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terça-feira, 31 de dezembro de 2013

ARTIGO DE JABOR

O ano de 2013 foi muito bom. Muito didático. Aprendemos a ver as coisas pelo lado torto. Ótimo, pois nossa verdade está no avesso. Aprendemos que corrupção no Brasil não é apenas endêmica; é eterna. Ela está encravada na alma de nossos políticos. Corrupção é vida. Foi através dela que construímos este país, no adultério entre o público e o privado ou entre o “púbico e a privada.” Daí nasceu nosso mundo: estradas rotas, a espantosa construção de Brasília, onde já gastamos trilhões de dólares com passagens aéreas para homens irem ao Planalto implantar perucas ou visitar as amantes e casas de mães joanas.
Aprendemos que apenas 30% da população são realmente alfabetizados. O resto é analfabeto funcional que assina o nome, mas não sabe mais nada. E isso é bom para eleições, pois um povo ignorante é ótimo para eleger canalhas.
No entanto, tudo tem um lado bom, nossa estupidez estimula uma criatividade cultural de axés e garrafinhas, aumenta a fé com milhões de novos evangélicos dando dinheiro para pregadores traficantes, estimula a boçalidade combativa, como as emocionantes batalhas entre torcidas, shows de MMA espontâneos nas arquibancadas. Estupidez é entretenimento. O país já virou novela de suspense. É uma escola. Com a prisão dos mensaleiros, enxergamos que nosso sistema penitenciário é o inferno vivo. Estupradores, chacinadores protestam contra o conforto dos petistas. Finalmente, Zé Dirceu conheceu a luta de classes e foi-nos útil: iluminou-nos sobre o sistema carcerário.
Vimos como a escrotidão e o idealismo são primos. Neste ano aprendemos por exemplo que não existe primavera, nem árabe nem brasileira. E isso é mais realista. Chefes de Estado preferem secretamente que o Assad ganhe a guerra contra a al-Qaeda, que já tomou conta. Menos esperança, mais sabedoria. O mundo ganhou um pessimismo iluminado. Graças ao bravo nerd Snowden, que revitalizou o Putin da Rússia, o líder da moda que protege a destruição da Síria, prejudicou o Obama e abriu portas para novos ataques do terror. Ou seja, aprendemos que tudo se ramifica em contradições inesperadas, que um bem pode virar um mal e um hacker babaca pode mudar o mundo.
Já sabemos que milagres acontecem, mas são logo destruídos. Milhões se ergueram em junho, numa aurora política aparente, mais uma “primavera”; no entanto, os black blocks, espécie de al-Qaeda punk de imbecis, vieram nos lembrar da realidade: estupidez e mediocridade política são a clássica realidade brasileira. Enquanto Sarney reina, Agnelo Queiroz se agarra no Lula e Jacques Wagner destrói a Bahia, já sabemos que os horrorizados cariocas, chocados com o grande “crime” do helicóptero do Cabral, vão eleger a nova catástrofe: nosso estado governado por Garotinho, Crivellla ou Lindinho. Será o fim do Estado do Rio, durante a Olimpíada. Vivam os cariocas, as bestas quadradas do apocalipse! Pedem para ser mortos duas vezes.
Já sabemos também que “a infraestrutura sórdida do país foi culpa dos governos anteriores”. Ao menos foi o que disse a Dilma diante de FHC e do Clinton (que vexame...) depois de 11 anos do PT no poder. Só não sabemos o que o PT fez em 11 anos, mas isso é curiosidade de neoliberais canalhas, o que será corrigido com a reeleição de Dilma, quando teremos uma regulamentação bolivariana nessa mídia conservadora que teima em estragar os prazeres da mentira. Finalmente entendemos que quem fez o Plano Real não foi o FHC, como afirma a mídia de direita; foi o Lula, com preciosa ajuda de Mantega.
Já entendemos que a Dilma é brizolista. Também já sabemos que o Brasil anda na contramão dos próprios velhos países socialistas como China e Vietnã. Como escreveu Baudrillard: “o comunismo hoje desintegrado tornou-se viral, capaz de contaminar o mundo inteiro, não através da ideologia nem do seu modelo de funcionamento, mas através do seu modelo de desfuncionamento e da desestruturação brutal”, vide o novo eixo do mal da América Latina. Nós somos um bom exemplo desconstrutivo do que era o comunismo.
Já sabemos que privatização chama-se hoje concessão, que lucro ainda é crime e que aos poucos os empreendedores que fizeram o país, antes de o PT existir, são aceitos ainda com relutância pelos donos do poder.
Já sabemos que nosso ministro da economia é a própria Dilma, pois o Mantega só está lá porque ela manda nele. Por que não bota o Delfim, ou o Palocci, que já salvou o Brasil uma vez? Ele é um dos petistas respeitáveis. O outro morreu há pouco — Marcelo Déda, raridade, inteligente, com senso de humor e do bem.
Neste ano, aprendemos: A Justiça não anda sozinha. Se não fossem dois grandes homens, Ayres Brito e Joaquim Barbosa, nada teria acontecido. Aprendemos que o Mercosul tem de acabar. Aprendemos que o Legislativo só funciona no tranco de ameaças do povo. Agora já perderam o medo de novo.
Já sabemos que a política tem sido um espetáculo, como um balé. No Brasil, a política já é um país dentro de outro, com leis próprias, ética própria a que assistimos, impotentes. Os fatos perderam a solidez — só temos expectativas. E tudo continuará. Saberemos no ano que vem quantos campos de futebol de floresta foram destruídos por mês nas queimadas da Amazônia, enquanto ecochatos correm nus na Europa, fazendo ridículos protestos contra o efeito estufa; saberemos quantos foram assassinados por dia, com secretários de segurança falando em “forças-tarefas” diante de presídios que nem conseguem bloquear celulares, continuaremos a ouvir vagabundos inúteis falando em “utopias”, bispos dizendo bobagens sobre economia, acadêmicos decepcionados com os “cumpanheiros” sindicalistas, enquanto a República continuará a ser tratada no passado, com as nostalgias masoquistas de tortura, ressurreição de Jango e JK, heranças malditas, ossadas do Araguaia e nenhuma reforma no Estado paralítico e patrimonialista. Não vivemos diante de “acontecimentos,” mas só de “não acontecimentos”.

Repito a piada: não sou pessimista; sou um otimista bem informado.
Continuaremos a não acontecer em 2014.


Por Arnaldo Jabor

domingo, 29 de dezembro de 2013

A VELHA MANIPULAÇÃO

     O nosso descrédito perante a comunidade internacional deu-se pela perda de confiança aos novos truques de metodologia de cálculos nos números da economia brasileira. A representação de capa de duas edições da respeitada revista "The Economist" fala mais alto do que o sentido denotativo das palavras.


