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domingo, 6 de novembro de 2016

DIREITO DE DEFESA E RESPOSTA CONCEDIDO

     Uma lição de vida! Que bela biografia a do Mestre José Aristophanes Pereira cujo ingresso no Banco do Brasil ocorreu meses antes de eu ter visto a luz do mundo pela primeira vez. Com muito prazer concedo-lhe, humildemente, o direito de resposta, aqui e agora, ao tempo em que enalteço a minha condição de eterno aprendiz. Quanta saudade do Banco de outrora que tanto nos orgulhava! Minha resposta à sua pergunta no final é "Com certeza!". Ou "surely".

"Prezado Professor Ari Zanella.

Depois do aparecimento, ontem(4/11), no ARIZANELLA, pensei que iria cumprir a minha tradição bissexta, escapando, por algum tempo, dos comentários. Mas, hoje, você voltou, mal completando 24 horas, com nova postagem, perguntando, jocosamente indignado, QUEM MEXEU NO MEU QUEIJO? Acontece que me meteu na história, me imortalizou, tornou-se intimo do Zé e, ainda, avaliou meu suposto comportamento, julgando-me “muito sentimentalista em relação ao BB”. Deixou em dúvida a minha nomeação “como seu assessor” e pior de tudo, se viesse a efetivá-la, seria depois de um pouco mais de doutrinação, enfatizando, em inglês(just a little bit more), pra todo o planeta entender!
My dear Teacher Ari. Registro a honrosa e amena coincidência de seu nome ser o começo do meu, e recordo que, ainda ontem, o aconselhei a ter calma(também em inglês!) e, no revide, oferecer a outra face. Entretanto, a sua postagem de hoje me tirou do sério! Fez juízo de valor a meu respeito, equivocadamente, e, mesmo ressalvando a minha “ilibada reputação”(Lugar comum horroroso!), deixou dúvidas sobre a minha apreciação do “BB”, sem esclarecer se se tratava do “Big Brother” ou do moderno banco público, conhecido como “Banco do Brasil”.
Por tudo isso, Prezado Professor e bloguista, apelo para o seu senso de justiça, além de combativo defensor das manifestações democráticas, no sentido de me conceder o direito de defesa e de resposta, no mesmo espaço, fonte e cor de sua publicação já referida.
Preliminarmente, quero fazer dois registros. Primeiro: A parte boa desse episódio é ter sido citado na prestigiosa companhia dos colegas João Rossi Neto e Edgardo Amorim Rego, guerreiros sérios, estudiosos, que manejam estilos diferentes, nas formas, mas coincidentes na competência dos ajuizamentos e eruditas demonstrações. Segundo: Desculpando-me pela didática redundante, esclareço que assessor é pessoa versada em algum assunto, que presta assistência ao assessorado leigo no assunto. Daí se depreende que é incompatível o propósito do assessorado doutrinar previamente o assessor, mesmo que seja em inglês, ou até Latim. Portanto, peço dispensa do cargo, antes da pretendida nomeação. Não me confunda com tecnocrata, pau mandado de um Interventor – função autoritária, que abomino. Tenho certeza de que, pelas mesmas razões, o Rossi e o Edgardo não aceitarão.
Agora, vamos à parte mais séria. Foi quando você escreveu que o “Zé tem se mostrado muito sentimentalista em relação ao BB”, que dentro do contexto fica evidente que é BB de Banco do Brasil. Permito-me, aqui, na minha justificativa e defesa, a oportunidade de fazer um pouco de História.
Com 20 anos, passado no concurso público, saí de João Pessoa para, no dia 8 de janeiro de 1952, tomar posse, na agência do Banco do Brasil de Campina Grande(PB). Depois de 10 anos, já na Direção Geral, no Rio de Janeiro, aprendi muito sobre o banco, sua historia, sua importante inserção sócio econômica, seus recursos humanos, no atacado e na individualidade dos seus funcionários. Assim aprovisionado e enxergando novas oportunidades, optei, em março de 1962, por voltar ao Nordeste(Recife), robustecido por um diploma de Engenheiro e cativado pelo chamamento de Celso Furtado que, no embalo da Operação Nordeste, antes lançada