BANNER

Acesse aqui!
atendimento@anaplab.com.br
Joinville/SC: (47) 3026-3937
S.J. Pinhais/PR: (41) 3035-2095

quarta-feira, 29 de julho de 2015

QUEIXAS CONTRA O PATROCINADOR

       Tal qual camaleão o patrocinador da PREVI tem se camuflado acintosamente especificamente apontando seus canhões de grosso calibre na direção dos pós-laborais. Parece que em poucos anos nos tornamos os principais inimigos desta instituição para a qual laboramos com ardor, tendo sido seus pilares por 20, 30, 40 anos, ou mais. Vou escrever de mim. Tenho um CDC - Renegociação de dívidas cuja prestação é de 1.091,00 em 60 meses. Paguei 25, restando 35. Eles não renegociam mais, exceto se for com juros altos. Mesmo extrapolando minha margem de 30% não entrei com a Ação 30%. Em 2013 abrimos, eu mais o Gilvan, a conta jurídica da ANAPLAB. No DCO da Associação a tarifa é elevada (1,45 por lançamento) o que nos faz perder uma receita mensal de mais de 2.300,00. E ainda o Gilvan precisa fazer mensalmente todos os comandos manuais, ou seja, o BB nada precisa fazer, o seu sistema faz. E nos obrigam (para manter a tarifa) a aplicar em OuroCap que todos sabem só é bom para quem vende. Nem vou escrever hoje sobre as nossas ações judiciais que sofrem violentos ataques da parte do patrocinador. Deixemos para um outro dia.
           Na CASSI, o imbróglio é o mesmo. Querem forçar a barra sobre cláusulas convencionadas desde o início do plano. O carrasco é sempre o mesmo, um tal de Carlos Neri, o mesmo que negociou aquele acordo espúrio do superávit de 2010. A diretoria do BB é toda comandada pelo PT e PMDB, dois partidos que estão atolados na Lava Jato. Concordo uníssono com o Dr. Medeiros lastreado na posição tomada em Xerém-RJ na reunião das associações comandadas pela FAABB, da Isa Musa de Noronha. Essas investidas do BB contra os aposentados NÃO PASSARÃO. Vamos que vamos votar NÃO! Todos contra o BB em alto e bom som. O nosso mote já está pronto: "NÃO PASSARÃO"! Valeu Medeiros!!!

AS MEDIDAS QUE O BB QUER NOS IMPOR NA MESA DE NEGOCIAÇÃO #NÃOPASSARÃO. TODOS COM ESSA "HASHTAG" NA CABEÇA E NO CORAÇÃO.   

terça-feira, 28 de julho de 2015

EDITORIAL DA GAZETA DO POVO (PR) DE ONTEM

EDITORIAL
Duas CPIs mais que necessárias
As motivações nada republicanas de Eduardo Cunha para instalar CPIs não tiram a importância da investigação sobre os empréstimos do BNDES e a gestão dos fundos de pensão
·        Gazeta do Povo
Texto publicado na edição impressa de 27 de julho de 2015
Quando voltarem do recesso, em agosto, alguns deputados federais terão trabalho novo: a CPI do BNDES, que terá o objetivo de vasculhar os empréstimos feitos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social desde o início do primeiro mandato do presidente Lula. A comissão foi instalada pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha, em 17 de julho, pouco depois de anunciar publicamente seu rompimento com a presidente Dilma Rousseff. A CPI do BNDES, cujo requerimento de instalação foi feito pelo paranaense Rubens Bueno, já era uma necessidade havia muito tempo; é uma pena que, agora, sua criação se dê quase que única e exclusivamente como vingança pessoal de Cunha contra Dilma – o deputado culpa o Planalto por sua inclusão na lista de políticos investigados na Operação Lava Jato. Mas as motivações nada republicanas de Cunha não tiram a importância da investigação.
Em dezembro do ano passado, os congressistas incluíram na Medida Provisória 661, que autorizava um repasse de R$ 30 bilhões do Tesouro Nacional ao BNDES, um dispositivo que levantava o sigilo nas operações de crédito do banco de fomento. A iniciativa veio da Câmara e foi mantida pelo Senado. Dilma, no entanto, vetou o fim do sigilo em maio deste ano. A oposição está especialmente interessada nos dados relativos aos empréstimos que viabilizam vultosas obras de infraestrutura em países cujos governos são ideologicamente afinados com o petismo, como os de Cuba, Angola, Argentina, Equador e Venezuela. Além disso, o BNDES foi participante ativo na equivocada política de escolha de “campeões nacionais”, empresas selecionadas a dedo com critérios nem sempre transparentes, muitas vezes capazes de se expandir para o exterior com dinheiro próprio, em vez de obter empréstimos a condições camaradas com um banco de fomento que poderia direcionar mais recursos aos empresários que efetivamente deles necessitam.
O “capitalismo de compadres” e o aparelhamento da máquina pública são fundamentais para se entender o Brasil sob o comando do PT
E, em uma demonstração de que os escândalos acabam se entrelaçando, entre os grandes beneficiários de empréstimos do BNDES está a empreiteira Odebrecht. O presidente da empresa, Marcelo Odebrecht, está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, por suspeita de envolvimento nas roubalheiras da Petrobras, investigadas pela Operação Lava Jato. Além disso, a empreiteira seria uma das beneficiadas pela ação do ex-presidente Lula, investigado pela Procuradoria da República no Distrito Federal por suposto tráfico de influência. Ou seja, o potencial explosivo da CPI do BNDES é imenso, e por isso é compreensível a apreensão no Planalto, por mais que os líderes do governo tentem mostrar tranquilidade.
Outro motivo para tensão, aliás, é a CPI dos fundos de pensão na Câmara (já existe uma sobre o mesmo tema no Senado). Sua criação, também motivada por requerimento de Bueno, foi autorizada por Eduardo Cunha, mas ela não começará a trabalhar logo: por causa do limite de comissões que podem funcionar simultaneamente, ela terá de esperar pelo encerramento de alguma CPI – mais provavelmente, a do Sistema Carcerário. A investigação deve se centrar no uso político e em irregularidades cometidas na gestão de Funcef, Petros, Previ e Postalis, fundos de pensão respectivamente da Caixa Econômica Federal, Petrobras, Banco do Brasil e Correios. Em alguns deles o rombo é tão grande que surgiu a proposta de elevar a contribuição previdenciária dos servidores para compensar o estrago.

