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sexta-feira, 28 de setembro de 2012

DISTORÇÕES E INJUSTIÇAS (João Rossi Neto)

Impende-nos, de início, esclarecer que não estamos aqui para criticar e derrogar as conquistas do pessoal da ativa, intransigentemente defendido pela CONTRAF-CUT e demais lideranças, sempre negociando de forma eficiente e fechando acordos salariais com ganhos reais de produtividade, ou seja, com aumentos acima da inflação (INPC).
Temos, por exemplo, como prova, que o recente reajuste de 7,5% foi conseguido com uma agilidade e tempo recorde espantosos, ensejando o encerramento da greve em poucos dias, satisfazendo plenamente as partes envolvidas, afora, é obvio, as demais vantagens de outras naturezas, como aumento do piso salarial, PLR, etc.
A propósito, a CONTRAF-CUT tem a obrigação de, com a mesma veemência, defender os nossos direitos, pois, afinal de contas, é nossa representante estatutária, no ramo financeiro.
Corroboramos que, efetivamente, não perseguimos de forma alguma a redução dos merecidos salários do funcionalismo da ativa do BB, posto que não pretendemos absolutamente um nivelamento por baixo, no entanto, achamos que o tema comporta uma profunda reflexão e tomada de providências para correção de distorções e injustiças concretas, que a seguir passamos a enumerar:
1 – Desde janeiro/2007 as contribuições a favor da PREVI estão suspensas para participantes, assistidos e patrocinador BB, porquanto estão sendo quitadas com recursos oriundos dos superávits técnicos, apartados para esse fim, fato que beneficia diretamente o pessoal da ativa que vai aposentar sem pagar o pedágio compulsório, o que quebra a isonomia no Fundo de Pensão;
2 – Ficou patente, então, que antes de aposentar esses colegas estão usufruindo dos superávits ao arrepio do Estatuto e Regulamento, exceto em relação à redução de contribuições prevista no artigo 20 da LC 109/2001, § 3º, uma vez que foram contemplados com o BET na distribuição da Reserva Especial feita em 24/11/10, na mesma proporção que foi destinada aos aposentados, eis que tais benefícios especiais temporários  são depositados em uma conta de poupança individual para serem recebidos após a aposentadoria, constituindo-se em reserva descabida e intempestiva, tendo em vista que o correto e legal era o acesso aos superávits somente após a aposentadoria;
3 - Dentro da Política Contábil de Avaliação do Ativo Atuarial dos planos de benefícios patrocinados pelo BB, sobretudo sobre o PREVI 1, autorizada pela Deliberação CVM nº 600, de 07/10/09 que revogou a Deliberação CVM nº 371/2000, combinada com as Leis 6.404/76 e 6.385/76, o banco faz essas atualizações e obtêm ganhos em face de aplicar premissas diferentes das definidas a PREVI, pela PREVIC, estando o saldo dessa rubrica contábil nas demonstrações do BB, no Ativo, Outros Créditos, com saldo superior a R$ 13 bilhões, valores apropriados anualmente no balanço e que trazem impactos diretos nos resultados, aumentando os “Lucros”, aspecto legal, mas imoral, que acaba servindo de base para elevar a PLR do pessoal da ativa, visto que esta incide sobre os lucros, de modo que, em últ ima análise, outra vez, os superávits da PREVI beneficiam os funcionários ativos;
4 – Em resumo, restou comprovado que o pessoal da ativa é beneficiado direta ou indiretamente, em três oportunidades sob a égide da nossa Caixa, afetando diretamente os benefícios dos aposentados, especialmente no que tange a isenção da contribuição e ao BET, haja vista que ambos são pagos com os superávits que, legalmente e prioritariamente são de propriedade dos assistidos. É bom frisar que, enquanto o funcionário está na ativa, a sua qualificação é de “participante” e só depois que aposenta assume a condição de “assistido”.
Expendidos esses aspectos fundamentais, infere-se que o INPC é inadequado, insuficiente e que não repõe sequer a inflação oficial que é medida pelo IPCA, tanto assim que há bastante tempo não vem sendo aplicado, no osso, nos reajustes salarias de todas as classes de empregados, pois até os próprios empregadores cientes da sua defasagem concedem, invariavelmente, ganhos de produtividade além do INPC.
Portanto, se não satisfaz as reivindicações e necessidades dos trabalhadores de todos os segmentos, por que ele serviria somente para reajustar os nossos benefícios, sem agregar-lhe nenhum percentual adicional, o que, sem dúvida alguma, reduz paulatinamente o nosso poder de compra? Só cego e pessoas insensíveis e mal intencionadas não veem que estamos sendo massacrados com esse tratamento arbitrário, injusto, perverso e desumano.
Somos idosos, contudo, lúcidos e queremos ter os mesmos direitos. Afinal, trabalhamos para transformar o BB na potência que hoje ele ostenta no cenário doméstico e internacional. Os nossos gastos seguramente são maiores do que os do pessoal mais novo, posto que temos as mesmas responsabilidades familiares, mas a idade avançada é fator de desequilíbrio e, em consequência, eleva-se assustadoramente as despesas com remédios, planos de saúde, etc.
Para o idoso, tudo é majorado e mais difícil, a começar por contrair empréstimo com o seguro (FQM), o qual é mais elevado. O seguro de vida também sobe constantemente, enfim, a carga orçamentária tem um peso exorbitante que dilapida os seus parcos rendimentos.
Isto posto, sopesando todas as variáveis, solicitamos equiparar o reajuste do benefício PREVI com o que é concedido ao pessoal da ativa, tendo presente que embora aposentados, fizemos parte da mesma empresa. Se realmente for justo estender os superávits da PREVI a eles, a recíproca tem que ser verdadeira. Assim sendo, caberia a essa Caixa pagar a diferença entre 7,5% e os 4,85% que recebemos em junho/12.
De resto, faz-se necessário ajustar a data do reajuste PREVI para janeiro, ao invés de junho, de sorte a unificar e padronizar procedimentos, já que o do INSS é feito em janeiro. Ao ensejo, lembro-lhes que é de vital importância que o realinhamento do ES seja ultimado no início de outubro e que aprovem o prazo de 180 meses para suavizar o valor das prestações mensais, de sorte a propiciar um desafogo financeiro. De igual forma, o limite final e definitivo de R$180 mil (teto) é fundamental para o saneamento dos compromissos vencidos e vincendos.

