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quinta-feira, 28 de junho de 2012

VENTOS DA MUDANÇA



        Boa notícia lemos no sítio da Previ sobre a aquisição de 91% de prédio comercial, ainda na planta, localizado na Avenida Paulista, capital do estado mais rico do Brasil. O terreno de 11.896m2 vai abrigar 13 pavimentos que produzirão 22.052m2 de área locada no futuro. Eis o que disse o diretor de investimentos da Previ, Renê Sanda: “além da expectativa de valorização do empreendimento, a receita de longo prazo assegurada pela locação do imóvel dará importante contribuição para o fluxo de caixa necessário ao pagamento de benefícios futuros aos nossos participantes”.
Lemos também no sítio da Previ: “A política e Diretrizes da Previ para o período 2012-2018 privilegia investimentos em prédios comerciais e shopping centers. O volume total de investimentos no setor imobiliário chegou, em março de 2012, a R$ 6,8 bilhões...” valor que agora se agrega aos R$ 345 milhões que serão investidos na Torre Matarazzo. E completa a informação: “Em 2011, a rentabilidade do segmento imobiliário foi de aproximadamente 32%, significativamente superior ao índice de referência, INPC + 9% a.a., equivalente a 15,63%, no mesmo período.
        O que mais anima é a mudança de rumo das aplicações da Previ. Esperamos que não pare por aí. Imóveis são aplicações seguras, de ótima valorização. Pelo menos não são voláteis como o mercado de ações.
        Aproveitando a brisa da diversificação, sugiro ao Renê Sanda que olhe com mais carinho para o ES. Existe um número considerável de associados e pensionistas endividados em outros lugares, como a Cooperforte, Crediscoop, Poupex, etc, que cobram juros de 1,4% até 2,4% ao mês. Se a Previ criasse outra linha de empréstimo simples, adicional ao que já existe, elevando a taxa de juros para atender o atuarial, exemplo 8% a.a. + INPC, realizando com este empréstimo uma espécie de “compra de dívidas” ou “troca” como queiram, além de ser vantajoso para o Fundo, também os associados seriam os mais beneficiados com a drástica redução dos juros pagos.
Cito meu caso como exemplo: tenho na Cooperforte saldo devedor de 34.000,00 em 60 X 945,00 + 30 X 170,00 de incorporação de capital. Se a Previ comprasse esta dívida, jogando-a para o ES2, teríamos no primeiros 12 meses uma prestação de aproximadamente 700,00.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

BASILEIA III


        Se algum dia o BB vier a se retirar da Previ o motivo único será para se adequar ao Acordo de Basileia III que nada mais é do que um mecanismo de prevenção internacional, aprovado pelo países do G-20, para evitar crises de liquidez. No pior momento da crise, as incertezas pesaram sobre a qualidade dos balanços, a solvabilidade dos bancos e os riscos ligados à interdependência entre eles, podendo a insolvência de uma instituição provocar a insolvência de uma outra, no chamado “efeito dominó”. Tal fato pode levar a uma crise de confiança e de liquidez generalizada. Em outras palavras, o Acordo de Basileia III deve forçar os bancos a aumentarem suas reservas de capital para se protegerem das crises. Isto implica em triplicar, passando a 7%, o total de suas reservas de proteção contra uma futura crise.  Os países do G-20, incluindo o Brasil, levaram em consideração o papel do sistema financeiro no financiamento da economia real; aliado ao caráter internacional das instituições financeiras, e o custo final suportado pelos Estados, principalmente através dos planos de resgate (em última análise o tesouro dos países é a garantia das instituições financeiras) com recursos públicos; e acordaram como legítima essa intervenção coordenada por parte dos agentes reguladores internacionais, baseados na cidade suíça de Basileia.
        O Banco do Brasil terá de cumprir o estabelecido por este Acordo entre 2013 até 2015. E todos os lançamentos contábeis utilizados pelo Banco, referente a ganhos do Fundo de Pensão do qual é o patrocinador, não foram aceitos como legítimos pela comunidade internacional. Os sete e meio bilhões não estão atravessados apenas em nossa garganta. Lá fora eles também consideraram ilegal. Foi maquilagem de balanço, arranjo espúrio, garfada no alheio, sob a proteção da Resolução 26. Como a crise atual deve perdurar por mais de um ano e na pouca possibilidade de novos superávites no curto prazo, o BB não terá outra saída a não ser tentar passar a mão grande nas reservas da Previ.
        Não fosse este Acordo de Basileia 3, a ser implantado até 2015 começando em 2013, não estaria sendo tramada esta Minuta CNPC para “regulamentar” a matéria da retirada do patrocínio. Tudo estaria como dantes no reino de Abrantes.

sábado, 23 de junho de 2012

NA MESMA TECLA, DE NOVO.

