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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

RUDYARD KIPLING

Rudyard Kipling foi um poeta inglês (1865-1936) nascido na Índia, de família inglesa, aos cinco anos voltou ao Reino Unido onde estudou e aperfeiçoou-se na arte de Shakespeare. Seu poema mais famoso foi "IF" que se traduz por "SE", cuja tradução livre está logo abaixo, cai muito bem neste ano finado onde alguns sofreram muito com ataques e vilipêndios, destacando-se a figura jurídica da nossa Aapprevi e a pessoa física do amigo Marcos Cordeiro de Andrade.
Que 2012 não nos tragam mais tantos dissabores porque já choramos demais.
Uma vez mais meus votos de um abençoado Ano Novo a todos e a todas que me dão a honra de suas leituras. Que a paz de Deus esteja sempre entre vocês.


Poema "If" de Rudyard Kipling  (Se...)


Se tiveres a capacidade de manter-se calmo, quando todos ao redor
já perderam suas paciências e ainda te culpam por causa disso...
Se puderes confiar em ti quando todos duvidam,
Se conseguires esperar e não ficar cansado pela espera...
Ou ao ser enganado, consegue não mentir ao mentiroso...
E sendo odiado, não dar lugar ao ódio em teu coração...
Se tu podes sonhar – e não fazer dos sonhos teus senhores...
E se encontrares o Triunfo e o Desastre, tratar estes dois impostores do mesmo modo...
Se tu puderes suportar a verdade que dizes, ser distorcida pelos patifes para apanhar-te
Ou assistir as coisas pelas quais tu deste a própria vida serem estraçalhadas...
E mesmo assim reconstruí-las com ferramentas desgastadas.
Se fores capaz de arriscar tudo o que ganhaste, e perdê-lo num lance qualquer,
E a tudo recomeçar sem um lamento sequer...
E a persistir mesmo quando nada mais haja em ti...
Exceto uma vontade interior que te diz: “Vamos lá!”
Se fores capaz de caminhar com as multidões sem perder a virtude,
Ou caminhar com reis sem perder a simplicidade,
Se nem teus inimigos, nem os amigos queridos conseguem te magoar,
Se todos contam contigo, mas ninguém como tu pode
Preencher os minuto final com os sessenta segundos
tão valiosos como  uma corrida de distância...
Então tua é a Terra e tudo o que nela existe...
E o mais valioso de tudo – Serás um Homem, meu filho!!!

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

A TAXA ATUARIAL

Plano 1 - Regulamento

Seção III – Da Taxa de Juros Atuariais

Art. 75 – A taxa anual de juros atuariais será de 5% (cinco por cento).
Parágrafo único – O percentual de que trata o caput deste artigo poderá ser alterado pelo Conselho Deliberativo, caso estudos financeiro-atuariais indiquem sua necessidade ou possibilidade.
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Atuarial vem de atuária, substantivo feminino que significa a parte da estatística que trata das questões relacionadas com a teoria e o cálculo de seguros.

Em outras palavras: é a correção monetária de um plano para manter com segurança o pagamento dos benefícios. Em nosso caso específico, Plano de Benefícios nº 1 da Previ, atualmente fixada em 5% (cinco por cento) ao ano. E pode ser alterada pelo Conselho Deliberativo sempre que houver necessidade. Porém, como nosso plano é fechado e maduro, esta tendência será de manutenção ou até mesmo com viés de baixa.


A taxa selic, uma das balizadoras dos títulos públicos está hoje em 11% a.a.
Retirando deste percentual eventual IR teremos uma taxa anual de 10% que é exatamente o dobro de nossa meta atuarial. Sem o menor risco porque o Governo precisa "rolar" a sua dívida interna e vai honrar seus financiadores.


