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domingo, 7 de maio de 2017

A PROPOSTA DO DIRETOR ARISTOPHANES

    Recebi como comentário na postagem "Proposta Simples", enviada pelo autor ao nobre Dr. Medeiros, lá publicada na postagem "Nem Tudo Está Perdido", e resolvi colocá-la na vitrine de uma nova postagem. Solicito gentilmente ao conselheiro deliberativo titular Antonio José Carvalho, de quem o amigo Medeiros é conselheiro suplente, a iniciativa de colocar a matéria em pauta nas reuniões mensais do Conselho Deliberativo - órgão máximo decisório - de nosso fundo de pensão. Segue, na íntegra, a petição perfeitamente exequível do nosso eterno diretor José Aristophanes Pereira:

Prezados Medeiros e Zanella(Fugindo ao tema da postagem)

Aproveitando a ampla publicidade dos seus respectivos blogs, que – como sabemos e comprovam as evidências – são acompanhados pelas ouvidorias do Banco do Brasil e da PREVI, dentre outros olheiros notáveis, venho fazer uma sugestão relacionada com a destinação de recursos da Carteira de Pecúlios(CAPEC) administrada pela PREVI, conforme justifico mais abaixo. Dessa forma, publicamente prestigiada por vocês, espero alcançar o ajuizamento daquelas importantes audiências, particularmente a PREVI. 
Faço, preliminarmente, algumas ressalvas:
1. Antes que desqualifiquem a minha sugestão(PROPOSTA), como estapafúrdia, lembro que, logo nos primeiros meses de sua administração, o entusiasmado Presidente Gueitiro Matsuo Genso, anunciou – acho que em Porto Alegre – o propósito de direcionar recursos da CAPEC, para usufruto, ainda em vida, por parte dos contratantes de seus respectivos pecúlios. A ideia, portanto, não pode ser chamada de estapafúrdia, haja vista os inquestionáveis atributos de competência e clarividência do bem intencionado presidente. Entretanto, como sabemos, não vingou, enterrada pelo “não pode” de regulamentos “imutáveis”.
2. Reconheço que minha PROPOSTA carrega o vício de ser em “causa própria”, vez que pretende beneficiar, apenas, um grupo de colegas, com “características singulares”, desqualificando a maior parte dos demais inscritos nos pecúlios da CAPEC. 
3. Essas “características singulares” não são, todavia, amorais, conquistadas ao arrepio das leis, ou em prejuízo de terceiros. São investimentos reais, sobejamente, acumulados; superações de tempos atuariais, tecnicamente estimados, e alcances excepcionais de longevidade, dentre outros merecimentos.
4. Por outro lado, a eventual aceitação e implantação da PROPOSTA pela PREVI, sinalizaria o começo de um período de bondades, nesses tempos em que a se anunciam auspiciosos superávits; e daria fim a um período de perdas e punições, como a extinção prematura do BET, a volta da contribuição mensal, o arrocho desarrumado da Margem Consignável, os rigores do ES congelado e anti-idosos, a rigorosa cobrança da Cesta Alimentação, sem esquecer a sequência de reajustamentos anuais, que não repõem a inflação real e solapam o poder de compra. Some-se a isso o +1% da CASSI e a crise econômica generalizada, sem precedentes, que contagiou pessoas e famílias. Deixo em separado o monstruoso desvio da Resolução 26, por ser matéria “sub judice”.
Então, vejamos a PROPOSTA:
1. Mediante solicitação do contratante de Pecúlio CAPEC, nas modalidades Morte(Executivo, Master, ou Senior) será liberado, em favor do próprio contratante, a título de adiantamento, o pagamento de até 25%(vinte e cinco por cento) do valor total do pecúlio contratado. 
2. Para fazer jus à liberação do adiantamento de que se trata, o postulante deverá ter alcançado idade igual, ou superior a 80(oitenta) anos e ser vinculado à CAPEC, em uma das modalidades acima mencionadas, ou equivalentes no passado, por período não inferior a 20(vinte) anos consecutivos.
3. Na ocorrência de morte do contratante e consequente pagamento do benefício do pecúlio, será abatida do valor a ser pago, a importância do adiantamento anteriormente concedido, em vida, ao contratante, com correção monetária igual à que tenha incidido sobre o valor total do pecúlio, pro rata.
4. O pagamento do saldo do pecúlio remanescente será feito, proporcionalmente, nos percentuais correspondentes aos beneficiários existentes, como nomeados pelo contratante do pecúlio.
RAZÕES:
