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quinta-feira, 14 de dezembro de 2017

ROUBOS DE LONGA DATA

NO ROUBO VELHO E NO ROUBO NOVO, O LADRÃO É O MESMO (BB). OS DOIS ROMBOS JUNTOS TOTALIZAM A BAGATELA DE R$ 18.5 (R$ 11 BI EM 1997 E R$ 7.5 BI EM 2010).

       Quando o assunto interessa ao BB, a Diretoria Executiva da PREVI faz o “diabo” para satisfazer os seus propósitos e as suas ordens, considerando a sua forte influência sobre o fundo. Lá atrás, com a instituição da Lei 6.435, em 1977, foi proibido o Sistema de Repartição Simples, por não ser regime financeiro aconselhável, mas o banco desobedeceu à lei e continuou a fazê-lo com a conivência da PREVI, em detrimento dos funcionários do pré-67.
         Depois, em 2010, veio a cereja do bolo, quando a Diretoria implantou a Resolução 26/2008 em flagrante afronta e desobediência a LC 109/2001, essa interpretação ilegal e imoral, inclinada nitidamente para favorecer o patrocinador-BB, acarretou aos associados o bilionário prejuízo de R$ 7.5 bilhões que todos conhecem à exaustão. Esta, porém, não foi a primeira vez que o BB, por meios fraudulentos, nos roubou. Em 1997 isso já havia acontecido com a apropriação indevida dos R$ 11 bilhões dos superávits da época. Os dois roubos juntos totalizam R$ 18.5 bilhões.
      Para dissipar as suspeitas de que a Caixa não seria prejudicada com a Reforma do Estatuto e com o Acerto Financeiro que resultou no nebuloso contrato de 1997, entre BB e PREVI, por meio do qual a nossa Caixa assumiu, graciosamente, o pagamento da Reserva Matemática dos aposentados admitidos antes de 14/04/67 (cerca de 30.000 pessoas), que passou a ser chamado de grupo pré-67, a Diretoria divulgava repetidamente sobre o desempenho financeiro da Caixa, sobre os investimentos em grandes empresas e sobre outros aspectos patrimoniais.
      Para iludir o Corpo Social a aprovar a Reforma do Estatuto, concederam descontos nos saldos devedores da Carteira Imobiliária e liberaram um empréstimo individual simples, para que, numa lógica imediata e simples, se dissipasse qualquer suspeita, pois, tendo o Banco interesse em subtrair financeiramente da Previ, não seria lógico que estivesse apoiando descontos que atingiam cerca de R$ 800 milhões, nem a liberação de empréstimos a todos os funcionários. Ora, mas o objetivo dessas ações era demonstrar potencial e folga financeira da Caixa, para dar ideia de que ela não seria afetada com o Acordo pretendido. O que na verdade era uma falácia e tomamos um prejuízo de R$ 11 bilhões.
      No período de 1967 a 1997, a Caixa de Pecúlio, por manobra do BB, já havia se transformado em Caixa de Previdência (isto ocorreu em 1967) e passou a ser responsável pelo pagamento dos complementos dos aposentados admitidos depois de 15/04/67 (90.000 pessoas), o grupo pós-67 e tal negociação tirou essas despesas de aposentadorias do balanço do banco.  
Como naqueles 30 anos (de 67 a 97) a PREVI só teve arrecadação de contribuições, as obrigações atuariais deste grupo (Reserva Matemática) necessárias para honrar esses compromissos foi estimada em R$ 11 bilhões e o total de reservas capitalizadas foi de R$ 22 bilhões, ou seja, o dobro. Portanto, havia R$ 11 bilhões de superávits para serem distribuídos.
       Por coincidência ou não, o BB necessitava de exatos R$ 11 bilhões para cobrir a reserva matemática do grupo pré-67, da sua responsabilidade, e foi neste momento que deu o bote e abocanhou os ditos R$ 11 bilhões de superávits para cobrir tais despesas. A lei permitia a utilização dos superávits para redução das contribuições dos participantes e patrocinador BB, observadas a proporção contributiva.
O BB por verter contribuições equivalentes ao dobro do funcionário, na base de 2 x 1, logicamente tinha direito a 2/3 dos superávits e os participantes a 1/3. Mas, acabou ficando com tudo e resolveu o problema pendente da reserva matemática do seu grupo (pré-67) sem desembolsar um centavo.
     Para resumir a conversa, o BB conseguiu aprovar a Reforma do Estatuto e fechar o Acordo Financeiro com a PREVI, tudo aprovado pelos dirigentes eleitos e pelo Corpo Social, através de consulta (votação).
      Na época do anúncio do projeto de Reforma do Estatuto e Acordo Financeiro pelo banco, em 1996, havia eleições para a Diretoria da PREVI e a Chapa 4 (Construindo o Futuro) alertou sobre tal pretensão do BB, dizendo que se eleita estaria atenta à questão. Mas após ser eleita, alegando que isso traria perspectivas futuras, tanto para o pessoal da ativa, quanto para os aposentados, e para o próprio patrocinador, passou a apoiar uma proposta de Acordo com o banco.
Os membros dessa Chapa 4, que se autodenominou de “Construindo o Futuro”, talvez o nome mais adequado para qualificá-la fosse “Construindo o Desastre”, que de uma forma ou de outra, apoiaram a doação dos superávits ao BB, são os seguintes: Arlindo Magno de Oliveira; Vitor Paulo Camargo Gonçalves; Paulo Assunção de Souza; Fernando dos Santos Ferreira; Jose Ricardo Sasseron; Celene Carvalho de Jesus; Eugemar Taipinas; Paulo Ribeiro Cordeiro; Fernando Luiz Delgado de Miranda.
Afora os citados, havia outros funcionários, que já estavam na Previ, eleitos para o período 1994 a 1998, e que também defenderam o Acordo com o banco: Antônio Cortizas Nogueirol; Humberto Eudes Vieira Diniz; Francisco Teixeira Nobre e Emerson Máximo Pereira.
     De resto, ficou comprovado que o BB ofereceu uma espécie de “propina”, doping financeiro, para os funcionários votarem a favor da Reforma do Estatuto e do Acordo Financeiro, inclusive concederam, ao arrepio das normas, descontos nos saldos devedores da Carteira Imobiliária de cerca de R$ 800 milhões e liberaram um empréstimo individual simples. 
       Hoje, não há interesse para o BB, de fazer uso do portfólio da Caixa como moeda de troca, porque falta superávit do fundo para aumentar os seus lucros e na ausência de vantajosas oportunidades de enriquecimento fácil, certamente o banco não irá autorizar a Diretoria Executiva a montar o seu pontual balcão de negócios do fisiologismo previdencial, do toma-lá-dá-cá, para obter vantagens financeiras para o patrão-BB.
Será que os Diretores e Conselheiros indicados para a PREVI, em estágio de vigília permanente, espiões de quatro costados, obediência cega, pacto de silêncio, sectarismo extremo à moda dos soldados islâmicos, poderia configurar, de alguma maneira, formação de quadrilha, face aos desvios de conduta aqui relatados? Penso que não chegariam a tanto, mas que parece, isso parece!

