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sábado, 12 de dezembro de 2015

PEQUENA AMOSTRA DA VIDA DE FRANCISCO DE ASSIS CHATEAUBRIAND BANDEIRA DE MELO (PARA DESCONTRAIR)


Primeira noite de núpcias. A esposa começou a desfazer as malas e espantou-se com a desorganização de Chateaubriand. Entre as roupas amarrotadas, descobriu três camisolões e uma inusitada touca presa por um elástico, semelhante a um pequeno coador de café. "Os camisolões eu uso desde garoto, são mais confortáveis que qualquer pijama", avisou Chatô: "A queixeira é para manter a boca fechada e evitar o ronco”.
Esmiuçando mais, Maria Henriqueta encontrou dez lápis pretos e várias resmas de papel. Nem era preciso dar explicações. Sem a menor aptidão para aprender datilografia, ele usou aqueles instrumentos rudimentares para escrever, durante meio século, a coluna diária que publicava no influente império dos Diários Associados. 

Ao mesmo tempo genial e maquiavélico Francisco de Assis Chateaubriand Bandeira de Melo (nascido a 4 de outubro de 1891, em Umbuzeiro, Paraíba) foi gago até os dez anos de idade. Inexplicavelmente curado, mudou-se para o Recife.

A vergonha do corpo não o permitia sequer um banho de mar. Magrela, mal passava o metro e 60 de altura. A estreia no jornalismo aconteceu aos 15 anos, na Gazeta do Norte. Não demorou a suscitar polêmicas com figurões da cidade em textos ferinos. Os artigos começaram a ecoar no Rio de Janeiro e seu nome ficou ainda mais conhecido quando venceu um concurso para lecionar Direito. 
                                                                             

                                 Ameaça paraibana 

Logo ele abandonou o projeto de dar aulas e se tornou um jovem respeitado nas redações cariocas. Mas continuou se dedicando aos tribunais durante três anos. Juntou dinheiro, acumulou contatos e, em 1924, comprou O Jornal. Substituiu artigos soníferos por reportagens instigantes e deu certo.
No ano seguinte, Chatô arrebatou o Diário da Noite, de São Paulo. A ética quase nunca constava da tática para crescer. Chantageava as empresas que não anunciassem em seus veículos e mentia descaradamente para agredir os inimigos.
Farto de ver seu nome na lista de insultos, o industrial Francisco Matarazzo Jr. ameaçou "resolver a questão à moda napolitana: pé no peito e navalha na garganta." Chateaubriand devolveu: "Responderei com métodos paraibanos, usando a peixeira para cortar mais embaixo." 
A essa altura, já tinha o jornal líder de mercado na maioria das capitais brasileiras. Em 1935, ele entrou na era do rádio, inaugurando a Tupi de São Paulo. E, em 1949, trouxe a novidade revolucionária com que se encantara no Exterior: a televisão.
Na semana da primeira transmissão, convidou os homens mais influentes do País para um bufê, mas mandou servir guaraná e pão com mortadela para todos. Quem quisesse pratos finos que desembolsasse milhares de cruzeiros. O dinheiro iria para a compra de quadros, o Museu de Arte de São Paulo, seu grande devaneio, que estava funcionando há dois anos. 
Chateaubriand cansou de negociar empréstimos – evidentemente nunca pagos – com os presidentes Getúlio Vargas e Eurico Gaspar Dutra. Elegeu-se senador duas vezes e só deixou o cargo para ocupar a Embaixada do Brasil em Londres, em 1957. Ao encontrar o ex-primeiro-ministro Winston Churchill, sacou da valise de couro um chapéu de cangaceiro e o sagrou "Cavaleiro da Ordem do Jagunço". 

                               Pés de barro 


Quando Chatô foi internado em 1960, com trombose, o gigante começou a mostrar que estava apoiado em pés de barro. Sem o velho capitão por perto -, tetraplégico, ficara condenado a uma cadeira de rodas -, despencaram as vendas da revista O Cruzeiro, que no auge atingiram 800 mil exemplares. Os jornais atolavam-se em dívidas e trocavam as grandes reportagens por matérias pagas.
O império se esfacelava e Chatô assistia ao surgimento do reinado de Roberto Marinho. Convenceu o Congresso Nacional a abrir uma CPI sobre o que entendia ser um empréstimo fraudulento obtido por Marinho junto ao grupo americano Time-Life para viabilizar a Rede Globo.
Partiu para o ataque pessoal e xingou o rival de "cafuzo, crioulo e mameluco". Chegou a sugerir que Marinho fosse submetido a um processo sumário e enviado para a ilha de Fernando de Noronha, onde ficavam os presos políticos e os corruptos "com a cabeça raspada". Esperneou em vão. Morreu a 4 de abril de 1968, deixando seu maior patrimônio, os Diários e Emissoras Associados, para um grupo de 22 funcionários.

