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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

POLITIZAÇÃO DOS FUNDOS DE PENSÃO



Milhares de empregados de empresas estatais que há anos reservam parte de seus salários para assegurar uma aposentadoria mais tranquila estão sendo ou serão chamados em breve a destinar uma fatia maior de sua renda para essa finalidade. Até mesmo aqueles que já gozam dos benefícios terão de abrir mão de parte deles. Estão nessa situação empregados da ativa, aposentados e pensionistas de grandes fundos de previdência privada vinculados a empresas estatais, como a Caixa Econômica Federal, os Correios, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Petrobrás. O DÉFICIT acumulado por três anos consecutivos pelos fundos de pensão dessas empresas ou que supere 10% de seus ativos terá de ser coberto com contribuição adicional dos patrocinadores (as estatais) e dos participantes (os empregados). É o que manda a lei.

Não se trata, nesses casos, de erros do planejamento atuarial. Trata-se, isso sim, dos malefícios da ingerência política na administração dessas entidades fechadas de previdência privada como os fundos são chamados, tanto na escolha de seus dirigentes como, sobretudo, no direcionamento de suas aplicações bilionárias. Em grande parte, o rombo contabilizado pelos fundos das estatais tem origem em erros de análise de investimento, em aplicações baseadas nos interesses políticos do governo do PT - e que, por isso, não produziram os resultados financeiros esperados - e na má gestão. Há também denúncias de fraudes e de corrupção. A crise econômica, ao afetar a rentabilidade de outras aplicações, apenas ajudou a revelar a extensão do problema.
O exemplo mais óbvio dos prejuízos provocados por escolhas financeiramente desastrosas para os fundos, porque foram determinadas por critérios meramente político-eleitorais, é da Funcef, o fundo dos empregados da Caixa. Com recursos de cerca de R$ 55 bilhões, a Funcef acumulou rombo de R$ 5,5 bilhões nos últimos três anos.
O diretor de investimentos do fundo, Maurício Pereira, disse ao Estado que a maior parte das perdas decorre da desvalorização das ações da Vale, cuja rentabilidade foi afetada pela queda do preço do minério de ferro. Mas a Funcef fez aplicações também no fundo de investimentos da OAS, envolvida nas denúncias de corrupção investigadas pela Operação Lava Jato e que hoje está em recuperação judicial. Outro grande investimento do fundo, de R$ 1,3 bilhão, foi na Sete Brasil, empresa constituída por decisão do governo para a gestão das sondas a serem empregadas na exploração do pré-sal e também investigada na Lava Jato.
O prejuízo decorrente dessas aplicações terá de ser coberto pela Caixa, pelos funcionários em atividade e pelos 38 mil aposentados e pensionistas que tinham como certo o recebimento integral dos benefícios até o fim da vida.
O rombo de R$ 5,6 bilhões do Postalis, o fundo dos empregados dos Correios, deveria estar sendo coberto com contribuições adicionais de todos os participantes e beneficiários, mas uma decisão judicial adiou o início da cobrança para abril de 2016. Uma auditoria aberta pelo Tribunal de Contas da União (TCU) investigará as causas da situação crítica a que chegou o Postalis. Há denúncias de fraude e má gestão.
Já a Fapes, o fundo dos funcionários do BNDES, terá de apresentar até o fim do ano um plano de cobertura de seu rombo, que é superior a 10% de suas provisões. Prevê-se que a cobrança do adicional começara a ser feita em abril de 2016. Os participantes do fundo alegam que isso não seria necessário se o banco quitasse uma dívida de R$ 3,6 bilhões.
A Petros, fundo da Petrobrás, deverá fechar 2015 com o terceiro DÉFICIT anual consecutivo, razão pela qual terá de apresentar em 2016 seu plano de cobertura do rombo (de R$ 6,2 bilhões em 2013 e 2014).
A persistência e o aprofundamento da crise econômica projetam um cenário difícil para os fundos de pensão nos próximos anos, na avaliação da entidade do setor, a Abrapp. É possível, por isso, que outros fundos de estatais venham a apresentar problemas.


(O Estado de S.Paulo - Opinião 26.10.2015)

14 comentários:

Anônimo disse...

No caso da PREVI as evidencias são claras ao observar-se a queda contínua das reservas e, a continuar nesse ritmo, mesmo aposentados, logo seremos chamados a elevar nossa contribuição, o que equivale praticamente à redução de benefício.

E eu, que quando ingressei no BB pensei que teria uma velhice amparada.

Nossas associações devem exigir auditoria externa NÃO escolhida pela PREVI, BB, MINIFAZ ou Palácio do Planalto.