       Assim sendo, sem expectativa do ganho fácil para o banco, a Diretoria Executiva fechou as portas e nega qualquer tipo de alteração no ES, seja no limite de crédito ou na ampliação do prazo de amortização para 240 meses, melhoria de sua alçada exclusiva, conforme reza o artigo 4º, §2º, do Regulamento da Carteira de Empréstimos Simples. Essa é uma antiga reivindicação dos tomadores para reduzir o valor das prestações mensais.

(Texto enviado por nosso dileto colaborador JOÃO ROSSI NETO, aposentado do BB, residente em Goiânia-GO)


quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

NO LIMITE DA SERENIDADE

NOTÍCIAS PARA VOCÊ


Superávit? Suspensão de Contribuições? Conheça o longo caminho até o equilíbrio do Plano.

     O nosso maior fundo de pensão não precisa ser tão repetitivo. Há uma ave verde na fauna brasileira sendo imitada; deixemo-la praticar o que mais sabe fazer: "Loro-oro!" Nós, pessoas tarimbadas  por décadas de aprendizado, não somos assim tão primários, a ponto de ficarem a nos repetir histórias como se fôssemos todos fãs do Legião Urbana - Mais do mesmo.
     Ontem o meu amigo Rossi me ligou: - Jovem, você leu o que escreveram no site da PREVI? - Não. Pois veja, estão, pela milésima vez, explicando como se forma o superávit do fundo. De tão irritado, dizia o Rossi, não vou comentar.
      Para a PREVI, se houver novo superávit, daqui a uns 10 anos, eles não irão pagar as doze parcelas faltantes do BET. Jamais! Irão discutir a distribuição do novo superávit com todos os envolvidos: Pessoal que permanece na ativa vai receber numa conta especial para saque quando da aposentadoria, o patrocinador querido e dominador; e por último nós, os otários verdadeiros, donos do patrimônio.
    Já estou começando a me irritar. Deus me ajude a manter a serenidade. Não dá para acreditar, meus caros colegas, que dirigentes pensem desta forma. Que nas entrelinhas peçam para nos esquecermos de uma dívida, um compromisso, um Acordo assinado até por órgãos governamentais. Eles dizem que o corte está previsto no capítulo 18 da famosa Resolução 26, e resolução o fundo cumpre à risca! Só não cumpriram uma ordem da PREVIC para que o TETO de benefícios fosse implantado em 33.000 reais; daí o patrocinador bateu o pé, negou-se a cumprir e fim de papo! Resultado: Prevaleceu a implantação do TETO pelos senhores conselheiros deliberativos do fundo e deu no que aí está, em valores atualizados mais de sessenta contos de reis. A PREVIC que implantou a 26 para nos ferrar (somos o elo fraco da corrente) não teve coragem de enfrentar o BB e a PREVI (será devido à Tafic?) para impor-lhes o TETO acordado.
     Somente um novo governo central, justo e equilibrado, compromissado com a justiça, aliado dos aposentados, poderia por termo a essa ignomínia.
Hoje é utópico achar que o nosso fundo vá tentar um acordo conosco para, assim que a situação melhorar, voltar a pagar as doze parcelas deixadas para trás.
      Pode ser ainda que o Senhor lá do alto de sua glória ponha, em breve, um ponto final em nossa injusta nação. Israel é o relógio do mundo. Jerusalém, a cidade eterna, logo deve chamar-se a Nova Jerusalém, que desce dos céus.

JAEL PERDEU DOIS PÊNALTIS NO ÚLTIMO JOGO CONTRA O BRAGANTINO. SE MARCASSE APENAS UMA DAS PENALIDADES, TERIA LIVRADO O JEC DO DESCENSO.

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

BOAS NOTÍCIAS! PARABÉNS PREVI!

    Um prezado Anônimo nos traz uma ótima notícia referindo-se à reportagem específica da Revista Época. Tomara que a boa nova não seja desmentida. Vínhamos batendo nessa tecla há anos. Agora, finalmente, poderemos ter esperança no início do corte real de gastos. Com efeito, não podemos nos dar ao luxo de certos privilégios que afrontam aos padrões salariais dos menos aquinhoados. Agora, o supérfluo começa a desmoronar.
      Parabéns pela coragem de quem iniciou o possível efeito dominó que se avizinha.

Revista Época


Fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil corta despesas

Atingirá carros para diretores, remuneração de conselheiros e valores de aluguel

11.12.2017 | Samantha Lima

PREVI, FUNDO DE PENSÃO DOS FUNCIONÁRIOS DO BANCO DO BRASIL 

O poderoso fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, a Previ, está em fase de contenção. Cortará o serviço de carro executivo para a diretoria, alugará uma parte de um dos andares de um prédio que ocupa no Rio de Janeiro, cancelará a remuneração de conselheiros suplentes e reduzirá gastos com passagens aéreas e hotéis.

