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domingo, 31 de maio de 2015

MODELO DE GESTÃO

     A PREVI poderia acertadamente voltar sua gestão nos moldes do que faz a ANAPLAB, nem diria sem remuneração, diria antes com remuneração módica, com cargos ocupados de preferência por aposentados. Para tanto, é imperioso que haja o cisma entre PB dois e PB um, irmãos cuja diferença é maior do que água e vinho onde no primeiro o patrocinador não tem quase ingerência, já no segundo possui completo domínio.
     Na ANAPLAB as ações são tomadas pelos e para os associados. Aqui ninguém se locupleta com o vil metal. Ele é usado para pagar custas judiciais e advogados contratados para corrigir injustiças que a própria PREVI, de há muito tempo, já deveria ter corrigido. Exemplificando, com a ação do Estatuto de Ingresso, o diretor Marcel deveria ter feito, através do setor de Seguridade, os cálculos nos dois estatutos, já que afirma de peito estufado que o Estatuto de Saída é melhor para o empregado. Assim sendo, evitaria enormes despesas de demandas judiciais, de ambos os lados. Bastaria apresentar os dois cálculos ao associados: Vejam, pelo Estatuto de 1967 você teria uma aposentadoria de XX; porém, pelo Estatuto de 1980 ou de 1997 você terá uma aposentadoria XY (segundo Marcel, maior). A questão é que ele não apresenta os dois cálculos, ficando somente na falácia de que o segundo é melhor.
     Ontem a nossa ANAPLAB pagou mais um prêmio pontualidade (será creditado nesta segunda) para o aposentado Eugênio Popovitz da bela cidade de Maringá, no norte do Paraná. Eu gostaria de sortear no mínimo cinco prêmios mensais, todavia, nossas despesas estão crescendo tendo como principal vetor um judiciário cada vez mais corporativista. Não dão mais com tanta frequência a justiça gratuita e o que mais impressiona são decisões acéfalas, não apenas divergentes mas verdadeiros disparates que nos levam à loucura. Algumas decisões requerem perguntas óbvias: isso faz sentido? Não!
Assim como nós a Anabb também oferece o prêmio pontualidade. O que difere é a chance no universo muito maior da associação de Brasília. Vale lembrar que temos alta inadimplência devido a problemas econômicos pelos quais atravessamos. A PREVI poderia dar prêmios de a cada associado se fosse bem administrada. Bastaria reduzir custos administrativos e "spreads" pagos ao patrocinador, além é óbvio do corte de abonos e até salários dos diretores. Um diretor recebendo dez mil reais estaria mais do que suficiente já que recebe o próprio salário como aposentado. Seriam 480.000 reais todos os meses para sorteio entre os associados, só com a redução dos benefícios dos seis diretores, fora as outras reduções. No mínimo, todas as 19 mil pensionistas teriam mensalmente 10% a mais nos seus holerites. Estou sonhando acordado?

quinta-feira, 28 de maio de 2015

BB ESTREITANDO LAÇOS COM APOSENTADOS?

     Qual seria a real intenção do BB em apelar para essa estranha "integração" depois de tanto tempo nos roubando a metade dos superávits? Será que agora querem nos dar um pirulito para nos convencer a aceitarmos pagar mais pela CASSI sem a contrapartida dele, BB?
O verdadeiro motivo deste estranho convite saberemos muito em breve. Programa Integração...Oras bolas!




quarta-feira, 27 de maio de 2015

FALEMOS UM POUCO DA CORTE

     Nossa notável presidenta pode estar atravessando momentos embaraçosos no movediço terreno político-partidário. Acontece que o exímio jurista Miguel Reale Jr. acaba de compor uma acadêmica petição endereçada à PGR (Procuradoria Geral da União). Praza aos céus que não tenha sido "esquecida" na petição, além das conhecidas pedaladas, seu maior crime de lesão aos cofres da estatal Petrobras, o eloquente escândalo da compra da Refinaria de Pasadena no Texas-USA cujo desvio é superior a um bilhão de reais, compra aprovada pela então presidenta do Conselho de Administração da Petrobras, nada mais nem menos do que Dilma Vana Rousseff.
     Outra decisão paradoxal, se considerarmos a subserviência de alguns membros do STF, foi a decisão tomada nesta terça por este órgão, relator Luiz Fux, derrubando o sigilo do BNDES nas operações com o frigorífico Friboi. Esta empresa tem relação com o ex-presidente Lula, haja vista a participação nela, ainda que informal, do seu filho conhecido como Lulinha.
     Os dois lances deste intrincado jogo de xadrez podem levar os dois, ou pelo menos um deles, a um verdadeiro xeque-mate. Eu disse "pode", nada conclusivo.
DILMA E LULA PODEM SOFRER PRESSÃO PARA ESCLARECER FATOS OBSCUROS DOS QUAIS SÃO PROTAGONISTAS. O PESSOA QUE ASSINOU A DELAÇÃO PREMIADA TAMBÉM PRECISA ABRIR O "BICO".

terça-feira, 26 de maio de 2015

CADA UM NA SUA

     Sempre fui favorável a que cada plano de benefícios administre o que é seu. O PB1 administrado por quem é do plano um e desta forma o PREVI Futuro. A Capec pode ser dividida entre PB1 a quem pertencer a este, e ao Futuro quem a este pertencer. Outro enfoque é mudar urgentemente nossa sede para um lugar próprio ou menos oneroso, já que o Mourisco se mostra inadequado, oneroso e sem ventilação natural. Há muitos centros do BB (antigos CESECs e agências) que poderiam sediar as novas PREVIs.
     Obviamente, essa proposta desagrada alguns diretores, entre eles Marcel Barros. O motivo é óbvio: com gestão unificada os sindicatos têm muito mais chances de eleger seus candidatos pois têm o pessoal da ativa, maioria de Previ Futuro como eleitores cativos.
     É preciso mudar, nem que para tanto seja necessário uma consulta aos associados.
  DELENDA CARTHAGO - VAMOS SAIR DO CENTRO EMPRESARIAL MOURISCO!

