o primeiro de cima )

Não vejo em que o colega Rossi fez interpretação errõnea da lei. Você está vendo coisas que se amoldam à tua interpretação subjetiva.
O Rossi foi bem claro: é favorável à fixação da RC em 15% para que nós usufruamos mais agora. (Com os 11,5 bilhões daria para incorporar o BET, 100% pensionistas e revisar todo o plano. Mas ele ressalva que a detestada Res. 26 dá metade ao patrocinador. Ou seja, em nosso prejuízo gritante, aquilo que o Banco levaria somente ao final do plano, ele está levando agora. E não tem desculpa alguma a pedir "aos nossos dirigentes". Pelo contrário, eles é quem nos devem desculpas.

Anônimo disse...

E tudo começou com o famigerado ES-170. Colega Rossi, Prof. Ari, está na cara o porque do arrocho no ES e as ameaças na revista Previ sobre o BET. É claro que o BB/GOVERNO irão passar a reserva de 25% para 15%, para dar um refresco para o BB com os 50%. No meu modo de ver as coisas, quer nós queiramos ou não, sairá a redução da reserva e teremos superavit a distribuir. Só temos que ter o cuidado de como irá ser feito, não podemos nos esqueçer do ultimo acordo não cumprido. Vamos aguardar.

Anônimo disse...

Sento eu na frente do monitor e teclo um monte de coisas que eu acho, independentemente de saber a fundo se estou dando um tiro no meu próprio pé.
Certa vez, disseram ao simplório Mané Garrincha tudo o que deveria ser feito num jogo da seleção brasileira. Ele então perguntou se já estava combinado com o adversário, pois a maneira determinista que foi passada a instrução parecia não haver adversário do outro lado.
Tudo no nosso meio é muito amador. Existem associações ricas que teriam condições de pagar os melhores especialistas do país para nos defender. Por que não fazem? Quais motivos fazem com que nos sintamos derrapando sempre sem avançar um cm?
As vezes surgem algum corajoso que faz corajosas redações, ao nosso leigo modo de ver, totalmente inócuas. Na verdade nem sabem se estão remando a favor dos interesses contrários. Entretanto assinam e isso os torna verdadeiros baluartes, mesmo que volta e meia amarelem e desfalem tudo que disseram, ou somem, ou mudam o preto para o branco, ou sei mais lá o que.

Socorro

Anônimo disse...

Grande professor Ari, vamos ser diretos, tem alguma esperança de melhorias reais para nós? E o BET sera incorporado definitivamente ou vão nos assaltar na calada da noite no final do ano?
Senti a sua preocupação em relação ao Marcel e a esta gestão da Previ.
Se este ano de 2013 ficarmos novamente no "vamos ver" vai ser uma decepção dobrada, visto que estamos nos arrastando ano após ano com as decisões que a Previ tem tomado, que parecem (ocultamente) favorecerem a terceiros (governo e afins)

Abraço fraterno Daniel Pereira

Anônimo disse...

Se houve promessa de algum candidato de que iria incorporar o BET foi totalmente inconsequente, seria bom perguntar qual o motivo de ele ter prometido o que não poderia cumprir, baseado em que ele prometeu e baseado em que ele não pode cumprir??

Anônimo disse...

Onde vejo as promessas feitas pelos eleitos na Previ??Gostaria de comparar as promessas feitas e promessas cumpridas e cobrar do candidato eleito suas promessas.Lembro que promessa é divida.

Anônimo disse...

Ari, tenho muito respeito por você, mas não se deixe enganar por decisão q vislumbra apenas o momento, sem analisar consequências futuras. Estão preparando a cama para aprovação da redução da margem de contingência (revista Previ) para 15% e não sejamos ingênuos. O simples fato da iniciativa ser do Governo/BB (projeto de lei) já acende a luz amarela. Vem crise econômica por ai sim e não sei se 15% comporta o risco. Se liguem pessoal. As coisas não estão boas, mas podem piorar. Espero estar errado, mas o seguro morreu de velho. Celio

Ari Zanella disse...

Caro Daniel Pereira,
Caro Célio,

Como as coisas acontecem sem a nossa permissão, é bom que se reduza a Reserva de Contingência mas que isso nos traga BENEFÍCIOS de revisão do Plano AGORA. Como disse o Rossi, o tempo é contra nós. Eles dizem que poderá haver a volta das contribuições e o fim dos superávites, por consequência, estaremos ferrados de qualquer jeito. Então, que se reduza a RC e que tenhamos melhorias HOJE. Reparem que o Rossi diz no texto para impactar o balanço de 2012!
Se voltarem as contribuições, pelo mínimo, teremos agora uma melhoria salarial. Repito: não decidimos nada. Quem decide é o Governo/BB. Assim temos que buscar e tentar o que é MENOS RUIM aos participantes.
Já notaram que apesar de tudo o PL subiu para 161 bilhões? E o plano está em extinção...

Anônimo disse...

É, professor, só nos resta ORAR FORTEMENTE e pedir que alguns sábios homens honrados sejam tocados no coração e possam lutar para que consigamos não ficar pior do que já estamos.