BET PODE NÃO ESTAR ASSIM TÃO GARANTIDO

      Não quero ser ave de mau agouro, longe de mim (toc! toc! na madeira), também não sou pessimista nem otimista, procuro ser o mais realista possível. Neste sentido, vislumbro um Brasil cambaleante, em que pese todos os fatores favoráveis de crescimento dentro do país. Sucede que somos muito dependentes do capital estrangeiro, pontualmente na bolsa de valores.

      Alguns erros primários fazem perder o jogo. Quando a presidenta Dilma quis, talvez por influência de Lula,trocar o presidente da Cia Vale do Rio Doce, o Roger Agnelli, uma demissão por excesso de competência do demitido, e criando um fato novo ao tornar a Vale, uma empresa privada, administrada pelo Palácio do Planalto. Isto fez com que mais de 4 milhões de investidores perdessem dinheiro com os novos rumos da empresa. E a nossa Previ também. E todos os aposentados também. Por que a Sra. Dilma não demitiu a Ideli, que é superincompetente, em vez do Agnelli? Quem quiser saber detalhes, visitem o site http://veja.abril.com.br/blog/augusto-nunes/direto-ao-ponto/ao-afastar-o-presidente-da-vale-por-ter-feito-tudo-certo-o-governo-federal-inventou-a-demissao-por-excesso-de-competencia/

      O pré-sal foi outro tiro no pé. Cantado em prosa e verso como a maior riqueza dos brasileiros, hoje o governo é obrigado a segurar os preços do petróleo a fim de controlar a inflação. E dá-lhe prejuízo para a Petrobras e as empresas XX da vida do empresário mais beneficiado pelos leilões de lotes de exploração por parte da Petrobras. Tudo dentro da lei. É que o homem tem sorte mesmo.

      Não vou me alongar. Tomara que eu esteja errado. Não sei porque o STF está condenando tanta gente no mensalão. Preocupa-me, sobremodo, somente a Previ. O nosso patrimônio se mantém nos 157 bilhões. O que não permaneçe é o número de beneficiários. Cai todo dia. E nada acontece com o governo dirigindo a Previ. É deste modo, Da. Dilma, que a senhora está pondo em prática a justiça social?  

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

MENSAGEM ASSUSTADORA

      Recebi  mensagens que me reservo o direito de não publicá-las, devido ser pessoa bastante conhecida. Outras anteriores foram também de situação de penúria, com a atenuante de ser apenas pedidos desesperados a órgãos específicos, sem ofensas a ninguém.

      Desta forma, educadamente, solicito à pessoa que dirigiu a mensagem a meu blog que o faça diretamente às pessoas julgadas aptas a resolver seu problema. Peço desculpas, mas embora vivemos numa democracia e num Estado de Direito, devemos ter todo o cuidado com as palavras para não ofender autoridades legalmente constituídas. A todos peço que comentem com moderação e respeito, ainda que a situação, às vezes, pareça desesperadora.

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OSTENTAÇÃO NA CASSI

      Foi notório o discurso afinado da nova diretoria da Cassi dia 03/08 em Balneário Camboriú. Tanto a diretora Mirian Cleusa Fochi quanto a diretora Maria das Graças Conceição Machado Costa além da Conselheira Deliberativa Loreni Senger Correa procuraram enfatizar os problemas do que apresentar propostas de solução. Só não disseram que os mais idosos que fazem parte do Plano são os que mais contribuem (têm salário maior: 3% sobre 20 mil + 4,5% sobre o mesmo valor pagos pelo BB + a contribuição sobre o 13% salário) dá uma boa quantia mensal considerando que são um dependente ou no máximo dois.

      O credenciamento da rede de farmácias Panvel, para fornecimento de medicamento de uso contínuo, que atende os três estados sulinos, foi feito com o escopo de diminuir as despesas da Cassi. Isto é, a Panvel ficou incumbida de entregar, contabilizar, cobrar, sem que a Cassi tenha que utilizar mão-de-obra para nada, gerando grande economia para a Cassi.

      Às  vezes alguns levam sorte. O Dr. Medeiros necessitava há dias de um remédio contra psoríase usada por sua querida esposa Ana. Aconteceu que o seu amigo Lahorgue estava numa reunião em Brasília juntamente com a diretora Graça Machado. Aí ficou muito mais fácil encontrar o sumido medicamento. Eu tive um outro tipo de problema que a nossa "Graçinha" não pôde resolver. Passou-o à diretora Mirian que demontrou ser insossa, inodora e insípeda. Nada resolveu. Explico o caso: devido a um acidente na mão esquerda, fui obrigado a fazer sessões hiperbáricas. A única clínica de Joinville que faz o procedimento (Clinox) que acelera em 20 vezes a cicatrização de feridas e queimaduras, comprovadíssimo,  a clínica cobra  279,00 aos planos de saúde. A Cassi somente aceita pagar 233,00 como se ela, Cassi, fosse referência em custos e preços. A diferença é de 46,00. Não houve credenciamento. Joinville é a maior cidade do Estado de Santa Catarina, com 600 mil habitantes, com um contingente de pessoal considerado de boa renda junto à Previ. Precisei também do IOT (Instituto de Ortopedia e Traumatologia) que descredenciou-se da Cassi há uma semana. A primeira consulta foi cobrada pelo valor do convênio: 65,00 (livre escolha) mas já houve comunicado que a próxima consulta com o médico que realizou a cirurgia( excelente profissional), será no valor de 250,00. E agora Cassi? Vou ser ressarcido em 39,00 e ter aumentado minha participação em 211,00 numa simples consulta. Tudo pela incompetência de não saber negociar. Quem não tiver competência que não concorra às eleições.

sábado, 22 de setembro de 2012

RESERVA ESPECIAL P/ REVISÃO DO PLANO

      "Reserva especial para revisão do Plano de Benefícios Nº1" traz em sua descrição a finalidade específica desta reserva. Não é de modo algum para ser dividida com quem não é beneficiário do plano. Mais claro que a luz solar, mais cristalino que água pura. Os 100% das pensionistas, a cesta-alimentação para todos, as diversas pendengas judiciais, tudo estaria resolvido com os 7,5 bilhões subtraídos pelo BB em 2010, avalizados por pessoas do mal, que usando um eufemismo praticaram o crime do colarinho branco.