sábado, 23 de maio de 2015

A POLÍTICA NOS FUNDOS DE PENSÃO

     Quando em novembro de 2014, por ocasião do Congresso da ABRAPP em São Paulo, os eleitos dos principais fundos de pensão emitiram Nota repelindo a intervenção política nos fundos, a nossa PREVI através da ASCOM, representando a opinião dos indicados pelo BB e do "eleito" diretor de Seguridade Marcel Juviniano Barros, emitiu "Nota de Repúdio" àquele grupo que protestava, incluídos todos os eleitos presentes ao evento da Abrapp, pertencentes à vitoriosa Chapa 3.  Pois bem, agora o Diário do Poder do bem informado Cláudio Humberto traz a seguinte notícia:

GOVERNO RETOMA O CONTROLE DOS BILHÕES
DA VALE
Sem alarde e utilizando de artifícios marotos, o
o governo retomou o controle da Cia Vale do Rio
Doce, privatizada em 1997. Os fundos de pensão Previ (Banco do Brasil), Funcef (Caixa) e Petros (Petrobras) além do BNDESpar, controlados pelo Planalto, somam agora 52,5% da mineradora. Isso garante à "cumpanherada" proximidade dos negócios bilionários da Vale. Sem licitações, sem TCU e sem MPF por perto.
Para disfarçar os investimentos na Vale, os fundos criaram uma empresa, LITEL, da qual a PREVI tem 78,4% das ações. Para assumir o controle da Vale, os fundos investiram mais do que a lei autoriza, e agora tentam "desenquadramento" para fugir da ilegalidade.
O ministro Carlos Gabas, da Previdência, pressiona a PREVIC, que fiscaliza os fundos de pensão, a "buscar uma solução" para não puni-los.
      Será que agora a PREVI vai emitir uma nova "Nota Oficial" para rebater o que disse o jornalista Cláudio Humberto? Será que é possível tapar o sol com a peneira? Vale lembrar que foi exatamente pelos nossos elevados investimentos na Vale que amargamos vultosos prejuízos em 2014 que nos custaram a perda do BET e a volta das contribuições.
     E agora Marcel? A PREVI está livre das ingerências políticas? Mais uma vez o tempo prova que você, seu sindicato e o patrocinador estão errados. Pior de tudo é que sobra para nós, associados. Os bônus da diretoria continuam...

terça-feira, 19 de maio de 2015

QUESTIONAMENTOS PREMATUROS

     O que foi dito na reunião de Goiânia sobre o ES não nos habilita a responder qualquer questionamento a respeito. É necessário que haja, antes de tudo, decisões tomadas e estudadas pela área de seguridade. Tudo o que se diz agora são especulações que podem redundar - ou não - em efetivas modificações de alguns parâmetros a serem implementados no mês de julho, já que, pelo segundo ano consecutivo teremos mexida no meio do ano, uma espécie de ajuste semestral.
     Tentei saber junto à equipe técnica da Seguridade, porém, até agora, também eles só ouviram falar a respeito, isto é, nada chegou ao nível operacional. Por enquanto, dúvidas persistem como limite de valores, prazos, público-alvo (serão realmente os 7.000?) e apenas eles? E tantos outros questionamentos que somente as regras poderão clarificar.
     O assunto sempre mexe com os combalidos associados, ávidos por novidades que lhes possam amenizar as penúrias do custo de vida. O ideal é que não precisássemos de nada disso, que fossem nossos salários reajustados condignamente como preceitua a lei 109 mas a ingerência política no fundo não deixa que o normal aconteça. Criaram a 26 como arma para obstruir as nossas legítimas pretensões, e cá estamos nos agarrando a qualquer migalha que nos atiram, tal qual cachorro a abanar o próprio rabo, posto que nos castraram, nos retirando as ferramentas de que dispúnhamos o nosso poder de reação.