Forte abraço Daniel

Anônimo disse...

CÁLCULO imaginário

Com referência ao comentário do anônimo das 10:36, apresento um simples cálculo, como exemplo da arrecadação de uma das Associações, que não toma atitude judicial para nos ajudar.

100.000 associados x R$ 31,50 mensais= R$ 3.150.000,00

Mais as outras rendas indiretas: consórcio, construção civil, seguro, etc....

Deve sobrar uns 3 milhões de lucro todo o mês. Daria bem para nos socorrer, contratando bons escritórios de advocacia.

Mas não acredito nessa hipótese. Pois nem um telefone 0800 disponibiliza para os associados, pois isso os deixa mais "afastados" de ligações incômodas.

Anônimo disse...

São muito estrategistas, eis que criam rumores sobre o fim do BET e,concomitantemente, aventam a redução da RC. Está evidente o toma- lá-dá-cá: superavit p/o BB pela incorporação do bet, por conta da redução da RC.
É pegar ou largar.

Anônimo disse...

Prezado Ari Zanella,

Todos nós, os que votaram a favor ou contra a distribuição de Superávit tinha uma única certeza, que seria feita em 60 parcelas.

O problema é estrutural a Previ vem aplicando cada vez mais recursos duvidosos,o que faz muitos ter medo de reduzir o percentual de 25% para 15% da reserva de contingência.

Mas ninguém se engane, nós querendo ou não vai haver a redução deste percentual para os 15% pelos exemplos a seguir:

a) O banco não quer voltar a contribuir neste momento, véspera de uma reeleição da mandatária do planalto.

b) Nunca fomos ouvidos, quando as propostas estão prontas,chamam meia duzias de 6 dos mesmos que aprovaram o acordo para a distribuição de 2010 e bate-se o martelo em nome dos aposentados e pensionistas e todos votam porque estão com a corda no pescoço.

c) No demostrativo da previ já ultrapassamos de 71 mil contratos de ES, prova inequívoca de que estamos a cada ano mais pobres, dependendo de empréstimos para complementar a renda mensal.

d) No ano de 2013, não teremos mais a choradeira pela revisão do produto ES-PREVI com isso acabou a expectativa de que alguma coisa podia mudar em relação a esse sistema de socorro usado por muitos colegas.

e) Se chegar dezembro de 2013 e a previ acabar mesmo com o BET, muitos vão chorar, implorar para que se tenha a revisão pela previc para os 15% das reservas, então é muito melhor, discutir, propor e achar uma maneira de que ocorrendo mesmo essa mudança beneficie a todos que necessitam de melhorias.

O resto é continuar chorando por melhorias que não vem mais só por conta de a previ fabricar um superávit.

Sou Favorável que se faça a mudança deste percentual para 15%, pois estou com quase 67 anos e quero ter condições de viver o resto dos meus dias com dignidade.

Atenciosamente

Rosalina de Souza

Pensionista

Matricula 18.161.320-4

João Rossi Neto disse...

Colegas,

Alguém mencionou que a LC 109/2001 foi interpretada de forma errônea. Então vejamos ipsis verbis o que diz o caput do artigo 20:

“Art. 20. O resultado superavitário dos planos de benefícios das entidades fechadas, ao final do exercício, satisfeitas as exigências regulamentares relativas aos mencionados planos, será destinado à constituição de reserva de contingência, para garantia de benefícios, até o limite de vinte e cinco por cento do valor das reservas matemáticas.
§ 1o Constituída a reserva de contingência, com os valores excedentes será constituída reserva especial para revisão do plano de benefícios.
§ 2o A não utilização da reserva especial por três exercícios consecutivos determinará a revisão obrigatória do plano de benefícios da entidade.
§ 3o Se a revisão do plano de benefícios implicar redução de contribuições, deverá ser levada em consideração a proporção existente entre as contribuições dos patrocinadores e dos participantes, inclusive dos assistidos”.

Ficou evidente e comprovado que o texto legal não fixou um percentual “x” para a reserva contingência, deixando aberto um leque maleável que é o limite de até 25% para que, a posteriori, o responsável legal estabelecesse o percentual de segurança adequado e provisionasse uma reserva técnica, denominada de colchão de liquidez para amparar eventuais situações de reveses financeiros futuros que colocasse em risco a saúde financeira dos Fundos de Pensão.

Igualmente, a lei simplesmente disse que a Reserva Especial seria utilizada para a revisão do plano de benefício, sem especificar como seriam as formas de reajustes, as melhorias, deixando implícito que haveria necessidade de negociações a esse respeito, uma vez que de acordo com o Estatuto do plano o patrocinador deverá autorizar o caminho da distribuição da reserva especial.

De fato ficou inflexível, no entanto, que a não utilização da reserva especial por três exercícios consecutivos, comportaria a revisão seria obrigatória. Ficou também determinado que o patrocinador só teria direito a reversão de valores nos casos específicos de redução de contribuições, sendo este o ponto crucial para atestar que a Resolução 26/2008 é ilegal e imoral sob todos os aspectos ao conceder os 50% da Reserva Especial para o patrocinador, todavia, o Judiciário teima em não enxergar um dispositivo regulamentar tão cristalino e irreversível e ainda não determinou à anulação dessa ardilosa resolução que nos rouba descaradamente, por completa parcialidade e para beneficiar o Poder Executivo que sempre interfere em tais decisões.

