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sexta-feira, 18 de agosto de 2017

OUVIDORIA RESOLVE?

    Faz pouco tempo foi implementada a Ouvidoria em nosso fundo de pensão. Tentei dela utilizar-me para acabar com uma prática sistemática em nosso fundo, a tal das respostas prontas com modelo padrão. Perguntei no 'Fale Conosco' em que mês do ano em curso seria implantado o novo limite do ES (havia 5 alternativas possíveis para a resposta: a) setembro b)outubro  c)novembro  d) dezembro e) ainda não definido
Pasmem para a resposta dada:


Nº de Atendimento: 77054394
e-mail: azarizanella@gmail.com


Senhor Ari,

Em atenção à sua solicitação, informamos que a PREVI realiza revisões permanentes nos parâmetros do Empréstimo Simples, visando a atender os interesses do conjunto dos participantes e mantê-lo como produto mais barato do mercado.

Para alongar prazos ou aumentar o valor dos empréstimos, é comum no mercado a prática da compensação do custo ou do risco, por meio da elevação de tarifas, da taxa de juros e de descontos sobre o valor do crédito. Para não onerar os seus participantes, a PREVI não segue tais práticas.

No Empréstimo Simples, são aplicadas as menores taxas permitidas aos fundos de pensão, conforme a legislação vigente, que é a Taxa Mínima Atuarial atualmente, o INPC mais juro atuarial de 5% a.a.

Para manter essa vantagem para os participantes, constantemente são monitoradas as variáveis que compõem o Empréstimo Simples de modo que assim que algum fator propiciar o redimensionamento das condições do empréstimo, a PREVI envidará esforços para a implementação da melhoria.

Esclarecemos ainda que a margem estabelece a capacidade de pagamento do participante, expressa pelo valor máximo da prestação do Empréstimo Simples que o mutuário pode comprometer.

A margem tem o valor equivalente a 30% da remuneração disponível, que corresponde à diferença entre a renda bruta e as consignações obrigatórias. Algumas das consignações obrigatórias são: contribuição da PREVI, verbas de Imposto de Renda, e verba de Pensão Alimentícia.

Uma vez encontrada a margem, dela serão debitados os valores das prestações do Empréstimo Simples e Financiamento Imobiliário vigentes para encontrar o valor da prestação máxima disponível para a contratação do Empréstimo Simples.

Atenciosamente.

Gerência de Atendimento
PREVI

O retorno desta mensagem não é monitorado. Caso necessite respondê-la, encaminhe sua mensagem por meio da seção Fale Conosco, opção Participante.

      Notem que aquilo que perguntei não foi respondido. Então liguei para a Ouvidoria para reclamar da resposta. E o que eles me disseram? Que eu tinha feito uma solicitação e que deveria fazer agora uma reclamação de que a resposta não me satisfez. Se a PREVI não me atendesse nessa reclamação, então sim, poderia recorrer à segunda instância, isto é, à Ouvidoria.
Daí então eu fiz a reclamação cuja resposta está abaixo:

Obrigado por entrar em contato com a PREVI.
Sua solicitação encontra-se em análise e o prazo para atendimento é de até 17 dia(s) úteis.

Gerência de Atendimento
PREVI

     A pergunta que não quer calar é: Será que haveria mesmo necessidade dessa demora na resposta de ATÉ 17 dias úteis? Fico imaginando o trâmite da pergunta dentro da sede. Primeiro é redirecionado para a mesa do computador de fulano; daí segue para beltrano, para finalmente chegar a sicrano (somente aí já se passaram 3 dias úteis. Sicrano analisa a reclamação e fica matutando porque não foi aceita a resposta padrão. Finalmente descobre que a dita cuja não continha o mês da implantação, conforme solicitado. Até chegarmos neste ponto mais alguns preciosos dias úteis se foram. Quanto mais tardar a resposta, melhor. Talvez já esteja até no site. Então a resposta poderia vir noutros termos: "Sr. Ari, caso você não fosse tão apressado poderia verificar que a resposta à sua indagação (mera curiosidade) já está estampada em nosso site na coluna "Notícias". Permanecemos à disposição."
     É claro que tudo isso é devaneio de uma cabeça doentia (deste que escreve). Nosso fundo tem muita transparência na relação com o associado. Possíveis falhas estão do lado de cá, dos blogueiros mal-falantes que nada entendem do que seja uma governança corporativa de excelência. Para desdizer esse blogueiro inútil, está estampado no site da PREVI o reconhecimento do Banco Central do Brasil:


Notícias

15/08/2017

PREVI está entre as instituições que mais acertam projeções no Bacen

Entidade alcançou a 6ª posição do ranking de inflação do Banco Central

No dia 9/8, o Banco Central divulgou o ranking das instituições que mais acertam suas previsões sobre o comportamento das principais variáveis macroeconômicas. Entre as entidades participantes da pesquisa de expectativas de mercado do Banco Central, a PREVI foi referência na projeção do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de médio prazo, figurando na 6ª colocação do ranking.
A PREVI começou a divulgar suas projeções no Sistema de Expectativas do Banco Central a partir de março de 2016. E já havia alcançado as primeiras colocações do ranking em projeções da Taxa Selic e do IGP (Índice Geral de Preços).
O Sistema de Expectativas do Banco Central
O Sistema de Expectativas do Bacen é uma ferramenta que disponibiliza projeções de variáveis econômicas de mais de 130 instituições financeiras, bancos de investimentos e empresas de consultoria financeira.
As expectativas de mercado são subsídio importante para decisões de política econômica. A disponibilização desses dados ao público possibilita que os agentes econômicos tenham conhecimento sobre o que as instituições de mercado estão projetando, o que os torna ferramenta importante para o planejamento de ações de curto, médio e longo prazos.
     Ora, se o fundo sabe muito bem fazer previsões, claro está que saberá do mesmo modo, fazer o anúncio de seu melhor produto de mercado, com espessas vantagens ao associado, no momento certo. Por que a pressa? Cada blogueiro chato!
        O consolo é que minha crítica não é sobre pessoas que compõem o quadro da instituição. Minha crítica é contra o sistema operacional que trava, embrutece, e não transparece.
NOVO ACORDO DE ACIONISTAS DA VALE AVANÇA. BOAS NOTÍCIAS NO SITE DA PREVI. http://www.previ.com.br/home.htm

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

FUNDAÇÃO IBM EM INTROMISSÃO GRATUITA

    A Ação Civil Pública sentenciada em Primeira Instância de forma insofismável contra a PREVIC e contra a reversão de valores ao patrocinador Banco do Brasil, por extensão a todos os patrocinadores dos planos BD (Benefícios Definidos) que tiveram a ilegal reversão de valores na distribuição de superávits, teve a Fundação Previdenciária IBM, da gigante americana IBM, pleiteando se atravessar em nosso caminho via inclusão como interessada, causando o maior rebuliço.
     A meu pedido, o advogado da ANAPLAB, Dr. Thiago Ramos Kuster, fez uma incursão pelos caminhos tomados pela ACP cujo relato reproduzo a seguir. Tenho três anexos em PDF enviado pelo Dr. Thiago que foram tirados do processo em curso. Se houver interesse em ler estes anexos (acho desnecessário pois o relato do causídico é bem explicativo) peça-me pelo email azarizanella@gmail.com

Oi Ari,

Peço desculpas pela demora em responder. No entanto, consultei a Ação Civil Pública de nº 0114138-20.2014.4.02.5101 e vi que, embora tenha sido proferida a sentença de procedência em 1ª instância, há recurso das partes para o Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Portanto, a sentença, ainda, está pendente de análise em 2ª instância e pode ser mantida ou modificada.

