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quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

SACRIFICAR A PETROBRAS, POR QUÊ?

       O mercado nos dá uma resposta bastante negativa neste janeiro no quesito Petrobras. Nesta quarta as ações da petrolífera se desvalorizaram, em conjunto com as privadas de Eike Batista.
       Logo a estatal onde a presidenta teve um papel relevante no conselho de administração. Colocou no comando alguém de sua mais alta confiança, e, sem trocadilho, as ações estão no fundo do poço.
       A Previ sofre bastante com a desvalorização, quer queira quer não, mesmo dizendo os dirigentes que o colchão de liquidez suporta muitas marolas. Sei não...
       Fica difícil compreender a política governamental para a Petrobras. O que o governo quer da estatal que já foi uma das melhores e maiores do mundo? Derrubá-la? O mercado não é bobo e seu reflexo é a contínua queda nas ações. Nem o pré-sal está conseguindo salvá-la. Estou aguardando que o Marcel me ligue, oferecendo-me ações da empresa, assim como ofertou-me há quatro meses ações da Celesc - Distribuidora de Energia Elétrica em SC.
       O governo petista, sempre contrário às privatizações, precisa cuidar melhor da Petrobras ingerindo menos nos planos da empresa. Mire-se na Embraer que tem fechado contratos milionários. A Previ agradece.     

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

ENXURRADA DE APOSENTADORIAS NO PB1


Na tentativa de resolver parte de um passivo trabalhista, que chega a aproximadamente R$ 2,7 bilhões e nos nove primeiros meses de 2012 rendeu despesas de R$ 530 milhões, o BANCO DO BRASIL reformulou a estrutura de cargos e a jornada de trabalho. Funcionários terão de decidir, até o fim desta semana, se aceitam passar seus contratos de oito horas diárias para seis - uma mudança que acarretará perda de 16% na remuneração mensal dos trabalhadores. Não há estimativa, até o momento, de quanto as alterações vão gerar de economia para o banco, mas se prevê um desempenho financeiro melhor da instituição após essas mudanças.
As alterações ocorrem no momento em que o Palácio do Planalto tenta impulsionar ainda mais o crédito no país e os bancos se veem obrigados a se tornar mais eficientes e reduzir os spreads (diferença entre o que a instituição paga para captar recursos e o que ela cobra para emprestar).
Balanço
A expectativa dos gestores da instituição é de que a nova estrutura de cargos, comissões e salários melhore o balanço do banco, que reduziu as margens de lucro no último ano para diminuir as taxas de juros cobradas em empréstimos e funcionamentos. "Com a evolução tecnológica é preciso menos o back office (departamentos que atendem o público interno), e o BB é inflado disso. Eles estão adequando quadro funcional para esse novo ambiente de tecnologia", argumentou João Augusto Salles, economista da consultoria Lopes Filho.
O BB é um dos últimos bancos públicos a acabar com a sétima e oitava hora dos trabalhadores, a Caixa Econômica Federal e o Banco de Brasília (BRB) já haviam diminuído a jornada no ano passado. Nessa ocasião, houve perda de salário. No BANCO DO BRASIL, existem três situações. Parte dos trabalhadores continuará a fazer oito horas diárias, porém, eles terão até 1 de fevereiro para aderir ao novo plano de comissão, que exime o banco de pagar a sétima e oitava hora: esses extras já estariam inclusos no salário como uma gratificação pelo cargo comissionado. "Se fosse apenas a redução da carga e não do salário, seria razoável. Por isso, vamos continuar com as ações que temos contra o banco. Uma delas nós já vencemos", explicou Eduardo Araújo, diretor do Sindicato dos Bancários no DF.
Em nota, o banco informou que não é possível divulgar ainda o impacto no balanço, porque está em período de silêncio, imposto pela proximidade da divulgação de resultados. Porém, informou que em contraponto a redução de salário, em função do menor número de horas, houve elevação do valor da hora de trabalho. "No Plano anunciado, há aumento de 12% no valor da hora de trabalho, para quem optar pela jornada de seis horas. Ou seja, não haverá desvalorização do salário, mas redução do número de horas trabalhadas a serem pagas. O Plano não se balizou por um viés de redução contingencial de custos", informou.
Migração
Uma segunda situação é para os trabalhadores que terão de migrar para carreiras de seis horas. Na prática, o contrato dos bancários já é com essa jornada, mas, em função das comissões, os trabalhadores fazem duas hora a mais por dia. Os funcionários nessa situação não têm prazo para aderir às seis horas, mas, caso não aceitem a mudança, ficarão em "cargos em extinção" e, em alguns casos, correm o risco de perder gratificações e promoções. Para o setor de tecnologia do banco, a migração de contratos deve se encerrar no início de março. Uma parte da equipe terá jornada de seis horas e outra, de oito. "Essa é uma bandeira histórica do sindicato, de reduzir a jornada de oito horas para seis horas. O problema é que essas mudanças no BB têm ocorrido de maneira unilateral, sem diálogo com o sindicato", queixou-se Araújo.
O novo plano de cargos extinguiu 27 funções técnicas lotadas em Unidades Estratégicas e migrou esses trabalhadores para um posto classificado como Funções de Confiança, com jornada de trabalho de oito horas. Também foi encerrado o cargo de assessor júnior de Unidade Especial.
» Economia
Os gastos do BB com pessoal, no terceiro trimestre de 2012, foi de R$ 4 bilhões. Com as mudanças, o banco deve apresentar economia significativa já no balanço do primeiro trimestre. Apesar da redução de horas, não haverá a contratação de novos funcionários. "O plano prevê prestação de horas extras durante o período de transição, para minimizar impactos operacionais, além de outras medidas que visam à melhoria na eficiência operacional, como a automação de processos. 