SINTO-ME LISONJEADO POIS PARECE QUE ME ESCUTARAM SOBRE O QUE ESCREVI AQUI NO BLOG. MIL PARABÉNS À PREVI PELA HISTÓRICA INICIATIVA!!!

domingo, 10 de dezembro de 2017

O PODER CENTRAL

    O governo republicano em Brasília mais atrapalha do que ajuda. Começa por manter uma estrutura pesada, cara, onde quem produz precisa pedir permissão a quem nada produz. Logo aqui onde a natureza nos deixou com a faca e o queijo na mão. Temos matérias-primas para quase todos os fins; só não temos políticos que possam transformar essa riqueza em benefícios para o povo.
      O político sabe muito bem é roubar. Nesta semana o ex-presidente, ainda querido por muitos, saiu em defesa do ex-governador Sérgio Cabral, dizendo que sua conduta está correta (!), o que destroçou o Rio de Janeiro foi a Operação Lava a Jato! Meu  Deus! Será que esses homens públicos sabem distinguir sua mão direita da esquerda? Afrontam o bom senso ao ganharem fortunas em cima da ignorância da maioria do povo brasileiro. E tem muita gente em nosso meio (aposentados da PREVI) que defende o Lula com unhas e dentes! Depois de todo o mal causado à nação (a lista é grande) é muito triste observar que o dito cujo sobe num carro de som, desrespeitando acintosamente as leis eleitorais fazendo comícios fora de época permitida.
      Para nós da PREVI, resta-nos assistir aos reflexos pontiagudos. Se o leitor prestar bem atenção temos quase a mesma estrutura de um congresso nacional. Nossos dirigentes têm salários superiores ao teto (33.750), carros à disposição, participação nos resultados positivos (aqueles que são no mínimo 4 extras anuais); e enquanto o poder central refaz seu ativo através dos impostos (que recaem sobre o povão), nós pagamos a conta através da sofrida volta das contribuições (4,8% sobre a parcela da PREVI).
       Quem não se lembra que já sofremos uma intervenção no governo FHC? Foi muito ruim mas bem pior foi a intervenção "chapa branca" nos anos de PT e PMDB. Nem preciso falar dos estragos causados pela resolução 26, uma obra-prima engendrada dentro do palácio do Planalto.
      Assim como o Brasil, nós tínhamos tudo (e ainda temos) para sermos felizes. E por que não somos? Por que temos que cobrir rombos através da volta de contribuições? 
   Quando era conselheiro ouvia de colegas também conselheiros que eram adeptos ao Partido dos Trabalhadores: "Ah! Vocês (nós) ganhamos de mão beijada grande parte do BET, quem aplicou esse dinheiro ficou muito bem, deem-se por satisfeitos!" (sic).
     Na novembrada, em reunião com o ex-presidente Dan Conrado, um atual diretor e outro atual conselheiro deliberativo (o vídeo está no blog do Dr. Medeiros) diziam que o corte do BET não era matéria decidida, só estavam nos "comunicando" uma "eventual" decisão. Em outras palavras: Estavam nos "preparando" psicologicamente para em janeiro/14 implantar o que já estava decidido.
     Depois querem que lhes joguemos pétalas de rosas, confetes e serpentinas! Mamma mia!
PALOCCI SÓ TEM LULA E DILMA PARA ENTREGAR. FORÇA RAQUEL DODGE!

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

TRADIÇÃO QUE SE MODERNIZA

Informações quentinhas diretas de Brasília, reunião dia 06/12, nota técnica em votação!! 

Reestruturação em Janeiro 

- Aposentadoria Incentivada (aposentados pelo INSS ou 30 anos de Previ nos moldes do último Peai), 15 Salários de Indenização, limitado a 700.000,00;

- Especialização nas  capitais e cidades acima de 400 mil habitantes (Criação de escritórios, Estilos e agências especializadas), e agências Atendimento;

- Transformação de agências (Praças especializadas) nível 2, 3, 4 e 5 em PAA - Posto Avançado de Atendimento ( Vinculadas ás agências Atendimento nível 1), limitado a 4 prefixos subordinantes.

- Agências Atendimento (Fluxo) vão abrir aos sábados para ofertar um diferencial de atendimento e frear o avanço das cooperativas;

- Radar do Gestor será será ampliado de 5% para 15% piores os gestores "rebaixados" ou descomissionados;

- Agências com proximidade de até 40 km pode ser transformada em PAA , redução de despesas;

- Ampliação do ATA ( Atendimento eletrônico por telefone) redução de 5.000 telefonistas;

- Estudo de viabilidade de escritórios digitais para atender agências em cidades pequenas (Piloto em três estados a definir), transformando as mesmas em PAA, sem Gerente Geral e Gerentes de relacionamento), criação do Gerente Comercial para cuidar destes PAA (Validar documentos, confirmar  assinaturas, limitado a certo valor, sendo o Gerente Geral subordinado será o responsável por qualquer valor;

- O Regional/Estadual poderá descomissionar até 3 Gerentes Gerais e 6 Gerentes de  Relacionamentos por semestre, por  desalinhamento (apenas com a GDP) como forma de mobilizar e motivar os demais a entregar os resultados;

- Ampla discussão da reforma na legislação trabalhista com o NUJUR, antes do próximo acordo, visando suprimir alguns direitos preservados em lei, já que a partir de agora, o acordado vale mais que o legislado.

(Texto repassado em meu Whatsapp)

O BLOGUEIRO EM 1980 INICIANDO SUA CARREIRA NO BB DE OUTRORA, COM A FILHA MAIS VELHA SIMONE, VENDO-A APRENDER O "DÓ-RÉ-MI". 

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

POR QUE OS APOSENTADOS CONTINUAM A CONTRIBUIR, SE JÁ RECEBEM OS BENEFÍCIOS?