As duas investigações, se bem realizadas, poderão ajudar a lançar muita luz sobre estes pouco mais de 12 anos de petismo no poder. Por mais que a máquina de propaganda petista tente manchar as CPIs como produto da vingança pessoal de Cunha, sua importância não pode ser minimizada. O “capitalismo de compadres” fomentado por Lula e Dilma e o aparelhamento insaciável da máquina pública, incluindo os fundos de pensão, são fundamentais para se entender o Brasil sob o comando do PT.
ROMPIDO COM O PLANALTO, CUNHA AUTORIZA DUAS CPIs QUE VÃO DE ENCONTRO COM OS ANSEIOS DO GOVERNO FEDERAL.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

ESTAMOS PERDENDO FEIO

            Nossa condição de aposentados enfrenta, de novo, após 21 anos de estabilidade, o dragão da inflação, em meio a uma conjuntura econômica que derrubou nossa reserva especial de 24 bilhões de reais, posição de dezembro/2013, para alguma coisa ao redor de 5 bilhões nos dias atuais (números sem confirmação oficial mas com tendência a virar pó em dezembro deste ano.) Talvez esta previsão não divulgada tenha sido o real motivo da perda do BET no início de 2014 com o retorno das contribuições.
            O pior é que as medidas tomadas até agora não estão surtindo efeito no terreno inflacionário, a nossa perda de poder de compra. Eis um paralelo da inflação do ano passado em comparação com o ano presente, realçando que, via de regra, a cada ano de abril a agosto, a tendência sempre foi de queda, menos neste ano de 2015. Mau sinal.

MESES           2014         2015

Janeiro           0,63          1,48
Fevereiro        0,64          1,16
Março              0,82          1,51
Abril                0,78          0,71
Maio                0,60          0,99
Junho              0,26          0,77
Julho               0,13             ?
Agosto            0,18              ?
Setembro        0,49
Outubro           0,38
Novembro        0,53
Dezembro        0,62

           A tendência não é animadora. Ainda mais se perdermos o grau de investimento pelas agências de risco. Na prática ao que parece isso já está acontecendo com a recente decisão de revisão das metas na esfera federal. Contribui o fato de não ter havido cortes no custeio, continuamos com 38 ministérios e 105 mil cargos comissionados. Falam que o ministro Levy não vê com bons olhos os super salários dos apaniguados em estatais, incluídos os fundos de pensão. Será? Se assim fosse sugeriria à presidenta mudanças, não acham?
            O amigo Carvalho, em que pese todo seu esforço, tentou convencer o Conselho Deliberativo para aprovar o adiantamento de 7% a ser compensado em janeiro/2016. Tudo o que conseguiu foi adiar a decisão para final de agosto. Será que não faltou empenho do Haroldo e do Rafael? Estes dois estão nos devendo, afinal, foram eleitos e por que não brigam por nós? A não ser que haja algum motivo impeditivo como, por exemplo, falta de fluxo de caixa. Pouco provável pois o presidente Gueitiro afirmou em Balneário Camboriú que a PREVI sempre trabalha com fluxo de caixa folgado justamente para evitar contratempos. Ou então, seria o acréscimo de 5.000 novos colegas que aderiram ao PAI neste mês de julho? Se não aprovarem, com certeza nos devem explicações.

sábado, 25 de julho de 2015

QUANDO NÃO SE QUER, NADA SAI

Quando não se quer resolver absolutamente nada se cria o chamado grupo de trabalho para cuidar de determinado assunto. Hoje, na Previ, o “mantra” é que as coisas estão em estudo ou em estado avançado com vistas a uma definição (vide ES-Capec). “Estudam” tanto mas não chegam a conclusão alguma. Aliás, estou sendo injusto. Quando o assunto envolve os membros da diretoria logo se chega a uma conclusão que, sempre, contraria os interesses do corpo de associados. No caso específico do adiantamento de 7% não houve consenso entre os membros da diretoria executiva. Pode-se inferir, sem exageros, que apenas os eleitos, Décio e Cecília, foram os que se manifestaram favoráveis à antecipação. O assunto subiu para o conselho. Não será surpresa, imagino, que semelhante decisão possa vir a acontecer com o consequente empate entre os conselheiros eleitos, a favor da antecipação, e os indicados votando contra. Mais uma vez a coisa poderá ser decidida, contra os nossos interesses, mediante aplicação do malfadado voto de minerva. Confesso que não estou sendo, de forma alguma, pessimista nas minhas colocações. O decorrer do tempo e dos acontecimentos fazem com que eu me comporte da forma a mais realista possível, a fim de evitar maiores decepções diante da expectativa que foi criada em torno dessa reunião do DELIB de amanhã, 24.07.2015.

(Comentário de Jorge Teixeira - dia 23.07 na postagem
  "DOIS MESES DECISIVOS")

Nota do Blog

Atendendo pedido do colega Ricardo Albuquerque, retirei do ar o comentário de Arnaldo Jabor que a mim também agora pareceu com certo exagero.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

PRAGAS MODERNAS PIORES DO QUE VÍRUS

         O MPF denunciou à Polícia Federal nesta sexta-feira 24, os principais diretores das empresa empreiteira Odebrecht, que segundo consta, era dona de contas secretas no exterior usadas para pagar propinas. Um deles, o principal dirigente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, atualmente preso em Curitiba, que era recebido amiúde no Palácio do Planalto para reuniões para tratar da construção do porto de Mariel em Cuba, diretamente com a presidente Dilma Rousseff. Além disso, não há como negar o relacionamento do ex-presidente Lula com a empreiteira ora acusada de pagamento de propinas, estando já em curso uma investigação do MPF de Brasília por "tráfico de influência". Leiam na íntegra a matéria veiculada no G1, clicando no link abaixo:


         O que impressiona é como não conseguimos punir os dois principais partidos envolvidos no desmonte da Petrobras: PT e PMDB. Precisamos de poderes independentes para que a democracia funcione. E dizem que há outras instituições governamentais ainda não investigadas, sendo o mais emblemático o Banco BNDES. Tem o caso pouco divulgado na grande imprensa da Petroquímica Triunfo do RS teria sido adquirida pela Brasken de modo de tráfico de influência de parte do sr. Lula, conforme denúncia de AURO GORENTZVAIG que teria formalizado denúncia ao procurador Janot e ao juiz Sérgio Moro.
         Enfim, a corrupção no Brasil chegou ao mais alto nível de sofisticação pois envolve o Executivo da nação e as necessárias provas para para condenação só vêm através da delação premiada. Se Dilma e Lula resistirem não há a mínima possibilidade de evitarmos o pior para o Brasil. Lamentavelmente.