por Juscelino Kubistchek, dava os primeiros passos nas ações pioneiras da atual finada SUDENE. Aqueles primeiros 10 anos de trabalho, aprendizado, “residência” e graduação, na “Universidade do Banco do Brasil”, marcaram-me profunda e definitivamente, com apreço, respeito, dedicação e reconhecimento à grande INSTITUIÇÃO. Conquanto, progressivamente, recheado por outras experiências, meu currículo se resumia, simplesmente, em declarar que era “do Banco do Brasil”. Por mais 12 anos “trabalhei” fora do Banco, em funções que muito me honraram, no Setor Publico e na Iniciativa Privada. Sensíveis mudanças ocorreram, no Mundo, no Brasil e, naturalmente, no Banco do Brasil. Os diversos atores, na dinâmica do espetáculo sócio econômico, ocupavam novas posições relativas.
No 3º e último ato, voltei à minha Casa de Origem, em março de 1974, como diretor da vasta região Nordeste, abreviada pelo singela sigla DINOR, que me passou o enorme colega e notável homem público Camilo Calazans de Magalhães. Se, antes, vira o Banco, que tanto me marcou, como funcionário de carreira, e depois o vi de fora, trocando experiências e fazendo comparações, com outras pessoas e entidades, nessa terceira etapa, vi, conheci e participei do Banco do Brasil total, interagindo com a labuta disciplinada de seus milhares de funcionários, com a elite pensante que dava pareceres e fazia a CIC, na DG, e com o Estado Maior, nas dimensões superiores, de gestão e políticas. Foi esse o Banco do Brasil que me sensibilizou e se entranhou em minha mente, até MARÇO de 1984. Foram 32 anos de um convívio atípico e intermitente, que me tornaram “sentimentalista”, no seu dizer.
Por fim, desci à planície, na inexpressividade de um “colega aposentado”. Foi nessa condição que sofri, no dia 11 de fevereiro de 2000, a impensável e kafkiana tragédia de bloqueio e confisco – ilegal e criminoso – de um saldo existente em minha conta corrente, no Banco do Brasil, em decorrência de crédito, em pagamento de trabalhos profissionais. Isso ocorreu, por iniciativa do gerente da dependência, de forma premeditada, com rito perverso, no momento em que, pessoalmente, iria efetuar um saque, sob aviso prévio, no Caixa da agência, onde mantinha conta funcional. Ironicamente, a mesma agência que eu, como Diretor, inaugurara, festivamente, anos atrás. Tudo por causa do saldo pendente de um empréstimo pessoal, quase todo pago, com valores distorcidos na passagem para o Plano Real e, administrativamente, nunca explicado pelos gestores da agência. Por isso, em ação judicial de minha autoria, pedira anos antes – e fora atendido – que o banco se abstivesse de levar a débito da minha conta as parcelas mensais, até esclarecimento da metodologia adotada na cobrança. Hoje, com mais de 20 anos, o caso permanece na Justiça. Só tenho com o Banco, na citada agência, uma modesta movimentação de meus proventos de aposentadoria e mais nada. Moro a 30 Km da agência e, graças à Internet, movimento tudo à distância.
Sem saudosismo e recordações piegas, sei que o Banco do Brasil de hoje é muito distinto e diferente daquele que eu habitei. Mesmo assim, tenho respeito e admiração pela INSTITUIÇÃO bicentenária, daí o meu “sentimentalismo”, pois distingo, sem paixões, os AGENTES OCASIONAIS das suas respectivas INSTITUIÇÕES. Estas são permanentes, aqueles passageiros.
No plano mais amplo da instituição Banco do Brasil, no cenário sócio econômico brasileiro, conquanto seja um liberal, que pugna por um Estado Mínimo, menos executivo e menos intervencionista, vejo, entretanto, o banco público como um poder moderador, necessário, para cumprir projetos e programas nacionais, em meio às severas distorções, perniciosas, do nosso cartelizado sistema financeiro, notadamente num país continental que padece de gritantes e penosas diferenças sociais e inter-regionais.
Ainda vai me querer como assessor?! 