Na forma do seu Regulamento, as RECEITAS da CAPEC, são decorrentes de: I - contribuições mensais dos participantes; II – recursos financeiros, bens patrimoniais e rendimentos por eles produzidos; III - doações, legados, auxílios, subvenções e outras rendas proporcionadas por quaisquer pessoas físicas ou jurídicas. Da importância total arrecadada a título de contribuição mensal, são apartados 10% (dez por cento) para constituição de Reserva para Cobertura de Oscilações (RCO) e 5% (cinco por cento) para cobrir as despesas administrativas da PREVI. Do lado das DESPESAS, além desses 15%, que não tenho como mensurar em valores absolutos, calculo que os pagamentos mensais, por mortes, invalidez e outros eventos, atinjam algo em torno de R$10 milhões, principalmente pela ocorrência, em média, de 80 óbitos segurados por mês. 
Como se vê, o Regime Financeiro de Repartição Simples, adotado pela PREVI/CAPEC não é folgado, MAS, COM BOA VONTADE, DÁ PARA BUSCAR, NAS FONTES DE CUSTEIO, OS RECURSOS NECESSÁRIOS PARA EVENTUAL COBERTURA DOS PAGAMENTOS DOS ADIANTAMENTOS, consoante estipulados na PROPOSTA. ADIANTAMENTO que NÃO É RESGATE, mas, sob alguma forma operacional, IMPORTÂNCIA QUE RETORNA. 
Além dessas razões contábeis-atuariais, pesam, a favor dos portadores de “características singulares” defensáveis qualificações, nem sempre matematicamente demonstráveis, como alinhavo a seguir:
• Considerando a idade acima de 80 anos(superior à expectativa de vida do brasileiro), identifico, pelos números da PREVI, um contingente total de, aproximadamente, 6150 colegas nessa faixa etária, potenciais postulantes do ADIANTAMENTO. Entretanto, na prática, esse contingente deve diminuir, significativamente, por razões e comportamentos diversos, tais como: não contratante do pecúlio, desinteresse, desinformação, receios, impossibilidades circunstanciais, etc. Assim, ouso estimar que cerca de 2800 poderiam solicitar um adiantamento médio de R$25.000,00, totalizando algo em torno de R$70 milhões, ao longo de um período indefinido de novos pleitos e liquidações. NÃO ME PARECE SER UM VALOR INSUPORTAVEL PARA A PREVI, TENDO EM CONTA OS BENEFÍCIOS INDIRETOS.
• Com efeito, esse adiantamento, se concedido, individualmente, significaria uma inestimável ajuda, não onerosa, para a imediata solução de muitos pequenos problemas presentes, por razões e origens diversas, na vida desses poucos milhares de habitantes do suave e inevitável Corredor da Morte. 
• Nessa faixa etária, acima dos 80 anos, o perfil do contratante do pecúlio – que não é concedido pela CAPEC acima de 56 anos de idade – é bastante distinto daquele do jovem contratante que, cautelosamente, queria proteger esposa, filhos e entes queridos, deixando-lhes um estratégico patrimônio, para minorar o eventual passamento prematuro. Hoje, octogenário, ele tem seu patrimônio resolvido, sem tanta obrigação quanto ao futuro, mas carente de valores e soluções presentes, não, necessariamente, com filhos que são pais de seus netos e, até, avós de seus bisnetos. 
• O dia-a-dia do octogenário, é uma escalada de assédios, restrições, preconceitos sociais, profissionais e domésticos, só não vivenciados, em maior ou menor gradação, por algum excepcional, inscrito no Guiness Book. Não existem oitentões “inteiros”! Até os mais saudáveis e bem aquinhoados – como eu – enfrentam tais obstáculos e angústias. Protegido por um bom plano de saúde, que paga uma medicina moderna e cara, sou um velho saudável, aos 86 anos, mas deficiente auditivo, com tremor senil, portador de um câncer de próstata, monitorado na evolução de um aneurisma de aorta, além de uma porção de pequenos incômodos e efeitos colaterais. Outros carregam decepções, incuráveis saudosismos, depressões e solidões. De que serve o conforto de um futuro pecúlio CAPEC post mortem, para proveito de alguns que ficarão alegres e agradecidos?!...
• Ademais, não nos julgamos beneficiário de benesses imerecidas e despropositadas, sem lastro contributivo. Eu e milhares de outros octogenários, contratantes do pecúlio CAPEC, pagamos, pelo regime da solidariedade, durante dezenas de anos, mensalidades, que na média poderiam significar uma reserva acumulada milionária, composta por juros remuneratórios capitalizados. 
Prezados blogueiros Medeiros e Zanella.
Animado pelas repercussões que seus blogs, certamente, ocasionarão nos ouvidos da PREVI, finalizo, sem mais acrescentar justificativas à minha PROPOSTA. Penso que seria uma oportuna e correta maneira de a PREVI oferecer um alívio não oneroso(fora do ES) aos seus mais idosos participantes, tão penalizados pelas restrições ultimamente criadas, e tolhidos, na busca de soluções alternativas externas. O título de uma atual novela da Globo – A Força do Querer – bem poderia mostrar à PREVI o caminho para as soluções inovadoras e mudanças de regulamentos. 
Cordial abraço a todos. Logo mais, impo$$ibilitado de comemorar a derrota de Le Pen, com um legítimo Bordeaux, tomo meu Cabernet Sauvignon, de Lagoa Grande, no Vale do São Francisco. 
Aristophanes Pereira.