   Penso que a Diretoria Executiva deve ter um peso degradante na consciência, porque amiúde, dissimuladamente, em forma de lavagem cerebral, tenta justificar e nos convencer da imprescindibilidade de cobrar a contribuição de 4,8% pós-aposentadoria, que antes de 2006 era de 8%. Considerando que a redução de 40% (- 3,2%) não causou contratempo ao fundo, por que não elimina em caráter definitivo esse apêndice nocivo que nos rouba o sustento, ou na pior das hipóteses, o diminui para 1%?  
    Essa contribuição configura um confisco, uma apropriação indébita, porque, na realidade, o assistido não recebe os 100% dos benefícios contratados no ato da aposentaria, e sim 95,2%, uma enganação, dado que a fonte pagadora desconta, no contracheque, os 4,8%. É uma medida de exceção casuísta que não é praticada pelas outras instituições financeiras que comercializam a previdência complementar fechada no mercado.
Ademais, não está prevista na LC 109/2001 a hipótese de pagamento de contribuição para o fundo de pensão, durante o período de gozo continuado dos benefícios, ou seja, pós-aposentadoria, e a autorização que consta no Estatuto, nesse sentido, para a cobrança da contribuição, não se sobrepõe à Lei. A exigência dessa contribuição esbarra, por analogia, no artigo 21, §2º, da LC 109/2001, o qual veda a redução nos benefícios dos assistidos, pois eles, uma vez pactuados, são intocáveis.
    A propósito deste tema, disse a Diretoria Executiva o seguinte (vide no site): (...) “Você pode se perguntar, por que os aposentados continuam a contribuir se já recebem o benefício? Isso acontece porque quando a PREVI calcula os valores das contribuições necessárias para bancar os benefícios futuros, ela conta com o aporte dos aposentados e dos ativos e com a contribuição equivalente do Banco. Continuar a cobrar a contribuição dos aposentados foi a forma de diluir o custo no tempo, tornando o desembolso menos oneroso. Para que os aposentados não pagassem, o valor da contribuição durante o período na ativa deveria ter sido bem maior e pesaria muito mais no bolso todos os meses. Ou seja, se as contribuições ficassem limitadas ao período da vida ativa do participante, os valores das mensalidades seriam impraticáveis (sic)”.
   Discordamos dessa tese, porque esse entendimento estapafúrdio e sem lógica, de cobrar contribuição de aposentado para suavizar o valor da mensalidade da época da ativa, é um erro atuarial brutal, eis que resulta numa equivocada inversão de valores, isto é, de “começar a construção da casa pelo telhado”. Na ativa o funcionário, na maior parte da sua vida laborativa, tem salário maior e despesas menores e não sentiria no bolso o valor da contribuição contratual necessária à formação da sua reserva matemática, seja ela qual fosse.
Quanto ao aposentado, o rito é o inverso e o arrocho financeiro vem nessa fase da vida. Ao requer aposentaria, obviamente, deixa de receber salário integral da ativa e o benefício complementar PREVI é menor e acarreta uma inafastável perda de receita que se agrava, na medida em que os gastos são aumentados, em consequência das doenças que aparecem e o obrigatório uso contínuo de remédios caros, educação de netos, auxílio à família, etc., de sorte que qualquer ônus na fase da aposentadoria tira o sossego na velhice e o impacto é insuportável, pois arrebenta os controles e esgarça o orçamento doméstico, motivo pelo qual refutamos a contribuição.
    A própria Diretoria Executiva concorda que o PB-1 caminha para a extinção, contudo, está ciente do seu equilíbrio financeiro, de modo que apesar de estar momentaneamente no vermelho, com déficit acumulado alto, sabe que isso é uma situação conjuntural passageira, de recuperação no curto prazo, podendo a reversão para superávit ocorrer ainda neste exercício de 2017 ou em 2018, dado que é satisfatório o desempenho do IBOVESPA, com boas perspectivas das cotações das ações serem precificadas, em 31/12/17, acima do valor contábil de 31/12/16, números alvissareiros que viabilizam a anulação da cobrança da contribuição.
    Aliás, a filosofia de fundo de pensão é muito simples. Gerir bem o dinheiro e pagar em dia as aposentadorias, sem o objetivo de gerar déficit ou superávit. O que importa é o equilíbrio entre as rubricas de receitas e despesas. Portanto, o registro de déficit ou superávit em sua demonstração contábil, significa desajustes que precisam ser corrigidos.
       Estando equilibrado, como de fato está, não há o que se falar em cobrança de contribuição, porque as sobras técnicas são consequências da gestão eficiente dos recursos.
   Esperamos que a Diretoria, por justiça, elimine esse ônus financeiro das costas dos aposentados, os quais já cumpriram o seu pedágio contratual, bem acima das 360 contribuições previstas no contrato de adesão ao plano de benefícios 1. Que se cobre a contribuição somente dos ativos e do patrocinador-BB, observadas as obrigações estatutárias. Partindo dessa premissa, os assistidos estarão isentos da contribuição, independente da existência de Reserva Especial.
     Outra inverdade é a teoria da Diretoria, no achismo e sem base científica atuarial para sustentar que se as contribuições não fossem cobradas dos aposentados, e limitadas ao período da vida ativa do participante, os valores das mensalidades destes seriam impraticáveis. Se assim fosse, os planos de benefícios voltados para previdência complementar das outras instituições não existiriam. Mas, pelo contrário, estão aí a todo vapor, em franco crescimento e sem inadimplências.
     Para chegarmos a uma conclusão mais à frente, perguntamos se a contribuição de 4,8% que pagamos à previdência complementar, via da PREVI, numa interpretação literal, é uma “contribuição previdenciária”? É claro que sim, isto é inconteste. Logo a mesma e o IR teriam que ser descontados dos rendimentos brutos do devedor para efeito do cálculo da pensão alimentícia judicial.
      Para provar que a interpretação da Diretoria, em relação ao associado, é sempre tendenciosa para prejudicá-lo, os magistrados consignam nos ofícios que encaminham à PREVI, que sobre a remuneração líquida do devedor na fopag, deduzido o “Imposto de Renda e a Contribuição Previdenciária”, aplicar-se o percentual “x” para apurar o valor da pensão alimentícia judicial.
Ocorre que a Diretoria, olhando a sua bola de cristal, em interpretação subjetiva ampliada, miraculosamente, vê o que se passou na cabeça do ilustre operador do direito e adivinha que onde ele escreveu “Contribuição Previdenciária”, na realidade ele quis dizer “Contribuição Previdenciária Oficial” e com base nessa elucubração fantasiosa, fora do sentido literal da expressão, não aceita o desconto da contribuição previdenciária paga à PREVI no cálculo da pensão, porque ela não é contribuição previdenciária oficial, do INSS.
Gente, isso é loucura interpretativa, excesso de zelo e falta de bom senso. Todos sabem que o desconto de 4,8% é real e obrigatório, consta do Estatuto, por que favorecer a beneficiária com pensão alimentícia maior, em detrimento do pagador? Isto é desonesto!
   Consequentemente, a incidência do cálculo sobre 100% dos benefícios é abusiva e extorsiva. O Direito é uma ciência interpretativa, mas para o bem ou para o mal, vale o que está escrito, doa a quem doer, e dê a César o que é de César, mas “em  dubio pro reo”.

     Em resposta às reclamações, os prejudicados são orientados pela Diretoria para procurar o juiz do feito para detalhar o ofício, numa clara transferência de responsabilidade, uma vez que caberá a executora da ordem judicial, a tarefa de elucidar eventual omissão junto à Vara de Família emissora da determinação judicial.

