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domingo, 29 de julho de 2012

ENDIVIDAMENTO

        À semelhança de um país constituído, nossa casa possui enquadramento contábil onde as despesas não podem exceder as receitas. Quando isso ocorre, entramos no vermelho, um campo minado, que pode produzir uma extensão geométrica, em casos extremos, ficar fora de controle.

        No mundo assistimos a países que ou estão no limiar, caso da Itália e Espanha, ou já estão no precipício como a Grécia. Nesta condição há necessidade de um esforço conjunto de outros países, aliado a uma imposição forçada para mudança de atitude na direção de corte de gastos para se adequar ao orçamento governamental.

        Nosso planejamento familiar é idêntico. Necessitamos, às vezes, de reeducação financeira, posto que avançamos o sinal vermelho, gastando por impulso, sem extrema necessidade. Outras vezes para manter certo status que detínhamos, deixamos nos levar por ofertas de empréstimos "vantajosos" que no final nos tiram boa parte mensal de nossas receitas.

        Em nosso meio temos exemplos de pessoas que já conseguiram sair de situação extremamente difícil (e perigosa!) através de um rígido plano de contenção de gastos. Isto envolve renegociar dívidas de maiores juros, trocando-as por juros menores, de preferência sem alongar prazo existente nem pegar dinheiro "novo" na transação. Sabemos que não é tarefa fácil. Exige esforços e sacrifícios, todavia, se outros conseguiram, nós também conseguiremos.

        Há um clamor constante por melhorias no Empréstimo Simples da Previ, quer no aumento de limite quer na dilatação de prazo. Se tal ocorrer é preciso ser consciente e tomar a sábia decisão de liquidar os demais financiamentos que têm juros maiores. Não utilizar o ES para o orçamento mensal, pois neste caso, há um claro desvirtuamento de propósito, tornando o plano de saneamento inócuo. Esta consciência todos precisamos ter.

A FATÍDICA DÉCADA DE 90

        No acordo de 1997, 23 de dezembro, dois dias antes do Natal, a Previ foi dividida em dois Planos, para atender os interesses do patrocinador, que para equacionar obrigações, lançou mão de fabulosa engenharia financeira, executada com o apoio de figuras inseridas no sindicalismo bancário; da SPC; e de membros do governo FHC. Nos anos de 1995 e 1996 deixou os aposentados da Previ sem qualquer aumento anual, para forçar um fictício superávit do qual precisava lançar mão, pois era essencial à chamada reengenharia financeira. Para tanto, prejudicou muitos associados da Previ, os quais foram incluídos num Estatuto mais perverso que os anteriores. O sindicalismo bancário foi responsável para fazer o "meio de campo" com o corpo social, pois à época havia a consulta ao corpo social. Surgiram as famosas figurinhas, hoje carimbadas, como Ricardo Berzoini, atual deputado federal pelo PT; Paulo Bernardo, atual ministro das Comunicações; Sérgio Rosa, ex-presidente da Previ; José Barroso Pimentel, atual senador pelo Ceará, e o principal mentor da Resolução 26. No dizer de Ruy Brito, "a burocracia sindical parasitária" porque todos os membros, incluindo também Luís Gushiken, foram posteriormente agraciados com cargos ou mandatos altamente remunerados. Hoje vemos na Câmara um projeto de lei do Berzoini, querendo retirar o voto de minerva e proibir a distribuição de superávite ao patrocinador e ao pessoal da ativa. Sabendo que o tal PL está saindo da cabeça de um deputado que já muito nos prejudicou, desde 1997 (não é de hoje), que já teve entre nós o nome maculado, presumimos que este será, simplesmente, mais um jogo de cena. 

sexta-feira, 27 de julho de 2012

TEMPO PARA AGRADECER

        Nas últimas postagens o blog obteve visualizações acima da média, chegando ao pico de 512, quando normalmente nem chegava a 300. Pouco me importo com as críticas, todavia, preocupo-me demais com aqueles/aquelas que depositam um naco de confiança em meu trabalho; preocupação para não decepcioná-los.

        Ao amigo Marcos Cordeiro que encorajou-me a iniciar o blog e de cujo blog (previplano1) procede a maior parte dos acessos de que sou alvo, sou deveras grato.O blog do Medeiros também me auxilia bastante.E leitores ilustres, amigos de coração, sempre presentes nominalmente nos comentários. A todos a minha eterna gratidão.

        O que dói na alma profundamente é, na maioria das vezes, não poder ajudar na questão das pensionistas cujo percentual poderia atingir, no mínimo a 80%, daí até 100%. Sem demagogia, este é o maior desejo, acredito do Ari, do Marcos e do Medeiros. Pode ser uma luta inglória, mas, saibam todos, que ela continua. Irei levantar esta bandeira na próxima reunião em Balneário Camboriú.

