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segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

AS CHAPAS ESTÃO NO FORNO

        Embora ainda nada se fale abertamente, a movimentação nos bastidores estão à toda movimentação. Por tradição, o patrocinador costuma apoiar ou até montar uma chapa; a Anabb outra; a Contraf-Cut idem; a Faabb com suas Afas; e uma chapa independente de oposição.
        A nossa chapa de oposição, segundo o Juarez Barbosa, já está formada para a Cassi. Para a Previ está em fase final. Estamos todos curiosos para saber a nominata. Logo, logo todos saberemos.
        Nós temos pessoal altamente competente já sobejamente conhecidos de todos. Precisamos de união, do engajamento da maioria dos aposentados, que está muito difícil de acontecer a julgar pelas reuniões de debates e pelos protestos frustrados acontecidos recentemente.
        Por outro lado, nossos adversários estão super preparados tendo seu público-alvo eleitor maior entre os da ativa, e tendo a Anabb, numa espécie de quartel-general, os endereços da maioria dos aposentados que são bombardeados com a propaganda via correio.
        Só nos resta o corpo-a-corpo, a militância em cada cidade, as redes sociais e os poucos blogues que temos à disposição.
        Vamos à luta! Desistir jamais!

domingo, 29 de janeiro de 2012

AÇÃO JUDICIAL RMI

        Uma das ações judiciais que tenho patrocinada pela Aapprevi é a assim chamada RMI ou Renda Mensal Inicial. Esta ação visa a reparar quem entrou no Banco amparado por um Estatuto e se aposentou amparado por outro(s).
        O Banco teve três Estatutos: o de 1967, considerado o melhor para o funcionalismo; o de 1980, pior que o de 1967; e o mais recente datado de 23.12.1997 que mais prejudicou o funcionalismo pois foi nele que surgiu a malfadada Parcela-Previ.
        No meu caso, ingressei no Banco em 23.12.1974, exatamente 23 anos antes do último Estatuto do qual "escapei" posto que aposentei-me em 31.03.1997. Portanto, entrei sob o Estatuto de 1967 e aposentei-me sob o Estatuto de 1980.
        Pois na terça passada, em audiência no TRT-RJ houve o julgamento do mérito no qual o juiz mandou proceder os cálculos de todos (dez pessoas), não sem um pedido formal da Previ e do BB para a exclusão de meu nome, com a alegação de que não fora prejudicado pelo Estatuto de 1980.
        O escritório Silvio Manhães já requereu a reinclusão do meu nome ao senhor juiz do TRT.
        Alguém já viu um Estatuto ser feito para substituir um anterior sem prejuízos para o trabalhador? Claro que não. Graças a Deus a justiça trabalhista também tem esta convicção. 

sábado, 28 de janeiro de 2012

O VERBO ADEQUAR

        Outro verbo que frequentemente gera dúvidas é o adequar. Ele é verbo defectivo porque lhe falta algumas formas nas pessoas ou nos tempos em sua conjugação.
        Já li alhures que só existem umas vinte pessoas no Brasil inteiro que sabem conjugá-lo perfeitamente e gostaria muito que doravante este número tivesse uma ascenção vertical.
        Então vamos deixar de lado os entretantos e vamos logo aos finalmentes:

adequar 

Somente se conjuga nas formas arrizotônicas,
isto é, onde o acento tônico (não gráfico) cai 
fora da raiz, também chamada de radical.
Então, vamos esmiuçar:

    ADEQU  =  raiz ou radical
    A = vogal temática de 1ª conjugação
    R = desinência do infinitivo verbal

Assim, no presente do indicativo temos apenas a primeira e segunda pessoa do plural que se enquadram na definição, quais sejam:

Nós adequamos (acento tônico no 2º "a")
Vós adequais     ( idem )


Destarte, não existem as formas "eu adequo, tu adequas, ele adequa nem eles adequam".


É errado escrever ou falar "eu não me adequo ao novo padrão de jogo da equipe". O correto é substituir neste caso o verbo adequar por um sinônimo, como por exemplo "ajustar ou enquadrar":
"Eu não me ajusto ao novo padrão..."
ou "eu não me enquadro no novo padrão..."


        E não adianta achar que o acento no "u" vai tornar possível seu uso. O "u" faz parte da raiz, portanto, segue a regra.
"Ela não se adeqúa em vez de adéqua" (o acento gráfico aqui não existe; coloquei só para realçar)
Ambas as formas estão incorretas.


        Olho vivo no nosso querido português. Vamos procurar errar o menos possível.
 
 

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CESTA ALIMENTAÇÃO 2ª INSTÂNCIA

23/01/2012 às 16:47 Protocolada Petição ao Relator  
Protocolo: 11156 Peticionante: Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil PREVI Reitera-se os termos a defesa e pugna-se a que , a luz da jurispudencia moderna do Superior de Justiça.


Esta foi a mais recente movimentação do meu processo Cesta Alimentação(*). Os advogados da Previ, Fabrício Zir Bothomé e Giovana Michelin Letti, reiteram a defesa deles com base na "jurisprudência moderna" do STJ.
Aquela mesma que aconteceu ano passado, onde os membros do STJ cederam às pressões da Previ e da Previc de que se fossem pagos os pleitos os Fundos de Pensão "quebrariam".
Deve ter sido por causa disso que o AERUS quebrou, não é mesmo?
Neste país causa muita revolta a incoerência dos tribunais, principalmente os superiores, pela mudança de postura ao sabor da vontade do Executivo. Aliás, numa democracia séria, os membros do Poder Judiciário em hipótese alguma poderia ser nomeados pelo Executivo. Causa uma relação de favor. O Judiciário é um poder independente, e como tal, ele próprio deveria ter seu meio de nomeação.
Mas, nós estamos no Brasil. E este, definitivamente, não é um país sério. 