 ANTES:  BRASIL  DECOLA       DEPOIS: BRASIL ESTRAGOU TUDO?

     Num país sério há que se respeitar as leis de mercado, as regras do jogo. Se o termômetro marca 35ºC não se pode misturar água ao mercúrio para que ele não assinale a temperatura correta. É isto, a grosso modo, o que ocorre com os números da economia brasileira. Ontem, um membro do terceiro escalão do ministério da Fazenda, contrapôs ao JN que havia sim confiança na economia brasileira cuja prova maior foi o deságio na concessão da rodovia BR-040. Ora, cidadão! Quem venceu o leilão senão a Invepar de fundos de pensão? Vá enganar outros trouxas!
     Para complicar mais, em 2013 nada foi feito para concessões (privatizações) em portos brasileiros e principalmente em ferrovias, essenciais para a redução do custo Brasil.
     Ano que vem teremos eleições. Andei bisbilhotando algumas "previsões" para o ano, sendo que em uma delas, de uma taróloga, Dilma não venceria de jeito nenhum, sendo vencedor um jovem político que jamais concorreu à presidência da república. As duas opções mais óbvias seriam o neto do Tancredo e o atual governador de Pernambuco.
     Aqui em nosso mundo da Previ jamais apoiar candidato apoiado por Marcel Barros. Por falar na figura, o Gilvan está preparando um estudo sobre os números da Previ, que publicaremos brevemente, baseado na realidade dos fatos, não na retórica que o atual diretor de seguridade tenta nos incutir. Vamos que vamos!

DELENDA CARTHAGO - O MANIPULADOR SEMPRE CAI DO CAVALO. O FEITIÇO VIRA CONTRA O FEITICEIRO! 

EIS O LINK SOBRE AS PREVISÕES:

https://www.youtube.com/watch?v=MU-64LSCKyk


sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

2014 SERÁ PIOR

   
 

     O quadro que se vislumbra não é animador. 2013 já foi péssimo, nada obstante, segundo analistas nacionais e internacionais, será melhor do que o ano que se avizinha.
     Teríamos que adotar algumas medidas para fazer o dever de casa. Acabar com alguns truques utilizados nas contas públicas, aliviar o custo Brasil, fazer mais concessões (privatizações) em portos, aeroportos e rodovias, cessar com a interferência petista na Petrobras, Vale e Previ, e aliviar os impostos.
     No quesito "aliviar os impostos" já começaram mal ao corrigir a tabela do IR em apenas 4,5% enquanto as categorias tiveram aumento de 6,5%a 7%; portanto, se a correção do IR foi menor, mais pessoas vão pagar IR.
Neste sentido, a presidenta não faria mais que a obrigação se substituísse o viciado ministro da fazenda por alguém que estivesse enfronhado com o enxugamento das contas públicas, cortando gastos e aliviando nos impostos. Mas a madame não faria isso, senhora de si e capacitada como diz ser.
     Eu não gostaria de estar metendo o bedelho na política. Só o faço porque considero esta política desastrosa, com reflexos diretos em nosso fundo de pensão. Se a presidenta Dilma mantiver o nosso BET, poderá conservar esse caminho em direção ao abismo; pois o povão parece estar gostando, dando-lhe altos índices de popularidade.

DELENDA CARTHAGO - NEM A COPA SALVA O BRASIL.

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

BOVESPA - O PATINHO FEIO DAS BOLSAS MUNDIAIS

BOVESPA IS THE "UGLY DUCKLING" OF STOCK EXCHANGES



"O Ibovespa tem sido o pesadelo dos investidores no Brasil e no exterior", afirma Jason Vieira, analista e diretor-geral do portal de informações MoneYou.
O segundo pior desempenho em 2013 em moeda local, segundo o ranking, é o da bolsa do Chile (IGPA ), com desvalorização de 13,35%. Na sequência, estão as bolsas da Colômbia (IGBC) e da Turquia (XU100), que perderam no ano, respectivamente, 9,32% e 9,27%.
Das 48 bolsas analisadas, 10 acumulam perdas no ano.
Na outra ponta, o destaque positivo é o índice Nikkei 225, do Japão, que avançou 59,85% no ano. Também com alta de mais de 50% estão as bolsas dos Emirados Árabes (57,29%) e do
Paquistão (50,47%).
As bolsas com maior valorização no ano são as da Venezuela (485,7%) e da Argentina 88,95%). O levantamento cita, porém, a falta de credibilidade das economias destes países. "Retiraria os números disformes de Venezuela e Argentina, nos quais há sempre uma grande dificuldade em se acreditar, principalmente considerando o estado péssimo de ambos os países, porém os inclui de forma a mostrar que, em ambos os casos, a bolsa se tornou praticamente a única fonte de investimentos", afirma o economista.
Causas
Entre os fatores que explicam o mau desempenho da Bovespa em 2013, o diretor da MoneYou cita o temor de risco regulatório por parte dos estrangeiros, os juros altos, o PIB decepcionante, o tombo das ações do grupo EBX, de Eike Batista, e a falta de rumo para as ações de estímulo econômico.
"Apesar do desempenho do mercado de trabalho, com baixo desemprego, o PIB tem decepcionado a cada divulgação. Não existem reduções de IPI o suficiente para impulsionar a economia em estado de "bolha" e além disso, a alta da inflação no meio do ano, aliada aos protestos afundou a confiança na economia. Não há Copa que salve", analisa Vieira. "A comunicação do governo através de seu grande ministro e a falta de um rumo concreto para as ações de estímulo econômico também afetaram em grande monta a noção de risco, o que afasta os investidores das bolsas de valores", acrescenta.
Confira o ranking de desempenho das bolsas em 2013:
(Variação no ano até segunda-feira, 23 de dezembro)
1º Venezuela (IBVC) -  485,70%
2º Argentina (MERVAL) -  92,48%
3º Japão (NIKKEI 225) -  59,85%
4º Emirados Árabes Unidos  (ADX General) - 57,29%
5º Paquistão  (KSE100) -  50,47%
6º Nigéria (NSE 30)  - 40,66%
7º Irlanda (ISEQ)  - 33,10%
8º Dinamarca  (OMX Copenhagen)  - 25,72%
9º Egito  (EGX30)  -  25,18%
10º Arábia Saudita  (TASI)  -  24,42%
11º Alemanha  (DAX)  -   24,26%
12º Estados Unidos (Dow Jones)   -  24,02%
13º Grécia (ASE)  -   23,99%
14º Finlândia (HEX25)  -   23,81%
15º Noruega  (OBX 544) -   21,28%
16º Suécia  (OMX 30) - 19,19%
17º Suíça (SMI) -  17,67%
18º Espanha  (IBEX 35) - 17,58%
19º Bélgica  (BEL20)  -  16,57%
20º Área do Euro  (EURO STOXX 50)  - 15,95%
21º Portugal (PSI20)  - 15,76%
22º Israel (TA-25)  -  15,60%
23º França  (CAC 40)  - 15,40%
24º Austrália  (S&P/ASX 200)  - 14,93%
25º Holanda  (AEX) - 14,80%
26º Itália  (FTSE MIB)  - 14,47%
27º África do Sul (FTSE/JSE)  - 14,20%
28º Taiwan  (TWSE)  - 12,22%
29º Reino Unido (FTSE 100) - 12,17%
30º Malásia  (FTSE KLCI)  -  10,12%
31º Índia  (SENSEX) -  9,59%
32º Canadá  (S&P/TSX)  - 8,71%
33º Polônia (WIG) -  8,18%
34º Áustria (WBI) -  3,30%
35º Hong Kong  (HSI) - 2,83%
36º Rússia (MICEX)  -  2,41%
37º Coréia do Sul (KOSPI) -  1,00%
38º Filipinas (PSEi)  - 0,53%
39º Cingapura  (STI) -  (-1,30%)
40º Indonésia  (JCI)  -  (-1,59%)
41º México (IPC)  -  (-2,36%)
42º China (SSE Composite)  -  (-3,21%)
43º Tailândia (SET)  -  (-3,61%)
44º República Checa  (SE PX) -   (-5,15%)
45º Colômbia  (IGBC)  -  (-10,63%)
46º Turquia (XU100)   -  (-11,94%)
47º Chile (IGPA)  -  (-13,72%)
48º Brasil  (Ibovespa) -  (-15,82%)
     Quando nós olhamos para a tal "governança cooperativa" de nosso fundo de pensão, para a diretoria executiva composta de seis membros:   
Presidente                     -   Dan Conrado
Diretor Administração  -  Paulo Assunção Souza
Diretor Seguridade        - Marcel J. Barros
Diretor Investimentos   - Renê Sanda
Diretor Participações    - Marco Geovanne Tobias
Diretor Planejamento   - Vitor Paulo Camargo
sentimos que eles foram peças chaves no desempenho desastroso do nosso fundo de pensão neste ano de 2013. Investiram errado, não planejaram, participações equivocadas e por aí vai.
     Verdade a ser considerada em conjunto é a total calamidade na política econômica governamental. Não são capazes de atacar as questões estruturais; se utilizam  de empresas sólidas como a estatal PETROBRAS para conter a inflação no país, penalizando demais o setor de energia. Guido Mantega é uma piada, prefere atacar os efeitos do que as causas. E assim caminhamos a passos largos para um caos ainda maior.
     Se hoje a Previ anuncia cortes em nossos vencimentos, os culpados estão nominados acima, porque foram incompetentes para conduzir nosso fundo, com capital de 165 bilhões, o maior da América Latina. Estes diretores já ganham suficientemente. O BET não lhes fará nenhuma falta. Porém, para as pensionistas e para quem está na faixa do piso...
DELENDA CARTHAGO - VAMOS COBRAR RESPONSABILIDADES; LUGAR DE INCOMPETENTES É DO LADO DE FORA!   