(Assinatura de João Rossi Neto)

CONTRIBUIÇÃO PREVIDENCIÁRIA, QUAL VALE PARA DEDUÇÃO DA PENSÃO ALIMENTÍCIA? SOMENTE A OFICIAL (INSS)? ENTÃO, AS CONTRIBUIÇÕES PARA UMA EFPC NÃO SÃO PREVIDENCIÁRIAS??!! 

domingo, 3 de dezembro de 2017

NOSSA LUTA É PELA BUSCA POR BENEFÍCIOS PERMANENTES E DEFINITIVOS

   Quando o ex-CGPC-MPS, por ordem do Governo, editou a Resolução 26/2008 e essa, no artigo 15, determinou que na destinação da Reserva Especial deverão ser identificados os montantes atribuíveis aos participantes e assistidos, de um lado, e ao patrocinador, de outro, observada a “proporção contributiva”.
  Por trás dessa redação marota e despretensiosa, em outras palavras, o termo “proporção contributiva” significa que a partir dessa resolução, os patrocinadores de entidades sem fins lucrativos, sujeitas à disciplina da LC 108/2001, passariam a ter direito a reversão de valores no percentual de 50% dos superávits, já que, por força do artigo 6º, §1º, da LC 108/2001, a contribuição normal do patrocinador para o plano de benefício não excederá a do participante. Antes dessa lei a contribuição do patrocinador era de 2 por 1. Se isso não tivesse mudado, pela antiga proporção contributiva, o patrocinador iria embolsar 2/3 do montante dos superávits.
  De tão sutil a expressão proporção contributiva, que os associados menos enfronhados com as normas da previdência complementar fechada passaram despercebidos por ela e não deram nada pela sua extensão, cujo conteúdo venenoso e explosivo, transferiu metade do nosso superávit acumulado até 2009, na PREVI, para o patrocinador BB, totalizando R$ 7.5 bilhões, artimanha governamental que nos custou muito caro, podendo ser revertida, com a devolução do dinheiro pelo BB, caso tenhamos ganho de causa na Ação Civil Pública impetrada pelo MPF contra a PREVIC.
   Como não poderia ser diferente, houve o efeito manada, quando o elefante inimigo foi posto na sala, e todos correram para cima da partilha dos superávits, fato surpreendente e inédito que nos deixou de cabelo em pé, porquanto envolvia valores astronômicos e os Mandados Coletivos de Segurança impetrados por diversas entidades para coibir o pagamento, foram indeferidos nos Juízos de primeira instância.
   Para agravar a situação, a PREVIC antecipou que não aprovaria a negociação fechada para a destinação da Reserva Especial, em 2010, sem a implementação da resolução 26/2008. Feita a votação em consulta ao Corpo Social, venceu a maioria e a destinação seguiu o curso forçado pela PREVIC, nitidamente para favorecer o patrocinador BB, seus Diretores e Conselheiros indicados, secundados pelos eleitos.
  Mais grave que pagar superávit ao patrocinador, a meu ver, é a utilização da reserva para melhoria dos benefícios, apenas na parte relativa aos associados, onde o artigo 24 da resolução impõe que o crédito seja feito sob a forma de “Benefícios Temporários”, não incorporando ao benefício mensal contratado, a ser pago enquanto houver recursos específicos destinados a este fim.
    Essa fórmula de benefícios temporários, além de não estar prevista na LC 109/2001, é uma armadilha perversa, sagaz e de má-fé, pois, subliminarmente, é uma trava técnica astuta, inteligente, mas desonesta que encontraram para “congelar” os nossos proventos. Desse modo, fica evidente que os nossos benefícios somente serão aumentados no valor nominal com a reposição da inflação pelo INPC, enganosamente chamada de reajuste anual.
   Nas destinações efetivadas até 2007, foram observados os preceitos legais e autorizadas pelos órgãos governamentais, dentre os quais a PREVIC, e os valores distribuídos incorporados ao total dos benefícios e esse procedimento transparente e justo nunca ameaçou a saúde financeira do fundo de pensão, eis que aderiu e atendeu o dispositivo regulamentar albergado no artigo 20, § 1º, da LC 109/2001.
  Não podemos aceitar de forma alguma essa condição escabrosa e casuísta dos “Benefícios Temporários”, situação que nos deixa vulneráveis, pois, na medida em que termina o prazo de duração negociado, puxam-nos pelo pé e nos arrastam de volta para os proventos anteriores, no ato em que cancelam os créditos provisórios, isto quando não quebram a palavra empenhada e antecipam o corte (vide a irregular suspensão do BET em janeiro/14, faltando um ano para vencer, com quebra do Termo de Compromisso pactuado em 24/11/10). E nesses rendimentos reduzidos, excluídos os ganhos temporários, vamos patinar sem sair do lugar.

   Os beneficiários acostumados com um melhor padrão de vida, em consequência dos ganhos maiores adicionados com o BET, quando retirados, regridem e sacrificam as suas famílias. Por outro lado, com benefícios permanentes e definitivos não corremos o risco de corte, conforme ocorreu no caso do BET em jan./14. Se não fosse essa praga dos benefícios temporários, nunca iríamos discutir e reclamar de corte do BET.

(Colaboração de João Rossi Neto - Aposentado do BB e residente na capital do estado de Goiás.)

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: REQUISITO ESPECIAL DO CONCURSO É SER HÁBIL ENGANADOR POSTO QUE IRÁ ELABORAR QUESTÕES PARA AJUDAR OS PATROCINADORES, JAMAIS OS BENEFICIÁRIOS DE FUNDO DE PENSÃO. PORTANTO, OS "CONHECIMENTOS GERAIS" RESUME-SE EM "SABER COMO SURRUPIAR BURLANDO A LC 109/2001." OUTROSSIM, O CANDIDATO PRECISA TER TODO O CUIDADO COM O APOSENTADO JOÃO ROSSI NETO, MELHOR DETETIVE JÁ VISTO NO BRASIL.

ABAIXO O PROTOCOLO DE ENTREGA DO ABAIXO-ASSINADO NA PREVI, FEITO NESTA SEGUNDA-FEIRA PELA MANHÃ ATRAVÉS DE NOSSA GENTIL COLEGA SANTINA SBARDELLA QUE MORA NO RIO.