        Segundo o governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo, que teve um recente encontro com a presidente Dilma Rousseff, o cenário é ruim sobre a economia mundial descrito no Palácio do Planalto. A Europa está em crise, os Estados Unidos em estagnação e há perspectivas de redução do crescimento na China e na Índia.

        Este quadro nos remete que o mar não está para peixe. Se governos estaduais estão apertando o cinto na contenção de gastos, deve ocorrer o mesmo no plano doméstico. Há casos de comprometimento da renda superior a 60% restando muito pouco para os demais encargos familiares.

        A Previ poderia ajudar alongando o prazo do empréstimo simples. Bastaria este procedimento para decrescer a prestação, de vez que a taxa de juros cobrada é, de fato, a mais baixa do mercado.

        Já na Cooperforte, a taxa de juros deveria estar mais baixa. Se na captação de recursos há uma remuneração ao poupador em torno de 0,65% ao mês, não faz sentido cobrar três vezes mais do tomador, num “spread” elevadíssimo. A direção da Cooperforte tem obrigação de atender os desejos da presidência da república em baixar os juros na rede bancária. Pena que os prepotentes dirigentes de nossa cooperativa não sejam sensíveis aos clamores do governo,  da sociedade e dos associados que lhe proporcionam uma inadimplência de percentual desprezível. Daqui do blog envio um apelo ao presidente José Valdir Ribeiro dos Reis, da Cooperforte de Brasília, para baixar para 1,30% ao mês a taxa de juros dos financiamentos de 60 meses. Nestes termos pede deferimento.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

CAPACIDADE DE PERSUADIR

        O documento final da Rio+20 redigido sob a égide da nossa presidenta, um dia antes tão criticado pelo Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, passou a ser elogiado um dia depois da crítica, como num passe de mágica.

        Sobre o documento, Dilma Rousseff havia declarado dias antes quando voltara do México, do encontro do G-20, que "se na Europa de poucos países estava difícil um consenso, que dizer, então, da Rio mais vinte com tantas nações agrupadas?". 

        De fato, não é fácil Sr.ª Presidenta. Mas o que deve aparecer é a realidade. Não é um documento bonito, acabado, consensual, juridicamente perfeito, mas que mascara uma realidade nua e crua. Não basta vontade para que haja avanços. Aliás, bastaria sim, se fosse a vontade de todos, notadamente dos maiores, Estados Unidos como referência. Contudo o Tio Sam não está no Rio. Cada país tem seu interesse econômico e a exemplo do Tratado de Kyoto, a Rio+20 será um novo fracasso.

        Ban Ki-moon (moon=lua) mudou de opinião fácil. A lua também muda de fases. Quem mudou a opinião crítica do Secretário da ONU foi a capacidade de persuasão do governo brasileiro. Nós conseguimos maquiar quase tudo que acontece no Brasil. Temos os maiores avanços do mundo, acabamos com a fome e a miséria; o acordo florestal por aqui foi exemplar; a Rio+20 um sucesso retumbante! E nós, brasileiros, estamos de narizes avermelhados. "Yes, We have red noses!"

quarta-feira, 20 de junho de 2012

POIS PINTEM O SETE!!!


        A possibilidade de retirada do patrocínio sempre existiu; no momento estão apenas lhe dando um "upgrade" como se fosse uma velha fotografia em preto e branco que agora precisa de nuances para deixar bem claro os "direitos" do patrocinador numa "eventual" e segundo a Anapar remotíssima possibilidade de saída do instituidor.

        José Ricardo Sasseron e Cláudia Muinhos Ricaldoni, vice e presidente da ANAPAR, já pediram em 2007 para que fosse criada a Previc, com urgência. Hoje qualquer integrante do PB1 sabe que de nada adiantou para nós; aliás, estamos pagando para sermos ferrados. Esta mesma entidade, em 2011 entrou no STF com pedido de Adin contra a Resolução 26, segundo muitos, exatamente de uma forma para não produzir o efeito desejado. Mais um gol contra.
Agora, os dois paladinos vêm nos dizer que “não devemos nos preocupar, que é importante que os participantes vinculados a empresas públicas se envolvam com o tema, para que tenhamos uma regulamentação mais favorável aos participantes. No entanto, a possibilidade de haver retirada em  grandes fundos como Previ, Petros e Funcef é remotíssima.
Mesmo porque não faz nenhum sentido um 
Governo que acaba  de aprovar a criação do 
fundo de previdência dos servidores 
públicos no Congresso Nacional retirar o 
patrocínio dos planos  das principais empresas
estatais que controla."