Havendo acerto para a redução da Reserva de Contingência para 15%, cuja autorização depende exclusivamente da vontade da PREVIC, é conveniente exigir que o BET seja incorporado em caráter definitivo aos benefícios e saldo remanescente aplicado em benefícios definitivos. É o que penso, respeitando as opiniões contrárias.


Anônimo disse...

Liga não Rossi, tem gente que interpreta as leis visando melhorias para o lado de lá, sem se importar com o lado de cá.

Jorge Teixeira - Araruama (RJ) disse...

Por entender que se trata de momento oportuno para reflexão, transcrevo abaixo comentário por mim postado e publicado aqui mesmo em 12.02.13.
“A ex-diretora Cecília comentou que a proposta para redução do percentual da reserva de contingência para 15% partiu dos patrocinadores, representados pela Abrapp. Eles (patrocinadores) perceberam que a resolução sobre a retirada de patrocínio não contemplará um desejo que era, em ocorrendo essa retirada, de o patrocinador poder abocanhar a reserva de contingência. Como essa iniciativa partiu dos patrocinadores, penso que o trâmite do processo não seria tão longo assim já que a Previc tem demonstrado ser simpática a todos os pleitos, desde que não sejam iniciativas que beneficiem somente os interesses dos associados das EFPC. Sou também favorável a essa diminuição do percentual da reserva de contingência tendo em vista declaração recente do presidente Dan Conrado. Ele afirmou que a Previ teria condições de suportar, num dos piores cenários possíveis, uma baixa do ibovespa até o incrível nível dos 30.000 pontos. Como já afirmei anteriormente, imagino que o dirigente mor do nosso fundo de pensão tem nos quadros da Previ técnicos competentes, além de instrumentos sólidos e mais do que suficientes que lhe permitem fazer, com consistência, uma afirmação dessa natureza. Caso essas tratativas evoluam, entendo que os recursos deverão ser utilizados, integralmente e na medida do possível, para que se proceda ao tão sonhado realinhamento do plano. Seria uma ótima oportunidade para que sejam corrigidas e talvez minimizadas as distorções gritantes hoje existentes no “PB-1”. Poderia se cogitar também, no bojo das negociações, da possível transformação definitiva do BET em BEP. Aproveito a oportunidade, antes de finalizar, para dizer que os associados, em função dos resultados até agora disponibilizados, estão dando uma demonstração inequívoca de amadurecimento e de votação consciente no caso da pesquisa em curso no blog da ex-diretora Cecília que trata da antecipação, ou não, das parcelas do Bet-2013.
E.T. – ainda estou, como muitos, surpreso com a renúncia de sua santidade o Papa Bento XVI. Um jornal de grande circulação no estado do Rio de Janeiro afirma hoje, 12.02.13, em matéria de capa, que cinco brasileiros podem se tornar Papa”.

Anônimo disse...

Ari, uma coisa é eu saber q hoje quem decide são eles (Governo/BB), outra coisa é eu aceitar isso. Apesar de tudo, as nossas associações precisam continuar a buscar o fim do voto minerva. Só q nossas atitudes mostram o contrário. Para mudar as coisas é preciso, as vezes, suor e sangue. Vejam os escravos. Não podemos esquecer de Esaú q trocou a primogenitura (futuro) por um prato de comida (necessidade imediata). Eu acho q reduzir a verba de contingência para 15% é um tiro no pé, embora não veja outra saída. Ou seja, prepararam a cama (armadilha) para a gente deitar e aos pobres coitados não sobrou outra solução. Celio

Anônimo disse...

A Dona Cecilia botou no blog dela um cartum com um tem(bala), o piloto (a presidenta) sendo puxado por um jumento. s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l

WILSON LUIZ disse...

Caro Profº Ari,
Tempos atrás, eu era frontalmente contrário a qualquer redução na Reserva de Contingência. Tive até um "arranca-rabo" com o próprio colega Rossi, no blog do Medeiros, se não me falha a memória, sobre este assunto, em que ele, mais coerente que eu, já defendia sua opinião atual.
Hoje, estou fortemente inclinado a rever minha posição, levando em consideração alguns aspectos da questão, afinal sou um burro velho, e não um teimoso jumento velho.
O primeiro é que, na utilização de eventual superávit, mesmo que o Banco "passe os 5 dedos" em 50%, o dinheiro não sairá da PREVI, já que a Justiça decidiu que o valor deverá permanecer incorporado ao patrimônio do fundo, sendo utilizado para amortização de futuras responsabilidades do BB, isto facilitará eventual acerto, caso consigamos derrubar a Resolução 26.
Em segundo lugar, acho que, na realidade, nós temos duas, e não uma, Reserva de Contingência. Incorporado à Reserva Matemática, está embutido, atualmente, um juro atuarial de 5%. Pergunto por quê, já que nossos benefícios são reajustados, exclusivamente, pela merreca do INPC, SEM QUALQUER AUMENTO REAL, deve ser por isto que o patrimônio do PB1 só aumenta, ano após ano, mesmo se pagando o BET e excrescências como o renda certa e o aumento de R$ 6.000,00 mensais na aposentadoria de diretores, concedido pela elevação do teto de 75 para 90%.
Para me convencer definitivamente, aguardo apenas a edição da Resolução sobre a retirada do patrocínio, para ver o que acontece com a Reserva de Contingência.
Muitos colegas manifestam sua preocupação com o futuro do plano,
sobre isto, gosto muito de frase do brilhante economista inglês John Maynard Keynes; "no longo prazo, estaremos todos mortos".
Em tempo, novamente peço desculpas ao colega João Rossi por eventuais destemperos, de minha parte, ocorridos durante nossa pendenga anterior.

