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terça-feira, 20 de junho de 2017

COMPARAÇÃO, NA PRÁTICA, POUCO PRODUTIVA




Não me parece proveitosa uma análise comparativa dos dados contábeis-atuariais da BB-Previ, com os da Valia, ou mesmo de outra EFPC. Seria um exercício pontual e isolado, para, ao final, chegarmos a conclusões pouco práticas e produtivas. 
Um procedimento de “benchmarking”, envolvendo a entidade, teria sentido num mercado competitivo e voltado para o lucro, o que não é o caso. Isto não quer dizer que não devamos estar atentos “às boas práticas” de governança e “às decisões” que maximizem a segurança e a estabilidade financeira do Fundo. 
Felizmente, a Previ-BB não é um mau exemplo de EFPC. Pelo contrário. É a maior da América Latina, uma das grandes do mundo, acumula conquistas singulares e exitosas e sobrevive num país, cujo histórico de ciclos econômicos e de negócios é uma permanente luta contra as adversidades e incertezas dos ambientes interno e externo. Até neste triste e vergonhoso momento por que passa o Brasil, sangrando pelas feridas abertas das corrupções localizadas e sistémicas, o nosso Fundo tem logrado explicar, como “riscos da atividade”, alguns descaminhos de gestão e de “aparelhamento”. Não é Nota 10, mas está bem acima da média. 
É preciso, também, levar em conta a singularidade da BB-Previ, na sua componente maior do Plano 1, com 82.450 aposentados, 11.481 ativos e 20.745 pensionistas, totalizando 114.676, participantes, numa constante dança de números decrescentes, sem renovação, que, a cada dia, registra “a partida” de 3 a 4 membros da confraria fechada e condenada à extinção. Esse Plano contabiliza R$163 bilhões de ativos rentáveis e pagou, em 2016, mais de R$10 bilhões de benefícios!
Porém, singularidade maior, preocupante e pouco estudada, é a intrincada e inusitada simbiose entre o Banco do Brasil(patrocinador) e a Previ. Intrincada, porque acumula, ao longo de mais de 100 anos de mútuo relacionamento, uma diversidade de casos e soluções, nem sempre bem resolvidos, com esqueletos que, ainda hoje, assombram os corredores atuariais da dócil Previ. Inusitada, porque o BB-patrocinador, na peculiar qualidade de instituição financeira, arvora-se como gestor autoritário do seu “departamento previdenciário”, sempre em seu benefício. Assume compromissos bilionários que se perdem nas “notas explicativas” dos balanços. Joga passivos e benefícios trabalhistas nas costas da sua cria, a exemplo de PDV’s e antecipações de aposentadoria, aos milhares. Controla e seduz administradores. Manipula legislações, para se igualar como beneficiário de superávits. Enfim, é sempre zeloso, para retirar a parte que ajuíza e proclama ser sua, nesse latifúndio. Aos participantes severinos, os rigooores da lei e dos regulamentos.
O grande X da questão se esconde nessa intrincada e inusitada simbiose BB+Previ. É isso que cabe avaliar, para decidir sobre um novo modelo de governança. O PLP 268/2016 é a porta que se abre pra chegar lá. Cordialmente, Aristophanes.

     O insigne mestre Aristophanes nos dá uma aula magna sobre a matéria levantada. No texto acima, de transparência solar, o grande Mestre deixa claro, no último parágrafo (conclusão) que o ponto-chave a ser focado (e a ser resolvido se houver possibilidade) é esta estranha e única (no ramo) simbiose* Banco do Brasil e PREVI. Aprovo sem nenhuma restrição.
      Inobstante, e repito, sem qualquer reparo a fazer no texto do magnífico Pereira, vou declinar algumas considerações envolvendo comparação entre os dois fundos de pensão.
       A estrutura é praticamente a mesma. Na VALIA tem presidência (exercida por uma mulher), tem diretoria de Seguridade (exercida por uma mulher), tem diretoria de investimentos (exercida por um homem). Porém lá, a patrocinadora não tem interesse na gestão, ao contrário do nosso fundo. Lá eles aplicam 6,5% do ativo de 21 bilhões em renda variável (= 1,3 bilhão) e 81% em renda fixa (cerca de 16 bilhões). E lá também há a operação com participantes.
           O dado concreto é que lá os participantes estão recebendo há dez anos ininterruptos 25% a mais em suas aposentadorias. Exemplificando: Quem ganha R$ 10.000,00 todo o santo mês verifica em sua conta um total bruto de R$ 12.500,00. No fundo PREVI, além do corte antes do tempo previsto do benefício especial, houve a volta das contribuições (4,8%). Este é o fundo que está "acima da média" entre os demais (estatais). Porque na privatizada Vale do Rio Doce (em que a PREVI tem expressiva participação) a nota é 10 (dez), com muito louvor.