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

MERRY CHRISTMAS, WAR IS OVER

     Quando John Lennon compôs esta linda música de Natal "Feliz Natal, a guerra acabou", os Estados Unidos estavam encerrando a sua malfadada participação na guerra do Vietnam.


               Feliz Natal, a guerra acabou

     Inobstante, a guerra contra as injustiças continua por aqui. A guerra contra a resolução 26, um ES achatado no prazo, o fim do BET,  a ausência de um teto decente, e o mais importante: contra os 60% pagos às viúvas pensionistas em vez dos 100% já! Quando estas batalhas estiveram vencidas pelos associados da Previ, podemos gritar em alto e bom som:

Fez-se justiça, Feliz Natal, a guerra terminou.
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"O anonimato acabou" 
Veja só esta foto... é só ir aproximando, aproximando... descubra como a polícia consegue identificar, perfeitamente, uma pessoa em detalhes , na multidão, entre milhares delas...

 Nada mais é secreto...   Reconhecimento de um rosto na multidão.  Essa é a multidão antes do tumulto . Coloque o cursor em qualquer parte da multidão e clique duas vezes. Mantenha o duplo clique e veja o que acontece.
 Essa é uma grande ferramenta para garantir a aplicação da lei.

Esta é uma foto tirada num tumulto acontecido no Canadá em que aparecem milhares de pessoas. Realmente assustador. Você pode ver, perfeitamente, os rostos de cada indivíduo separadamente, e há milhares deles !
Privacidade ?  Apenas pense nos recursos tecnológicos que a polícia e os militares têm a sua disposição.
Pode abrir o site abaixo sem medo...
 A CADA 2 CLICKS SOBRE A IMAGEM, ELA COMEÇA A SE APROXIMAR.
 NINGUÉM MAIS É ANÔNIMO NA MULTIDÃO...

CARTA A PAPAI NOEL


Mestre Ari, solicito encaminhar esta mensagem ao Papai Noel ;



         Mera ilustração sem valor legal.
=======================


Papai Noel, não sei se você se lembra de mim, pois há quase 70
anos não o importuno. Não sei se ainda recorda que na metade do
século passado eu lhe pedi uma bicicleta monark e o senhor, tal-
vez por problema de idade, me mandou um romance (água com açúcar) que troquei por uma entrada de cinema para ver Tarzan, o rei da selva.Velho Noel, não quero pedir bens materiais, mas apenas u-
sar seu prestígio no sentido de melhorar a situação das nossas
pensionistas que, além de perderem seus maridos, perderam também
a condição financeira que tinham, sem receberem nenhuma atenção
da nossa Algoz e do seu comparsa conhecido pela alcunha de Ver-
dugo. Quero dizer que ambos respeitavam um teto para pagar seus segurados/servidores, mas ultimamente como têm de privilegiar ss/ protegidos, que são milhares (o Sr. se lembra das araras no milharal ? é a mesma coisa ) declararam que não há mais teto, quer dizer : vão meter a mão, mesmo !!! Papai Noel, o Senhor precisa vir com mais frequência a este rincão para ver o que estamos sofrendo. O nosso Fundo de Pensão tem de atender tudo quanto é lixo:
dono de frigorífico, dono de AX, EX, IX (tudo quebrando), uma madame de São Paulo que se mete em tudo, cujo nome esqueci), etc, etc. Mas, meu velho Noel, o pior é que vão cortar o BET que é o nosso sossego ( Noel não pense que é mulher, ninguém é doido de arranjar outra companheira, mesmo porque aqui não é zona de pequi ). Assim, meu Velho, veja se você leva o Marcel para o plano superior para termos sossego e ficarmos com o BETH.