EU, EM VEZ DO SUGESTIVO VINHO DO DIRETOR, DEGUSTO, COM MUITO PRAZER, ESTA DELÍCIA DO ATLÂNTICO BRASILEIRO. "BON APPÉTIT!"

11 comentários:

Blog do Ed disse...

Essa proposta resolve até o problema de pensionistas viúvas para sepultar ou cremar os maridos, tal é a situação de muitos aposentados, participantes da PREVI, cujas portas de empréstimos se lhes fecham inexorável e paulatinamente, qual a marcha do tétrico Cronos, nos matematicamente lúcidos tempos atuais de administração corporativa...
Edgardo Amorim Rego

JOSE ADMIR DE PAULA DE PAULA disse...

A proposta é ótima. Seria excelente se abrangesse a todas as faixas etárias. Em todo caso parabéns ao seu autor.

Um abraço.

The one disse...

Poder usar parte ou toda a CAPEC em vida condicionada a situações pré estabelecidas seria uma solução milagrosa para muitos aposentados que precisam de uma solução para equacionar suas pendências financeiras.Vamos aguardar q a Previ acolha a ideia.

Aristophanes disse...

Prezado Ari.
Agradeço a atenção e amplitude que você deu ao meu comentário, que nos objetivos serve a um grande número de colegas. Pelo que vejo, sua visão melhorou bastante, pra percorrer texto tão árido e extenso.
Ao colega - certamente mais jovem - José Admir,confesso que fui muito conservador, para bem realçar o "princípio da longevidade" que sustenta a proposta. Todavia, reconheço que um recuo para 70 anos seria de bom tamanho e demonstraria uma concessão mais abrangente e generosa. Com a palavra a Previ. Cordialmente, Aristophanes.

JOSE ADMIR DE PAULA DE PAULA disse...

Prof.Ari, permita-me:
Dr. Aristophanes, minhas desculpas por afirmar que vossa proposta seria excelente se abrangesse todas as faixas etárias. Insensatez de minha parte. Vou substituir, então, "todas as faixas etárias" por "a partir dos 60 anos de idade". Tinha esquecido que, a partir dos 50, muitos colegas bancários estão "voluntariamente" se aposentando.

Obrigado

Aristophanes disse...

Colegas.
Um esclarecimento. Lá no blog do Dr. Medeiros, um atencioso colega - Anônimo das 15:15 - considerou a proposta que fiz com ranço discriminatório. Não me parece, desde que se observe a progressão até o piso de idade(80, como sugeri, ou menor). TODOS, contratantes da CAPEC, poderão solicitar o benefício(não é doação, mas um adiantamento a ser devolvido), quando atingirem a idade piso de fruição.
Discriminação - isso sim - que não vi os mais jovens repudiarem, é poderem fazer um ES, com prazo de 120 meses, a custos menores, enquanto um idoso mais avançado só pode faze-lo com prazo máximo de 36 meses e altíssimo FQM! Onde está o princípio da solidariedade?! Cordialmente, Aristophanes.

Fotos disse...

A proposta é ótima , porém injusta por não contemplar outras faixas etárias. Acho que deveriam ser examinados critérios para outras faixas etárias. Eu por exemplo tenho 57 anos, contribuo para a CAPEC desde 1981, e atualmente encontro-me com Esquizofrenia, Hipertensão arterial, Problemas neurológicos com Glioses angeopáticas e sintomático (esquecimento) e aind apor cima tenho graves sintomas de coração.
Por esses motivos, acho que deveria entrar no critério dessa proposta do post acima.

Homero Dias.

Isaías Maia disse...

- Tá aderindo à Lei do T E M E R?
Receber na hora de morrer.

Blog do Ed disse...

Estimado colega Homero Dias
Você acha e todos nós achamos que você tem razão. Um abração do
Edgardo

Fotos disse...

Ao colega Blog do Ed

Obrigado pela gentileza em responder-me.

Homero Dias.-----------------------------------------

Lucia Fatima Lopes disse...

Ótima proposta! Muito bem elaborada pelo colega Aristophanes. Merece toda a atenção e seria melhor ainda se estendesse aos mais de 60. Fico na maior torcida para que aconteça.

Lúcia