(*) Na biologia, a palavra significa a associação de dois seres vivos de forma que haja benefícios para ambos.

26 comentários:

Anônimo disse...

Nessa simbiose há que se pesquisar melhor o "beneficio para ambos".
Para o BB a Previ assim como a BV são suas subsidiárias.
Ele é o senhor e mestre.

Anônimo disse...

E tem mais:

Se lá existir um amigo de valdirene, os 25% somam R$ 15.500,00, o sonho de salário de todos os vassalos

Blog do Ed disse...

Meu estimado e eterno diretor Aristofanes
Entendo que a simbiose BB/PREVI tem suas vantagens e desvantagens. Entendo até que o BB tem lá os seus direitos à fiscalização, como Patrocinador, já que é, ou deveria ser, o esteio, o responsável fundamental da estabilidade e perenidade da PREVI. Já arrisquei até em sugerir um outro organograma para a PREVI. As desvantagens decrescem na medida que se respeitam a finalidade, o patrimônio e a pessoa jurídica da PREVI... e a lei. Já a lucratividade é resultado da liberdade de negociação de um agente financeiro competente. A lucratividade deveria existir sempre, até mesmo nas épocas de depressão. Pikety afirma que nas épocas de depressão só quem lucra é o capitalista e os CEOS (os famosos executivos corporativos...).
Edgardo Amorim Rego

Anônimo disse...

Alentadas palavras do estimado professor.

Nosso fundo bem que poderia olhar mais de perto os procedimentos do fundo da participada.

Com certeza nada teríamos a perder...

Anônimo disse...

Senhores Aposentados,

Concordo com os Mestres sobre as intrincadas relações do BB com a Previ.

Existe o que fazer?
De que forma?
Pelo 268?
Exigindo-se o retorno dos gigantescos valores desviados desde 1967?

Perto dos 75 anos não tenho esperanças nem ilusões sobre o comportamento do BB, espelhado no passado, muito embora deseje a todos uma vida com dignidade, com um possível retorno do que foi retirado do Previ.

caos e ordem disse...

Copiei e salvei nos meus documentos êsse texto do Dr. Aristophanes, pois imagino que é enorme a possibilidade de chegar ordem SUPERIOR para retirar o texto do blog, com ameaça de punição judicial. Ficou bem clara a acusação de que o BB vem explorando os recursos da PREVI.

Anônimo disse...

Simbiose é coisa de parasita?

Anônimo disse...

Prezados, Boa Tarde
Corretas as afirmações - mas mais correta seria que na PREVI a Administração fosse compartilhada entre funcionários da ativa (indicados pelo Patrocinador) e Aposentados. Pois o patrimônio da Previ pertence aos participantes, e nada mais lógico, elementar e correto que os participantes Aposentados tivessem seus representantes na Administração, em equivalência.

Anônimo disse...

Doutos colegas,

Poderiam explicar para este incauto que vos fala: Como um presidente que está no olho do furacão viaja para a Rússia? O Putin pode ajudá-lo? Só falta descobrir que quem dá as fichas aqui é um ex agente da KGB

Ari Zanella disse...

17:44

Tentei palidamente colocar uma imagem de que estamos sendo "sugados" pelo patrocinador...

Anônimo disse...

Sinceramente Professor,

Não é por eu estar na minha presença que vou deixar de me dizer que eu estou sendo surrupiado...

Zé Furtado

Anônimo disse...

Analisando a foto:

o de chifre = banco

o de bico = fundo da pensão

os insetos = quem?

Aristophanes disse...

Prezado Divany.(Sobre seu comentário de 19/6, às 23:36h.
Em seu recente livro, HOMO DEUS, Yuval Noah Harrari procura antever o futuro dos humanos(Homo Sapiens), a partir da premissa segundo a qual eles, ao longo de uma dura vivência de centenas de milhares de anos, já teriam realizado três fantásticas conquistas: venceram a fome, as pestes e as guerras. Agora, se esforçam para alcançar mais uma vitória: contra a morte. Será possível não morrer, e depois disso, a vitória suprema: tornarem-se deuses. Daí o título do livro: Homo Deus.
A partir dessa instigante especulação do Prof.Yuval, e de forma bem mais modesta, a conquista da vida longa, constitui para nós, de nosso tempo, um avantajado benefício, mesmo com algumas naturais restrições, mas com sanidade mental. Benefício singular e individual, que devemos viver e valorizar, mediante a inquietação especulativa, a transferência de saberes e experiências, o diálogo, e sempre atentos ao que se passa ao redor e nos diz respeito. Anima-me a ideia de que temos, nós longevos beneficiários desse status, uma quase obrigação de retribuição.
Acho que, mesmo inconscientemente, foi isso o que deu em você e, também, está presente na cabeça de tantos velhos buliçosos, que não se prendem às amenidades da cadeira de balanço e vivem fuçando os blogs da vida. Assim, amplie o seu quarteto, entre, e chame o resto do pessoal, pra dançar essa animada Quadrilha(no bom sentido)!
Abraço cordial. Aristophanes.

