BANNER

Acesse aqui!
atendimento@anaplab.com.br
Joinville/SC: (47) 3026-3937
S.J. Pinhais/PR: (41) 3035-2095

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

É CORRETO INICIAR A SÉRIE HISTÓRICA EM 1997?



Historicamente o INSS já totaliza índice acumulado superior ao da Previ, conforme se comprova na tabela abaixo:
Ano
PREVI %
INDICE
INSS %
INDICE
1995
zero
1,0000
42,85
1,4285
1996
zero
1,0000
15,00
1,6428
1997
5,69
1,0569
7,76
1,7703
1998
4,69
1,1065
4,81
1,8554
1999
7,88
1,1937
4,61
1,9409
2000
14,20
1,3632
5,81
2,0537
2001
10,90
1,5117
7,66
2,2110
2002
9,39
1,6537
9,20
2,4144
2003
30,05
2,1506
19,71
2,8903
2004
7,97
2,3220
4,53
3,0213
2005
6,92
2,4827
6,35
3,2131
2006
2,75
2,5510
5,01
3,3741
2007
3,57
2,6421
3,30
3,4854
2008
6,64
2,8175
5,00
3,6597
2009
5,44
2,9708
5,92
3,8763
2010
5,31
3,1285
7,72
4,1756
2011
6,44
3,3300
6,47
4,4458
2012
4,86
3,4918
6,08
4,7161
2013
3,81
3,6249
6,20
5,0085
2014
5,56
3,8264
5,56
5,28
2015
6,23
4,0648
6,23
5,6163
2016
11,28
4,5233
11,28
6,2498
Acumulado
352,33
352,33
524,98
524,98
Tabela 01
Fonte: Previ e INSS

Desconsiderando-se os anos de 1995 e 1996 o processo se inverte influenciado pela ação movida contra a PREVI que teve de aplicar um índice de correção de 30,05% no ano de 2003 (acumulado IGPDI).
Ano
PREVI %
INDICE
INSS %
INDICE
1997
5,69
1,0569
7,76
1,0776
1998
4,69
1,1065
4,81
1,2994
1999
7,88
1,1937
4,61
1,1815
2000
14,20
1,3632
5,81
1,2501
2001
10,90
1,5117
7,66
1,3459
2002
9,39
1,6537
9,20
1,4697
2003
30,05
2,1506
19,71
1,7594
2004
7,97
2,3220
4,53
1,8391
2005
6,92
2,4827
6,35
1,9559
2006
2,75
2,5510
5,01
2,0539
2007
3,57
2,6421
3,30
2,1217
2008
6,64
2,8175
5,00
2,2277
2009
5,44
2,9708
5,92
2,3596
2010
5,31
3,1285
7,72
2,5418
2011
6,44
3,3300
6,47
2,7063
2012
4,86
3,4918
6,08
2,8708
2013
3,81
3,6249
6,20
3,0488
2014
5,56
3,8264
5,56
3,2183
2015
6,23
4,0648
6,23
3,4188
2016
11,28
4,5233
11,28
3,8044
Acumulado
352,33
352,33
280,44
280,44

Tabela 01
Fonte: Previ e INSS

Apurando-se os 20 anos da série histórica verificamos o seguinte:
A PREVI concedeu 09 aumentos superiores ao INSS;
O INSS concedeu 08 aumentos superiores à PREVI.
Nos últimos 03 anos os índices de reajustes PREVI e INSS são iguais, decorrentes da antecipação dos pagamentos dos benefícios de junho para janeiro.
Um dado relevante omitido pela PREVI diz respeito aos anos de 1995 e 1996, quando o INSS concedeu reajustes de 42,85% e 15% respectivamente, caracterizando uma perda acumulada nestes dois anos de 64,28% para quem se aposentou até 31/12/1994.
De acordo com o apurado na tabela 01, o INSS, historicamente, reajustou seus benefícios a mais do que a PREVI na ordem de 172,65%. Veja a desinformação prestada pela PREVI quando retira da sua série exatamente os anos em que o INSS teve reajustes expressivos e ela não concedeu qualquer reajuste.
Do ano de 2013 em diante, com a implantação da nova data base em janeiro, os dois índices serão equivalentes, uma vez que os dois benefícios estarão sendo corrigidos pelo mesmo indexador, o INPC.