      No encontro de Brasília, o Ruy Brito disse não acreditar que a presidenta Dilma soubesse de todas essas falcatruas para roubar a Previ. Sabe sim, mestre Ruy Brito, ela sabe tudo o que acontece no Brasil. E neste particular, bem que ela poderia restabelecer a justiça.

      Mas, voltando a RERP (reverva especial para revisão do plano) o colega Jorge Teixeira nos fornece elementos que nos permitem fazer previsões para o término de 2012. As informações de Teixeira foram extraídas dos links:

http://www.previ.com.br/portal/page?_pageid=57,963026&_dad=portal&_schema=PORTAL

www.infomoney.com.br/ibovespa/historico/


      Eis os dados até 30.04.2012:

MÊS                  RERP          Ibovespa

31.12.2011                308.571                56.754

31.01.2012               2.240.934                63.072
28.02.2012               3.714.703                65.811
31.03.2012               3.663.858                64.510
30.04.2012               2.150.341                61.820
31.05.2012                    ***                      54.490
30.06.2012                    ***                      54.354
31.07.2012                    ***                      56.097
31.08.2012                    ***                      57.061
30.09.2012                     ???                         ???
31.10.2012                     ???                         ???
30.11.2012                     ???                         ??? 

31.12.2012                      ???                         ???

      A Previ não divulgou ainda o RERP do final dos meses de maio, junho, julho e agosto. Pelo índice do ibovespa no final destes meses e tomando por parâmetro o dia 31.12.2011 (56.754) podemos fazer uma projeção aproximada:

Maio   -    (1.200.000) NEG.

Junho -    (1.250.000) NEG.
Julho  -       zerado
Agosto -        500.000  POS.
Setembro - 2.150.000  POS.

      Quem tiver um raciocínio mais acurado que venha em nosso auxílio. Agradecimentos ao colega Jorge Teixeira.

quinta-feira, 20 de setembro de 2012

IMEDIATISMO ( por João Rossi Neto )


Vejo com profundo pessimismo e desânimo matéria como o “Imediatismo”, veiculada no site da AAFBB, onde a estratégia para modificar as diretrizes maléficas da Resolução 26/2008 passa pela tarefa de motivar os participantes e assistidos pela PREVI para encaminharem mensagens aos parlamentares autores de PDC ou PDS, cujos textos têm por escopo o combate à dita resolução.

Entendo que o desespero no seio do Corpo Social, em face de dificuldades financeiras agudas e inadiáveis, é perfeitamente compreensível, agora, no âmbito das entidades representativas, isto é inexplicável, visto que possuem assessorias e podem traçar planos de ações consentâneos com a realidade e impetrar medidas contundentes para a extinção desse instrumento jurídico com efeitos deletérios aos nossos interesses. 

É de uma clareza solar que serão arquivados pelo Governo, através da sua base política aliada, qualquer projeto de lei elaborado para revogar/modificar, no todo ou em parte, a Resolução 26/2008, seja ele da lavra do PT, dos partidos alugados e pior ainda se for da oposição.Prova inconteste disso, basta reler o Decreto 7.123/2010, artigo 23, feito para blindar a Resolução contra o próprio CNPC que fica proibido de, caso tivesse um rasgo de arrependimento e tomasse de ofício, a iniciativa de sustar a sua aplicação, efetivamente, não poderia em virtude da vedação ora imposta. 

Se é praticamente impossível mexer na LC 108/2001 pelos impedimentos óbvios, resta-nos priorizar na linha de ataque à Resolução 26/2008, cujos estragos são devastadores, não só pela introdução da meação relativa à Reserva Especial, com divisão meio a meio a favor do patrocinador BB, mas, sobretudo, pela criação dos benefícios temporários, onde, de uma hora para outra, o nosso fraco padrão de vida vai ser reduzido com a retirada do BET. 

Neste contexto, o roteiro certo a seguir, sem dúvida, é a via judicial, em que pese os resultados imprevisíveis das contendas judiciais, todavia, o risco que corre o pau, corre o machado. Precisamos abolir a visão retilínea de cavalo de carroça e partir para a periférica, em busca de alternativas mais viáveis, práticas e concretas na solução dos problemas que nos afligem.

A propósito, seria uma oportunidade impar, lançar mão do Despacho do Ministro Celso de Mello que arquivou a nossa ADI, o qual traz no seu bojo, de forma insofismável, a descrição das ILEGALIDADES circunscritas na Resolução, aspectos positivos que poderiam fortalecer e enriquecer os nossos argumentos  para subsidiar decisão judicial a nosso favor.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

PROMESSAS EM COMPASSO DE ESPERA

     Alguns pontos abordados pelo diretor Marcel no encontro de B. Camboriú, tidos como "fáceis de serem implementados", ainda dormem no colo da Previ, quais sejam o anúncio dos novos parâmetros do ES, e a antecipação do mês de reajuste para janeiro. Ambos já deviam ter sido anunciados, em alto e bom som, para que o novo diretor de seguridade demonstrasse a que veio, fazendo-nos confiar mais nele, apenas em função destas duas medidas que já estivessem sido implementadas. Isto demonstra que o novo diretor parece ser apenas um bom relações públicas, porém tão medroso quanto seu antecessor.

      As outras duas implantações dependem do superávite a ser alcançado em 31.12.2012. Trata-se da incorporação do BET e o aumento das pensões às nossas queridas viúvas, mormente aquelas cujos maridos não tiveram um valor mais elevado de aposentadoria que pudesse compensar, em parte, a perda de 40% que, convenhamos, é a grande maioria. Neste sentido, a diretoria de seguridade já deveria ter anunciado um valor mais elevado do ES ou arrumar uma maneira de dar margem consignável a estas pensionistas, porque é mais este fator que obstaculiza a tomada de ES maior.

     A Bíblia traz diversos versículos em que Deus pede atenção e amor às viúvas:

"Deus faz justiça ao órfão e à viúva" Dt 10:18      

"Deus protege o estrangeiro, sustenta o órfão e  

  a viúva;" Sl 146(145)9

"Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, surgiram murmurações dos helenistas contra os hebreus. Isto porque, diziam aqueles, suas viúvas estavam sendo esquecidas na distribuição diária." At 6.1

     Existem muitas citações bíblicas a este respeito. A presidenta Dilma criou um programa social chamado "Brasil-Carinhoso" para as mulheres que amamentam até os 5 anos seus bebês. Não esqueça, Sra. Presidenta, das pensionistas do Brasil também. Que tal criar um programa "Pensionista-100%". Marcaria sua gestão à frente da presidência.