Vi que a Fundação IBM quer intervir no processo como terceira interessada e está causando um verdadeiro tumulto processual. O Juiz de 1ª instância, não aceitou a intervenção deles no processo, mas a 7ª Turma do TRF 2ª Região, determinou que o Juiz de 1ª instância aceite eles como terceiros prejudicados e profira nova decisão em relação ao embargos de declaração opostos por eles.

Assim, acredito que o Juiz analise novamente as alegações da Fundação IBM e negue provimento aos embargos de declaração opostos. A partir daí, o processo irá prosseguir, normalmente, com o recebimento das apelações manejadas e intimação das partes para apresentarem as respectivas contrarrazões. 

Desta forma, embora a sentença proferida pelo MMº Juiz de 1ª instância tenha sido favorável os participantes e assistidos da PREVI, determinando a reversão de valores auferidos pelo BB, de maneira ilegal, o processo está sujeito ao duplo grau de jurisdição, de modo que o efeito suspensivo a ser concedido nas apelações interpostas, não permitirá a execução provisória da sentença, sendo necessário aguardar o julgamento pelo E. TRF 2ª Região, para que se adote providências.

Seguem em anexo, algumas peças retiradas do processo.

Bom, espero ter esclarecido um pouco sobre o andamento do processo, no entanto, caso reste qualquer dúvida, fico à disposição.

Att.

THIAGO RAMOS KÜSTER
OAB/PR - 42.337
OAB/RJ – 208.227
OAB/SC – 47.214-A


TROMBA DE ELEFANTE SE ATRAVESSANDO EM NOSSO CAMINHO. DELENDA CARTHAGO!!!!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

NÃO DÁ PARA SER FELIZ

   Nós, aposentados, temos que lutar contra tudo e contra todos. Tudo está configurado para nos prejudicar. Parece que sempre somos os culpados das chagas que recaem sobre nós. E o pior de tudo é ver que parece estarmos lutando contra principados e potestades, no dizer do apóstolo Paulo em Efésios 6:12.
      A justiça comum é um "espinho na carne" dos aposentados. Estou deveras desapontado, desanimado, com as decisões tomadas em nosso desfavor; e mesmo nas ações que já ganhamos "de lavada" na primeira instância, nos impõem um terrível trâmite (tartaruga) para as demais instâncias (superiores). Há centenas de recursos interpostos pelos perdedores que protelam a decisão final "ad eternum". 
    Na justiça comum a coisa é ainda pior. Juízes despreparados para julgar o mérito (houve caso em que numa ação 30% Consignado um juiz aplicou a sentença de uma ação IR 1/3 PREVI. O amigo Gilvan se descabela com tais absurdos. E as custas são cobradas regiamente...
    Outros descabimentos em voga estão aí para provar nossas assertivas. Um deles é o teto salarial no qual reza ninguém pode ganhar mais que um ministro do STF: Pouco mais de 33 mil reais. No entanto, é useiro e vezeiro salários atingirem,  no serviço público, 50, 60, 70 mil reais. E fica por isso mesmo.
     Meus amigos, o tempo do fim está próximo. Somente a vinda gloriosa de Cristo pode dar um basta nesse sistema poluído, corrupto, viciado. Os lázaros de hoje são os aposentados e o rico é toda essa maioria de mandantes que nos oferecem apenas as migalhas.


sábado, 12 de agosto de 2017

HOMENAGENS AOS PAIS, MORMENTE OS QUE VIVERAM O TEXTO DO RAIMUNDO

Para Turma das Antigas do BB.
😀😀😀
BB - BONS TEMPOS!!!!!!

Você é do tempo da Revista do Desed? Fez a prova de datilografia para entrar no Banco? Ouviu a mãe dizer: “Meu filho, pense no seu futuro, faça o curso de datilografia”? No concurso, a folha de resposta era de perfurar? Leu as histórias não-escritas no BIP? Eram ótimas, não eram? O quê?! Você não sabe o que foi o BIP? Foi o Boletim de Informação ao Pessoal. Ou será que você é do tempo do Bipel e do BB Net? Você ouviu ou falou em terminal burro?Enviou ordem de pagamento via telefone com aqueles codificadores: A de Aracaju, B de Bahia, C de cachorro...? Pensou que estava vendo assombração quando as teclas do telex se mexiam sozinhas? Dizem que um vigilante, ao ver pela primeira vez aquele batimento de teclas, ficou assustado, sacou o revólver e abriu fogo contra o aparelho de telex. Leu mensagens que começavam com Reseu? Na linguagem telegráfica, significava “em resposta ao seu (telegrama)”.Lembra daquele aparelho telefônico de discagem circular? Por causa dele surgiram o verbo “discar”, o substantivo “discagem” e as siglas DDD e DDI. Você alguma vez disse "o depósito caiu na vala”? Lembra do papagaio? Ele não dava o pé, mas, às vezes, dava muita dor de cabeça. Lembra do DEB744 na área dos caixas? Era nele que ficava o saldo de todos os clientes. E nele eram registrados débitos e créditos: para os depósitos, caneta azul; para os cheques, caneta vermelha. Lembra das máquinas autenticadoras? E das maquininhas calculadoras? Elas tinham um singelo apelido: Sharpinha. E a máquina de escrever, hein! A Olivetti elétrica era o máximo, uma maravilha tecnológica. Por acaso, você conheceu a guilhotina? Ah, vai dizer que não usou o mimeógrafo! Lembra do claviculário? Quando ouviu essa palavra pela primeira vez pensou que era algo relacionado a clavícula?