(*)Meu processo é mais "antigo" e foi iniciado num Escritório de Rio do Sul - Anaprevis - portanto, não está (como os demais que possuo em outros reclames) confiado à AAPPREVI, que iniciou este procedimento jurídico mais tarde. 

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

SENHORA PRESIDENTA

        O Diário Oficial da União já adotou o vocábulo "presidenta" nos atos e despachos iniciais de Dilma Rousseff. Na verdade, a ordem partiu dela que assim quer ser chamada e ponto final.
        O leitor Hélio Fontes, aqui de Santa Catarina, envia um texto interessante intitulado "A Vernácula" que aqui reproduzo em partes por ser demais convincente:


"No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante.
Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente.
Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
 
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a
ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os
sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é
PRESIDENTE, e não "presidenta",
independentemente do sexo que tenha.


Se diz capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz a estudante, e
não "estudanta"; se diz a adolescente, e não "adolescenta"; se diz a
paciente, e não "pacienta".


Um bom exemplo seria:


"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizantas, não tem o direito de
violentar o pobre português, só para ficar contenta."

        Aí está em alto e bom som um mau exemplo que comprova que quem não é do ramo, não deve meter-se a sabido. Não é possível criar neologismo de termo consagrado no idioma. Como diz o Fontes, ela não tem o direito de violentar o nosso pobre português. Eu só mudaria o termo "pobre" por "rico" e emendaria no fabuloso texto de "Língua Portuguesa" do nosso estupendo Olavo Bilac:


"Última flor do Lácio, inculta e bela,
És, a um tempo, esplendor e sepultura:
Ouro nativo, que na ganga impura
A bruta mina entre os cascalhos vela...

Amo-te assim, desconhecida e obscura.
Tuba de alto clangor, lira singela,
Que tens o trom e o silvo da procela,
E o arrolo da saudade e da ternura!

Amo o teu viço agreste e o teu aroma
De virgens selvas e de oceano largo!
Amo-te, ó rude e doloroso idioma,

em que da voz materna ouvi: "meu filho!",
E em que Camões chorou, no exílio amargo,
O gênio sem ventura e o amor sem brilho! "

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

UMA PERGUNTA TOLA

        Uma perguntinha marota, destas que se você fizer para a Previ com certeza não obterá resposta, foi feita por Célio Vilela no blog do Medeiros:

        "A Previ existe para o pessoal da ativa ou para os aposentados?"

        Ao pessoal da ativa foi reservada parcela do Benefício Especial Temporário cuja base de cálculo foi feita sobre o valor que cada aposentado recebe da Previ. Mas, seus salários ainda são pagos pelo Banco do Brasil, como podem ter uma base de cálculo se ainda não recebem pela Previ???

        Esta é mais uma excrescência do acordo fajuto realizado em novembro de 2010 no qual o dono da bola, o BB, deitou e rolou em suas abusivas imposições. Para ele BB, o Acordo tinha que privilegiar o próprio banco e seus funcionários. A estes proporcionou um fantástico ganho indireto, assim como, quer agora fazer com seus executivos no valor do teto da aposentadoria. Tudo com aval do governo e da Previc - órgão criado no governo Lula exclusivamente para servir aos patrões, num extraordinário cabide de emprego custeado pelos próprios fundos de pensão, isto é, por todos nós.

        Nossa dignidade está ultrajada. Enquanto existir este apoderamento dos patrocinadores sobre as EFPCs, "legalizado" pela Resolução nº 26 pelo maldito senador José Barroso Pimentel - maldito para nós aposentados, mas para o governo do PT ele é um grande bendito - continuaremos com nossos salários ultrajados, tamanha é diferença de correção a que fazemos jus pelo que preconiza a Lei Complentar 109/2001 - cap. XX:
"qualquer superávit será usado para melhoria dos benefícios" (sic)

        Então, meu caro Célio Vilela, a resposta para a sua pergunta está na música do Bob Dylan: "The answer my friend is blowing in the wind."
(A resposta meu amigo está soprada no vento)

sábado, 21 de janeiro de 2012

VOCÊ SABE O QUE É MEME?

        Segundo a Wikipedia, o termo meme foi criado em 1976 por Richard Dawkins no seu bestseller "O Gene Egoísta", é para a memória o análogo do gene na genética, a sua unidade mínima.

        O assunto surgiu de repente, em função de um comercial veiculado na TV, da Execut Negócios Imobiliários em que o colunista Gerardo Rabelo faz o comercial onde  dizia que toda a família está reunida "menos Luiza que está no Canadá."

        A frase virou "meme", isto é, foi reproduzida à exaustão nas redes sociais. A repercussão foi tão grande que precipitou o retorno de Luiza cuja chegada ao Brasil aconteceu nesta sexta, 20. Concedeu entrevista à Rede Globo e já gravou comercial para a mesma empresa, agora ela própria como adquirente de um apartamento no Boulevard Saint German.

        Fenômeno na internet, as redes sociais têm a capacidade de fazer as coisas acontecerem naturalmente, simplesmente por esta capacidade de repercutir memeticamente conhecida como "meme mania".

        Essa moderna forma de "imposição", de fazer acontecer, de provocar o deslinde, é a "arma secreta" do consciente coletivo capaz de derrubar ditadores do poder, como aconteceu na chamada "primavera árabe" e agora no Brasil, com a garota Luiza Rabelo.

        Talvez surja entre nós do Plano de Benefícios Nº 1 da Previ alguma mente brilhante capaz de imaginar um bem bolado comercial, ainda que no campo ideal, sem materializar, envolvendo BB X PREVI X Associados, semelhante ao que a Execut produziu.