     Finalizando, os diretores eleitos da Previ podem e devem fazer sua parte. Marcel, Paulo e Vitor, foquem naquilo que os associados clamam. Implantem o que for possível. Honrem seus cargos e salários. Que um incentive o outro a dar tudo de si a nosso favor. O Marcel já disse que seu pensamento também é o dos demais diretores eleitos. Vamos mostrar força. Aqui e agora, não protelem mais. Não permitam que a história grave seus nomes como indecisos e medrosos. "Quem sabe faz a hora, não espera acontecer".  

sábado, 15 de setembro de 2012

O BRASIL É O PAÍS QUE MENOS CRESCE

        Perdemos até para países de pouca expressão na América Latina, onde temos a obrigação de liderança, quer pelo parque fabril instalado quer pelos recursos naturais abundantes. No primeiro semestre perdemos para Paraguai, México, Argentina, Venezuela, Colômbia, Chile...e pelo que se sabe o ano está perdido com um crescimento previsto (com otimismo pelo próprio ministro Mantega) de menos de dois por cento. Muitos hão de perguntar: mas, afinal, o que a nossa Previ tem a ver com isso? Tudo, meu amigo, pois afeta em demasia o nosso mercado de ações e destarte a rentabilidade do PB1.

        O dado concreto é que os números não mentem, diferentemente do discurso de governantes que se consideram donos da verdade. Os preços dos combustíveis estão engessados sob o pretexto de controle da inflação. As ações da Petrobras nunca estiveram em nível tão baixo; o incentivo tributário às montadoras derramam pelas ruas de nosso país, diariamente, milhares de novos veículos sem que haja a contrapartida de novas estradas e mais infraestrutura; a oferta de crédito para adquirir veículos é espantosa, à custa do endividamento do brasileiro; e tantas outras armadilhas que não nos levam a um crescimento sustentável.

        Mas o povo brasileiro está feliz. O governo está em alta. Como diz a música: "eh, eh, vida de gado, povo marcado, povo feliz!" Só peço humildemente a Sra. Presidenta que utilize toda a arrecadação de impostos, neste ano mais de um trilhão e meio de reais para fazer o que dele melhor aprouver, mas, por favor, deixe-nos o caixa da Previ, dinheiro poupado com nosso suor e fruto de nosso trabalho, para que seja usado no fim específico a que se destina, estabelecido em leis complementares. Seria pedir muito, Sra. Presidenta?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

VALORES MOBILIÁRIOS

        Não há dúvidas que o mercado brasileiro de ações está atrelado ao norteamericano. No dia de hoje, as três bolsas novaiorquinas estão operando acima de 1% cada uma, e a nossa em mais de 2%. Esta postagem está sendo feita às 15h e oxalá não haja oscilações relevantes até o final do pregão que acontece normalmente às 18h15min.

        Para nós todos da Previ é momento de alegria, porque rompe uma barreira que estava difícil de se transpor. E por que é bom? Vai aos poucos sedimentando ou tornando realidade dois sonhos prometidos pelo diretor de seguridade: o BET permanente e a elevação do percentual das pensionistas. Claro que é cedo para festejar, todavia esta arrancada é muito animadora.

        Vale sempre lembrar que a data determinante é sempre o último dia do ano, todavia as projeções são boas, considerando a Petrobras, uma "blue chip" que atualmente está com valor muito abaixo do seu real valor, além das empresas nas quais a Previ participa diretamente, sem influência da Bovespa, sendo sua cotação pelo valor de mercado.

terça-feira, 11 de setembro de 2012

SEMINÁRIO DA ANABB

Abaixo, a postagem, no Facebook, Grupo-BB-PREVI, feita por Eduardo Leite Guimarães. (Enviado por Lázara Rabelo). 

Nota do blog: De se notar que ao final o diretor Marcel diz a mesma coisa que disse em Balneário Camboriú.

COLEGAS:
Nos dias 4 e 5 de setembro participei de seminário promovido pela ANABB que tratou da retirada do patrocínio, Resolução CGPC 26/2008 e BET. O evento foi de alto nível. Os assuntos foram abordados em 6 painéis, com palestrantes e debatedores que responderam perguntas dos participantes. Apresento, abaixo, resumo contendo os principais conteúdos:


1 – Primeiro Painel: A Previdência Complementar. Palestrante: Dr. Jaime Mariz, Secretário de Políticas de Previdência Complementar do Ministério da Previdência. Mediador: João Botelho, Presidente do Conselho Deliberativo da ANABB. Debatedores: Claudia Ricaldoni, Presidente da ANAPAR – Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão e Dilson Morais, Diretor da ABRAPP – Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar. O Dr. Jaime discorreu sobre o Regime de Previdência Complementar e tipos de benefícios e contribuições. Informou que existem 1.129 planos, com mais de 3 milhões de participantes e R$ 624 bilhões de ativos. Mostrou um panorama internacional de 17 países em que o Brasil tem o menor índice de participação, com 14,82% do PIB. Informou que a proposta de retirada de patrocínio está sendo revista em seus aspectos mais sensíveis, afirmando que “A retirada do patrocínio da PREVI é inimaginável”. A ANAPAR discorda da resolução que trata da retirada do patrocínio. A ANABB informou que encomendou parecer a respeito do assunto. A ABRAPP é favorável ao patrocinador utilizar 50% da reserva de contingência.

2 – Segundo Painel: PREVIC e os Direitos dos Participantes. Palestrante: Jose Roberto, Diretor de Análise Técnica da PREVIC. Mediador: Reinaldo Fujimoto, Vice-Presidente da ANABB. Debatedores: Antonio Braulio, Diretor da FUNCEF e Mauricio Rubens, Diretor da PETROS. Jose Roberto mostrou a estrutura e competências da PREVIC. Comentou sobre as leis 108 e 109 de 2001 dizendo que foram criadas para proteger os participantes.