        Estou movido pelo espírito de fraternidade, igualdade e solidariedade, sabendo que desta vida só se leva as virtudes do amor ao próximo, conforme nos ensinou Jesus Cristo. Sempre combatendo o bom combate, na expressão do apóstolo Paulo de Tarso.

        Muito obrigado a todos.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

ONTEM AABB-RJ, DIA 03 BALNEÁRIO CAMBORIÚ

        Soube no final de tarde desta terça-feira o nome do hotel onde se encontrava o meu amigo José Bernardo Medeiros. Imediatamente, liguei para o Hotel Slaviero Slim ocasião em que batemos um bom papo. Não sei se ele é gaúcho, mas a voz é inconfundível, ou foi maragato ou foi ximango. O nobre causídico se fará presente na reunião na AABB de Balneário Camboriú, convidando-me a fazer o mesmo. Pedido feito e aceito. Estarei lá na Copacabana do sul do Brasil. Segundo o Medeiros, lá também estará o Marcel Barros, novo Diretor de Seguridade da Previ. Estas reuniões nas AABBs são abertas a todos, participa quem quiser. Será na próxima semana, dia 03 de agosto, sexta-feira.

        Ontem foi na AABB do Rio, encontro que contou com a participação do Raul Avellar, o qual fazendo uma análise preliminar destacou: 

"A questão da Retirada do Patrocínio está dando 

o que falar!  No final da reunião um doutor em 

Direito que fora convidado foi encarregado de 

redigir a petição à CNPC para solicitar melhores

 condições para estudar o assunto. Quem lá 

estava foi o Marcel Barros, o novo diretor de

 Seguridade da Previ que, de maneira mansa,

 nos deu conhecimento da minuta de um projeto

 de lei do Berzoini, PLR 161/2012, que entre

 outras coisas acaba com o Voto de Minerva e 

(?)PROÍBE A DISTRIBUIÇÃO DO SUPERÁVIT

 para os patrocinadores e funcionários da ativa. 

Mas avisou que é bom nós nos botarmos em 

campo para evitar emendas que venham a 

desvirtuar a lei! Era disso que eu tinha medo: 

mudarem as leis 108 e 109 e aproveitarem a 

ocasião para, ao contrário, vierem a permitir a 

divisão do superávit, pois sabem que a Res. 26 

vai ser derrubada na justiça." (publicado nos 

comentários da postagem "Ação do IR sobre o 

Bet" no blog Previplano1)


         Será que podemos confiar no Berzoini? Ele é um dos personagens do Acordo de 1997 e tal qual o Marcel egresso do sindicalismo bancário.

domingo, 22 de julho de 2012

VOCÊ SABE O QUE É ANAPAR?


  ANAPAR - Associação Nacional dos Participantes dos Fundos de Pensão ______________________________________
•Leitura Sumária dos Estatutos
 Elaborado por:  Ebenézer Nascimento, jul/2012
 FINALIDADE:


CAPÍTULO I - DA DENOMINAÇÃO, CONSTITUIÇÃO, DURAÇÃO, SEDE E FORO


Artigo 1º - A ANAPAR, fundada no dia 24/05/2001, tem sede e foro no Distrito Federal.


Artigo 2º - A ANAPAR é uma sociedade civil sem fins lucrativos, de representação nacional, com tempo de duração ilimitado e tem caráter de representação social, cultural, jurídica e política dos participantes, ativos e assistidos, de fundos de pensão. 

REPRESENTATIVIDADE
 
Artigo 3º - A ANAPAR é órgão nacional de representação e defesa dos interesses difusos, coletivos, individuais e individuais homogêneos, dos direitos e reivindicações dos participantes, ativos e assistidos, dos fundos de pensão junto às autoridades competentes, aos poderes públicos, às empresas patrocinadoras, aos instituidores e às entidades de previdência, com jurisdição em todo o território nacional.
 EXTENSÃO DA REPRESENTATIVIDADE


Artigo 4º - A ANAPAR estende também sua representação aos servidores públicos filiados às suas respectivas previdências complemen- tares e aos servidores públicos titulares de Cargo Efetivo filiados em regimes próprios organizados em bases capitalizadas, esten- dendo ainda sua representação aos parti-cipantes de entidades de previdência abertas.
 