Desculpem-me os caros leitores se sou repetitivo. Mas, quem tem boa saúde não se importa em comer todo o dia seu feijão com arroz. Faz bem e lhe dá cada vez mais forças para enfrentar as labutas diárias.
Desta forma, peço encarecidamente ao sr. Ricardo Flores, Renê Sanda que a partir já de 2012 refaçam o portfólio de aplicação da Previ nestes termos:


-Imóveis (incluindo a Carim).............................................. 10%
-Operação com associado (ES)........................................... 10%
-Operação em renda variável (part. em ações).................  40%
-Operação com renda fixa (títulos públicos)....................... 35%
-Outros investimentos (por conta de economistas)...........   5%


Os imóveis, as operações de Empréstimo Simples e os títulos da dívida pública, no frigir dos ovos terão a mesma rentabilidade, algo em torno dos 10% ao ano.
Com o total de ativos da Previ no patamar de 155 bilhões de reais, concluímos que 55% deste valor atingiremos o rendimento de R$ 8.525.000.000,00!!!
(Oito bilhões e quinhentos e vinte e cinco milhões de reais).

As despesas da Previ com os benefícios pagos é de seis bilhões anuais. Quanto sobra de superavit? Dois bilhões e meio, não é, caro leitor?

Estou deixando de fora, propositadamente, os 40% aplicados em renda variável. Este é o maior percentual da cesta que vamos deixar para estes aventureiros, que brincam com o nosso dinheiro, aqui incluídos Governo/BB/Diretoria da Previ, a continuarem com suas "fortes emoções".

Se quiserem me desmentir que o façam. Porém, não levianamente. Usem argumentos que de fato justifiquem continuar aplicando 63% em renda variável.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

QUERÊNCIA AMADA

Hoje gostaria de enaltecer este extraordinário Estado brasileiro que sozinho se iguala a seus vizinhos Uruguai e Argentina, e por sua bravura e conquistas nos enchem de orgulho todos nós brasileiros. Homenageio também, o guerreiro José Bernardo Medeiros, uma das maiores cabeças pensantes deste país e que se Deus quiser irá continuar nos ajudando (e muito) através de seu "Blog do Medeiros".
Outro gaúcho a quem gostaria de também homenagear é o querido amigo Bernardo Mallmann, de Lajeado-RS, com quem tive a felicidade de conviver por algum tempo aqui na "Manchester Catarinense."

A melodia que homenageia é o título desta postagem cuja música na voz de Osvaldir e Carlos Magrão pode ser visualizada no link
http://letras.terra.com.br/osvaldir-e-carlos-magrao/184578/ 
pois é o verdadeiro Hino do Rio Grande do Sul. Eis a letra:

Quem quiser saber quem sou
Olha para o céu azul
E grita junto comigo
Viva o Rio Grande do Sul
O lenço me identifica
Qual a minha procedência
Da província de São Pedro
Padroeiro da querência
Ó meu Rio Grande de encantos mil
Disposto a tudo pelo Brasil
Querência amada dos parreirais
Da uva vem o vinho
Do povo vem o carinho
Bondade nunca é demais
Berço de Flores da Cunha
E de Borges de Medeiros
Terra de Getúlio Vargas
Presidente brasileiro
Eu sou da mesma vertente
Que Deus saúde me mande
Que eu possa ver muitos anos
O céu azul do Rio Grande
Te quero tanto torrão gaúcho
Morrer por ti me dou ao luxo
Querência amada, planície e serra
Dos braços que me puxa
Da linda mulher gaúcha
Beleza da minha terra
Meu coração é pequeno
Porque Deus me fez assim
O Rio Grande é bem maior
Mas cabe dentro de mim
Sou da geração mais nova
Poeta bem macho e guapo
Nas minhas veias escorre
O sangue herói de Farrapos
Deus é gaúcho de espora e mango
Foi maragato ou foi ximango
Querência amada, meu céu de anil
Este Rio Grande gigante
Mais uma estrela brilhante
Na bandeira do Brasil.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