Um acontecimento hilário com o Chatô. Certa feita comprou um quadro do pintor italiano Jacopo Comin, conhecido por Tintoretto para incorporar o acervo do Museu de Arte de São Paulo, a menina dos seus olhos. Chamou o mestre de cerimônia e lhe entregou um bilhete, escrito a mão, como sempre, para anunciar o novo quadro do Tintoretto. O funcionário embaraçou-se com o escrito e anunciou equivocadamente: “Tiroteio no Museu de Arte”.

(Enviado por João Rossi Neto, ilustre amigo de Goiânia-GO)

7 comentários:

Anônimo disse...

Os métodos do Chateaubriand mostra muito bem como os barões da nossa mídia agiam e agem. Até pouco tempo, o Marinho derrubava e elegia presidentes e etc...., mas agora tá mais difícil. Entretanto, ainda tem muita gente que acredita em tudo que sai na Globo.

Goulart disse...

Colega Joao Rossi, muito interessante a história, com passagens pitorescas de Assis Chateaubriand, )eta nome difícil de escrever...) valeu e estamos a aprender mais. Obrigado colega Goulart, do Paraná.

Unknown disse...

Amigos,
Voltando a Previ, se a margem de contingência está negativa em R$ 572 milhoes, entendo que o fundo está negativo neste valor. Ou seja, pelo atuarial, faltaria esta quantia. Ou estou errado? A verdade é que viveremos um bom tempo com algum déficit na Previ. Nada de superávits, nada de agrados, nada de nada. Enquanto a economia não se aprumar novamente, é o que podemos esperar. Celio

Ari Zanella disse...

Deu no Tuíter:

O Antagonista ‏@o_antagonista Há 2 horas

Joaquim Levy: "se o rumo das coisas não mudar, o Brasil quebra"

João Rossi Neto disse...

Meu caro Célio,

Pelos números divulgados no site, posição de setembro/15 - 3º trimestre, a PREVI está com "déficit" de R$ 572 milhões, ou seja, o balanço é negativo mesmo e, em outras palavras, estamos no vermelho, em prejuízo e na pior.

Lembrando que as palavras "Lucro" e "Prejuízo" não se aplicam as sociedades civis sem fins lucrativos e sim para as empresas comerciais, em geral. Portanto, em havendo déficit técnico não há que se falar em "Reserva de Contingência" que, em síntese, é uma sobra, uma gordura que se estoca para os casos de reveses financeiros, aplicável somente quando o fundo é superavitário.

No caso das EFPCs, a nomenclatura contábil para designar os seus resultados é: "Superávit" e "Déficit".

Vislumbra-se que esse déficit do 3º trimestre será bem maior em 31/12/15, no entanto, não deverá suplantar a 10% da Reserva Matemática estimada em R$ 132 bilhões. Deste modo, se o déficit de 2015 não extrapolar a R$ 13.2 bilhões (10% de Reserva Matemática), o seu equacionamento só será exigido no novo prazo regulamentar, estando os associados, por enquanto, livres desse ônus.

É lamentável que a Diretoria Executiva não caia na real e deixe dessa conversa falaciosa de que a sua estratégia em "Rendas Variáveis" continua acertada, como ratifica nessa mensagem de 11/12/15.

A verdade é que o déficit da PREVI não é totalmente conjuntural, pois existem falhas grotescas de má gestão, como essa concentração perigosa de 22% do seu Ativo Total em participações na Vale S.A, por intermédio da LITEL, cuja empresa passa por sérios problemas de mercado, onde a falta de pluralidade de compradores de suas commodities (refém da CHINA), a faz sujeitar ao preço imposto pelos chineses. Fechou contratos anteriormente a US$ 191 a tonelada do minério de ferro e, hoje, o máximo que consegue são US$ 38 por tonelada, com brutal redução de receitas e desvalorização nas suas ações, aspecto negativo que contamina o déficit da PREVI.

Entendo que nas suas justificativas para o fracasso no seu balanço, a Diretoria Executiva deveria explicar melhor essa situação conturbada com a Vale S.A, inclusive quantificar qual o percentual que a Vale tem no nosso déficit e valor atualizado da sua participação nessa empresa.

Anônimo disse...

Eficiente e proativo foi o governo em promover as alterações abaixo noticiadas, com vistas a isentar as patrocinadoras de fundos das estatais de qqer. desembolso para equacionar o déficit anunciado:
http://economia.estadao.com.br/noticias/geral,com-nova-regra--fundos-de-pensao-sao-liberados-de-cobrir-rombo-de-r-7-bi,1810739
Pronto, uma simples canetada ou pedalada na legislação para abafar e cobrir os erros, isentar os responsáveis pela malversação, bem como as estatais patrocinadoras dos ônus a que lhe seriam imputados. Lá adiante, consequentemente o desequilíbrio financeiro dos fundos alcançará patamares irreversíveis, e Inês já é morta.

Anônimo disse...

Além da LITEL, teríamos que conseguir mais aprofundados detalhes sobre outra "sociedade". A INVEPAR, parceira da OAS no Gru Airport, na Linea Amarilla e outros.
Tá dando resultados positivos ou negativos ? Não nos esqueçamos do tamanho dos recursos investidos no aeroporto de Guarulhos.
Seria esse um investimento de longo prazo, para quando já fossemos centenários ?