Mala velha cheia

Você confeccionou talão de cheque para clientes? Lembra do jerimum? E do slip? E o goiabão? Pediram pra você pegar o alicate de puxar saldo? Lembra da igrejinha? Tomou posse fazendo juramento à CIC Funci? Não sabe o que foi a CIC? É o LIC de hoje – a mudança ocorreu entre 1996 e 1998, mas tem-se a impressão de que foi há muito tempo. Você sabe o que é espelho? Sabe o que significava precário? Conheceu algum ex-menor que ficou congelado? Viu um tal Novo Rosto? Lembra de siglas como Cesec, Retag, Plata, Cefor, Setin, Creai , Setex e Setop? O oitavado, lembra? E a burrinha? Você concorreu pela mula-mecânica? Lembra do macho-e-fêmea? Foi chamado de marajá? Quando tomou posse, caiu em trote? Procurou a máquina de achar diferença? Lavou papel-carbono? Fez assinatura do BIP? Mandaram você procurar um tal “envelope redondo para colocar uma circular”? Procurou a manivela da xérox? E a máquina de escrever em inglês? E a régua de calcular juros? Assinou um papel em branco que virou saque e serviu para pagar as despesas da festa de chegada? Foi escalado para “levar o lucro para Brasília”? O novato era convencido a viajar de ônibus para Brasília, com uma mala velha cheia de papel – e teve gente que viajou... Na qualificação para a posse você fez exame de fezes? Sim, ele era um dos exames médicos exigidos – estava lá na CIC Funci 2.2.2.”c”. Para encerrar, uma última perguntinha: você fez ou ouviu algum alívio na agência? Calma,calma,não se assuste! Foi só uma viagem ao túnel do tempo. Afinal, recordar é viver – ou morrer de rir.

RAIMUNDO PESSOA NETO
Aposentado BB

(MENSAGEM RECEBIDA PELO WHATSAPP)

    FELIZ DIA DOS PAIS AOS AMIGOS LEITORES!

MINHAS HOMENAGENS AO MESTRE (GRANDE PAI) DR. MEDEIROS QUE SE ENCONTRA EM TERRAS PORTUGUESAS. NA FOTO, O NOBRE MEDEIROS ESTÁ NA ÁGUA, OLHANDO UMA ONDA FORMADA A QUAL PRETENDE ATRAVESSAR DE CABEÇA. (QUASE NO MEIO DA FOTO, AO FUNDO)

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

O NÓ GÓRDIO DO ES

    Anunciaram hoje em Balneário Camboriú, no valioso litoral catarinense, que a PREVI sepultou a ideia em definitivo de aumento no prazo para 180 meses. Chegaram a alegar que seria inimaginável um mutuário de 80/90 anos  terem um prazo destes!
    É claro que haveria o efeito redutor pela idade, exatamente como há hoje, mas preferem desdenhar das nossas pretensões para que prevaleçam as suas. Deixa pra lá, mentes bitoladas não se mudam por nada.
      Obviamente teremos aumento de limite de acordo com a inflação oficial. Portanto, aqueles que tiverem margem poderão contrair. E não são muitos.
Desde 2012 o ES está sendo pilotado pela mesma ideia fixa, inflexível, inacessível a mudanças benéficas aos beneficiários. Sequer a possibilidade de admitir a modalidade prefixada, que poderia ser opcional, logrou êxito. O lema do patrocinador já foi "Tradição que se moderniza" que, acredita-se, jamais seria empregado  em nosso setor de Seguridade.
     Forte abraço a todos e a todas e um excelente final de semana!
         NESSA CARTEIRA NÃO EXISTE GÓRDIO...

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

ENCONTROS RECREATIVOS

    Amanhã acontece mais uma edição idealizada pelas AFABBs do sul do Brasil, na sede da AABB, no pitoresco Balneário Camboriú-SC.
       Desta vez estarei ausente. Não estou animado para ouvir o mesmo blá-blá-blá de sempre. As mesmas figurinhas carimbadas, os mesmos discursos surrados, a mesma lenga-lenga de que os déficits são conjunturais - jamais estruturais. O pior de tudo é ouvir um certo diretor, eleito pelo PREVI Futuro, se achando a última bolacha do pacote. Não, meus amigos, mereço uma sexta-feira mais amena.
      Quem quiser ouvir mais historinhas esteja à vontade e sinta-se convidado a participar do 9º Encontro das Afas do sul do Brasil. Bom encontro a todos.
INTERIOR DA AABB BALNEÁRIO CAMBORIÚ(SC) NUM DOS ENCONTROS ANTERIORES. (Foto: Medeiros)

domingo, 6 de agosto de 2017

RESTOU PROVADA A RELAÇÃO AMIGÁVEL ENTRE PREVI X PREVIC

    Meu grande e estimado amigo João Rossi Neto dedicou vários dias de árduo estudo para compor uma centena de argumentos convincentes sobre a não necessidade do corte abrupto do pagamento do BET quando faltavam apenas doze parcelas para sua conclusão.
Rossi obteve a resposta da PREVIC nesta semana com o seguinte modus operandi: A PREVIC solicitou à PREVI as respostas para os questionamentos abaixo, recebeu-as de volta, colocou sobre as ponderações dadas pela PREVI uma bela capa da PREVIC enviando-a ao Rossi como"resposta" da PREVIC. Rossi me disse em outro email:
"Amigo Ari,
Para seu conhecimento, envio-lhe resposta da denúncia que formulei à PREVIC, contra a decisão da PREVI de suspender o pagamento do BET e voltar a cobrança das contribuições,  a partir de janeiro/2014, cujo retorno ocorreu via do Ofício nº 1740/2017/PREVIC, de 19/07/17, após a PREVIC ouvir a PREVI que se manifestou pelo expediente PRESI/GABIN-2017/0236, de 08/05/17.
Informo-lhe que a minha denúncia foi longa e pormenorizada, onde relatei a atitude equivocada da PREVI na tomada dessa providência extrema que nos causou enorme prejuízo financeiro, lesando-nos deliberadamente por pura falta de interesse da Diretoria Executiva de procurar outros caminhos possíveis nas brechas da Resolução 26/2008 para evitar a tragédia que nos impingiu. O conteúdo dos meus argumentos para reaver o BET espoliado ocupou nada menos que dez laudas, contudo resultaram infrutíferas as minhas gestões junto ao órgão fiscalizador (PREVIC), consoante se depreende da carta-resposta.
Inobstante, o trabalho foi feito e a nossa indignação ficou registrada. Conforme poderá notar, as duas entidades se uniram para defender os seus pontos de vista  que serviram de base para a execução do maldito corte do BET e esvaziar os motivos alegados por mim, como era de se esperar."

   Eis a carta enviada pelo Rossi, com 10 laudas, reproduzidas em fonte "pequena" por questões de espaço. Quem preferir pode recortá-la e colá-la no Word aumentando o tamanho da fonte a fim de melhor visualizá-la.

Jovem Ari,

Essa foi a correspondência enviada à PREVIC.




Goiânia (GO), 29 de março de 2017.