Se caracterizada e comprovada gestão temerária, então ingressar com as ações cabíveis, tanto na área cível como na criminal.

É o que nos resta para não nos tornarmos um novo AERUS.

Ari Zanella disse...

Eu penso que na PREVI a governança é boa, porém, preocupa o quadro da renda variável com a consequente queda nos investimentos de nossa economia. O importante é ligar o sinal de alerta. Por isso, eu dou ênfase à grave crise no poder central. Estamos perdendo o jogo de goleada e os políticos (jogadores) não querem ser substituídos. Daqui a pouco vai nos atingir na PREVI, com certeza.
ES não dá prejuízo nem Renda Fixa, mas ações e empresas dão. E o pior que estamos expostos na maior fatia com ações e empresas participadas (tipo Vale). Mamma Mia!

Observe bem o último parágrafo da postagem.

joao trindade disse...

Jesus precisa voltar logo.
Estamos nas mãos do bicho ruim.

Anônimo disse...

estamos mesmo nas maos do capeta.formaram uma teia gigante e maligna............onde estao os afetados pela roubalheira?????????a continuar assim, o capeta vence.

Anônimo disse...

Sr Ari, nao eh politizaçao, eh cupinizaçao!

Ari Zanella disse...

Não vou publicar críticas à PREVI. Quem desejar pode fazê-lo no site da Entidade, no "FALE CONOSCO" que existe para este fim.
Muito obrigado.

Anônimo disse...

Diario do Poder Claudio Humberto

"Ascensão meteórica

A Sete Brasil foi alavancada com recursos de três fundos de pensão: Petrobras, Funcef e Previ. A empresa recebeu R$ 3 bilhões, mas o prejuízo ficou com os aposentados dos fundos."

Tá aí nossa desgraceira, pelegos e políticos. Que vontade de pô-los diante de Sérgio Moro.

Blog do Ed disse...

Mestre Ari
Transparência e livre expressão! Direitos constitucionais dos Participantes de Entidades da Previdência Complementar e de todos os brasileiros! Se leio Pikety não entendo o resultado dos Fundos de Pensão... Sobretudo agora que os juros estão na estratosfera...
Edgardo Amorim Rego

Anônimo disse...

colegas me aposentei antes de 2008, mas todos mes é descontados no contra-cheque um valor verba se nao me engano CP72, IRPF deposito judicial, alguem pode me dizer em que ação pertence e se vou receber algum dia esse valor.

Anônimo disse...

31/10/15 18:21

Se o prezado for associado da ANABB bastar perguntar para aquela Entidade, pois parece que o tal depósito judicial refere-se à ação 1/3 IR/PREVI que teve liminar cautelar deferida em 2012.

Anônimo disse...

Todos usufruíram desse excelente blog. Hoje, cospem no prato que comeram.

Anônimo disse...



QUEM FALA SEMPRE EM DEUS E NOS POBRES É HONESTO ?

Mestre, a maioria dos leitores deste blog , como nós dois , nasceu
no interior, originaria de famllia pobre ,temente a Deus, mas nao
é besta, apesar de ser simples e honesta. enfim, quantos itens em-
patamos com Liuz Inácio lula da silva ? todos ninguém consegue,
ninguem,repito, nem ele ,nem nós ;primeiro pela rapidez do sucesso ,
segundo, pelo montante. que não tem relação com a atividade, mesmo
porque ele não tem capacidade para emitir. Isto posto, podemos con-
cluir q grande parte da fortuna não é de palestra e ,provavelmen-
te,são recursos retirados dos pobres que o elegeram e não recebem o
devido respeito. Por estas e por outras decepções,só não aceitarei
vantagens que o governo português oferece aos aposentados do brasil ,
ganhem acima de um patamar e queiram viver lá , em virtude da idade
e dificuldade que nós velhos temos para aprender nova língua !11111111
Bom domingo e estejam a postos no dia de finados.divany slveiraSlagos.


Anônimo disse...

sinceramente, quem acreditou nas bravatas de lulla, que mente ha 40anos,merece o que estah acontecendo.triste eh q vamos todos pagar o pato, mesmo sem nunca ter acreditado nele.

Anônimo disse...

Há que se fazer uma consideração que, até agora, não vi ninguém fazer com a devida justiça mas apenas de modo crítico. Trata-se do corte da BET, feito lá atrás. A interrupção, apesar da privação que sofremos, foi sábia e demonstrou, sem dúvida, a boa capacidade de previsão administrativa da Diretoria da PREVI, pois agiram assim bem antes da atual crise. Imaginem a situação em que nossa Associação estaria agora, se não houvesse aquela redução de gastos!