Jorge Teixeira - Araruama (RJ) disse...

Mais acima a colega Rosalina afirmou: “Sou favorável que se faça a mudança deste percentual para 15%, pois estou com quase 67 anos e quero ter condições de viver o resto dos meus dias com dignidade”. Logo após foi Wilson Luiz que disse: “afinal sou um burro velho, e não um teimoso jumento velho”. Depois foi o economista inglês John Maynard Keynes: "no longo prazo, estaremos todos mortos". Após a leitura desses depoimentos, no meu entender coerentes e plenamente condizentes com a realidade dos fatos, animei-me mais uma vez para transcrever parte de outro comentário que aqui postei em 13.03.13, para reforçar a minha posição junto aos que entendem ser interessante a diminuição do percentual da reserva de contingência. “O presidente Dan Conrado afirmou que não há motivo algum para preocupação dos associados sobre o pagamento dos benefícios já que a Previ teria condições suficientes para suportar uma baixa do ibovespa até o patamar de 30.000 pontos. Ontem, 12.03.13, o ibovespa fechou aos 58.208 pontos com queda de 0,57% (v. http://www.infomoney.com.br/ibovespa/historico). Imagino que essa afirmação tenha sido em razão da preocupação de alguns com a exposição, julgada e reconhecida como excessiva, hoje existente em investimentos de renda variável. Vale lembrar que o patrocinador, desde que foi editada a malfadada resolução 26 do então CGPC, em set/2008, ficou louquinho e vem agindo de forma truculenta no sentido de abocanhar cada vez mais recursos do “PB-1”. Chegou a ponto de estabelecer que só aceita discutir melhorias e realinhamento de plano desde que seja através de utilização da reserva especial para que possa ficar com 50% dos recursos existentes. Vejo com realismo, e não com ceticismo, o fato de que tão cedo não veremos ser derrogados os termos dessa imoral, ilegal e que engorda o bolso de muita gente resolução 26. Já estou de saco cheio de assistir todo mundo se beneficiando dos recursos do “PB-1” e os verdadeiros e que deveriam ser os únicos donos desse belo patrimônio mendigando aumento de empréstimo e do justo percentual das pensões. Como afirmei, dos atuais 69.181 hoje aposentados, 42.152 colegas têm sessenta anos ou mais. Viveremos o suficiente para presenciar a derrubada dessa resolução? A nossa justiça tem demonstrado agilidade e credibilidade suficientes para que aos menos possamos sonhar que um dia será reconhecida a ilegalidade dessa resolução 26? Não é sem motivos que são criados inúmeros óbices para dificultar o acesso aos recursos que vertemos uma vida inteira para garantia da aposentadoria. Uma simples mudança da data de correção dos benefícios está rolando desde novembro de 2012. Quanto menos se distribuir hoje entre os chamados “velhinhos trambiqueiros” mais sobrará para o patrocinador ao final do plano tão logo todos tenham passado para o andar de cima. Não acredito de forma alguma nessa história de que, ao pagar o último dos benefícios, o plano deverá estar zerado”.



Anônimo disse...

Prezado Jorge Teixeira,

Em 2009 nós participantes do PB-1 eramos 121.220.

Em 2012 nós participantes do PB-1 eramos 118.516.

De 2009 a 2012 perdemos 2.704 colegas.

As Pensionistas em 2009 era um total de 18.974 em 2012 era de 19.555 aumento de apenas 581 pensionistas.

2.704 mortes menos 581 pensões concedidas,sobra 2.123 benefícios cessados por completo na previ.

2.123 Colegas partiram e suas reservas ficou integralmente para a nossa última pensionista o Banco do Brasil.

581 Pensões foram reduzidas a 60%, sobrando mais 40% para os superávits.

Ano após anos o número de participantes vem sendo reduzido só no período de 2011 para 2012 perdemos 813 colegas.

Por esses e tantos outros motivos que a redução do percentual faz-se necessário.

Descobri a um mês atrás ser portadora de mais um mau da idade, a Diabetes,já sofria de pressão alta e Labirintite, com tantos abalos na área financeira, quero mais é poder viver o resto com mais tranquilidade e para isso a continuidade do BET incorporado em nossos benefícios é fundamental pois perder 20% sera a aceleração final dos nossos dias aqui na terra.