        É possível acreditar em quem, por duas vezes num lastro de cinco anos, teve dois erros que prejudicaram os assistidos? Na maior cara-de-pau dizem que “é importante nos envolvermos com o tema para obtermos condições mais favoráveis a nós.” Não é esta, em tese, a bandeira da ANAPAR? Haja paciência, sr. Sasseron. O senhor esteve por quatro anos na diretoria de Seguridade da Previ e já está há mais de cinco anos na Anapar com que finalidade???

        Não fossem as Associações independentes como a nossa AAPPREVI, mais o empenho pessoal de valorosos colegas que se doam à nossa causa sem nada pedir em troca, caso de Ruy Brito, Tollendal, Edgardo Amorim, Marcos Cordeiro, Edison de Bem, Rossi e tantos outros abnegados, esta nova pintura do sete não teria a repercussão que felizmente está tendo.


domingo, 17 de junho de 2012

SANTA INGENUIDADE

Colegas associados do PB1,

      Ilustre anônimo alertou-me que seria infantilidade acreditar que o BB se retiraria do PB1 sem deixar ao menos o tentáculo da Brasilprev para continuar ingerindo e gerindo nosso fundo de pensão. Este argumento em hipótese alguma pode ser descartado, e até bem possível de acontecer, dada a letargia da maior parte de nós. Vimos as coisas acontecerem e ficamos de braços cruzados, sedados, sem forças para reagir.
      É um fato a perda de memória de grande parte dos associados, até mesmo de acontecimentos recentes como a grande divisão acontecida em 1997, que jamais poderia ter acontecido, aliada ao rombo de 11 bilhões causado pelo BB em nosso fundo, fatos ocorridos como se fossem absolutamente "normais".
      Como discípulo de Cristo, no Evangelho de Mateus 10:16 está dito: "Sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes." Porque nós somos ovelhas no meio de lobos. Não desejo citar quem são os lobos, mas todos já os conhecemos. E por que Cristo além das pombas também nos pede para nos espelharmos nas serpentes? Porque as serpentes, quando atacadas, se defendem desferindo veneno letal. Precisamos nos defender...a todo custo. Vamos acordar desta profunda letargia...aquele que sofrer de Alzheimer peça ajuda a algum familiar; quem tiver mais bem preparado que ajude o menos favorecido.
      Precisamos tirar de nossos pensamentos a ideia de que tudo cai do céu; que o Banco só quer o nosso bem; que não precisamos lutar. Já passou da hora de nos acautelarmos, entrarmos na trincheira e defender, como se defende um prato de comida, nossas aposentadorias.

sábado, 16 de junho de 2012

PREVIC - AJUDA OU ATRAPALHA?

        A Previc foi criada em 2008 pelo então presidente Luís Inácio da Silva, uma mente brilhante, tão brilhante que até hoje, grande percentual de brasileiros(as) o idolatram.

        À época de sua criação houve uma cirrada disputa por cargos entre os partidos de sustentação ao governo, principalmente PT e PMDB. O ex-presidente Lula, inteligentemente, extinguiu uma Secretaria (Previdência Complementar) do Ministério da Previdência, cujos componentes eram pagos com o erário público, e ao mesmo tempo criou a Previc, a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (que bem poderia chamar-se SUNAPRECO, não acham?) com o diferencial de não mais ser custeada pelo Governo, mas paga pelos próprios fundos; como a Previ, o maior deles e o mais rico, paga mais que todos, em cotas quadrimestrais, antecipadas, algo em torno de três milhões/ano.

Existe um "Guia Previc" cujo artigo 7 diz:

O principal papel do órgão supervisor é assegurar que a gestão dos fundos de pensão garanta os direitos dos participantes como o pagamento dos benefícios conforme contratado. Nesse sentido, a Previc pretende agir de três formas:


/ Educando e fornecendo a conselheiros e dirigentes as diretrizes de gestão;


/ Orientando e recomendando ações a serem tomadas pelos fundos de pensão quando das visitas presenciais das equipes de fiscalização; e


/ Determinando ações ou punindo os responsáveis que falharem persistentemente contra os interesses dos participantes e assistidos.
 