sábado, 16 de maio de 2015

REUNIÃO DE GOIÂNIA - 15.05.2015

Hoje, 15.05, o Presidente da PREVI, Gueitiro Genso, acompanhado dos Diretores Décio e Marcel, do Presidente do Conselho Fiscal, Odali, da suplente do Conselho Fiscal, Dilza, e do Conselheiro Deliberativo Carvalho, promoveu duas reuniões aqui em Goiânia: a primeira, na parte da manhã, com os funcionários da ativa e a segunda, das 14 às 18 horas, com os aposentados e pensionistas.
Com uma explanação que durou 45 minutos, o Presidente fez uma radiografia da situação da PREVI, sempre fazendo questão de frisar que nossa Caixa de Previdência é diferente dos demais fundos de pensão, pois que adota um sistema de Governança, através do qual as decisões são sempre colegiadas. Ressaltou, também, que a PREVI está com uma posição sólida e tendo preocupação mais acentuada apenas com a Sete Brasil, onde tem aplicados R$180 milhões, mas espera que seja recuperado pelo menos este capital.
A forte queda nas ações da Vale do Rio Doce, empresa onde temos uma cifra considerável aplicada, foi a principal responsável pelo déficit de R$12 bilhões experimentado no ano de 2014.
Após o Presidente, falaram o Conselheiro Carvalho e o Presidente do Conselho Fiscal, tendo o primeiro feito uma explanação sobre vários assuntos, principalmente sobre a mudança que ocorrerá na comunicação com os associados, que serão informados das questões discutidas nos Conselhos e na Diretoria, exceto aquelas que envolverem estratégias de mercado e alguma confidencialidade. O colega Odali, Presidente do Conselho Fiscal comentou sobre o trabalho severo de vigilância que o colegiado mantém sobre as contas e todas as atividades da PREVI, tranquilizando os colegas sobre o profissionalismo com que são tratados os assuntos em toda a Organização.
Em seguida, foi aberta a oportunidade para perguntas e sugestões e eu fui o primeiro a fazer uso da palavra.
Inicialmente, fiz uma homenagem póstuma aos colegas Raul Avellar e Aldo Afano e comentando a morte dos dois reiterei o pedido à Diretoria para que analisasse a possibilidade de nos conceder uma reposição de 10% em nossos benefícios, pois estamos com dificuldades agora e não sabemos se estaremos aqui amanhã para aguardar a recuperação do mercado financeiro, o que, por certo, ocorrerá. Citei inclusive os argumentos alinhavados no ofício da AAPBB. Entretanto, o Diretor Décio foi enfático de que isso agora é impossível de ser implementado. Então pedi que ficasse permanentemente na pauta, uma vez que é anseio de todos.
INVEPAR - Solicitei informações sobre a situação atual da INVEPAR, especificamente quanto ao Aeroporto de Guarulhos, tendo em conta o envolvimento da OAS com o Petrolão e o seu pedido de recuperação judicial. O Presidente Gueitiro noticiou que há um grupo interessado na compra da participação da OAS no referido consórcio e que o retorno do investimento, que ainda está sendo feito, acontecerá a partir de 2020.
TETO DE BENEFÍCIOS E BÔNUS DA DIRETORIA - Ao solicitar informações sobre esses itens, o Presidente respondeu que a questão do Teto deverá ser resolvida até o final deste mês e o problema do Bônus até junho.
DESPESAS ADMINISTRATIVAS - Citei que em 2010 as despesas administrativas chegaram a R$219 milhões e saltaram para R$318 milhões em 2014, um acréscimo de 45%. O que estão fazendo para estancar esses aumentos ou até reduzir as despesas? O Presidente informou que para este ano já está definido que os gastos não poderão ultrapassar os de 2014 e que medidas estão sendo estudadas visando à redução dos mesmos.
LIMITE DE GASTOS PARA AS CAMPANHAS ELEITORAIS - Solicitei a toda a Diretoria que inclua no regulamento das eleições um item limitando os gastos com as campanhas eleitorais dos pleitos da PREVI, hajas vista que a situação está se tornando muito mercantilizada e até partidarizada politicamente. O Carvalho ficou de pautar o assunto no Conselho Deliberativo.
Dentre as abordagens de outros colegas, ressalto os seguintes pontos:
EMPRÉSTIMO SIMPLES - O Presidente Gueitiro informou que já está em "fase bastante adiantada" um estudo para socorrer o universo de 7.000 colegas que estão em dificuldades por falta de margem consignável. O caminho, em princípio, será o alongamento do prazo para pagamento do saldo hoje existente, com garantia do seguro da CAPEC, abrindo margem para contratação de novo valor.
ELEIÇÕES SEPARADAS PARA O CONSELHO FISCAL - O objetivo seria desvincular o Conselho Fiscal da chapa única como ocorre hoje. Houve alguma discussão mas o assunto ficou em aberto.
No início das apresentações também usaram da palavra a Presidente da AAFBB, Célia Larichia, e o Presidente da AFAGO, João Antônio MAIA Filho.
Observei, ainda, que tendo em conta que a AAFBB participou do Encontro em Porto Alegre e estava participando desse nosso aqui em Goiânia, que a PREVI procurasse integrar também a ANABB nos próximos eventos.
Algo pode ter passado batido, mas em resumo foi o que aconteceu aqui.


Macilene (Goiânia) - Movimento SEMENTE DA UNIÃO

terça-feira, 12 de maio de 2015

BB USURPADOR ( João Rossi Neto )

Uma coisa é o BB patrocinador e outra coisa é o BB S.A, distinção muito nítida quando se analisa as ações deletérias de ambos sobre os associados. O primeiro (patrocinador com o Voto de Minerva) viabiliza os interesses/pleitos do segundo (banco oficial do Governo - acionista majoritário), concedendo-lhe privilégios que persistem há décadas e que se agravaram com a edição da Lei Complementar 108/2001.
De fato o BB S.A é um explorador insaciável dos recursos da PREVI, em suas diversas modalidades. Sempre recebeu a custo “zero” o líquido dos nossos benefícios, hoje, na casa dos R$400/500 milhões mês, além de usufruir de receitas em torno de R$ 40 milhões ano, pela gestão terceirizada (BB gestão de recursos DTVM S.A) de R$ 94.8 bilhões do PB-1, R$ 1.9 bilhão do Previ Futuro e R$ 106.5 milhões da CAPEC. É praxe no mercado as instituições financeiras comprarem as Folhas de Pagamentos  das empresas e pagar valores vultosos, tudo para agregar novos clientes à sua carteira e na esteira ampliar outras transações financeiras . Com a PREVI, no entanto, a coisa é diferente, na contramão do mercado, sem nada exigir, gentilmente, como se fosse um garçom de luxo, entrega bilionárias reservas de bandeja.
Afora isso, a PREVI tem no seu portfólio R$ 7.02 bilhões em ações do BB, que poderiam estar em melhores mãos, com rentabilidade superior. Devido a essa aplicação, o BB ocupa a primeira posição dentre as seis maiores empresas participadas em Rendas Variáveis, R$ 46.8 bilhões em Renda Fixa também concentrados nesse sanguessuga, sendo R$ 34.2 bilhões no BB-Renda Fixa IV e R$ 12.6 bilhões no BB-Renda Fixa Liquidez.
Evidentemente, as Diretorias Executivas antecessoras e a atual receberam determinações específicas para canalizar essa montanha de dinheiro para o BB, em regime de fidelização forçada, “ad eternum”, e nós, aposentados e clientes, não temos, da parte desse banco, retribuição consentânea ao nível dos nossos recursos aplicados para favorecê-lo graciosamente, os quais lhe rendem fortunas gigantescas de lucros. Sequer o BB nos oferece atendimento diferenciado ou nos considera como clientes com o mínimo de status. Somos jogados na vala comum, um zero à esquerda.
Pelo exposto, ficou patente que, “NA PRÁTICA”, o BB S.A é mais “beneficiário” do nosso Fundo de Pensão que os próprios assistidos e pensionistas que, “EM TESE”, são chamados de donos da Caixa de Previdência, todavia, falácias e conversas para inglês ver, porque em última análise não mandamos em nada. O BB pela sua descomunal ambição, cresceu os olhos sobre o montante invejável do patrimônio do nosso Fundo e tramou com o ex-CGPC a odiada Resolução 26/2008 que lhe concedeu 50% da Reserva de Especial (superávits), que é constituída todas as vezes que o Superávit Técnico extrapola a Reserva de Contingência, ou seja, a RE é a sobra do Superávit Técnico após cobrir os 25% da RC. Enfim, esse BB guloso é ingrato e aético!
Considerando que o Ativo Líquido Total exarado no balanço de 2014 é de R$ 134.6 bilhões e as Provisões Matemáticas de R$ 122.1 bilhões (representa o valor das reservas suficientes para honrar os benefícios dos atuais assistidos e os futuros do pessoal da ativa a aposentar), sobraram R$ 12.5 bilhões de superávit técnico no exercício, fato positivo que contra-indica a cobrança de “contribuições”, posto que  estando, como realmente está, o Fundo de Pensão superavitário e desfrutando de ótima saúde financeira, meter a mão no bolso dos associados, neste momento de folga financeira, é excesso de zelo, exagero, extorsão, covardia e falta de bom senso. Se estivéssemos  discutindo uma situação de "déficit", é claro que a conclusão seria outra.
Que a Reserva de Contingência, em 2014, está aquém dos 25% fixados pela Resolução 26/2008, isto é fato, entrementes, a regra é insana, pois a RC representa gordura a ser estocada para futuros reveses, a qual, por sinal, nunca foi utilizada, porque em caso de qualquer déficit é a primeira que se desintegra e vira pó. O que custa protelar a reposição dessa reserva para época mais folgada, sem sacrificar os associados. Demais disso, partindo da premissa de que as EFPCs não foram constituídas para gerar “superávit” e muito menos “déficits”, portanto, os repetidos superávits registrados nos dez exercícios passados são anomalias e distorções que deveriam ser corrigidas , eis que escapam do ponto de equilíbrio que deve nortear as receitas e despesas dos Fundos para manter em dia o pagamento das aposentadorias.