AS BOLSAS DO BRASIL

        Antes que um Anônimo qualquer venha me dizer que sou "mestre" em inglês e nada sei de economia, vou entrar sorrateiramente nas portas do Bolsa Família e suas congêneres, não sem antes lembrar ao arguto Anônimo que de médico e louco todos têm um pouco.
        O MDS - Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome (Yes, nós temos este ministério!) é o responsável por gerir através do FNAS - Fundo Nacional de Assistência Social - criado pelo Decreto nº 1605/2005, os diversos recursos destinados a diversas "bolsas" como a "família", "escola", "alimentação", "vale-gás", etc.
        E de onde virão os recursos? Está mencionado lá no sítio do MDS:
" As receitas do FNAS podem ser compostas por recursos da União; eventuais doações de pessoas jurídicas ou pessoas físicas; contribuição social dos empregadores; recursos provenientes de concursos, sorteios e loterias, no âmbito do Governo Federal; receitas de aplicações financeiras de recursos do Fundo; receitas provenientes da alienação de bens móveis da União, no âmbito da assistência social e transferências de outros fundos."
        Eu sublinhei a "contribuição social dos empregadores" que engloba FGTS, Previdência Social (aposentadoria), reconhecidamente dinheiro "sagrado" do trabalhador para usufruí-lo nos tempos futuros.
        Gostaria que esta CS fosse retirada da fonte de recursos que compõem o Bolsa Família. Mas, como assim, professor? O senhor quer retirar dinheiro que é repassado aos pobres do Brasil? Não pense nunca nisso!
        O que eu desejo é mudar a fonte de recursos. Nesta semana, o Rio foi manchete policial de uma operação frustrada da Polícia (eles "avisam" antes da operação os contraventores), mesmo assim, recolheram três milhões e novecentos mil reais escondidos em ralos de esgoto. Pois bem. Tão simples o governo legalizar o jogo do bicho, tão popular no Brasil, já que as loterias da Caixa nada mais são do que um grande cassino; legalizar o jogo do bicho, repito, tornando-o obrigatório nas lotéricas. Uma vez legalizado, seria muito mais fácil prender os contraventores. Seus recursos se destinariam exclusivamente aos programas sociais do Governo.
        Ah! Se eu fosse um grande economista... 
 

domingo, 25 de dezembro de 2011

É NECESSÁRIO PAGAR TANTO?

        O Banco Mundial (The World Bank) publica dados interessantes sobre as facilidades que uma empresa tem em fazer negócios (Doing Business) nos cinco continentes do globo terrestre. O Brasil, para não variar, está muito mal colocado no ranque. Nos cálculo de "horas trabalhadas" ao ano somente para pagar os impostos que uma empresa é obrigada a recolher, são necessárias 2.600 horas/ano contra 382h/ano dos países da América Latina.
        Isto faz nosso país perder muito em competitividade.Já passou da hora de uma reforma tributária mais justa, onde não seja penalizado o trabalho; antes seja o capital especulativo, as grandes fortunas, os bancos, e por aí afora.
        Sou bem favorável à aplicação de uma chamado "imposto único" no varejo, em que todo e qualquer produto vendido teria uma alíquota de 6% cobrados através de sistema "on line", isto é, com máquinas previamente cadastradas em todo o comércio varejista, a fim de não haver evasão. Onde todos pagam, todos pagam menos.
        Outra medida importante seria o corte da gastos supérfluos ou desnecessários da parte do poder central. Falo de um enxugamento administrativo em Brasília, nos três poderes, terminando de vez com o excesso de cargos comissionados e serviços burocráticos inúteis.
        Se o governo Dilma quiser fazer, o fará. Basta vontade política e severidade com os apadrinhados. Sei que é difícil retirar os "mariscos" grudados na pedra. Ou alguns "macacos" de rabo tão presos aos galhos que será preciso alguns tufões e ventanias para derrubá-los.
        Evidentemente, tudo deve passar por um grupo de estudos, com pessoas notáveis, economistas, tributaristas, juristas, etc. com poderes delegados para implantar os resultados dos estudos. No final, teria que haver a aprovação dos legislativo, ou seja, uma decisão política. Daí pode-se esperar desfecho favorável pois o governo tem maioria folgada tanto na Câmara Alta quanto na Baixa.
        É esperar e torcer para que seja implementada uma nova política fiscal, tão vital quanto necessária, colocando-nos no topo da lista da vanguarda mundial.
        Quem viver, verá.

sábado, 24 de dezembro de 2011

A BÍBLIA "DE CAPA A CAPA"

Estamos no Natal e como muitos se interessam por assuntos espirituais vou dar uns pitacos sobre a inspiração divina. Comumente, se entende por esta palavra uma voz que venha de "fora" do homem, porque o homem profano só admite um Deus externo, transcedente, e nada sabe de um Deus interno, imanente. Aquele que tem fé, porém, sabe que "o espírito de Deus habita no homem", que a alma humana é o próprio espírito divino em forma individualizada. Enquanto esse espírito divino, a alma, "dorme" no homem, não há inspiração; mas, se acordar e começar a falar, mesmo no silêncio, há inspiração divina.