quarta-feira, 22 de julho de 2015

DOIS MESES DECISIVOS

        Agosto e setembro são meses divisores de águas em nosso fundo de pensão, muito menos pela nossa atual estrutura administrativa, e muito mais pela delicada situação política-administrativa do governo federal - em Brasília - que possivelmente sofrerá mudanças radicais em função das evidências reveladas pela operação Lava Jato. Como disse certo ministro do STF, "a cada pena tirada de uma investigação, sai uma galinha".
         A nossa PREVI segue a política estabelecida pelo governo federal às suas estatais. Embora o BB seja uma sociedade de economia mista, seu sócio majoritário é o governo do Brasil e nós, como EFPC de empresa estatal estamos sujeitos às diretrizes do poder central. Mas como a classe política que dá sustentação ao governo está envolvida até o pescoço com o mar de lamas apresentado em capítulos cotidianos no rádio e na TV, é de se prever um desfecho definitivo nestes dois meses vindouros. Agosto tem a fama de ser o mês do desgosto. Ademais tem marcado no dia 16 mais uma grande manifestação popular. O índice de aprovação do governo Dilma está em 8%. É um índice inimaginável para que o país seja conduzido sem percalços. Há, ainda, o perigo de sermos rebaixados no grau de investimento pelas agências internacionais. Como consequência pagaríamos taxa bem maior de juros no mercado. Prejuízos para todos nós pois sabemos o quanto somos dependentes do empréstimo alheio.
        Diz o provérbio que passarinho na muda não canta. Por isso, deduzo que não teremos boas notícias no futuro imediato. Se vier os 7%, ótimo! Se houver melhoras no ES, aplausos à PREVI. Inobstante, tenho muito pouca esperança. Não sei nem porque, acho que é "feeling", sentimento de que de onde menos se espera, dali mesmo nada sai. Como eu não posso criticar, vou começar a elogiar dizendo que o nosso presidente Gueitiro, o nosso diretor Marcel são os melhores administradores de que dispomos. Que beleza! Melhor que isso só mesmo um excelente patrocinador como o Banco do Brasil.
FÉ - UMA PALAVRA TÃO PEQUENA, COM UM PODER TÃO GRANDE! QUE NESTA SEMANA SE DECIDA ALGUMA MELHORIA PARA OS ASSOCIADOS NAS ENTRANHAS DA PREVI. FALTAM AS MIGALHAS JÁ QUE SOMOS 'SEM-TETOS", COM RENDAS VARIÁVEIS E COM RENDIMENTOS NAS PARTICIPADAS.

sábado, 18 de julho de 2015

HAVERÁ RESULTADOS PRÁTICOS?

AFAS DO SUL SE REÚNEM COM DIRETORIA DA PREVI

Nesta sexta-feira, dia 17 de julho, a ANAPLAB, através de sua presidência sr. Ari Zanella, esteve presente aos debates de mais um encontro anual entre associados do Plano Um da PREVI e alguns diretores e conselheiros. O palco foi a AABB de Balneário Camboriú-SC e as anfitriãs foram as Associações de Funcionários Aposentados do BB do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, Joinville e Itapema.
Na parte matutina o espaço foi reservado à PREVI. Estiveram presentes o presidente do fundo Gueitiro Genso, a diretora de Administração Cecília Garcez e o Conselheiro Deliberativo Antonio José Carvalho, além, é óbvio, do Dr. Medeiros (Suplente no CD) e a minha pessoa como conselheiro Consultivo suplente do PB1.

O presidente Gueitiro foi o questionado com inúmeras perguntas dos presentes. Após fazer explanação da situação do fundo na qual ressaltou duas ameaças, uma boa que é a longevidade dos associados, outra péssima que é a inflação que desestabiliza as contas de qualquer empreendimento. Nos questionamentos, respondeu que o ES-Capec, por ele equivocadamente anunciado em Goiânia, não poderá ser implementado. Entretanto, para o ES disse que há diversos estudos em andamento para atender àqueles que estão até agora sem poder renovar. Respondeu esclarecimentos sobre o bônus (renda variável) no que foi coadjuvado pelo Carvalho que explanou a última votação sobre o assunto no Deliberativo. Prometeu rever estudos para reposição do Auxílio Cesta Alimentação, reivindicação há um ano feita ao diretor Marcel Barros (ausente do Encontro) e que simplesmente caiu no esquecimento. Foi entregue ao presidente uma nova Moção sobre o assunto agora com a promessa de resolver o assunto por parte da PREVI. Alguém disse na plateia que concordava em devolver nos mesmos moldes em que recebeu, isto é, em parcelas mensais.
Sobre o adiantamento dos 7% o conselheiro Carvalho disse que estaria colocando o assunto na pauta da próxima reunião do Deliberativo para votação.

Na parte vespertina, o assunto foi a CASSI, sendo convidado o presidente da Entidade, sr. Sérgio Iunes Brito, o qual fora indicado pelo patrocinador. Após sua fala de diagnóstico do Plano de Associados, que todos já conhecem, houve esclarecimentos de Célia Larichia, presidente da AAFBB-RJ, sobre a posição de ambos os lados nas negociações. Outro que se opôs às pretensões do Banco foi o vice-presidente da ANABB Fernando Amaral com opinião divergente a do presidente Sérgio Iunes de Brito. Maria das Graças Machado, em sua intervenção, falou que os organizadores se equivocaram ao convidar o presidente da CASSI que representa o pensamento do patrocinador; disse que teria sido melhor alguém relacionado com os associados para firmar nossas posições.


O debate estendeu-se até o final da tarde quando foram encerrados os trabalhos. Em nossa avaliação, apesar da excelente participação dos associados, hoje muito melhores conscientizados, a reunião não avançou em ganhos para os associados, restando algumas velhas e batidas promessas.

quinta-feira, 16 de julho de 2015

MAIS CASSI: ROSSI DIZ PARA NÃO AFROUXARMOS

O BB S.A sempre tirou proveito da PREVI e da CASSI como diferenciais mercadológicos para segurar e manter elevado o entusiasmo dos seus funcionários em relação à carreira bancária. 
 