3 – Terceiro Painel: Resolução CGPC 26/2008 e a Reversão de valores. Palestrante: Ricardo Pena, Secretário Executivo do Ministério da Fazenda, ex-Superintendente da PREVIC. Mediador: Douglas Scortegagna, Vice Presidente da ANABB. Debatedores: Senador Paulo Bauer e o Advogado Wagner Gusmão. Pena falou que as leis 108 e 109/2001 foram editadas com base na Constituição de 1988 e na Emenda Constitucional número 20, de 1998, para adequar os fundos de pensão e proteger os participantes. Defende a paridade tanto no déficit como no superávit. Disse que a resolução 26 contou com pareceres jurídicos, dentre outros, da Advocacia Geral da união, OAB e Ministério Público. Informou que foram impetradas 11 ações pela ANAPAR, Sindicato dos Bancários de Brasília, FAABB, AAFBB e FENACEF e todas fracassaram. O Dr. Wagner rebateu dizendo que ainda cabe recursos. Está tramitando no Legislativo o PDC número 9/2011 do Deputado Eduardo Sciarra, o PDS número 275/2012 do Senador Paulo Bauer, para alterar a resolução 26. O Senador Paulo Bauer defende que o superávit não deve ser distribuído nem ao patrocinador e nem aos participantes. Tramita também o PDC do Deputado Ricardo Berzoini, que objetiva alterar a lei 109/2001, propondo, dentre outras alterações, o impedimento do patrocinador utilizar 50% do superávit.


4 – Quarto Painel : Regulamentação da Retirada do Patrocínio. Palestrante: Carlos Marne, da Secretaria de Previdência Complementar. Mediador: Fernando Amaral, Vice Presidente da ANABB. Debatedores: Ruy Brito, representante da FAABB e Deyse Rego, ex-Diretora da PREVI-Banerj. Carlos disse que a resolução da retirada patrocínio objetiva adequar a legislação e uniformizar procedimentos. Ressaltou que entre 2003 a 2012, houve 362 retiradas de patrocínios. Defende que tanto o déficit como superávit devem ser repartidos entre patrocinadores e participantes. Disse que já houve muito avanço e as sugestões estão sendo avaliadas para possíveis alterações da redação e do mérito. Admite a não utilização da reserva de contingência. Ruy Brito, fez um histórico da PREVI, voltou a condenar o acordo de 1997, a resolução 26 e a retirada do patrocínio, da forma como apresentada. Ruy sugeriu ajustes.

5 – Quinto Painel: Resolução 26 e o BET. Palestrante: Sasseron, ex-Diretor de Benefício da PREVI e Vice Presidente da ANAPAR. Mediador: Sergio Riede, Presidente da ANABB. Debatedores: Amaral, Vice Presidente da ANABB e Gilberto Santiago, Presidente da AAFBB. Sasseron fez histórico das relações BB X PREVI, desde 1995, passando pela utilização do superávit no acordo de 1997, revisão de benefícios por acordo em 2005, 2006 e 2007 e divisão da reserva especial em 2010, de acordo com CGPC 26/2008 e acordo assinado entre o Banco e Entidades. Disse que a P-220 é de responsabilidade do Banco e que as contribuições sobre aquela verba foram para o pagamento de pensões, não cabendo a PREVI pagar o BET. Amaral enfatizou que as contribuições não foram contabilizadas separadas. Portanto, é devido o pagamento do BET. Gilberto Santiago discordou da resolução 26 e informou que a AAFBB ingressou com ação coletiva para pagamento do BET da P-220.


6 – Sexto Painel: Teto de Benefícios para Dirigentes. Palestrante: Carlos Neri, Diretor do Banco do Brasil. Mediadora: Tereza Godoy, Vice-Presidente da ANABB. Debatedores: Marcel Juviniano, Diretor de Seguridade da PREVI e Gilberto Vieira, Secretário da CONTEC. Neri disse que nunca existiu teto na PREVI, mas que o Banco admite discutir o teto, ressaltando não ser necessário no momento, porque os honorários dos Diretores do BB estão abaixo do mercado. Gilberto é favor de criar um teto. Marcel é a favor do teto e admite discutir. Sugere que tenha como limite os honorários do Diretor do Banco. Foi travado um bom debate entre Neri e Marcel. Sobre o processo do TETO, cheguei ao seguinte entendimento:
- Em 2008, a Diretoria do Banco passou a receber honorários. Foi aprovado teto de contribuição/benefícios, igual ao maior valor de referência do BB, hoje cerca de R$ 30.000,00.
- O processo foi enviado para a PREVIC em março de 2009;
- A PREVIC não aprovou, alegando inconsistências técnicas e pediu informações a PREVI;
- Em dezembro de 2009, a PREVI se manifestou a respeito das solicitações da PREVIC;
- Em 2010, o Banco se reposicionou, discordando do teto, por ele aprovado em 2008, pendente de aprovação na PREVIC;
- No final de 2010, a PREVIC não podia aprovar o acordo do BET, porque o TETO ainda estava pendente de aprovação.
- A PREVIC devolveu o processo do TETO, para viabilizar a aprovação do processo do BET.
O Diretor Marcel ressaltou que existem 70 beneficiários recebendo ou com direito adquirido de receber benefício acima do TETO aprovado em 2008, não foi implantado porque não foi aprovado pela PREVIC. Informou que está revendo o regulamento para mudança da data de reajustes de benefícios de junho para janeiro. Sobre as ações que os aposentados buscam a revisão de benefícios com base no estatuto da posse, (1967), informou que em 97% dos casos, os benefícios podem ser reduzidos.