        Mas aqui entra a criatividade, a sutileza, o segredo dos mestres. As redes sociais são apenas as ondas de transmissão onde acontece o meme.

        Haverá algum gênio entre nós? 

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

ACRÔNIMO

Acrônimo é uma abreviatura ou sigla formado de letras ou sílabas iniciais de palavras,  ou conjunto  delas, sendo exemplo a nossa grande PETROBRAS, extraído de PETRÓleo BRASileiro.
Com os acrônimos não valem as regras gramaticais de acentuação gráfica. Assim, Petrobras jamais terá acento, contrariando a regra de que todas as oxítonas terminadas em A, E, O, seguidas ou não de "S" são acentuadas.
Em nosso meio temos inúmeros exemplos de acrônimos: BB, AABB, ANABB(ops! até esta!), FAABB, a nossa querida AAPPREVI - que significa Associação dos Aposentados e Pensionistas da Previ.
Por falar em Aapprevi lembrei-me de que não podemos deixar a peteca cair, e batalhar para que, seu número de sócios cresça cada vez mais. Especialmente porque, à frente está o nosso grande Marcos Cordeiro de Andrade, escritor como poucos neste país, e já merecedor de uma cadeira na ABL.O vice-financeiro, Gilvan é destas pessoas que carregam o piano. Parece até que foi para ele que Cristo falou: "Gilvan, ame teu próximo como a ti mesmo." Pois ele segue à risca este mandamento. Muito me orgulho estar no mesmo barco que Marcos e Gilvan. Somente por esta constatação já valeria ser sócio da Aapprevi. Com toda a certeza o Espírito Santo de Deus protege nossa Associação. Ela foi gerada para atender os mais fracos. Principalmente as pensionistas. Não vamos parar nossa luta enquanto elas não recebam os 100%. O Plano de Benefícios nº 1 comporta este procedimento. É um plano que tem a capacidade de absorver, porque a tendência é ter mais e mais superávites. 
O BB não precisa do NOSSO plano de Benefícios agora! Ele terá todinho no final, quando acabar o plano com a morte do último de nós. Não seja ganancioso BB! Espere o seu tempo chegar.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SISTEMA DE VOTAÇÃO

        Há um questionamento muito grande quanto à forma do sistema de votação da Previ/Cassi, notadamente, pela precária confiabilidade, com grande possibilidade de manipulação de resultados.

        Recentemente, numa troca de correspondência com o Fernando Branquinho, morador de Brasília-DF, dizia-me, como petista de carteirinha que é, que não confiava no sistema da Previ, falava com conhecimento de causa, posto que já havia participado de alguns escrutínios.

        Lê-se nos comentários do último post do amigo Marcos Cordeiro, "Invalidez Ultrajada", que há grande descontentamento nas eleições da Previ justamente porque gera muita desconfiança.

        Qual seria um bom método ou sistema para substituir o que está em uso? Voto de papel com urna (modo antigo)? Urnas eletrônicas? Terceirização do sistema? São indagações que todos podem responder, e a mais votada poderia ser implementada. Penso que o Juarez Barbosa, pela sua versatilidade na informática, poderia fazer uma votação no seu blog, uma espécie de enquete cujo resultado seria entregue pelo próprio na sede da Previ, já que ele é habitante da cidade do Rio de Janeiro. Ou de outra forma, como diz sempre o Juarez. "s.m.j."

        O fato cristalino é que o sistema precisa mudar. Já!!! Para esta eleição de 2012. Não podemos mais esperar por lisura e probidade.

        Como diz o Dr. Medeiros: "DELENDA CARTHAGO! MUDANÇAS JÁ"
 

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

TENDÊNCIAS NA PREVI

Politicas de Investimentos: direcionamento dos investimentos Na elaboração das Políticas de Investimentos para o período de 2012 a 2018, uma das estratégias é a diversificação dos ativos.

Isso mesmo: diversificação dos ativos. Eles ouvem os clamores que vêm dos blogues, dos comentários dos blogues. O diretor de Planejamento Vitor Paulo Gonçalves, sucessor da Cecília Garcez, diz que as metas para o período 2012-2018 permanecerão inalteradas, porém, poderá haver diversificação de ativos. Se a taxa de juros anual cair mais como previsto, a tendência é que se opte pelos papeis de renda fixa. Mas, será feito paulatinamente, sem atropelos. A cada três meses é feita uma análise por técnicos da Previ onde são feitos ajustes. Vai ser priorizado o dividendo que a empresa gerar, não o papel da ação em si. Deste modo procura-se receber à vista mais da metade dos recursos necessários para um contingente cada vez mais crescente de beneficiários.


Plano1
No Plano 1, a Política de Investimentos 2012-2018 vai priorizar, na renda variável, aplicações em empresas com grande capacidade de distribuição de dividendos.
"Por se tratar de um plano em fase madura, ou seja, com crescente desembolso, os ganhos devem vir dos dividendos e não necessariamente dos ganhos de capital proporcionados pelas ações. E essas empresas e setores geralmente propiciam uma remuneração adequada em períodos de queda de juros", afirma o diretor. Dessa forma, a tendência será de redução dos investimentos em bolsa no Plano 1, mas com muito cuidado para evitar perdas com a venda de ações em momentos de baixa. Na renda fixa, a gestão dos investimentos será mais ativa, com busca de alternativas atraentes, além dos títulos públicos.

domingo, 15 de janeiro de 2012

EIKE BATISTA E O X DA QUESTÃO

        Em dezembro último foi publicado no blog www.tribunadaimprensa.com.br matéria transcrita da Revista Adusp onde o sr. Ildo Sauer, ex-diretor da Petrobras, conta como foi descoberto o pré-sal, bem como o extraordinário lobby do ex-ministro José Dirceu para entregar a Eike Batista a maior parte das reservas.
        Como disse, a entrevista na íntegra pode ser lida no blog acima. Portanto, para não me alongar, mas para ratificar meu comentário vou retirar apenas trechos das declarações de Ildo Sauer.