Saudações Cordiais

Rosalina de Souza
Pensionista
Matrícula 18.161.320-4

Anônimo disse...

Sempre achei que a redução da Reserva de Contingência de 25% para 15% não seria um bicho de sete cabeças prá nós. Essa redução poderia nos trazer benefício imediato, e é disso que precisamos no momento.

Sei lá quanto tempo mais vou, ou vamos, estar por aqui, e aí de que adianta esse dinheirão todo tá lá na PREVI como reserva?

E ainda se considerarmos o que esse presidente (sem nome mesmo) da PREVI falou a respeito dos 30.000 pontos da bolsa!

Preciso urgentemente de oxigênio é agora, depois de nada vai adiantar, antes vai é ajudar a deteriorar mais esse corpo cansado e já alquebrado de tanto lutar na vida.

Benefícios já, agora...

E, aproveito o momento, infelizmente prá dizer que ainda ontem fiquei sabendo do falecimento de um antigo colega de trabalho. Partiu sem deixar viúva ou herdeiros que possam se beneficiar da PREVI a partir de agora. Deixou apenas filhos, todos já adultos e independentes, se direito a qualquer merreca da PREVI.

E aí está mais um caso prá comprovar o que a Rosalina disse acima.

É a PREVI enchendo as burras para depois encher as burras desse banquinho, que já foi um Banco onde trabalhamos por tanto tempo.

Ari Zanella disse...

Prezado Anônimo 22:02

Muito bom o teu comentário. Gostei. É por aí mesmo. Parabéns.

Anônimo disse...

Não nos esqueçamos de 2010. Para ter um troco imediato- o Bet,- concordou-se com entregar ao Patrocinador os tais 50%. Depois a revolta e a choradeira.
O BET -beneficio especial TEMPORÁRIO -é temporário e vai acabar em 2014.
O que acha Dona ISA MUSA, expert nesses assuntos tais como retirada de patrocinio,redução da reserva para 15%,resolução 26 etc., sobre especificamente a reduçao da contingencia para os 15%?
Ela é favorável ou contrária a essa redução ?
E a economia brasileira vai continuar estável e crescendo? Ou terá o governo, esgotadas as medidas pontuais, que se preocupar com inflação crescendo, juros Selic tendo que serem aumentados?
A meta atuarial será reduzida?
Títulos do governo, não pagarão mais os atraentes juros que pagavam? Terá a Previ que investir em outros ativos como imóveis(mas, não como Palacio Tangará, Sauipe, Humberto Primo etc.) e infra-estrutura tipo aeroportos, línea amarilla, trem bala?
Neste imbroglio todo, estamos nós desprotegidos aposentados, pensionistas torcendo contra Maynard Keynes e esperando o BEP.

Ari Zanella disse...

Minha mensagem de Páscoa está no blog
www.paocelestial.blogspot.com.br

A todos e a toda a família PB1 externo meus votos de uma feliz e alegre Páscoa, onde Cristo nos mostrou como será a nossa passagem desta vida de provações para a vida eterna esplendorosa.

Do mesmo modo, inserimos uma bela mensagem em nosso site:
www.anaplab.com.br

Obrigado por nos prestigiar, e uma Feliz Páscoa. São os votos de toda a Equipe Anaplab.

júnior machado disse...

Anonimo das 22:02 parabéns pelo seu comentário, maravilhoso, feliz páscoa a todos

Anônimo disse...

Prof. Ari., com qual opiniao o sr. se identifca? Com a opinião da Dona Isa comentada no post anterior ou com essa atual do post de hoje? Está certo filhos adultos e independentes, terem algum direito na Previ?
A redução da reserva de contingência para 15%, com certeza, não nos prejudicará?
Nós aposentados leigos dependemos mais que nunca dos formadores de opinião.

Ari Zanella disse...

Caro Anônimo 22:32

Quanto a saber o que pensa a nossa estimada Isa Musa sobre a redução da Reserva de Contingência, eis o que escreveu o caro colega Rossi ao enviar-me o texto para publicação:

"Caro Ari,

O meu texto faz contraposição à opinião da colega Isa Musa. Não vejo motivo para deixar de utilizar uma RC menor e distribuir os superávits. O difícil de aceitar é a parceria do patrocinador, contudo, enquanto estiver em vigor a resolução 26/2008 não há o que fazer. O tempo é nosso inimigo e precisamos utilizar o dinheiro da PREVI, em vida, a deixá-lo para o BB, no apagar das luzes do plano."

Ari Zanella disse...

Caro Anônimo 22:52

Minha opinião sobre o tema é a mesma do João Rossi Neto. Leia logo acima a resposta que dei ao Anônimo das 22:32
Forte abraço.

Anônimo disse...