À
Superintendência Nacional de Previdência Complementar-PREVIC
Exmo. Sr. José Roberto Ferreira
DD. Diretor-Superintendente
Brasília-DF.
Senhor Diretor,

Referindo-me ao seu Ofício/096/2014/CGCP/DIFIS/PREVIC, de 17 de março de 2014, volto ao assunto para solicitar reconsideração do despacho denegatório, tendo presente que emergiram fatos novos, recebidos recentemente, que apontaremos mais a frente para robustecer os nossos argumentos e provar o equívoco da Diretoria Executiva da PREVI na insensata decisão de interromper o pagamento do Benefício Especial Temporário-BET e de retornar a cobrança da contribuição para o fundo, a partir de janeiro/2014, calcada em demonstrações contábeis ditas preliminares, cuja definição seria mais adequada se fosse “provisórias”.
O corte do BET não passava de boatos durante o 2º sem/13, mas quando a Diretoria publicou a sua carta (vide cópia anexa) no site, datada de 03/01/2014, comunicando aos associados que a partir de janeiro ao ano em curso, não pagaria mais o BET e, no mesmo passo, retornou a cobrança da contribuição de 4,8% que estava suspensa, a tragédia anunciada se efetivou.
Os ativos da PREVI – ações e imóveis –, para efeito de balanço, são precificados e reavaliados no penúltimo dia do encerramento do exercício, de sorte que a Diretoria Executiva só teve visão global e segura dos resultados fechados em 2013, no dia 21/02/14, data em que o Conselho Fiscal e os Auditores Independentes (Deloitte Touche Tohmatsu), emitiram os seus relatórios e o Conselho Deliberativo, com base nesses pareceres técnicos favoráveis, aprovou as Demonstrações Contábeis e o Balanço Patrimonial do exercício de 2013.
A rigor, se fosse observar a letra fria das normas emanadas do CNPC, demonstrações preliminares, como o próprio nome explica por si só, inconclusivas, sem credibilidade, passíveis de conter inconsistências expressivas por erros ou fraudes, sujeitas a suspeições por vício de origem, não revestidas das formalidades obrigatórias previstas na legislação específica que disciplina a previdência complementar, em especial as contidas na Resolução CGPC-28/2009, não poderiam, em hipótese alguma, servir para antecipar decisões que não careciam de urgência, porque não se tratava de sangria desatada.
Inobstante, meteu os pés pelas mãos e na base do “achismo” e em “conjecturas mirabolantes”, o imaginário valor do superávit de 2013, aquela altura, antes de 31/12/13, brotou da bola de cristal da Diretoria e foi julgado insuficiente para cobrir os 25% da Reserva de Contingência. Foi esse parâmetro duvidoso e inconsistente que serviu de pilar para apoiar a suspensão do pagamento do BET, aliado as demonstrações preliminares, ambos em fase embrionária de consolidação.
É um despautério considerar o efeito do imponderável dessa visão de futuro para respaldar uma decisão aguda que mexeu no bolso dos aposentados e lhes acarretou prejuízos que solaparam os seus parcos rendimentos.
Temos ciência de que mesmo as Demonstrações Contábeis já fechadas, confeccionadas de acordo com as instruções da Res. 28/2009, enquanto não forem autenticadas pelo Conselho Fiscal, Auditores Independentes e Conselho Deliberativo, são documentos contábeis nulos ou anuláveis em qualquer disputa judicial que colocasse em xeque a sua validade formal.
O que pensar então de dados contábeis preliminares, que não passam de previsões a confirmar. O relatório emitido por Auditores Independentes, após análise acurada dos números dos balanços existe, exatamente para garantir e aumentar o grau de confiabilidade dos seus usuários. Agora, nunca eles vão se debruçar sobre demonstrações preliminares para fazer juízo justo de valor, por pura perda de tempo, motivo pelo qual não se deve levar em consideração demonstrações contábeis provisórias.
Sem as chancelas desses órgãos mencionados, tais documentos contábeis não terão eficácia legal e jurídica junto a terceiros. Assim sendo, as medidas drásticas que suprimiram direitos adquiridos (suspensão do BET e retorno das contribuições), com arrimo em demonstrações preliminares e provisórias que não têm base de sustentação factível e confiável, nunca deveriam ser empregadas para formar convicção em decisão dessa magnitude. Neste ato administrativo e financeiro injusto, a Diretoria Executiva brincou de administrar e chegou ao limite da irresponsabilidade.
O corte do BET, comunicado em 03/01/14, merece ser revisto e anulado, porque embasado nessas supostas demonstrações preliminares existentes antes de 31/12/13, sem comprovação, e que não espelhavam posição consolidada.
A precaução e a prudência aconselham que uma medida drástica dessa envergadura (corte do BET) que afeta a vida financeira do Corpo Social precisa ser efetivada com absoluta segurança e sequer cogitar dados contábeis frágeis e passíveis de sofrer alterações profundas no fechamento final das autênticas e definitivas Demonstrações Contábeis de Resultados.
As negociações para destinação da reserva especial de 2009 e revisão do PB-1 foram submetidas à apreciação Corpo Social, através de consulta e aprovadas pela PREVI (Diretoria Executiva e CD), BB, entidades representativas dos funcionários (FAABB, CUT/Contraf), DEST-Ministério do Planejamento, Ministério da Fazenda, MPS e PREVIC.
De modo que não poderia ser rompido por decisão unilateral da Diretoria Executiva, em circunstâncias que afrontaram o princípio do pacta sunt servanda e pela adoção das demonstrações preliminares, desrespeitou as normas contábeis do CNPC e PREVIC (Res. 28/2009 e Res. 34/2009).
Causa estranheza é que a Diretoria Executiva não tinha certeza da decisão que iria tomar e mesmo assim a autorizou, tanto que, em 03/01/14, publicou Nota e comunicou a interrupção do pagamento do BET e volta das contribuições.
Para se proteger contra eventuais efeitos colaterais supervenientes da sua decisão esdrúxula, dez dias depois, via do expediente PRESI/GABIN-2014/0041, de 13/01/14, fez a consulta abaixo, na qual omitiu que a decisão já estava sacramentada:
a) “Está correto o entendimento da PREVI quanto a proceder, com base nas demonstrações preliminares existentes, a reversão dos valores existentes nos Fundos Previdenciais para a recomposição da Reserva de Contingência e a consequente interrupção da utilização da Reserva Especial relativa ao Plano de Benefícios nº 1”?
Com efeito, a consulta teve o nítido objetivo de buscar conforto no aval dessa PREVIC para o seu ato. Só que a Diretoria Executiva não falou a verdade, pois a decisão de cortar o BET e de voltar às contribuições estava consumada, em 03/01/14, nos termos da Nota publicada no site para conhecimento dos associados.
A redação capciosa do questionamento feito leva a interpretação falsa de que o corte estava em estudo, visto que o tempo do verbo foi empregado no futuro: “quanto a proceder”... Só que não ia proceder nada, na realidade, ela já havia “procedido”! Ao que tudo indica, a PREVI tentou induzir essa PREVIC ao erro para obter a coparceria na decisão que ela autorizou sozinha e logrou êxito no seu propósito, pois de fato essa PREVIC anuiu ao que foi decidido com concordância expendida.