        Inicialmente Sauer diz que "  O Lula foi avisado em 2006 e a Dilma também, de que agora um novo modelo geológico havia sido descoberto, cuja dimensão era gigantesca, não se sabia quanto. Então, obviamente, do ponto de vista político, naquele momento a nossa posição, de muitos diretores da Petrobras, principalmente eu e Gabrielli, que tínhamos mais afinidade política com a proposta do PT de antigamente, a abandonada, achávamos que tinha que parar com todo e qualquer leilão, como aliás foi promessa de campanha do Lula."

        Ele diz " e a Dilma também " porque ela era à época a Ministra das Minas e Energia do governo Lula, obviamente a pasta mais interligada à área de exploração energética. E prossegue o senhor Ildo:

"Na transição, ainda a Dilma falou, “não vai ter mais leilão”. Mas se subjugaram às grandes pressões e mantiveram os leilões. Fernando Henrique fez quatro, Lula fez cinco. Lula entregou mais áreas e mais campos para a iniciativa privada do petróleo do que Fernando Henrique.
Um ex-ministro do governo Lula e dois do governo FHC foram assessorar Eike Batista. O que caberia a um governo que primasse por dignidade? Cancelar o leilão. Por que não foi feito? Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, estavam nessa empreitada”

        E houve pressão sobre Lula: 

Muitos movimentos sociais foram a Brasília, nós falávamos com os parlamentares, os sindicatos foram protestar. O Clube de Engenharia, que é a voz dos engenheiros, mandou uma carta ao Lula, em 2007, pedindo para nunca mais fazer leilão."

        Mas, muitas vezes, o coração e o dinheiro falam mais alto que os interesses da nação:

Em 2005-6, o [Rodolfo] Landim, o queridinho do Lula e da Dilma, saiu da Petrobras. Porque o consultor da OGX, do grupo X, do senhor [Eike] Batista, era o ex-ministro da Casa Civil (José Dirceu), e ele sugeriu então que Eike entrasse no petróleo. Aí ele contratou o Landim, que começou a arquitetar. Como o centro nevrálgico da estratégia da Petrobras é a gerência executiva de exploração, o geólogo Paulo Mendonça, nascido em Portugal, formado aqui na USP, e o Landim, articularam para em 2007 criar uma empresa nova, a partir dos técnicos da Petrobras. E o senhor Batista queimou alguns milhões de dólares para assinar os contratos e dar as luvas desses novos cargos, que estavam dentro da Petrobras mas, desde que o Landim foi trabalhar com o senhor Batista, ele já estava lá para arrancar de dentro da Petrobras esses técnicos."

        O que qualquer governo sério faria neste caso?


O que caberia a um governo que primasse por um mínimo de dignidade para preservar o interesse público? Cancelar o leilão e processar esses caras que saíram da Petrobras com segredos estratégicos. Por que não foi feito? Porque tanto Lula, quanto Dilma, quanto os ex-ministros, os dois do governo anterior e um do governo Lula, estavam nessa empreitada."

"Revista Adusp: Quem era o ex-ministro?


Ildo Sauer - O ex-chefe da Casa Civil, antecessor de Dilma.

Revista Adusp: José Dirceu?

Ildo Sauer - É, ele foi assessor do Eike Batista, consultor. Para ele, não era do governo, ele pegou contrato de consultoria, para dar assistência nas negociações com a Bolívia, com a Venezuela e aqui dentro. Ele [Dirceu] me disse que fez isso. Do ponto de vista legal, nenhuma recriminação contra ele, digamos assim. Eu tenho (recriminação)contra o governo que permitiu se fazer."

        Sempre as famosas consultorias semelhantes aquelas recentes de Antonio Palocci, Luiz Gushiken, Fernando Pimentel, todos discípulos de José Dirceu.

E hoje ele [Eike] anuncia ter 10 bilhões de barris já, que valem US$ 100 bilhões. Até então, esse senhor Batista era um milionário, tinha cerca de US$ 200 milhões. Todo mundo já sabia que o Pré-Sal existia, menos o público, porque o governo não anunciou publicamente."

        E o que isto tem a ver conosco da Previ? Para quem não sabe, nossas aplicações em ações estão muito concentradas. A Petrobras é uma destas empresas em que temos grandes investimentos em papeis. Se houve maracutaia para tirar dela (Petrobras) a exploração, evidentemente, quem sai perdendo somos nós e todo o povo brasileiro. É menos dividendos, menos lucros, menos tudo.
O PSDB começou a privatização, enriqueceu alguns dos seus, e o PT/PMDB continuou. Falo de FHC e seus asseclas e de Lula com os seus. Por ventura, não estão as grandes figuras da Nova República, da plena democracia, todos ricos?
        Eu gostaria que o Amaury Júnior, autor da Privataria Tucana, escrevesse um livro sobre os meandros do Pré-Sal. Se, por acaso, ele não puder por alguma razão, convocaria o Ivo Patarra, que escreveu "O Chefe" a fazer o mesmo.
        O que mais doi no bolso é ver o grande ex-presidente sujando suas mãos de petróleo, enaltecendo e ufanando a glória de possuirmos o Pré-Sal. O senhor Eike Batista, pelo que se sabe, é dono de quase a metade. Um senhor abençoado por Deus. Nem Salomão, rei de Israel, foi tão rico quanto ele.