Aliás, toda inspiração divina deve ser entendida deste modo. Nunca Deus falou a um homem através dos sentidos materiais; quando Se revela o faz através da alma, que é Deus no homem.

Naturalmente, o homem, habituado a haurir os seus conhecimentos através de objetos externos, julga ter ouvido Deus de fora; a força do hábito o leva a objetivar a sua experiência subjetiva. Geralmente, o homem objetiva Deus em forma de luz ou de som. E, no caso que a alma não esteja plenamente despertada, mescla ele os ingredientes dos sentidos e do intelecto com as suas experiências espirituais; daí a puríssima inspiração de Deus sai mesclada com impuros aditamentos humanos. Só no caso em que a alma tenha adquirido imaculada pureza experiencial (como no caso de Jesus), não é a pura revelação divina mesclada com impuros elementos humanos. Por isso, afirma Jesus: "Eu não vim abolir a Lei e os Profetas, mas levá-los à perfeição." (Mt 5:17)

Os que aceitam a Bíblia "de capa a capa" como puríssima inspiração de Deus, na forma em que possuímos esse livro, não podem compreender como Deus tenha dado, antigamente, revelações tão imperfeitas como vingança pessoal, apedrejamento das adúlteras, (mas não dos adúlteros!!!), matança de crianças inocentes (como exige o Salmo 137, etc.). Os que sabem que toda a inspiração e revelação vem de dentro do próprio homem, e como há poucos homens suficientemente puros para não contaminarem a pureza divina, se compreende o porquê de certas revelações menos perfeitas.

Vale também aqui o velho e conhecido adágio filosófico: " O recebido está no recipiente segundo o modo e a forma do recipiente".

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

ENTÃO É NATAL...

        Já se passaram 2010 noites comemorativas ao nascimento de Deus-homem com o nome de Jesus, o Cristo. Outrora Deus nos falou através dos patriarcas, reis e principalmente pelos profetas. Desde o primeiro Natal Deus nos falou através de Seu Próprio Filho, condensado nos quatro evangelhos, e assim será até a segunda volta do Filho do Homem, o juízo final.
        Nossa crença se resume em três grandes pilares baseados nos evangelhos que são intimamente interdependentes entre si. Simboliza a unidade na diversidade ou no dizer do Nazareno "um corpo com diversos membros". São eles: A FÉ na vida eterna/espiritual; a ESPERANÇA de que esta vida espiritual vai ser conquistadada; e a CARIDADE que é o meio a nós disponibilizado a fim de alcançarmos a quintessência do Cristianismo.
        Eis algumas partes das Sagradas Escrituras para exemplificar cada uma das colunas que nos sustentam e sobre as quais repousam os verdadeiros significados ao desejarmos "Boas Festas". Não é o comércio que se faz com a data, nem a mesa farta da Ceia, nem os presentes dados ou recebidos.
        É com este espírito que desejo a todos e a todas meus votos de um Natal verdadeiramente feliz, de paz e de amor.
        - "Porque viste,creste. Felizes os que não viram e creram." Jo 20:29
               "Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida". Jo 14:6
               "Não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos nos céus." Lc 10:20
        ESPERANÇA - "Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo." Jo 14.3
        CARIDADE - "Quando deres esmola, que tua mão esquerda não saiba o que fez a direita. E assim, a tua esmola se fará em segredo; e teu Pai, que vê o que fazes em segredo, te recompensará."  Mt 6:3,4 

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

ISA MUSA COM GLEISI HOFMANN

A senadora Ana Amélia (PP/RS) esteve reunida com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hofmann, para expressar a preocupação das associações de aposentados e antigos funcionários do Banco do Brasil com possibilidade de a Caixa de Previdência dos Funcionários da instituição (Previ) aumentar o seu teto de aposentadoria complementar de R$ 27 mil para R$ 80 mil.

