quinta-feira, 7 de junho de 2012

ENTENDENDO O SOBE DESCE

        Ilustríssimo Anônimo opinou na postagem anterior que a inflação de junho será maior que a de maio, que definiu nosso parco aumento. É bem provável que tenha fundamento seu palpite pelos inúmeros fatores que acabam influenciando o INPC.
        Em maio a perspectiva dos economistas era de uma inflação até superior a de abril, pois estava acontecendo uma alta da moeda americana, que segundo eles, fatalmente acabaria por elevar o índice. Não foi bem assim. O governo mexeu os pauzinhos, até para reanimar o mercado interno, neutralizando os aumentos em outros setores. Assim é que o feijão e o arroz, que todo mundo come, subiram bastante em maio; em contrapartida as passagens aéreas, que nem todo mundo usa, tiveram um decréscimo de 10,2%; carros usados também houve queda nos preços. Tais fatos vêm corroborrar de como é intrincada a composição ou a "cesta" de produtos integrantes que decidem a inflação. 
        O Ministério da Fazenda, espertamente, segurou o aumento dos combustíveis, já há muito defasado segundo Graça Foster, presidenta da Petrobras, mas não poderá segurá-lo agora em junho, e todos sabemos do efeito devastador desse aumento na inflação, porque é uma reação em cadeia. É neste item que a opinião do Anônimo deve ser relevada.
        Uma boa notícia é que "descobriu-se" ser a crise europeia somente política, não econômica. Graças a Deus! Por conta disso, a bolsa paulista hoje subiu 3,19% e vai continuar subindo porque a crise política é mais facilmente solucionável do que a financeira. Hoje é feriado de Corpus Christi e amanhã será um dia ameno na bolsa. Semana que vem saberemos se estamos, de fato, em águas mais tranquilas. Bom feriado a todos.

3 comentários:

ManoelSales disse...

Bom dia e Bom feriado. Mas, enfim, que é o percentual que regerá nosso aumento ao longo dos próximos doze meses?

No mundo, dentre os ricos não há crise ECONÔMICA e sim crise política e que serve para abastar mais e mais os desonestos, os ganaciosos, os AGIOTAS que sabem muitíssimo bem se aproveitar da situação. A Dilma vem tocando nesse assunto há tempo com bastante veemência. Os chamados "economistas", pessoas que se dizem estudiosas da economia nacional e até mundial se deleitam com tal situação. Estão sempre prontas a dizer como devemos cuidar de nossos caraminguados reais. Alguns vão à televisão e se enrolam todos no momento de explicações, como NÃO têm muito o que dizer, acabam por colocar a culpa de tudo em cima do pobre assalariado. Mas, voltando à Dilma e provando que a crise é tão somente política, ela está constantemente batendo na mesma tecla de que o Brasil não será atingido pela crise Européia por saber se tratar de crise puramente política. Ela, mais que ninguém, coloca aí nessa rol o Mantega, vai, sabe o quanto de BILHÕES de reais o Brasil tem sobrando. É tanto dinheiro que nós, pobres mortais aqui debaixo, nem imagimaos. Mas eu continuo acreditando na máxima: um País se faz com Homens e Livros. Livros há em demasia, quanto aos Homens (h?)...

Anônimo disse...

Foi um aposentado do BB que visitando a Europa, resolveu a crise?

ManoelSales disse...

Ao anônimo das 10:51: Eis um dos aproveitadores citados acima?