     ".... Tudo que ele (Eike) tinha de ativo: a equipe recrutada da Petrobras e os blocos generosamente leiloados por Lula e Dilma. Só isso. Eu denunciei isso já em 2008. Publicamente, em tudo quanto é lugar que eu fui, eu venho falando para que ficasse registrado antes que ele anunciasse as suas descobertas. Porque fui alertado pelos geólogos de que lá tinha muito petróleo.
Foi um acordo que chegaram a fazer, numa conversa entre Pedro Malan, Rodolpho Tourinho e a então ministra-chefe da Casa Civil (Dilma), em novembro, antes do leilão. O Lula chegou a concordar, segundo disse o pessoal do MST e os sindicalistas, em acabar com o leilão. Mas esse imbroglio, de o empresário ter gasto dezenas de milhões de dólares para recrutar equipe e apoio político nos dois governos fez com que eles mantivessem… Tiraram o filé-mignon, mas mantiveram o contra-filé. O contra-filé é alguém que hoje anuncia ser o oitavo homem mais rico do mundo.
E tudo foi mediante essa operação no seio do governo. Contra a recomendação dos técnicos da Petrobras, do Clube de Engenharia, do sindicalismo. Foi a maior entrega da história do Brasil. O ato mais entreguista da história brasileira, em termos econômicos. Pior, foi dos processos de acumulação primitiva mais extraordinários da história do capitalismo mundial. Alguém sai do nada e em três anos tem uma fortuna de bilhões de dólares.
A Petrobras durante a vida inteira conseguiu descobrir 20 bilhões de barris de petróleo, antes do Pré-Sal. Este senhor, está no site da OGX, já tem 10 bilhões de barris consolidados. Os Estados Unidos inteiros têm 29,4 bilhões de barris. Ele anuncia que estará produzindo, em breve, 1,4 milhão de barris por dia — o mesmo que a Líbia produz hoje."

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

DILMA POR SI

        O colunista Carlos Chagas de Brasília, no blog do Cláudio Humberto de hoje, traz importante revelação sobre a possível nova conduta da presidente:

 
13/01/2012 | 09:00
"Lula a Dilma: O que você fizer está bem
Surpresa no encontro da presidente Dilma com o ex-presidente Lula, ontem, em São Paulo: em vez de sugerir e até de orientar a sucessora, como fez quando da formação do ministério, há pouco mais de um ano, o antecessor praticamente saltou de banda e, com todo o carinho, saiu-se com a observação de “o que você fizer está bem feito”. Quer dizer, trocar ministros torna-se problema cada vez mais da exclusiva alçada de Dilma, sempre com menor ingerência do Lula, por vontade própria."

        Pode significar uma desvinculação da diretoria da Previ, cujo presidente Ricardo Flores, foi nomeação pessoal do ex-presidente. Pode ser que não, pois a chefe do Planalto não é lá tão independente assim.
        Seja como for, não deixa de ser uma boa notícia. É sempre muito ruim alguém governar à sombra de outra pessoa.
        Alguém poderia imaginar uma mulher sendo nomeada presidente da Previ? Verdade é que para seu ministério a presidente já nomeou muitas senhoras, podendo em breve começar a acontecer nos segundos escalões.
        E uma nova reforma ministerial se avizinha. Quem sabe teremos mais surpresas. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

PALÍNDROMO

        Palíndromo é o nome que se dá quando podemos ler uma palavra ou frase em ambos os sentidos - tanto da esquerda para a direita ou vice-versa.

        Exemplos:  arara - subi no ônibus - a man, a plan, a canal, Panama.

        Lembrei-me deste vocábulo da língua para chegar à matemática, na qual a semelhança de números iguais repetidos chama-se dízima periódica.

        A mais famosa e enigmática dízima periódica se encontra no livro de Apocalipse, do Novo Testamento, caracterizada pelo número da besta, que afinal é número de homem, e seu número é 666.

        Diz o trecho do livro literalmente: "16Faz também com que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos recebam uma marca na mão direita ou na fronte, 17para que ninguém possa comprar ou vender se não tiver a marca, o nome da Besta ou o número do seu nome.
18Aqui é preciso discernimento! Quem é inteligente calcule o número da Besta, pois é número de homem: seu número é 666!"
(Apocalipse 13:16-18)

        Após muitas hipóteses aventadas nestes vinte séculos, o enigma parece ter chegado ao fim. Hoje está cada vez mais evidente tratar-se do chip eletrônico, o suprassumo da informática. Cada dia mais nossos dados sigilosos e pessoais estão armazenados nesta minúscula maravilha.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

AO BANCO NÃO INTERESSA

        O colega Carlos Trigueiro, do Rio de Janeiro, participando no blog do Juarez disse ter ouvido de Célia Larichia, conselheira deliberativa eleita da Previ, que qualquer proposição colocada na pauta para discussão a favor dos aposentados, tinha incontinênti uma resposta clichê para justificar a sua retirada da pauta: "Ao Banco não interessa."
            Até mesmo a simples transferência da data-base do reajuste anual de junho para janeiro de cada ano, já previamente aquiescida pelo Banco, tem, segundo Trigueiro, esta resposta pronta.
        Os eleitos de fato deixam-se abater por simples respostas burocráticas. É preciso que saibam honrar os milhares de votos que receberam. A Previ não é uma ditadura. Você tem todo o direito de reclamar, protestar, exigir. Para este fim foram eleitos William Bento, Mirian Fochi, Célia Larichia, Romildo Gouveia Pinto, Marco Geovanne,  Vitor Paulo , Ricardo Sasseron, etc.
        Estes eleitos podem formar um "bloco" de oposição dentro da Previ, trocar "figurinhas", debater entre si as melhores estratégias para assegurar aos associados todos os seus direitos e conquistas. É muito cômodo receber mensalmente polpudo salário e nos virar as costas. Podem denunciar o abuso do BB no fundo, até mesmo junto à Previc, que tem o dever de nos defender, pois para isto está sendo regiamente remunerada.
        Que a Anabb se abstenha de lançar nova chapa neste pleito de 2012. Para quê? Para continuar no status-quo não adianta. Porém, não perderão a oportunidade de conseguir novos cargos.
        Na minha delegacia, todos seriam presos por improbidade administrativa.       