Fonte: Correio Braziliense-DF (Clipping Anabb)

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

JANEIRO 2014

       Interessa a quem tem benefício complementar: é melhor postergar o reajuste de junho para janeiro/14 ou adiantá-lo, como já está em curso a proposição, para janeiro/13?
       Se for a hipótese do adiantamento teremos o reajuste de 3,82% retroativo a janeiro/13 no mês de sua aprovação cujo último órgão fiscalizador é a Previc.
       Se prevalecer a ideia do adiamento para janeiro/14, teremos o INPC dos doze meses (reajuste cheio) em junho deste ano, num percentual previsível de 6 a 7 por cento, muito mais vantajoso em meu ponto de vista; para recebermos a proporção junho/dezembro somente em janeiro de 2014.
       Quero saber qual a sua opinião. Qual é a melhor proposição? Opine, fale as suas razões, os seus pontos de vista. Somente peço para respeitar a manifestação do outro. Os pontos de vista, na maioria das vezes, são divergentes. Só o amor constrói. Mais o pedreiro, o joão-de-barro... e menos o chupim.

domingo, 27 de janeiro de 2013

A ENTREVISTA DO MARCEL

       No blog Olhar de Coruja podemos assistir à entrevista concedida no dia do aposentado pelo diretor de seguridade Marcel Barros, para as colegas Leopoldina e Isa Musa.
       Marcel não perdeu a oportunidade, mesmo não tendo sido perguntado, de falar sobre o empréstimo simples. Continuou com sua apologia da fórmula 170, ratificando que associado (este é o termo que ele gosta, não assistido) de 100 anos pode fazer empréstimo de seis anos. Pra variar, voltou a afirmar que o FQM com saldo de 89 milhões não é suficiente para liquidar os 390 milhões aplicados nos ES do pessoal acima dos 80 anos. Que bom se o diretor Marcel tivesse esta preocupação em relação às garfadas do patrocinador. Depois saiu com a pérola de que a Previ não é rica porque ela apenas administra os recursos que lhe são confiados. Disse que no final do plano não deve sobrar nada pois os assistidos à medida que diminuem, também reduzem o patrimônio da Previ.
       Ora, o patrimônio da Previ, nos últimos anos só tem crescido e os participantes só tem diminuído. Parece que a matemática do diretor não bate.
Reafirmou que o BET pode se transformar em permanente. A uma pergunta de Isa Musa revelou que o maior salário da Previ é 39 mil e o menor é 1 mil. Portanto, oscilando 39 vezes. No INSS esta variação é de somente 10 vezes. Eu diria ao Marcel que três altos salários destes executivos cobrem um saldo devedor de um empréstimo simples. Que tal promover campanha, Marcel, para reduzir estes altos salários, inclusive, na diretoria da Previ? A própria Previ, com 600 funcionários, tem uma estrutura muito inchada, não é? Vamos cortar gastos na Previ.
       Perguntado sobre a questão de que muitos utilizam o ES de forma direta devido que há tempo não temos uma melhoria salarial, como, aliás, preceitua a LC 109/2001 quando diz que eventuais sobras devem ser usadas na melhoria dos benefícios, ele desconversou, alegando que tudo depende de aprovação do patrocinador.
       Deem uma espiadinha na entrevista, no blog www.olharcoruja.blogspot.com  