Como pode ver não temos mágoa pois estamos sugerindo sua transferência para perto de você. Pense no assunto, meu velho.

Cordialmente,


Divany Silveira (Sete Lagoas-MG)

domingo, 22 de dezembro de 2013

O PISO E O TETO

     Uma vez que o BB já "arrumou" o teto dos seus, deixando-o como ele queria, em conluio com os ministérios da Fazenda e do Planejamento, faz-se necessário que os três envolvidos no escândalo manifestem apoio aos aposentados oprimidos, interferindo politicamente para que o BET continue neste 2014, porque retirar 20% de um benefício de verba alimentar é desastroso e inconsequente.
     Se tivéssemos dirigentes honestos e sensatos, respeitosos das leis, as contribuições poderiam até voltar, sem jamais retirar o BET que pela LC 109/2001 deveria estar incorporado aos vencimentos.
     O BET afeta muito mais o piso posto que engloba a maioria dos salários da Previ. O piso, entretanto, nem patrocinador, muito menos o governo de Dilma Rousseff têm interesse em solucionar. Fizeram de tudo pelo teto, agora a cobrança deve ser gigantesca para que equacionem o piso cuja diferença para com o teto é de mais de 40 vezes.
     Paradoxalmente, no INSS a diferença entre o salário mínimo e o maior valor pago pelo instituto é de 6 vezes. E com o aumento sempre superior do SM, esta diferença deve cair mais nas próximas décadas.
     O Conselho Deliberativo da Previ deve bater o martelo: somente aprovar o novo teto proposto se o BET for incorporado. Sem mais nem menos.

sábado, 21 de dezembro de 2013

ESCÂNDALO SOBRE ESCÂNDALO (SCANDAL OVER MORE SCANDAL)

     


     A notícia trazida no clipping Anabb referida no "O Estado de São Paulo", seção "Economia e Negócios", matéria feita pelos jornalistas Murilo Rodrigues Alves e Andreia Matai, página B14 desta data, é seguramente estarrecedora.

"Após cinco anos, BANCO DO BRASIL está perto de fechar acordo com a PREVI sobre o limite para aposentadoria de seus executivos
O BANCO DO BRASIL (BB) está perto de fechar um acordo administrativo, com o órgão regulador dos fundos de pensão, que prevê um teto para aposentadorias dos seus executivos com base no salário de R$ 45 mil mensais. O maior banco do País ainda assumirá a diferença dos benefícios que foram concedidos num intervalo de dois anos e que continuarão a ser pagos acima desse limite, o que acarretará na transferência de R$ 40 milhões dò BB para a caixa previdenciária dos funcionários do banco, a PREVI.

O Estado apurou que esses são os principais pontos do Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que o banco, a PREVI e a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) devem assinar nos próximos dias para resolver o impasse. A questão se arrasta há quase cinco anos e provocou um racha no governo Dilma Rousseff, colocando de lados opostos os ministérios da Fazenda e do Planejamento, de um lado, e o da Previdência, de outro, como revelou o Estado na semana passada.

A expectativa é que o teto comece a valer no início de 2014, uma vez que as instituições trabalham para que todo o processo para a publicação do TAC no Diário.Oficial - que incluiu aprovação pela direção do BB e da PREVI, de ministérios e órgãos reguladores - seja finalizado nos próximos dias. No momento, as equipes jurídicas estão finalizando o detalhamento dos termos para que o texto não dê a impressão de que nenhuma das partes envolvidas saiu vitoriosa da disputa. (grifo do blog)

O teto foi estabelecido levando em consideração o salário atual de um diretor do banco. A escolha foi feita porque o cargo só pode ser ocupado por um funcionário de carreira, ao contrário das posições de vice-presidentes e presidente, que podem ser nomeados pela equipe econômica do governo.

O salário mensal de um vice! presidente é de R$ 52,6 mil e o do presidente sé aproxima de R$ 59 mil. O BB não descarta compensar os executivos de alguma forma, no futuro, pela redução nas aposentadorias.

Assim que o teto for fixado, a alta cúpula continuará ganhando os mesmos salários, mas passará a contribuir para a previdência privada ^sobre o salário de um diretor.

Essa foi a solução encontrada para que o maior fundo de previdência do País e 25o do mundo não sofresse punição do órgão regulador. No início do mês, a PREVI pediu prorrogação por quatro meses para implementar o teto. O órgão regulador nenhuma medida foi tomada porque, nos bastidores, as instituições costuram o acordo.

Compensação. Os R$ 40 milhões que o BB repassará à PREVI sairão de um dos fundos que o banco possui com os resultados superavitáriós do plano com benefício definido. Em 2010, esse plano distribuiu R$ 15 bilhões de superávit dos três anos anteriores - metade para o BB, e a outra metade para os 118 mil funcionários, aposentados e pensionistas associados ao plano. Hoje, o BB tem R$ 7,2 bilhões porque já usou uma parte em obrigações.

Em 2012, esse plano da PREVI registrou superávit de R$ 1,1 bilhão, mas os recursos não foram distribuídos porque, provavelmente, serão usados para recompor o provável déficit deste ano por causa do resultado ruim da Bolsaem 2013 que comprometeu a rentabilidade. Ao todo, o plano tem R$ 27 bilhões de superávit e R$ 167 bilhões em ativos.

O BB se comprometerá a assumir a responsabilidade da diferença dos benefícios que foram concedidos entre abril de 2008 - quando a proposta do teto foi aprovada pela antiga direção do BB e da PREVI - e março de 2010, mês em que o banco, sob nova administração, desistiu de implementar o limite. Cerca de 20 aposentadorias foram concedidas nesse período."


     Esta é mais uma prova da fraqueza política e da conivência da presidenta Dilma Rousseff. Nem a própria presidência da república, o mais alto cargo deste país, tem um remuneração de 45.000,00. Isto chega às raias do absurdo ( o inglês diz "nonsense") e todos temos a obrigação, o dever, de ir ao Supremo Tribunal Federal para sanar de vez este despropósito.
     A política do PT é a mesma do ex-presidente Lula (se confunde). É a manjada política do "eu não sabia" com a finalidade de se eximir da culpa. Os apadrinhados "deitam e rolam" sobre os pobres aposentados da Previ, esquecendo uma condição básica e elementar: o nosso patrimônio é grande, sim, mas foi todo composto pelas reservas matemáticas depositadas mês a mês por cada um de seus associados. E a PREVIC que tem nela o nome do fundo por cuja razão foi criada? Vai aceitar passivamente?
              José Maria Rabelo (Previc) à direita

     Ano que vem temos eleições presidenciais. E se os participantes da Previ, cerca de 500.000 indiretamente, tiverem vergonha na cara jamais tornarão a votar nesta nefasta presidenta!