Cordialmente, Zé Aristophanes."

18 comentários:

Blog do Ed disse...

Que página! Antológica!
Edgardo Amorim Rego

Rosalina de Souza disse...

Estimado Zé Aristophanes, Estimado Ari Zanella,

Acredito muito em uma frase erroneamente atribuída a Volteire, mas que foi dita na verdade por Evelyn Beatrice Hall,que diz assim:

“Eu não concordo com uma palavra do que você diz, mas defenderei até a morte o direito de dizê-la”.

Isso é civilidade, isso é tolerância, isso é respeito ao próximo.

Não aceitar opiniões diferentes, sequer tentar ouvi-las, é abrir as portas pra arrogância e pra estagnação, porque é na discordância que a gente aprende e cresce.

É preciso ouvir o que o outro tem a dizer, tentar entender o ponto de vista dele e absorver o que, de tudo o que foi dito, for interessante pra você.

Parabéns aos dois colegas, que merece todo o nosso respeito, somos todos uma família, ainda que pedaços dela tenha sofrido ataques, dos que não aprendeu com o passado que todos vocês construíram com muito zelo e dedicação.

Este Post foi uma aula de RESPEITO E CIVILIDADE.

Anônimo disse...

PUTZ !

Nascimento.

Anônimo disse...

É por pessoas assim que sinto tanto orgulho de ter trabalhado no banco do Brasil. Que lindo. Realmente quando entrou no bb eu ainda não tinha nascido. Parabéns Zé pelo seu lindo histórico. Vamos lutar pelo nosso BB

Anônimo disse...

Este não é Zé e sim José.

Zé sou eu que não soube administrar minha carreira. Se pudesse voltar no tempo optaria, devido minha falta de capacidade, ou virar um sindicalista que não requer nenhuma massa cefálica, ou investiria meu salário num curso de investigador onde ensinam a utilizar grampos.
Meus vencimentos seriam bem melhores


Parabéns ao José pela aula, apesar de entender que o Professor não teve a intenção entendida

Anônimo disse...

Gente, estou precisando de ajuda. Terei que fazer uma cirurgia de catarata, nos dois olhos. No meu caso, o mais indicado é um par de lentes - importadas -, que tem um custo de aproximadamente R$ 9.000,00, nas especificações que preciso. A Cassi NÃO PAGA, paga apenas as lentes nacionais, que não servem para o meu caso. Alguém tem alguma informação sobre o P.A.S? Ainda existe? se sim, será que o parcelamento em 48 meses ainda existe? Qual a documentação necessária? Como devo proceder? Agradeço por qualquer tipo de informação.

Nascimento.

Anônimo disse...

Colega Nascimento (06/11/16 12:28)

No sitio da CASSI pesquise por Programa de Assistencia Social - PAS e ao abrir a página existe um link para Cartilha PAS, que contem as orientações.

Minha esposa fez o procedimento e tive que marchar com a diferença do preço das lentes.

Não quero desanimá-lo, mas pelo que entendi o PAS não cobriria tal diferença.

Mas quem sabe? Não custa tentar.

Anônimo disse...

Igualmente ao colega acima de 12:28, gostaria de uma resposta dos colegas. Fiz um procedimento para retirada de calculo renal , coloquei um Duplo J que infelizmente não retirou a pedra e precisarei repetir a operação. Minha pergunta e se a Cassi ressarce o total que paguei ao anestesista(2.500,00) mais 250,00 da instrumentadora, nunca utilizei tal serviço da Cassi e quanto tempo leva pois precisarei do dinheiro para fazer pela segunda vez. Aguardo. Obrigada.

Divanny silveiira-s.llagoas disse...


Teacher and friend , i just call to say i,m your fan !!!1 Mestre
pessoas como você que tem a alma imaculada e desprovida de remor-
sos, palavras saem do coração sem serem buriladas no cérebro
vão sempre passar por esta situação. E a alma italiana, cheia de
alegria e boa fé. Mestre, também acho que você cometeu erro ao
oferecer um cargo de assessor a um colega demais gabaritado..Fi-
nalizando ,Mestre, antes de o abraçar nesta semana pós-finados
quando muitos de nós ainda estamos tristes,quero dizer e todos
os leitores sabem que voce faz papel de missionario ; e o ganho
é o mesmo que Jesus recebeu na cruz : vinagre !!!









Anônimo disse...

Caro amigo Divany das 7 X 1 Lagoas,

Como vc está meu amigo? Como gostaria de ter um remédio para essa dor que enche meus olhos de lágrimas só de imaginar
Perdi um irmão com 25 anos que morreu de câncer. Só Deus sabe o tamanho da dor que o tempo ajuda a diminuir...
Força meu irmão!!! Tenho certeza que está melhor q nós

Aristophanes disse...

Prezado Ari Zanella.
Antes de enviar o texto ao blog, ontem, já tarde da noite, procurei faze-lo, diretamente, a você, por e-mail. Mas, sem sucesso, pois não tinha seu endereço eletrônico, nem o encontrei, em rápida busca no Google/ANAPLABB. Por isso, quando vi, posteriormente, a sua generosa opção, por me dar o “direito de defesa e resposta”, com a postagem no blog, retirei a publicação feita nos comentários da postagem anterior(Partes 1 e 2).
Conheço o seu estilo literário de dirigir, caracterizado por forte torque na arrancada, cuidados na estrada e freada suave...
Notei, nesta página, algumas compreensíveis e sutis reações de colegas, que parecem ter enxergado uma batida de frente, entre nós, e um revide magoado e enrustido, de minha parte. De forma alguma! Entendi, desde o início, o humor elegante de seus conceitos brincalhões e, na mesma linha, aproveitei a oportunidade, para me explicar, no meu estilo sisudo, e dizer o porquê de minha afeição à vetusta instituição Banco do Brasil. Para expor uma aparente contradição nessa incorrigível afeição, aproveitei, ainda, a oportunidade, para relatar, pela primeira vez, publicamente, o episódio vergonhoso por que passei – e que mudou a minha vida, pelos danos moral, profissional e patrimonial – urdido pelo mau caráter de um administrador mesquinho e covarde, e – ouso suspeitar – movido por influências ideológicas, que já começavam a aparelhar o banco, nos idos de 2000.
Nessas circunstâncias, venho reiterar o apreço que lhe devoto e dizer-lhe que, consultada a família, adoto a desaposentadoria e assumo o novo emprego, como assessor sênior do Professor e combativo bloguista Ari Zanella. Cordialmente, Aristophanes Pereira.