        Este último item, que eu sublinhei, me arrepiou. Pensei, ôba! temos defensores ali...mas logo me veio à mente alguns fatos recentes como a interferência da Previc no STJ na polêmica Cesta Alimentação; e agora, no caso da minuta CNPC em que o José Maria Rabelo disse não entender porque tanta repercussão, pois nada vai acontecer...

        Por estes "amigos", traiçoeiros, que criaram a autarquia para que nós pagássemos a conta, deputados que criaram a lei, Ricardo Pena Pinheiro, José Barroso Pimentel, Paulo Bernardo (mentores da Resolução 26), que nos têm como marionetes; é que estamos vivendo pesadelos, noites mal dormidas, inquietação. Tudo porque neles jamais podemos confiar.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

TERRORISMO OU PREOCUPAÇÃO?

        Não sabemos bem como será a redação final da Minuta CNPC que está sendo costurada no Ministério da Previdência Social. O resultado, ou sua configuração final, sai no próximo dia 25. Falam que a Lei sempre permitiu a saída de qualquer patrocinador. Já deixaram seus planos muitas empresas, todas privadas. Também se fala que agora se está "apenas" regulamentando algo que a lei não clarificou. Ledo engano. Estão fazendo o colchão de liquidez para o BB. Esta "regulamentação" dirigida para a Previ sob a roupagem de "geral" é simplesmente uma preparação para uma saída, com tudo o que tiver e o que não tiver direito, do nosso patrocinador. A Resolução 26 já provou, pela teoria de Arquimedes, que basta uma alavanca e um ponto de apoio para mover o mundo. Este governo sabe muito bem onde quer chegar. Isso passa, sem sombras de dúvidas, pela Minuta CNPC que servirá de alicerce para uma nova e definitiva resolução: a retirada do patrocinador. Que seja a de número 13 do ano de 2013 para marcar bem o governo autor da ferrada total aos aposentados de PB1.

        João Rossi Neto, aplaudido pelo Valentim, escreveu no blog da Cecília verdades nuas e cristalinas sobre a real situação do BB. À certa altura, ele diz: "Na realidade, esses R$13.4 bilhões, efetivamente, são rombos que estão em suspensos na contabilidade do banco. Apesar de estarem acobertados pela CVM, não são bem vistos e aceitos pelas Instituições Financeiras Internacionais em suas acuradas análises de balanços. Para destinação da Reserva de Contingência é necessário que o Projeto de Resolução seja aprovado, na forma do texto objeto posto em Consulta Pública, onde os artigos 9 e 10 permitem a reversão da Reserva de Contingência, caso o BB solicite a retirada do seu patrocínio da PREVI. Em consequência, de fato existe o risco do banco pedir para sair da nossa Caixa, no curto prazo."

Mais cedo ou mais tarde, o BB terá que pagar essa fortuna que, para mim, não deixa de ser "Ativo Podre". De onde virão os recursos para isso? Evidentemente, o BB deve estar contando com o dinheiro da Reserva Especial ou da Reserva de Contingência."

E mais adiante diz bem claramente o que poderá acontecer com o PB1: "

        "Se for aprovado o Projeto de Resolução para retirada do patrocínio, sem alteração no texto original, terá acesso ao terceiro filão que é a "Reserva de Contingência". Este, sem dúvida, vai ser o golpe mais duro e contundente sobre o patrimônio aportado na PREVI."

        Portanto, meus amigos e minhas amigas, não se trata de terrorismo barato. Estamos com justa razão muito preocupados com esta possibilidade de o Banco levar demais, deixando o nosso fundo muito descapitalizado. Nos restará receber o que de direito individualmente ou migrar para outra EFPC autorizada a funcionar no país. Serve a Anabbprev? 



 

 

terça-feira, 12 de junho de 2012

LISTA DE PEDIDOS

        Aproveitando a data, tal qual fazem os "pombinhos apaixonados" neste dia, vou me dirigir à Previ e ao Banco do Brasil para renovar uma série de pedidos feitos ao longo dos anos e ainda não atendidos:

-Extinção da Parcela-Previ.

-Cumprimento do Acordo de 2010.

-Aumento real/anual além do INPC.

-Elevação do teto das Pensionistas p/ 100%.

-Concessão dos 360/360 para quem contribuiu

 na ativa ou como aposentado.

-Reajuste anual no mês de janeiro.

-Aumento substancial no prazo e no limite do

 Empréstimo Simples.

-Aplicação imediata do cap. 20 da LC 109/2001

  cumprindo a revisão dos benefícios.