Não se tratava de canto da sereia para apenas encantar e enganar os servidores, porque realmente os dois produtos, por assim dizer, plano de saúde e previdência complementar, representavam e ainda representam ganhos adicionais vitalícios incomparáveis.
 
Efetivamente, o devotado, competente e extremamente dedicado Corpo Funcional foi quem criou a base sólida, a espinha dorsal para que o BB se transformasse nessa megaempresa que é hoje e que, em face disso, angariou o orgulho dos brasileiros, sendo talvez o último baluarte de tamanha grandeza e notoriedade, de pé, já que a Petrobras foi destruída e desmoralizada mundo afora pelo PT e sua rede de corrupção.
 
A fidelidade e o compromisso com o banco eram qualidades umbilicais, viscerais, tanto que, por merecimento, foi cunhada a frase de que o funcionalismo era o maior patrimônio da instituição. 
 
As histórias de munícipios longínquos, precários, carentes de hospitais, escolas e acessados por estradas de chão intransitáveis, tinham um divisor de águas que era a chegada do BB e de funcionários pioneiros que levavam o progresso a economia local. 
 
Essa parceria secular que rendeu excelentes frutos tem que se perpetuar na CASSI até que não haja mais associados pré-97, seguindo a diretriz fixada para a PREVI, cujo plano vai se  encerrar somente após o pagamento do último beneficio.
 
Prova inequívoca de que o BB continua usando a CASSI como benefício adicional ao salário pago, é que os funcionários pós-98 foram vinculados ao plano de saúde da nossa Caixa de Assistência, de boa qualidade e custo baixo em relação ao mercado, o que configura ganhos financeiros em decorrência da economia propiciada por  essa ajuda assistencial à saúde em condições amplamente favoráveis. Neste contexto, o BB tem que ser solidário a CASSI nos seus malogros, tendo o direito de ser ouvido no que diz respeito a correção das falhas de gestão.
 
Não que a PREVI esteja indo as mil maravilhas, mas é a CASSI que inspira cuidados urgentes, pois respira com ajuda de aparelhos, visto que enfrenta sérios desequilíbrios financeiros, onde o déficit de 2014 foi de R$177 milhões e o previsto para 2015 vai ser maior, podendo a coisa degringolar de vez se não forem tomadas medidas pontuais para equilibrar as contas de receitas e despesas e outras providências estruturais. 
 
Portanto, ao contrário da PREVI, a situação da CASSI não é conjuntural, é estrutural, caótica e um conjunto de causas negativas sobrepostas é responsável pelos descontroles financeiros.
 
No momento, ativos e aposentados pré-97 pagam uma contribuição de 3% e o BB arca com a cota patronal de 4,5%. Esses percentuais são definidos no Estatuto da Cassi e enquanto não sofrerem alterações, as partes são obrigadas a honrá-los nos estritos ditames do Estatuto. 
 
Ocorre que o BB em total desrespeito e afronta ao Estatuto da Caixa, implantou a paridade (3 x 3) arbitrariamente e desde 1998 vem pagando apenas 3% (DEVERIA SER 4,5%) de contribuição patronal para os seus funcionários admitidos pós-98, de modo que de 1998 a 2005 a diferença de 1,5% resultava numa dívida acumulada do BB para a CASSI de R$ 75 milhões, valor que atualmente (2015) deve montar em cerca de R$180 milhões, suficientes para cobrir o rombo do balanço de 2014 (R$177 milhões).
 
Partindo do pressuposto que a média dos salários dos funcionários pós-98 é baixa, não devendo alcançar R$2.000,00, a contribuição individual de 3%, mais 3% do empregador BB, resultaria no total de R$120,00 mensal (R$2.000,00 x 6%= R$120,00), e seria insuficiente para contratar qualquer razoável plano de saúde do mercado. 
 
Esse tipo de situação, só favorece o banco e desvirtua o sistema e causam desequilíbrios financeiros a CASSI. Se o BB quer isentar os seus funcionários pós-98 de contribuições superiores a 3%, então que banque com os seus recursos à diferença, inclusive reembolse a Caixa pelo prejuízo que vem lhe causando de 1,5% deste janeiro/98. O que a CASSI  arrecada dos funcionários pós-98 não cobre os gastos dos seus atendimentos, em que pese estar comprovado cientificamente que o pessoal mais novo tem custeio menor. O desequilibrio neste caso é devido ao elevado contingente dos pós-98 e que o BB não quer enxergar.
 
Os aposentados são considerados um estorvo para o BB e pelo que se depreende, tenta comprar a sua carta de alforria, oferecendo dinheiro para manter o plano por tempo curto e depois livre e solto, lava as mãos em relação aos problemas futuros da CASSI. 
 
A Diretoria da Caixa tem a obrigação de ofício de tomar as medidas cabíveis, inclusive judiciais, para reaver o seu crédito de 1,5% inadimplido pelo banco, tendo em vista que esse compromisso está regulamentado no Estatuto, ou seja, a contribuição patronal dos funcis pós-98 é de 4,5%. 
 
Não devemos aceitar nenhuma negociação que vise desvincular o BB da CASSI. Sem a CASSI, como ficaria a vida dos seus 100.000 funcionários pós-98 nessa guerra de preços dos planos de saúde do mercado? Os negociadores têm em mãos argumentos fortes para mover o BB para posição que convenha aos nossos interesses no equacionamento definitivo dos graves problemas financeiros da CASSI que ameaçam a sua existência.

( João Rossi Neto )


quarta-feira, 15 de julho de 2015

O BB QUER NOS DEIXAR SEM SAÚDE

       Nesta sexta-feira, no período da tarde, o debate na AABB de Balneário Camboriú-SC será com a presidência da CASSI. Ótima oportunidade para debatermos sobre os perigos que nos rondam referentes a ameaças veladas de quem está tentando "sair de fininho", ou seja, transferir responsabilidades que assumiram desde que a CASSI foi criada. A seguir um resumo feito pela FAABB da nossa Isa Musa que está interlocutando nas rodadas de "negociação".