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

OS INFILTRADOS

        Estamos à beira da formação de chapas de oposição para concorrer as eleições na Cassi e na Previ, previstas para abril/maio deste ano.
        Quem está na coordenação de nomes, pré-candidatos aos diversos cargos nos variados conselhos existentes, é nosso fabuloso colega, carioca de boa cepa, Raul Avellar.
        Um tarefa um tanto ácida para o amigo Raul, posto que embora uma chapa de oposição não tenha lá muito cacife, principalmente pela sua pouca estrutura financeira; não faltará renhida disputa pela conquista de espaço no preenchimento da nominata. Há, inclusive, quem afirme que o cargo de Conselheiro Fiscal, por ter o voto de qualidade a nosso favor, tem tanta ou mais importância que o cargo de Diretor de Seguridade, que é limitado pelo voto de minerva a nosso desfavor.
        Infelizmente, a Aapprevi não cederá nenhum de seus nomes de diretoria, devido ao seu Estatuto que impede tal prática. No lado oposto, há grupos como o "Acorda BB", um dos mais interessados na composição das chapas, onde temos nomes como o sr. Hamilton Omar Biscalquini, conhecido por defender a Faabb e sua presidenta Isa Musa; e ainda o sr. José Milton Bertoco, um petista de carteirinha, que certamente defende a situação na Previ.
        Diagnostico essas pessoas de "infiltradas" que se porventura a chapa de oposição obtiver êxito, terá, indubitavelmente elementos da "situação" no seu bojo, trabalhando contra os nossos principais anelos.

Joinville(SC), 10 de janeiro de 2012.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

O ANEL

Recebi por email há cerca de seis meses. Repasso-o porque achei extremamente didático. Faz-nos lembrar a passagem bíblica em que Jesus diz: "Valei mais, muito mais, que as aves do céu que vosso Pai celeste alimenta todos os dias". Mt 6:26

"Um aluno chegou a seu professor com um problema:

---Venho aqui, professor, porque me sinto tão pouca coisa que não tenho força para fazer nada, que não faço nada bem, que sou lerdo e muito idiota. Como posso melhorar? O que posso fazer para que me valorizem mais?

O professor sem olhá-lo, disse:

---Sinto muito meu jovem, mas agora não posso ajudá-lo. Devo primeiro resolver meu próprio problema. Talvez, depois.

E fazendo uma pausa falou:

---Se você me ajudar, eu posso resolver meu problema com mais rapidez e depois, talvez, possa ajudar você a resolver o seu...

---Claro, professor! ---Gaguejou o jovem, mas se sentiu outra vez desvalorizado.

O professor tirou um anel que usava no dedo mínimo, deu ao garoto e disse:

---Monte no cavalo e vá até o mercado. Deve vender esse anel porque tenho que pagar uma dívida. É preciso que obtenha pelo anel o máximo possível, mas não aceite menos que uma moeda de ouro.

---Vá e volte com a moeda o mais rápido possível!

O jovem pegou o anel e partiu.

Mal chegou ao mercado começou a oferecer o anel aos mercadores. Eles olhavam com algum interesse, até quando o jovem dizia o quanto pretendia pelo anel.

Quando o jovem mencionava uma moeda de ouro, alguns riam, outros saiam sem ao menos olhar para ele, mas só um velhinho foi amável a ponto de explicar que uma moeda de ouro era muito valiosa para comprar um anel.

Tentando ajudar o jovem, chegaram a oferecer uma moeda de prata e uma xícara de cobre, mas o jovem seguia as instruções de não aceitar menos que uma moeda de ouro e recusava as ofertas.

Depois de oferecer a joia a todos que passavam pelo mercado, abatido pelo fracasso montou no cavalo e voltou.

O jovem desejou ter uma moeda de ouro para que ele mesmo pudesse comprar o anel, assim livrando a preocupação de seu professor para, assim, poder receber a sua ajuda e conselhos.

Entrou na casa e disse:

---Professor, sinto muito, mas é impossível conseguir o que me pediu. Talvez pudesse conseguir duas ou três moedas de prata, mas não acho que se possa enganar ninguém sobre o valor do anel.

---Importante o que me disse, meu jovem. 
Contestou sorridente o professor. Devemos saber primeiro o valor do anel. Volte a montar o cavalo e vá até o joalheiro. Quem melhor para saber o valor exato do anel? Diga que quer vender o anel e pergunte quanto ele dá por ele. Mas não importa o quanto ele lhe ofereça, não o venda. Volte aqui com meu anel.

O jovem foi até o joalheiro e lhe deu o anel para examinar. O joalheiro examinou o anel com uma lupa, pesou o anel e disse:

---Diga ao professor que, se ele quer vender agora, não posso dar mais que 58 moedas de ouro.

---58 MOEDAS DE OURO!!! ---Exclamou o jovem.

---Sim, replicou o joalheiro, eu sei que com tempo eu poderia oferecer cerca de 70 moedas, mas se a venda é urgente...

O jovem correu emocionado à casa do professor para contar o que ocorreu.

---Sente-se. ---Disse o professor.