-Desembolso imediato de parte do Banco para

  cumprir o pagamento do BET dos pré-67. Este

  é encargo do Banco do Brasil, não da conta da

  Reserva Especial.

-Que o governo compreenda que somos aposen-

  tados merecedores daquilo que contribuímos, 

  e olhe para nós, não para o Banco do Brasil, e

  que tenha a compreensão que PESSOA JURÍ-

  DICA, JAMAIS, pode ser beneficiária de Fundo

  Pensão.

- ........ (demais pedidos, nos comentários)


domingo, 10 de junho de 2012

A COMISSÃO DA VERDADE

        A chamada Comissão da Verdade,uma espécie da quarto poder da República, pela ordem o Executivo, Legislativo, Judiciário e a CV (não confundir com Comando Vermelho que é outra coisa bem distinta) foi criada pela presidente Dilma Rousseff com a finalidade de reparar, fazer justiça e ressarcir os danos causados pela ditadura militar brasileira. A primeira indenizada foi a própria presidente que abriu mão generosamente em pról de Entidades afins com a causa.
        À época feroz da ditadura, eu estudava o curso Científico no Colégio Educacional Gov. Celso Ramos, em Joinville-SC, e numa das doze matérias curriculares, a Educação Moral e Cívica, o professor dizia que as constantes intervenções militares no Brasil devia-se ao fato de que os civis não estavam preparados para exercer o poder com estabilidade. Em outras palavras, quis dizer que os civis "aprontavam das suas" obrigando a intervenção militar. Teria sido assim com Jânio Quadros e João Goulart.
Isso, contudo, não justifica a sangrenta ditadura que tivemos! Nem pensar que eu seja a favor dela! Longe disso...o que eu quero dizer é que os militares agiam como poder moderador, que existia desde os tempos do Império.
        Voltemos a 2012, conhecendo a lista dos sete mais, selecionados pela nossa querida presidente:

Gilson Dipp - É ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) desde 1998 e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desde 2011. Também preside a comissão designada pelo Senado para elaborar um novo Código Penal. Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, foi corregedor-nacional de Justiça de 2008 a 2010 e presidente da comissão designada pelo Senado para elaborar um novo Código Penal.



João Paulo Cavalcanti Filho - Graduado em Direito, atua como advogado, escritor e consultor. Foi presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), autarquia vinculada ao Ministério da Justiça Brasileiro. Também atuou como ministro interino da Justiça no governo José Sarney e secretário-geral do Ministério da Justiça.


Rosa Maria Cardoso da Cunha - Doutora em Ciência Política pelo Instituto Universitário de Pesquisa do Rio de Janeiro (Iuperj), é advogada criminalista, professora e escritora. Amiga de Dilma, foi advogada da presidente durante a ditadura militar. Também foi membro do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária (de 1999 a 2002) e subsecretária de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (de 1991 a 1994).


Paulo Sérgio Pinheiro - Professor, escritor e consultor, é relator da Infância da Comissão Interamericana de Direitos Humanos. Doutor em Ciência Política pela Université de Paris I, foi secretário especial de Direitos Humanos e relator do Programa Nacional de Direitos Humanos. Atuou como relator da ONU para a Situação dos Direitos Humanos em Burundi (1995-1998) e em Myanmar (2000-2008).


Cláudio Fonteles - Foi procurador-geral da República de 2003 a 2005, no governo Lula. Na década de 60, atuou em movimento político estudantil e foi membro grupo Ação Popular (AP), que comandou a União Nacional dos Estudantes (UNE). Mestre em Direito pela Universidade de Brasília, também coordenou, em 1991, a Câmara Criminal e a antiga Secretaria de Defesa dos Direitos Individuais e Interesses Difusos (Secodid). Atualmente, é membro do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa.


Maria Rita Kehl - Doutora em psicanálise pela PUC-SP, atua como psicanalista, ensaísta, crítica literária, poetisa e cronista. Foi editora do Jornal Movimento, um dos mais importantes nomes do jornalismo alternativo durante o regime militar no Brasil.


José Carlos Dias - Advogado criminalista, foi ministro da Justiça entre 1999 e 2000, no governo Fernando Henrique Cardoso. Graduado pela Faculdade de Direito em São Paulo, também foi secretário da Justiça do Estado de São Paulo (de 1983 a 1986) e presidiu a Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo, da qual é, atualmente, conselheiro. É autor de dois livros de poesia: Miragens do meu deserto (Editora Talarico, 1953) e Vozes perdidas (Editora Saraiva).