 

•Presidente - Garibaldi Alves Filho - Min. de Estado da Prev. Social•Subst. Pres. - Carlos Eduardo Gabas - Secr.-Exec. do Min. da Prev. Social•Titular - José Maria Rabelo - Repr. Superint. Nac. de Prev. Complementar.
•Suplente - José Roberto Ferreira - Repres. Superint. Nac. Prev. Complementar. •T - Jaime Mariz de Faria Jr. - Repr. Sec. Políticas de Prev. Complementar.
•S - José Edson da Cunha Jr. - Rep. Secretaria de Políticas Prev. Complementar.
•T - Luiz Alberto dos Santos - Representante da Casa Civil da Presidência da República
•S - Ivo Da Motta Azevedo Corrêa - Repres. da Casa Civil da Pres. da República
•T - Dyogo Henrique de Oliveira - Representante do Ministério da Fazenda
•S - Marcus Pereira Aucélio - Representante do Ministério da Fazenda
•T - Murilo Francisco Barella - Repres. Min. Planej., Orçamento e Gestão
•S - Antonio Fernando Toni - Repres. Min. Planejamento, Orçamento e Gestão
•T - Reginaldo José Camilo - Repres. Entidades Fechadas. de Previdência
•S - Nélia Maria de Campos Pozzi - Repres. Entidades Fechadas de Previdência
•T - Gema de Jesus Ribeiro Martins - Repres. dos Patrocinadores e Instituidores de planos de benefícios das entidades fechadas de prev. complementar.
•S - Marcelo Macêdo Bispo - idem•T - José Ricardo Sasseron - Repres. dos participantes e assistidos de planos de benefícios das entidades fechadas de prev. complr.
•S - Cláudia Muinhos Ricaldoni - idem
•Fonte: http://www.mpas.gov.br/arquivos/office/4_120528-164122-652.pdf


COMPOSIÇÃO da CNPC


ABRANGÊNCIA DE PODERES


Artigo 6º - A ANAPAR poderá promover, como substituta processual ou em nome de seus associados, ações civis públicas, mandados de segurança, medidas administrativas, ações judiciais de caráter coletivo, difuso, individual e individual homogêneo, e tomar todas as medidas necessárias para a defesa dos interesses dos participantes. 

PARTICIPANTES
 Artigo 5º - Todos participantes, ativos ou assistidos, das entidades de previdência complementar brasileiras, e seus parentes em até terceiro grau, poderão filiar-se individualmente à ANAPAR.
 CAPÍTULO III - DO CORPO SOCIAL


Artigo 10º - O Corpo Social da ANAPAR é composto por todos os seus associados.
 Parágrafo Único - São considerados associados todos os participantes e/ou empregados de entidades de previdência complementar, ativos e assistidos, e seus parentes em até terceiro grau, que, comprovando esta condição, solicitarem sua filiação à ANAPAR e forem aceitos, na forma deste Estatuto.
CONSELHO DELIBERATIVO


Artigo 21 - O Conselho Deliberativo, órgão de acompanhamento e superior deliberação estratégica e administrativa, será composto por 42 membros titulares.
 Artigo 22 - O Conselho Deliberativo será integrado pelos 15 diretores executivos e pelos 27 representantes regionais titulares, ou, no seu impedimento, pelos respectivos suplentes.
 ORIGEM DAS RECEITAS


Artigo 49 - Constituem receitas da ANAPAR:
 I - as contribuições vertidas pelos associados;
II - os recursos provenientes de convênios, acordos e contratos celebrados com entidades
organismos e empresas, públicas ou privadas, nacionais ou internacionais;
III - doações, legados, subvenções e outros recursos que lhe forem destinados;
IV - valores apurados na venda ou locação de bens, bem como os decorrentes de publicações, dados e informações técnicas;
V - os resultados financeiros decorrentes das
aplicações das contribuições vertidas à entidade;
VI - rendas eventuais. 

Observação sobre Receitas e Despesas
RECEITA oriunda da contribuição dos associados:
10.000 x R$ 25,00/ano = R$ 250.000,00 / 12 =
R$ 20.833,00/mês
HONORÁRIOS da Diretoria:
42 membros x R$ ? = R$ ? mês
CUSTOS FIXOS: ?
OUTRAS RECEITAS (Convênios, acordos, etc.): ?

______________________________________

        A Resolução 26 foi aprovada por unanimidade porque o Sasseron deixou o recinto da votação sem votar. A Anapar, metida a nos representar, perdeu ADIN no STF e nada mais fez desde então para combatê-la. As demais entidades estão ainda batalhando.   

        O que intriga é como foi criada. Pelo governo com certeza, pelo número de representantes que estão vinculados aos órgãos do executivo. Quem participa da executiva são todos pessoas físicas, os quais mantém seus cargos de confiança.