No encontro, realizado na tarde desta segunda-feira (19), estiveram presentes a vice-presidente de Seguridade da Associação dos Antigos Funcionários do Banco do Brasil, Loreni de Senger, e a presidente da Federação das Associações de Aposentados e Pensionistas do Banco do Brasil, Isa Musa de Noronha.

A medida, caso seja confirmada, poderá prejudicar os aposentados e funcionários da instituição, além de contrariar o enfrentamento aos altos salários no poder público, argumentou a senadora.

- É um abuso que compromete todo o sistema de previdência complementar – disse Isa Musa de Noronha.

A presidente da Federação disse que atualmente são 186 mil aposentados ligados ao Previ e que é inadmissível um pequeno grupo receber R$ 81 mil enquanto o teto é de R$ 27 mil e a média de rendimentos hoje é de R$ 6,5 mil.

O caso será encaminhado pela ministra para análise junto à Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc).

sábado, 17 de dezembro de 2011

A "NOSSA" COOPERATIVA

        Na capital federal, no Edifício Casa de São Paulo, está estabelecida, vizinha da perversa Anabb e formando uma dupla do mal, a também detentora de mais de 100 mil associados, conhecida como Cooperforte.
        Revestida do manto cooperativista nem de longe se parece com as nossas cooperativas rurais espalhadas por esse Brasil afora. Seu presidente, José Valdir Ribeiro dos Reis, possui mandato mas é reeleito todas as vezes nos moldes da Anabb de Valmir Camilo, é oriundo do quadro do BB (aposentado) e além do salário da Previ conta com não menos polpudo salário da Cooperforte. Outro dia reclamei junto ao Banco Central da exigência obrigatória dos 20% que a cooperativa nos faz quando fizemos qualquer empréstimo, recebi via correio, em papel timbrado branco de bordas amarelas, tal qual procede o Banco do Brasil, resposta do diretor Josué Martins Neto cujo parágrafo final transcrevo:
“Reafirmando que os procedimentos adotados pela Cooperforte são legais e legítimos, informamos que cópia desta carta está sendo enviada ao Banco Central do Brasil.”
        “Legal e legítimo” pode até ser. Só que esta prática já foi abolida por quase todas as entidades de crédito. Não faz sentido tirar ainda mais de quem está pedindo emprestado. Nem o BB, nosso carrasco, procede assim. Por falar em BB, senhor Josué, quero fazer aqui um paralelo com a sua Cooperforte:
A taxa de juros do BB para adiantar a parcela do 13º é de 1,41%.
A Cooperforte cobra pela mesma operação 2,10%, mais seguro prestamista de 0,11497% ao mês sobre o saldo devedor, e mais a integralização de capital que é 10% do valor do adiantamento.
O BB como instituição financeira é obrigado a recolher no BC 40% de sua captação (compulsório); nada disso ocorre com a Cooperativa que está livre, bastando utilizar o BB como suporte.
Portanto, as despesas administrativas da Cooperforte são mínimas. Acontece que é pessimamente administrada, com resultados anuais pífios. Ou alguém acha que devolver anualmente 600 reais a quem tem mais de 30 mil em empréstimos é grande coisa? Ou por outra: dar lucro de 50 milhões com 100 mil cooperados adimplentes, seguros prestamistas, entrada de 50 reais para ingresso, sem recolher compulsório, juros mais altos que o BB-Funci etc., presume, sim, lucros muito mais vultosos.
        Em última análise, qualquer cooperativa não visa ao lucro. Talvez neste caso, veladamente, o seu presidente, os diretores e o Conselho de Administração que tem nomes como o próprio presidente José Valdir, o Romildo Gouveia Pinto (alguém conhece?), e até Ney Seabra da Costa (o presidente de uma das Afas); repito, talvez, até pensem um pouco na melhoria do seus vencimentos. Mas tudo dentro do Estatuto, legal, legítimo, como afima o Sr. Josué Martins Neto.
        Eu vou ter que fazer o adiantamento do 13º salário agora. Só que já decidi fazer pelo BB. Não sou bobo...