Fazer sangrar os associados que já estão vivendo em total penúria, mediante a cobrança de contribuições (4,8%) para reconstituir uma gordura, um colchão de liquidez de 25% denominado “Reserva de Contingência, é uma atitude desumana e inócua porque essa contribuição nunca será suficiente para cobrir os R$ 17 bilhões da RC de 2014 que ficaram a descoberto. Se fosse para cobrir déficit estrutural, tudo bem, posto que a LC 109/2001 é clara nesse aspecto e prevê a convocação dos patrocinadores, participantes e assistidos para equacioná-lo.
Enquanto o BB lucra nababescamente com os nossos recursos, nós, associados, somos penalizados pelo que não fizemos, pois não temos ingerência na administração da PREVI e sempre somos chamados para pagar a conta por má gestão da Diretoria Executiva. O velho adágio é procedente: "A corda só arrebenta do lado mais fraco". Sequer podemos contratar o empréstimo simples (ES) em condições menos restritivas, dado que o crivo da Diretoria de Seguridade é exorbitante, fora dos padrões, porquanto o rigor transcende até mais rigorosas exigências dos bancos de varejo, aqueles do capitalismo selvagem. Esse diretor Marcel é o nosso carrasco e o diabo em figura de gente.
Expurgar esses sindicalistas mal-intencionados e tendenciosos a executar ordens dos patrocinadores, de cargos na PREVI não é tarefa fácil, máxime porque  existe no PB-1 um contingente de 24.548 ativos e mais 81.595 no Previ futuro, que totalizam 106.143 funcionários, contra 72.022 aposentados e 17.034 pensionistas, no total de 89.056 assistidos, de sorte que nas eleições dos pseudos representantes do Corpo Social, esse universo reacionário de ativos votam nos crápulas dos sindicatos que acabam levando a melhor, sobretudo porque o alto  número dos aposentados que deixam de votar terminam por beneficiar os sindicalistas profissionais da laia do Sr. Marcel, hoje, notoriamente aboletado no time do patrocinador.
Sem que a atitude configure desobediência e favorecimento sem causa aos associados, os Conselheiros e Diretores indicados, a par das regalias bilionárias que contemplam o BB, mercê do uso continuado do nosso dinheiro para auferir lucros, a custo “zero”, poderiam levar, a título de compensação parcial, proposta ao BB no sentido de extinguir a contribuição a favor da PREVI para assistidos que tenham vertido mais de 360 contribuições como ativos e aposentados e, no mesmo passo, pedido para elevar o limite do ES para R$ 160 mil e o prazo de reposição para 180 meses.
É mais que justo que os associados também possam beber alguma água limpa dessa fonte -- PREVI --, onde o patrocinador tem se fartado indevidamente através de meios inconfessáveis e sem princípios morais, a começar pela Resolução 26/2008. O BB é aquele predador voraz que sempre tira bilionários nacos no nosso patrimônio, sob a gestão e guarda da infiel-depositária Diretoria Executiva de aluguel, que abre o cofre alheio com se essa fosse a sua missão de ofício. O apelo ora feito é quase que esperar por um milagre, mas quem sabe ainda reste um mínimo de dignidade e caráter na mente desses vendilhões do templo. 

sábado, 9 de maio de 2015

O QUE VAMOS DIZER À VERA?