sábado, 26 de janeiro de 2013

TEMAS COMPLEXOS

       Terminamos a semana com um assunto que vai dar muito pano pra manga. A decisão do TRT de Brasília, 10ª região, em grau de recurso, proferiu sentença do processo judicial número
01761-2010-008-10-00-5 RO (Acordão 2ª Turma), 8ª Vara do trabalho, sobre a polêmica Resolução 26 e a questão do superávit. A matéria, a meu ver, pode, ainda, ser analisada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) em última e decisiva instância. Já houve manifestações preliminares, na leitura do Acórdão, da colega Cláudia Ricaldoni, da Anapar e do colega longevo e grande mestre, o nosso Edgardo Amorim Rego. Vou iniciar os comentários com os dois depoimentos. O fato principal é que a Resolução 26 foi ferida de morte. Inobstante, o referido Acórdão ainda será, como disse, muito dissecado. Gostaria muito de ter a opinião do grande João Rossi Neto que está descansando em sua fazenda no coração de Goiás, estando desconectado, momentaneamente, dos nossos grandes temas.
       Outro assunto vem do Dr. Medeiros, na manifestação do diretor Marcel por ocasião do dia do aposentado. A antecipação do nosso reajuste para janeiro pode demorar, segundo aquela autoridade, até o mês de junho, quando seria feito o aumento integral dos doze meses, e somente em janeiro/2014 valeria a antecipação do reajuste. Ora, por que um assunto tão simples demoraria tanto? Será que vamos desestabilizar a economia com a antecipação???
O assunto está parado no Ministério da Fazenda, sequer chegou na Previc. Haja paciência!!!
       Perguntada nesta semana sobre o aumento da gasolina, a presidenta Dilma foi candidata: "Eu não falo de aumento, eu falo de diminuição das tarifas de luz". Como a dizer que só estava interessada na baixa da inflação. Mas, o custo desta baixa da energia custará aos cofres públicos 8 bilhões de reais. Afora, o prejuízo da estatal Petrobras, usada para manter a inflação controlada, com evidente defasagem nos preços de mercado. Teria sido mais eficiente, Sra. Dilma Rousseff, se a presidenta tivesse tomado atitude em relação às injustiças que continuam sendo feitas contra nós, os velhinhos da Previ do plano um. Revogue a Resolução 26, presidenta! A Sra. iria conseguir milhares de votos para a sua reeleição em 2014.
       Por fim, vamos dar um voto de louvor aos sindicatos de Santos, Espírito Santo e Rio Grande do Norte. É bem verdade que pensam primeiramente nos funcis da ativa, todavia, esta ação contra o superávit ao patrocinador envolve também a nós, principalmente. Parabéns sindicatos, por terem buscado a justiça do trabalho, mais ágil e menos comprometida com o governo.  

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

BUSCANDO SOLUÇÕES

       Hoje é dia do aposentado, merecemos ser cumprimentados pelo que fizemos em todo o nosso período laboral. Honesta e honradamente. Nós, do PB1 - Plano de Benefícios Um - não temos o que comemorar. Fomos tão podados nos últimos tempos, alguns diriam até dilapidados em nossos direitos conquistados. Nosso maior algoz foi Fernando Henrique Cardoso, de triste memória. Sua marca foi a LC 108/2001, um açoite em nossos direitos na Previ. Os governos Lula e o atual, que tinham a oportunidade de nos redimir, prefiriram entregar nosso fundo aos sindicalistas e ao patrocinador. Criaram a Previc - um cabide de empregos sustentado pela Previ, e que , a nós nada serve. Houve uma clara preferência dos governos, de se locupletar da Previ e dos outros fundos, pelo controle dos ministérios da Fazenda e do Planejamento, fazendo o que bem entendem, deixando-nos, os aposentados, verdadeiros donos do patrimônio, mendicantes de nossos próprios direitos.
       Em nosso meio temos situações alarmantes. Uma pensionista escreve dizendo não poder financiar material escolar no "BB-Crediário". A colega Rosalina de Souza, na postagem anterior, mostra alguns caminhos. É louvável a solidariedade da estimada Rosalina, porém, a solução aponta para novos créditos em outras instituições. Se o BB não concede o crédito pela falta de margem consignável, chegaremos - por conclusão óbvia - que o caso se agravará logo ali na frente. Longe de mim querer dar conselhos, mas fica evidente  que se resolvermos um gasto pontual com um empréstimo, o valor líquido do salário irá minguar nos meses seguintes com o respectivo débito das prestações. Agir desta forma pode ser o começo da conhecida "bola de neve". 
       Então qual seria a solução? Melhoria nos contracheques. Nosso fundo é muito rico e se há muita gente passando necessidades, é prova evidente de injustiças cometidas pelo fundo. E tudo passa pela política governamental. Bastava a Excelentíssima presidenta Dilma decidir acabar com a Resolução 26, afastando o patrocinador dos superávites. Com a totalidade sendo apenas nossa, como de fato e de direito deve ser, todo o passivo da Previ para conosco pode ser zerado, cumprindo a Lei Complementar 109/2001 - capítulo 20 - que assegura que todo superávit deve ser utilizado para melhoria dos benefícios.
       Apesar de tudo, o blog parabeniza todo aposentado do PB1 e toda pensionista de todo o território nacional. 