        Se nos lembrarmos de 1996, ano em que começaram as reformas na Previ, seus operadores foram sindicalistas a mando do governo, nominados Ricardo Berzoini (SP), Sérgio Rosa (SP), José Barroso Pimentel (CE), José Ricardo Sasseron (SP), Paulo Bernardo (Londrina), e Luís Gushiken (SP). Todos estes elementos "bolaram" o Acordo de 1997, defendendo o Acordo perante o funcionalismo, para que fosse bem aceito. Depois, foram todos "aproveitados", quando não na política (deputados ou senadores), o foram na Previ ou no BB. Esta patota criou a Anapar, que tem apenas 10 mil sócios, mas diz representar mais de um milhão de pessoas. Anapar faz tudo em ambiguidade. Joga o jogo de patrocinador e a nós, que diz defender, acontece como a ADIN que foi feita para ser derrotada.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

E SOBRE A REUNIÃO?

        Já era previsto que não haveria novidade. Foram focados dois objetivos, o primeiro, o combate mais vigoroso à velha Resolução 26, e o segundo, a mais recente minuta que já está pronta, só nos restando tentar derrubá-la, ou no legislativo ou na justiça.

        Minha intervenção deu-se na parte da manhã, na presença do presidente da Anabb, Sérgio Riede, onde sugeri que esta entidade ficasse completamente do nosso lado, deletando o artigo 2º de seus Estatutos onde reza "defender o Banco do Brasil". Logo a seguir a Cecília Garcez me interpelou dizendo que o referido artigo já foi mudado, agora é "defender a integridade do BB e de seus funcionários..." sendo já possível a Anabb ingressar com ações judiciais contra o BB. Em minha opinião a palavra "integridade" mudou quase nada o artigo. Depois, o Sérgio Riede, num discurso inflamado, citou-me nominalmente por duas vezes como se eu tivesse posto um dedo na ferida.

        Quem me causou uma enorme impressão positiva, por suas colocações sempre prudentes foi o Luiz Dalton que foi nosso candidato pela Semente. Ruy Brito, residente em Curitiba, com 82 anos, é o nosso Golias, tem muita sabedoria. Ah! se tivéssemos mais uns 10 Ruys...Igualmente o Egydio Piani. Lamentei a ausência do Tollendal, que mora em Brasília, mas está desiludido com o rolo compressor do inimigo.

        Ebenezer, outro baluarte, nos brindou com belo estudo seu, em power point, sobre a comparação do nosso fundo de pensão com alguns países cuja população é de 100 a 600 mil pessoas, nos quais a saúde funciona muito bem. Falou e expôs, além deste problema da Cassi, do caso recente da compra da Torre Matarazzo, na av. Paulista em São Paulo, segundo ele, superfaturada. Sobre este assunto, o Conselheiro Fiscal da Previ Aldo Alfano, presente ao encontro, irá averiguar. Por último, discorreu sobre a constituição da ANAPAR, de José Ricardo Sasseron, mas este assunto vou abordar numa outra postagem.

        Na estratégia referente ao foco da reunião, por consenso (este assunto foi discutido ao final quando já não estava mais Sérgio Riede, mas, seu vice, Amaral) foi delegado à Anabb, Faabb, Afabb-RJ, Afabb-SP, uma atuação ofensiva junto aos parlamentares, os relatores nas comissões, para que, este parlamentar, seja alvejado desde sua base eleitoral, pela Associação mais próxima a ela. Desde a base, já seria pré-agendada numa conversa com o parlamentar, o encontro com ele em Brasília. Na capital federal teria reunião com a assessoria parlamentar da Anabb (Amaral/Alexander) em duas frentes, quer seja a resolução 26 e a Minuta CGPC em elaboração. Juntam-se como auxiliares eleitos na reunião, Ruy Brito, Egydio Piani e Sérgio Faraco.

        Finalmente, espera-se por nova postura, muito mais atuante, das associações maiores que nos representam, Anabb, Afabb-RJ, Afabb-SP, e a própria FAABB. A Anabb é de Brasília, portanto, mais próxima físicamente do centro de poder. Amaral parece ser um dirigente a nos merecer um crédito de confiança.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

COISAS DO PASSADO


ESTE TEXTO FOI-ME ENVIADO POR VALDIR SILVA, É REPASSE, DE TANTAS MENSAGENS QUE RECEBEMOS POR E-MAIL. FOI REDIGITADO DIANTE DA IMPOSSIBILIDADE DE COPIAR/COLAR.