     A querida Vera nos faz uma pergunta e pede esclarecimentos. O que podemos lhe dizer? Que a sua missiva está eivada de afirmativas corretas, que o que ela ouviu na PREVI de uma amiga faz sentido, que a situação da Anabb está muito bem colocada, que na CASSI o BB quer impor a vontade dele, ou seja, retirar suas obrigações estatutárias e nos deixar a sós com todo o ônus.
     Tudo isto, minha cara e esclarecida Vera, se dá pelo aparelhamento estatal das instituições. A companheirada disputa, palmo a palmo, cargos e  altos salários. Não existe nenhuma instituição neste nosso querido Brasil onde o trabalho seja voluntário, sem remuneração. A ANAPLAB é a única exceção(Às vezes temos vontade de desistir pela incompreensão de alguns).
Some-se a este fator o fato certo e comprovado de que somos desunidos. Cada um quer olhar apenas o próprio umbigo, desejam, no fim, eleger-se somente pelos elevados salários e status que o cargo proporciona. Você cita o exemplo do Conselho Deliberativo: pelo menos dois dos que são hoje titulares foram eleitos recentemente, o Carvalho e o Rafael Zanon, infelizmente, entraram no jogo do patrocinador.
     Tudo indica que estamos vivendo tempos apocalípticos onde a boa 
vontade e o amor de muitos se esfriará. A farra demoníaca do "cada um por si" e que se danem os associados. "Unfortunately!"

De: Vera Beatriz [mailto:verabpcanto@gmail.com]
Enviada em: sexta-feira, 8 de maio de 2015 23:33
Para: 'ATENDIMENTO ANAPLAB'
Assunto: PREVI, CASSI, ANABB

Exmo Sr. Presidente

Como aposentada do Banco do Brasil, sinto-me cada vez mais preocupada com os acontecimentos do Governo e mais, com os comentários ouvidos aqui e ali.
Com relação à PREVI, estive há alguns dia lá e encontrei uma antiga amiga que, em conversa, disse-me que o atual Conselho Deliberativo  está, atualmente, totalmente a favor de toda e qualquer decisão que seja do interesse do Banco, nem mais sendo necessário o “Voto de Minerva” para desempate. Saí de lá realmente preocupada.

Com relação à CASSI, todos, creio eu, já estão cientes que está em estado quase falimentar, principalmente com relação ao nosso plano, que o Banco se nega a arcar com suas obrigações e que a “salvação”, pelos estudos feitos até agora, irá, como sempre, ser operada por nós Associados.

Quanto à ANABB, a cada dia recebo informações, vindas dela, com todos brigando com todos, acusações graves de parte a parte, e que até já levaram o caso à Justiça; como estou aposentada desde 1986, já não conheço nenhuma das partes e nem consigo entender os motivos da disputa, muito menos de que lado está a razão; o que sei é que, com a atual situação do País, todo e qualquer “deslize” só trará prejuízo para os funcionários , sejam os da ativa, sejam os aposentados.

Assim sendo, peço a V.Sa. que me esclareça sobre a verdadeira situação em que nos encontramos, agradecendo-lhe desde já, sua boa vontade.


Atenciosamente,
Vera Beatriz Perez do Canto
Matrícula – 9.470.370-1 

PS: Certamente nos comentários teremos mais esclarecimentos. Orgulho-me de ter leitores tão maduros e conscientes de nossa realidade previana.

 NÃO APENAS NA PREVI MAS NA CASSI, NA 26, NA PREVIC, NO APARELHAMENTO POLÍTICO, NO BB, NA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS...

quinta-feira, 7 de maio de 2015

NOTA LACÔNICA DA PREVIC

Previc: Nota de Esclarecimento 


Tendo em vista as reportagens veiculadas por alguns veículos de comunicação nas últimas semanas e, com o intuito de informar entidades e participantes, a Previc vem a público prestar os seguintes esclarecimentos: 
O sistema não apresenta problemas de risco agregado de insolvência. O segmento é sólido, seguro e com grande potencial de crescimento. Há quase quatro décadas que o sistema paga, religiosamente em dia, as obrigações assumidas com seus participantes. Eventuais situações pontuais de desequilíbrio de planos têm sido objeto de estreito acompanhamento por parte da Previc. 
O Brasil ocupa a 8ª posição no ranking mundial. Nosso Sistema de Previdência Complementar Fechado possui atualmente317 entidades que administram 1.099 planos de benefícios. Seus ativos totais superam R$ 704 bilhões, aproximadamente 13% do PIB nacional.  Em 2014 o sistema pagou mais de R$ 35 bilhões em benefícios, o que correspondeu a um valor médio de R$ 3,9 mil. 

Oscilações entre deficit e superavit no último ano foram impactadas pelo não atingimento das metas atuariais dos planos, uma vez que a rentabilidade dos investimentos ficou abaixo da taxa média atuarial de 4,22%. No ano passado os ativos dos planos de benefícios foram influenciados, principalmente, pela conjuntura econômica brasileira e pelo resultado negativo do segmento de renda variável, que responde por 24% dos investimentos. Há de se observar, contudo, que numa análise mais consistente e de longo prazo, a rentabilidade agregada do sistema foi de 297,47% nos últimos onze anos, superando, com folga, a taxa média atuarial do período, de 214,35%. 
A Previc assegura à sociedade que atua de maneira firme para proteger os interesses dos participantes e preservar as relações previdenciárias. A autarquia considera inadmissível desvios de condutas. Esses pontos fora da curva são tratados com o rigor que a lei impõe. Lembramos que tais casos, inclusive, estão no âmbito de outras esferas de competência – que têm agido com igual firmeza e compromisso. 
O Brasil passa por um momento especial em sua história, face à profunda transição demográfica, que já afeta sua população. O modelo de proteção social escolhido pelo nosso país é referência junto à comunidade internacional. Os fundos de pensão foram e continuarão sendo um importante instrumento de proteção ao cidadão, em conjunto com o regime geral. Por se tratar de uma política de Estado, toda e qualquer discussão que envolva a saúde ou governança do setor deverá ser feita de forma serena e republicana.