  
NEGOCIAÇÃO CASSI
Resultado da Reunião de 10/07/2015 – Avaliação da FAABB
Matéria de Isa Musa de Noronha - Belo Horizonte - 11/07/2015

Foi realizada em 10 de julho nova reunião de negociação sobre a sustentabilidade da Cassi entre o Banco do Brasil e as entidades representativas dos associados.
O principal objetivo da reunião foi ouvir as respostas do BB a respeito dos questionamentos feitos pelas entidades na reunião de negociação realizada em 8 de junho, no Rio de Janeiro.
Em relação à possibilidade de melhorias no percentual de 0,99%, que seria acrescido à contribuição mensal do BB para os ativos, com a finalidade de constituir e manter a reserva necessária para arcar com a contribuição de 4,5% da folha de pagamento dos aposentados atuais e futuros, o Banco informou que pode, sim, refazer o cálculo.
Entre as melhorias possíveis estão a utilização da Tábua de Mortalidade que é usada pela Previ – a AT-2000 suavizada –, assim como a utilização da mesma taxa de juros da Previ, que é de 5%.
Com estas duas providências, o Banco afirma que a contribuição adicional de 0,99% para os ativos será elevada para um percentual maior, ainda não informado.
O BB acrescentou que poderá ser incluída no acordo a ser firmado com os associados a previsão de se reavaliar periodicamente o percentual dessa contribuição, considerando-se eventuais mudanças nas premissas que embasaram a sua definição, como, por exemplo, Tábua de Mortalidade e taxa de juros.
Quanto à possibilidade de o BB investir recursos na implementação das medidas estruturantes, estimadas em 150 milhões de reais, o Banco informou que, se aprovada a proposta de retirar a obrigação da instituição financeira constituir as provisões referentes as obrigações no pós laboral previstas pela Resolução CVM 695, é possível haver aporte extraordinário do BB para viabilizar a implementação das ações estruturantes, com um rígido controle, a ser definido em mesa de negociação, para garantir que os recursos sejam aplicados, de fato, nas ações estruturantes, e não no custeio normal da Caixa de Assistência.
Em relação a eventuais déficits futuros, relativamente à parte que competir aos associados, o BB concordou em apresentar proposta de utilização apenas da proporção de renda de cada associado, deixando de utilizar critérios como faixa etária, grupo familiar (dependentes) ou utilização no período do déficit.
A proposta anterior do Banco, na visão dos negociadores dos associados, quebrava o princípio da solidariedade.
Apenas a título de exemplo, o BB fez uma simulação, utilizando esse critério, sobre o déficit verificado em 2014, de R$ 177 milhões.
Nesta simulação, o rateio do déficit apenas entre os associados corresponderia a uma contribuição extra de 0,88% do salário durante 12 meses.
Quanto à possibilidade de o BB participar do rateio de eventuais déficits futuros, a resposta foi que isso também é possível.
Mas que é preciso estudar a melhor forma de se fazer isso, para não manter o Banco obrigado a fazer as provisões com as obrigações no pós laboral previstas pela CVM 695.
Os negociadores dos associados ficaram de discutir com suas bases as informações apresentadas, reiterando o posicionamento unânime de que é imprescindível a manutenção da responsabilidade do patrocinador Banco do Brasil com a garantia de cobertura para ativos, aposentados, dependentes e pensionistas.
Nova reunião de negociação foi marcada para o dia 24 de julho.

AVALIAÇÃO DA FAABB

1.      O BB insiste na sua tese inaceitável de livrar-se dos compromissos pós laborais.
2.      É importante salientar que a negociação foi aberta tão somente para discutir a maneira de resolver o déficit CASSI e eventuais aportes para a implantação da extensão, para o conjunto dos associados, do Modelo de Atenção Integral à Saúde, baseado na Estratégia Saúde da Família (ESF).
3.      Tais medidas estruturantes, se implantadas, objetivam prevenir déficits futuros.
4.      O que se observa é que o representante do BB se aproveita da fragilidade atual de nossa Caixa para tentar empurrar a responsabilidade atuarial que é do Banco do Brasil para a CASSI.
5.      O Banco acena que está disposto a ceder em vários pontos se fizer valer sua intenção de livrar-se dos compromissos pós laborais.
6.      Assim, aventa possibilidade de participar de rateio de déficits e até de aumentar os 0,99 adicionais.
7.      Sinaliza que pode ceder aqui e ali se conseguir se livrar da obrigação da provisão regulamentada pela Deliberação CVM 695/2012.
8.      Segundo os princípios elencados na Assembleia Geral da Federação, a FAABB à mesa tem mantido a orientação de que em nenhuma hipótese devemos aceitar assumir uma responsabilidade que é do BB.
9.      Para nós, aposentados, a responsabilidade do BB é cláusula pétrea, inegociável e a FAABB não está autorizada a assinar nenhum acordo que signifique abrir mão dessa cláusula.
CLÁUSULAS PÉTREAS SIGNIFICAM CONSENSO DE AMBAS AS PARTES QUE VEM DESDE OS PRIMÓRDIOS DA FUNDAÇÃO.  "PÉTREA" VEM DE "PEDRA", ISTO É, ALICERCE USADO NAS FUNDAÇÕES ESTRUTURAIS QUE OS ENGENHEIROS TÃO BEM CONHECEM. ESTÁ BEM CLARA A INTENÇÃO DO BB EM PREJUDICAR OS VELHINHOS INDEFESOS (PÓS-LABORAIS). SÓ JESUS NA CAUSA.

domingo, 12 de julho de 2015

SETE POR CENTO SERÁ ABORTADO?

        Conversei com algumas figuras proeminentes do nosso fundo e deduzi que o adiantamento aventado pela colega Cecília numa reunião de diretoria teria sido rejeitada pela maioria de seus membros, os três indicados e pelo Marcel que rejeita tudo o que parte da Cecília, por questões de foro íntimo motivados por embates eleitorais. Marcel gosta de nos "ferrar", já faz isso há 37 meses e 11 dias tempo que nos obstaculiza na Seguridade.
                       Resta-nos, por consequência, buscar a conquista no órgão máximo de nosso fundo: o Conselho Deliberativo. Ali o conselheiro eleito Carvalho está "com a faca nos dentes" ou "com sangue nos olhos". Resta saber se o pacato Rafael Zanon e o Haroldo que recentemente lotaram o "trem da alegria" londrino, estão afiados e em sintonia com o Carvalho para a batalha contra nossos carrascos do patrocinador BB. O mínimo que se espera é que nossos algozes sejam obrigados a utilizar o desgastante voto de Minerva para nos prejudicar. O temor é que como aprovaram o bônus ilegal para a diretoria, sem o uso do voto de qualidade, também podem vencer-nos sem o seu uso pela adesão dos dois eleitos que nos inspiram pouca confiança. Esperamos que não. Se tal acontecer será outro acinte imperdoável que reforça cada vez mais a tese de que as eleições são meros preenchimentos de cargos muito bem remunerados.

quinta-feira, 9 de julho de 2015

NEGOCIAR É O CAMINHO (J. Rossi Neto)

Penso que o termo “Representante” é muito frondoso e incompatível para designar os “ELEITOS” para cargos na PREVI, dado que as ações que dizem desenvolver e que desconhecemos, porque não vêm à tona, não resultam em melhorias de espécie alguma para os associados, daí a conclusão de que a eleição é um processo burocrático inútil e que serve apenas para satisfazer exigências da LC 108/2001, na composição e funcionamento da estrutura organizacional das EFPCs, e sem serventia para a o Corpo Social. 