(Textos e tabelas elaborados pelo Presidente de Tesouraria da ANAPLAB, o amigão José Gilvan Pereira Rebouças, irmão cearense que reside na cidade paranaense de São José dos Pinhais.)

Nota do Blog: 

Série histórica não pode ser parcial, ou seja, começar nos anos em que beneficia o propagador. A partir de 2014 houve a unificação do mês de reajuste para janeiro e a grande beneficiada foi a própria PREVI. Portanto, de janeiro 2014 em diante os índices se equiparam, não havendo mais diferenças. 

14 comentários:

tarcisio augusto bulhoes martins disse...

Prof. Ari, boa tarde. Gilvan, sem comentários.....PEDRA ANGULAR DA ANAPLAB. Aposentei em SET/91; se entendi, dancei em 64,28%. Meu Deus. Viva a PREVI. Tarcísio.

Anônimo disse...

Pois é, caro Ari. Os anos FHC foram terríveis para aposentados e funcionários da ativa do BB.

Anônimo disse...

BATE-BOCA NA CORTE: MINISTRO OTÁVIO NORONHA CHAMA PRESIDENTE DO STJ DE MAU CARÁTER

Os ministros do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Francisco Falcão, atual presidente, e Otávio Noronha protagonizaram um bate boca, chegando a elevar a voz e trocar ofensas, durante sessão da Corte Especial, nesta quarta-feira (3). Na ocasião, Falcão foi chamado de “mau caráter” por Noronha.


O gatilho para o embate ocorreu quando Falcão começou a defender medidas administrativas adotadas durante a sua gestão, que, segundo ele, economizaram milhões do erário. “O STJ, no fato inédito, devolveu aos cofres públicos da União R$ 34 milhões do Orçamento de 2015 [...]. Fizemos muito, com pouco. É um fato inusitado na administração pública brasileira”, afirmou.

Em seguida, ele lembrou ter suspendido a construção de um edifício que seria usado pela Escola de Nacional de Formadores e Aperfeiçoamento de Magistrados (Enfam), de acordo com o presidente, no valor de R$ 40 milhões.
Otávio Noronha, que já foi diretor-geral do Enfam, interrompeu Falcão e o acusou de gastar recursos desnecessariamente, comprando veículos novos para o Tribunal. “Mas comprou dez carros novinhos[...], último tipo, com teto de vinil. Comprou só dez, [que] beneficiavam o presidente e seu gabinete, e os demais foram de roldão, só dez”, disparou Noronha.

Falcão argumentou que tais aquisições atendiam a um pedido do próprio Noronha, que se revoltou com a acusação e disparou: “Mentira! É tão mentiroso[...]. Um mau caráter desse vem me provocar em sessão”, disse ele, dirigindo-se a Falcão.
Mau caráter

O constrangimento instaurou-se. Os demais ministros, então, pediram a retomada da pauta, na tentativa de amainar os ânimos. A calmaria durou pouco. Logo em seguida, Falcão perguntou ao ministro Humberto Martins em que pé estava a tramitação de um mandado de segurança impetrado por um servidor do STJ alvo de um processo disciplinar. Martins é o relator.

A apuração foi instaurada pelo presidente Falcão e mira em uma licitação na área de Tecnologia da Informação do tribunal. O caso deu origem a um inquérito na Polícia Federal, que está analisando suspeitas de superfaturamento.

A temperatura voltou a subir e iniciou-se a segunda etapa do bate-boca, já que o ministro Otávio Noronha foi testemunha de um dos investigados.
“Esse presidente é um tremendo mau caráter”, acusou Noronha.

Falcão, gritando, respondeu: “Mau caráter é Vossa Excelência, me respeite!”. A ministra Laurita Vaz, que havia assumido a presidência da sessão minutos antes, pediu calma e pôs fim ao embate.

Postado por Radar

Fonte:http://www.radarcondominios.com.br/index.php/distrito-federal/817-bate-boca-na-corte-ministro-otavio-noronha-chama-presidente-do-stj-de-mau-carater

rafael campagnoli disse...

Pois bem. Essa é uma oportunidade para que os representantes que elegemos para a Previ solicitem a correção. A Previ precisa saber que os aposentados estão representados e não aceitam ser tratados como acéfalos.

Anônimo disse...