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

O TREM BALA JÁ VAI SAIR



Vou-me Embora pra Pasárgada
(Manuel Bandeira)

Vou-me embora pra Pasárgada
Lá sou amigo do rei
Lá tenho a mulher que eu quero
Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada
Vou-me embora pra Pasárgada
Aqui eu não sou feliz
Lá a existência é uma aventura
De tal modo inconseqüente
Que Joana a Louca de Espanha
Rainha e falsa demente
Vem a ser contraparente
Da nora que nunca tive

E como farei ginástica
Andarei de bicicleta
Montarei em burro brabo
Subirei no pau-de-sebo
Tomarei banhos de mar!
E quando estiver cansado

Deito na beira do rio
Mando chamar a mãe-d'água
Pra me contar as histórias
Que no tempo de eu menino
Rosa vinha me contar
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.

domingo, 20 de janeiro de 2013

"NO BICO DO CORVO"

       Encontrei por entre as gôndolas de um supermercado o meu amigo Arnaldo, meio abatido. Disse-me ter passado uns 5 dias antes do Natal na UTI do hospital devido a problemas cardiovasculares. Uma frase dita por ele me deixou apreensivo: "estou no bico do corvo". Há um ano ele conseguiu isenções do IR justamente por ser portador de cardiopatia grave. Arnaldo tem 66 anos e quando lhe assegurei que viveria mais 20 anos, seu sorriso foi de uma orelha a outra. Para o Senhor nada há de impossível. Basta crer.
       Outro dia o Dr. Medeiros dizia que a faixa dos setenta anos é muito perigosa. De fato, todo o cuidado ainda é pouco. É preciso prevenir as doenças do coração com seus fatores de risco, colesterol, triglicérides, pressão arterial elevada. E o câncer que todos sabemos mata bastante, deve ser detectado a tempo, no começo, para que sua cura seja mais efetiva.
       Pensei na Cassi. Estamos tendo a assistência médica ideal? Em alguns ramos da medicina, sim. Em outros, não. Cito como ponto negativo a ortopedia. Quando precisei, ou particular ou o SUS. Já na oftalmologia sou atendido a contento pela Cassi. E dizer que a Cassi já foi um dos melhores planos de saúde do país. Vamos torcer para melhorar. O BB também precisa participar mais, afinal, sempre as chapas que vencem os pleitos na Cassi têm a influência do BB. O que se vê, é um BB guloso, querendo cada vez mais sugar a Previ.
       Há vários anos que o patrimônio da Previ não baixa dos 150 bilhões. E morrem 1.500 pessoas do PB1 a cada ano. Estão preocupados com a nossa longevidade. O BB usa uma tábua de mortalidade, que dá mais superávit, porque ele tem interesse nisso. A Previ usa outra, que dá menos. Ela é mais conservadora. A Previ olha para quem passa dos 83 anos, que são minoria no PB1, e fecha os olhos para os que não atingem a AT-83, que são a maioria. Reclama dos primeiros, que segundo ela dão prejuízo ao plano, esquecendo-se que muitos morrem antes, dando lucro ao plano. Dá a impressão que o BB e por extensão a Previ, querem nos ver todos "no bico do corvo".

NOVO GETÚLIO?

       Tivemos um Getúlio Vargas gaúcho. Foi presidente do Brasil por três vezes. O outro parece ser bastante semelhante. Já foi duas vezes presidente, veio do nordeste e prepara-se para mais uma jornada espinhosa. O historiador e jornalista Apolinário Ternes, meu colega de faculdade de Letras, escreve este artigo na edição dominical do jornal A Notícia, de Joinville.

“Volta, Lula”, por Apolinário Ternes


Está em curso a operação “volta, Lula”. O articulador é o próprio. Reviravoltas de praxe devem mudar a eleição para as presidências da Câmara e do Senado, por causa das vidas pregressas de Henrique Alves e de Renan Calheiros, ambos do PMDB, banda suja. Reportagens mostram evidências dos fatos e podem alterar os nomes. Pode, também, não acontecer nada.