É, estou lendo que morreram não sei quantos colegas, quero lembrar que estas mortes já estão previstas no calculo atuarial das reservas da Previ,ou seja, já são considerados nos calculos que nós viveremos uma média de tantos anos, alguns menos outros mais, realmente fica dificil fazer oposição, o que sei é que eles dificilmente vão aceitar transformar BET EM BEP, já que aí os superavits posteiores não seriam da maneira desejada por eles.

Anônimo disse...

Este Banco do Brasil e a Previ pouco tão se lixando para os participantes, voces esqueceram os que eles fizeram com os funcionarios nos PDVs que demitiram mais de 48.900 funcionarios e se apropriaram das reservas matematicas deles, se eles não se preocuparam com isto, vão se preocupar agora com os aposentados, querem mais é que com os apertos financeiros que muitos devem está passando no minimo devem está havendo muitos infartos, avc e outras doenças mortais.

Unknown disse...

Na época em que me aposentei era exigida a baixa no contrato de trabalho. Então passei a ser ex-funcionário do BB. Minha relação com o Banco é somente de cliente. Sobre a imoral percepção dos 50% de eventual superavit que venha a ser distribuido, acredito que no futuro o patrocinador será obrigado pelo STF a devolve-lo com juros e atualização monetária, partindo do princípio de somente nós, assistidos, é que devemos ser os únicos beneficiários. E, sem querer comprar brigar com os colegas da ativa, eles são participantes e não assistidos; como ainda não estão aposentados, então tecnicamente não podem receber qualquer valor a esse título. É indevida a apropriação antecipada desses valores em contas individuais para pagamento futuro. Foi mais uma invenção do BB/PREVI.

Luiz Faraco - Florianópolis-SC

Anônimo disse...

Vejam em:
http://oglobo.globo.com/pais/militares-criticam-comissao-da-verdade-em-ato-comemorativo-ao-golpe-militar-7974681

Ali no texto consta que através de uma RESOLUÇÃO alguém modificou a Lei e ... o restante da história é igual à que conhecemos com o nome de Resolução 26.

Quem vcs acham que está levando METADE do que é nosso?

Anônimo disse...

Achei oportuno e real o comentário de
28/03 - 22:02 H PM. - o colega re -
sumiu toda nossa enorme aflição.
-benefício imediato ;
-temos pouco tempo de vida ;
-30.000 pontos BOLSA ;(Dan Corleone)
-urgência de oxigênio (cascaio)

Professor Zanella endossou.

Julgo que esse comentário seja um
dramático resumo de todas as nos-
sas necessidades do momento.
E há um número enorme de nossos
colegas nesta situação aflitiva.
Precisava que a direção da nossa
PREVI se sensibilizasse com este
nosso terrível momento.

Anônimo disse...

Grande Mestre, como disse o Rossi, o pano de fundo da questão em tela não é a redução da Reserva para 15 % mas sim os ditames da Resolução 26/ 2008 que prevê o repasse de 50% para o BB. Aliás, vou colocar na mesa um ponto de vista que ouvi de analistas financeiros : segundo os mesmos, quem entra num negócio com duas partes tem de receber mais na distribuição dos lucros do que quem contribuiu com menos. Assim, colegas, o Banco está fazendo o que o mercado faz.Nesta questão, nunca teremos, quisera dizer o contrário, o apoio da opinião pública, pois bastará algum espírito de porco dizer que somos marajás," a vaca irá pro brejo" . Um outro ponto nevrálgico da questão é o risco da diminuição da Reserva de Contingência, o que eu acho normal, principalmente porque somos um grupo de velhos e não podemos abrir mão da segurança, inclusive pensando nos familiares. Assim, pesquisei nos últimos 09 anos a performance da Bolsa de Valores, cujos números estão abaixo :
jun/05-21 500;jun/06-38 000-jun/07-50 000 jun/08-68 000;jun/09-47 000;jun/010-62 000;jun/011-65 000;jun/012 e 013- 56 000. Valorização no periodo 180 %.Divany Silveira- Sete Lagoas-MG
P.S- Nada aconteceria se a RC fosse alterada. DSS j

WILSON LUIZ disse...

Caro Profº Ari,
Um pequeno adendo ao meu comentário das 17:52 hs.
Na eventualidade de ocorrência de novo superávit com redução da reserva de contingência, de forma alguma podemos aceitar que, na distribuição, seja "contrabandeada" a elevação do teto de benefício de 90 para 100%, o que representará um reajuste de mais R$ 4.000,00 mensais no benefício de diretores aposentados, além dos R$ 6.000,00 já embolsados por eles na elevação de 75 para 90%. Na "negociação" que resultou no pagamento do BET, a elevação para 100% chegou a ser colocada na mesa, meio escondida e sem alarde, felizmente não foi aprovada.
Alguns colegas do "baixo clero" dizem que a elevação os beneficiaria, para nos esclarecer, alguém poderia, mesmo anônimamente, informar-nos o valor que resultou de aumento mensal, em seus benefícios, a concessão do teto de 90%?
Desculpem, porque o pequeno adendo ficou mais longo do que eu queria.

Anônimo disse...