E depois de ouvir tudo o que o jovem lhe contou, falou calmamente:

---Você é como esse anel, uma joia valiosa e única. Só pode ser avaliada por um especialista. Pensava que qualquer um podia descobrir o seu verdadeiro valor?

E dizendo isso voltou a colocar o anel no dedo.

Todos nós somos como essa joia. Valiosos e únicos, andamos por todos os mercados da vida pretendendo que pessoas inexperientes nos valorizem.

Somente o especialista, Jesus Cristo, o Grande Joalheiro, sabe o seu real valor.
Por isso, nunca aceite que a vida desminta isso...

Repense o seu valor!

(autor desconhecido)

sábado, 7 de janeiro de 2012

FAZ ANOS, FEZ DIAS

Ainda no caso do verbo haver quando formar locução com um verbo auxiliar, este também fica invariável. Assim: Deve haver muitas pessoas ali (e não devem haver). Outros exemplos:
-Costumava haver ( e não costumavam haver) muitos clientes no restaurante aos domingos.
-Pode haver ( e não podem haver) diversos compradores para a casa.

Um lembrete: Quando haver significa ter , e não existir, ele admite singular e plural. Observe as frases seguintes:
-Ainda não haviam sido feitas as correções. (Ainda não tinham sido feitas...)
-Se houvessem (tivessem) comprado a fábrica, não teriam do que se arrepender.

FAZ ANOS, FEZ DIAS

Fazer também fica invariável quando designa tempo ou fenômeno da natureza.
Nesse caso, a exemplo de haver, o verbo é impessoal e, como não tem sujeito, tem a mesma forma no singular e no plural.

Assim, nunca diga: Fazem cinco dias, ou fazem dois anos...
O correto:

-Faz cinco dias que ele chegou.  Faz dois anos que ele morreu.

A regra se mantém no caso de fazer ser acompanhado de um verbo auxiliar:

-Vai fazer cinco anos que ele voltou. ( e não vão fazer )
-Deve fazer seis meses que ele foi contratado. ( e não devem fazer )

Mesmo caso para os fenômenos da natureza:

-Faz dias muito frios no inverno. ( e não fazem dias  )
-Deve fazer muitas semanas de sol neste ano. ( e não devem fazer )
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Bibliografia: Com Todas as Letras - O Português Simplificado
                     Eduardo Martins - Editora Moderna - 1999

O VERBO HAVER

Alguns cuidados há de se ter quando lidamos com o verbo haver.
É comum ouvir no rádio ou na televisão erros de concordância verbal. Pelo fato do português ser uma língua cheia de regras, torna-se difícil a quem dela se utiliza como ferramenta de trabalho não cometer alguns deslizes.
No caso do verbo haver, quando tem o significado de existir, ele é impessoal, ou seja, não possui sujeito. Assim, a forma verbal permanece sempre na terceira pessoa do singular.
Eis algumas frases ditas erroneamente:
a)  Houveram muitas mudanças no quadro da empresa.
b)  Haverão muitos acidentes nesta passagem de ano.
c)   Haviam centenas de pessoas assistindo ao espetáculo.
d)  Num contrato simples não devem haver exigências.
e)  Não haverão mudanças significativas a nosso favor.
Agora a forma correta de dizê-las:
a)  Houve muitas mudanças no quadro da empresa.
b)  Haverá muitos acidentes nesta passagem de ano.
c)   Havia centenas de pessoas assistindo ao espetáculo.
d)  Num contrato simples não deve haver exigências.
e)  Não haverá mudanças significativas a nosso favor.
Na mesma regra é dito “há vagas” para significar “existem vagas”.
Outro dia “briguei” com a RBSTV-Joinville, afiliada da Globo, porque uma repórter insistia em pronunciar o vocábulo “gratuito” não observando o ditongo, mas, pronunciando como hiato. Ou seja, ela dizia gra-tu-í-to em vez de pronunciar gra-tui-to.
Depois disso, nunca mais falaram errado.
Não quero com isso dizer que sei tudo. Aliás muito pouco eu sei. Mas como professor também de português não posso admitir ensinar uma coisa na escola e ouvir o errado na mídia.

Joinville-SC, 07 de janeiro de 2012.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

OS QUATRO PORQUÊS

Hoje vamos abordar um assunto sempre discutido, gerador de muitas dúvidas.
Eis, então, algumas elucidações sobre o assunto:

por que (separado e sem acento)

Utilizado em perguntas e respostas. Equivale a "por qual razão" ou "por que motivo". Nas orações interrogativas sempre vai iniciar a frase. l
Exemplos:     

Por que você não me ligou ontem?
Não liguei por que adormeci.

Nas afirmações é comum substituir o "que" por "qual, quais" caracterizando o pronome relativo:
Estes são os motivos por que não quero que venhas. ( pelos quais)

por quê (separado e com acento)

Utilizado somente em frases interrogativas NO FINAL da frase:

Você não me ligou ontem por quê?
Ela quer saber isso por quê?

porque (junto e sem acento)

Quando for uma conjunção causal ou explicativa, com significado aproximado de "pois", "uma vez que", "para que":


Exemplo:  Não fui à aula porque tive que trabalhar.  (pois)


porquê (junto e com acento)


É sempre um substantivo (sinônimo de motivo, razão) e como tal deve vir acompanhado de artigo, pronome, adjetivo ou numeral:


Exemplo: Não entendo o porquê de tamanha confusão! (o motivo)
                Alguém sabe o porquê da Previ não se comunicar conosco? (a razão)




Paz e bem a todos porque todos merecem!




Joinville(SC), 05 de janeiro de 2012.
 