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Você é do tempo da Revista do Desed? Fez a prova de datilografia para entrar no Banco? Ouviu a mãe dizer: “Meu filho, pense no seu futuro, faça o curso de datilografia”? No concurso, a folha de resposta era de perfurar? Leu as histórias não-escritas no BIP? Eram ótimas, não eram? O quê?! Você não sabe o que foi o BIP? Foi o Boletim de informação ao pessoal. Ou será que você é do tempo do Bipel e do BB Net? Você ouviu ou falou em terminal burro?Enviou ordem de pagamento via telefone com aqueles codificadores: A de Aracaju, B de Bahia, C de cachorro...? Pensou que estava vendo assombração quando as teclas do telex se mexiam sozinhas? Dizem que um vigilante, ao ver pela primeira vez aquele batimento de teclas, ficou assustado, sacou o revólver e abriu fogo contra o aparelho de telex. Leu mensagens que começavam com Reseu? Na linguagem telegráfica, significava “em resposta ao seu (telegrama)”.Lembra daquele aparelho telefônico de discagem circular? Por causa dele surgiram o verbo “discar”, o substantivo “discagem” e as siglas DDD e DDI. Você alguma vez disse "o depósito caiu na vala”? Lembra do papagaio? Ele não dava o pé, mas, às vezes, dava muita dor de cabeça. Lembra do DEB744 na área dos caixas? Era nele que ficava o saldo de todos os clientes. E nele eram registrados débitos e créditos: para os depósitos, caneta azul; para os cheques, caneta vermelha. Lembra das máquinas autenticadoras? E das maquininhas calculadoras? Elas tinham um singelo apelido: Sharpinha. E a máquina de escrever, hein! A Olivetti elétrica era o máximo, uma maravilha tecnológica. Por acaso, você conheceu a guilhotina? Ah, vai dizer que não usou o mimeógrafo! Lembra do claviculário? Quando ouviu essa palavra pela primeira vez pensou que era algo relacionado a clavícula? 

Mala velha cheia

Você confeccionou talão de cheque para clientes? Lembra do jerimum? E do slip? E o goiabão? Pediram pra você pegar o alicate de puxar saldo? Lembra da igrejinha? Tomou posse fazendo juramento à CIC Funci? Não sabe o que foi a CIC? É o LIC de hoje – a mudança ocorreu entre 1996 e 1998, mas tem-se a impressão de que foi há muito tempo. Você sabe o que é espelho? Sabe o que significava precário? Conheceu algum ex-menor que ficou congelado? Viu um tal Novo Rosto? Lembra de siglas como Cesec, Retag, Plata, Cefor, Setin, Creai , Setex e Setop? O oitavado, lembra? E a burrinha? Você concorreu pela mula-mecânica? Lembra do macho-e-fêmea? Foi chamado de marajá? Quando tomou posse, caiu em trote? Procurou a máquina de achar diferença? Lavou papel-carbono? Fez assinatura do BIP? Mandaram você procurar um tal “envelope redondo para colocar uma circular”? Procurou a manivela da xérox? E a máquina de escrever em inglês? E a régua de calcular juros? Assinou um papel em branco que virou saque e serviu para pagar as despesas da festa de chegada? Foi escalado para “levar o lucro para Brasília”? O novato era convencido a viajar de ônibus para Brasília, com uma mala velha cheia de papel – e teve gente que viajou... Na qualificação para a posse você fez exame de fezes? Sim, ele era um dos exames médicos exigidos – estava lá na CIC Funci 2.2.2.”c”. Para encerrar, uma última perguntinha: você fez ou ouviu algum alívio na agência? Calma,calma,não se assuste! Foi só uma viagem ao túnel do tempo. Afinal, recordar é viver – ou morrer de rir.



domingo, 15 de julho de 2012

NEM TUDO É INCONSTITUCIONAL

        Para tudo existe uma brecha na Carta Magna, a Constituição cidadã no dizer de Ulisses Guimarães. Já perdemos Adin por não ser inconstitucional a Resolução 26, mas muito político ficha suja não deixou de exercer o mandato pela razão de não se ferir a Constituição. É assim mesmo. Nesta intrincada maiêutica Socrática, a Constituição tanto condena lambaris quanto liberta tubarões. Pode ser também: prende pobres e liberta quem tem dinheiro para pagar bons advogados de ardilosa inteligência sobre as leis.