Delenda Carthago - Fora Dilma, fora Lula, fora equipe econômica e planejamento!

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

SAINDO DO ESTADO LETÁRGICO

HISTÓRIA DA RÃ QUE NÃO SABIA QUE ESTAVA SENDO COZIDA.

Da alegoria da Caverna de Platão a Matrix, passando pelas fábulas de La Fontaine, a linguagem simbólica é um meio privilegiado para induzir à reflexão e transmitir algumas ideias.
Olivier Clerc, nesta sua breve história, através da metáfora, põe em evidência as funestas consequências da não consciência da mudança que infeta nossa saúde, nossas relações, a evolução social e o ambiente.
Um resumo de vida e sabedoria que cada um poderá plantar no próprio jardim, para desfrutar de seus frutos.
             ************************

01. Imagine uma panela cheia de água fria, na qual nada tranquilamente uma pequena rã.
Um pequeno fogo é aceso embaixo da panela, e a água se esquenta muito lentamente.
Pouco a pouco, a água fica morna, e a rã, achando isso bastante agradável, continua a nadar. A temperatura da água continua subindo...Agora a água está quente mais do que a rã pode apreciar; ela sente um pouco cansada, mas inobstante isso, não se amedronta. Agora, a água está realmente quente, e a rã começa a achar desagradável, mas está muito debilitada; então, suporta e não faz nada.
A temperatura continua a subir, até quando a rã acaba simplesmente cozida e morta.

02. Se a mesma rã tivesse sido lançada diretamente na água a 50 graus, com um golpe de pernas, ela teria pulado imediatamente para fora da panela.
Isto mostra que, quando uma mudança ocorre de um modo suficientemente lento, escapa à consciência e não desperta, na maior parte dos casos, reação alguma, oposição alguma ou revolta alguma.

03. Se nós olharmos para o que tem acontecido em nossa sociedade desde há algumas décadas, podemos verificar que nós estamos sofrendo uma lenta e gradual mudança no modo de viver, para a qual nós estamos nos acostumando.
Uma quantidade de coisas que nos teriam feito horrorizar 20, 30 ou 40 anos atrás, foram pouco a pouco banalizadas e, hoje, apenas incomodam ou deixam completamente indiferente a maior parte das pessoas.

04. Em nome do progresso, da ciência e do lucro, são efetuados ataques contínuos às liberdades individuais, à dignidade, à integridade da natureza, à beleza e à alegria de viver; efetuados lentamente, mas inexoravelmente, com a constante cumplicidade das vítimas, desavisadas e, agora, incapazes de se defenderem.

05. As previsões para nosso futuro, em vez de despertar reações e medidas preventivas, não fazem outra coisa a não ser a de preparar psicologicamente as pessoas a aceitarem algumas condições de vida decadentes, aliás, dramáticas.

06. O martelar contínuo de informações pela mídia satura os cérebros, que não podem mais distinguir as coisas...

Quando eu falei pela primeira vez destas coisas, era para um amanhã. Agora, é para hoje!
Consciência viva e desperta OU cozida e morta? Precisamos escolher!
Então, se você não está, como a rã, já meio cozido, dê um saudável golpe de pernas, antes que seja tarde demais.

DELENDA CARTHAGO - NÓS JÁ ESTAMOS MEIO COZIDOS? OU NÃO?

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

ANO ELEITORAL ATÍPICO

     Duas eleições em 2014 - a maior e mais decisiva no plano federal - sob a batuta do TSE, vai selar o nosso destino, sem, contudo, preocupar os atuais ocupantes do Palácio do Planalto. Nós, o velhinhos dóceis e domados, sequer tiram alguns minutos de sono dos petistas, salvo honrosas exceções que, afinal, não chegam a desequilibrar a balança.
     A segunda eleição é no âmbito interno do nosso fundo de pensão. O sistema ali está tão viciado que arrisco-me a dizer que aquele apoiado pelos sindicatos vencerá a contenda. Nestas eleições tupiniquins o dinheiro fala mais alto (lembram das arrecadações do PT, olhem quem é o coordenador de campanha), sopesado a contratação de marqueteiro consagrado (à Duda Mendonça) que recebe valores vultosos, condizentes com a fama de milagreiro, pois conseguem até eleger um poste ou a sombra de um ex-presidente. Não é de hoje que o pessoal da ativa decide qualquer eleição na Previ, em vista dos mais de 60% de acomodados aposentados.
     Talvez pela certeza na eleição geral, em que nada mudaria nas estruturas moleculares, permanecendo os três eleitos como se fossem indicados do BB (somente mudaria de opinião se o Dr. Medeiros fosse candidato e conseguisse sair vitorioso) e demais órgãos que nos controlam nas mãos de PMDB/PT.
     Por conseguinte, embora tenham saídos rumores que houve uma reunião tensa da diretoria da Previ, quase nada podemos esperar de novidades. Ou como disse um anônimo "tomara que estejamos (eu e ele) enganados."

DELENDA CARTHAGO - AVANTE APOSENTADOS! VAMOS REAGIR E MUDAR A ATUAL CONJUNTURA!  

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

DISCUSSÃO EM ALTO NÍVEL

Ebenézer Nascimento



Prezada Isa,

A despeito da aula de Tollendal sobre o assunto (abaixo), e sem ter sido chamado, peço vênia para expressar minha discordância de que o ato ilegal do Banco é polêmico e está vigente.

Baseio minha discordância nos seguintes pontos:
  •  È uma regra primária de Direito que é nula qualquer cláusula em qualquer contrato ou acordo, que seja contrária à lei.  Portanto, se a transferência de responsabilidade foi ilegal, continua sendo ilegal.  E sua reversão deve ser pleiteada.  Não pode ser aceita.
  •  Só é polêmica uma atitude legal. Ocorre quando há diferença de interpretações de um texto legal.  Atitudes ilegais não são polêmicas:  são simplesmente ilegais mesmo.
  •  As cláusulas chamadas “leoninas” são também consideradas nulas de pleno direito.  E o Banco as inseriu em contratos e acordos com a PREVI.   Estão escritas.  Não se precisa apresentar outra prova.

Embora seja uma comparação grotesca, a situação corresponde a que alguém aplique um golpe financeiro sobre terceiro e, depois, se comece a “polemizar” o ato que foi apenas um furto. 

Imagine-se, mais aproximadamente, se qualquer cidadão pudesse “transferir” suas obrigações para um terceiro...  Imagine-se, numa tal ocorrência, se o “novo devedor”, em vez de exigir nulidade do ato aceitasse discutir com o “transferidor” a sua validade.

Tenho manifestado minha opinião de que, no enfrentamento de nossos problemas com o Banco e com a PREVI, estamos tratando dos “efeitos” e não das “causas”.  Estamos vendo o “acessório” e não a “essência”. 