O “volta, Lula” nasce pelo olhar pragmático de ala do PT, convencida de que, apesar do favoritismo de hoje, Dilma Rousseff não emplaca em 2014. Porque o País travou e não há PAC que desempaque. Assim, mesmo apelando a empresários, não há investimento, nem crescimento. A gordura que tem por aí é suficiente para 2013, entrando o ano seguinte em regime de plena contenção. Racionamento pode não haver, mas as notícias sobre barragens vazias esvaziaram as expectativas de novos investimentos em 2013. O ano começou mal, e Dilma, com o pé esquerdo. A indústria continuará em maré vazante, e o governo, apesar de todas as ginásticas contábeis de 2012, não terá cacife para bancar o programa de desonerações e reduções de impostos capazes de bombear o consumo.

Na perspectiva de 12 meses, o cenário sugere o plano B, o “volta, Lula”. Como o brasileiro, acima de tudo, é ingênuo e desinformado, a operação pode dar certo. Lula voltaria em um tsunami popular jamais visto. Não serão os tucanos capazes de nada, mesmo que Aécio Neves se revele o que até hoje nunca insinuou, um político de oposição. Assim, Lula chegaria como redentor da Pátria, repetindo 2002. Começaria nas primeiras horas de 2015, pela concessão de anistia ampla, geral e irrestrita aos condenados do mensalão. Vitorioso como nunca, já no primeiro turno, poderia tudo, desde o começo. Estaríamos, então, revivendo os idos épicos de Collor de Mello e do confisco da poupança em 1990.

O plano B é isso: um plano. Mas quem se der ao trabalho de conhecer os planos B emplacados no País desde o advento da República reconhecerá que não há exagero. Optar por candidatura viável é raciocínio simplório. Qualquer partido executaria seu plano B, preservando o poder. Por que o PT agiria diferente? Dispondo de candidato tão idolatrado e sob os ventos cruciantes de novas crises, desabastecimentos e inflação, ganhar em 2014 é tarefa que Lula executaria com um braço amarrado nas costas. O plano B é isso, reconduzir o sábio de Garanhuns ao Planalto “nos braços do povo”, como Getúlio Vargas em 1950.

O Brasil é um país estranho. Quanto mais avança no tempo, mais repete o passado. Não há como esquecer Getúlio e sua frase: “Voltarei como líder das massas”. Voltou e acabou se matando em agosto de 1954. Escreveu, então: “Dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

A POLÍTICA NA PREVI

       O blog tem recebido algumas manifestações sobre pontos de vista do blogueiro quanto à política nacional. Já expliquei que não tenho preferências por partidos políticos. Por isso, após eleitos, todos são alvos de minha avaliação. E o que isto tem a ver com o nosso fundo de pensão? Tudo. Ou muito mais do que você imagina. Vou destacar alguns dos pontos cruciais:
01 - A LC 108/2001 nos amordaçou, tirando nosso sagrado direito de influir nos destinos da Previ. Apesar de sermos donos do patrimônio, perdemos o direito de opinar sobre onde e como aplicar nossos investimentos.
02 - O BB, que manda na Previ, é composto na sua diretoria por indicações políticas, atualmente de Guido Mantega e da presidenta Dilma. Faz o que bem entende com nosso fundo, deita e rola. A distorção mais grave do momento é utilizar 7,8% apartados no superávit desde 2007 para saldar suas contribuições, ao passo que nós aposentados, utilizamos apenas 4,8%.
03 - O governo estabelece o que fazer com nosso patrimônio (aplica em ações, trem-bala, títulos públicos, etc) e nós ficamos vendo a banda passar.
04 - A política governamental na Petrobras, de notória tendência para conter a inflação através do engessamento dos preços e novos investimentos, faz (fez) com que esta empresa, na qual a Previ tem vultosas ações, se estagnasse ao longo do ano de 2012.
05 - A política governamental de pressão aos bancos para baixar juros (só funcionou com o BB e a CEF) diminuindo a lucratividade do BB (onde nós também temos ações), contribuindo para que nosso superávit fosse bem menor.
       E assim caminhamos sendo muito afetados pela política governamental. Para os governos, sem exceção, a nossa classe de aposentados já está muito rica, e já falam até, (pasmem!), que se continuarmos com os superávites, seremos mais um caso de "enriquecimento ilícito", pode Arnaldo?    

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

FALA PROFESSOR!

       O professor Carlos Lessa, ex-professor da presidenta, na matéria economia brasileira, reprova a ex-aluna. De nada adianta a teoria, se na prática...