QUEREM SABER? REDUZAM LOGO A RESERVA DE CONTINGENCIA PRA 15% POIS SOBRAM 5 BI PRA NOS EM VEZ DE 500 MILHOES AZAR QUE O BB FICA COM A METADE, QUERO É O MEU

Ari Zanella disse...

Pois, então, caro Anônimo 10:38

É um autêntico jogo de xadrez:

-Admitamos que seja baixado o percentual da reserva de contingência para 15%. Sobrariam quase 6 bilhões. A outra parte é do BB pela ilegal resolução 26. Mas, tem um detalhe: Temos que seguir esta aberração a nós imposta pelo governo Lula. Por consequência dela, não poderá haver benefícios PERMANENTES. Logo, a LC 109 em seu artigo 20 ESTÁ SENDO DESCUMPRIDA. (onde diz claramente que o produto do superávit DEVE SER USADO PARA MELHORIA DOS BENEFÍCIOS.)
É neste ponto que a porca torce o rabo. O PT quer porque quer dar metade ao BB e AINDA POR CIMA NOS NEGA O SAGRADO DIREITO DO REALINHAMENTO DO PLANO. Vocês podem compreender, caros defensores do governo, a nossa REVOLTA?
Mas, como disse o caro colega Luiz Faraco, num comentário acima, cedo ou tarde, o STF vai acabar obrigando o Banco a devolver-nos TUDO o que tem levado, com base nesta excrescência chamada Resolução 26.

WILSON LUIZ disse...

Para que tenhamos algum benefício, temos que pressionar a CASSI para que a mesma tenha interesse e eficiência em credenciar novos médicos. Indiquei amigo, profissional bem conceituado, e fiquei até constrangido, ele me disse que a coisa "empacou" em exigências descabidas e até desinteresse da CASSI.O CADE é um dos poucos órgãos de controle que ainda funciona, deve ser porque os "cumpañeros" do PT têm pouco interesse nos cargos ali existentes.


Quinta-feira, 28/03/2013 - 18h05
Presidente da Cassi comenta sobre o fim da unimilitância na Unimed

No dia 20 de março, o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) determinou o fim da unimilitância em 40 Unimeds. Com esta decisão, as Unimeds estão proibidas de exigir exclusividade na prestação de serviços médicos ou qualquer discriminação entre médicos exclusivos e não exclusivos.

De acordo com a interpretação do Conselho, a unimilitância é uma prática anticompetitiva que “consiste na proibição, por cooperativas de plano de saúde, de os médicos a elas cooperados se credenciarem a outros planos de saúde”. As Unimeds firmaram com o Cade Termos de Compromisso de Cessão de Práticas (TCC), que ainda prevê o pagamento de R$ 810 mil a título de contribuição pecuniária. Segundo o acordo, o valor aplicado em cada caso é proporcional à cobertura das Unimeds.

Os processos contra a prática da unimilitância por Unimeds representam, aproximadamente, um terço das condenações do Cade desde 1994, e as entidades tentavam reverter na Justiça as penalidades aplicadas. Incluindo as condenações anteriores, as Unimeds pagarão mais de R$ 10 milhões em multas.

O fim da exigência da exclusividade dos médicos foi recebido de forma positiva pelo presidente da Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil (Cassi), David Salviano de Albuquerque Neto. Para o dirigente, a prática da unimilitância acarreta em uma reserva de mercado e prejudica principalmente os planos de autogestão como a Cassi. “As cooperativas têm uma forma de cooperação menos onerosa. Como é tudo rateado, elas conseguem se organizar muito mais facilmente em locais de maior carência de profissionais. Quando mudaram a forma de compreensão da unimilitância e disseram que esta prática é não atender nenhum outro plano eles prejudicaram os demais”, explica.

O presidente da Cassi espera que as Unimeds cumpram a decisão do Cade. “Com certeza isso vai melhorar a oferta de serviços credenciados no interior. Temos interesse de ter uma rede que atenda o nosso usuário onde ele estiver. Antes mesmo de a Agencia Nacional de Saúde Suplementar (ANS) ter editado a regulamentação que obriga o acesso, as operadoras de autogestão como a Cassi procurava ter rede em todo o local que tem vidas atendidas. Se as Unimeds cumprirem a determinação do Cade como nós esperamos, vamos ter possibilidade de ter mais médicos credenciados”, estima.

Priscila Mendes, Agência ANABB





Anônimo disse...

“Pai, perdoai. Eles não sabem o que fazem e alguns não sabem o que dizem”.

Ari Zanella disse...

Caro Anônimo 11:42

Sinceramente não entendi esta sua citação bíblica feita na cruz por Jesus.

Em Lucas 23.34 Jesus falou.
"Pai, perdoa-lhes,pois não sabem o que fazem." O que ele quis dizer com isto?

No Yahoo Respostas, responderam:

"Ele quis dizer exatamente isto: pai, perdoa-lhes porque eles não sabem o que fazem. Jesus viu que aqueles que o condenavam não sabiam o que estavam fazendo espiritualmente e foi misericordioso com eles pedindo perdão por eles, dando-nos também o seu exemplo para que o seguíssemos."