Caso houvesse um boicote às eleições, como a PREVI funcionaria pela falta de quórum? Essa medida extrema e atípica, por certo, faria desmoronar o sistema atual e indicaria que a LC 108/2001 carece de refrescamento, porquanto o modelo se esgotou. À alardeada administração compartilhada é para inglês ver e o Voto de Minerva é entulho da ditadura, do manda quem pode e obedece quem tem juízo. 

Com efeito, os eleitos não diferem dos políticos partidários profissionais, nos métodos de enganar o povo, visto que após as eleições se descolam dos problemas dos eleitores que não têm controle sobre os seus atos e nem podem substituí-los, pois se julgam donos dos mandatos, não prestam contas, se dizem autônomos e independentes e a sociedade que se exploda.

No âmbito da PREVI, os eleitos sabendo de antemão que entram numa batalha perdida, devido ao odiado Voto de Minerva a favor do patrocinador, desistem de combater o bom combate e abandonam as prometidas LUTAS das campanhas eleitorais e debandam para o lado de vencedor (BB), aceitando de bom grado as contradanças das cadeiras para os Conselhos de Administração das empresas participadas pela PREVI, como forma de incrementar os seus robustos Salários Fixos e as Remunerações Variáveis, essas últimas específicas para a Diretoria Executiva.

Hoje, portanto, ser Diretor Executivo eleito ou não no nosso Fundo de Pensão é melhor que ganhar na loteria. Nós, associados, precisamos de um choque de realidade para enxergar que temos na PREVI office-boys de luxo que não vão desempenhar com êxito os seus mandatos, no que respeita à melhoria dos nossos benefícios. 

De onde não se deve esperar, é que não sai nada mesmo! Sequer os eleitos deram conta de resolver a questão da fórmula proibitiva que nos veta o acesso ao ES. Muitas vezes, nas grandes empresas, executivos do corpo técnico funcionam como “despachantes de crédito” e agilizam a contratação dos empréstimos e os nossos eleitos não servem nem para isso!

Sem dúvida que o fato do BB usurpar os nossos direitos e se apossar dos nossos recursos, através de meios ardilosos e imorais como nos golpes aplicados no passado e agora pela Resolução 26/2008, é algo revoltante, todavia, temos que concordar que é compreensível a obediência cega dos seus indicados no cumprimento das suas ordens. O que soaria estranho seria a desobediência desses mandatários.

Na minha concepção, poderia ser aberta uma frente de negociação com o patrocinador BB, capitaneada por entidades de classe, no sentido de estabelecer um acordo ou uma trégua com o banco, da seguinte forma: 

A)- Que o BB defenda os seus direitos é inevitável e fora de controle, mas sem que seus emissários, na PREVI, obstaculizem as legítimas e justas pretensões dos associados, a começar por dilatar o prazo e aumentar o limite do ES (fórmula 180/180); Suspender as contribuições por prazo indeterminado e de conceder um adiantamento de 10% sobre os benefícios PREVI a ser compensado na próxima destinação da Reserva Especial;

B)- O colapso financeiro em que o país está afundado, sem luz no final do túnel, terminou por agravar e tornar insustentável as dívidas dos associados, aliado ao corte do BET e volta das contribuições que foi o golpe de misericórdia (o tiro na nuca), de modo que se impõe uma série de medidas saneadoras para salvar o sofrido Corpo Social da PREVI, o qual, apesar da penúria reinante propicia substancial retribuição ao banco traduzidas em verdadeiras fortunas de receitas devido à concentração dos recursos do Fundo de Pensão, a custo zero, fidelidade essa, forçada ou não, é real e legítima.
QUE O BB DEFENDA SEUS DIREITOS É INEVITÁVEL...MAS SEM QUE SEUS EMISSÁRIOS, NA PREVI,  OBSTACULIZEM AS LEGÍTIMAS E JUSTAS PRETENSÕES DOS ASSOCIADOS

segunda-feira, 6 de julho de 2015

A HIPOCRISIA DO ADIANTAMENTO APROVADO PELO CONSELHO DELIBERATIVO PARA DIRETORES DA PREVI, EM FLAGRANTE PREJUÍZO DOS ASSOCIADOS.