A presidenta Dilma Rousseff é desenvolvimentista, mas continua fazendo uma política de estabilização. Ela tem boas ideias, porém "não tem coragem de pô-las em prática". O diagnóstico é de Carlos Lessa, ex-professor de Dilma na Unicamp na disciplina de economia brasileira.
Ex-presidente do BNDES (governo Lula), Lessa, 76, afirma que a desnacionalização explica em parte o baixo crescimento brasileiro. Defende medidas de longo prazo e a ampliação do investimento público.
Ex-reitor da UFRJ, ele dá nota 9 para o discurso da presidente e 6 ou 5 para a sua prática, ataca a privatização no setor de energia e o modelo adotado a partir dos anos 1990, critica o atual modelo de gestão da Petrobras, cobra maiores investimentos públicos e, entre outros pontos, expõe um quadro preocupante em relação à indústria do país.

Leia a seguir, os principais pontos da entrevista, publicada na edição desta segunda-feira (14) da "Folha de S.Paulo": 


MODELO BRASILEIRO
A grande pergunta que não é colocada é: para onde nós vamos? Se tivermos mobilização nacional, um entendimento claro de qual é o projeto nacional e coerência dos diversos personagens em relação a isso, a possibilidade de construí-lo aumenta enormemente. Na minha visão, o Brasil continua apostando na ideia da globalização, apesar da crise mundial dessa globalização. Isso significa fazer um tipo de política que está a serviço das diretivas gerais e não das especificidades de cada país.
DESNACIONALIZAÇÃO
A desnacionalização trouxe uma porção de defeitos. O mais elementar é que ela confirma cada vez mais a dependência de suprimentos do exterior e a necessidade de investir voltado para fora. Se se depende de suprimentos do exterior, se depende de exportar frango, açúcar, café, minério de ferro etc. O país fica cada vez mais amarrado à opção de globalização, amarrado para ser um componente da periferia mundial. Os países do centro desenvolvem atividades voltadas para o mercado interno, com tecnologia própria e tecnologia de ponta. Quando há desnacionalização, o país passa a ser apenas um comprador de tecnologia, na melhor das hipóteses.
BAIXO CRESCIMENTO
A desnacionalização explica muitas coisas. E o setor público não investe com clareza para apontar para onde o Brasil irá. Na verdade, o setor público continua prisioneiro do acordo de Washington. Continua usando o modelo de metas da inflação, apesar de os europeus já estarem abandonando esse modelo. O Brasil continua fazendo uma política que prioritariamente é de estabilização, não de desenvolvimento. Mas faz um discurso a favor do desenvolvimento.
DESENVOLVIMENTISTA
Foi minha aluna, é inteligente, gosto como pessoa. Tem ideias, em princípio, boas. Ela não tem coragem de pô-las em prática. Faz o enunciado, mas não o coloca em prática. Não gosto de dar nota. Mas, em relação às coisas que ela sugere, daria nota 9. Para o que ela faz dou nota 6 ou 5.
Ela diz que é necessário abaixar a taxa de juros. Concordo integralmente. Então é preciso fazer uma política consistente para baixar para valer. Teria que mexer na taxa de juros do BC, na dívida púbica, tornar cada vez mais difícil haver essa corrida em cima dos títulos de divida pública. Tinha que lançar a proposta de imposto de exportação para poder voltar a desvalorizar o câmbio para valer. Elevar o dólar de R$ 2 para R$ 3. É muito? Note que, no Planalto, a borrachinha de apagar e o lápis ambos são chineses.
INVESTIMENTO PÚBLICO
O investimento público sofre limitações terríveis. Eu apostava que a economia do petróleo ia ajudar o Brasil encontrar uma frente de expansão. Não encontrou. Ao contrário, o que vejo é um discurso cada vez mais duvidoso em relação à Petrobras.
PETROBRAS
Vejo a Petrobras vendendo refinarias no exterior, dizendo que está perdendo dinheiro com gasolina, que está perdendo dinheiro com gás de cozinha. Isso faz os empresários brasileiros duvidarem de que a Petrobras toque para frente o seu programa. Aí, se a Petrobras não vai, sou eu, dono da lanchonete da esquina, que vai apostar no crescimento brasileiro? Quem está apostando para valer no crescimento brasileiro? Hoje eu diria: ninguém. Há um ano eu diria que era o pessoal do petróleo com o Pré-Sal. Essa senhora que preside a Petrobras está mostrando uma vulnerabilidade terrível.
ENERGIA