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

PANORÂMICA


        Já que as coisas na Previ não mudam mesmo - não aceitam sugestões quem dirá críticas - vamos dar uma passeada pelos corredores luxuosos de Brasília, sede do poder da República do Brasil. De antemão previno-lhes que jamais me filiei a qualquer partido político até 03.10.2011 quando ingressei num pequeno partido a fim de pretensamente disputar uma cadeira no legislativo municipal no próximo ano. Portanto, sinto-me à vontade para falar bem ou mal deste ou daquele partido. Nada obstante, a força ou a fraqueza de um partido nada mais é  do que as atitudes e condutas de seus membros, disciplinados ao seu estatuto.
        Esta semana a imprensa subjugada nacional deu grande ênfase ao lançamento com edição esgotada do livro do jornalista Amaury Ribeiro Jr. intitulado "A Privataria Tucana" que consumiu doze longos anos de pesquisa do arguto autor. A obra, obviamente ovacionada pelo PT, conta algumas falcatruas ou negócios escusos, dignos de serem levados à justiça e de serem merecidamente punidos. Só não entendo como ninguém ofereceu denúncia à época, porque os fatos são graves.
        Quanto às privatizações em si, a maioria dos sócios continuou "nacionais", com a nossa Previ sendo uma das grandes beneficiadas pelo ingresso no capital de empresas como a Vale e outras mineradoras e algumas "teles". Não tenho bem certeza - o nobre jornalista nos prestaria um grande serviço se nos esclarecesse  - mas, foi numa destas privatizações que o filho do ex-presidente Lula teria se tornado majoritário na Telemar, hoje contaria com patrimônio de cerca de 200 milhões de reais. Repito, estou usando o condicional hipotético: teria, contaria....Amaury, dê-nos mais uma canja, escrevendo sobre este episódio também, até para que não paire dúvidas sobre a conduta imparcial do bem-amado Lula, mais de 80% de aprovação popular.
        Por falar no ex-presidente li hoje na coluna do Giba Um www.gibaum.com.br que o ministro Ricardo Lewandowski do STF, responsável pela revisão do processo do Mensalão, causou mal-estar entre seus pares ao afirmar que os crimes imputados aos acusados irão prescrever. Hummm...
        Talvez a afirmação tenha a ver, segundo, ainda, a coluna do Giba Um, ao fato de Lewandowski ter sido nomeado por Lula, ainda no seu primeiro mandato, logo após o estouro do escândalo do Mensalão, e pelo fato da mãe de Ricardo, dona Karolina Lewandowski ter sido amicíssima de Marisa Letícia, esposa de Lula. Eram vizinhas no ABC paulista. Será?
        O que também corrobora com tudo é a publicação de um livro sobre o Mensalão há cerca de um ano, porém pouco noticiado, de autoria do também jornalista Ivo Patarra cujo título é "O Chefe". Esta obra pode ser baixada na internet.
        Ressalto que para nós da Previ, o governo FHC foi muito mais maléfico do que o governo Lula. O que eu lamento é que o PT, sendo o "Partido dos Trabalhadores" nada fez para reverter os efeitos danosos, ao associado, da LC 108/2001. Além de ser o responsável pela nefasta Resolução 26.
        A esperança é que Dilma ainda possa modificar alguma coisa a nosso favor. Oxalá!

VOCÊ JÁ VIU?

Ontem estava relembrando um clássico da música mundial que tem por título "Have you ever seen the rain" onde o tema é a pergunta se você já viu a chuva cair num dia ensolarado. Aquele que quiser recordá-la basta ir no "Youtube" e digitar o nome acima, autoria de Creedence Clearwater.
O nome da música despertou-me perguntas em série, concernentes à situação política-administrativa do nosso querido Brasil, colocadas aqui sob a forma de paródia da canção:
1. Você já viu alguma vez alguém devolver desvio de verba pública?
2. Você já viu alguma vez alguém sofrer severa punição por esse motivo?
3. Você já viu alguma vez tamanha desfaçatez dos acusados destes crimes?
4. Você já viu alguma vez o judiciário sem ingerência do poder executivo?
5. Você já viu alguma vez como se transforma um "mico" Sauípe em negócio 
     rentável à Previ sem precisar vendê-lo?
6. Você já viu alguma vez um aposentado na diretoria da Previ?
7. Você já viu alguma vez um presidente da república a nosso lado?
8. Você já viu alguma vez uma maciça participação de aposentados na Previ?
9. Você já viu alguma vez as nossas pensionistas serem valorizadas?
10.Você já viu alguma vez...?
 