Superintendência Nacional de Previdência Complementar - Previc

DELENDA CARTHAGO - O DEBOCHE É TAMANHO QUE NEM SE PREOCUPAM EM RETRATAR A REALIDADE DO POSTALIS, FUNCEF E PETROS. ATÉ PARECE QUE ESTES FUNDOS ESTÃO ÀS MIL MARAVILHAS!

domingo, 3 de maio de 2015

BUSCANDO SOLUÇÕES (por J. Rossi Neto)

Aceita por todos, reina, na visão dos agentes produtivos de todos os segmentos econômicos, a máxima de que resultados positivos obtidos no “PASSADO” não são garantia de êxito no “PRESENTE” e tão pouco no “FUTURO”. Isto se aplica inclusive sobre os eventos esportivos, tanto que podemos afirmar com segurança que a vitória de ontem poderá não se repetir hoje e nem amanhã. Dentro dessa ótica, certamente a seleção alemã de futebol nunca mais baterá a brasileira pelo placar de 7 x 1, mesmo que joguem outras dezenas de vezes sucessivas.
Portanto, pessoas jurídicas de qualquer natureza não ficam olhando eternamente pelo retrovisor, resultados de passados remotos, mesmo que superavitários, para alterar estratégias negociais, rejuvenescimento de produtos para otimizar lucros ou eliminar prejuízos. As mudanças corretivas são feitas no curto e médio prazo.
Dentro do mesmo propósito, as instituições financeiras, sem exceção, fazem análises de crédito com fulcro nas demonstrações contábeis dos últimos três exercícios para dimensionar os limites de créditos e a sua efetiva assistência creditícia. Como o risco de qualquer negócio está no futuro, os bancos não são trouxas e buscam informações atualizadas nos balanços das empresas-clientes, no máximo, do derradeiro triênio, objetivando agir de forma proativa e preventiva, com vistas a suspender a liberação de recursos adicionais a clientes quebrados ou caminhando para a falência.
Por isso, precavidos, revisam os cadastros dos tomadores de empréstimos em tempo mais exíguo e seguro. Logicamente, a Diretoria Executiva da PREVI comete falha grave ao fechar os olhos e ouvidos a essas premissas fundamentais de Governança Corporativa na realização de seus negócios ou de manutenção das suas transações financeiras já pactuadas. Em consequência dessa má gestão dos recursos, os prejuízos advindos acabam caindo sobre as costas dos inocentes participantes e assistidos que, invariavelmente, são convocados para equacioná-los.
Não tem lógica racional e senso profissional esperar indefinidamente que os resultados insatisfatórios na PREVI sejam revertidos por golpe de sorte, com arrimo em adivinhações fantasiosas, acontecimentos fortuitos, imprevisíveis e milagrosos.
Os cenários econômicos sinalizam dificuldades desfavoráveis em médio prazo para reações positivas no desempenho das Bolsas de Valores, circunstâncias que impõe correção de rumos na gestão dos recursos aplicados em ações, com vistas a evitar que coisa degringole de vez. Acredito que se o dinheiro investido em Rendas Variáveis (R$ 89 bilhões) fosse de propriedade dos Diretores da PREVI, eles não teriam coragem de continuar mantendo essa absurda e suicida exposição!
É verdade que quanto mais risco tem o investimento, maior a possibilidade de ganho elevado, todavia, se malograr o tombo também é muito grande e pode fazer ruir os esteios financeiros erigidos ao longo do tempo e resultar em uma exorbitante descapitalização até para pagar em dia as aposentadorias.
Em cenários econômicos internos e externos, voláteis, as dificuldades se alternam, ora é o preço do barril de petróleo que desaba, ora é o dólar que dispara e ora é o preço da tonelada de minério de ferro que sofre redução pela falta de pluralidade de parceiros comerciais, consumidores dessa commoditie.
O investimento em ações deve ser feito com prudência e conhecimento, e não com base na crença de que no fim tudo dá certo. Operações com alto grau de risco podem corroer todo o patrimônio, portanto, todo cuidado é pouco.
Ninguém aqui está excomungando as Rendas Variáveis como investimento proibitivo e definitivamente inviável. Não se trata da retirada total, pura e simples, do dinheiro investido em ações e fundos de ações, mas devido à rentabilidade negativa (- 4,43%) no balanço de 2014 da PREVI, a preocupação legítima tem o cunho de alertar para a necessidade urgente de redistribuir equilibradamente o volume das atuais exposições (Rendas Variáveis) em “Ativos mais Conservadores”, como Títulos do Tesouro Nacional que hoje pagam rentabilidade que suplanta a meta atuarial; Em imóveis para aluguel que gerem receitas mensais para reforçar o fluxo de caixa e em outras modalidades de Rendas Fixas compatíveis com os desembolsos de curto prazo do nosso Fundo de Pensão.
É evidente que os desinvestimentos deverão ser feitos gradualmente para não inundar o mercado e desvalorizar a cotação das ações que seriam colocadas à venda e, assim, neutralizar eventuais prejuízos de uma comercialização mal planejada. Sempre é bom lembrar que os números da PREVI são de natureza “contábil/gerencial” e os “ganhos e perdas” só se efetivam com o efetivo fechamento de negócios.
A realidade é que nós, associados, estamos com as nossas finanças esgotadas, em frangalhos, o nível de endividamento comprometido e não aguentamos outros cortes (BET e volta das contribuições) nos benefícios em vigor. Penso que o segmento de Rendas Variáveis deve girar em torno de 30% do Ativo Total (R$ 162 bilhões), ou seja, cerca de R$ 50 bilhões. Como temos, hoje, R$ 89 bilhões aplicados em ações, caberia migrar R$ 39 bilhões para outros investimentos conservadores.
Outra medida nobre e justa que a Diretoria Executiva da PREVI poderia implementar, a título de compensação pelos estragos acarretados pelo corte do BET, seria a suspensão das contribuições para os participantes e extinção da contribuição para os assistidos que contribuíram com 360 ou mais parcelas durante o tempo de ativa e de aposentadoria.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

VOTO DE MINERVA E NÚMEROS NA PREVI

Frequentemente colegas levantam, com plena razão, a voz pela extinção do Voto de Minerva atribuído pela Lei Complementar 108/2001 aos Presidentes dos Conselhos Deliberativos das EFPCs, onde a intenção explícita do legislador, de um lado, foi de conceder a GESTÃO ADMINISTRATIVA E FINANCEIRA dos Fundos de Pensão aos patrocinadores, tarefa essa que é executada por pessoas da sua confiança, indicadas para representá-los no mister.