domingo, 9 de setembro de 2012

UM DECRETO PARA PROTEGER A RESOLUÇÃO

Antes de abrir um tema para discussão sobre a Resolução 26/2008, reputo importante repisar o nascimento de outros instrumentos jurídicos, para alicerçar com mais firmeza o meu raciocínio.Por exemplo, as duas leis que normatizam a Previdência Complementar Fechada, denominadas LCs 108/2001 e 109/2001, ambas foram editadas por determinação do artigo 202 da CF/88 e da Emenda Constitucional 20/98.Essa exigência singular reforça o entendimento de que a LC 109/2001, erigida para disciplinar matéria específica, de enorme conceito e relevância, nunca poderia ser desacatada por uma Resolução administrativa do CNPC, como de fato ocorreu, afronta totalmente absurda, política, ilegal e que constitui uma aberração jurídica que ainda não foi sanada, porque o STF não quer contrariar o Poder Executivo.
É claro que o Governo FHC colheu o ensejo para elaborar o teor redacional da LC 108/2001, ajustando-o aos seus interesses, em especial ao deslocar o poder decisório das EFPCs para o domínio dos patrocinadores, mercê da introdução do Voto de Qualidade, reservando essa regalia ao Presidente do Conselho Deliberativo, além de inserir a prerrogativa de que o dito Presidente seria escolhido dentre os três Conselheiros indicados pelos patrocinadores.Este procedimento, inescrupuloso e desonesto, foi um golpe fatal nos direitos dos participantes e assistidos, eis que foram alijados definitivamente do processo decisório na gestão dos recursos e das medidas significativas, de valores vultosos na participação de empreendimentos de retorno duvidoso e baixa rentabilidade forjados na cúpula governamental.
É uma afronta e escárnio afirmar que existe gestão paritária nas EFPCs. Para sustentar essa falácia, esse engodo, o Governo lança mão da teoria matemática, alegando ardilosamente que são três Conselheiros eleitos e três apontados pelos patrocinadores, restando provado o equilíbrio no número dos componentes, deixando, propositalmente, de informar que os eleitos são apenas figurantes nesse filme macabro.Todavia, na prática, o Voto de Minerva sempre à disposição para desempate nos momentos cruciais e decisivos, é uma espada sobre as cabeças dos associados e quem de fato faz o que bem entende nos Fundos de Pensão são os patrocinadores.Fica patente, então, que a gestão paritária é conversa para inglês ver e as eleições para escolha dos ocupantes de cargos nas EFPCs outra farsa sem precedentes, visto que os representantes eleitos são natimortos, ou seja, falta-lhes autonomia para decidir até sobre as questões mais pueris.Efetivamente, a LC 108/2001 serviu de lastro, de viga mestra para dependurar a Resolução 26/2008, criada no ex-CGPC, hoje, CNPC, e assinada pelo ex-ministro do MPS, Sr. José Pimentel, que à época também ocupava o cargo de Presidente da extinta sigla CGPC.Ciente da fragilidade e vulnerabilidade da Resolução 26/2008, por ser eivada de ilegalidades, o Presidente Lula editou o Decreto 7.123, de 03/03/2010, DOU de 04/04/10, assinado por ele em conjunto com Paulo Bernardo Silva e José Pimentel, onde cria empecilhos técnicos legais para garantir à aplicação da Resolução, consoante se depreende do artigo 23 abaixo reproduzido:


Art. 23. É vedado aos membros do CNPC e da CRPC afastar a aplicação, por inconstitucionalidade ou ilegalidade, de tratado ou acordo internacional, lei, decreto ou resolução, ressalvados os casos em que:I - houver súmula vinculante publicada a respeito;II - já tenha sido declarada a inconstitucionalidade da norma pelo Supremo Tribunal Federal, em controle concentrado, após a publicação da decisão, ou pela via incidental, após a publicação da resolução do Senado Federal que suspender a execução do ato normativo;
III - houver parecer do Advogado-Geral da União aprovado pelo Presidente da República, forma do art. 40 da Lei Complementar no 73, de 10 de fevereiro de 1993.” 

  
Evidentemente, esse Decreto maquiavélico de largo espectro e de longo alcance, foi criado para nos prejudicar, inclusive veta o cumprimento de eventuais sentenças de Juízes de primeira instância prolatadas para anular os efeitos da Resolução 26/2008.Como pau que bate em “Chico”, bate em “Francisco”, entendo que, salvo melhor interpretação, que o feitiço virou contra o feiticeiro, uma vez que o “caput” do artigo 23 deixou uma lacuna, posto que a expressão:


(...) “É vedado aos membros do CNPC e da CRPC afastar a aplicação, por inconstitucionalidade ou ilegalidade, de tratado e acordo internacional, LEI (grifo meu), etc., etc., e tal”.


De certa forma, essa determinação acima exarada conspira contra o próprio Governo, visto que a partir da vigência do Decreto 7.123, o CNPC não teria poderes para “afastar a aplicação da Lei Complementar 109/2001”, especificamente em relação ao artigo 20 e a introdução da imoral e ilegal “Proporção Contributiva” (repartição da Reserva Especial da PREVI), tendo presente que, a meu ver, o referido Decreto neutraliza “in totum” a Resolução 26/2008, ficando, em consequência, sem eficácia.Demais disso, acho que um ponto chave e emblemático neste imbróglio fica por conta do artigo 3º da LC 109/2001, que diz o seguinte:


"Artigo 3º - Ação do Estado será exercida com o objetivo de: VI – proteger os interesses dos participantes e assistidos dos planos de benefícios."


Que raio de proteção é essa onde o órgão regulador e fiscalizador, CNPC e PREVIC, respectivamente, fazem a coisa ao contrário? Roubam os recursos dos supostos protegidos para beneficiar irregularmente o patrocinador, com argumentos jurídicos sem nexo causal e verossimilhança, numa ação política ilegal, incompatível para órgãos de natureza e funções essencialmente técnicas. Isto tudo foi gestado no ventre de um Governo (Lula) ambicioso, onde predomina a cobiça pelo dinheiro fácil da PREVI para materializar os seus conchavos e as suas maracutaias. Esse pessoal do PT rasgou muita coisa em pouco tempo: ética, dignidade, bandeiras de luta, valores morais, caráter e vergonha na cara, pois implantou a maior rede de corrupção na história deste País, batizada de “Mensalão”, além de pisar e desrespeitar o artigo 102 da Lei 10.741/2003.
Na cabeça deles a lei não é igual para todos, conforme reza o “caput” do artigo 5º da CF/88, porque a sua prática recorrente é de comprar e cooptar a todos, seja na órbita do Legislativo ou do Judiciário.
Quem não acreditava na máxima: “O que está ruim pode piorar”, o PT provou o contrário. A perseguição sistemática contra os aposentados, sobretudo dos assistidos pela PREVI pelo GOVERNO/BB, é cruel e mesquinha, pois desviam o dinheiro das aposentadorias dos idosos para os seus cofres sem o menor pudor. A opinião pública deveria comprar essa briga e acabar com essa INJUSTIÇA, porquanto o Judiciário revelou-se ineficaz e insensível. 

(Artigo assinado por João Rossi Neto em 09-09-2012)

sábado, 8 de setembro de 2012

CONHECENDO PELAS PALAVRAS

        Quem fala ou escreve revela muito de sua personalidade. Na democracia há um princípio básico que diz: "mesmo não concordando com nada do que o outro diz, defendo até o fim, o sagrado direito de dizer." Tem muitas opiniões em nossos comentários diários que possuem excelente embasamento, mas, por divergirmos delas simplesmente as descartamos. O que precisamos evitar a todo o custo é a presunção: a convicção de que sabemos mais que os outros. Cristo foi enfático neste quesito: "Graças Te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelastes aos pequeninos." Mt 11-25

        Portanto, a ninguém é dado o direito de ter a chave da verdade, achando-se acima do bem e do mal. Respeitemos-nos todos, sem exceção, ajudando-nos mutuamente. Contendas e disputas levarão a lugar nenhum. Reconhecer antes nossa pequenez, sermos extremamente humildes, praticar sempre a caridade e a solidariedade, fugir de toda a inveja, não revidar ataques recebidos na mesma moeda. Pensemos como Rui Barbosa: "para não arrefecerdes, imaginai que podeis vir a saber tudo; para não presumirdes, refleti que, por muito que souberdes, mui pouco tereis chegado a saber."