Cordialmente


Ebenézer

Isa Musa <isamusa@uol.com.br>:
Tollendal,
o tema é polêmico, pois com o Contrato BB PREVI de 1997 o Banco
transferiu para a Previ a responsabilidade sobre o Grupo pré-67.
Ilegalmente, é claro, mas transferiu.
Isa Musa

  
from:
 Fernando Arthur Tollendal Pacheco <tollendal@abordo.com.br>
to:
 Isa Musa <isamusa@uol.com.br>
cc:
date:
 Mon, Dec 16, 2013 at 6:49 PM
subject:
 Re: Pré/67

Prezada Isa,

A regra é: "vigilantibus et non dormientibus jura subveniunt". Quero então deixar claro que minhas palavras se destinam àqueles (poucos) colegas que se dispõem a defender os seus direitos e não aos que preferem esperar que alguém o faça por eles.

Veja que nem me estou referindo ao contrato de 1967, porém ao de 1981, que espelhou as normas COMO O PRÓPRIO BANCO AS ENTENDIA (pois foi ele que o redigiu como bem quis) e ele próprio declarou serem IRREVOGÁVEIS E IRRETRATÁVEIS" e à plena confissão de 1995. Se desejar refrescar a memória sobre esta, sugiro que leia o Ofício PRESI 95/79, de 9.2.1995, no qual o Banco explica ao Ministro Reinold Stephanes, da Previdência e Assistência Social minuciosamente como a coisa toda funcionava, NO SEU PRÓPRIO ENTENDIMENTO. Transcrevo-o aí abaixo. O assunto só pode assim ser considerado polêmico por aqueles que como dóceis cordeiros aceitam passivamente tudo o que o Banco cisma de fazer. Note que advogados como por exemplo os Drs. Adão Mantovani e Rubens Mendonça, de São Paulo - para só citar dois - verdadeiramente enriqueceram defendendo com bom sucesso os direitos dos "vigilantibus" que não se conformaram com os abusos de descumprimento de contratos perfeitamente formalizados. Os que preferiram agir, deram-se bem.


O que foi o contrato de 1.981

    Ao regulamentar a Lei 6.435/1977, sobre os planos de previdência complementar, o Decreto-Lei 81.240/1978 tornou obrigatória a capitalização das reservas técnicas dos fundos de aposentadoria e proibiu a adoção do regime de repartição simples (conhecido como "da mão para a boca") que a Previ vinha adotando, imprudentemente, desde 1967. Só depois de relutar por mais de dois anos, Caixa finalmente começou a capitalizar as suas reservas técnicas a partir de 1980, revelando um problema que vinha sendo escamoteado havia muitos anos: o do grupo dos funcionários admitidos até l4.4.1967, geralmente conhecido abreviadamente por "Pré-1967".

    A complementação das aposentadorias dos funcionários antigos vinha sendo paga PELA PREVI em repartição simples desde 1967, porém a dívida na verdade era antiga obrigação trabalhista DO BANCO, que nunca se preocupara em constituir em sua contabilidade as previsões correspondentes, referidas tecnicamente como "reservas matemáticas". Como resultado dessa omissão do BB, seu patrimônio líquido revelado no balanço estava enormemente superavaliado, assim como o valor das ações negociadas em bolsa.

        Depois de muita relutância em fazer os acertos, o Banco finalmente, em 7.12.1981, concordou em assinar um contrato com a Previ, no qual se comprometeu a repassar mensalmente à Caixa o montante das despesas que ela tivesse com a complementação das aposentadorias dos funcionários do Pré-1967, admitido como o valor que excedesse os 3/4 das contribuições totais desse grupo. A quarta parte restante seria destinada a cobrir as pensões por morte. A longa negociação entre o Banco, a Previ e as autoridades foi conduzida sob rigoroso segredo, sem que os funcionários dela recebessem informação ou pudessem comprovar a correção dos dados, fornecidos pelo proprio Banco, que no entanto era parte interessada. Apesar disso, o contrato, firmado como IRRETRATÁVEL e IRREVOGÁVEL, acabou homologado pela Secretaria de Previdência Complementar. É referido geralmente como "contrato de 1981" e em resumo estabeleceu que:

a)    O Banco indubitavelmente assumiu em definitivo a responsabilidade pela complementação grupo Pré-1967) e

b)    A PREVI ficou responsável pela complementação dos admitidos após de 15.4.1967 em diante.

    Contudo, ainda uma vez o Banco não capitalizou as reservas matemáticas Pré-1967 e tampouco contabilizou tal obrigação em seu balanço, limitando-se a mencionar o compromisso em notas explicativas das demonstrações financeiras. Esse procedimento irregular, entretanto, não passou despercebido das autoridades, sendo apontado pelo Tribunal de Contas da União, pela SPC e pela CVM - Comissão de Valores Mobiliários, esta preocupada com a crescente distorção no valor das ações do Banco.

        Essas irregularidades por fim vieram à tona e, em decorrência de questionamentos da SPC, o Banco, em 9.2.1995, fez o ofício PRESI-95/79, ao Ministro da Previdência e Assistência Social, prestando alguns esclarecimentos. Esse documento é importante porque confirmou informações que até então vinham sendo conservadas em sigilo:

"Ofício  PRESI-95/79 - Brasília (DF), 9.2.1995

Exmo. Sr.
Reinhold Stephanes
Ministro de Estado da Previdência e Assistência Social

Sr. Ministro,

    Com vistas a esclarecer dúvidas suscitadas a respeito do custeio dos benefícios de complementação de aposentadoria e pensões concedidos pela Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil, patrocinada por esta empresa,  prestamos-lhe as seguintes informações:

a) até abril/67, o Banco do Brasil pagava aos seus funcionários complementação do benefício de aposentadoria concedido pela Previdência Oficial, em decorrência de decisão tomada em Assembléia Geral de Acionistas de 1.947, a qual passou a integrar os contratos de trabalho dos empregados;

b) a partir de abril/67, foi instituído o plano de beneficio previdenciário da PREVI, mediante contribuição patronal e pessoal na proporção de 2 x 1 - segundo orientação do representante do Tesouro Nacional na Assembléia Geral Ordinária de 29.4.1964;

c) à época, não houve aporte financeiro da Patrocinadora para fazer face aos compromissos relativos ao tempo de serviço prestado pelos empregados admitidos antes daquela data, em razão da adoção do regime financeiro de Repartição de Capitais de Cobertura (as contribuições arrecadadas a cada ano se destinavam a constituir o valor atual necessário à garantia dos benefícios cujo direito fosse adquirido no mesmo ano, não há constituição de reservas de benefícios a conceder, mas apenas de benefícios concedidos);