        Vou contar o que sucedeu comigo em 2002. Neste ano fiz concurso público e ingressei no Magistério de Santa Catarina. Era o terceiro concurso, outros dois foram em 1979 (trabalhei 2 anos) e 1987 ( trabalhei 3 anos). Em ambos o motivo da saída foi por não poder conciliar horário de aula com os serviços bancários. Pois bem, neste último concurso (2002) eu já estava aposentado do BB e achei que podia excercer nova atividade tranquilamente. Ledo engano. O TC-SC (Tribunal de Contas) acusou-me de ACÚMULO DE CARGOS PÚBLICOS (CF artigo 37) vindo a sofrer processo administrativo porque estava acumulando cargo de aposentado do BB com o de professor. (Eu só havia escolhido a metade da carga horária, isto é, 20h semanais.) Parecia que a faculdade para a qual me havia formado não queria no mercado um profissional num campo tão carente de profissionais. Então, de 2004, quando se iniciou o processo até seu deslinde em 2010, foram seis anos de desgaste, de comparecimentos às fases de um processo normal. Para encurtar a história, eu só tinha uma saída: provar que meu emprego no BB era "técnico". O BB havia me dado uma declaração de que meu trabalho era "técnico-administrativo", pois a banca de advogados do estado de SC reprovou por conter o termo "administrativo". Mais uma vez recorri à Direção Geral em Brasília, e o Banco, num gesto de boa vontade, remeteu-me uma outra declaração em que dizia que meu trabalho era somente "técnico". Foi o final feliz, tendo sido arquivado meu processo.

        A Constituição só não proíbe estes cargos arranjados como o cabide de emprego em diversos órgãos: Previc, Conselho de empresas estatais, fundos de pensão, etc. onde os salários são duas ou três vezes maiores que o salário de presidente da república! Eu ganho ( e trabalho duro para isso!) 1.500,00 como professor.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

O MERCADO ACIONÁRIO

Meus caros amigos,


        A Previ, segundo o versátil Medeiros, opera, do mesmo modo como fazem as corretoras, uma "mesa" que, inclusive, tem vigilância eletrônica 24h para evitar fraudes. Tal procedimento é tido pelos especialistas como recurso alternativo para se ganhar na bolsa, mesmo quando o mercado está em baixa, situação presente nesta prolongada crise.

        Eu participei há dois anos de um "cursinho" na Corretora XP aqui da Manchester Catarinense, ocasião em que o analista dava detalhes de como procedia na hora do pregão. Dizia ele: "Pessoal, ação da Gerdau é blue-chip, é uma das mais seguras, dificilmente se perde com ela...opa! (mostrando o gráfico) olhem aqui, esta curva no final do pregão...a Gol baixou muito hoje...amanhã ela inicia subindo...etc. etc."

        Com este exemplo quero dizer que é possível se ganhar na bolsa quando ela está em baixa. Não dependemos apenas dos "pontos" que ela sobe ou desce. Depende logicamente de bons analistas desta tal "mesa" operacional e no caso da Previ, da agressividade gerencial de poderes dada pelo QG do Rio, mais exatamente do Edifício Mourisco. Parece, ainda segundo o Dr. Medeiros, que a Previ é ainda muito conservadora, daí dependermos muito mais da valorização do mercado do que destas manobras alternativas. Comparado a um jogo de futebol, em vez de jogar no ataque, o treinador prefere jogar na defensiva esperando um erro do adversário, no caso da bolsa, uma notícia alvissareira.

        Não sou um "expert" na matéria. Como se diz "é briga de cachorro grande, de quem entende", porém, já que o mercado é de alto risco (na atualidade até Petrobras, Usiminas, Eike Batista, etc., estão entre as maiores baixas) deveríamos amenizar as perdas com a compra/venda pulverizada nos moldes da alternativa "mesa de negociações". Ou, então, esperarmos pela "blindagem" que o Palácio do Planalto, via Ministério da Fazenda, dê ao BB e à Previ.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

SEM OTIMISMO SOBRA O REALISMO

        Feriado hoje em Sampa, a Bovespa não funcionou, pelo menos não caiu como os demais mercados mundiais; já amanhã deve acontecer a vazão retida provocada por crise mundial que supera 2008, onde tínhamos mais gordura para queimar e o horizonte temporal menor.

        O jornalista Carlos Chagas, de Brasília, faz uma excelente análise do cenário vindouro no Brasil, de ampla circulação na internet, sob o título "Acorda, Dilma! Eles enlouqueceram!" Diz entre outras abordagens que o aposentado brasileiro será cada vez mais penalizado, desta vez virá a Reforma da Previdência Social, desvinculando em definitivo o salário-mínimo  dos aposentados que percebem mais do mínimo. Isto significa que aposentados e pensionistas receberão cada vez menos em relação aos que estão na ativa. Para piorar, voltaremos a contribuir com o INSS, como se estivéssemos pleiteando outra aposentadoria. Ao mesmo tempo os reajustes do SM vão minguar. Não terão mais "aumento real". No máximo, vão encostar na inflação, na dependência de os juros baixarem.