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ANABB DA EX-DIRETORA CECÍLIA

Texto enviado ao blog da Cecília Garcez, por João Rossi Neto:

 

 

Colega Cecília,
Com a sua vasta experiência, exercendo cargos na ANABB e na PREVI, causou-me espécie a sua tentativa de pautar, no Conselho Deliberativo da ANABB, o surrado assunto do Empréstimo Simples, matéria de alçada exclusiva da Diretoria Executiva daquela associação.
De qualquer maneira, mesmo por via inadequada, é louvável o seu esforço para emplacar a discussão sobre a revisão naquela linha de crédito.
Ocorre que na alardeada reunião promovida pela ANABB, realizada nos dias 4 e 5 deste, elencaram seis painéis para debates, contudo, o ES sequer foi cogitado, senão vejamos:
Painel 1- A Previdência Complementar no Sistema Brasileiro;
Painel 2- Previc e o direito dos participantes;
Painel 3- Resolução 26 e o Instituto da Reversão de Valores;
Painel 4- A Regulamentação da Retirada dos Patrocínios;
Painel 5- Resolução 26/2008 e o BET;
Painel 6- Tetos de Contribuição e Benefícios para Dirigentes Estatutários do BB.
É inegável o prestígio que a ANABB desfruta perante os representantes de diversos órgãos, levando-se em consideração as figuras proeminentes que enriqueceram o evento com as suas presenças, senão vejamos:
Diretor Executivo da Abrapp-Dilson Joaquim de Morais; Presidente da Anapar-Cláudia Ricaldoni; Carlos Neri-Diretor do BB; Secretário Geral da Contec-Gilberto Vieira; Diretor de Seguridade da Previ-Marcel Barros; Representante da Contraf-Cut-José Sasseron; Diretor de Seguridade da Petros-Maurício França Rubem; Diretor de Planejamento e Controladoria da Funcef-Antônio Bráulio; Diretor de Análise Técnica da PREVIC-José Roberto Ferreira; Secretário de Políticas de Previdência Complementar do MPS-Jaime Maria de Faria; Presidente da ANABB-Antônio Sérgio Riede; Presidente do CD da ANABB-João Botelho; Presidente da AAFBB-Gilberto Santiago e tantos outros.
Se a ANABB usasse o seu poder de aglutinação, na legítima defesa dos participantes e assistidos pelas EFPCs, a sua enorme representatividade e tomasse as medidas judiciais cabíveis para extinguir a Resolução 26/2008, documento criminosos e desonesto que na ordem de prioridade, sem dúvida, é o primeiro a ser atacado, talvez, hoje, a situação seria totalmente diferente e as manobras jurídicas insidiosas para efetivação das ações delituosas, praticadas pelo patrocinador BB, com o endosso do Governo, mercê da apropriação indevida dos recursos da PREVI, não teriam espaço e resultariam infrutíferas.
O Governo é astuto para nos dispersar, tirar-nos do foco, como agora fez ao lançar a Resolução para Retirada dos Patrocínios. Largamos tudo de lado e corremos desarvorados atrás deste bode colocado na sala, quando o correto seria lançar mão do Despacho do Ministro Celso de Mello, no qual ficou caracterizado a flagrante ILEGALIDADE contida na Resolução 26/2008, documento de grande credibilidade que nos beneficia e se bem utilizado aumentaria bastante as nossas chances de derrubar esse instrumento de rapinagem da lavra do CNPC-MPS.
Mas, não, ocorre o contrário, as entidades representativas, altamente centralizadoras e amadoras, saem dando tiros para todos os lados, marcam reuniões aqui e acola, que acabam não dando em nada pela falta de planejamento competente, controle e ausência de sequência e cobranças tempestivas.
Não falta boa vontade, é verdade, todavia, a gestão sem a busca de RESULTADO é inócua e pouco adianta trabalhar demais, sendo que ao cabo das missões, fazendo o scout (escalte), o produto da equação é “zero”.
Os Presidentes de Federações, Associações, Entidades Sindicais, etc., nunca deveriam ser os elementos de primeiro combate.
É preciso ter uma estrutura administrativa bem montada, com assessores de qualidade, nas áreas jurídicas, suporte, contábil e atuarial para dar vazão às demandas dos associados e não simplesmente engavetá-las, deixando morrer sugestões e ideias que poderiam servir de subsídio para a solução de questões que os afligem.
Com isso, vendo a inoperância e o marasmo, os associados por seu turno caem na inércia e sequer se apresentam até para votar, muito embora as eleições compulsórias para escolha dos funcionários para cargos na PREVI não têm valor algum, já que por força do Voto de Minerva (LC 108/2001), os eleitos têm como autonomia o chamado “Voo de Galinha”.
Neste momento, por exemplo, após a reunião a ANABB publicou, em linhas gerais, os tópicos discutidos e não houve a informação de quais seriam as medidas práticas a serem levadas avante para coibir os desvios e desmandos perpetrados pelos adversários, nossos algozes.
Possivelmente, tudo cairá no esquecimento e a prioridade “zero” que é a Res. 26/2008 ficará incólume.  Uma coisa é certa, o Diretor do BB e Secretário do MPS, aproveitaram bem oportunidade para vender os seus peixes, conforme poderão comprovar no site da ANABB.
O realinhamento do ES continua a ser segredo de Estado e a incorporação do BET é matéria proibida que sequer vem à tona. Outro assunto longínquo de ser alcançado é a revisão do plano de benefícios, uma vez que inexiste Reserva Especial para tal e as perspectivas são desalentadoras. Quiçá, a distribuição feita em 24/11/10 pode ter sido a última.
Este script: “O ES sai ou não sai é nosso”, Cecília. Agora, você na qualidade de gestora da ANABB, que me responda: Quando vai, efetivamente, sair o realinhamento do Empréstimo Simples e em que bases?
Ao que tudo indica a ANABB não vai defender o realinhamento do Empréstimo Simples e tampouco impetrar ação judicial para neutralizar os efeitos da Resolução 26/2008.
Como a sua missão é: “Atuar em defesa do funcionalismo do BB e da instituição Banco do Brasil”. Esses são os principais objetivos e atribuições da ANABB.
Dentro deste contexto, será que ao postular a revisão nos limites e prazos do ES e de mover ação judicial em desfavor da Resolução, aquela associação entende que estaria ferindo os interesses do patrocinador BB, motivo pelo qual sempre se esquivou de abrir luta contra a famigerada Resolução 26/2008?
A palavra fica à disposição da Diretoria da ANABB para os esclarecimentos pertinentes, caso queira lançar luzes sobre a questão e dar transparência acerca das suas omissões que começaram em 2008, com o advento da Resolução. 