        Fico imaginando uma comissão semelhante atuando na Argentina, de Videla a Gualtieri. Talvez lá os hermanos não possam dar-se ao luxo de gastar 4 bilhões de reais em indenizações. Ou em Cuba, país amigo do Brasil, onde ainda hoje existem prisioneiros políticos.
        Meus amigos, é para frente que se anda. São as atitudes que desenvolvem um país. Respondam-me: Por que o Japão que importa 80% de suas matérias-primas e possui uma ínfima extensão territorial é a SEGUNDA economia do mundo??? Por que o Brasil, com toda essa riqueza cantada em prosa e verso é apenas a oitava? Respondam-me, se puderem.

sábado, 9 de junho de 2012

REAJUSTE DE JUNHO

        Forma de cálculo depende da data de concessão do benefício. O Estatuto vigente a partir de 4/3/1980 estabeleceu critérios diferenciados para reajuste dos complementos. Confira:

- Participante filiado até 3/3/1980 com benefício concedido até 23/12/1997 o reajuste da PREVI é aplicado sobre o benefício global (INSS + PREVI).


- Para quem se filiou ao Plano a partir de 4/3/1980 o índice de reajuste incide sobre o complemento PREVI.

(Fonte site Previ)

        Vale lembrar que para os do primeiro grupo  (reajuste complementar) a parcela do INSS foi reajustada em janeiro mas foi decrescido da parcela da Previ. Isto é mais uma anomalia do sistema ou dos estatutos, posto que não se pode diminuir salário pela CF. No caso específico deste ano, o reajuste do INSS em janeiro foi maior que o reajuste de junho. Isso quer dizer que, proporcionalmente, tivemos diminuição maior na parcela Previ. Com esta prática, ao longo dos anos, a parte do INSS vai ficar cada vez maior e a parte paga pela Previ cada vez menor. O correto é que haja correção em janeiro somente sobre a parte do INSS, sem mexer na parcela da Previ, ficando esta para ser  aumentada isoladamente em junho. Como, aliás, vem sendo feito com o reajuste suplementar. Não podemos ter dois pesos e duas medidas. Se formos à justiça, sairemos vitoriosos pois está sendo feito algo inconstitucional.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

EM COMUNHÃO COM A AAPPREVI

        Estamos juntos com o dileto amigo Marcos Cordeiro de Andrade, nosso comandante-em-chefe das forças oposicionistas, para, em nome de milhares de associados, reagir veementemente contra esta minuta dirigida, que está sendo editada, de governo para governo, pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar. Nesse sentido, já está pronta nova minuta preparada pelo Dr. José Tadeu de Almeida Brito, encomendada pela nossa Associação:

http://www.aapprevi.com.br/minuta_cnpc.pdf   -  Para ler a minuta original do CNPC


http://www.aapprevi.com.br/minuta_revisada.pdf - Para ver pari passu as modificações


http://www.aapprevi.com.br/minuta_revisada_alt.pdf - Para ver a minuta revisada


        Digno de nota é destacar que o Dr. Tadeu, a pedido da Aapprevi, dedicou-se integralmente a este estudo, até pela exiguidade de tempo com que nossos algozes nos querem fazer engolir certas decisões. Tiveram mais de dez anos para regular a matéria e agora querem fazê-lo a toque de caixa. Porque isso tem objetivo bem definido: preparar o terreno para novos golpes rasteiros contra os associados, à semelhança da Resolução 26.

        A colaboração de todos poderá vir através de novos sócios para a Aapprevi. Já está bem provado que somos uma Associação digna de crédito, que não desperdiça sua preciosa contribuição. Tudo é revertido a nosso favor.




ENTENDENDO O SOBE DESCE

        Ilustríssimo Anônimo opinou na postagem anterior que a inflação de junho será maior que a de maio, que definiu nosso parco aumento. É bem provável que tenha fundamento seu palpite pelos inúmeros fatores que acabam influenciando o INPC.
        Em maio a perspectiva dos economistas era de uma inflação até superior a de abril, pois estava acontecendo uma alta da moeda americana, que segundo eles, fatalmente acabaria por elevar o índice. Não foi bem assim. O governo mexeu os pauzinhos, até para reanimar o mercado interno, neutralizando os aumentos em outros setores. Assim é que o feijão e o arroz, que todo mundo come, subiram bastante em maio; em contrapartida as passagens aéreas, que nem todo mundo usa, tiveram um decréscimo de 10,2%; carros usados também houve queda nos preços. Tais fatos vêm corroborrar de como é intrincada a composição ou a "cesta" de produtos integrantes que decidem a inflação. 
        O Ministério da Fazenda, espertamente, segurou o aumento dos combustíveis, já há muito defasado segundo Graça Foster, presidenta da Petrobras, mas não poderá segurá-lo agora em junho, e todos sabemos do efeito devastador desse aumento na inflação, porque é uma reação em cadeia. É neste item que a opinião do Anônimo deve ser relevada.
        Uma boa notícia é que "descobriu-se" ser a crise europeia somente política, não econômica. Graças a Deus! Por conta disso, a bolsa paulista hoje subiu 3,19% e vai continuar subindo porque a crise política é mais facilmente solucionável do que a financeira. Hoje é feriado de Corpus Christi e amanhã será um dia ameno na bolsa. Semana que vem saberemos se estamos, de fato, em águas mais tranquilas. Bom feriado a todos.