[11:25, 4/12/2017] +55 21 99480-3880: Vamos torcer para que algo de bom aconteça! 🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀🍀
Entregue.  Missão  cumprida.



domingo, 26 de novembro de 2017

RESPOSTA DA PREVI À CARTA ABERTA DO ROSSI


Irmão Ari,

Eis a resposta que a Diretoria Executiva da PREVI nos enviou acerca da Carta Aberta que endereçamos ao Presidente Gueitiro e a publicamos no seu blog. Por princípio de justiça e equidade,  acho que a mesma teria direito à transparência no mesmo veículo, isto é, no seu blog, a despeito de serem improcedentes e insuficientes os esclarecimentos produzidos, tudo "chapa batida", passando ao largo do cerne da questão invocado, qual  seja, de criar uma saída prática,  eficiente e eficaz para desafogo financeiro dos associados, notadamente dos devedores do ES, que hoje estão vendendo o almoço para comprar o jantar, dado a penúria em que estão vivendo... O pior é que as expectativas de melhorias nos benefícios, via dos superávits, são praticamente impossíveis, pois além do déficit técnico gigantesco acumulado, onde iríamos arrumar mais sobras técnicas para cobrir a Reserva de Contingência de 25% sobre a Reserva Matemática que ascende a mais de R$ 30 bilhões, sabido que a constituição da Reserva Especial para revisão do PB-1 somente é viável com os excessos dos superávits que extrapolarem da Reserva de Contingência. De qualquer sorte, fica a seu inteiro talante a decisão de dar publicidade ao expediente PRESI/GABIN. Para os incrédulos e pessimistas, restou provado que o seu blog incomoda os poderosos e que tudo que nele transita é monitorado pela Diretoria.
(João Rossi Neto).
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De: "GABIN - Caixa Postal" <gabin@previ.com.br>
Enviada: 2017/11/24 19:05:25
Para: jrossineto1@uol.com.br, azarizanella@gmail.com
Cc: gabin@previ.com.br
Assunto: ENC: ver abaixo
 
Prezados Senhores João Rossi Neto e Ari Zanella, 

Em atenção à correspondência eletrônica abaixo encaminhada, também publicada no Blog do Ari Zanella, encaminhamos-lhes em anexo a manifestação da PREVI sobre as questões técnicas mencionadas.

Solicitamos divulgar nossa posição nos mesmo veículos e canais em que a Carta Aberta foi publicada.

Atenciosamente, 

Marcelo Coelho de Souza 
Chefe de Gabinete
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A Carta Aberta ao presidente Gueitiro pode ser visualizada neste endereço de link:

Para visualizar a resposta da PREVI à Carta Aberta de João Rossi Neto (reproduzida abaixo com qualidade não tão boa), por favor, clique neste LINK

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sábado, 25 de novembro de 2017

SEM DEIXAR SAUDADES


Notícias

24/11/2017

Sauípe S.A. é vendida


Complexo turístico foi adquiro pelo Grupo Rio Quente

A Sauípe S.A., companhia que opera o empreendimento hoteleiro de Costa do Sauípe, na Bahia, foi vendida pela Previ nesta sexta-feira, 24/11, para o Grupo Rio Quente. O comprador, que já tem um complexo turístico com sete hotéis e três parques em Goiás, adquiriu 100% do empreendimento. A operação está de acordo com um dos objetivos estratégicos da PREVI, de “Balanceamento da gestão de ativos e passivos visando ao equilíbrio do Plano 1”.

A conclusão da venda está sujeita a condições precedentes comuns neste tipo de operação, e ainda depende da aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade.


É importante ressaltar para clientes e parceiros da Costa de Sauípe que a entrega de serviços não será afetada. Durante o processo de tramitação não haverá nenhuma alteração na operação, estrutura e acordos já firmados, dando continuidade à excelência do resort em proporcionar a melhor experiência de hospedagem.












BONS RETORNOS QUE CONSOLAM

   Ontem um associado nosso me enviou pedido para interferir junto à Cooperforte devido a uma ação dos 30% Consignado, sobre a qual já havia solicitado a baixa, mas que devido à morosidade judicial estava tendo dificuldades na cooperativa onde pretendia o adiantamento do 13° Salário. Hoje (sexta-feira) liguei para a Cooperforte e conversei com o diretor Kedson Macedo. Contei-lhe a situação a qual compreendeu perfeitamente, dizendo que o interesse da Cooperforte era resolver os problemas. Dei-lhe o nome da pessoa e de pronto disse que a cooperativa iria entrar em contato com o mesmo. Qual não foi o meu contentamento quando, agora à noite, recebi retorno do colega, cuja mensagem transcrevo sem mencionar o nome:
           Obrigado pela sua imensa ajuda Ari. Você é óoootimo.
         
           Tudo foi resolvido
                                       Grato
   Muito obrigado ao caro diretor Kedson Macedo, juntamente com o diretor amigo Josué, por resolverem a questão. É conversando que a gente se entende. 


    Outro assunto que me alegrou no dia foi saber que outro colega associado obteve êxito na ação individual "Vale Alimentação". Parabéns ao autor cujo nome não posso dar sem autorização do mesmo.

TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 1ª REGIÃO 
DIÁRIO DA JUSTIÇA DO TRABALHO TRT-RJ 
SECRETARIA DA 7ª TURMA DO TRIBUNAL 
66ª VARA DO TRABALHO DO RIO DE JANEIRO - CAPITAL 