De outro lado, entendendo que aos participantes interessava acompanhar a gestão correta e eficaz dos seus recursos, delegou-lhes a missão de FISCALIZAR a aplicação das reservas técnicas, provisões, fundos e evitar desvio desses dinheiros para fins estranhos aos pagamentos dos benefícios, finalidade específica e essencial de qualquer Fundo de Pensão. 
Nessa linha de pensamento, aprovou, igualmente, Voto de Qualidade aos Presidentes dos Conselhos Fiscais, pertencentes ao Corpo Social e escolhidos pelos associados através de eleição. Matematicamente foi garantido o princípio paritário, ou seja, Votos de Qualidade nos dois Conselhos (CD e CF). Não se pode negar, a princípio, que existe certa lógica nessa estrutura organizacional.
Ocorre, porém, que a LC 108/2001, ao longo do tempo, acabou se revelando um instrumento jurídico leonino, um embuste e uma armadilha para os participantes, eis que a concentração do poder decisório no órgão máximo das entidades fechadas (Conselho Deliberativo), via do Voto de Qualidade, efetivamente é um cheque em branco, autonomia ilimitada para os indicados dos patrocinadores fazerem o diabo com os recursos dos Fundos, sempre, evidentemente, em negócios  de interesse governamental e nocivos aos associados.
Claro está que o Governo, por trás de tudo, exerce sobre as EFPCs o domínio pleno por meios indiretos, dando ordens aos Presidentes das suas estatais e esses, como patrocinadores e patrões, repassam as exigências do Poder Executivo aos seus indicados, lotados nos CDs e Diretorias Executivas, que as cumprem à risca, materializando os empreendimentos arquitetados pelo Chefe do Executivo, os quais, via de regra, são investimentos de difícil retorno e de baixa rentabilidade, verdadeiros “micos”.
Enfim, vemos as nossas aposentadorias correrem risco em médio e longo prazo por conta dessas ações inescrupulosas e desonestas, porquanto a farra com os recursos aportados nos Fundos de Pensão pode dilapidar o patrimônio por maior que ele seja, haja vista que somente da divisão da Reserva Especial em 24/11/10 o patrocinador embolsou mais de R$ 7.5 bilhões. À medida que esses assaltos ocorrem, nós, associados, somos forçados a cobrir os prejuízos decorrentes, seja na forma de corte de benefícios especiais temporários  ou aumento das contribuições.
Na prática, a derrubada do Voto de Qualidade implica em mudança ou revogação da LC 108/2001, consentimento que o Governo, confortável nessa privilegiada situação, nunca dará nem se o próprio PT fosse o autor de um PL para alterar esse Diploma Legal.
Agora, trazendo o foco para o Presidente do Conselho Fiscal da PREVI, se ele não exerce a contento as suas funções e diz amém a tudo que o CD e a Diretoria Executiva fazem, emitindo Pareceres Técnicos favoráveis às Demonstrações Contábeis anuais como se a PREVI funcionasse como um relógio suíço, sem falhas e isenta de correções, nada questionando, é por pura incompetência, omissão e negligência. Esperar o quê desse órgão omisso, inoperante e incapaz de enxergar algumas das gritantes irregularidades elencadas:
a) – A implementação da inferior e ilegal Resolução 26/2008, em lugar da LC 109/2001, medida sabidamente irresponsável que pode facilmente ser tipificada como Gestão Temerária, posto que a essa resolução subalterna não é permitido afrontar uma Lei Complementar superior, máxime quando faz inovações no seu texto. Por que o Presidente do Conselho Fiscal não a contestou após a sua posse?;
b) - Aceitar passivamente aplicação de R$ 89 bilhões (ver balanço da PREVI, de 31/12/14) em Rendas Variáveis, estratégia equivocada, sendo responsável pela redução de 50% no superávit técnico de 2014 (R$ 12.5 bilhões) em relação a 2013 (R$ 24.7 bilhões), já que essas expressivas aplicações financeiras foram pessimamente remuneradas, pois, propiciaram rentabilidade negativa de - 4,43% ante uma meta atuarial de 11,54%;
c) – Perda substancial de R$ 3.79 bilhões no Ativo Total de 2013 (R$166.25 bilhões) para 2014 (R$162.5 bilhões) sem nada cobrar, como se fosse normal esse retrocesso patrimonial no fundo;
d) - Concentração excessiva de dinheiro em uma única empresa, como sócia da Litel, onde tinha aplicações de R$ 37.06 bilhões em 2013 e houve perda de R$ 5.3 bilhões, tendo em vista que essa participação acionária foi reduzida para R$ 31.7 bilhões em 2014 devido ao baixo preço do minério de ferro da Vale S/A. Para facilitar a compreensão, a PREVI é acionista da Litel, ativo sem liquidez porque não tem ações negociadas em bolsa. Por isso é objeto de precificação pelo método do Fluxo de Caixa Descontado. A Litel é acionista da Valepar juntamente com outros acionistas, signatários de Acordo de Acionistas que, por sua vez, é acionista da Vale, ou seja, a PREVI integra uma estrutura societária que controla a Vale. As ações da Valepar e da Litel não possuem liquidez e seu valor econômico é influenciado pelo ambiente empresarial em que está inserida a Vale. O prazo considerado para projeção do fluxo de caixa da Litel foi de 30 anos, com taxa de crescimento na perpetuidade medida pela inflação norte-americana (CPI). O preço da ação da Vale tem enfrentado um período de grande volatilidade nos últimos meses, influenciado pelas incertezas quanto ao ritmo de crescimento da China. Para agravar a situação, no primeiro trimestre de 2015 a Vale S.A já registrou prejuízo de R$ 9.5 bilhões no seu balanço, fato que pode comprometer o pagamento de dividendos que a PREVI tanto precisa.
Enquanto que, nós, associados, distantes da decisão e sem ingerência alguma, nada podemos fazer, mas, por outro lado, os Diretores e Conselheiros eleitos afeitos e cientes de tudo o que acontece na PREVI poderiam intermediar, em parceria com o Presidente do Conselho Fiscal, ações voltadas para corrigir as mazelas, visto que, em caso contrário, que serventia tem esse Voto de Qualidade do Presidente Conselho Fiscal que escolhemos e elegemos se o mesmo vive em eterno "stand-by".
Mas, não, os Diretores e Conselheiros eleitos aceitam passivamente a sua insignificância pela desculpa cômoda da falta de autonomia e, além disso, submetem-se a mordaça imposta por regulamento interno, eis que sequer divulgam notícias que possam interessar os associados. Efetivamente, os cargos dos eleitos servem exclusivamente para abastecer e robustecer as suas contas bancárias, dado que são regiamente remunerados. Esperar o que desses privilegiados interlocutores improdutivos, que desaparecem após as eleições e sequer prestam contas aos seus eleitores?
O Presidente do Conselho Fiscal é soberano nas suas decisões, tendo à sua disposição um arsenal de ferramentas fiscalizatórias para exigir transparência e cobrar aplicação correta da legislação, em especial da LC 109/2001, único instrumento jurídico em vigor, oficial, que disciplina a Previdência Complementar.
Entrementes, falta-lhe coragem e diligência para cumprir a sua importante missão com eficiência. Se quisesse, se não fosse à falta de sintonia com os demais eleitos, poderia até intervir negocialmente na aprovação de reivindicações dos associados, mormente no caso do ES e suspensão das contribuições. Ocorre que os eleitos trabalham isolados, cada um em uma direção e essa desunião é prejudicial ao Corpo Social.
O balanço de 2014 divulgado parcialmente mostra que a PREVI desce a ladeira financeira, posto que o Ativo Total de 2013 (R$ 166,25 bilhões) sofreu redução de R$ 3,79 bilhões em relação a 2014 (R$ 162,46 bilhões); a rentabilidade em Rendas variáveis foi -4,43% (negativa) contra uma meta de 11,54%; o superávit técnico de 2013 de R$ 24.7 bilhões foi reduzido para R$ 12,54 e cobre apenas 10,27% da Reserva de Contingência (Reserva Matemática: R$122,07 bilhões x 25% = R$30,52 bilhões - R$ 12,54 bilhões = R$ 17,98 bilhões a descoberto); Como os Superávits Técnicos relativos a 2013 e 2014 não foram suficientes para acobertar os 25% da Reserva de Contingência, automaticamente não temos Reservas Especiais nesses anos, bem como as Reservas Especiais de 2010 (R$ 4,23 bilhões), de 2011 (R$ 0,31 milhões) e de 2012 (R$ 1,01 bilhão) estão zeradas, porquanto viraram "pó" em face dos resultados insuficientes obtidos em anos subsequentes (2013 e 2014).
A despeito da regressão patrimonial e dos resultados superavitários declinantes, cujo viés é descendente para os futuros exercícios, a Diretoria Executiva solta fogos e comemora o superávit técnico de 2014 no valor de R$ 12,54 bilhões, como se fosse algo inusitado e possivelmente vai querer receber bônus por essa façanha pífia.