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

FAZ QUEM SABE

            Segundo Maria Lucia Fattorelli, auditora fiscal da Receita Federal, a dívida pública brasileira é dividida em duas partes: externa e interna. A dívida externa estava em 282 bilhões de dólares em dezembro de 2009. Já a dívida interna estava em mais de dois trilhões de reais no mesmo período. Isto consome 380 bilhões de reais, ou 36% de tudo que é arrecadado no país, sendo este o maior gasto de todo o orçamento, disparado. Tais valores são pagos anualmente a quem se dispuser a financiar, ou "rolar" a dívida interna brasileira.
            Parte desses valores não poderiam vir para nós da Previ? Hoje, devido a retirada do corpo social das decisões da Previ, feita pela LC 108/2001 no governo FHC, não podemos sequer opinar sobre como nem onde aplicar um dinheiro que também é nosso. Estamos amordaçados. Quem decide são os "homens" do BB, o diretor de investimentos Renê Sanda e pelo homem-forte de Lula, Ricardo José da Costa Flores. Pelo elevado índice aplicado em renda variável (ações) visando ao lucro fácil, podemos afirmar que a gestão nesse quesito beira à irresponsabilidade, posto que pode ir do céu ao inferno diante de qualquer crise.
             Voltemos aos títulos da dívida pública. A Previ tem um ativo de mais de 150 bilhões de reais. Vamos aplicar 40% deste valor na compra de títulos públicos, pela segurança e pela alta taxa Selic: 40 x 150 = 60 bilhões. Somente esta aplicação seria suficiente, de modo seguro, para pagar toda a folha dos inativos no ano. Os demais 90 bilhões podem ser aplicados em diversas outras "cestas" de produto, inclusive renda variável, certamente em empresas como Vale, Petrobras, Embraer etc.
              Os críticos irão me contestar dizendo que nada entendo de Economia. Melhor faria se cuidasse somente das minhas aulas de inglês. De fato nunca fui um "expert" na matéria, todavia, os números não mentem. Se alguém quiser contestar a fórmula acima, fique bem à vontade. Se preferir continuar como está, por favor, não venha reclamar de um possível fim do "betinho".
              Segundo este humilde escriba, a equação supra nos daria tranquilidade e superavites permanentes. Como diz Juarez Barbosa: smj (salvo melhor juízo)
           

sábado, 10 de dezembro de 2011

SUPERAVIT NÃO É LUCRO

A Previ não tem fins lucrativos. Como qualquer entidade fechada de previdência complementar, seu fim específico é honrar as aposentadorias.
Pelo vultoso patrimônio atingido, o Plano de Benefícios nº1, assemelha-se na prática,  ao de muitos agentes financeiros e grandes bancos, que no Brasil obtêm lucros astronômicos, como é sobejamente noticiado.
Mesmo operando de modo análogo ao mercado financeiro, nosso fundo oscila muito mais entre o azul e o vermelho devido apenas ao fato de estarmos expostos em demasia no sobe-desce das bolsas, as mais sensíveis às crises.
Por outro lado, as grandes instituições financeiras têm com lucro principal a intermediação financeira, isto é, captar e emprestar dinheiro. Com o "spread" generoso pela política de juros adotada pelo BC, a receita é simples para os bilhões de lucro/anual. O máximo que os bancos fazem no mercado acionário é manter portfólios de ações pulverizadas (fundo de ações) das quais são mero administradores. O lucro vem mesmo dos empréstimos a correntistas.
Já a Previ está diretamente exposta ao humor do mercado acionário, que é alimentado de expectativas e boatos. Não deveria, porque o plano é fechado e tem prazo para terminar. Se não visamos ao lucro, por que arriscar? A resposta é política. Sendo o patrocinador estatal, ele manda e desmanda conforme a determinação do poder central.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

UNIR OU DISPERSAR?