Voltando ao comentário, o nobre Anônimo, um verdadeiro "poço de sabedoria", acrescentou:
"E alguns não sabem o que dizem."
Sem querer ridicularizar o estimado Anônimo, muito pelo contrário, apreciaria se viesse nos dizer suas palavras de sabedoria, aquelas que ELE ou ELA se autoconsidera como ciente do que diz.

Não devemos brincar com coisa séria.

"Até de uma palavra inútil havemos de prestar contas a Deus: “De toda a palavra OCIOSA que falarem os homens darão conta dela no dia do juízo” (Mt 12, 36)."

Anônimo disse...

Mais claro do que tudo isso nem noite de luar!
A PREVI já deu o mote, com o publicado na Revista colocou o bode na sala e alarmou a galera.
O outro trunfo é o BET, que será a moeda final para a troca, pois com a redução para 15%, surgirão, anualmente, os recursos necessários para torna-lo permanente ( nada de incorporação, que não interessa para a CAIXA) e aí também o BB vai continuar “permanentemente” recebendo seus 50%, afora demais “entretantos” que os imaginativos mestres da alquimia contábil certamente tirarão da “cartola”, proximamente pois os dirigente do BB dependem de bons resultados para se manterem nos cargos.
QUEM VIVER VERÁ! QUEREM É BARGANHA!!!!

Anônimo disse...

Em resposta ao sr. Wilson, que deve ser um aposentado de muitos anos atrás, a alteração do percentual do teto do calculo do beneficio de 75% para 90% resultou num exato aumento de 25%. Posso me considerar um paradigma para esse caso, pois me aposentei justamente em jan/2008, por conta do PAA, além de ser pos/97 e um dos que o vosso escárnio denomina de "baixo clero". Já passou pela minha cabeça que há uma corrente contrária aos pos/97, formada principalmente pelos colegas mais idosos, como alguns que frequentam esses blogs. Dessa corrente fazem parte os funcionarios do BB que usufruiram, integralmente, de privilegios como o anuenio e a promoção automatica de 13% de aumento de tres em tres anos. O que eles ganham, em comparação ao baixo clero, é o que podemos chamar de injustiça social. Acossados por chefes de todos os niveis para cumprirmos metas, tal situação não é possível ser avaliafda pela cabeça desses senhores. A cultura do lucro do banco publico está, agora, no nosso sangue, é necessario. Agora imaginem o valor com o qual sobrevivemos com as limitacoes do teto do INSS e o complemento da PREVI com o teto de 75%, depois 90%, menos PP e outra coisitas? Existe sim uma divisão entre os participasntes da PREVI. Talvez o unico blogueiro que entende nosso problema seja o sr Antonio Carvalho, que também deve ser um pos/97. Mas garanto que, se essa proposta do aumento do aumento do teto pra 100% vier a se reaslizar, nós ganharemos porque, assim como na nossa sociedade, a base da piramide é maioria.

Ari Zanella disse...

Muito obrigado a quem nesse momento está acessando meu blog em Coimbra - Portugal.

WILSON LUIZ disse...

Caro anônimo 29 de março, 12:53 hs.
De forma alguma quis ofendê-lo, considero "baixo clero" todos nós, aposentados e pensionistas, pela forma com que somos tratados pelos cardeais encastelados na diretoria da PREVI.
É bom saber que a elevação do teto lhe proporcionou aumento de 25%, só conheço aposentados que tiveram ganhos ridículos, de no máximo uns 2% ou 3%.

Anônimo disse...


Parabéns Wilson Luiz , não me lembro da última vez que vi alguém pedir desculpas com tanta elegância. Cordialmente, Divany Silveira- Sete Lagoas-MG

Anônimo disse...

Alguem poderia me dar uma luz neste aumento do teto de 75% para 90% quando foi que ocorreu isto e quem tinha direito a este aumento, porque nao tive aumento nenhum.

Anônimo disse...

Elementar, com a criação dos pos-97 eles conseguiram fechar o plano 1 e criar uma subclasse de funcionarios sem direito a quase nada, dividiram o funcionalismo em duas classes, acabaram com o anuenio, com o plano de carreira e o diabo a quatro, mas li que o Paulo ximenes e a turma de carrascos foram condenados conforme:Conjur - Juiz condena ex-dirigentes do BB a 11 anos de prisão
www.conjur.com.br/.../juiz_condena_ex-dirigentes_bb_11_anos_pris...01/02/2006 – O ex-presidente do Banco do Brasil no governo FHC, Paulo Cesar Ximenes, e outros seis ex-diretores da instituição foram condenados a 11 .

Anônimo disse...

Quem nao relutou em nenhum momento em demitir aqueles 45.000 funcionarios nos PDVs e teve mais de 10 suicidios naquele periodo inclusive alguns dentro de agencia do Banco, voces acham que eles vao relutar em negar o que é nosso ??? Que se apossou do dinheiro da reserva matematica dos funcionarios que aderiram ao 1 PDV e até hoje não regularizou. Eles que estão atualmente nos cargos vão fazer exatamente o que for possivel para continuar nos explorando o maximo, ou seja negando o que é nosso de direito.