É verdade que esse órgão fiscalizador concordou com o procedimento adotado pela PREVI na interrupção do uso da Reserva Especial, contudo, com um feeling excepcional, na resposta através do Ofício nº 479/2014/CGPC/DIACE/PREVIC, de 05/02/14, como que desconfiando que estivesse sendo ludibriado, em relação às informações prestadas pela EFPC, deixou estipulado, no parágrafo 3, do citado ofício, que a veracidade das informações prestadas a PREVIC era de responsabilidade da PREVI.
Nas diversas oportunidades que os associados questionavam o uso leviano de dados contábeis incompletos (demonstrações preliminares) para interromper o pagamento do BET, a Diretoria Executiva da PREVI respondia que o procedimento fora autorizado pela PREVIC e transferia a responsabilidade pelo malfeito. 
O motivo alegado para suspender a utilização da Reserva Especial não poderia ser pela falta de dinheiro, uma vez que, em 31/12/13, o saldo do Fundo de Destinação da Reserva Especial dos Participantes, conforme exarado na Nota Explicativa 2-6-4, das Demonstrações Contábeis, era de R$ 1.064.534.440.
Então, sobrou, como pretexto para o corte do BET, aprovado antes de 31/12/13, e a vigorar partir de janeiro/14, que o valor do superávit técnico estimado para 2013, que seria apurado uns sessenta dias depois, não seria suficiente para cobrir a Reserva de Contingência de 25% sobre as Provisões Matemáticas.
Vejamos o que disse a Diretoria Executiva no parágrafo 6º da sua carta, abaixo reproduzido:
(...) “O Plano 1 permanece superavitário e sem riscos para o seu equilíbrio e solidez, proporcionando tranquilidade a seus participantes. Contudo, o excedente contabilizado em Reserva de Contingência no final de 2013 ficará inferior a 25% das Reservas Matemáticas, exigindo a sua recomposição. Com isso, será necessário utilizar a totalidade dos recursos, hoje contabilizados nos Fundos de Destinação e de Contribuições dos Participantes e do Patrocinador, para cumprir a regulamentação, não sendo mais possível continuar com o pagamento do BET e com a suspensão das contribuições”.
Após a aprovação das Demonstrações Contábeis e do Balanço Patrimonial, em 21/02/14, pelo Conselho Deliberativo é que foi possível verificar, com exatidão, que o superávit técnico real de 2013 foi de R$ 24.7 bilhões e a Reserva de Contingência no valor de R$ 28.56 bilhões e faltaram R$ 3.8 bilhões para a constituição plena deste colchão de liquidez, isto é, da RC.
Pelo que infere do parágrafo 6º da carta, referendado acima, a Diretoria Executiva foi muito sagaz e perspicaz, passando ao longe da declinação de valores do exercício, para não cometer erros cavalares, limitando-se a informar que ao final de 2013, a Reserva de Contingência ficaria inferior a 25% das Reservas Matemáticas e por isso não continuaria com o pagamento do BET. Abaixo dos 25% da RM em quanto? O superávit técnico de 2013 fecharia em quanto?
O fato é a Diretoria deu salto interpretativo no escuro e saiu atirando para todos os lados para não pagar o BET. Esse tripé maquiavélico: Previsões, Adivinhações e Charlatanices, sob-hipótese nenhuma, pode servir de arranjo técnico artificial para cortar nossos benefícios contratados (vide Termo de Compromisso de 24/11/10). Efetivamente, uma Diretoria séria e proba não pode decidir em função de perspectivas ou miragens subjetivas que em noventa e nove por cento das vezes viram fumaça.
Ficou mais claro que a luz solar, que o BET foi interrompido pela intuição e pelo sexto sentido que a Diretoria tem de antever o que vai acontecer no futuro, pois antes de 31/12/13, já sabia do resultado do balanço que seria fechado de 30 a 60 dias.
Isso é algo insólito e até ser ponto perigoso. Vai que estes Diretores, dotados desses poderes sobrenaturais, resolvam ganhar os prêmios da Mega Sena que se acumular, a população vai ficar em polvorosa, com justa razão, e até duvidar da lisura nos jogos da CEF.   
A essa altura, no entanto, nas folhas de pagamento de janeiro e fevereiro/14, o BET tinha ido para o espaço e os associados amargaram brutal redução nos valores dos seus benefícios, de forma inesperada, porquanto existia mais de R$ 1 bilhão no fundo de destinação para ser utilizada.
 Impende destacar que foi por muito pouco que a Reserva de Contingência não foi preenchida in totum e a Diretoria Executiva, no seu exercício de futurologia, passou perto de errar o seu chutômetro no valor do superávit de 2013 (R$ 24.7 bilhões), dado que este ficou muito próximo da RC, uma vez que a diferença a menor de R$ 3.8 bilhões, em termos de grandeza é pequena quando se analisa valores bilionários com esse gigantismo. Demais disso, as Reservas Especiais de 2010 a 2012 eliminariam com folga essa falta, se fossem computadas ou pelo menos compensadas neste encontro de contas.
Mesmo que não existissem essas Reservas Especiais para respaldar os R$ 3.8 bilhões que faltaram na RC, a Diretoria Executiva não precisaria partir para o vale tudo e querer ser mais real do que o rei. Em vez de aplicar esse rigor excessivo, como fez, poderia propor a essa PREVIC outra saída tecnicamente viável, qual seja, a flexibilização do percentual de 25% para 21,5%, pelo prazo de um ano.
Logicamente que a efetivação da medida iria depender da autorização dessa PREVIC, que acredito não se furtaria em aquiescer por se tratar de caso justificado de exceção para solucionar dificuldades de natureza conjuntural.
Foi justamente para momentos pontuais de crises econômicas mundiais (resquícios da crise de 2008 até hoje não debelada totalmente) com as quais ainda nos deparamos, que o legislador deixou espaço móvel no percentual da RC, que vai até o limite de...25% do valor das reservas matemáticas, conforme preconizado no caput do artigo 20 da LC 109/2001 e ajustado para apagar incêndios de eventos e circunstâncias adversas, episódicas e fortuitas.
Pode se contar nos dedos das mãos, empresas no nosso país, que conseguem um superávit da ordem de R$ 24.7 bilhões em um único exercício. Resultado tão expressivo como este deveria ser festejado e não servir de mote para cortar benefícios.
Neste caso, existem variáveis a serem ponderadas, como a utilização indevida das “demonstrações contábeis preliminares” e a não inclusão das Reservas Especiais de 2010, 2011 e 2012, contabilizadas por três exercícios consecutivos e que não foram utilizadas em destinações para revisão do plano 1, totalizando R$ 5.55 bilhões, saldo este que sem prejuízo algum poderia ser canalizado para zerar os R$ 3.8 bilhões que faltaram para complementar os 25% da Reserva de Contingência.
Registre-se, a propósito, que a Diretoria Executiva seria forçada a fazer a destinação das Reservas Especiais acumuladas em três exercícios consecutivos, por ser obrigatória, em obediência do dispositivo contido no artigo 20 da LC 109/2001, mas não o fez e violou o artigo da lei e os associados foram lesados. Resultados financeiros superavitários, mas insuficientes, de balanços subsequentes a 2012 fizeram as referidas reservas especiais virar pó e os aposentados, ficaram a ver navios.
Como agravante da falha cometida pela Diretoria, no caso da não destinação das reservas acumuladas nos três exercícios consecutivos, que ficou impune, os dirigentes investem sobre os associados com a interrupção imperial do pagamento do BET.
