segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FAZ QUEM SABE

            Segundo Maria Lucia Fattorelli, auditora fiscal da Receita Federal, a dívida pública brasileira é dividida em duas partes: externa e interna. A dívida externa estava em 282 bilhões de dólares em dezembro de 2009. Já a dívida interna estava em mais de dois trilhões de reais no mesmo período. Isto consome 380 bilhões de reais, ou 36% de tudo que é arrecadado no país, sendo este o maior gasto de todo o orçamento, disparado. Tais valores são pagos anualmente a quem se dispuser a financiar, ou "rolar" a dívida interna brasileira.
            Parte desses valores não poderiam vir para nós da Previ? Hoje, devido a retirada do corpo social das decisões da Previ, feita pela LC 108/2001 no governo FHC, não podemos sequer opinar sobre como nem onde aplicar um dinheiro que também é nosso. Estamos amordaçados. Quem decide são os "homens" do BB, o diretor de investimentos Renê Sanda e pelo homem-forte de Lula, Ricardo José da Costa Flores. Pelo elevado índice aplicado em renda variável (ações) visando ao lucro fácil, podemos afirmar que a gestão nesse quesito beira à irresponsabilidade, posto que pode ir do céu ao inferno diante de qualquer crise.
             Voltemos aos títulos da dívida pública. A Previ tem um ativo de mais de 150 bilhões de reais. Vamos aplicar 40% deste valor na compra de títulos públicos, pela segurança e pela alta taxa Selic: 40 x 150 = 60 bilhões. Somente esta aplicação seria suficiente, de modo seguro, para pagar toda a folha dos inativos no ano. Os demais 90 bilhões podem ser aplicados em diversas outras "cestas" de produto, inclusive renda variável, certamente em empresas como Vale, Petrobras, Embraer etc.
              Os críticos irão me contestar dizendo que nada entendo de Economia. Melhor faria se cuidasse somente das minhas aulas de inglês. De fato nunca fui um "expert" na matéria, todavia, os números não mentem. Se alguém quiser contestar a fórmula acima, fique bem à vontade. Se preferir continuar como está, por favor, não venha reclamar de um possível fim do "betinho".
              Segundo este humilde escriba, a equação supra nos daria tranquilidade e superavites permanentes. Como diz Juarez Barbosa: smj (salvo melhor juízo)
           

9 comentários:

Anônimo disse...

Mestre Ari, ninguém de bom senso pode ir de encontro ao seu ponto de vista. Aliás, ele está de acôrdo com a velha historia que nossos pais diziam de não colocar todos os ovos na mesma cesta. Acho muito estressante , mesmo que o recurso fosse só meu, aplicar tanto dinheiro na bolsa, que, sabemos, é instável.Você sabe mestre Ari que se algum aposentado quiser comprar outro imóvel o recurso que lhe é oferecido é pouco maior que o do progrma "Minha casa....! E nós sabemos que o retorno é tranquilo, como é tranquila a aplicaçao no ES(mas isto é outra história).Também , Meste Ari, as parcerias públicas privadas para estradas e ferrovias e industria naval são opçoes tentadoras, já que o governo não tem recursos para tal e vai ter de abrir para iniciativa privada. Resta saber se os nossos gestores estão com "feeling" para tal. Espero que sim!. Um abraço - Divany Silveira -Sete Lagoas-MG

Anônimo disse...

Prof. Ari,

Diante de tantas denúncias sem, porém, nada ser apurarado, tornei-me um eterno desconfiado. Desconfio de tudo que diz respeito ao gerenciamento do BB da Previ, Cassi e etc. E quando soube que a PL não era paga com dinheiro do BB, mas da Previ, aí foi que a desconfiança aumentou.
A desconfiança aumentou tanto que chego a perguntar: Quem garante que a Fopag do BB não esteja sendo paga com recursos da Previ?

Um abraço!

Anônimo disse...

Professor Ary, na qualidade de professor da disciplina afirmo que estais devidamente correto em teu raciocinio. Todavia, Economia é uma disciplina que abrange várias outras, que e costumamos chama-las de variaveis. Ademais, asseguro-te que para justificar a falta de recursos para continuarem nos "ressarcindo" da verba que conveciona-la, chamar de Bet, "OS SÁBIOS QUE ORA ADMINISTRAM A PREVI" terão que inventar uma série de argumentos. Tarefa pouca fácil, haja vista, o montante e o patrimonio do Fundo.
Em tempo, para colocar mais informações nesta discursão, eu gostaria de lembrar que nos próximos meses,o "Glorioso Flores, Ideli e outras plantas da mesma espécies rara, terão que justificar a participação da Previ, no mensalão, na criação de outros fatos que constam dos AUTOS, no julgamento da quadrilha de José Dirceu. Com um agravante o Ministro já começou a jogar fora do processo provas anexadas que foram consideradas sem nexos. Assim, Eles terão que buscar apoio em alguma parte. De forma que não se enganem, nem se espantem, se de repente a Previ: rever o prazo do ES e vir com outros pacotes de bondades. Pois, a ordem do "comandante" é não aumentar o número de insatisfeito. A palavra de ordem é procurar apoio a qualquer custo. Finalizando, se o Senador Alvaro Dias realmente comprar a nossa causa, Eles terão muitas dores de cabeças. Pois, informações o Senador tem.
Zenílson Cadé de Araújo

Anônimo disse...

Porque nos finais de semana os blogs ficam sem comentários? Será que vcs estão assistindo o Silvio Santos?!
Assim fica difícil...

Vamos comentar gente! Já esqueceram o que fizeram, ou melhor, o que não fazem por nós?

Abraço caro Ari.

Aproveito para desejar um FELIZ NATAL ao senhor
e a todos desse blog.

Anônimo disse...

QUEM QUER DINHEIRO!!!!!


SILVIO SANTOS VEM AÍ PÁPÁPÁPÁ SILVIO SANTOS VEM AÍ...

Tens razão colega 21.06.

Só rindo mesmo...

Vamos dormir, já eh muito tarde, e faz um frio danado sô!


Dalton. S.PAULO.

mariano disse...

Professor Ari, vamos lutar para que o acordo seja cumprido. Abraços Mariano

Bernardo Mallmann disse...

Ari, aproveitando o teu raciocínio, precisamos iniciar um movimento de pressão sobre a Previ para que diminua a exposição das reservas do PB1 em renda variável. Um plano maduro não pode ter 60% nessa modalidade sob pena de, no futuro, quando necessitar dos recursos, ter de aceitar as regras promiscuas do mercado e vender a preço vil. Isso tem que ser feito paulatinamente, para não deprimir ainda mais nossa bolsa de valores.
Mas o tempo não pára.
Não pára, não.
Não pára!

Profº Ari Zanella disse...

Concordo, Bernardo. Um Manifesto de nós aposentados que chegasse à diretoria da Previ, não necessariamente um Manifesto público, poderia ser um Carta bem redigida e fundamentada com assinaturas minha, sua e de quem quiser.
Parabéns pelo seu alto grau de conscientização, mormente dos problemas mais graves do PB1.

Anônimo disse...

Dalton, você colega
é um gozador. Dei boas gargalhadas com a sua brincadeira

O blog precisa disso. E o Ari, é mais maleavél e descontraído.

Parabéns aos dois.

"Nem só do pão vive o homem"