Antes de tudo é preciso esclarecer que “Adiantamentos” para acertos futuros não caracterizam “Despesas” e nem “Revisões no Plano de Benefícios”. Na realidade, não passam de antecipações de rendimentos em cima da expectativa de direitos e de recebíveis que serão anulados à medida que ocorrerem novas destinações de Reservas Especiais.
Isto posto, em superficial lição didática, permito-me traçar o paralelo para ressaltar que o Diretor de Planejamento Décio entende tanto de contabilidade, quanto eu entendo de turbina de jato, ou seja, nada. Porque é uma asneira cavalar dizer que o “adiantamento” de 10% pedido na reunião de Goiânia pela AAPBB do Rio de Janeiro seria “despesa”, inclusive no achismo estimou que os gastos iriam montar em R$ 1 bilhão, caso fosse implementado. 
Com efeito, segundo futurologia da Diretoria Executiva da PREVI, as ditas previsíveis e expectativas de direitos serão favas contadas em curto horizonte temporal, por considerar acertadas as suas estratégias negociais de manter quase R$ 100 bilhões em Rendas Variáveis, segmento que, historicamente, teria proporcionado ganhos elevados nos últimos dez anos para os Fundos de Pensão que fizeram aplicações financeiras em ações e fundos de ações. É difícil saber se essas expectativas alvissareiras vão se concretizar. 
Regra geral, “adiantamento” algum tem classificação imediata. Como o próprio nome é autoexplicativo, isto é, trata-se de verba antecipada para fim específico que será reclassificada, a posteriori, nas rubricas contábeis próprias e consequentemente encerrada. Afora isso, não caberia o bedelho do Diretor de Planejamento, em seara alheia, já que exames e deferimentos de benefícios aos participantes e assistidos são da alçada da Diretoria de Seguridade. 
Portanto, “adiantamento” não depende da existência de Reserva Especial, porque não se trata de revisão do plano e, igualmente, não depende de autorização da PREVIC, não fere as normas regulamentares e tampouco afronta a LC 109/2001, necessitando apenas de autorização do Conselho Deliberativo. 
Aliás, só para exemplificar, o Conselho autorizou recentemente o “adiantamento” de três salários fixos para os Diretores, a ser processado anualmente, no primeiro trimestre de cada ano, para acerto futuro, por conta da Remuneração Variável vindoura, caso o desempenho da Diretoria seja julgado satisfatório. 
A verdade é que nós somos contrários à concessão da Remuneração Variável em qualquer hipótese e também discordamos da fórmula de avaliar o desempenho dos Diretores, sobretudo porque o ponto alto dessa avaliação deveria ser a apuração final do déficit ou superávit, ao invés de computar itens intermediários auxiliares (metas para receitas, despesas, adesões ao previ futuro, etc.) de menor importância como divisores de água e elementos de convicção para aferir o desempenho da gestão da Diretoria Executiva, dado que Conselheiros Deliberativos não são contemplados com Remuneração Variável.
Relativamente ao adiantamento “em si”, nada a contestar, porque é uma forma de pagamento contabilmente regular e aceita. O que causa suspeição é o caráter nebuloso e sem transparência de aferir o grau de satisfação do desempenho dos Diretores em relação à meta, eis que em 2013 e 2014 os superávits da PREVI foram insuficientes para cobrir os 25% da Reserva de Contingência, ficando, obviamente, abaixo das metas atuariais perseguidas e apesar disso, debalde os resultados pífios, os mesmos foram aceitos como satisfatórios e serviram de base para o pagamento da Remuneração Variável nos aludidos anos. 
Essa régua que mede desempenhos insatisfatórios e os torna milagrosamente bons e compatíveis com parâmetros arranjados, deve ter sido cunhada na fôrma da má-fé e do corporativismo, porque é ardilosa e não espelha a realidade dos fatos e os números do balanço da PREVI não mentem. 
Com fulcro na máxima de que pau que bate em “Chico” bate em “Francisco”, queremos tratamento isonômico (foi feito adiantamento para a Diretoria de três salários), no sentido de nos conceder “ADIANTAMENTO DE 10%” sobre os nossos proventos para ser compensado nas futuras distribuições de Reservas Especiais. 
Note-se que a própria Diretoria Executiva da PREVI foi quem antecipou reiteradas vezes, por escrito, no site da instituição, que em breve iremos ter Reserva Especial para distribuir em melhoria dos benefícios, assertiva que corrobora, reforça e justifica o nosso pedido do adiantamento de 10%.

(João Rossi Neto - Aposentado em Goiânia - GO)


domingo, 5 de julho de 2015

2002 - 2015 - TREZE ANOS FATAIS

       Gostaria de refletir neste domingo sobre os treze anos de governo petista, suas consequências para o Brasil e essencialmente para nós beneficiários de nosso fundo de pensão - a PREVI.
        Ao iniciar seu mandato, após três tentativas frustradas anteriormente, Lula já nos disse a que viria. Sendo um governo dos "trabalhadores" esperávamos nós da PREVI a recondução do Corpo Social nas decisões de nosso fundo, brutalmente extinta pelo seu antecessor, o maléfico FHC. Seria o retorno de um expediente democrático em nosso fundo, mas o que fez Lula? Deixou tudo como estava porque, oportunista como é, via no patrocinador e no fundo rico uma maneira de contemplar companheiros de partido, fato que seria obstaculizado com a votação do corpo social.
         O primeiro governo Lula vivia uma espécie de lua-de-mel com a população pois havia recebido o país com inflação dominada e um cenário mais do que favorável no plano externo. O ex-ministro Delfin Neto compara o período como se o mar do Brasil estivesse bem acima dos demais países, e por condições mundiais que faziam que isso acontecesse; só que Lula achava que foi ele quem fez o mar brasileiro subir...
Nesse primeiro governo Lula fez acordos com as centrais sindicais, principalmente a Contraf-CUT de quem era originário. Criou leis que davam (e ainda dão) milhares de reais aos sindicatos. Além do que já recebem, até hoje, no mês de março de cada ano, cada trabalhador é obrigado a doar ao seu sindicato UM DIA de seu suado trabalho para estes que não trabalham. É muito duro isso meus amigos. Revogar essa antiga norma? Nem pensar, é a troca pelo apoio que os sindicatos dão ao PT.
Neste primeiro mandato o começo do desperdício do dinheiro público foi um projeto faraônico, iniciado e abandonado meses depois, com a "queima" de mais de 5 bilhões de reais jogados literalmente no leito abandonado que abrigaria a transposição das águas do rio São Francisco.
         Em 2008, já em seu segundo mandato, aconteceu com o seu consentimento a elaboração da  Resolução através do CGPC Nº 26, pelo então ministro da Previdência Social e atual senador José Barroso Pimentel cujo objetivo era reconduzir ao patrocinador BB a metade do superávit da PREVI. A resolução ilegal e imoral valia para todas as entidades mas é óbvio que o foco era a PREVI/BB. Foi uma safadeza tão grande, esperada de qualquer governo, menos de um partido dos "trabalhadores". Vale lembrar que em 2008/2009 o nosso fundo acumulava superávit gigante pela ótima performance das empresas privatizadas que o PT era contra, e nas quais a PREVI tinha entrado, com ênfase à Vale. Nas discussões da elaboração de 26 diziam os governistas que não iriam permitir que uma classe (nós, aposentados da PREVI) tivéssemos o que chamaram de "enriquecimento ilícito". Hoje todos sabemos quem são os que se enriqueceram ilicitamente. Basta um olhar na Operação Lava Jato e sobre as principais empreiteiras nacionais...
Para tirar mais dinheiro da PREVI, Lula criou a PREVIC, um cabide de empregos para sectários do PT/PMDB cuja maior renda mensal é a TAFIC para pela PREVI. O desfecho para os aposentados do PB1 foi trágico. Em vez de aumento real no salário, de acordo com a LC 109/2001, capítulo 20, houve aquele vergonhoso acordo em 24.11.2010 onde além de recebermos apenas a metade, em suaves prestações não concluídas, ainda tivemos que repartir com o pessoal da ativa num flagrante contrassenso. Se a Lei define que é obrigatória a revisão do Plano por que assim não foi feito???
      Depois disso todos vivemos um período de profunda decadência. Acabaram com a nossa maior empresa estatal para financiar suas campanhas eleitorais, sempre difamatórias e vencidas com o derramamento de milhares de reais de dinheiro obtido de doações lícitas claramente com dinheiro de superfaturamentos de serviços, conforme estamos sabendo pela Operação Lava Jato. O Pré-Sal, já repartido antes de ser extraído, foi uma utopia pelas dificuldades na prospecção. Mas fizeram dele a salvação da nação. Lula foi o pior presidente que já tivemos. Estamos atolados no mar de lamas da corrupção. O Brasil não vai se ajeitar tão cedo. Foi muito castigado por 13 anos de desgovernos. Coincidência o número de anos com o número do partido. Antes que me venham acusar de terrorismo, nada mais faço do que diagnosticar o que está revelado na fotografia do momento.
        O que podemos esperar da PREVI? Nada! De três diretores indicados pelo BB, de um diretor que pertence ao PREVI Futuro e de um diretor de Seguridade alinhado com o meio sindical e com o Palácio do Planalto, nada, absolutamente nada! Quem estiver ainda de pé tome cuidado para não cair!
OBVIAMENTE HOUVE UM ERRO DE PORTUGUÊS NESTE OUTDOOR. O CORRETO, A BEM DA VERDADE, É  ' FILHOS DO PT " INFELIZMENTE, NÃO CHEGAMOS AINDA AO STATUS DE "PÁTRIA EDUCADORA". 