quarta-feira, 6 de junho de 2012

INPC SAI DAQUI A POUCO

        O IBGE divulga no seu sítio www.ibge.org.br agora pela manhã, o INPC referente ao mês de maio que fecha o ano para revisão inflacionária de nosso reajuste. Estarei na escola, retornando ao meio-dia. Até as 7h da manhã, o Instituto ainda não havia colocado em sua página na internet. Ficamos no aguardo para saber. Será divulgado nos "comentários" desta postagem. Até mais.

segunda-feira, 4 de junho de 2012

O JUDEU JÁ FOI


"Um dia vieram e levaram meu vizinho que era judeu. Como não sou judeu, não me incomodei.
No dia seguinte, vieram e levaram meu outro vizinho que era comunista. Como não sou comunista, não me incomodei.
No terceiro dia vieram e levaram meu vizinho católico. Como não sou católico, não me incomodei.
No quarto dia, vieram e me levaram; já não havia mais ninguém para reclamar..."
Martin Niemöller, 1933


        Sinal de alerta da hora é a Minuta do CNPC - Conselho Nacional de Previdência Complementar, que regulariza as normas para eventual saída do patrocinador. A referida Minuta, do jeito que está redigida, não define nada especificamente, pontualmente, apenas genericamente, onde reside o perigo. Ou seja, as normas não estão claras. Na eventualidade do patrocinador sair levará o quê? Mudará o quê? E o Plano continua como? É certo que, à semelhança da Resolução 26, o grande visado será o nosso PB1. É ali que reside o maior interesse do patrocinador. Os nossos defensores, destaco o Rui Brito, o Edison de Bem, o Edegardo Amorim do Rego, entre outros; e também a Faabb e Aapprevi pelas associações, estão bem atentos, e diferentemente da Resolução 26, estão batalhando nos bastidores e já pediram a interferência do ministro da Previdência Garibaldi Alves Filho, alertando-o do prejuízo a que estamos sujeito caso assim seja aprovada. Com efeito, poderemos ter consequências desastrosas para o lado dos associados. Tomara que seja somente fumaça, sem fogo. E que o governo petista não passe à história como destruidor de aposentadorias privadas. Os direitos adquiridos deverão ser preservados. Não se mudam as regras com o jogo em andamento.
        Já nos levaram o judeu. Vamos cuidar do comunista, do católico e de nós mesmos.

sábado, 2 de junho de 2012

JUROS POR FORA, POR DENTRO E EMBUTIDOS


        Nos empréstimos, os bancos brasileiros cobram juros embutindo-os nas prestações fixas, assim se cobra 12, 24, 36...parcelas iguais até o final do contrato.
        Esta semana, fiz um empréstimo novo na última porta que ainda se achava aberta: a Crediscoop, de São Paulo. Agradeço ao gerente Madeira que concedeu-me sete mil, apesar de lhe ter pleiteado oito. Grato, Madeira, em breve nada mais pedirei de empréstimos a ninguém. Mas, prosseguindo, a Crediscoop é uma cooperativa tal qual a nossa Cooperforte. Sua sistemática de cobrança de juros é diferente. Em vez de prestações iguais e sucessivas, a sistemática ali é de prestações decrescentes, que acabam sendo mais justas para com o tomador. Justas porque se você paga a primeira, não deve mais X mas X-1; resultando que na segunda prestação o capital emprestado diminuiu, daí a prestação também. Neste sistema em que pese a taxa de juros de 2,4% ao mês, o montante final de juros é menor. Vejam a simulação de 1.000,00 em 24 meses
A primeira parcela é de 66,05 e a 24ª é de 42,59. As simulações podem ser feitas no site www.crediscoop.com.br
Eles também NÃO cobram o seguro prestamista, nada obstante, o empréstimo ter o seguro.
        Que tal a Cooperforte proceder da mesma forma? Afinal, cooperativas não visam ao lucro.
        Não consegui um simulado na Cooperforte. Eles somente simulam uma situação real. Devemos ter o máximo do cuidado quando se fala em taxa de juros. A maquininha HP12-C desmascara qualquer embute.
        Um excelente final de semana a todos e a todas.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