Anônimo disse...

"Nem sempre podemos agradar, mas podemos falar sempre agradavelmente". Essa citação de Voltaire cai que nem uma luva para o Diretor Aristóphanes.

Adaí Rosembak disse...

Caro Ari Zanella,

Que aula maravilhosa sobre fundos de pensão.
Parabéns.

Adaí Rosembak

Anônimo disse...

Por que os movimentos dos 20 centavos não convocam a população para as ruas? Estão esperando acontecer mais o que?

Anônimo disse...

Dileto Professor Ari Zanella,



Me enviaram um vídeo pelo face onde supostamente cubanos armados lutam contra civis na periferia de Caracas em apoio ao Maduro (já tá é podre). Tomara que não sejam pessoas que migraram para trabalhar como médicos ...

Humberto Stumpf - Caxias do Sul disse...

Prezado Ari e demais colegas: A CCJ do Senado aprovou proposta de emenda à Constituição (PEC), no sentido de permitir a possibilidade d e revogacao, pelas proprios eleitores, do mandato de presidente da República, em determinadas situações, o chamado RECALL.
Ora, se nossa CF pode ser alterada com esse propósito, por que não exigirmos alterações nos Estatutos da Previ, para também incluir essa possibilidade de substituição de dirigentes eleitos (RECALL), nos mesmos moldes propostos pela PEC em exame no Senado Federal.

Assim, uma vez aprovada essa PEC, vamos detonar um movimento entre os colegas, exigindo idênticas condições em NOSSO fundo de pensão.

Humberto

Anônimo disse...

Colegas tenham calma,

O sinicalista é o melhor amigo do homem

Ari Zanella disse...

Caro José Admir de Paula,

Respeito sua indignação, contudo não podemos dar margem a possíveis retaliações na justiça contra o blogueiro ou até mesmo o autor identificado. Já fui penalizado pecuniariamente em dois processos que me moveram. Tive que pagar um salário mínimo ao diretor de Seguridade e outro SM a um conselheiro deliberativo. Por enquanto, é preciso moderar em relação as influências políticas, posto que estamos lidando com pessoas que têm bala na agulha.
Por este motivo estou excluindo seu comentário.

sss disse...

Anônimo das 22:05hs.
...é o melhor do homem. Ouvi muitas vezes esta frase por "colegas" fazendo comparação do contínuo ao cachorro como sendo o melhor amigo do homem. Também valeu a dentadura de um chefete de setor, à época, pela sua a arrogância e estupidez para com o contínuo do setor que, não suportando mais o comportamento do elemento lhe aplicou um tabefe na boca arrancando-lhe alguns dentes. Resumindo, o chefete ainda foi punido.

Anônimo disse...

Concordo com Humberto 21.10. Se somos nós que elegemos temos o direito de avaliar o desempenho e se não for satisfatório determinar a perda do cargo.

Anônimo disse...

Planalto mapeia cargos de PSDB e PSD e mira senadores que votaram contra reforma trabalhista (folha de sp)

Como podemos ter separação de poderes se o governo pressiona o legistativo com cargos?

JOSE ADMIR DE PAULA DE PAULA disse...

Pessoal,

Como já disse em comentários anteriores, devemos acompanhar os acontecimentos em Brasilia para não sermos surpreendidos com medidas impopulares que o pouco confiável presidente Michel Temer e sua equipe estejam, porventura, aprontando contra nós, brasileiros. Já em relação a nossa(!) Previ, a atitude não deve ser diferente. Devemos também acompanhar sim, mas de forma mais assídua. Assim, não seremos surpreendidos como fomos no dia em que o BET, que não foi pago integralmente, conforme o prometido.
Grande abraço

JOSE ADMIR DE PAULA DE PAULA disse...

... não seremos surpreendidos como fomos em relação ao
BET que não foi pago integralmente conforme o prometido.

Anônimo disse...

Anonimo de 22/06/2017 10:32

Inócua a proposição, pois quem determina o "recall" é o próprio Congresso Nacional, onde geralmente o Presidente da República tem apoio decisivo.

Temos é que aprender a votar de uma vez por todas...