A par de tudo isso, alguém viu o Presidente do Conselho Fiscal assinar o parecer técnico com ressalvas? Claro que não! A essa altura deve estar fazendo coro com os nossos adversários e comemorando o resultado superavitário com sabor de derrota.
O que causa espécie é que a própria Diretora Cecília, eleita, elogiou o desempenho da PREVI em 2014, mesmo sabendo que essa fatura pode vir a ser debitada aos associados, como ocorreu em janeiro/14 quando o BET (20%) foi cortado e o retorno da cobrança das contribuições de 4,8%, em função do superávit técnico de 2013 totalizando R$ 24.7 bilhões não ter sido suficiente para respaldar a Reserva de Contingência no valor de R$ 28,56 bilhões.
É fácil deduzir o que deve estar fervilhando nas cabeças maquiavélicas dos indicados pelo BB para cobrar a conta dos participantes, agora, em 2014, quando o buraco se alargou e faltam exatos R$ 17,98 bilhões para respaldar integralmente os 25% da Reserva de Contingência.
Como desculpa deslavada para a má gestão e estratégia equivocada de massificar as aplicações em Rendas Variáveis, a nossa Caixa fica refém do desempenho dos papéis de meia dúzia de empresas. A Diretoria Executiva da PREVI atribui que as dificuldades para atingir as metas atuariais (5%+INPC) são derivadas de fenômenos conjunturais externos adversos, sem realçar que a corrupção no país (filha da impunidade), sobretudo na Petrobras, ao lado da péssima e defeituosa política econômica do Governo Dilma, foram os fatores preponderantes do baixo crescimento e do atual caos generalizado em todos os fundamentos econômicos.

Por fim, não conseguimos, até hoje, anular a fajuta Resolução 26/2008, eivada de irregularidades, sendo indeferidos os diversos Mandados de Segurança impetrados por Sindicatos Bancários e pela FAABB, sobretudo porque as decisões prolatadas foram mais políticas do que técnicas. Assim sendo, transpor a blindagem palaciana que protege a toda poderosa Lei Complementar 108/2001 que nasceu por exigência do artigo 202 da CF/88, é praticamente impossível. Entendo que qualquer ação contra essa lei é malhar em ferro frio.

(João Rossi Neto)