TRÁFICO DE INFLUÊNCIA

        Hoje vou deixar de lado a crise econômica que mais parece uma forte gripe neste início de inverno. Vou falar sobre um assunto que muitos não gostam. Antes de tudo, quero dizer que não sou simpático ao PSDB, muito menos ao seu líder FHC, que muito mais nos prejudicou na Previ do que seu sucessor e agora a sucessora. Este preâmbulo é para falar da "entrevista" concedida na noite de ontem ao SBT, ao Programa do apresentador Carlos Massa, mais conhecido pelo apelido de "Ratinho", pelo ex-presidente Lula.
        Acompanhei em parte devido a enjoos provocados pelo asco que a fala do sindicalista suscita em meu metabolismo. O trecho marcante aconteceu quando Ratinho quis saber sobre a Saúde, ponderando que "sai e entra governo e continua um caos". O ex-presidente Lula disse com todas as letras que a causa foi a eliminação da CPMF, que a Oposição lhe impôs porque simplesmente não gosta dele, que fizeram um grande mal, não a ele, Lula; mas, ao sofrido povo brasileiro. E deu a entender que se a CPMF tivesse continuidade, hoje, todos teriam o mesmo tratamento hospitalar que ele mesmo teve, por ocasião de sua grave doença na garganta.
        Esta afirmativa não corresponde à realidade pelos seguintes motivos:
a) logo após a suspensão da cobrança da CPMF (que não era dinheiro carimbado - isto é, fazia parte da arrecadação geral de impostos), o ministro Guido Mantega criou novos impostos "compensatórios", o maior deles, o dobro da alíquota do IOF cobrado já a partir de 03.01 do mesmo ano que saía a CPMF. Esta atitude resultou numa arrecadação maior do que antes. Daí se prova, por A + B que este argumento de Lula foi mentiroso.
b) Outra prova é ainda mais contundente em relação à mentira da argumentação: quem for inteligente pode deduzir facilmente. Quando da vigência da CPMF a Saúde no Brasil era exemplar, muito melhor do que agora??? Evidente que a resposta é não.
        Além da entrevista ter sido concedida para promover a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad à prefeitura de São Paulo, o que por si só deflagra um provocante desrespeito à Legislação Eleitoral brasileira, o petulante Lula se superou ao responder ao apresentador Massa, se iria concorrer novamente à presidência em 2.014. "A preferência é da companheira Dilma, mas, se ela não quiser, eu não deixarei que um "tucano" assuma de novo a presidência!"
        Segundo o Rei Lula, sem modéstia, quem manda aqui é ele. E não importa o aviso do Alto que o bem mais precioso é a saúde. Mesmo fragilizado, não perde a prepotência. Falta mais de dois anos para 2014 e não importa quem seja o candidato opositor; Aécio, Serra, FHC, ou outro que possivelmente possa surgir...todos são demônios de quem o nosso Reizinho irá nos salvar!
        Em 26 de abril de 2012, houve uma "reunião" no gabinete do ex-ministro Nelson Jobim, com Lula e Gilmar Mendes. Segundo Gilmar, em revelação tardia de um mês, houve um pedido a ele para protelar o julgamento do mensalão no STF. Em troca, Gilmar seria "poupado" de envolvimento no escândalo de Carlinhos Cachoeira. Mais uma tentativa de adiar o julgamento que, segundo o próprio STF, já está maduro. Pode, até, já estar podre.
        O povo brasileiro, simples e humilde em sua maioria; politizados e esclarecidos em sua minoria, precisa dar uma resposta a esta arrogância de quem se julga acima das leis. Somos um país rico, existindo riquezas para todos a longo prazo. Mas, um dia elas acabam. Como exportamos apenas matérias-primas, estamos fazendo quase nada no que é essencial: o crescimento sustentável. Ele passa por educação integral, tecnológica, onde estamos na traseira. E na infraestrutura para circular bem nossas riquezas. È preciso cortar gastos, acabar com a corrupção em todos os níveis, enxugar a máquina administrativa. A lista é grande do que precisa ser feito.