Os movimentos “unidos” que afinal decidirão pela chapa de oposição são compostos de grupos, movimentos, blogs, associações etc. Dentre estes temos o “BB-Funcionários@yahoogrupos” que “convidou” um elemento chamado Marcelo Ricardo Carmo Casado de Lima (marcelo_ricardoccl@yahoo.com.br) que pelo comentário publicado no boletim nº 1761 de 08.12.2011, poderia participar de qualquer chapa da situação, menos de oposição. Transcrevo seu comentário, deixando para os leitores emitirem suas opiniões sobre o assunto. Convém ressaltar tratar-se de nosso aliado, não adversário.
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“Pessoal
Sou funcionário da ativa do Banco do Brasil, tenho 38 anos e sou "pós-98" (tomei posse em 2000). Sou de esquerda e me considero moderado. Sou delegado sindical mas não componho nenhum agrupamento.

Sempre ouvi colegas mais velhos de banco falando sobre a repressão que havia contra movimento sindical e greves nos anos 80, como os sindicatos faziam trabalho "por dentro" do banco pra mobilizar a categoria, o arrocho salarial e o terrorismo institucional dos tempos de FHC (ainda peguei parte, recebi uns daqueles abonos que davam pra não aumentar nossos salários) etc.

Quando me convidaram pra este grupo, não imaginava que iria encontrar tantos reacionários entre funcionários ou ex-funcionários do Banco do Brasil. Este grupo está infestado de demotucanos e extremistas de direita de vários tipos: saudosistas do regime militar, fascistóides, neonazistas etc.

Isso causa estranheza até pelo fato de serem concursados. Como se sabe, o pensamento demotucano-direitista hoje predominante é privatista. Pra eles, estatais, empresas públicas e funcionários concursados são anátemas. Concursado sofre aquele conceito pré-estabelecido do "funcionário público vagabundo". Não consigo, pois, atinar com os motivos que levam esse pessoal a se alinhar ideologicamente com seus próprios inimigos.

Mas faço um palpite: tenho um amigo de direita (direita libertária, que defende liberdades individuais como uso de drogas, porte de armas, aborto, casamento gay etc) também funcionário do BB. Um dia, conversávamos sobre as contradições da direita brasileira de internet que diz defender, ao mesmo tempo, propostas contraditórias como eleições livres e golpes militares como o de Honduras; Estado Democrático de Direito e ditaduras etc. Ele disse: "a direita brasileira é esquizofrênica".

Talvez essa seja a explicação pro fenômeno que se vê neste grupo. Será?
Abraços.”

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

AGENDA MÍNIMA

O brioso Juarez apresenta no seu blog WWW.previplano1emfoco.blogspot.com em esboço do que seria a “pauta mínima” dos objetivos a serem perseguidos neste pontapé inicial da nossa chapa de oposição. Ali estão elencadas algumas metas deveras ousadas, uma das quais diz sobre o Conselho Fiscal:
Deverão também impedir que nosso Estatuto, bem como os Regulamentos dos Planos sejam modificados a nosso desfavor.”
É importante observar que no Conselho Fiscal temos o “voto de Minerva” a nosso favor, ao contrário do Conselho Deliberativo.
João Rossi Neto há uns dois meses mencionava este fator relevante nas próximas eleições. Tão ou mais valioso do que o cargo de diretor é o cargo de presidente do Conselho Fiscal, posto que aqui temos em teoria a maioria a nosso favor.
Outra questão primordial é a Lei Complementar 108/2001. Segundo o mestre Valentim Deblaterar sobre escolha de bons nomes, que possam mudar alguma coisa neste e outros governos de qualquer partido, é sonho, pode ter certeza. O xis da questão está na LC 108/2001. Enquanto ela viger, coisas nebulosas e cabeludas poderão acontecer. Então a principal mobilização deverá contemplar a sua rejeição, acabando com o voto de minerva, restituindo a figura do corpo social com poderes para rejeitar contas, mudar Estatuto e Regulamento.”
Já existe uma proposição para alterar alguns artigos da LC 109/2001. Seria de bom alvitre que se propusesse idêntica intenção quanto à LC 108/2001, também, propondo exatamente o que Valentim aborda no seu comentário  acima transcrito.
Esperamos que as ideias ganhem “corpo” nas mãos do nosso coordenador Raul Avellar para, então, brevemente surgir o documento que sintetize nossas metas e planejamentos. Assim, nossa chapa já teria o slogan “pelo que lutamos.”