O Brasil há 25 ou 30 anos atrás vinha construindo uma estrutura energética que era a melhor do planeta, que quase não dependia de petróleo, carvão, gás. Era basicamente elétrica e mais de 80% gerada por hidroeletricidade. Veio uma coisa surrealista: foi reduzido espetacularmente o peso da energia elétrica dentro da matriz. Começa com Collor, avança com Fernando Henrique e é absolutamente confirmada nos governos Lula e Dilma. Para mim, é ininteligível. Tínhamos um dos melhores sistemas de eletricidade do planeta e o domínio completo da construção de usinas hidrelétricas e redes. Foi tudo desmantelado.
PRIVATIZAÇÃO
No caso da energia elétrica, [a privatização] é um desastre de proporções colossais. O Brasil tinha um dos mais baixos custos de energia elétrica do planeta. Adotou-se o preço de energia pela energia mais cara que está sendo produzida. No Brasil há uma quantidade enorme de usinas que estão praticamente amortizadas. Seria possível ter uma tarifa elétrica espetacularmente baixa. Fizeram no Brasil uma coisa surrealista. O governo está exaltando que construiu as térmicas e que elas eliminam a vulnerabilidade. Mas as térmicas empurraram para cima de uma maneira espetacular o preço da energia elétrica.
COMPETITIVIDADE
Diversos setores exportadores tradicionais que são eletrointensivos e que tinham vantagem de ter suprimento de energia elétrica baratíssimo perderam vantagem. O Brasil fez com que a indústria perdesse competitividade. Hoje o Brasil depende da termoeletricidade e perdeu a vantagem estratégica de uma matriz energética que era espetacular e não refez nada. Colocou no lugar um consumo crescente de energia elétrica não renovável. Foi um erro do ponto de vista de balanço energético brutal. Um erro estratégico que afeta o futuro brasileiro.
MINÉRIOS
O Brasil é importante supridor de minério de ferro para a China. Mas os chineses não são bobos e vão desenvolver sua própria Vale na África. Por mais algum tempo a Vale irá muito bem, mas a longo prazo ela irá mal enquanto exportadora de minério de ferro. Optamos por ser primário-exportadores, não por ter uma indústria siderúrgica integrada e moderna. Se desaparecer a conexão importante com a China, o Brasil vai ficar num mato sem cachorro.
SOJA
É sucesso, mas não é um sucesso nacional. Quando o café foi um sucesso no Brasil no passado, quem produzia as novas variedades de café era o Instituto Agronômico de Campinas. Agora quem produz é a Monsanto. Quem produzia fertilizantes no Brasil até recentemente eram empresas da Petrobras que foram privatizadas. Parece que agora a Petrobras esta refazendo a sua presença no setor de fertilizantes. Todo o maquinário da indústria é estrangeiro. Os defensivos agrícolas são todos estrangeiros. Todos os grandes exportadores são grupos estrangeiros. O financiamento agora depende do sistema financeiro mundial. O complexo da soja tem de nacional mesmo um pedaço dos proprietários de terra que plantam soja --se bem que os chineses agora estão comprando alucinadamente terra agrícola. E tem o caminhoneiro, o dono do caminhão. O fabricante do caminhão, que é estrangeiro. O complexo soja é um sucesso, porém não é nacional.
SISTEMÃO
Se houver qualquer borogodó no sistema mundial de soja, quem vai pagar um preço maior é a soja brasileira. Porque tem o sistemão que se defende e vai jogar para cima do Brasil as perdas. Ele procura controlar, na medida do possível os suprimentos e os mercados? Para poder jogar nas duas pontas se for necessário. O complexo do café foi, no passado, um complexo nacional. Por isso o país fez uma política defensiva do café durante a crise mundial de 29. Não podemos fazer agora uma política defensiva de soja.
CANA E ÁLCOOL
O quadro é parecido com o da soja. Uma empresa francesa produz clones especializados de cana. A terra da cana também está sendo vendida para estrangeiros. As usinas principais estão saindo de mãos nacionais para mãos estrangeiras. O Brasil ainda tem a ponta da tecnologia que é a Dedini. Vamos ver por quanto tempo ela resiste como empresa nacional. Estamos transferindo as vantagens brasileiras, muita água, terra e muito sol, para controladores estrangeiros. Essa é a opção da globalização.
EMPRESÁRIO NACIONAL
Como se faz uma globalização e, ao mesmo tempo, reserva os segmentos dinâmicos dessa globalização em mãos nacionais? É muito difícil. Quando o empresário nacional é muito robusto e poderoso, pula para fora do Brasil e tenta reproduzir o padrão das múltis bem sucedidas. O empresário tem a visão de empresário. Se tivessem uma visão nacional, estariam discutindo e debatendo um projeto nacional.
CARROS E ENDIVIDAMENTO