Voltaram a ignorar e a desconsiderar, pela segunda vez, as mesmas Reservas Especiais de 2010 a 2012 (R$ 5.55 bilhões) para fazer face aos R$ 3.8 bilhões que faltaram para suprir a Reserva de Contingência, em 2013, cuja negligência, desta feita, acarretou prejuízos dobrados para os inocentes aposentados (corte do BET e não destinação da reserva especial), os quais não têm ingerência alguma na administração dos seus recursos pela PREVI e ainda pagam a conta pelos desatinos notórios em concentrações de dinheiro, de elevado risco, em Rendas Variáveis, nas mãos de uma única empresa, que é o caso da Vale S.A, na qual injetou a bagatela de quase R$ 30 bilhões.
O pior de tudo é que o mercado dessa empresa é limitadíssimo, tendo, basicamente, a China como único comprador. Em consequência desse monopólio, os chineses fazem os preços que lhes convém no minério de ferro, principal commoditie da Vale. Qualquer medida restritiva nas importações dos chineses, o faturamento da Vale despenca drasticamente e a capacidade de gerar receitas declina verticalmente. É nessa gangorra que ligaram o destino de aposentados.
É inconteste que houve negligência e imprudência em relação à falta de pluralidade de tomadores no repasse da poupança da PREVI, para pulverizar os riscos. Não se pode colocar a maior parte do capital em uma só cesta de moedas, máxima que povoa a cabeça de qualquer leigo no mercado financeiro, mas na gestão da PREVI, há dezenas de anos esse erro persiste e somente nos últimos dois ou três exercícios passados, começaram os desinvestimentos para mitigar a exposição em Rendas Variáveis e a bomba Vale é prioridade que precisa ser desarmada, mediante venda estratégica de parte das suas ações, para não efetivar perda.  
Aí quando aparecem os déficits e o fundo de pensão desce a ribanceira, os pobres associados são acionados para equacionar os rombos e lhes tomam até benefícios que estavam formalmente pactuados (vide Termo de Compromisso de 24/11/2010, anexo por cópia), como ocorreu literalmente no episódio do BET.
 A Diretoria Executiva descumpriu abruptamente o Termo de Compromisso como se ele fosse um jornal velho de embrulhar peixe na feira. Este documento jurídico consubstanciou um processo de negociação difícil e demorado para destinação da Reserva Especial de 2009, onde ficaram empenhadas as palavras do BB, PREVI, entidades de classe dos trabalhadores e diversos órgãos governamentais e, sobretudo, a dessa PREVIC.
Este Termo de Compromisso muito bem fundamentado merecia mais respeito e não poderia ser rompido por apenas uma parte isolada, sem estudos mais aprofundados. Ou, o todo não é maior que a parte?
Caso fossem computadas essas Reservas Especiais no cálculo da Reserva de Contingência, não estaríamos discutindo o corte do BET e nem o saldo a descoberto de R$ 3.8 bilhões da RC e ainda sobraria mais de R$ 1.7 bilhão (R$5.5 bilhões – R$ 3.8 bilhões = R$ 1.7 bilhões).
Detalhados os fatos de forma pormenorizada, entendemos que não se pode aplicar o disposto no artigo 18 da Resolução 26/2008 a essa situação atípica e mal resolvida, tendo em vista que o superávit de 2013 mais as reservas especiais de 2010 a 2012 são mais que suficientes para equacionar a RC daquele momento (superávit de 2013-R$ 24.7 bilhões + R$5.5 bilhões das reservas especiais – R$ 28.56 bilhões da RC de 2013 = R$ 1.7 bilhão de saldo de reservas especiais).
Na análise da questão, a Diretoria Executiva não se atentou para os elementos que ora trazemos à baila e a sua consulta a essa PREVIC limitou-se, a saber, se poderia usar as demonstrações preliminares, coisa que ela já havia feito por sua conta e risco. O erro, nitidamente, não está na consulta, longe disso, pois seria pura rotina, e, sim, na má-fé que está por trás do questionamento.
A Diretoria já havia autorizado o corte do BET, em 03/01/14, ou antes, disso, em reunião no CD, órgão máximo da EFPC. Na realidade, o fato estava consumado e queria anuência dessa PREVIC para respaldar o seu ato (dividir responsabilidades), no entanto, empregou o subterfúgio de que a decisão seria tomada a frente, estaria por vir, uma mentira deslavada, tanto que utilizou o termo: “quanto a proceder”, com a evidente intenção de enganar esse órgão fiscalizador.
Ocorre que deveriam ser computadas para esse efeito, as Reservas Especiais registradas nas demonstrações contábeis dos anos de 2010, 2011 e 2012, nos valores de R$ 4.23 bilhões, R$ 310 milhões e R$ 1.01 bilhão, respectivamente, que totalizam R$ 5.5 bilhões, não destinadas para revisão do plano 1, reservas estas que cobririam com folga os R$ 3.8 bilhões que ficaram a descoberto na Reserva de Contingência.
Ante esses fatos novos, a Diretoria Executiva não teria razões plausíveis para efetuar os cortes, parecendo que houve excesso de rigor, de zelo e precipitação na sua ação agressiva que prejudicou financeiramente os associados que já estão com o orçamento doméstico depauperado.
A própria Diretoria declarou, reiteradas vezes, que em função da conjuntura mundial adversa e das crises políticas e econômicas internas, vem enfrentando grandes dificuldades para suplantar as metas de rentabilidade atuarial. Isso foi ratificado, novamente, no parágrafo 10º da carta apensa por cópia, da lavra da Diretoria Executiva.
Então, se essas atenuantes conjunturais servem para minimizar os fracassos na gestão ineficiente do fundo de pensão para obtenção dos resultados colimados, por que não aplicam também para suavizar a carga sobre os associados, como o corte do BET, e evitar que paguem a conta sozinhos, por falhas administrativas e táticas negociais equivocadas, sobre as quais não têm ingerência alguma, como a aplicação exagerada e suicida numa única empresa, caso da Vale S.A, que detém quase R$ 30 bilhões da nossa Caixa sem a rentabilidade adequada.
Por tudo isso, pedimos determinar que a Diretoria Executiva da PREVI retome o pagamento do BET, de uma só vez e suspenda a cobrança das contribuições. O saldo de R$ 1.06 bilhões, posição de 31/12/13, que estava depositado no Fundo de Destinação da Reserva Especial dos participantes, deverá ser corrigido a partir de janeiro/14 e distribuído para os participantes e assistidos nas condições pactuadas no Termo de Compromisso de 24/11/2010.
Hoje, depois que a Resolução 26/2008 foi fulminada e anulada pela sentença expedida, em 20/02/2017, pelo Juiz Alberto Nogueira Jr, da 10ª Vara/Federal do Rio, despacho prolatado em decorrência da Ação Civil Pública impetrada pelo MPF, cessam-se os efeitos dessa ilegítima resolução inferior.
Doravante o seu artigo 18 e a famigerada “Reversão de Valores” vão ser apenas pesadelos passados que nos assombraram. É evidente que havendo desfecho favorável ao Corpo Social, como tudo indica, o patrocinador BB será obrigado a devolver os R$ 7.5 bilhões que embolsou irregularmente. Se ainda não o foi, essa PREVIC deverá ser citada para se defender como ré nessa ação.
Na expectativa de que essa PREVIC vai ter a sensibilidade necessária para consertar os erros cometidos pela PREVI, fazendo a justiça que se impõe, ficamos no aguardo da manifestação desse órgão fiscalizador e moralizador dos desmandos.
Cordialmente,