        A reforma trabalhista também virá a reboque. Notadamente para surrupiar direitos ou diminuí-los até extinguirem-se por dissolução. Neste sentido, o pagamento do 13º salário poderia ser pago em doze parcelas, pagas junto com o salário do mês. Como a cada ano os vencimentos perdem parte de seu poder aquisitivo, em pouco tempo tendem a desaparecer.

        Na segunda metade do governo Dilma vai ocorrer a contenção de gastos. Além de demissões no serviço público, com freio nos investimentos em infraestrutura, educação, saúde, habitação e congêneres. Num sopro neoliberalista, poderão voltar as privatizações, entre elas a parte da Petrobras, do BB, da CEF e até dos presídios!

        Nós, aposentados do BB, já estamos sentindo o jogo duro do patrocinador, não aceitando negociar sem levar recompensa, claramente pretendendo vantagens para o pessoal da ativa, em detrimento dos inativos. Meus amigos, o jogo duro, pelo menos para nós, não é previsão. É uma dura e triste realidade.

sábado, 7 de julho de 2012

PREVI ACONSELHA

        O InfPREVI 355 traz em destaque a Saúde Financeira - Cada Investimento, Um Objetivo. Reproduzido aqui, em partes, com a finalidade de comprovar o velho ditado: "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço." Se a parcela investida em renda variável na Previ, cerca de 65% do total dos invetimentos, fosse pulverizada em outros investimentos (várias cestas), então, poderíamos ter esperanças de constantes superávites. Eis os "conselhos" do informativo:


ReferênciasHá também profissionais da área que dizem que nem todo mundo que ganha dinheiro investindo usa esse caminho. Aqueles que duvidam da diversificação da carteira possuem dois argumentos:
1) se o investidor não tiver clareza do que está fazendo pode ficar no zero a zero, pois ganha de um lado e perde do outro;
2) as maiores fortunas foram realizadas focadas em um ou em pouquíssimos investimentos. Os defensores dessa linha citam Warren Buffet, megainvestidor norte-americano.
Magalhães até concorda que grandes riscos podem trazer grandes retornos, mas lembra de que o nível educacional dos brasileiros no que tange finanças ainda é muito baixo. Para ele, se espelhar em um sujeito como Buffet pode ser extremamente perigoso, visto que uma figura como o norte-americano possui décadas de conhecimento sobre o mercado financeiro e tem condições de liquidez rápida, por exemplo. "Para a grande maioria dos investidores, me parece muito perigoso adotar uma postura de centralização. Em geral, as pessoas não sabem o que estão fazendo, não entendem o perfil de cada investimento, não conhecem os estatutos e não sabem seus limites", afirma Magalhães.
O profissional comenta que já coordenou um clube de investimento concentrado. No primeiro ano, o grupo alcançou ótima rentabilidade. Nesse cenário, uma senhora que participava do clube resolveu fazer um saque afirmando que gostaria de retirar apenas o que era referente aos juros e ele ficou incomodado. "Estávamos focados em ações e esse tipo de aplicação não tem juros, tem rendimentos. O pedido dessa senhora me deixou preocupado, pois prova que ela sequer sabia os riscos que estava correndo e tampouco entendia como o seu dinheiro estava sendo investido", analisa Magalhães.
ConhecimentoGeorges Catalão, gestor de investimentos da Lecca, é a favor da diversificação da carteira. Para ele é uma garantia maior para o patrimônio. "Os ativos podem ser relacionados ou não entre si e os movimentos podem provocar quedas ou subidas do investimento. Diversificar gera compensações e reduz as chances de perdas. Mas o fundamental é que ele tenha noção do que está fazendo", afirma Catação.
O especialista da Lecca reforça: "o investidor precisa saber quanto ele tem para investir, qual o objetivo daquele investimento e qual o horizonte. Conhecer o próprio perfil é importante para saber como diversificar".

quarta-feira, 4 de julho de 2012

O ENCONTRO DE BRASÍLIA

        Neste dia 18 a Faabb, através de sua presidente Isa Musa de Noronha, promove um encontro para discussão de problemas ligados à Previ e à Cassi, tendo como pano de fundo a propalada retirada de patrocínio do nosso Fundo de Pensão. São 36 nomes bem conhecidos no universo do PB1, dentre os quais fui inesperadamente incluído e pelo que humildemente agradeço aos promotores. Estar num encontro com mestres como Egydio Piani, Ruy Brito, Edson de Bem e Silva, Tollendal, Giongo, Rossi, Faraco, entre outros não menos expressivos, é ter a certeza de muito aprendizado. É, também, a oportunidade para se afinar o discurso, unir forças e de nutrir o lado considerado mais fraco na inglória luta para termos vez e voz na Previ, interrompidas desde a criação da LC 108/2001.