d) com a edição da Lei 6435/77, a PREVI teve que adequar seu Estatuto e regulamentos, com a obrigatoriedade de adotar o regime financeiro de Capitalização no ajustamento do plano de complementação de aposentadoria mantido para todos os associados. Isso implicava integralização, por parte do Banco, das reservas matemáticas relativas ao tempo de serviço anterior dos funcionários pré-existentes à implantação do plano previdenciário, em abril/67;

d) com a edição da Lei 6435/77, a PREVI teve que adequar seu estatuto e regulamentos, com a obrigatoriedade de adotar o regime financeiro de capitalização no ajustamento do plano de complementação de aposentadoria mantido para todos os associados. Isso implicava integralização, por parte do Banco, das reservas matemáticas relativas ao tempo de serviço
anterior dos funcionários pré-existentes à implantação do plano
previdenciário, em abril/67;

e) o Banco do Brasil, com a anuência da Secretaria de Previdência Complementar do então Ministério de Previdência e Assistência Social (Portaria MPAS nº 2033, de 4.3.1980, e Oficio nº 768/GAB/SPC de 7.12.1981), em vez de se valer da prerrogativa legal de amortizar esses compromissos através de contribuições especiais, diferidas em até 20 anos, ou mesmo mediante aporte de recursos, optou por adotar o regime de
repartição simples para custeio dos benefícios relativos aos empregados admitidos até abril/1967 e assumiu a responsabilidade de efetuar a cobertura de eventuais insuficiências financeiras resultantes dos pagamentos da complementação de aposentadoria efetuada pela PREVI,
conforme regularmente divulgado em notas explicativas das Demonstrações Contábeis do Banco;

f) portanto, as contribuições dos empregados do Banco do Brasil admitidos até abril/1967 - enquanto na ativa - não constituíram reserva da Previ. Foram utilizadas pela Previ diretamente no custeio das complementações dos 29.149 funcionários integrantes daquele contingente,
que aposentaram a partir da instituição do referido plano. Ainda remanescem na ativa 2.498 empregados desse grupamento;

g) as contribuições dos empregados do Banco do Brasil a partir de abril/1967 constituem, por sua vez, as reservas acumuladas da Previ, as quais se destinam a garantir o pagamento futuro dos benefícios concedidos e a conceder a esse grupamento, num total de 112.265 associados, aí incluídos aqueles já falecidos. Todos esses são tratados dentro do regime financeiro de capitalização;

h) a Previ responde, ainda, pelo pagamento de 7.471 pensões instituídas por óbitos ocorridos a partir de abril/1967, relativamente aos admitidos no Banco anteriormente àquela data, porquanto contribuintes, inclusive no período em que aposentados.

    2. Devido à complexidade da matéria, sobretudo em razão das
modificações processadas ao longo do tempo nas normas e legislação pertinentes, permitimo-nos sugerir encontro de trabalho de técnicos deste banco com os desse ministério, para esclarecimentos de eventuais dúvidas remanescentes.

Alcir Augustinho Caliari - Presidente"


Convém destacar alguns tópicos:

O item "e" menciona que "... o Banco, em vez de se valer da prerrogativa legal de amortizar o compromisso etc., ou mediante aporte dos  recursos, optou por adotar o regime de repartição simples etc."

É a confissão pelo Banco de que fazia exatamente o que a lei teve a intenção de evitar, que é a não capitalização.

Em 1996, no documento "O BB na Hora da Verdade" o Banco divulgou um projeto de reestruturação que se propunha a adotar. Na página 38, sob o
título "Ações básicas relativas à estrutura de custos", letra "c",
menciona sua decisão de transferir para a Previ o encargo de
complementação da aposentadoria dos funcionários Pré-1967, substituindo o regime de repartição simples pelo de capitalização, confirmando que:

a) o Banco continuava desrespeitando a lei em prejuízo dos funcionários;

b) já de havia muito premeditava o descumprimento do contrato de 1981
(apesar de ser ele IRRETRATÁVEL E IRREVOGÁVEL) - o que finalmente acabou
por acontecer em 1997.


Bem, imagino que estas lembranças a farão concordar comigo que foi uma tremenda irresponsabilidade de parte do BB o trato da questão no transcorrer do tempo, levado sempre de má-fé até hoje, a meu ver contando com a assombrosa passividade da maioria dos colegas - os "dormientibus". os carneiros.

F. Tollendal

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

A COBRA DO MEDEIROS

     O meu amigo Medeiros sempre se supera. O episódio de agora é que pegou a cobra, uma baita cobra, porém, sabiamente não a matou, antes encaminhou-a para a polícia ambiental. Fez muito bem porque os ofídios são necessários ao equilíbrio ecológico na cadeia alimentar. Gostei demais da comparação que fez da serpente com o BB. No paraíso do Éden ela foi a personificação de Satanás, por quem Eva foi tentada. Mais brilhante foi a ideia de ser desmascarada pelo rabo - daí procede o termo "rabo preso" que em nosso fundo de pensão existe em abundância.
     Como em nosso mundinho de aposentados elencamos muita diversidade, uns desinteressados, outros com interesses específicos (conseguirem eleger-se para postos importantes), essa engenharia do Dr. Medeiros vem servir de precioso subsídio para nossas estratégias. Aguardemos nesta semana mais capítulos sobre o intrincado e pouco conhecido lado de nosso patrocinador, bem comparado à fétida região cloacal do animal peçonhento.

sábado, 14 de dezembro de 2013

BASTA DE INCOMPETÊNCIA!

   


CENTRO OPERACIONAL DO BB


MANDANTE DO CRIME
     






    
     Senhores, já passamos no limiar da incompetência, estamos dentro do prédio, comandados por pessoas inábeis atuando em nome de senhor soberano que se cerca a cada dia mais de pseudos direitos que favorecem somente os componentes da corte.
     Vamos raciocinar: se eu tenho 160 bilhões e não consigo obter anualmente uma renda de 16 bilhões, com certeza eu sou um incompetente. Já ouvimos em economia que quem tem dinheiro, ganha dinheiro. Só que temos um partido político que mete os pés em vez das mãos. Querem melhorar a vida de seus asseclas e partidários, deixando de lado o necessário zelo pelo que é dos outros. Estão fazendo isso com a nossa maior empresa, a Petrobras, valendo-se dela para o controle da inflação, fazendo-a perder incomensuráveis somas patrimoniais pela falta de reajuste adequado do que ela produz. Podemos levar este péssimo exemplo para a nossa PREVI. É por isso que não temos mais superávit, porque o governo está obrigando a Previ a entrar em investimentos pouco ou rentáveis a muito longo prazo, quando não estaremos mais aqui na terra para usufruir deles.
     Lastimo que tenhamos entre nós, os verdadeiros donos do patrimônio da Previ, pessoas que defendam este governo corrupto e incompetente. Aqui em Joinville todos conhecem o Alsione Gomes de Oliveira, um ferrenho defensor de Dilma, Lula, Pimentel. É de chorar em alemão.
     O pior é que estamos de mãos atadas. Eles não nos ouvem, estão cheios de popularidade e rindo de nossas caras!