Página: 704 



Acórdão 




Processo Nº RO-0011721-68.2015.5.01.0066 
Relator SAYONARA GRILLO COUTINHO 
LEONARDO DA SILVA 
RECORRENTE ASSOCIACAO NACIONAL DOS 
PARTICIPANTES DO PB1 DA PREVI - 
ANAPLAB 
ADVOGADO VANIA DE ALENCAR BARRETO(OAB: 
46145/RJ) 
ADVOGADO HELIANE LOPES RAYMUNDO(OAB: 
67754/RJ) 
ADVOGADO CARMEN LUCIA DE SOUZA 
BASTOS(OAB: 179337/RJ) 
RECORRIDO BANCO DO BRASIL SA 
ADVOGADO BRUNO GOMES NAVARRO 
PONTES(OAB: 188301/RJ) 
ADVOGADO DOUGLAS DE CASTRO RENAULT 
MARINHO(OAB: 122386/RJ) 
ADVOGADO JOAO BOSCO NOGUEIRA 
MENDES(OAB: 63281/RJ) 
ADVOGADO LUIZ ROBERTO FERREIRA 
VAZ(OAB: 111617/RJ) 
ADVOGADO THIAGO RAMOS KUSTER (OAB: 
42337/PR) 
Intimado(s)/Citado(s): 
- BANCO DO BRASIL SA 
Tomar ciência da decisão Id -59dcfb6 
ACORDAM os Desembargadores que compõem a Sétima Turma 
do Tribunal Regional do Trabalho da Primeira Região, conforme 
votos colhidos e registrados na certidão de julgamento, por 
unanimidade, CONHECER do recurso ordinário e, no mérito, DAR- 
LHE PROVIMENTO para, afastando a extinção do feito sem 
resolução do mérito, condenar o reclamado ao pagamento da 
integração da ajuda alimentação em FGTS, férias acrescidas do 
terço constitucional e natalinas, respeitado o marco prescricional 
fixado e os limites da representação processual consolidada nestes 
autos, no processo de conhecimento. HOMOLOGAR, ainda, a 
desistência da ação formulada pelo representado Sr. Amarildo 
Canton, na forma do art. 485, VIII, do CPC. 
Para os efeitos do § 3º do art. 832 da CLT, com a redação dada 
pela Lei nº 10.035/2000, declarar que todos os títulos possuem 
natureza salarial, à exceção das parcelas excepcionadas no art. 28, 
§ 9º, da Lei 8212/91. 
As cotas previdenciárias e o imposto de renda, onde cabíveis, 
deverão ser apresentados atualizados e separadamente, na forma 
da lei. 
Os recolhimentos previdenciários deverão observar os ditames da 
Súmula nº 368, III, do C. TST, tendo o empregador assegurado o 
direito de descontar a cota-parte de responsabilidade do 
empregado. 
Por ocasião da disponibilidade do crédito devido à parte autora, 
deverá a ré apresentar o cálculo da dedução do Imposto de Renda 
sobre as parcelas tributáveis, apresentando a planilha de cálculo 
com base no disposto no § 9º, do art.12-A, da Lei 7713 de 22 de 
dezembro de 1988, regulamentado pela Instrução Normativa RFB nº 
1127, de 07 de fevereiro de 2011, observando-se, outrossim, quanto 
aos juros de mora, a previsão da Orientação Jurisprudencial nº 400, 
da SDI-I, do C. TST, tudo de acordo com a aplicação das 
deduções/isenções pertinentes e a faixa de incidência estipulada 
pela Receita Federal. 
Os critérios para cálculo de juros e correção monetária serão os 
adotados por este Egrégio Tribunal, juros simples de 1% ao mês, 
nos termos da Lei nº 8.177/91, sendo que a definição quanto ao 
critério de correção pelo IPCA ou TR será fixada na fase de 
liquidação. Exceção quanto à atualização monetária do dano moral, 
devida a partir da data em que proferida esta decisão, e juros desde 
o ajuizamento da ação, nos termos da Súmula nº 439 do TST, 
ressalvado o entendimento diverso da Relatora. 
A correção monetária de parcela salarial incide a partir do próprio 
mês da prestação do serviço. No entanto, diante do entendimento 
consolidado na Turma, fica ressalvado o posicionamento da 
Relatora, sendo adotado na decisão o parâmetro fixado na Súmula 
nº 381 do C. TST. 
Autorizada a dedução do que pago a igual título, a fim de se evitar o 
enriquecimento sem causa. 
Invertidos os ônus sucumbenciais, custas de R$600,00, pelo réu, 
calculadas sobre o valor de R$3.000,00 ora arbitrado à condenação, 
nos termos da fundamentação supra. 

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

SIMPLES CONSTATAÇÃO

   O caro leitor me conhece bem, não sou agressivo, tampouco inconsequente, gosto apenas de colocar os pingos nos is. Isso posto, o tema hoje volta a ser o velho e bom empréstimo simples, das taxas mais baixas do mercado. Ninguém pode negar. Não gosto da taxa pós-fixada, preferiria a prefixada mas hoje não vou brigar por isso.
   A diretoria de Seguridade publicou no sítio do fundo os novos parâmetros do ES para o ano de 2018. Fica tudo igual ao praticado neste ano, com exceção de uma mexida (ou mordida?) no índice das taxas do FQM nas faixas dos mais longevos, a partir dos oitenta anos. Sutilmente o nosso fundo elevou a taxa da FQM a quem já tem prazo reduzido, sem, na contrapartida lhe dar mais prazo ou mais limite. Assim o nosso grande diretor Aristophanes, quando for renovar o empréstimo, o fará recebendo menor valor líquido na operação em função do aumento em sua taxa de seguro (FQM). Conclusão: O fundo só ganhou e o associado octogenário só perdeu. É justo isso, Arnaldo?
    A alegação do fundo foi de que o "empréstimo continua simples e disponível a todos os associados". Pode ser, mas que foi uma medida dura aos "velhinhos trambiqueiros" (como nos tachava o ex-diretor José Ricardo Sasseron, amigo do atual diretor), só piorando  a nossa relação com fundo. O patrocinador, outrora uma verdadeira "mãe" e que hoje manda e desmanda na PREVI, tornou-se uma verdadeira "madrasta", colocando os velhinhos indefesos na "linha". Quem não estiver satisfeito que vá se queixar ao bispo, como se dizia antigamente.


07/11/2017

Empréstimo continua simples e disponível para todos os associados

Alteração no FQM garante acesso ao serviço para todos os participantes do Plano 1, sem uma idade máxima

Qual a idade máxima para um associado fazer um empréstimo simples? Ela não existe. Associados de todas as idades podem fazer um empréstimo na PREVI, graças às alterações na cobrança do Fundo de Quitação por Morte, o FQM, que estarão vigentes a partir de 14/11 para novas contratações. Agora, em vez de cinco, serão oito faixas, com diferentes alíquotas. Os prazos para pagamento e taxa de concessão não mudam.

Por que criar novas faixas de alíquotas de FQM?

As novas faixas do FQM foram criadas para atenuar o efeito do ajuste das alíquotas nas faixas de idade mais avançadas. A taxa do Fundo de Quitação por Morte é determinada a partir de cálculos atuariais, que medem o risco de mortalidade em cada faixa etária no período de um ano e indicam qual o percentual necessário para cobrir esse risco. Então, aplica-se o critério de solidariedade distribuindo o peso desse risco entre os grupos etários, para chegar ao valor final das alíquotas. As taxas vão variar de 0,60% (para participantes até 59 anos) a 5% (para participantes com idade a partir de 90 anos).

O segredo é a solidariedade

Esse critério solidário é o segredo que garante a possibilidade de acesso de todos os participantes do Plano 1 ao Empréstimo Simples, sem limite de idade. Sem ele, o valor subiria muito, especialmente nas três faixas etárias superiores, a partir dos 80 anos de idade. Nos empréstimos para associados acima de 90 anos, por exemplo, o FQM – que será de 5% – passaria para 13,13% se não fosse aplicado o critério de solidariedade.