SETE DE SETEMBRO

        O hino da independência, escrito por Evaristo da Veiga e musicalizado por D. Pedro I, foi gerado logo após o sete de setembro. Analisem alguns termos da letra, reproduzida aqui com glossário no final, e vejam quanta semelhança há entre os anelos dos brasileiros  à época - e nós do PB1 em relação à Previ. No vocabulário ao final do hino, temos todas as espécies hoje na Previ como a palavra servil=subserviência; perfídia=deslealdade, astúcia,etc. Esses certamente se referem ao patrocinador; já os adjetivos que demontram qualidade, por exemplo brava gente, se referem a nós associados do plano de benefícios, como outrora se referia ao povo brasileiro.

 

HINO DA INDEPENDÊNCIA
-----------
Já podeis, da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil...
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges,
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiro,
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá... temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

__________________

Glossário:

- Brava: valente
- Servil: relativo a servo, subserviente
- Grilhões: corrente de metal
- Perfídia: deslealdade, traição
- Astuto: habilidoso para fazer o mal
- Ardil: artimanha, estratégia
- Ímpias: cruéis
- Falanges: tropa, legião
- Hostil: inimigo
- Garbo: elegância, porte
- Varonil: viril, esforçado

terça-feira, 4 de setembro de 2012

PEQUENAS MAS IMPORTANTES MUDANÇAS

        Em sua posse na presidência da Afabb-RS, no dia de ontem, o dr. Medeiros recebeu a visita ilustre do diretor de seguridade Marcel Barros, que, se não nos trouxe o máximo desejado, pelo menos falou que as propostas, entre elas a do longevo Valentim, estão de fato sendo analisadas com interesse por parte do GT que estuda o assunto.

        A postagem de hoje no blog do Medeiros só vem ratificar aquilo que ouvimos na reunião de Balneário Camboriú, de aproveitamento de sugestões dos associados enviadas à DISEG por meio eletrônico ou contatos telefônicos. É preciso criatividade para desarmar alguns nós que estão a estrangular o ES, o maior deles referente à idade do tomador. Os estudos são complexos e precisamos de muita paciência até chegar a um bom deslinde.

        Enquanto isso continuemos oferecendo mais sugestões como aquela feita pelo João Rossi Neto de escalonamento gradativo das taxas de juros. Temos certeza de que estamos sendo ouvidos e isto já nos conforta bastante. Oportuna a sugestão do próprio Medeiros de criar um mecanismo permanente para que todo ano em junho ou julho já saibamos das regras de alterações do ES, evitando assim desgaste emocional.

        A definição para este ano ficou para outubro. Para muitos tardiamente, entretanto se houver boas mudanças pode se justificar. É continuar sugerindo e aguardar pois as mudanças tanto no BB quanto na Previ acontecem lentamente. Mais do que nunca mudar o ES é preciso. 

sábado, 1 de setembro de 2012

SUBSTANTIVO VIRTUAL CONCRETO

        Entramos em setembro, mês primaveril e florido em terras tupiniquins, onde cá na região sul há exuberância de floração amarela dos ipês. Mês também de continuarmos otimistas em relação aos novos dirigentes da Previ. Temos o péssimo hábito de apenas criticar e exigir, às vezes cobertos de razão, mas precisamos compreender que há muitos interesses em jogo.

        Nossos adversários não dormem. Parecem dormir, porém tal qual o gato da fábula quando tentamos reconquistar um naco de queijo, somos amordaçados. Inútil apelarmos para o radicalismo. Nosso inimigo é poderoso: o governo e suas ramificações burocráticas. Já pensaram quantos órgãos estão a nos colocar obstáculos? Ministério da Fazenda, órgão de controle das estatais, Planejamento, Previdência, Previc, BB...são as pedras no caminho quando o Codel aprova algum benefício em comunhão com a diretoria da Previ que já está pré-programada a cumprir somente aquilo que lhes interessa.

        Por conseguinte, a velha e dolorosa negociação é, ainda, o melhor caminho. O fator convencimento proporciona algo positivo. Pensar com a razão jamais com o coração. Apesar de tudo, só não enxerga enorme diferença na condução dos assuntos entre o novo diretor de seguridade e seu antecessor, quem não quer. Quantas vezes o Sasseron veio até nós conversar, olho no olho? Pelo menos o Marcel está dizendo, a quem queira ouvir, que os pontos cruciais são esses e aqueles. Se sopesarmos que o ES é um "empréstimo", como de fato é, se o dinheiro fosse seu, caro leitor, você o emprestaria a pessoas idosas? Alguém pode me chamar de discriminador, contudo, isto é pensar com a razão, deixando de lado o coração. Devido a esta prática, os pós-70 anos pagam no FQM metade do percentual de juros do produto, o que convenhamos, é elevado.

        Malgrado análises pessimistas, voltamos a renovar esperanças de que nesta segunda, na posse do otimista Medeiros na presidência da Afabb-RS, com a presença já confirmada de Marcel Barros, para que tenhamos boas notícias quanto à melhoria do ES. Se houver uma descompressão sobre a margem consignável, principal limitador atual, retirando os elementos que a onera como PAS e Capec, juntamente com o alongamento de prazo do empréstimo, já será um grande avanço posto que muitos têm limite sem possuir margem para contratá-lo.

        Vamos lá! Sejamos otimistas, pedindo apenas o que for factível. Como dizia o Alcides Santos Filho, lá em São Bento do Sul, quando lhe pediam mil coisas ao mesmo tempo: "o impossível eu faço na hora."