DELENDA CARTHAGO - INTERVENÇÃO JÁ NA PREVI.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

E DEPOIS, PREVI?

     O texto abaixo, escrito pelo genial Carlos Drummond de Andrade, pode ser qualquer um de nós neste mundão de meu Deus. Pode encaixar-se, contudo, em cada algoz que hoje nos afronta, quiçá daqui a alguns anos, quando já não reinem mais. O exemplo claro vem dos versos 8 e 9 ( Você que é sem nome / que zomba dos outros ). Ou mais lá na metade do poema onde se lê: ( Quer ir para Minas / Minas não há mais ). Imaginem alguém querendo voltar a Bragança Paulista, foi ali que começou sua linda trajetória, e ali ninguém mais o recebesse?
Não hoje, mas naquele momento futuro, alguém poderia lhe dizer: "E agora, Marcel?" 

José

E agora, José?                                      
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?

Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?

E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio 
 e agora?

Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?

Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?
 



DELENDA CARTHAGO - THE END, OH MY FRIENDS, IS BLOWING IN THE WIND! (O FIM, MEUS AMIGOS, ESTÁ SOPRANDO NO VENTO!"

CARTA ABERTA AOS ENDIVIDADOS

Carta aberta aos caros colegas desesperados e que estão pensando em atos extremos.

Digo-lhes que em minha vida, como tantos outros colegas, já tive inúmeros momentos difíceis, tanto no aspecto moral, ético, como no financeiro.

Os relacionados com a ética e a moral – e de foro íntimo -- deixaram marcas indeléveis, mas foram, com o tempo, devidamente equacionados.

Já os financeiros atingiram aparentemente, eis que de cunho material, de forma mais grave e direta meus dependentes.

Vi-me de repente com mais 8 (oito) familiares dentro de minha casa – que não é muito grande – necessitando de teto, alimentação, agasalho e educação, entre outros itens. Entre eles algumas crianças de várias idades.
Todos sem remuneração, com dívidas vencidas e vincendas a curto e médio prazo, sem patrimônio passível de venda.

Primeira providência foi a de cortar todo e qualquer supérfluo em todas as áreas.
Segunda providência foi verificar o que cada um poderia fazer para colaborar com o sustento de todos; uns foram digitar monografias para os universitários, outros foram vender bananinha recheada de porta em porta.

Eu, por minha vez, coloquei um pequeno anúncio no jornal oferecendo aulas particulares de matemática financeira e de informática básica nas residências e/ou locais de trabalho.
Aos poucos foram aparecendo os clientes; passados dois anos a clientela que eu tinha formado já propiciava rendimentos superiores aos que eu ganhava como aposentado.

Meus dependentes familiares empenharam-se ao máximo em estudar para concursos e conseguiram aos poucos colocações que lhes permitiram prosseguir a vida em suas próprias residências, mesmo alugadas.

As dívidas foram gradativa e paulatinamente quitadas, mesmo porque a maioria dos credores, abordados que foram com educação e firmeza, não viram outra solução a não ser aceitar nossos limites de pagamentos. Aqueles que não aceitaram simplesmente foram deixados para trás. Hoje, contudo, já receberam o que lhes era devido.

É na provação que se solidifica o caráter e digo-lhes que tomei essa atitude não porque fosse de algum modo superior aos demais; usei, isto sim, da disciplina que aprendi com os padres jesuítas e com alguns de meus poucos e bons colegas no próprio Banco do Brasil.

Peço-lhes encarecidamente que não desistam jamais, pois temos pessoas honestas e de bom caráter ombreando conosco na busca de soluções exequíveis para a difícil situação atual.
Alguns, como eu, talvez não alcancem o resultado das diversas ações administrativas e/ou judiciais em curso na defesa de nosso patrimônio na PREVI, mas com certeza nossos dependentes colherão os frutos do empenho desses colegas abnegados que encabeçam os diversos movimentos em nosso favor.

Deixo aqui de citar nominalmente os líderes e respectivas equipes para não constranger qualquer deles por eventual lapso de minha parte, mas acredito que todos sabemos na ponta da língua os nomes desses companheiros solidários e humanitários – aqui compreendidos homens e mulheres.

Um forte e grande abraço em todos.

Luiz Francisco Gomes Faraco
6.491.630-8

Florianópolis - SC

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

MAKE LOVE, NOT WAR

     Precisamos repensar a conhecida frase "faça amor, não faça guerra". Não podemos ser ingênuos a ponto de achar que com amor vamos conseguir nossos direitos de volta. Eles terão que ser reconquistados com muita truculência.
     Ao contrário do que muitos pensam, a Sra. Dilma sabe de tudo. É impossível o primeiro mandatário de uma nação não ter informações. É o que mais ele/ela tem. Porém, ela só vai interferir se houver briga física. Aconteceu domingo passado, aqui na Arena Joinville, e Dilma já convocou reunião sobre o assunto. Aconteceu em junho, com o Movimento Passe Livre, quebra-quebra e vandalismo, e a Sra. Presidente também tratou de apaziguar os ânimos. Teremos que fazer algo semelhante, então ela nos ouvirá. A hierarquia é Presidência que comanda a Fazenda que comanda o BB que comanda a Previ.

Lula e Dilma -            Guido Mantega 


Aldemir Bendine

     De bom para nós, por enquanto, está sendo a queda de braço entre o todo-poderoso presidente do BB, Aldemir Bendine e José Maria Rabelo, presidente da Previc. Este último, agora quer a todo custo (e nada mais justo e necessário!) implantar o limite de 30 mil no teto de aposentadorias na Previ. Como bem diz Da. Isa Musa de Noronha, "se o BB quer premiar seus altos executivos, que o faça por sua conta, criando, por exemplo, um Brasilprev para eles, não à custa do patrimônio dos aposentados e pensionistas, associados da Previ."
     É ridículo a Previ anunciar o fim do BET e a volta das contribuições já para o início de 2014, antes mesmo de fechar o balanço de 2013, e ao mesmo tempo, anunciar  que a não fixação do teto "em nada impacta as contas da Previ". Estão achando que somos idiotas ou tolos? Pois é isso que este paradoxo deixa transparecer.
     Na minha delegacia, estes folgados já estão intimados e presos! Ninguém vai escapar.

DELENDA CARTHAGO - INTERVENÇÃO JÁ!!! (THERE'S NO OTHER WAY - NÃO HÁ OUTRA SAÍDA!)