João Rossi Neto – Aposentado - Matrícula no BB/PREVI- 4.986.560-9 -Goiânia-GO : jrossineto1@uol.com.br

A PREVIC, CRIADA PELO HOJE CONDENADO LULA E SEUS ASSECLAS, TEVE COMO ÚNICO OBJETIVO RETIRAR MAIS RECURSOS DA PREVI, O FUNDO QUE PAGA A MAIOR TAXA DE FISCALIZAÇÃO (TAFIC) AO CABIDE DE EMPREGOS DE PARTIDOS POLÍTICOS, RETIRANDO DE NÓS (PREVI) MILHÕES DE REAIS A CADA ANO. ESTE DINHEIRO NOS FAZ ENORME FALTA NA OCASIÃO EM ATRAVESSAMOS SÉRIAS DIFICULDADES, INCLUSIVE, TENDO SIDO OBRIGADOS A VOLTAR A CONTRIBUIR.  DESTA FORMA, É COMPREENSÍVEL ESSE TIPO DE RELACIONAMENTO ENTRE FISCALIZADA X FISCALIZADORA.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

EU VALHO, TU VALES...

    Tem um ditado que diz que todo homem tem seu preço. Nesta semana o adágio se confirmou, em Brasília e em Paris.
    Na capital federal no jogo político, alguns se "vendendo" em troca de apoio ao Conde Drácula. Este é o preço vil do ser humano, num lamaçal de corrupção trocam a dignidade e a honra por meros "favores" advindos através da liberação de emendas ou facilidade no pagamento de dívidas.
     Já na velha Europa, a figura de outro conde, o Conde de Saint Germain na Alemanha, no século XVIII, reverenciado por um clube francês, o Paris Saint Germain, cujos donos são russos de origem árabes, desembolsaram valiosa quantia, suficiente para pagar a dívida externa do Haiti, para ter o brasileiro Neymar. Só a multa paga ao clube Barcelona superou os 800 milhões de reais.
Não se sabe quanto vale Neymar, porém, sabe-se quanto irá embolsar pelo quadro abaixo.
 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

NOSSA AMADA CASSI

   Uma reunião reservada da CASSI (sem a presença dos eleitos) com autoridades governamentais do setor de saúde poucos dias atrás deixou usuários e entidades bem apreensivos. Teme-se por alterações a nosso desfavor, decisões monocráticas, sem a participação dos principais interessados no processo. Uma das alterações, segundo o amigo Medeiros, seria a contribuição extra para os dependentes.
     Há de se reconhecer que o nosso Plano Associados da CASSI é um dos melhores do mercado na relação custo x benefício. Haverá quem divirja, porém, basta que se compare com outros planos existentes para sentir a diferença.
     Evidente que ninguém quer aumento em contribuição, tampouco que nossa rede de atendimento seja cada vez mais diminuída de profissionais e clínicas especializadas, contudo, é necessário contrapor a baixa contribuição desde os mais novos de Banco (cuja média salarial é R$ 2.000,00) até os mais idosos (que pelo fator idade eleva os custos). Hão de convir que 3% (+1% até 2019) sobre 2.000 é um valor baixo para quem, além do mais, possui os dependentes. É uma discussão em que dificilmente se chegará a um consenso.
    Eu, com quase 65 aos, dou-me por plenamente satisfeito com a CASSI. Quando o atendimento é precário em Joinville (em algumas especialidades), dirijo-me a Curitiba onde sou plenamente bem atendido.

quinta-feira, 27 de julho de 2017

CRIME AND PUNISHMENT(*)

Despertem. Exijam também, e já, o cumprimento da sentença do Juiz Federal do Rio de Janeiro sobre a Reversão de Valores da Resolução CGPC 26. Tanta luta para nada? São R$7,5 bilhões! Onde andam nossas ilustres lideranças? nossas associações? Nossa AAPBB,FAABB, ANABB, AAFBB (esta até promoveu ação equivalente, mas, infelizmente, sem força convincente). Despertem. A vida é conquista dos que trabalham... Associação significa crença no trabalho de TODOS. Não há eu fiz, ele fez. Há nós fizemos.
Edgardo Amorim Rego


     Faz cinco meses que este blog anunciava, alto e bom som, em absoluta primeira mão  (Veja neste LINK), no dia 04.03.2017, a vitória espetacular da Ação Civil Pública 0114138-20.2014.4.02.5101
Autor: Ministério Público Federal
Réu: PREVIC - Superintendência Nacional de Previdência Complementar.
Litisconsorte do Réu: União Federal

De cuja decisão do M.M. Juiz Federal Alberto Nogueira Júnior da 10ª Vara Federal do Rio de Janeiro, às folhas 547 e seguintes não pairou dúvidas sobre a ilegalidade da Resolução CNPC Nº 26, de 29.09.2008, tendo sido esta infame resolução fulminada de morte cerebral irreversível.

Por isso, a preocupação acima do impoluto, douto e sábio Edgardo Amorim do Rego, a quem rendo minhas homenagens e reconhecimento pela vasta folha de serviços prestada à nossa causa, em juízo ou fora dele, no alto de seus 91 anos bem vividos, no Brasil e no exterior.
Entrementes, solicitei ao nosso advogado contratado pela ANAPLAB, embora não tenhamos nenhuma ingerência no pleito, à exceção de que todos seremos por ela beneficiados no futuro; então pedi ao Doutor Thiago que sondasse o estágio em que se encontra o referido trâmite, bem como as possibilidades de conclusão que se vislumbram.

Sabemos que na Segunda Instância há mais influência política do que nas decisões de Primeira Instância, ainda mais que o autor de então na presidência (Lula) nomeou (e Dilma posteriormente) nada menos do que 9 (nove) dos 11 (onze) ministros que compõem nossa Corte Suprema. Porém, como já existiu na antiga ADI 4644, uma notável defesa a nosso favor feita pelo Decano Ministro Celso de Mello, torna-se mais difícil, neste caso específico, uma eventual mudança de entendimento na Corte Superior.