        Só lamento não ter sido convidado o nosso grande mestre Edgardo Amorim Rego, mantenedor do blog do Ed (blogdoedear.blogspot.com) nem o Dr. Medeiros, cujos blogues são de suma importância para os assistidos do PB1. No mais, é bola pra frente e tirar o máximo de proveito na reunião. À primeira vista, o meu amigo Marcos Cordeiro não deseja ir. Verei com a direção da escola onde leciono, a possibilidade de ausentar-me pois nestes dias, de 16 a 18 de julho, estaremos em Conselho de Classe.

        Caso eu for, o farei exclusivamente como mantenedor deste blog, pelo qual fui convidado. Não estarei como vice-presidente da Aapprevi. Para ouvir, debater e aprender cada vez melhor o universo intrincado de relacionamento entre BB, Previ e Assistidos. Um forte abraço a todos.


terça-feira, 3 de julho de 2012

MAIORIDADE DO REAL

        Domingo dia 1º de julho completou 18 anos o mais bem sucedido programa de estabilização econômica já colocado em prática em nossa nação tupiniquim. A data passou quase despercebida pela grande mídia brasileira se comparamos a imensa importância que o real trouxe a todos os brasileiros, com destaque para os mais necessitados economicamente. A engenharia do plano em nada deveu-se ao falastrão Fernando Henrique Cardoso, cujo único mérito foi, como ministro da Fazenda do governo Itamar Franco, reunir uma plêiade de economistas, estes sim de alto gabarito, jamais comparados aos que os sucederam. Destacamos, pois, os nomes destes heróis da economia, verdadeiros engenheiros financeiros, a quem a sociedade brasileira muito deve: Persio Arida, André Lara Resende, Gustavo Franco, Pedro Malan, Edmar Bacha, Clóvis Carvalho e Winston Fritsch.

        A inflação de mais de 45% num único mês naquele junho de 1994, deu lugar a seis pontos percentuais já no mês de julho, o primeiro mês do real. E daí em diante cada vez menos, já perdurando dezoito anos, período em que os especuladores esqueceram o "overnight" e a nossa moeda, que se desvalorizava a olho nu, ganhou notoriedade semelhante ao dólar americano, cujo valor ficou por certo tempo menor que o real.

        Hoje a nossa queixa não é mais com a moeda. É por uma lei criada também no governo FHC que deu extremos poderes ao Banco do Brasil em relação ao seu Fundo de Pensão, a LC 108/2001. Com ela os governos atuais e vindouros "deitam e rolam" em cima dos assistidos e pensionistas da Previ. E não se vislumbra quem possa ser nosso novo herói para derrubá-la, e nos devolver os direitos surrupiados.

        Ah! Fernando! Você nos prejudicou demais. Mas, muito tempo não passará sem que o mal que nos fizestes seja quitado. Mas não será por aqui, Fernando, porque o mundo é do maligno! 

domingo, 1 de julho de 2012

MINISTRO DIAS TOFFOLI

        José Antonio Dias Toffoli é ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Tem 41 anos, é formado pela USP, sem, contudo, nunca ter feito uma Pós-graduação, nem tampouco Mestrado, muito menos Doutorado. Em 1994 e 1995 foi reprovado em concurso para juiz estadual em São Paulo. Depois disso, abriu um escritório e começou a atuar em movimentos populares. Nessa militância, aproximou-se do deputado federal Arlindo Chinaglia e deu o grande salto na carreira ao unir-se ao PT. Em Brasília, aproximou-se de Lula e José Dirceu, que o escolheram para ser o advogado das campanhas 1998, 2002 e 2006. Com a vitória de Lula, foi nomeado Subchefe de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, então comandada por José Dirceu. Com a queda do chefe, pediu demissão e voltou à banca privada. Longe do governo, trabalhou na campanha para a reeleição de Lula, serviço que lhe rendeu 1 milhão de reais em honorários. No segundo mandato, voltou ao governo como chefe da Advocacia-Geral da União. Um dos empecilhos mais incontornáveis para ele é sua visceral ligação com o PT, especialmente com o ex-ministro José Dirceu, o chefe do mensalão. De todos os ministros indicados por Lula para o Supremo, Toffoli é o que tem mais proximidade política e ideológica com o presidente e o partido. Sua carreira confunde-se com a trajetória de militante petista – essa simbiose é, ao fundo e ao cabo, a única justificativa para que Lula no dia 23/10/2009 o tivesse nomeado como ministro do STF.
        Em dois de agosto, Toffoli será um dos juízes a julgar o chamado “mensalão”. Podemos esperar dele total isenção?