sexta-feira, 3 de julho de 2015

QUEM NÃO É POR NÓS, É CONTRA NÓS

        A máxima cristã "quem não ajunta comigo, espalha" se ajusta muito bem ao nosso fundo de pensão. Ouvi dentro da PREVI que as melhores cabeças devem ser também (mesmo acumulando funções) os nossos conselheiros junto às nossas participadas. Por isso, como exemplo a citar, o nosso presidente, mesmo ganhando 58 mil + renda variável aprovada em maio pelo Conselho Deliberativo, deve ser presidente do Conselho de Administração da Cia Vale do Rio Doce (nossa maior fatia em participações), mais participar do Conselho da LITEL que controla a Vale. Com efeito, uma pessoa assim, de tão "competente" merece ganhar 150 mil por mês, não acham?
         E quem assim pensa não são os indicados pelo patrocinador. São a maioria dos nossos eleitos. Falaram-me isso na última reunião do Conselho Consultivo. Por analogia, os eleitos igualmente (será que também pela competência?) são alocados em outras participadas, numa espécie de "loteamento" de cargos distribuídos a fim de não gerar insatisfação. Aliás, como os leitores podem notar, somente o Ari Zanella é quem reclama. Será que é porque não lhe agraciaram com nenhum cargo em participadas? Não. Bem sei o meu lugar. Mas poderia citar dezenas de pessoas muito mais merecedoras, dentre nós aposentados, com competências inquestionáveis caso de Ruy Brito e Isa Musa, para citar apenas dois.
         Enquanto os altos salários são cada vez mais privilegiados, os aposentados e pensionistas fazem as vezes de Lázaro. O Senhor detesta a iniquidade! Cuidado senhores que estão no topo da pirâmide!

"Nem todo aquele que diz Senhor! Senhor! entrará no Reino de Deus; somente aqueles que fazem a Vontade de Deus que está nos céus, este sim entrará no Reino de Deus!" Mt 7:21

quarta-feira, 1 de julho de 2015

CAINDO DE MADURA



Prezado senhor Presidente Ari Zanella,

                               É com prazer que acuso o recebimento da mensagem abaixo. Agradeço-lhe, também em nome do senador, o apoio externado à ação parlamentar de Sua Excelência. Manifesto ainda minha convicção de que somos um time só, em prol do Brasil e de suas instituições. Aproveito a oportunidade para informar-lhe que o senador Paulo Bauer apresentou, recentemente, o anexo PLS-Complementar nº 387, de 2015, que procura criar normas de governança mais sólidas para a gestão dos fundos de pensão. Saliento que esse projeto deverá tramitar em conjunto com outros dois já  apresentados. Um, pela senadora Ana Amélia (PLS nº 379, de2014) e, o outro, pelo senador Valdir Raupp (PLS nº 78, de 2015), também tratando de dar mais eficiência à governança aos fundos de pensão. Quando ao PDS nº 275, de 2012, também manifesto minha crença que, agora, com outra relatoria, a matéria deve “desencantar”. Encontro-me à disposição para ulteriores considerações.

Atenciosamente,

Geraldo Martins Ferreira
Chefe de Gabinete do senador Paulo Bauer

        Então é isso. O PDS 275/2012 voltou a tramitar no Senado, agora com nova relatoria de Delcídio Amaral do PT-MS, também governista, porém menos pernicioso que José Barroso Pimentel. O que me agrada neste projeto é que o Marcel é contra, logo deve ser bom para nós.
       O dado concreto é que a Resolução 26 está caindo de madura. Já produziu tudo de ruim que tinha que produzir. Com essa administração desastrada do PT e do PMDB não teremos mais superávit, menos pelas chances de um fabuloso ativo que temos e mais pelos investimentos equivocados e pela desnecessária exposição que temos em renda variável.
         Outra despesa que dói em nosso fundo é a tal da Tafic. Pela inoperância e falta de credibilidade desta instituição (PREVIC) arquitetada por Lula e seus asseclas para servir de gigantesco cabide de empregos pago pelos penalizados fundos de pensão, com a PREVI pagando quase 9 milhões/ano. Este dinheiro seria suficiente para aumentar o percentual das pensionistas de 60 para 80%.

         Mas a lei divina é inexorável. Estes carrascos nominados Lula, Dilma, José Barroso Pimentel,  Fernando Collor de Mello, José Dirceu e todos quantos colocaram o Brasil no abismo terão em breve suas recompensas. Não há mal que sempre dure nem mentiras que não venham à luz.
MANIFESTAÇÃO NA PORTA DO MOURISCO POR OCASIÃO DA NOVEMBRADA. "AERUS NOS LEMBRA QUE AMANHÃ PODE SER TARDE DEMAIS."