O Brasil fez com que a atividade econômica interna dependesse basicamente de vendas financiadas de bens de consumo duráveis, principalmente autos. Houve endividamento em massa das famílias. O endividamento não é necessariamente nem ruim nem bom. Ele pode ser muito virtuoso. Por exemplo, quando ele gera uma resposta empresarial que é ampliar capacidade de produção, quando ao mesmo tempo se gera novos empregos e maior renda familiar. É virtuoso o endividamento que tem como consequência a retomada do investimento macroeconômico, a ampliação da capacidade de produção, de geração de emprego e renda. O endividamento brasileiro cresceu explosivamente durante a última década. O número de autos cresceu 9% ao ano, refletindo o endividamento em massa das famílias em torno do objeto do desejo principal do povão que é o automóvel. Isso teve um efeito ruim. Não elevou a taxa de investimento brasileira, que está inferior a 20% do PIB.
CONSTRUÇÃO CIVIL
Penso que Dilma ela acha muito melhor que as famílias brasileiras se endividem por construção de residências do que por compra de automotores. A indústria da construção civil é altamente virtuosa. Gera emprego, materiais locais, mão de obra local, marcenaria, alvenaria. Além disso, os materiais básicos da indústria são fabricados no Brasil: cimento, produtos cerâmicos, ferro de construção. A família prefere a ideia da casa própria a do automóvel. Prefere se endividar com a casa própria. Isso é sempre virtuoso porque a família para de pagar aluguel. Enquanto que o endividamento com automóvel, do ponto de vista familiar é complicado. O automóvel traz gastos com impostos, combustível, manutenção. E tem a depreciação. Já o imóvel residencial geralmente melhora de valor. Quando a família compra a prazo pagando prestação a casa própria, ela esta capitalizando para o futuro. É extremamente virtuoso o modelo da construção civil. Coisa que a Dilma sabe.
LONGO PRAZO
Precisa haver uma fonte de financiamento pesada para as famílias poderem se endividar e tem que ter investimento público para a infraestrutura. Isso não existe no Brasil porque a prioridade toda é dada ao pagamento da dívida pública.
Para fazer um programa para valer de construção civil é preciso equacionar o financiamento em massa a longo prazo a uma taxa de juros baixa para as famílias. Só tem uma maneira de fazer isso: é lançando mão da poupança institucional que existe no Brasil. É a poupança gerada pela previdência pública oficial. É a previdência toda e todos os outros fundos complementares, como Previ. Essa massa de recursos pode dar sustentabilidade a uma política de longo prazo de ampliação significativa da construção civil.
Outra coisa necessária, já que 80% da população brasileira é urbana, é o investimento público em infraestrutura. Não se pode ampliar muito a construção civil, se não houver aumento no fornecimento de energia elétrica, de água tratada, água recolhida etc.
CÂMBIO
A melhoria do câmbio tem uma característica curiosa e extremamente angustiante. Num país que não tem imposto sobre exportação, se há aumento da taxa de câmbio, há imediatamente reflexo na inflação. O Brasil tem coragem de propor imposto sobre a exportação? Então não consegue fazer uma política de câmbio consistente. O governo deveria ter no seu ferramental tributário a possibilidade de aplicar um imposto de exportação se houvesse a seguinte combinação: preço internacional muito alto de uma commodity brasileira e, ao mesmo tempo, desvalorização cambial.
PRESSÃO SOBRE BANCOS
Ela está correta na tentativa, mas ela só foi a meio caminho. O problema é que quem obedece a Dilma são BB, CEF e BNDES. O resto desobedece. Os bancos praticamente não repassam a queda de juros. O cheque especial é uma armadilha terrível. Itaú, Bradesco e Santander só reduziram um tiquitinho. Ela vai enquadrar Itaú, Bradesco e Santander ou os três enquadram ela? Ela não tem como enfrentá-los.
BNDES
Tudo que o BNDES fizer, em princípio, é bom para o Brasil. Só que tem coisas que o BNDES faz que são maravilhosos e outras que não são tão maravilhosas assim. E tem algumas coisas cuja prioridade é altamente questionável. Por exemplo, o BNDES não deveria apostar tanto em financiar a exportação de automóvel. Se as empresas que estão instaladas no Brasil têm mercado mundial para automóvel, elas deveriam procurar linhas de financiamento fora do Brasil para tocar para frente suas exportações. Mas não pode fazer nada, porque se a indústria principal brasileira hoje é automobilística. Você vai mexer nela?


Entrevista de Eleonora de Lucena, publicado na Folha.com