Independente desta análise não se justifica a OMISSÃO da poderosa ANABB, tampouco da FAABB (Vamos lá, Isa Musa!), destas duas que mantêm a quase totalidade dos associados da PREVI do Plano Um.

Em meio a este mar de corrupção, no qual expressivos valores estão sendo trazidos de volta pela brilhante Operação Lava a Jato, devemos nos embrenhar nesta cruzada de repatriação para os bolsos dos associados dos 7,5 bilhões surrupiados pelo arbítrio de Luiz Inácio, José Barroso Pimentel, Nelson Barbosa e Guido Mantega e demais atores à época (novembro de 2010).

(*) Crime e Punição

DELENDA CARTHAGO : A PREVIC/UNIÃO PRECISAM RESPONDER O MAIS RÁPIDO POSSÍVEL A ESTE ATO (CONSUMADO) DE ASSALTO À CUSTA DE RESOLUÇÃO GOVERNAMENTAL, AOS ASSIM CHAMADOS "VELHINHOS INDEFESOS".


segunda-feira, 24 de julho de 2017

ONDE ESTÁ O DOLO?

    O pensamento reinante nas cabeças daqueles que decidem prazos de retorno de empréstimos a participantes em nosso fundo de pensão é o de que prazo longo somente deve prevalecer para financiamento de bens duráveis.
       Já empréstimo, no economês do fundo, deve ser de, no máximo, 96 meses (8 anos) prazo praticado pelo Banco do Brasil e demais financeiras de crédito consignado. Ocorre que a fonte de recursos para estes casos é de terceiros tomadas a um custo determinado, que necessitam de maior rotatividade, precisando seguir as leis de mercado.
      Não é o caso do Empréstimo Simples da PREVI. Aqui a fonte de recursos tem custo zero posto que o dinheiro já faz parte do nosso ativo circulante, ou seja, não se capta no mercado. O atuarial está preservado pela taxa de juros de 5% ao ano. Assim, como é um negócio interno, com poder decisório na diretoria executiva, o prazo pode dobrar, isto é, de 96 meses, pode ir até 192 meses sem qualquer eventual dolo ou má-fé, antes pelo contrário.
      Haveria dolo ou má-fé se o nosso fundo agisse como o BNDES que capta os recursos à taxa Selic e os repassa a seus clientes a juros de 3 ou 4% ao ano. Como demonstrado acima, não é o caso da PREVI.
        É inquestionável que o empréstimo a participantes de um fundo de pensão beneficia apenas e tão somente os próprios participantes do fundo, a ninguém mais. Antes de tudo é um direito do próprio usuário usufruir de um bem que é seu, em seu próprio benefício, por um prazo que melhor atenda às suas demandas.
      Fazer distinção de prazo entre financiamento e empréstimo é de uma ignorância fantástica. São tão iguais que ambos estão classificados na mesma rubrica, sendo que o beneficiário de um tipo não consegue ser do outro, pela absoluta falta de margem. Ou seja, quem quiser ter ambos precisa ser dono de invejável margem consignável que não é o caso da maioria. Garantia, o consignado parece ter a melhor, tendo em vista que atualmente no financiamento imobiliário há inadimplência pré-contabilizada de aproximadamente 2 bilhões de reais.
      Destarte, nada custaria à PREVI aumentar o prazo do ES para 180 meses, ainda que para tal fosse necessário aumentar o FQM. Fazemos um apelo à diretoria da PREVI para que atenda aos anelos de inúmeros associados que pelo sistema atual estão impossibilitados de fazer as operações por falta de MC. Esta margem viria com a dilatação do prazo.

DELENDA CARTHAGO - O PRAZO DO ES PRECISA IR AOS 180 MESES (15 ANOS)
 

sexta-feira, 21 de julho de 2017

DA NECESSIDADE DE PRESSÃO

   Nós temos dois eleitos no Conselho Deliberativo cujos mandatos se encerram em 31.05.2018, dos quais dependemos muito para aprovação da fórmula definitiva do ES assim denominada 180 X 180. A cada mês, a começar em julho/2017, nossos dois baluartes (um titular e outro suplente) têm a obrigação de pautar o assunto nas reuniões do CD até conseguir o objetivo atingido.
     Antonio José de Carvalho, bastante questionador, inteligente e profundo conhecedor dos assuntos previdenciários, precisa de tudo fazer para convencer seus pares, em suma os indicados pelo patrocinador de que os associados merecem este desafogo, nem que seja para utilizá-lo uma única vez. Igualmente o Dr. José Bernardo de Medeiros Neto, que já escreveu "No Olho do Furacão", de notáveis conhecimentos previdenciários e jurídicos, precisa respaldar o Carvalho, formando a dobradinha do associado e da pensionista, procurando vencer pelo cansaço.
      Dificilmente podemos contar nessa empreitada com os dois eleitos na última eleição, simplesmente porque rezam pela cartilha super conservadora do diretor de Seguridade. Mas também a eles devemos nos dirigir para pedir apoio.
     É uma cruzada em que Carvalho e Medeiros necessitam lutar 24h por dia, sem tréguas, nos bastidores e corredores de nosso fundo de pensão. E precisa contar com a participação dos associados que devem enviar apoios, via correio eletrônico, com a "Hashtag" #EuApoio180X180Já Podem ter certeza: Tudo que vem do clamor dos associados pode ter efeito multiplicador. Se nada fizermos, nada conseguiremos. A nosso favor temos o forte argumento que nada estamos pedindo além de um procedimento justo de usarmos o nosso dinheiro em nosso benefício, remunerando-o de acordo com as normas atuariais.

Seguridade - diseg@previ.com.br
Carvalho - ajccarvalho@bol.com.br
Medeiros-jbmmedeiros@terra.com.br

Para ver os nomes dos conselheiros eleitos e indicados da PREVI

DELENDA CARTHAGO - FÓRMULA 180 X 180 JÁ!!!   

quarta-feira, 19 de julho de 2017

DILEMA PETISTA




   Há um movimento no congresso nacional para se criar um CPMI - Comissão Parlamentar Mista de Inquérito - com a finalidade de apurar as possíveis irregularidades nos negócios do grupo JBS.



    Dentre os petistas há um dilema existencial: Aprovar a CPMI e possivelmente incriminar seus líderes máximos Lula e Dilma; ou desestimulá-la e com isso poupar Aécio Neves.
     Lula, raposa felpuda, aproveita-se do momento delicado da nação,  se lança de corpo e alma a uma falsa pré-candidatura, na tentativa desesperada de mudar os efeitos de uma condenação já sacramentada. E tudo isso só acontece porque, lamentavelmente, não temos mais lideranças políticas honestas, de conduta irreparável. A que ponto chegamos! Parece que estamos nos tempos de Sodoma e Gomorra onde Abraão não conseguiu encontrar nem dez justos para salvá-la da destruição.