A PREVI, como sempre, usa de uma transparência à toda prova.

E o Sr. Gilvan levantou bem a questão. Mais claro impossível.

Ari Zanella disse...

PREVI – REAJUSTE DE BENEFÍCIOS - COMPARATIVOS
Os benefícios da PREVI e do INSS foram reajustados em 11,28%, a partir de janeiro de 2016.
Ao informar sobre os reajustes, a PREVI divulgou tabelas com históricos comparativos no período de 1997 a 2016, em que a PREVI acumulou reajustes de 352,61% e o INSS de 280,24.
Nesta mesma linha, o Diretor de Seguridade divulgou que “Desde 1997, quando se alterou a forma de reajuste dos benefícios da Previ, o índice de correção alcançou a cifra de 352,61%, superior ao reajuste do benefício do INSS que foi, no mesmo período, de 280,24”.
Diante dos comparativos divulgados, pode-se inferir que todos os aposentados do Banco tiveram seus benefícios corrigidos acima dos reajustes concedidos pelo INSS.
Porém, isso somente é válido para os que se aposentaram até dezembro de 1997.
Como as tabelas divulgadas não trazem notas explicativas, tentaremos clarear a questão. A propósito, as datas e critérios de reajustes nem sempre foram comuns às duas Instituições. Em junho de 2003, por exemplo, o reajuste da PREVI foi de 30,05% o do INSS 19,71% e o do Banco, que baliza o cálculo de benefícios foi de 12,6%. A partir de 2004, a PREVI passou a utilizar o INPC como indexador do reajuste de benefícios, ao invés do IGPD como era antes.
Neste contexto, é relevante destacar que até dezembro de 1997 os benefícios pagos pela PREVI eram complementares (diferença entre o benefício global e o valor pago pelo INSS). Logo, os reajustes destes benefícios não sofreram, não sofrem os efeitos do reajuste do INSS.
No entanto, os participantes que se aposentaram a partir de 1998, sofreram os efeitos da Parcela PREVI, visto que para estes aposentados, os benefícios pagos pela PREVI passaram a ser suplementares (diferença entre o benefício global e a Parcela Previ), cujo valor à época era de R$ 1.031,00, que correspondia ao teto do benefício do INSS.
Ocorre que no período de 1998 a 2005, a referida Parcela PREVI foi corrigida pelos mesmos índices dos benefícios da PREVI, acumulando 134,91%, enquanto que os salários dos funcionários ativos (base para cálculo dos benefícios) acumularam reajustes de apenas 41,05%. Note-se que, esse descasamento dos reajustes provocou redução nos valores dos benefícios concedidos no referido período (1999 a 2005), visto que a parcela PREVI (referência do desconto do benefício global calculado com base no salário de participação) foi substancialmente aumentada em relação ao salário de participação no mesmo período.
Destaque-se que: quanto maior for o valor da Parcela PREVI, menor será o suplemento do benefício pago pela PREVI; Quando a Parcela PREVI for maior que o benefício do INSS fica caracterizada perda no benefício global. O inverso é verdadeiro, ou seja, quando a Parcela PREVI for menor que o Benefício do INSS fica caracterizado ganho no benefício global.
É certo que esta distorção foi corrigida a partir de dezembro de 2005, com a redução da Parcela PREVI de R$ 2.200,00 para R$ 1.468,00. Registre-se que não teve efeito retroativo, o que entendo, seria o justo e necessário para reparar as perdas passadas, ocorridas no período de 1998 a 2005. Na realidade a redução da parcela PREVI ficou próxima à correção do salário de participação no mesmo período o que caracteriza a distorção que existia.
Observe-se que, a partir de 2006, a Parcela Previ passou a ser reajustada em setembro de cada ano, pelo mesmo índice de correção dos participantes da ativa, permitindo a neutralização de perdas para os que se aposentaram a partir daquela data.
Para reflexão, se considerarmos o período de 2004 a 2016, o reajuste acumulado praticado pela PREVI foi de 5,77% menor que o concedido pelo INSS, 24,54% menor que os reajustes praticados pelo Banco e 155,65 menor que os reajustes acumulados do Salário mínimo. Considere-se que os reajustes do Banco e do INSS sofrem outros efeitos.
(Continua...)

Ari Zanella disse...

(Continuação...)