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

SEM EXPLICAÇÃO

        O Dr. Medeiros está indignado. Ele conhece muito os bastidores de mercado de capitais. Um dos motivos que fez deixar seu blog mais "stand-by" foi exatamente a dedicação "part-time" a uma Corretora porto-alegrense, o que demonstra a intimidade no trato dos papéis acionários por parte do nobre causídico.

        Muito estranha mesmo a desaceleração acontecida no Ibovespa nos últimos dias de 2011, especificamente no dia 28/12, uma quarta-feira fatídica, que sem um motivo relevante chegou a índice negativo de quase dois pontos percentuais.

        Onde estavam os operadores da Previ que quase deixaram o BET ir literalmente embora? Bastava, como diz o Dr. Medeiros, uma leve compra de ações de parte da Previ para que tudo ficasse nos 58.000 ou mesmo nos 59.000 pontos. 

        De se ressaltar que nesses dias tanto as bolsas americanas quanto as europeias fecharam no verde. Por que somente o Ibovespa caiu? E por que agora nos dois primeiros dias do ano houve elevação de mais de 4%? Não houve qualquer fato novo nem boato que justificasse esta queda final em 2011 e este levante inicial em 2012. Com toda certeza a Previ nos deve uma explicação.

        Com a palavra os três diretores indicados pelo Banco que, aliás, era (ou é) um dos maiores interessados na manutenção do BET. Ou não?

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

O BRASIL QUE PRETENDEMOS


O Brasil é muito maior do que muitos brasileiros pensam. Ou melhor ainda: poucos conhecem com profundidade o tesouro “escondido” que repousa aqui na “terra da promissão.”
O nosso extenso litoral, mais de 5.000 km do Oiapoque ao Arroio Chuí, além de abrigar o fabuloso pré-sal também concede vários poços generosos que nos tornam autossuficientes. Contudo, se no petróleo estamos muito bem, na pesca onde poderíamos ser um dos maiores produtores mundiais, ainda engatinhamos.
Voltando ao seio da terra, temos jazidas de quase todos os minerais. Um dos mais valiosos na teoria, o nióbio, de que somos detentores de 97% da produção mundial, lamentavelmente, é vendido quase de graça. E toda indústria aeronáutica sabe o valor deste metal. O minério de ferro, carro-chefe da Cia Vale do Rio Doce, deixa profundos sulcos em terras paraense, e são vendidos de forma bruta, sem qualquer valor agregado. E a China aproveita...
Falando em China, é preciso abrir bem o olho com este gigante. De bobo eles nada têm. Atraíram uma fábrica da Embraer para solo chinês (e nós caímos como patos), pois uma vez lá instalada eles clonaram nossos aviões e já começaram a exportar. E a nossa Embraer perdendo mercado. A China agora está de olho em nossas terras agriculturáveis. Segundo informações oficiais, o Brasil possui 300 milhões de hectares de terras agrícolas das quais utiliza somente 50 milhões. A intenção da China é comprar qrande quantidade de terras no Brasil para produzir alimentos para um mundo cada vez mais faminto.
O governo brasileiro precisa acordar. Por que todo este excedente de terras não pode ser usado pelos próprios brasileiros? Dilma Rousseff já está ciente disso. Basta que adote uma política de incentivo para que mais brasileiros tenham capacidade de comprar terras e nelas produzirem. Outro fator inquietante é o chamado “custo Brasil”. Qualquer máquina aqui produzida (uma colheitadeira, por exemplo) é 40% mais cara em relação à produzida no exterior. Se produzido na China este percentual de diferença sobe para 100%.
Todas estas informações estão à disposição na internet. Eu me baseei na palestra proferida ontem na Rede Vida pelo Professor Marins (Motivação & Sucesso).
O Brasil vai chegar ao topo das nações. Isto é inexorável. Está escrito nas estrelas. Deus já nos reservou esta honra. Nada obstante, precisamos agir com inteligência. A China nos leva o minério de ferro e nos devolve o mesmo minério na forma de máquinas e equipamentos. Até quando, Senhor, isso vai continuar?

domingo, 1 de janeiro de 2012

MINHAS PREVISÕES PARA 2012

Seguindo meu "feeling" vou enumerar alguns prognósticos para o ano que se inicia. Não os levem tão a sério, mas se qualquer deles o fizer sorrir por qualquer motivo, ficarei muito feliz. Se, entretanto, algum colidir com seus mais ferrenhos objetivos, não desanime, porque a vida é bela.



01 - A Aapprevi começará a ganhar as primeiras ações judiciais a favor de seus associados, fazendo incrementar assustadoramente seu número de sócios.

02 - O BET - Benefício Especial Temporário continuará sendo pago em 2012.

03 - A situação econômica na zona do euro se complicará, afetando o Brasil nos investimentos estrangeiros, principalmente na Bovespa, desenhando um quadro sombrio para as aplicações em renda variável.

04 - Nos jogos olímpicos de Londres, o Brasil conseguirá trazer o título inédito de campeão olímpico no futebol masculino.

05 - Os Estados Unidos terão seu próximo presidente fora dos dois partidos tradicionais: Democratas e Republicanos.

06 - O Brasil precisa proibir com urgência, através de leis ou decretos, a compra em larga escala de terras por estrangeiros, notadamente os chineses.

07 - As eleições na Cassi e na Previ continuarão sendo vencidas pela situação.

08 - A política na Previ continuará inalterada. Isto vai nos trazer prejuízos elevados devido à nossa grande participação em renda variável.

09 - Haverá uma grande crise na produção de trigo, duplicando seu valor, afetando muito o custo do pão e demais derivados.

10 - O ano será pior do que 2011 somente tendo alguma melhora no último trimestre, muito mais em função do mercado interno.