Blog do Ed disse...

Quanto sofrimento e dor neste nosso mundo de antigos funcionários do mais importante e histórico Banco deste Brasil. E nós fomos esse Banco, e como fomos!
Edgardo Amorim Rego

Anônimo disse...

Colega das 15:53,

Minha esposa colocou Duplo J em duas ocasiões e a Cassi sempre autorizou o procedimento sem empecilhos. Não desembolsamos nenhum valor.

Achei um absurdo cobrar 2.500,00 de anestesia para tal procedimento.

Ari Zanella disse...

Preclaro Mestre Aristophanes,

Em nenhum momento passou-me pela cabeça qualquer animosidade. Muito longe disso! Como dizia Jânio Quadros: "Fi-lo porque qui-lo". Fi-lo porque vi uma oportunidade ímpar de expor um texto antológico (na expressão do Edgardo Amorim Rego), Agradeço-lhe de todo o meu coração sua magnânima contribuição que só enriqueceu meu modesto blog. Tenho 64 anos completados em 28.10 e anseio atingir os 84, idade do meu mestre. Peço não dar ouvidos a alguns comentários como de meu grande amigo Divany (Sete Lagoas-MG). Ele me tem no maior apreço e costuma me "defender" mesmo que eu não tenha nenhuma razão.
Queira receber, estimado mestre, os meus profundos sentimentos de amizade e fraternidade.

Anônimo disse...

OPÇÕES


Por que as pessoas fazem opções de serem Aristophanes, Edgardos? Mesmo possuindo uma capacidade bem acima da média, optaram pelo lado bom, do bem, do justo, da nobreza, da fidalguia?
Será o berço? Ajuda muito, mas não creio que seja o bastante.
São pessoas que são queridas mesmo sem vermos os rostos. São pessoas que aglutinam, que os que têm o privilégio de conviver, despertam inveja nos demais. Imaginem a aula de vida que esses homens são capazes de dar diariamente. Ah! Tomara que os que foram agraciados saibam valorizar e extrair ao máximo o que essas fontes de sabedoria tem a oferecer ...

Por que fizeram essa opção?

Com a palavra os dois nobres senhores


Assinado: Um ponto atento na multidão

Divany-S. Lagoas-mg disse...



Colega anônimo das 17,07 ;

Você sumiu, meu amigo. Vou te contar uma confidencia das mais posi-
tivas ; depois que vc começou "secar' meu botafogo ele não perdeu
mais e esta invencibilidade não acontecia desde 1948. Sua presença
foi oportuna,pois hoje teve algo neste blog que me desapontou um
bocado.Mas são coisas da vida.foi um prazer falar contigo.

Blog do Ed disse...

Meu querido amigo e colega das 19:52
Não posso ficar calado. Você tem direito a uma resposta. Aos 10 anos de idade, o Padre Camile Torrend, jesuíta famoso francês, cientista, botânico, colaborador da mais prestigiosa revista francesa científica daqueles idos de 30 e 40 do século passado, levou-me para a Escola Apostólica de Baturité, no coração do Ceará. Lá era reitor o Padre Freire. Este padre era o próprio Jesus Cristo. Todos os seus gestos e palavras eram de bondade. Jesus não superaria a ele no amor ao próximo. O mundo seria outro, se todos fôssemos iguais ao Padre Freire. O homem que mais marcou esta minha longa existência de já 90 anos e 5 meses.
Edgardo Amorim Rego

Aristophanes disse...

Prezado Ponto Atento na Multidão(em 6/11, às 19:52)
Depois de idealizar e nos vestir(Eu e Edgardo) com um generoso manto humano, quase utópico, você nos pergunta: “Por que fizeram essa opção?” Que sutil armadilha! Não há o que explicar. Não fiz opção de vida, segui circunstâncias. Limito-me a repetir José Ortega y Gasset: “O homem é o homem e suas circunstâncias”. Cordialmente, Aristophanes Pereira.