Diante das variáveis consideradas, pode-se concluir que, os benefícios mais achatados em relação ao universo de aposentados do Banco concentram-se em milhares de Colegas que se aposentaram entre o segundo semestre de 2003 a 2006, diante do redutor advindo da Parcela PREVI.
Há que se destacar que os reajustes dos benefícios da PREVI foram concedidos de acordo com os Estatutos e Regulamentos que vigiam em cada época.
Também é certo que os reajustes neutralizam os efeitos da inflação oficial calculada pelo IPCA. Porém, diante de evidências extraídas de outras variáveis, não há como negar que existe um grupamento de beneficiários que tiveram seus benefícios achatados, comparativamente a outros segmentos, dentro do próprio Plano 1 da PREVI.
É sabido que este achatamento teve forte origem na política de remuneração do Banco, praticada, em especial, no período de 1997 a 2003, além dos efeitos da Parcela PREVI e da troca do IGPDI pelo INPC, a partir de junho de 2004. Essa realidade também acarretou problemas na CASSI, cujo plano de associados opera no vermelho, as reservas foram exauridas, problema este que exige solução imediata.
Não podemos deixar de considerar o momento adverso por que passa a PREVI e os Fundos de Pensão em geral, em razão dos problemas econômicos Nacional e internacional. Mas, também temos que refletir e buscar solução para corrigir as distorções identificadas e possibilitar a justiça remuneratória. Encontrar a forma que permitam tais correções é o grande desafio que temos pela frente.
Antonio J. Carvalho

Publicado no Facebook

Everton disse...

Caro Ari,
Eu me aposentei em 2007, ficamos sem reajuste no periodo FHC, estou sempre na contra-mão. faça uma comparação dos indices de 2007 até do reajuste do INSS, previ e BB.
E agora, piorou ainda mais quando alteraram o periodo de reajuste para janeiro e não junho. Veja a inflação desse mês de janeiro em torno de 1,27%, já defasou o nosso reajuste em quase 2%. Se o reajuste continuasse em junho, com certeza o impacto seria menor do que no inicio do ano.

Anônimo disse...

Pedalando para pagar pedalada:


http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,governo-faz-manobra-com-recursos-do-bc-para-pagar-pedalada--mostra-estudo,10000015069

Anônimo disse...

Prof Ari, a unica maneira de ficar um pouco mais justo, seria excluir a mudanca de 1997, e recalcular, somando-se ao que nos tiraram, anuenios, promocoes automaticas por letra, de tres em tres anos. Aproveito e falo sobre nossa nova margem consignavel. No financiamento imobiliario, antes poderia financiar R$ 252.000, agora passou para R$ 77.000. Lamentavel e adeus Carim.

Anônimo disse...

O PT CONSEGUIU DESTRUIR TUDO QUE PRESTAVA. PETROBRÁS, CARIM, ETC. ESPERO QUE AINDA RESTE SOLUÇÃO PARA O PAÍS SEM JOGAR A CONTA SOMENTE PARA A CLASSE MÉDIA PAGAR.

Adaí Rosembak disse...

Caro Ari Zanella,

Você está arrebentando !!!
O último artigo foi sobre a Petrobrás em que você arrasou! Agora é com esse com dados sobre reajustes da Previ em comparação com o INSS !!!
Assim é covardia.
Não vai sobrar um blogueiro para disputar com você.
Brincadeiras à parte, mais uma vez você está parabenizado pela objetividade de seus artigos.

Abração e estou ansioso pela próxima nota.

Adaí Rosembak

Ari Zanella disse...

Preclaro e bondoso amigo Adaí,

Na verdade, a postagem anterior é do Cláudio Humberto (Diário do Poder). Coloquei o LINK embaixo que remete à fonte. De todo modo, muito grato pelos teus elogios.

Anônimo disse...

Prezado Ari,
O pior que aconteceu com os aposentados pos 97 foi a instituição da PARCELA PREVI.
Trabalhamos por anos e anos para constituir nossas reservas, intituladas de Beneficio Definido, e ao aposentar aplicaram essa aberração, que, no meu caso, levou metade dos meus direitos.
Justiça seria exterminar a parcela previ, que, ao meu ver, interessa unicamente ao Patrocinador, haja vista que no "apagar das luzes" abocanhara todo o Patrimônio restante para fazer dele o que bem entender.