Para que serve o FQM?

O Fundo é uma ferramenta que garante a segurança do patrimônio da PREVI nas operações de Empréstimo Simples. Os valores arrecadados dos associados formam um colchão de segurança que quita o saldo restante dos empréstimos em caso de morte do associado. Dessa forma, os herdeiros e pensionistas não ficam com dívidas, e o patrimônio do Plano é preservado, mesmo que não haja o pagamento das parcelas restantes.

FQM traz segurança para todos os associados

Isso é importante para a saúde financeira do Plano. Afinal, o Empréstimo Simples não é apenas um serviço para o associado. Ele também é uma modalidade de investimento, que deve gerar retorno para o patrimônio da PREVI. Hoje, cerca de 50% dos associados do Plano 1 possuem contratos de Empréstimo Simples. E o FQM dá segurança a esse investimento para todos os participantes, tenham eles empréstimos ou não.

ES ajuda a PREVI a cumprir a sua missão,

Com o FQM as Operações com Participantes podem se manter vantajosas como investimento. De acordo com a legislação, a taxa cobrada nesse tipo de operação de crédito deve ser superior à taxa atuarial do Plano (hoje de INPC + 5% ao ano). Dessa forma, o retorno gerado pelos Empréstimos ajudará a garantir o pagamento seguro e sustentável dos benefícios de todos os associados ao longo dos anos.

Em quanto tempo eu posso pagar meu empréstimo?

Um mecanismo importante para o equilíbrio do Empréstimo Simples é a limitação do prazo de pagamento de acordo com a faixa etária. Hoje, os prazos máximos vão diminuindo de 120 meses para 36 meses à medida que a idade do mutuário aumenta. Isso evita, na prática, que haja uma concessão excessiva de crédito nas faixas etárias com maior risco – o que levaria ao desequilíbrio da operação, com prejuízo ao patrimônio do Plano, ou a um aumento excessivo nas alíquotas do Fundo de Quitação por Morte, que inviabilizaria o acesso dos participantes mais velhos ao próprio ES. O prazo máximo para a quitação dos contratos aumentou de 50 para 120 meses, um crescimento de 140% nos últimos 15 anos.
Atenta às sugestões de associados, a PREVI avaliou a ampliação do prazo. Mas a medida implicaria o aumento significativo das taxas de FQM para participantes de idades mais elevadas, o que inviabilizaria na prática a esperada redução das parcelas.

Qual o valor máximo que posso pegar emprestado?

Atualmente, o teto de concessão para o Empréstimo Simples é de R$ 160 mil, com as parcelas limitadas ao valor da margem consignável do participante. Esse limite será mantido até o final de 2018. Desde 2003, o teto do Empréstimo Simples no Plano 1 passou de R$ 25 mil para R$ 160 mil, um aumento de 540%, contra um INPC acumulado no período de 116,96%. Isso significa que o participante do Plano 1 teve um aumento real de mais de R$ 80 mil no limite de contratação dessa linha de crédito.

Sem suspensão

Conforme previsto no regulamento do Empréstimo Simples, as prestações continuarão a ser cobradas no prazo acordado nas contratações e renovações dos empréstimos.
Essa medida provocaria desequilíbrio nos contratos de ES com elevação do saldo devedor e consequente aumento no valor da prestação quando do recálculo anual. Além disso impacta negativamente o FQM, pois não há arrecadação para o fundo em período de suspensão.

Não tem margem? O ES-13º pode ser a solução para você.

Entre as opções disponíveis para aqueles que não possuem margem consignável disponível está o ES-13º Salário. Essa linha de crédito é uma antecipação do valor correspondente ao décimo-terceiro. É paga em prestação única, debitada em folha de pagamento no dia 20 de abril, para operações contratadas a partir de 1° de novembro. Os participantes podem ter somente um contrato de ES-13º vigente. Nesse caso, a margem consignável do mutuário não é observada, dada a garantia da operação.

Entre os melhores do mercado, sem fins lucrativos

Entre todas as Entidades Fechadas de Previdência Complementar, a PREVI é responsável por 46,28% dos recursos investidos em Operações com Participantes de todo o mercado. O valor médio dos empréstimos concedidos aos nossos associados é 13 vezes superior ao valor médio. Enquanto na PREVI não há limite de idade para a concessão de empréstimos, nas instituições financeiras, em média, o limite é de 80 anos de idade.
As boas condições oferecidas pelo Empréstimo Simples (prazos de pagamento entre os maiores do mercado, e taxas de juros que batem as do crédito consignado) só são possíveis porque a PREVI é uma entidade sem fins lucrativos e de caráter solidário, que conta com uma governança madura e um corpo técnico qualificado.
Isto permite a criação de alternativas que vão além necessidades atuariais da entidade, como o Empréstimo Simples e o Financiamento Imobiliário, excelentes opções de crédito, em que a PREVI pratica os menores encargos permitidos por lei, sem perder de vista o equilíbrio dos planos e a missão de garantir o pagamento de benefícios aos associados de forma eficiente, segura e sustentável.

Financiamento Imobiliário

As Operações com Participantes da PREVI também incluem o Financiamento Imobiliário, que assim como o Empréstimo Simples têm juros mais baratos do que os praticados no mercado, com um prazo máximo de pagamento de 420 meses. Conheça mais sobre o Financiamento Imobiliário da PREVI aqui no site, em Soluções para você >> Financiamento Imobiliário.

Confira as novas alíquotas do FQM, válidas a partir de 14/11 para novas contratações: 

NOVAS ALÍQUOTAS DO FQM
FAIXA ETÁRIAALÍQUOTA
Até 59 anos0,60%
De 60 a 64 anos1,00%
De 65 a 69 anos1,20%
De 70 a 74 anos2,50%
De 75 a 79 anos3,50%
De 80 a 84 anos4,00%
De 85 a 89 anos4,50%
A partir de 90 anos5,00%
Teto de concessão: R$ 160 mil. Prazo máximo: de 36 a 120 meses, de acordo com a faixa etária. 

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NOTÍCIAS PARA VOCÊ

PREVI recebe proposta para negociar participação na Invepar


Proposta de investidor estrangeiro envolve aquisição de ações de PREVI, Petros e Funcef.